Recebendo seus Alevinos



Documentos relacionados
Rio Doce Piscicultura

Rio Doce Piscicultura

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Centro de Aquicultura - Setor de Carcinicultura Responsável: Prof. Dr. Wagner Cotroni Valenti

FERTILIZANTES Fertilizante: Classificação Quanto a Natureza do Nutriente Contido Quanto ao Critério Químico Quanto ao Critério Físico

Sandra Heidtmann 2010

FICHA TÉCNICA - MASSA LEVE -

A tabela abaixo demonstra alguns índices de produtividade da espécie: valores sujeitos a alterações dados dezembro de 2008/ Mato Grosso do Sul.

Fertilização em Viveiros para Produção de Mudas

HILTON AMARAL JUNIOR EPAGRI / CEPC SC. CEPC.SC@MATRIX.COM.BR

Ficha Técnica de Produto Rejunta Já! Acrílico Código: RJA001 e RJA101

Aeração e Aquicultura - Ar Difuso Peixes e Camarões

BT 0013 BOLETIM TÉCNICO RESINA FLOOR REPAIR PLUS_ ENDURECEDOR FLOOR REPAIR PLUS_ SÍLICA F-036

VEDATOP é um revestimento modificado com polímeros acrílicos, de alta aderência e impermeabilidade.

Ficha Técnica de Produto Biomassa Piso e Azulejo Rápido Código: APR001

SOLUÇÕES FORTLEV PARA CUIDAR DA ÁGUA TANQUES

Com este pequeno guia pode, finalmente, tirar partido do seu lixo... e sentir-se bem por isso!

INSTRUÇÕES DE USO CARTUCHO-BULA. CLEARLENS SOLUÇÃO CONSERVADORA Solução Conservadora para Lentes de Contato

MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA UTILIZAÇÃO DA PRENSA TÉRMICA SUBLIMÁTICA 8X1

A- Estou sentindo as lentes confortáveis em meus olhos? B- Meus olhos estão claros e brilhantes como estavam antes de colocar as lentes?

INSTRUÇÕES DE USO CARTUCHO-BULA. CLEARLENS SOLUÇÃO MULTIUSO Solução Multiuso para Lentes de Contato

Células de Carga CSBeck

5. Limitações: A argamassa Matrix Assentamento Estrutural não deve ser utilizada para assentamento de blocos silicocalcário;

2. Resíduos sólidos: definição e características

A Vida no Solo. A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local;

PLANTIO DIRETO. Definição JFMELO / AGRUFBA 1

Caixa de Inspeção e Interligação

MÁQUINA PARA COSTURAR BOCA DE SACO

INSTRUÇÕES PARA INSTALAÇÃO DE FOSSA SÉPTICA E SUMIDOURO EM SUA CASA

RéguaFox. alumínio e policarbonato. manual de instruções

De uma fazenda para outra, há uma grande variação nas taxas de produção de bagres.

Mantém cores originais A aplicação de TASKI Tapi 101 não altera as cores originais das superfícies.

Hepatites B e C. são doenças silenciosas. VEJA COMO DEIXAR AS HEPATITES LONGE DO SEU SALÃO DE BELEZA.

INSTRUÇÕES DE USO / CARTUCHO-BULA. CLEARLENS SOLUÇÃO LIMPADORA Solução Limpadora para Lentes de Contato

MANUAL DE COLETA DE AMOSTRAS

Sumário. Zeca. O amigo da água. 04. A importância da água. 05. Por que preservar 06. Como a água chega à sua casa 07. Dicas para preservar a água 09

Olericultura. A Cultura do Morango. Nome Cultura do Morango Produto Informação Tecnológica Data Janeiro Preço - Linha Olericultura Resenha

D99. JohnsonDiversey. Suma D9.9. Detergente em pó desengordurante para limpeza geral.

Boas práticas na manipulação do pescado

TRATAMENTO DA ÁGUA. Professora: Raquel Malta Química 3ª série - Ensino Médio

OBSERVAÇÃO: O USUÁRIO É RESPONSÁVEL PELA ELIMINAÇÃO DAS REVISÕES ULTRAPASSADAS DESTE DOCUMENTO

Excelente aderência quando aplicado sobre superfícies de concreto ou argamassa;

EFEITO DA UTILIZAÇÃO DE PRÓBIÓTICOS EM DIETAS PARA BOVINOS NELORE TERMINADOS EM CONFINAMENTO INTRODUÇÃO

GUIA DE CONSERVAÇÃO ASI120MM/MC - ASI130MM - ASI035MM/MC - ASI030MC Armazém do Telescópio LTDA contato@armazemdotelescopio.com.

