Ceifas, malhas e desfolhadas em terras do Dão

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Ceifas, malhas e desfolhadas em terras do Dão"

Transcrição

1 Ceifas, malhas e desfolhadas em terras do Dão por José Manuel Azevedo e Silva in separata da revista MUNDA, nº 5 Coimbra, 1983 O povo, mesmo pobre e analfabeto, é um repositório de autêntica sageza, na riqueza da tradição que não exclui inovação e adaptação e na força criadora da poesia, da música, dos contos, das adivinhas, dos ensalmos, do fabrico de artefactos, completamente desconhecida da gente das cidades, mas que constitui o cerne da Na ção. (Orlando Ribeiro, Nota Preliminar a Vilarinho da Furna, de Jorge Dias, 1981) Além do cultivo da vinha, é tradicional na região do rio Dão a cultura dos cereais de pragana. Desde muito cedo, talvez desde o Neolítico Peninsular, que aqui se cultiva o trigo, o centeio e a cevada, indispensável à fabricação do pão que, com a castanha, constituíram, durante muitos séculos, a base da alimentação das gentes desta região; Nos últimos dois séculos, porém, a base alimentar do beirão sofreu gradualmente significativa alteração. Assim, enquanto que os cereais de pragana cederam parte do seu papel alimentar a um outro cereal novo o milho grosso de maçaroca a castanha foi substituída pela batata. O milho grosso, introduzido em Portugal no século XVI, nos campos de Coimbra, foi-se difundindo por todo o país, mais rapidamente numas que noutras regiões. É de crer que cedo tivesse subido os vales do Mondego e do Dão, mas só a partir do século XVIII se começou a generalizar o seu cultivo. Tratando-se dum cereal de Verão, a generalização do cultivo do milho em Portugal veio complementar a produção agrícola e, até certo ponto, colmatar a tradicional carência de cereais panificáveis, atenuando a fome e as consequentes epidemias e desencadeando um apreciável surto demográfico, o que levou Orlando Ribeiro a falar duma «revolução do milho». Mas continua a cultivar-se na região bastante centeio, cevada e algum trigo. Antes da chegada das malhadeiras e ceifeiras mecânicas a estas paragens, por volta dos anos sessenta do nosso século, todo este trabalho era feito pelo braço das ceifeiras, ceifeiros e malhadores. Além dos cereais, ceifa-se também a erva de semente, deixada crescer nos lameiros para garantir a sementeira dos pastos do ano que vem e ainda a erva para a manjedoura do gado e o feno para o Inverno. A erva de semente é ceifada antes de secar completamente para que se não debulhe ao ceifar e, em seguida, é atada em molhinhos que, pela sua semelhança com uma figura de mulher sentada no chão, ao serem postos na vertical, são chamados «meninas» ou «bonecas». Uma vez criado o cereal, homens e mulheres, vergados sob sol ardente, empunhando seitoiras (foices) e delineando o eito de acordo com o número de ceifeiros, atacavam decididamente a seara. Nas últimas décadas, a par da seitoira, passou também a usar-se a gadanha. É uma folha de aço meio curva e muito bem afiada, munida dum cabo da altura do ceifador que permite ao gadanheiro segar de pé, agarrando com a mão esquerda na ponta do cabo e, com a direita, numa pequena mãozinha cravada transversalmente ao meio do cabo. Atrás, alguns homens iam atando com vincelhos o cereal ceifado em molhos que depois se dispunham cuidadosamente em montes, construídos de forma cónica, de modo a que o cereal fosse secando pela sua disposição ao sol e, ao mesmo tempo, ficasse protegido contra os eventuais aguaceiros da época. A estes amontoados de molhos de cereal chama-se na região rolheiros, se contêm menos de uma dúzia de molhos, e medas, se o monte é maior, comportando, por vezes, várias dezenas de molhos.

2 Passadas algumas semanas, em Julho/Agosto, quando os trabalhos agrícolas vagam um pouco, os molhos são tirados dos rolheiros e das medas e carreados para a eira ou «lagem». Esta última designação, sem dúvida a mais vulgarizada, advém do facto de nos primórdios serem utilizados para as malhas os lajedos naturais, só depois melhorados com blocos de granito justapostos horizontalmente. Nos tempos modernos, muitas eiras foram aumentadas ou construídas de novo em blocos graníticos e, mais recentemente, em plataformas de cimento. A malha é a operação de debulha dos cereais, quer do milho, quer dos cereais de pragana. A designação provém do objecto fundamental da debulha, o malho, nesta região conhecido por mangual, O mangual é um utensílio rudimentar, feito essencialmente de duas peças de madeira: o pírtigo, de cerca de meio metro de comprimento, feito dum pau pesado e duro, normalmente de figueira, e a mangueira, de cerca de 1,5 m, feita dum pau leve mas resistente, preferentemente de sabugueiro ou de castanho. As duas peças são ligadas uma à outra pela meã que funciona como charneira entre a casula de ferro que termina em argola, enfiada na ponta da mangueira, e a dobra do fato do pírtigo. A meã e o fato são de couro de boi, bem como as correias, as quais terminam com um dispositivo de segurança, a segurelha, cuja função é segurar e ajustar o fato ao pírtigo. Além do mangual, outras alfaias eram utilizadas na malha: ancinhos e forquilhas para manejar a palha (os ancinhos de preferência com os dentes de madeira); vassouras e vassouros de giesta para varrer a eira; o rodo para juntar o cereal, bem como para o espalhar na eira; os cestos e outro vasilhame para erguer o grão e limpá-lo das praganas e outras partículas pela acção do vento; a pá para ensacar o cereal, depois de bem limpo e bem seco, pronto para ser guardado nos arcazes, sem perigo de apanhar gorgulho. Embora a malha seja um trabalho duro e essencialmente reservado aos homens, as mulheres também têm um papel importante a desempenhar: umas chegam os molhos, seguram a beira com o ancinho, ajudam a tirar a palha e servem o vinho, outras preparam as refeições (o dejejum ou mata-bicho, o almoço, a piqueta, o jantar e a merenda) lançando mão da coelheira, da capoeira, do fumeiro e da salgadeira. O trabalho é duro e, como diz o lavrador, «da barriga puxa o boi e de casa se manda a gente».

3 A malha do milho, muito embora utilize a eira e sensivelmente as mesmas alfaias, é muito diferente da do cereal de pragana, quer na técnica utilizada, quer pelo facto de ser despida de qualquer cerimonial campesino. O ritual ocorre sim, mas na desfolhada ou descasca, como veremos adiante. A malha dos cereais de pragana, particularmente a do centeio, era acompanhada dum ritual próprio. Em tempos mais recuados, este trabalho era em grande parte feito pelo sistema de permuta ou torna. Os lavradores combinavam as suas malhas em dias diferentes, juntando-se um dia na malha de um, outro dia na de outro e assim por diante até que todos os que se agruparam tivessem a malha feita. Para fugir às inclemências do sol, o pessoal levantava-se cedo, para que, ao romper da aurora, já estivesse na eira.

