Número 7/junho 2013 O PROGRAMA URBACT II



Documentos relacionados
POLÍTICA DE COESÃO

Resumo do Acordo de Parceria para Portugal,

Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020

O Desenvolvimento Local no período de programação A perspetiva do FSE - 10 de maio de 2013

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. ( ) ENED Plano de Acção

PROGRAMA DESENVOLVIMENTO RURAL CONTINENTE DESCRIÇÃO DA MEDIDA Versão:1 Data:28/10/2013

AS OPORTUNIDADES PARA AS EMPRESAS NO PORL

Criar Valor com o Território

O contributo do Cluster Habitat Sustentável

Documento em construção. Declaração de Aichi-Nagoya

Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020. Identidade, Competitividade, Responsabilidade

GUIA PARA A COOPERAÇÃO SUL-SUL E TRIANGULAR E O TRABALHO DECENTE

O Projeto Casa Brasil de inclusão digital e social

Escola de Políticas Públicas

Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para

Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020. Identidade, Competitividade, Responsabilidade

Portugal 2020: Investigação e Inovação no domínio da Competitividade e Internacionalização

A NOVA AGENDA DO DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEL E OS NOVOS INSTRUMENTOS

Portugal Inovação Social

Redução da Dependência Energética de Portugal Principal Desafio:

Seminário Turismo 2020: Fundos Comunitários

w w w. y e l l o w s c i r e. p t

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL

COMPETITIVIDADE E INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

Sinopse das Unidades Curriculares Mestrado em Marketing e Comunicação. 1.º Ano / 1.º Semestre

CLUSTER DE LOGÍSTICA URBANA DE LISBOA E VALE DO TEJO

FrontWave Engenharia e Consultadoria, S.A.

Portugal Inovação Social

ECONOMIA SOCIAL PORTUGUESA: PAPEL NO PÓS-TROIKA GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO

AÇÃO 2 COOPERAÇÃO PARA A INOVAÇÃO E O INTERCÂMBIO DE BOAS PRÁTICAS

ESPECIAL PMEs. Volume III Fundos europeus 2ª parte. um Guia de O Portal de Negócios. Março / Abril de 2011

BRASIL JUNTOS PELO BRASIL

Uma iniciativa que pretende RECONHECER AS BOAS PRÁTICAS em projetos que promovam o desenvolvimento sustentável.

Portugal Inovação da Agricultura, Agroindústria. Pedro Cilínio

SISTEMA DE APOIO A ACÇÕES COLECTIVAS (SIAC)

CTCV. seminários. Programas de apoio no novo Quadro Portugal Seminário ISO 9001 e ISO Enquadramento e alterações nos referenciais de 2015

OIT DESENVOLVIMENTO DE EMPRESA SOCIAL: UMA LISTA DE FERRAMENTAS E RECURSOS

PORTUGAL 2020: Como financiar a sua empresa?

Smart Cities Portugal

PROJETO de Documento síntese

Proposta de projeto. Sim/ Não. Abreviatura da denominação da entidade beneficiária. Preenchido automaticamente. Preenchido automaticamente

Novo Modelo para o Ecossistema Polos e Clusters. Resposta à nova ambição económica

Fundos Comunitários. geridos pela Comissão Europeia. M. Patrão Neves

Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020. Inclusão Social e Emprego

Capacitando, assessorando e financiando pequenos empreendimentos solidários a Obra Kolping experimenta um caminho entre empréstimos em condições

PARTICIPAÇÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E/OU INCAPACIDADES NO ENSINO E FORMAÇÃO PROFISSIONAIS SÍNTESE

Território e Coesão Social

A MOBILIDADE URBANA E A SUSTENTABILIDADE DAS CIDADES. Opções da União Europeia e posição de Portugal

PORTUGAL INOVAÇÃO SOCIAL Apoio à Inovação e Empreendedorismo Social

Na teoria e na vida, FDC

Guarda Eurico Nunes. Programa Operacional Inclusão Social e Emprego

Plan International e IIDAC com recursos do Fundo União Europeia

Projeto de Desenvolvimento de Capacidade de Governança no Brasil

Indicadores de Rendimento do Voluntariado Corporativo

Conclusões do Conselho sobre o critério de referência da mobilidade para a aprendizagem (2011/C 372/08)

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade

Iniciativa Portugal Inovação Social Novos programas de financiamento da inovação social no Portugal2020