A IMPORTÂNCIA DA AERAÇÃO NOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO AQUÍCOLAS. Kátia Daniele do Nascimento

MANUAL DE INSTRUÇÕES. Modelo TS-242 ESCOVA GIRATÓRIA

ÁGUA PARA CONCRETOS. Norma alemã - DIN EN 1008 Edição

Modelo TS-243 ESCOVA GIRATÓRIA ARGAN OIL + ION MANUAL DE INSTRUÇÕES

BEBEX N. Geolab Indústria Farmacêutica S/A Pomada Dermatológica 200mg/g UI/g

IMPERMEABILIZAÇÃO DE RESERVATÓRIO DE ÁGUA PARA COMBATE A INCÊNDIO, IRRIGAÇÃO E LAVAGEM COM GEOMEMBRANA DE PEAD NEOPLASTIC AZUL JACUTINGA - MG

ÍNDICE MANUTENÇÃO PREVENTIVA COMO PEDIR PEÇAS DE REPOSIÇÃO

Obrigado por ter adquirido os nossos produtos.

Casas de Banho de Composto Orgânico

Econômico no uso Supersol LG é composto com alto teor de tensoativos, que permite sua utilização em altas diluições para uma limpeza perfeita.

Manual de qualidade da água para aquicultura

Aula 23.2 Conteúdo Compostagem, reciclagem.

Procedimento de Verificação da Presença do Mexilhão-Dourado em Reservatórios.

Desumidificador. Desidrat Plus IV Desidrat Plus V

Lâmpada UV-C de Imersão L Favor ler atentamente as instruções de uso abaixo antes da instalação do dispositivo.

para controle da mastite e melhora da qualidade do leite

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

MANUAL DE INSTRUÇÕES UMIDIFICADOR DE AR FGUA-03AZ-0 SAC: GDE. SÃO PAULO (11)

Produçaõ de peixes. Adaptado de: "Better Farming Series 27 - FreshWater Fish Farming: How to Begin" (FAO, 1979)

Você sabia. As garrafas de PET são 100% recicláveis. Associação Brasileira da Indústria do PET

Produção Segura de Hortaliças. Leonora Mansur Mattos Embrapa Hortaliças

MACTRASET foi desenvolvido para evitar e eliminar definitivamente umidade e infiltrações, sendo de preparo e aplicação muito fáceis.

Assentar pisos e azulejos em áreas internas.

5ª SÉRIE/6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL UM MUNDO MELHOR PARA TODOS

VEDAJÁ é um revestimento impermeável de alta aderência e de fácil aplicação.

MANUAL DE INSTRUÇÕES DO GERADOR DE ÁUDIO MODELO GA-1001

UltraClave Esterilizador Automático. e M11

Manual de Instruções Bebê Conforto - Piccolina

Simulador de Caminhada

Orientações e Procedimentos para o Manuseio e Armazenagem de Óleo Diesel B

Tratamento de Efluentes na Aqüicultura

AUTOCLAVES A VAPOR. Imagens meramente ilustrativas CRISTÓFOLI, A MARCA DA PROTEÇÃO.

Caixa d Água. Materiais necessários. Anotações odebrechtambiental.com odebrecht.amb

MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA UTILIZAÇÃO DA PRENSA TÉRMICA DE CANECAS JTSB03

Ficha Técnica de Produto Argamassa Biomassa Código: AB001

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico Conforme NBR14725, de julho/2001 e 91/155 EC

Manual de Instalação Project - PVC

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE O DIESEL S-50. Fonte: Metalsinter

Penvir Lábia. (penciclovir) EMS SIGMA PHARMA LTDA. creme

Fertilização nitrogenada do cafeeiro com base na ecofisiologia

MANUAL PASSO A PASSO DE APLICAÇÃO: GS-SUPER

Neo Fresh. (carmelose sódica)

MANUAL DO USUÁRIO PIPOQUEIRA CADENCE POP201

Produto para proteger e dar brilho em superfícies de plástico e borrachas

O consumidor deve estar atento às informações do rótulo?

Guia Ourofino de limpeza dos ouvidos de cães e gatos. Seguindo estas dicas, você protege e ainda dá carinho ao seu amigo.