4 E, de imediato, lançavam mãos à obra. Começavam por dispor o cereal em camadas sobrepostas, de tal modo que as espigas ficassem na parte de cima. Então, os malhadores, mangual em punho, dispunham-se frente a frente em duas filas iguais (três, quatro, cinco, seis ou mais em cada fila) e começavam por delinear eitos paralelos ao lado da eira para o qual ficaram voltadas as espigas, batendo rítmica e alternadamente com os manguais. Depois de algumas dezenas de mangualadas e uma vez malhado o primeiro troço do eito, uma fila recuava dois pequenos paços, a outra avançava outros dois, continuando assim até ao fim desse eito. Em seguida, sem parar de malhar, retomavam novo eito paralelo ao anterior, seguindo a mesma técnica, apenas com uma diferença: a fila que dantes avançava recua agora e voltará a avançar no eito seguinte. E assim por diante até chegar ao fim da eira. Terminada esta fase, o cereal era virado na eira, novamente em camadas paralelas, mas com as espigas voltadas para o lado oposto, repetindo-se a operação anterior com os manguais. Tal como na primeira fase, os malhadores começavam a malhar do lado para onde ficaram voltadas as espigas, ou seja, do lado da eira oposto ao anterior. Tanto a ceifa como a malha eram trabalhos de colheita. Por isso, eram acompanhados de descantes, à mistura com certa algazarra e muita alegria, num verdadeiro ambiente de festa. Para o laborioso povo campesino, a festa é irmã do trabalho. Uma festa que, tendo por mordomo-mor a Natureza, nos transmite a frescura e o encanto de uma arte de viver o ciclo da vida (nascimento, crescimento, maturidade e morte) e o ciclo do trabalho campestre [lavrar, semear, tratar e colher). Mas enquanto que na ceifa os cânticos eram os mais diversos, nomeadamente os alusivos aos santos populares, dada a proximidade das festas de Santo António, S. João e S. Pedro, a malha tinha a sua canção própria que, com algumas variantes, se cantava em toda a região. As quadras e a música que a seguir apresentamos foram recolhidas em Tibaldinho, povoação situada no coração da Beira Alta e da região do Dão. A música das malhas é lenta, dolente e cadenciada ao ritmo e ao compasso das pancadas dos manguais. É dividida em duas frases semelhantes, apenas com a diferença de que a primeira termina a duas e a segunda a três vozes.

5 O movimento rítmico dos corpos desperta o desejo de cantar, sobretudo depois de aquecerem com o esforço e com o vinho. Quanto aos versos, são quadras de pura feição popular, sendo curiosamente repetidos o primeiro e o terceiro versos de cada quadra. (i) Recolha e escrita musical do autor. 1 Nosso amo tem uma vaca, Também tem um bezerrinho; A vaca chama-se andúvia, O bezerro anduvinho. 2 P'rás bandas dalém do rio, Tem meu pai uma tapada; De dia rega-a o sol, De noite a orvalhada. 3 Lá abaixo vem a raposa, Carregada de cebolas; Vem de jurar a verdade, Qua as há-de comer todas. 4 Â porta do Santo António, Está um ramo de loureiro; Olhem a pouca vergonha, Fazem do santo vendeiro.

6 5 Nosso amo anda triste, Por o Sol já ir baixinho; Não se entristeça meu amo, Que o Sol vai devagarinho. 6 Ao dar da palha, ao dar da palha, Ao dar da palha, ao dar da beira, Venha o vinho, venha o vinho, Venha o vinho à carreira. Embora o fim último do conteúdo de todas as quadras seja pedir o vinho ao patrão, achamos que vale a pena analisar cada uma delas em particular. Na primeira quadra, os malhadores aludem a uma vaca e a um bezerrinho que o patrão pode ter ou não ter, o que, para o caso, pouco interessa. O que é interessante é a forma subtil como baptizaram a vaca para, por simples derivação morfológica da palavra, baptizarem o bezerro de «anduvinho», numa clara alusão ao derivado da uva. A segunda e a terceira quadras parecem, à primeira vista, que nada se relacionam com o vinho. Porém, na linguagem campesina, assim não acontece. Tal como a tapada, a garganta dos cantadores está seca e precisa de ser regada, não com o sol e a orvalhada, mas com bom vinho. Porquê e para quê a história da raposa carregada de cebolas, jurando que as há-de comer todas? É que a cebola é enófila. Por isso, no espírito do camponês, a ideia de cebola está intimamente associada à ideia de vinho. Deste modo, recorrendo inconscientemente à pavlóvica teoria do reflexo condicionado, ao falarem na cebola estão sub-repticiamente a lembrar ao amo que mande a patroa ou o filho mais novo trazer o vinho. Na quarta quadra, os malhadores recorrem ao típico ramo de loureiro colocado, como bandeira a meia haste, à porta da venda (taberna)(1). Desta vez, não se sabe nem interessa quem (fértil imaginação poética a dos camponeses!...), pôs um ramo de loureiro à porta de Santo António, fazendo do santo vendeiro. Inqualificável desfaçatez! Mas isso pouco importa. A linguagem utilizada nesta quadra é eficaz nos objectivos a atingir, pelo que o garrafão, a garrafa ou a tradicional cabaça não se farão esperar. A quinta quadra também não alude explicitamente ao vinho. Porém, mais uma vez a psicologia campesina recorre a um tipo de linguagem que arranca ao subconsciente a ideia de vinho. É que o melhor antídoto para a tristeza é o vinho. Por outro lado, há ainda muito que jardar, pois o Sol, embora já baixinho, vai devagarinho. Na última quadra, os malhadores não estão com subterfúgios e vão direitos ao assunto: «ao dar da palha, ao dar da beira, venha o vinho à carreira». No final de cada uma das duas fases da eirada, as mulheres apanhavam com ancinhos as espigas que tinham saltado para fora, colocando-as em redor da eira, mas dentro desta, por cima da palha, a fim de serem também malhadas. Nesta altura, é da praxe uma rodada de vinho e os malhadores não se fazem rogados, pedindo-o descaradamente. Por isso, esta quadra, embora apresentada em último lugar, não significa que fosse a última a ser cantada. Ela era cantada tantas vezes quantas as beiras a malhar. (1) Na região de Entre Douro e Minho, mais particularmente no concelho de Ponte de Lima, é frequente ver-se por cima ou ao lado da porta de entrada para a taberna, uma imagem de Santo António esculpida, com a intenção de livrar o taberneiro dos maus olhados e dos caloteiros.

