IPEA - INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA MANUAL DE INVESTIMENTOS PROPOSTA DE COLETA E CADRASTRAMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE INTENÇÕES DE INVESTIMENTOS EMPRESARIAIS (Segunda Versão) Luciana Acioly luciana@ipea.gov.br IPEA www.ipea.gov.br Abril de 2006
ÍNDICE APRESENTAÇÃO 1. INTRODUÇÃO 2. OBJETIVO 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 4. CONCEITOS BÁSICOS 5. LEVANTAMENTO E CADASTRAMENTO DE INFORMAÇÕES 6. RESULTADOS ESPERADOS 7. OUTRAS FONTES DE DADOS SOBRE INVESTIMENTOS ANEXO 1: QUESTIONÁRIO ANEXO 2: METODOLOGIAS DE CLASSIFICAÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTOS POR INTENSIDADE TECNOLÓGICA 2
APRESENTAÇÃO O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) lançou em 2004 a Rede Nacional de Informações sobre Investimento (RENAI), cujos principais objetivos são fornecer ao potencial investidor informações importantes para o seu processo de tomada de decisão; apoiar as instituições governamentais no desenvolvimento de atividades voltadas à promoção de investimentos no espaço nacional; e dar suporte à implementação da Política Industrial, Tecnológica de Comércio Exterior PITCE, Política Nacional de Desenvolvimento Regional PNDR e as políticas estaduais de desenvolvimento. Dada a complexidade e a abrangência das atividades desenvolvidas pela RENAI constatouse a necessidade de maior adequação da metodologia utilizada em suas atividades, de modo que foi estabelecida com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) uma parceria para a análise crítica de procedimentos e métodos utilizados na produção dos dois principais produtos da RENAI: o Banco de Dados de Projetos de Investimentos e o livro Instrumentos de Apoio ao Setor Produtivo, assim como para a realização de estudos e pesquisas sobre perspectivas de investimentos no espaço brasileiro. A proposta de criação de um Manual de Investimentos surge no âmbito dessa parceria e responde a necessidade de padronização conceitual e de procedimentos nas coletas de informações sobre as intenções de investimentos realizadas pelo Governo Federal (MDIC) e pelas Secretarias Estaduais de Indústria e Comércio. Luciana Acioly da Silva IPEA Brasília, abril de 2006. 3
1. INTRODUÇÃO A idéia de construir um banco de dados sobre perspectivas de investimentos, articulado, padronizado e atualizado tem uma importância crucial para um país como o Brasil no contexto da política industrial em vigor e que enfrenta acirrada concorrência no contexto internacional. Muitos países hoje já fazem estudos prospectivos com relação aos investimentos (doméstico e estrangeiros) apoiados em ampla base de dados como um instrumento de apoio no planejamento de ações concretas de estímulos às atividades produtivas e de eliminação dos fatores que impedem a realização dos investimentos no espaço nacional. Instituições internacionais não governamentais também têm se dedicado ao levantamento de informações junto às corporações transnacionais e consultado experts no tema na busca de desvendar as tendências dos investimentos globais e de sua distribuição entre países, setores e regiões para os próximos anos. A criação da RENAI e o trabalho sistemático de promover a cooperação para a harmonização de procedimentos na coleta e tratamento das informações sobre intenções de investimentos no âmbito dessa Rede é sem dúvida uma oportunidade para que os governos federal, estaduais e municipais possam contar com um importante instrumento de apoio para: i) identificação de perspectivas de investimentos nos diversos setores da economia e nas regiões brasileiras; ii) criação de indicadores voltados para a identificação de estímulos e restrições aos investimentos requeridos pelo país; iii) elaboração de estudos comparativos entre países, setores e regiões que poderiam ser de grande valia para o setor público brasileiro e para os investidores locais e internacionais. Nesse sentido, a elaboração de um manual de investimentos para a coleta e tratamento de informações sobre intenções de investimentos que possa vir a ser utilizado pelos três níveis de governo é um primeiro passo para se reunir informação relevante e consistente sobre empresas e setores produtivos, e assim melhorar o clima de investimentos no país e potencializar seus benefícios. 4
2. OBJETIVO Oferecer subsídios para a uniformização das várias metodologias existentes na coleta e acompanhamento das informações sobre as intenções de investimentos no espaço nacional e, desta maneira, contribuir para aumentar a confiabilidade das informações obtidas e disponibilizadas para os governos, investidores e para o público em geral. 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1) Melhorar o nível de informação a nível nacional, estadual e municipal com relação às perspectivas de investimentos empresariais; 2) Incentivar o desenvolvimento de estudos e ampliar o debate sobre o investimento empresarial no país e seus condicionantes; 3) Criar indicadores sobre os investimentos empresariais que facilitem a proposição e avaliação das políticas públicas voltadas para melhorar o ambiente de investimentos no espaço nacional; 4) Permitir comparações internacionais 4. DEFINIÇÕES BÁSICAS 4.1. Investimento Considerado como todas as novas inversões no conceito econômico, ou seja, gastos que ampliem permanentemente a capacidade de produzir bens e serviços das empresas privadas e estatais; 4.2. Projeto de Investimento São passíveis de coleta de informações todos os projetos anunciados de investimento privado e estatal ou em parceria público-privado em todos os setores econômicos e nas regiões brasileiras, excetuando os setores imobiliário e de construção civil. 5