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE O DIESEL S-50

MaxHome. Mini Ferro de Viagem. MaxHome. Sm-110 Bivolt

Dupla ação Além de limpador é um excelente renovador de brilho, em especial de ceras lustráveis.

Ozônio Q1 Ambiental Home 25 sem timer Para piscinas de até litros

FERTILIZANTES, ESCOLHA DE FÓRMULAS E TIPOS DE ADUBOS

Regras para instalação de pavimentos colados WICANDERS com a base em cortiça WRT; UV; PU Pre finished and sanded.

Adaptação do para-brisa inteiriço por bipartido

GUIA PRÁTICO DE APLICAÇÃO CONCRETO LEVEMIX. Comodidade, economia e segurança ENTREGAMOS PEQUENAS QUANTIDADES

2. Como devo manusear o sêmen durante a sua retirada do botijão?

NOVO VEDAPREN PAREDE

Transcrição:

Recebendo seus Alevinos 1. Cuidados contra entrada e saída de peixes no viveiro O primeiro cuidado a ser tomado é a prevenção da entrada de peixes predadores nos viveiros. É possível fazer isso, protegendo o tubo de entrada de água com uma tela de malha inferior à 1mm, impedindo que ovos, alevinos ou peixes entrem no seu sistema de cultivo. Do mesmo modo é preciso proteger a tubulação de saída de água dos viveiros. Neste caso a malha da tela, pode variar de acordo com o tamanho dos alevinos estocados. Sugerimos atenção na manutenção e limpeza diária das telas, evitando entupimentos e suas conseqüências, como transbordamento e fuga dos peixes. 2. Secagem e Desinfecção do Viveiro Em tanques antigos, o ideal é que se faça secagem e desinfecção do viveiro, com intuito de reduzir a carga microbiana e peixes residuais. O processo é simples: - Após o esvaziamento, deixe-o secar por pelo menos 7 dias para mineralizar a matéria orgânica; - Aplique cal virgem ou hidratada nas poças d`água na proporção de 100gr/m² - Em caso de enfermidades anteriores à secagem, aplique calagem na mesma proporção de 100gr/m 2 por todo o tanque.

3. Adubação dos Tanques A adubação dos tanques serve para estimular o desenvolvimento do fitoplâncton e com isso favorecer a produção de zooplâncton. Uma combinação entre fertilizantes orgânicos e químicos é bastante eficaz. a) Na adubação inicial devem ser aplicados: - 30 Kg de farelo de arroz ou farelo de trigo a cada 1.000m². - 03 kg de uréia por 1.000m² (1,4Kg de N/1.000m²), quando o nível de água atinge a metade da capacidade do viveiro. - 03 kg de superfosfato triplo por 1.000 m² divididos em 3 aplicações, com intervalos de dois dias entre as aplicações. Devem ser aplicados somente com o tanque cheio. Melhores resultados são obtidos com os fosfatos de menor granulometria ou pó. b) Porque indicamos o uso do farelo de arroz? Os farelos quando comparados aos estercos animais apresentam diversas vantagens: - Fácil armazenamento e aplicação; - São mais eficientes no estímulo da produção de zooplâncton; - Causam menor impacto na qualidade da água; - Apresentam melhor relação custo-benefício, pois menores doses são necessárias para um desenvolvimento rápido e eficaz do zooplâncton; - Evitam a transmissão de possíveis patógenos como vírus, bactérias, verminoses, que podem resultar em doenças para os peixes e o produtor. c) Como usar a Uréia

A uréia ajuda a estimular um rápido desenvolvimento do fitoplâncton. Não use fertilizante nitrogenado com nitrogênio na forma amoniacal (exemplo: sulfato de amônia, nitrato de amônia, cloreto de amônia, MAP e DAP). Faça uma aplicação de uréia (3 kg de uréia/1.000m²) sempre que a transparência da água for maior que 40 cm. Lembre-se que a resposta do fitoplâncton à adubação não ocorre de um dia para o outro. Espere 3 a 4 dias e observe o efeito na transparência da água. Se não chegar próximo a 40cm, repita a aplicação. CUIDADO: não exagere nas doses de uréia nem faça aplicações muito freqüentes. 4. Como Soltar os Alevinos? Proceda da seguinte forma: - Retire os sacos plásticos das embalagens de papelão e deixe aclimatando na superfície da água, próximo a entrada do tanque por aproximadamente 15 a 20 minutos, de preferência um lugar protegido do sol; - Abra a embalagem e com a mão ou um termômetro sinta a diferença entre a temperatura interna e externa da embalagem; - Com o auxilio de uma caneca, misture vagarosamente a água do viveiro com a da embalagem. Com isso os choques de PH, oxigênio e amônia, são evitados. Procure realizar esse processo vagarosamente, em pelo menos 10 minutos. - Em seguida, solte os alevinos. 5. O Fornecimento de Ração - Use sempre ração de boa qualidade. - Utilize rações extrusadas flutuantes, pois são mais digestivas e facilitam a observação diária sobre a alimentação dos peixes; bruta; - Em geral, as rações iniciais de alevinos possuem 35 a 40% de proteína