7 Aliás, também não era obrigatório que as restantes quadras fossem cantadas pela ordem por nós apresentada, embora fosse o critério mais frequente. Contudo, havia que adaptá-las às circunstâncias. Dependia muito da maneira como o patrão se comportava a mandar servir o vinho. Os malhadores não cantavam sempre que malhavam. Havia o período de aquecimento até chegar o momento azado para a cantoria. E, mesmo quando cantavam, havia um certo intervalo entre as quadras. Ao iniciarem cada troço do eito, malhavam mais docemente para amaciar a palha e não quebrar as espigas, iam aumentando gradualmente a pancada e, de quando em vez, lá ia uma, duas ou mais quadras. Por vezes, antes de passarem ao troço seguinte, entravam em renhido despique, para ver a fila que mais forte malhava. Quando assim acontecia, as pancadas eram acompanhadas por uma espécie de roncos (há, há, há...), produzidos pela súbita passagem do ar na garganta ofegante, o que ainda mais lhes estimulava as forças. Ao longe, os estrondos dos malhos pareciam estoiros de morteiros. Depois, passavam ao troço seguinte com pancadas leves, aumentando a pouco e pouco o ímpeto e, a todo o momento, podia acontecer o retomar dos descantes. Este duro trabalho, iniciado de manhã cedo, era interrompido para o almoço (cerca das 8 horas), para a piqueta (cerca das 10 horas), para o jantar (cerca das 13 horas) seguido da retemperante sesta e, se o trabalho não ficou concluído, por uma substancial merenda à tardinha. Havia ainda outras curtas interrupções para empinar a cabaça. Nos últimos dois séculos, como vimos, o milho grosso de maçaroca veio reforçar substancialmente as possibilidades alimentares das gentes desta região. Com efeito, as grossas espigas de maçaroca não substituíram as esguias espigas praganosas. O milho surge, pois, como cereal em tudo complementar: é um cereal de Verão, enquanto que os cereais de pragana são de Inverno; é sachado em vez de mondado; é regado, enquanto que os cereais de Inverno o não são; prefere as terras fundas dos lameiros que forneceram as pastagens para o gado durante o Inverno, enquanto que os restantes cereais preferem as terras secas, pois nas terras muito húmidas azougam; permite ser cultivado nas terras onde foram criados os outros cereais, desde que essas terras sejam susceptíveis de serem regadas; os trabalhos da cultura do milho começam praticamente quando acabam os dos cereais de pragana. O milho é um cereal que requer muito trabalho. Além da sementeira e da sacha tem de ser regado várias vezes, consoante o rigor do estio e a qualidade da terra. Depois da utilização dos adubos químicos, leva geralmente uma adubagem com a primeira rega. Na mesma terra do milho pode ainda cultivar-se simultaneamente o feijão, o chícharo. o grão-de-bico, a abóbora, etc. Fornece também material para a alimentação e para a cama do gado. Pode, pois, dizer-se que uma boa cultura de milho enche a casa e a palheira. Quando o milho fica com a barba seca, escana-se, isto é, corta-se a cana que fica na parte superior do milheiro, acima da maçaroca. A parte inferior do milheiro chama-se toro. Antes de ser cortada a cana, flutua lá na ponta a bandeira (a flor masculina, ao passo que a barba constitui a flor feminina). As canas são postes a secar ao sol durante alguns dias e depois são juntas em camadas sobrepostas formando moreias, de modo a continuarem a apanhar sol, resguardando-se ao mesrno tempo das orvalhadas nocturnas e das chuvas, Passado algum tempo e antes das previsíveis chuvas outonais, desmancham-se as moreias e fazem-se faixas de palha para serem guardadas no palheiro. São as chamadas faixas de palha de ponta, principal manjar do gado bovino. Cerca de um mês depois de escanado, o milho fica maduro. Então, cada milheiro é ceifado com a seitoira. Depois, é junto em grandes rimas (serras de milho) na terra do milharal ou então é levado em carros ou carroças para junto da eira. Aprazado o dia para a desfolhada (casca ou descasca como aí se diz) aparecem os familiares, vizinhos e amigos. Dispõem-se à volta da serra de milho e começa a desfolhada que consiste no

8 retirar da maçaroca do folhelho que a envolve. É um trabalho alegre como todo o trabalho de colheitas. Canta-se, contam-se anedotas, contos, pilhérias ou adivinhas, conversa-se animadamente, tendo como música de fundo o «frufru» característico da palha seca em movimento. Todo este ambiente é bruscamente interrompido quando um cascador encontra o festejado milho rei o qual adquire o direito de abraçar todos os presentes. É o delírio geral. Os rapazes, por vezes, levam espigas de milho rei de casa, para apresentarem, no caso de não virem a ser bafejados pela sorte, conseguindo, assim, o direito de abraçar as raparigas. Travam-se, muitas vezes, renhidos despiques, para ver quem é melhor cascador, cascando à dúzia, ao quarteirão ou ao cesto cheio. Estes despiques aumentam naturalmente o ritmo de trabalho, aumentando logicamente as probabilidades de encontrar o desejado milho rei. Em muitos trabalhos agrícolas preside o espírito de competição que faz apelo ao natural sentido lúdico do homem, com que, de certo modo, suaviza a dureza do trabalho. Na medida em que se trata de arrecadar o produto de um ano de labor, o trabalho das colheitas é sempre feito em ambiente de grande satisfação e alegria. Se o ano foi bom, as tulhas e os arcazes ficam cheios, o que dá uma satisfação redobrada. Se foi mau, resta a esperança dum melhor ano que vem. Com a debulhadora mecânica, sem comezainas, sem cânticos, sem a alegria contagiante do numeroso grupo de pessoas que povoava a eira, a malha tornou-se um trabalho como outro qualquer e o ritual campesino que lhe estava associado, desapareceu. Daí que tenhamos empreendido a tarefa de recolha destes usos e costumes do mundo campesino e a sua publicação em letra de forma, para que, pelo menos de modo descritivo, permaneçam no nosso espírito e os possamos legar às gerações vindouras. Como escreveu Almeida Garrett («Romanceiro», 1843) «o tom e o espírito verdadeiro português esse é forçoso estudá-lo no grande livro nacional, que é o povo e as suas tradições e as suas virtudes e os seus vícios e as suas crenças e os seus erros». E J. Leite de Vasconcelos (Etnografia Portuguesa, 1933) acrescenta que «diante dos aumentos da civilização que se alastra pelas múltiplas camadas sociais, e que portanto destrói mais ou menos as tradições, sobretudo aquelas que estão em contraste com ela, importa indagar com urgência as que ainda restam (...). Acudamos a tudo, enquanto é tempo!». Ontem como hoje, é patente a preocupação em preservar a riqueza das tradições culturais, verdadeiro subconsciente do povo, inesgotável fonte onde constantemente vai beber o consciente colectivo. José Manuel Azevedo e Silva Assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

Michel Giacometti : 80 anos, 80 imagens

Michel Giacometti : 80 anos, 80 imagens I Paisagem e Arquitectura 684/01 Vista Parcial Meã, Parada de Ester, Castro d Aire Agosto 1963 A aldeia da Meã, localizada na Serra de Montemuro, à beira do Rio Paiva, remonta as suas origens à Alta Idade

Leia mais

Recolhas Etnográficas Trajos. Autoria. Comissão Técnica GFCB

Recolhas Etnográficas Trajos. Autoria. Comissão Técnica GFCB Recolhas Etnográficas Trajos Autoria Comissão Técnica GFCB FICHA ETNOGRÁFICA:n.º Assunto: Trajo de trabalho Data da Recolha: 07/1967 Objecto: Ceifeira Época em que foi usado: Inicio do séc. XX (1920/1930)

Leia mais

L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu

L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu 5 L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu subir monte, pés d Eu molhados em erva fria. Não haver erva em cima em monte. Só haver terra, em volta, monte como cabeça de homem sem cabelo.

Leia mais

Caderno de actividades

Caderno de actividades Caderno de actividades Para responderes correctamente às perguntas que se seguem, talvez queiras ler o livro Era uma Vez uma Casa, à venda no Sítio do Livro, e também visitar o sítio infanto-juvenil www.barry4kids.net.

Leia mais

LIÇÃO 3 Outros Exemplos de Crescimento

LIÇÃO 3 Outros Exemplos de Crescimento LIÇÃO 3 Outros Exemplos de Crescimento O principal exemplo de maturidade cristã na Bíblia é Jesus Cristo, o nosso irmão mais velho. Ele assumiu a forma de servo e obedeceu ao Pai totalmente. Ele humilhou-se

Leia mais

José da Fonte Santa. Magia Alentejana. Poesia e desenhos. Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa. Edições Colibri

José da Fonte Santa. Magia Alentejana. Poesia e desenhos. Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa. Edições Colibri José da Fonte Santa Magia Alentejana Poesia e desenhos Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa Edições Colibri índice Nota Prévia 3 Prefácio 5 O Amor e a Natureza Desenho I 10 A rapariga mais triste do

Leia mais

REGRAS JOGO CHINCUI. Um baralho de 40 cartas constituído por 4 naipes de 10 cartas (ÀS,REI,VALETE,DAMA,SETE,SEIS,CINCO,QUATRO,TERNO e DUQUE).