.: Instrumentos de financiamento de apoio à competitividade no âmbito do Portugal de Janeiro de 2015

Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva

PROJETO Educação de Qualidade: direito de todo maranhense

Sistema de Monitorização e Avaliação da Rede Social de Alcochete. Sistema de Monitorização e Avaliação - REDE SOCIAL DE ALCOCHETE

OCPLP Organização Cooperativista dos Povos de Língua Portuguesa. Proposta de Plano de Atividades e Orçamento

Regulamento. Foremor

Pós-Graduação em GESTÃO DO AGRONEGÓCIO

Queres ir Estudar para outro Estado-Membro da União Europeia? Quais as Oportunidades? Quais os teus Direitos?

Cidades Sustentáveis 2020 Um quadro de referência estratégico para o desenvolvimento urbano sustentável

Governança AMIGA. Para baixar o modelo de como fazer PDTI:

Exmo. Presidente do município da Murtosa, Joaquim Santos Baptista; - na sua pessoa uma saudação aos eleitos presentes e a esta hospitaleira terra!

EXECUTIVE EDUCAÇÃO EXECUTIVA NOSSA ABORDAGEM.

A parceria entre TozziniFreire e PLMJ foi

Indicadores Gerais para a Avaliação Inclusiva

PROGRAMA DE AÇÃO E ORÇAMENTO Servir a comunidade; educar para a cidadania e incluir os mais vulneráveis

CIDADES INTELIGENTES DIREITO DA ENERGIA RITA NORTE

Victor Ferreira Plataforma Construção Sustentável Entidade Gestora do Cluster Habitat Sustentável

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Nuno Vitorino Faro 22 Junho 2012

Criando Oportunidades

Corinthia Hotel Lisbon - Hotel Energeticamente Eficiente

TERMO DE REFERÊNCIA PARA CONTRATAÇÃO DE CONSULTORIA ESPECIALIZADA (PESSOA FÍSICA)

XVIII REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTROS DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

Plano de Atividades 2015

E R A S M U S + ERASMUS+ Faculdade de Farmácia Universidade de Lisboa. Apresentação

Transcrição:

Número 7/junho 2013 O PROGRAMA URBACT II

PARTILHA DE EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGEM SOBRE O DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEL O URBACT permite que as cidades europeias trabalhem em conjunto e desenvolvam soluções eficazes e sustentáveis para os principais desafios urbanos. Cada rede associa 8 a 12 cidades e outros parceiros trabalhando em conjunto para abordar um problema urbano e desenvolver planos de ação integrados. OBJETIVOS O URBACT II (2007-2013), que sucedeu ao URBACT I (2002-2006), é um programa de aprendizagem e intercâmbio europeu que visa promover um desenvolvimento urbano sustentável e integrado, em linha com os objetivos da Estratégia Europa 2020. O URBACT tem como objetivos: Facilitar a troca de experiências e de aprendizagem entre os responsáveis pelas políticas urbanas, os decisores e os profissionais; Difundir amplamente as boas práticas e as lições resultantes da troca de experiências e assegurar a transferência do conhecimento prático; Apoiar os responsáveis pelas políticas urbanas e os profissionais, bem como os gestores dos Programas Operacionais, na concretização dos Planos de Ação para o desenvolvimento urbano sustentável. O Programa URBACT está estruturado em dois eixos temáticos: 1º Eixo Prioritário - Cidades, Motores de Crescimento e Emprego: Economia do conhecimento e inovação; Inovação social; Emprego e mobilidade dos trabalhadores; Empreendedorismo. 2.º Eixo Prioritário - Cidades Atrativas e Coesas: Desenvolvimento integrado de áreas sensíveis e de áreas em risco; Inclusão ativa; Economias urbanas com eficiência energética e baixa emissão de carbono; Planeamento urbano. O compromisso em promover as abordagens integradas dos problemas urbanos é transversal a todos os temas do URBACT II. Os esforços para promover a competitividade da economia não podem ignorar as questões da coesão social nem que o lento crescimento económico pode ter um impacto negativo na coesão social. Deste modo, uma rede temática ao abordar um destes temas tem de explorar também essas conexões. O URBACT encoraja igualmente os parceiros a abordar os principais desafios que as cidades europeias enfrentam, em especial as consequências da crise económica e financeira, o impacto da evolução demográfica e das alterações climáticas. 1