- Utilize sempre tamanhos de pellets condizentes com o tamanho dos peixes; - Adquira rações apropriadas à espécie de cultivo: a) Rações para peixes onívoros - pacus, tambacus, tambaquis, tambatingas, piaussus, matrinxãs, piracanjubas, piraputangas e curimbatás. b) Rações para peixes carnívoros - pintados, pintados amazônicos, pirarucus, dourados, pirararas e cachapiras. - Siga as orientações para o fornecimento de ração sugeridas na tabela 1, que segue abaixo. - Fique atento também com a temperatura e qualidade de água. Evite alimentar os peixes com oxigênio muito baixo <2mg ou transparências menores que 35 cm. - Não exceda as quantidades diárias de fornecimento de ração sugeridas, para não ter problemas com baixo oxigênio e mortalidade de pós-larvas e alevinos. - O mais adequado é fornecer cerca de 90% da quantidade de ração que os peixes comeriam em um dia, pois favorece uma melhor conversão alimentar e evita o acúmulo de gordura visceral. - Forneça o alimento em todo o lado de um viveiro, sempre à favor do vento. Isso evita que a ração volte para a margem e evita competição entre os peixes. - Caso não saiba como calcular o peso vivo do viveiro e as quantidades de ração conforme a tabela, siga as orientações do nosso blog, neste post: http://projetopacu.wordpress.com/2010/10/12/como-avaliar-calcular-o-pesovivo-do-viveiro/ - Avalie a conversão alimentar da ração utilizada, dividindo o numero de quilos de ração utilizadas, pelo numero de quilos de peixes produzidos ao final de um ciclo. Boas conversões situam-se entre 1,9:1 à 2,2:1. - Na hora da compra, o produtor deve estar atento à data de fabricação e validade. Evite comprar rações com fabricações anteriores à 3 meses.

Tabela 1. Sugestão quanto às proporções de ração fornecida em relação peso vivo do lote (%PV/dia) e número de refeições diárias (Ref./dia), em função do tamanho do peixe e de temperatura da água. Peso dos peixes Arraçoamento Temperatura da Água ( ºC ) < 20 20 a 24 24 a 28 28 a 32 > 32 1 a 5g 5 a 30g 30 a 100g 100 a 500g 500 a 1000g (% PV/dia) 2 a 3 3 a 5 5 a 7 7 a 10 5 a 7 Ref./dia 1 a 2 2 a 3 3 a 4 4 a 5 3 a 4 (% PV/dia) 1 a 2 2 a 3 3 a 5 5 a 6 3 a 5 Ref./dia 1 2 2 a 3 3 a 4 2 a 3 (% PV/dia) 1 1 a 2 2 a 3 3 a 5 2 a 3 Ref./dia 1 1 a 2 2 2 a 3 2 (% PV/dia) 1 1 a 2 2 a 3 3 a 4 2 a 3 Ref./dia 1 1 a 2 1 a 2 2 1 a 2 (% PV/dia) 0,5 0,5 a 1 1 2 1 Ref./dia 1 1 1 a 2 1 a 2 1 a 2 (% PV/dia) 0,5 0,5 a 1 1 1 a 2 1 > 1000g Ref./dia 1 1 1 1 1

Qualquer dúvida entre em contato conosco: Fone/Fax (67) 3041 0400 Tim Pernambuco (87) 9956 9888 Tim Bahia (75) 9158 7538 Escritório Rua 26 de Agosto, 1957 Salas 1 e 2 Bairro Amambaí CEP 79005-030 Campo Grande - MS vendas@projetopacu.com.br