REGRAS JOGO CHINCUI. Um baralho de 40 cartas constituído por 4 naipes de 10 cartas (ÀS,REI,VALETE,DAMA,SETE,SEIS,CINCO,QUATRO,TERNO e DUQUE). 1 - MATERIAL REGRAS JOGO CHINCUI Um baralho de 40 cartas constituído por 4 naipes de 10 cartas (ÀS,REI,VALETE,DAMA,SETE,SEIS,CINCO,QUATRO,TERNO e DUQUE). 2 - NÚMERO DE PARTICIPANTES Jogam 5 companheiros

Leia mais

Dia da Conservação do Solo - 15 de Abril

Dia da Conservação do Solo - 15 de Abril Dia da Conservação do Solo - 15 de Abril Tema: Comemoração do Dia da Conservação do Solo Destinatários: Crianças dos 6 aos 10 anos - 1º ciclo Objectivo: Pretende-se que no final das actividades as crianças

Leia mais

Pós-Modernismo. Literatura Professor: Diogo Mendes 19/09/2014. Material de apoio para Aula ao Vivo. Texto I. Poema Brasileiro

Pós-Modernismo. Literatura Professor: Diogo Mendes 19/09/2014. Material de apoio para Aula ao Vivo. Texto I. Poema Brasileiro Pós-Modernismo Texto I Poema Brasileiro No Piauí de cada 100 crianças que nascem 78 morrem antes de completar 8 anos de idade No Piauí de cada 100 crianças que nascem 78 morrem antes de completar 8 anos

Leia mais

O Tomás, que não acreditava no Pai Natal

O Tomás, que não acreditava no Pai Natal O Tomás, que não acreditava no Pai Natal Era uma vez um menino que não acreditava no Pai Natal e fazia troça de todos os outros meninos da escola, e dos irmãos e dos primos, e de qualquer pessoa que dissesse

Leia mais

Este testemunho é muito importante para os Jovens.

Este testemunho é muito importante para os Jovens. Este testemunho é muito importante para os Jovens. Eu sempre digo que me converti na 1ª viagem missionária que fiz, porque eu tinha 14 anos e fui com os meus pais. E nós não tínhamos opção, como é o pai

Leia mais

::Seu João o Senhor sabe o que é o meio ambiente?

::Seu João o Senhor sabe o que é o meio ambiente? O Meio Ambiente ::Seu João o Senhor sabe o que é o meio ambiente? Seu João: Não sei não! Mas quero que você me diga direitinho pra eu aprender e ensinar todo mundo lá no povoado onde eu moro. : Seu João,

Leia mais

FACTORES DA EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA

FACTORES DA EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA FACTORES DA EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA Admite se o caráter mais ou menos estacionário da população portuguesa até meados do século XVII, ultrapassando um tanto, embora com altos e baixos, o milhão de habitantes.

Leia mais

JOAO MELO CANTICO DA TERRA E DOS HOMENS. poesia. Posfácio de Inocencio Mata. outras margens

JOAO MELO CANTICO DA TERRA E DOS HOMENS. poesia. Posfácio de Inocencio Mata. outras margens JOAO MELO ^ Posfácio de Inocencio Mata ^ CANTICO DA TERRA E DOS HOMENS poesia outras margens Título: Cântico da Terra e dos Homens Autor: João Melo Editorial Caminho, 2010 Capa: Joana Tordo Pré-impressão:

Leia mais

Rotação milho e soja para aumento do rendimento

Rotação milho e soja para aumento do rendimento Rotação milho e soja para aumento do rendimento Para mais informações contacte: O seu agente de extensão ou Departamento de Formação Documentação e Difusão do IIAM/CZC Contacto: +25123692 Chimoio, Moçambique.

Leia mais

Compostagem doméstica

Compostagem doméstica Compostagem doméstica Na Natureza tudo se transforma 1 2 3 Este guia vai ser-lhe útil! Com este pequeno guia pode, finalmente, tirar partido do seu lixo e sentir-se bem por isso! Os restos de comida, as

Leia mais

Caridade quaresmal. Oração Pai-nosso S. João Bosco Rogai por nós. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Bom dia a todos!

Caridade quaresmal. Oração Pai-nosso S. João Bosco Rogai por nós. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Bom dia a todos! 2ª feira, 09 de março: Dar esmola Bom dia! Há gestos que nesta altura a quaresma, ganham uma dimensão ainda maior. Enchem-nos. Um dia, uma mulher vestida de trapos velhos percorria as ruas de uma aldeia

Leia mais

Santa Maria de Gémeos

Santa Maria de Gémeos Santa Maria de Gémeos Guimarães Inquérito paroquial de 8 Revista de Guimarães, n.º 8, 998, pp. 99- º Toda esta freguesia é virada ao Oriente e Sul, toda declive desde o monte da Lapinha até quase ao Rio

Leia mais

Viagem de Santo António

Viagem de Santo António Ficha de transcrição / São Pedro do Sul / Viagem de Santo António Viagem de Santo António Classificação: Conto Assunto: No tempo das ceifas, em Manhouce, dois lavradores vão juntos colher o centeio confiando

Leia mais

Alimentação. no primeiro ano de vida

Alimentação. no primeiro ano de vida Alimentação Trv. Noronha, nº5 A Lisboa Telef: 21 394 73 10 Fax: 21 394 73 18 Email: usf.arco@arslvt.minsaude.pt no primeiro ano de vida A diversificação alimentar deve ser iniciada entre os 4-6 meses de

Leia mais

Um havia um menino diferente dos outros meninos: tinha o olho direito preto, o esquerdo azul e a cabeça pelada. Os vizinhos mangavam dele e gritavam: Ó pelado! Tanto gritaram que ele se acostumou, achou

Leia mais

Qual é a coisa qual é ela: Que antes de o ser já o era? Castanha. Azeitona. Ovo. Cebola. Castanha. Pão. Pescada

Qual é a coisa qual é ela: Que antes de o ser já o era? Castanha. Azeitona. Ovo. Cebola. Castanha. Pão. Pescada Tem a casa bem guardada Ninguém lhe pode mexer Sozinha ou acompanhada Em Novembro nos vem ver. Verde foi meu nascimento Mas de luto me vesti Para dar luz ao mundo Mil tormentos padeci Uma caixa redondinha

Leia mais

Cartilha das Brincadeiras

Cartilha das Brincadeiras Cartilha das Brincadeiras Amarelinha (academia, escada, macaca, sapata) Primeiro desenhe no chão um diagrama como este aí ao lado. Quem for jogar fica no inferno e lança uma pedra, mirando no número 1.

Leia mais

CAPÍTULO PRIMEIRO. Num dia de Abril de 1957, pela hora da tarde, apareceu em certa aldeola da costa um automóvel aberto, rápido como o pensamento.

CAPÍTULO PRIMEIRO. Num dia de Abril de 1957, pela hora da tarde, apareceu em certa aldeola da costa um automóvel aberto, rápido como o pensamento. CAPÍTULO PRIMEIRO Num dia de Abril de 1957, pela hora da tarde, apareceu em certa aldeola da costa um automóvel aberto, rápido como o pensamento. Já alguém tinha dado por ele quando ainda vinha à distância,

Leia mais

copyright Todos os direitos reservados

copyright Todos os direitos reservados 1 2 Espaço das folhas 3 copyright Todos os direitos reservados 4 Autor Jorge Luiz de Moraes Minas Gerais 5 6 Introdução Folha é apenas uma folha, uma branca cor cheia de paz voltada para um querer, um

Leia mais

Usando Formas de Metal: Tecnologia para a Construção de Cisternas Redondas para Captação d água da Chuva

Usando Formas de Metal: Tecnologia para a Construção de Cisternas Redondas para Captação d água da Chuva Usando Formas de Metal: Tecnologia para a Construção de Cisternas Redondas para Captação d água da Chuva Elizabeth Szilassy Agência dos Correios 55.140-000 Tacaimbó PE Brasil E-mail: tacaimbo@netstage.com.br