CO-FINANCIAMENTO E BENEFICIÁRIOS O programa URBACT une os 27 países Estados Membros da União, a Noruega e a Suíça. Os beneficiários podem ser: As cidades; As autoridades regionais; As autoridades nacionais; As universidades, os centros de investigação e os organismos públicos. Os parceiros da rede são co-financiados: Até 80% do FEDER para os parceiros das regiões de Convergência; Até 70% do FEDER para os parceiros das regiões de Competitividade; Até 50% de contribuições nacionais para os parceiros da Noruega e da Suíça. REFORÇANDO O IMPACTO NAS POLÍTICAS LOCAIS: O MÉTODO URBACT O Programa URBACT desenvolveu o Método URBACT. Assenta na excelência das redes de parceria e procura garantir um impacto local para os respetivos parceiros. O URBACT coloca ênfase no impacto da cooperação transnacional sobre políticas e práticas de desenvolvimento urbano. FASES DO TRABALHO EM REDE Após o convite à apresentação de propostas, a criação das redes é um processo em duas etapas, uma fase de desenvolvimento do projeto e uma fase de implementação das atividades planeadas, sendo necessária a aprovação do Comité de Acompanhamento nas duas fases: 1. Fase de desenvolvimento: são dedicados 6 meses à criação da rede (ampliação da parceria, produção de um estudo de base considerando tanto o nível europeu como a situação dos parceiros, com um foco nas políticas urbanas, etc.) 2. Fase de implementação: após aprovação das redes, têm início as atividades de intercâmbio e aprendizagem, de produção de resultados, de divulgação/disseminação, etc. PLANOS LOCAIS DE AÇÃO Cada parceiro URBACT compromete-se a produzir um Plano Local de Ação. Este resultado operacional e concreto deve abordar a questão urbana identificada pelo parceiro, tendo em conta as dimensões social, física, económica e ambiental do problema. O Plano Local de Ação integrado deve aproveitar os resultados das atividades transnacionais de intercâmbio e aprendizagem concretizadas no interior da rede. 2

GRUPO LOCAL DE APOIO Cada parceiro URBACT cria e dinamiza um Grupo Local de Apoio reunindo os actores locais (stakeholders) mais relacionados com o desafio de política urbana em causa. O Grupo Local de Apoio é responsável pela produção do Plano Local de Ação e atua como uma ponte de dois sentidos entre o nível local e o nível da rede de parceiros, contribuindo para o intercâmbio transnacional e incorporando a aprendizagem nas políticas locais. ENVOLVIMENTO DAS AUTORIDADES DE GESTÃO O URBACT encoraja vivamente a participação das Autoridades de Gestão dos Programas Operacionais (FEDER e FSE) nas atividades das redes para aumentar o impacto dessas atividades sobre as políticas locais e interligar os Planos Locais de Ação aos recursos financeiros disponíveis nos programas europeus. São mais de 200 as Autoridades de Gestão associadas até ao momento às redes URBACT, garantindo o co-financiamento de uma série de planos de ação. APOIO ESPECIALIZADO Cada rede beneficia do apoio de consultores especializados (Lead experts) que asseguram o conhecimento temático e as metodologias para um efectivo intercâmbio e aprendizagem transnacionais. Cada rede temática escolhe um consultor responsável por apoiar a parceria quer a nível local (por exemplo, na condução do trabalho do Grupo Local de Apoio e na elaboração do Plano Local de Ação), quer a nível da rede transnacional no que se refere aos conteúdos temáticos e métodos para a aprendizagem entre pares. Os consultores especializados estão também envolvidos, a nível do Programa URBACT, nas atividades de capitalização e disseminação relacionadas com os tópicos abordados nas suas redes. Estes especialistas são escolhidos a partir do grupo de peritos que foram qualificados pelo URBACT. CAPACITAÇÃO Para apoiar as cidades na conceção e concretização de políticas urbanas sustentáveis, o URBACT criou atividades de capacitação dedicadas primordialmente aos gestores urbanos locais e aos decisores políticos, incluindo agências de desenvolvimento, ONGs, etc. Aos parceiros URBACT são proporcionados seminários de formação com o objetivo de reforçar as suas competências nas abordagens participativas e integradas do desenvolvimento urbano. Em 2013, estão a ser realizados seminários nas respectivas línguas nacionais em 14 países. Em paralelo também está a ser testado um novo tipo de formação envolvendo 30 eleitos locais de toda a Europa. 3