Leia mais

Seu Zé, Dona Ná e o vinho de laranja

Seu Zé, Dona Ná e o vinho de laranja Seu Zé, Dona Ná e o vinho de laranja Uma receita de várias culturas Dona Maria da Conceição Sousa de Castro e seu esposo Sr. José Resende de Castro preparam o vinho de laranja há mais de trinta anos. Ambos

Leia mais

2011 ano Profético das Portas Abertas

2011 ano Profético das Portas Abertas 2011 ano Profético das Portas Abertas Porta Aberta da Oportunidade I Samuel 17:26 - Davi falou com alguns outros que estavam ali, para confirmar se era verdade o que diziam. "O que ganhará o homem que

Leia mais

2009 Gilberto Gonçalves

2009 Gilberto Gonçalves No ano de 2004, um grupo de amigos pertencentes aos Bombeiros Voluntários de Fafe decidiu juntar-se para preparar uma pequena brincadeira para a festa de aniversário da Associação Humanitária, recorrendo

Leia mais

Termómetro de Máxima e de Mínima

Termómetro de Máxima e de Mínima Abrigo O Abrigo da estação Agro-meteorológica da Escola Secundária de Cinfães encontrase a uma altura de 1,5 metros e é construído por ripas de madeira branca, que permitem uma ventilação natural e ao

Leia mais

Os Princípios do Planeamento da Empresa Agrícola

Os Princípios do Planeamento da Empresa Agrícola Os Princípios do Planeamento da Empresa Agrícola Os princípios da gestão de uma empresa agrícola não são diferentes dos princípios da gestão de qualquer outra empresa ou negócio mais complexo. Para ter

Leia mais

I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. (5 pontos)

I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. (5 pontos) I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. Hoje. domingo e o tempo. bom. Por isso nós. todos fora de casa.. a passear à beira-mar.. agradável passar um pouco de tempo

Leia mais

PRONUNCIAMENTO DO EXCELENTÍSSIMO DEPUTADO FERNANDO DE FABINHO SOBRE O DIA DO PADEIRO E DO PANIFICADOR SRAS. DEPUTADAS, SRS. DEPUTADOS, SR.

PRONUNCIAMENTO DO EXCELENTÍSSIMO DEPUTADO FERNANDO DE FABINHO SOBRE O DIA DO PADEIRO E DO PANIFICADOR SRAS. DEPUTADAS, SRS. DEPUTADOS, SR. PRONUNCIAMENTO DO EXCELENTÍSSIMO DEPUTADO FERNANDO DE FABINHO SOBRE O DIA DO PADEIRO E DO PANIFICADOR SRAS. DEPUTADAS, SRS. DEPUTADOS, SR. PRESIDENTE Nossa intenção hoje, dia 08 de julho, é a de homenagear

Leia mais

Pós-Modernismo (Poesia)

Pós-Modernismo (Poesia) Pós-Modernismo (Poesia) Texto I (Décio Pignatari) Texto II (Haroldo de Campos) Texto III Para mim, a poesia é uma construção, como uma casa. Isso eu aprendi com Le Corbusier. A poesia é uma composição.

Leia mais

Sala: 4 anos (2) Educadora: Luísa Almeida

Sala: 4 anos (2) Educadora: Luísa Almeida Sala: 4 anos (2) Educadora: Luísa Almeida SETEMBRO Regresso à escola/adaptação Facilitar a adaptação/readaptação ao jardim de infância Negociar e elaborar a lista de regras de convivência Diálogo sobre

Leia mais

Papel Reciclado Artesanal Branco com Cascas de Cebola

Papel Reciclado Artesanal Branco com Cascas de Cebola Papel Reciclado Artesanal Branco com Cascas de Cebola 1 Técnica utilizada: reciclagem de papel com cascas de cebola Materiais 2 Papel para reciclar (sulfite, formulário contínuo ou outros papéis que não

Leia mais

Agricultura biológica

Agricultura biológica As Comissão Europeia Agricultura e Desenvolvimento Rural www.organic-farming.europa.eu Quatro Estações Agricultura Biológica Livro de Actividades para Crianças Agricultura biológica Boa para a natureza,

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

MANUAL DA PRÁTICA DA COMPOSTAGEM DOMÉSTICA

MANUAL DA PRÁTICA DA COMPOSTAGEM DOMÉSTICA MANUAL DA PRÁTICA DA COMPOSTAGEM DOMÉSTICA Maria Inês de Sousa Carmo i Índice 1. Introdução... 2 2. O que é a Compostagem?... 3 2.1. Porquê fazer a compostagem?... 3 2.2. Quais as suas vantagens?... 4

Leia mais

A PASSAGEM DAS ÁGUAS A HISTÓRIA DA FAMÍLIA DE ZÉ DE PEDRO E MARIA DO CARMO

A PASSAGEM DAS ÁGUAS A HISTÓRIA DA FAMÍLIA DE ZÉ DE PEDRO E MARIA DO CARMO A PASSAGEM DAS ÁGUAS A HISTÓRIA DA FAMÍLIA DE ZÉ DE PEDRO E MARIA DO CARMO Adriana Galvão Freire, Bióloga, Mestre em Administração Rural, Assessora Técnica da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura

Leia mais

O Campo: os trabalhos e os dias

O Campo: os trabalhos e os dias O Campo: os trabalhos e os dias O vindimador na vinha Pintura do panteão dos Reis (Igreja de San Isidoro de Leon) No termo medieval torriense, tal como na maior parte do território que viria a integrar

Leia mais

Português Língua Estrangeira Teste (50 horas)

Português Língua Estrangeira Teste (50 horas) Português Língua Estrangeira Teste (50 horas) Nome: Data: A Importa-se de responder a umas perguntas? Está bem. Obrigado. 1 Como é que se chama? 2 O que é que faz? 3 Vive aqui agora? 4 Há quanto tempo

Leia mais

PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA

PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA ATIVIDADES ANTERIORES À LEITURA INTENÇÃO: LEVANTAR HIPÓTESES SOBRE A AUTORA, SOBRE O LIVRO, INSTIGAR A CURIOSIDADE E AMPLIAR O REPERTÓRIO DO ALUNO Para o professor Ou isto

Leia mais

De Profundis.indd 25 20/05/15 18:01

De Profundis.indd 25 20/05/15 18:01 Janeiro de 1995, quinta feira. Em roupão e de cigarro apagado nos dedos, sentei me à mesa do pequeno almoço onde já estava a minha mulher com a Sylvie e o António que tinham chegado na véspera a Portugal.

Leia mais

UM BRINQUEDO DAS FORMAS MANUAL DE CONSTRUÇÃO MARCOS TEODORICO PINHEIRO DE ALMEIDA

UM BRINQUEDO DAS FORMAS MANUAL DE CONSTRUÇÃO MARCOS TEODORICO PINHEIRO DE ALMEIDA UM BRINQUEDO DAS FORMAS MANUAL DE CONSTRUÇÃO MARCOS TEODORICO PINHEIRO DE ALMEIDA FORTALEZA CEARÁ - BRASIL AGOSTO - 2003 2 TRACA-TRACA Um brinquedo das formas! Conheci este brinquedo, em minha infância

Leia mais

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Autora: Tell Aragão Personagens: Carol (faz só uma participação rápida no começo e no final da peça) Mãe - (só uma voz ela não aparece) Gigi personagem

Leia mais

GOA BOARD OF SECONDARY AND HIGHER SECONDARY EDUCATION STD XII PORTUGUESE- S.L. II. MODEL PAPER MARCH 2016 onwards O PÃO DOS OUTROS

GOA BOARD OF SECONDARY AND HIGHER SECONDARY EDUCATION STD XII PORTUGUESE- S.L. II. MODEL PAPER MARCH 2016 onwards O PÃO DOS OUTROS GOA BOARD OF SECONDARY AND HIGHER SECONDARY EDUCATION STD XII PORTUGUESE- S.L. II MODEL PAPER MARCH 2016 onwards TIME: 2 HRS 30 MINS MAX. MARKS: 80 Texto 1 Leia o texto com atenção: O PÃO DOS OUTROS A

Leia mais

Reciclagem de Lixo. 38 Introdução a Reciclagem. Saneamento ecológico. Reciclagem 38 - Introdução a Reciclagem

Reciclagem de Lixo. 38 Introdução a Reciclagem. Saneamento ecológico. Reciclagem 38 - Introdução a Reciclagem Reciclagem 38 - Introdução a Reciclagem 99 5 Reciclagem de Lixo 38 Introdução a Reciclagem Neste capítulo vamos tratar dois tipos de reciclagem: a reciclagem de nutrientes através de saneamento ecológico,

Leia mais

a) Há em Jerusalém, perto da Porta das Ovelhas um tanque (João 5:2). b) É o Cordeiro de Deus (João 1:29). c) Eu sou a porta das ovelhas (João 10:7).

a) Há em Jerusalém, perto da Porta das Ovelhas um tanque (João 5:2). b) É o Cordeiro de Deus (João 1:29). c) Eu sou a porta das ovelhas (João 10:7). LIÇÃO 3 A Bíblia Como Literatura Quando falamos com alguém, queremos que essa pessoa nos compreenda. Assim, fazemos os possíveis para tornarmos de fácil apreensão as ideias que queremos transmitir. Por

Leia mais

1. Substitui as palavras assinaladas pelos sinónimos (ao lado) que consideres mais adequados.

1. Substitui as palavras assinaladas pelos sinónimos (ao lado) que consideres mais adequados. 1. Substitui as palavras assinaladas pelos sinónimos (ao lado) que consideres mais adequados. É bonita a história que acabaste de contar. Vou dar este livro ao Daniel, no dia do seu aniversário. Ele adora

Leia mais

MESTRADO DE QUALIFICAÇÃO PARA A DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR

MESTRADO DE QUALIFICAÇÃO PARA A DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR Instituto Superior de Educação e Ciências/Universitas Prática de Ensino Supervisionada I (Educação Pré-Escolar) MESTRADO DE QUALIFICAÇÃO PARA A DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR Identificação da Instituição:

Leia mais

CONJUNTURA DE SAFRAS, OU MAIS DO MESMO: EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA COM SOJA EM 2015/16

CONJUNTURA DE SAFRAS, OU MAIS DO MESMO: EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA COM SOJA EM 2015/16 CONJUNTURA DE SAFRAS, OU MAIS DO MESMO: EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA COM SOJA EM 2015/16 A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), divulgou recentemente sua primeira estimativa para a safra brasileira

Leia mais

O PROTOCOLO BÁSICO PARA OCASIÕES FORMAIS

O PROTOCOLO BÁSICO PARA OCASIÕES FORMAIS O PROTOCOLO BÁSICO PARA OCASIÕES FORMAIS Janeiro de 2001 O PROTOCOLO BÁSICO PARA OCASIÕES FORMAIS 1) Saber que o pão se corta sempre com as mãos, que um homem não se deve sentar até que todas as mulheres

Leia mais

COMO GERIR A OFICINA EM TEMPOS DE CRISE? e as oficinas têm de se adaptar às novas

COMO GERIR A OFICINA EM TEMPOS DE CRISE? e as oficinas têm de se adaptar às novas COMO GERIR A OFICINA EM TEMPOS DE CRISE? 1 1 Com esta crise, já não há filas à porta das oficinas, nem listas de marcações com vários dias de espera. Era bom, era, mas já foi! Os tempos são de mudança

Leia mais

GUIA DE BOLSO Outono combina Com SOPA!

GUIA DE BOLSO Outono combina Com SOPA! GUIA DE BOLSO Outono combina Com SOPA! Sumário Introdução Composição da sopa Benefícios da sopa Que quantidade de sopa devo comer por dia? Sopa no início ou depois do prato principal? Receitas de sopas

Leia mais

Produçaõ de peixes. Adaptado de: "Better Farming Series 27 - FreshWater Fish Farming: How to Begin" (FAO, 1979)

Produçaõ de peixes. Adaptado de: Better Farming Series 27 - FreshWater Fish Farming: How to Begin (FAO, 1979) Produçaõ de peixes Adaptado de: "Better Farming Series 27 - FreshWater Fish Farming: How to Begin" (FAO, 1979) Onde pôr seu tanque de peixes 1. Você tem que escolher um lugar bom para sua tanque. 2. Lembra

Leia mais

Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância [SNIPI]

Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância [SNIPI] Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância [SNIPI] Informação para os pais Estimulando a linguagem das crianças Do nascimento aos 2 anos O bebé recém-nascido tenta comunicar com os pais através

Leia mais

LITERATURA BRASILEIRA Textos literários em meio eletrônico Gregório de Matos

LITERATURA BRASILEIRA Textos literários em meio eletrônico Gregório de Matos LITERATURA BRASILEIRA Textos literários em meio eletrônico Gregório de Matos Texto-fonte: Obra Poética, de Gregório de Matos, 3ª edição, Editora Record, Rio de Janeiro, 1992. Crônica do Viver Baiano Seiscentista

Leia mais

Entendendo o que é Gênero

Entendendo o que é Gênero Entendendo o que é Gênero Sandra Unbehaum 1 Vila de Nossa Senhora da Piedade, 03 de outubro de 2002 2. Cara Professora, Hoje acordei decidida a escrever-lhe esta carta, para pedir-lhe ajuda e trocar umas

Leia mais

Melhorar cobertura florestal

Melhorar cobertura florestal 47 - Importância da Cobertura Florestal 127 7 Melhorar cobertura florestal 47 Importância da cobertura florestal Porquê proteger áreas naturais? Existem muitas razões pelas quais deveríamos proteger a

Leia mais

Código de Boas Práticas. para a Prevenção e Redução. de Micotoxinas em Cereais

Código de Boas Práticas. para a Prevenção e Redução. de Micotoxinas em Cereais Código de Boas Práticas para a Prevenção e Redução de Micotoxinas em Cereais Índice: Introdução... 3 I. Práticas recomendadas com base nas Boas Práticas Agrícolas (BPA) e nas Boas Práticas de Fabrico (BPF)...

Leia mais

O primeiro Natal começou a ser celebrado nas vésperas do nascimento de Jesus, quando, segundo a Bíblia, os anjos anunciaram a Sua chegada.

O primeiro Natal começou a ser celebrado nas vésperas do nascimento de Jesus, quando, segundo a Bíblia, os anjos anunciaram a Sua chegada. O primeiro Natal começou a ser celebrado nas vésperas do nascimento de Jesus, quando, segundo a Bíblia, os anjos anunciaram a Sua chegada. Nessa altura o imperador Augusto, determinou o recenseamento de

Leia mais

VI JORNADAS DE ETNOBOTÂNICA III Fim-de-semana DA URTIGA 13,14 e 15 de Maio de 2011

VI JORNADAS DE ETNOBOTÂNICA III Fim-de-semana DA URTIGA 13,14 e 15 de Maio de 2011 VI JORNADAS DE ETNOBOTÂNICA III Fim-de-semana DA URTIGA 13,14 e 15 de Maio de 2011 PROGRAMA Segundo o autor cubano, Jorge Onélio Cardozo, o ser humano tem duas grandes fomes, a de pão e a de beleza; a

Leia mais

Como uma onda no mar...

Como uma onda no mar... Como uma onda no mar... A UU L AL A Certa vez a turma passou férias numa pequena cidade do litoral. Maristela costumava ficar horas a fio admirando a imensidão azul do mar, refletindo sobre coisas da vida

Leia mais

Caridade quaresmal. Oração Avé Maria. Anjinho da Guarda. S. João Bosco Rogai por nós. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Bom dia a todos!