CONSTRUINDO O CONHECIMENTO PRÁTICO SOBRE O DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEL Com base na experiência das cidades, produzir novo conhecimento e divulgá-lo de forma que possa ser utilizado por uma audiência mais ampla são os objetivos do processo de capitalização e disseminação que subjazem no núcleo do URBACT. As redes URBACT permitem às cidades e às autoridades públicas encontrarem-se e trocarem experiências, identificarem e transferirem boas práticas, construírem novas políticas locais, retirarem lições e recomendações para divulgar junto dos decisores políticos e dos profissionais. Estes resultados alimentam as atividades de capitalização desenvolvidas a nível do Programa, com vista a consolidar o conhecimento proveniente das redes URBACT e para além delas. Também o tornam acessível e útil a toda a comunidade dos profissionais da prática urbanística e dos responsáveis pelas políticas urbanas em toda a Europa. As atividades de capitalização estão organizadas em torno de quatro Polos Temáticos": CIDADES, MOTORES DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E DE CRIAÇÃO DE EMPREGO As cidades são reconhecidas cada vez mais como os motores da mudança económica nas sociedades modernas baseadas no conhecimento. No entanto, estas concentram uma grande parte dos desafios sociais e ambientais. Estes dois fatos levaram as cidades a passar do papel tradicional do planeamento físico e de ordenamento do território à exploração de novas formas de intervenção nos campos social e económico como parte do desenvolvimento urbano sustentável. A atual crise de recessão económica reforçou esta necessidade das cidades e autoridades locais desenvolverem políticas integradas. Uma série de redes URBACT estão por isso mesmo a trabalhar no apoio do crescimento sustentável através da promoção do empreendedorismo, da inovação, das economias locais resilientes, etc. CIDADES, CAPITAL HUMANO E INOVAÇÃO SOCIAL Para lidarem com os problemas urbanos, as cidades europeias têm desenvolvido algumas das mais sofisticadas e concertadas políticas e práticas com vista a promover a inclusão social e a gerir a diversidade. Apesar destes pontos fortes, a resposta é desigual e tem tido sucesso variável. A atual crise económica coloca também estas políticas em teste. As cidades participantes no URBACT estão agora a reinventar os seus modelos de prestação de serviços e a atuar como intermediários de inovação para melhorar a eficiência das suas políticas. CIDADES E RENOVAÇÃO URBANA SUSTENTÁVEL As abordagens integradas do desenvolvimento urbano oferecem uma resposta mais eficiente à complexidade cada vez maior das nossas sociedades urbanas. As questões relacionadas com o planeamento urbano, regeneração, uso do solo, edifícios e ambientes urbanos de baixas emissões de carbono têm importância crescente por toda a Europa. As cidades envolvidas no URBACT fornecem evidências de que, para enfrentar os desafios urbanos de hoje, são necessárias políticas que combinem a regeneração física com as dimensões social, económica, cultural e ambiental. Com base na experiência das cidades o URBACT apresenta respostas concretas de como o fazer. 4

CIDADES E GOVERNAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEL A maioria dos desafios que as cidades enfrentam hoje por exemplo, relativas ao meio ambiente, transportes, emprego, planeamento urbano não podem ser resolvidos pelas cidades trabalhando isoladamente. O desenvolvimento de modelos e processos de governação eficientes que tenham em conta níveis relevantes de governo é um desafio comum a todas as cidades europeias. Este é um tema transversal às redes URBACT, cobrindo uma ampla gama de questões, desde o trabalhar para além da fronteira dos limites administrativos para promover o envolvimento das partes interessadas, à conceção de novos instrumentos financeiros eficientes e à monitorização do desenvolvimento urbano sustentável. OS PROJECTOS DO URBACT II PROJECTOS TEMAS TRATADOS PARCEIROS LÍDER 5

OS PARCEIROS DO URBACT II MAIS SOBRE OS PROJECTOS URBACT E RESULTADOS Websites dos Pontos de Disseminação Nacional (nas línguas nacionais) Visite-nos também no Versão Portuguesa: Tradução (Projecto Coimbra > Cidade Inteligente e Criativa CMC) - Ana Gingeira; Revisão e adaptação - FZF