Caridade quaresmal. Oração Avé Maria. Anjinho da Guarda. S. João Bosco Rogai por nós. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Bom dia a todos! 2ª feira, 09 de março: Dar esmola Esta semana iremos tentar aprender a dar. A dar aos que mais precisam. E vamos ver que Dar é BRU TAL!!!! Um dia, uma mulher vestida de trapos velhos percorria as ruas

Leia mais

Mecânica 2007/2008. 3ª Série

Mecânica 2007/2008. 3ª Série Mecânica 2007/2008 3ª Série Questões: 1. Se o ouro fosse vendido a peso, preferia comprá-lo na serra da Estrela ou em Lisboa? Se fosse vendido pela massa em qual das duas localidades preferia comprá-lo?

Leia mais

ENSINAR E APRENDER A JOGAR MINIBASQUETE. Carlos Bio. Adaptação Luís Laureano

ENSINAR E APRENDER A JOGAR MINIBASQUETE. Carlos Bio. Adaptação Luís Laureano ENSINAR E APRENDER A JOGAR MINIBASQUETE Carlos Bio Adaptação Luís Laureano 2 METODOLOGIA DE ENSINO Para ensinarmos o Minibasquete vamos seguir uma Metodologia, que nos parece indicada para o trabalho com

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta. Exame Nacional do Ensino Secundário Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de Português 12.º Ano de Escolaridade Prova 639/1.ª Fase 8 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30

Leia mais

ÍNDICE. Breve nota... 9 Prefácio... 11

ÍNDICE. Breve nota... 9 Prefácio... 11 ÍNDICE Breve nota... 9 Prefácio... 11 Minha mãe, que lindas terras!... 23 A pata rainha... 28 Ai... ai... ai...... 32 Coradinha... 37 Joanico... 45 O vento... 56 A serpente... 59 Maria a macha... 65 O

Leia mais

OS ENCANTOS DA LITERATURA DE CORDEL

OS ENCANTOS DA LITERATURA DE CORDEL OS ENCANTOS DA LITERATURA DE CORDEL Ana Paula Tarifa Ângela Christina Gomes Soares SUBPROJETO DE PEDAGOGIA Coordenadora Prof ª Ms. Siomara A. L. Marinho 1. Introdução O estudo teve como objetivo desenvolver

Leia mais

Açude das Brazinhas. início/fim: Biblioteca Municipal _ Pólo de S. Pedro do Esteval extensão: 7,8 Km duração: ±3h grau de dificuldade: fácil

Açude das Brazinhas. início/fim: Biblioteca Municipal _ Pólo de S. Pedro do Esteval extensão: 7,8 Km duração: ±3h grau de dificuldade: fácil PR7 Açude das Brazinhas. início/fim: Biblioteca Municipal _ Pólo de S. Pedro do Esteval extensão: 7,8 Km duração: ±3h grau de dificuldade: fácil Rota dos Estevais Uma infusão de alecrim ataca a febre,

Leia mais

MEMÓRIAS PAROQUIAIS Bemposta Inquérito realizado aos párocos do Reino em 1758

MEMÓRIAS PAROQUIAIS Bemposta Inquérito realizado aos párocos do Reino em 1758 MEMÓRIAS PAROQUIAIS Inquérito realizado aos párocos do Reino em 1758 José Pereira (www.bemposta.net) Na Torre do Tombo estão depositados com a designação de Dicionário Geográfico, as Memórias paroquiais,

Leia mais

Situação errada: piso escorregadio

Situação errada: piso escorregadio A calçada deve ser construída a partir do meio-fio (guia) de concreto pré-moldado instalado pela Prefeitura ou pelo loteador, que faz parte do acabamento com 15cm de altura entre o passeio e a rua. Os

Leia mais

Olá. Esta é minha casa em São Miguelito. São Miguelito é uma pequena cidade com cerca de 50 ou 60 famílias. A cidade tem uma escola, um campo de futebol e algumas igrejas, mas não tem um centro, como a

Leia mais

Abrir e manter o quebra fogo

Abrir e manter o quebra fogo Abrir e manter o quebra fogo P O que faz o Sr. Camilo com a sua esposa Sra. Laurinda na imagem? R O Sr. Camilo e a Sra. Laurinda estão abrindo o quebra fogo em volta da machamba de cajueiros. P Porque

Leia mais

CIÊNCIA E MEIO AMBIENTE Prof. Dr. Anderson Orzari Ribeiro

CIÊNCIA E MEIO AMBIENTE Prof. Dr. Anderson Orzari Ribeiro CIÊNCIA E MEIO AMBIENTE Prof. Dr. Anderson Orzari Ribeiro INTRODUÇÃO A interação do homem com a natureza sempre teve um viés científico/analítico, e suas consequências, bastante visíveis nos dias atuais,

Leia mais

Tenho um filho. Já tive um marido. Tenho agora um filho

Tenho um filho. Já tive um marido. Tenho agora um filho o príncipe lá de casa Tenho um filho. Já tive um marido. Tenho agora um filho e talvez queira outra vez um marido. Mas quando se tem um filho e já se teve um marido, um homem não nos serve exatamente para

Leia mais

A Cigarra e a Formiga (versão Carla Flores)

A Cigarra e a Formiga (versão Carla Flores) A Cigarra e a Formiga (versão Carla Flores) CRÉDITO: Carla Cavichiolo Flores/Positivo Informática O verão terminava, e as folhas das árvores já começavam a amarelar, anunciando a chegada do outono. E lá

Leia mais

1. História do Voleibol. 2. Caracterização do Voleibol. 2. Regras do Voleibol. Documento de Apoio de Voleibol VOLEIBOL

1. História do Voleibol. 2. Caracterização do Voleibol. 2. Regras do Voleibol. Documento de Apoio de Voleibol VOLEIBOL VOLEIBOL 1. História do Voleibol O Voleibol foi criado em 1885, em Massachussets, por William G. Morgan, responsável pela Educação Física no Colégio de Holyoke, no Estado de Massachussets, nos Estados

Leia mais

O ENSINO ESPECIAL A LENDA DA SERRA DA ESTRELA DATA DO BOLETIM: DEZEMBRO DE 2007 A MARIA CASTANHA A TURMA DO O DIA DE S.MARTINHO O PÃO NA NOSSA

O ENSINO ESPECIAL A LENDA DA SERRA DA ESTRELA DATA DO BOLETIM: DEZEMBRO DE 2007 A MARIA CASTANHA A TURMA DO O DIA DE S.MARTINHO O PÃO NA NOSSA VOLUME 1, EDIÇÃO 1 DATA DO BOLETIM: DEZEMBRO DE 2007 NESTA EDIÇÃO: A MARIA CASTANHA 2 A TURMA DO 2.º 2.ª 3 O DIA DE S.MARTINHO 4 O PÃO NA NOSSA ALIMENTAÇÃO A TURMA DO 1.º 2.ª 5 6 O ENSINO ESPECIAL 7 SOLIDARIEDADE

Leia mais

Aimportância do trigo pode ser aquilatada pela

Aimportância do trigo pode ser aquilatada pela 199 Trigo não é somente para alimentar o homem Renato Serena Fontaneli Leo de J.A. Del Duca Aimportância do trigo pode ser aquilatada pela posição ocupada como uma das culturas mais importantes para alimentar

Leia mais

2009, Ivo Dias de Sousa Todos os direitos reservados ISBN: 9789892311692

2009, Ivo Dias de Sousa Todos os direitos reservados ISBN: 9789892311692 2009, Ivo Dias de Sousa Todos os direitos reservados ISBN: 9789892311692 [uma chancela do grupo LeYa] Rua Cidade de Córdova, n. 2 2610-038 Alfragide Telef.: (+351) 21 427 2200 Fax: (+351) 21 427 2201 http://twitter.com//luadepapel

Leia mais

O porco que veio no rio

O porco que veio no rio Ficha de transcrição / Esposende / O porco que veio no rio O porco que veio no rio Classificação: Episódio de vida Assunto: Numa época de grande escassez e dificuldade, uma mulher encontro um porco que

Leia mais

Afonso levantou-se de um salto, correu para a casa de banho, abriu a tampa da sanita e vomitou mais uma vez. Posso ajudar? perguntou a Maria,

Afonso levantou-se de um salto, correu para a casa de banho, abriu a tampa da sanita e vomitou mais uma vez. Posso ajudar? perguntou a Maria, O Afonso levantou-se de um salto, correu para a casa de banho, abriu a tampa da sanita e vomitou mais uma vez. Posso ajudar? perguntou a Maria, preocupada, pois nunca tinha visto o primo assim tão mal

Leia mais

'Crowdfunding' A multidão faz o projecto

'Crowdfunding' A multidão faz o projecto 'Crowdfunding' A multidão faz o projecto Paulo Duarte Filipa Carretas e Jorge Sá, promotores do projecto Mo.ca, receberam um financiamento de 1.444 euros, proveniente de 28 apoiantes. Será que a nova ideia

Leia mais

LOURENÇO LOURINHO PRACIANO 1

LOURENÇO LOURINHO PRACIANO 1 LOURENÇO LOURINHO PRACIANO 1 TESOUREIRO 41 ANOS DE TRABALHO Empresa Horizonte Nascido em Itapipoca, Ceará Idade: 76 anos Esposa: Maria Pinto de Oliveira Praciano Filhos: Lucineide Eu entrei na Empresa

Leia mais

O GIGANTE EGOÍSTA. Autor: Oscar Wilde Nacionalidade: Irlandesa

O GIGANTE EGOÍSTA. Autor: Oscar Wilde Nacionalidade: Irlandesa O GIGANTE EGOÍSTA Autor: Oscar Wilde Nacionalidade: Irlandesa Todas as tardes, quando vinham da escola, as crianças costumavam ir brincar para o jardim do Gigante. Era um grande e belo jardim, todo atapetado

Leia mais

Tenho alguma dificuldade em escolher um excerto desta história porque toda ela é

Tenho alguma dificuldade em escolher um excerto desta história porque toda ela é TRABALHO INDIVIDUAL REALIZADO NO ÂMBITO DA AÇÃO DE FORMAÇÃO: LER EM FAMÍLIA: VIAGENS PARTILHADAS (COM A ESCOLA?) LIVRO ESCOLHIDO: OS OVOS MISTERIOSOS ; AUTORAS: LUÍSA DUCLA SOARES/MANUELA BACELAR edições

Leia mais

Registo Alimentar de 3 dias. Nota: Leia com atenção, e tente cumprir, os parâmetros de utilização.

Registo Alimentar de 3 dias. Nota: Leia com atenção, e tente cumprir, os parâmetros de utilização. Registo Alimentar de 3 dias Nota: Leia com atenção, e tente cumprir, os parâmetros de utilização. Parâmetros de Utilização: É necessário anotar tudo o que foi ingerido durante 3 dias representativos do

Leia mais

I.ª Parte. Nome: Ano: Lê o texto que se segue com muita atenção.

I.ª Parte. Nome: Ano: Lê o texto que se segue com muita atenção. Nome: Ano: Turma: Classificação: I.ª Parte Lê o texto que se segue com muita atenção. O JARDIM DO TIO RICARDO O meu tio Ricardo tem um jardim. Como gosta muito de flores e de árvores e outras plantas e

Leia mais

Furor suave. O Ar. À beira mar Está um homem a pescar Peixe está a apanhar E sem nunca parar. (Pedro Ernesto, 10 anos)

Furor suave. O Ar. À beira mar Está um homem a pescar Peixe está a apanhar E sem nunca parar. (Pedro Ernesto, 10 anos) 6 Furor suave Vou fazer um poema com ar; mas não é com este ar. Qual ar? Este, aqui, este ar. Este qual? O que se respira? Sim, esse, não é com o que se respira, é com o ar de ar. Qual ar? Queres dizer

Leia mais

Processamento. Cacau

Processamento. Cacau Instituto Politécnico de Coimbra Escola Superior Agrária de Coimbra Licenciatura em Engenharia Alimentar Processamento do Cacau Márcia Rodrigues 20603001 Catarina Medina 20603002 Nuno Pratas 20603021 Celestino

Leia mais

Cada coisa no seu lugar

Cada coisa no seu lugar A U A UL LA M Ó D U L O 13 Acesse: http://fuvestibular.com.br/ Cada coisa no seu lugar Cenatexto Hilda chega, finalmente, a sua casa. Os meninos estão todos encarapitados no velho sofá, com os olhos vidrados

Leia mais

ESCOLA EB 2,3 DE EIRÍZ. O caderno

ESCOLA EB 2,3 DE EIRÍZ. O caderno ESCOLA EB 2,3 DE EIRÍZ O caderno da compostagem Saudações ambientais! Um dos maiores problemas ambientais dos nossos dias é a enorme quantidade de lixo que todos produzimos. A compostagem permite não só

Leia mais

Como nascem as plantas

Como nascem as plantas Como nascem as plantas AMARAL, DALICE ALVES R. do COUTINHO, ADRIANA CALDEIRA RESUMO Este projeto foi desenvolvido com uma turma de 25 crianças de ETAPA I (crianças que irão completar 5 anos) de uma escola

Leia mais

Bons Hábitos de Higiene: Essenciais para a sua saú de!

Bons Hábitos de Higiene: Essenciais para a sua saú de! Bons Hábitos de Higiene: Essenciais para a sua saú de! Programa de 21 Dias de Boas Práticas de Higiene Contra 10 Doenças Uma Proteção Avançada olá! Você sabia que o simples hábito de lavar as mãos evita

Leia mais

Inajá. Maximiliana maripa (Aubl.) Drude

Inajá. Maximiliana maripa (Aubl.) Drude Inajá Inajá Maximiliana maripa (Aubl.) Drude Margaret Cymerys Evandro Ferreira O inajazeiro é comum na Amazônia e ocorre em abundância em terra firme de solos pobres e arenosos. Essa palmeira é extremamente

Leia mais

Desenvolvimento Cognitivo

Desenvolvimento Cognitivo Desenvolvimento Cognitivo Psicologia do Desenvolvimento Jean Piaget elaborou uma teoria do desenvolvimento a partir do estudo da inteligência da criança e do adolescente. A sua teoria permitiu que se acabasse

Leia mais

6 Estimular a Criatividade

6 Estimular a Criatividade OZARFAXINARS N.2 DEZEMBRO 2005 121 6 Estimular a Criatividade Como aspecto menos valorizado pela Escola, a criatividade pode estimular novas formas de o jovem se relacionar com o mundo, desenvolvendo atitudes

Leia mais

Oi amigos. A maioria de vocês já me conhece, eu sou o Kiko, o amigo do futuro, e vou apresentar a vocês o Tibum, que é o amigo da água.

Oi amigos. A maioria de vocês já me conhece, eu sou o Kiko, o amigo do futuro, e vou apresentar a vocês o Tibum, que é o amigo da água. Oi amigos. A maioria de vocês já me conhece, eu sou o Kiko, o amigo do futuro, e vou apresentar a vocês o Tibum, que é o amigo da água. 01 Água no corpo humano: cérebro 75% sangue 81% músculos 75% coração

Leia mais