4.3. Período do Projeto Depois de cadastrado o projeto, o mesmo permanecerá em acompanhamento até sua efetivação (inauguração) ou entrada em operação. Após essa constatação, o mesmo será retirado do banco de dados e encaminhado para outra área da base de dados. Se não for obtida nenhuma informação quanto o andamento do projeto, o mesmo será retirado do banco de dados após um período de 6 meses. (Obs: em detalhamento) 4.4. Banco de dados de Projetos de Investimento O banco de dados deverá agregar projetos de investimentos privados e públicos divulgados tanto pela mídia com por outras fontes. 4.5. Banco de Dados para Acompanhamento das Fusões e Aquisições (proposta em discussão) Embora dentro do conceito econômico uma fusão/aquisição não seja considerada como um investimento, do ponto de vista da empresa ela o é. Essa opção reflete, na verdade, uma determinada estratégia empresarial de acesso ao mercado com efeitos significativos sobre a produção de bens e serviços e sobre a competitividade do país ao longo do tempo. O acompanhamento dessas operações é de fundamental importância para o monitoramento dos investimentos produtivos no espaço brasileiro. (Obs: metodologias em discussão) 5. LEVANTAMENTO E CADASTRAMENTO DE INFORMAÇÕES 5.1. Consultas a anúncios veiculados pela mídia (como já faz a RENAI) Projetos de investimento anunciados em publicações como: Folha de São Paulo, Gazeta Mercantil, Valor Econômico, O Estado de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, DCI, Exame, Istoé Dinheiro, América Economia, Revistas das Câmaras de Comércio, Forbes entre outros, além de sites de entidades voltadas para o investimento. 5.2. Consultas a anúncios de investimentos feitos através de outras fontes 6
Obtenção de informações sobre projetos de investimentos junto às Secretarias Estaduais de Desenvolvimento Indústria e Comércio (ou outras secretarias), ao BNDES etc., ou através de outros sites institucionais. O próprio site da RENAI pode permitir o preenchimento de uma ficha simples de cadastramento para acesso das empresas ao banco de oportunidades de negócios. 5.3. Verificação e ampliação das informações obtidas Confirmar dados junto às empresas anunciantes, por telefone, fax, e-mail etc. (confirmar o CNPJ, se possível). Enviar o Questionário para as empresas anunciantes ou preenchê-lo em contato direto com o potencial investidor (ver questionário no Anexo 1) Depurar os investimentos já computados (evitar duplicidade de informações) Acompanhar a empresa até a efetivação ou desistência do investimento anunciado (esse item é fundamental para a realização de estudos e para a avaliação das políticas de atração) 5.4. Cadastramento dos projetos a serem acompanhados Classificação das atividades de acordo com a CNAE (seção, divisão, grupo e classe). Obs: É importante salientar que uma das informações mais importantes no cadastramento dos projetos de investimentos é o CNPJ da empresa que pretende realizar o investimento, ou na impossibilidade de obter essa informação, a Razão Social da mesma. Embora nem sempre seja possível obter essa informação, a ausência dela dificulta a verificação de duplicidade de informações e mesmo o cruzamento das informações obtidas com outras bases de dados, para realização de estudos de um monitoramento mais adequado. O montante do investimento previsto (convertido para valores em Reais pela taxa de câmbio média do mês precedente). Localidade do investimento (UF, município). Origem do capital controlador da empresa Tipo de investimento (investimento novo, ampliação, modernização ou P&D). 7
Intensidade tecnológica, segundo a classificação da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) ou da UNCTAD (United Nations Conference on Trade and Development) 1. 1 A OCDE classifica a intensidade tecnológica das atividades industriais em: alta, média alta, média baixa ou baixa tecnologia, utilizando variáveis como: a receita líquida de vendas e o gasto com P&D (pesquisa e desenvolvimento). A UNCTAD utiliza a classificação SITIC (Standard International Trade Classification) para classificar os produtos de acordo com a intensidade tecnológica, a partir de uma escala que agrupa e ordena os produtos em 6 categorias, de acordo com a evolução da taxa de crescimento anual do valor de sua exportação (uma indicação aproximada de dinamismo de mercado ). 8
6. RESULTADOS ESPERADOS O levantamento e cadastramento das intenções de investimentos devem gerara os seguintes resultados: investimento total, setores, subsetores, localidades, origem do capital e tipo de investimento. 7. OUTRAS FONTES DE INFORMAÇÕES SOBRE INVESTIMENTOS -SITES INTERESSANTES 9
ANEXO 1 Questionário (proposta) 1. DADOS DA EMPRESA CNPJ: Razão Social: Endereço: Cidade: UF: CEP: Setor de Atividade: Principal produto País de origem (da Holding): 2. DADOS DO INVESTIMENTO 2.1. Valor do Investimento Valor: (R$ ou US$): Ano de cálculo: 2.2. Setor no qual fará o investimento: 2.3. Tipo de Investimento: Investimento novo ( ) Expansão ( ) Modernização ( ) Fusão ( ) Aquisição ( ) Outros ( ) 2.4. Local aonde se realizará o investimento: Estado: Município: 2.5. Ano de conclusão do projeto: Entre 1 e dois anos ( ) Entre 3 e 5 anos ( ) Entre 6 e 10 anos ( ) Mais de 10 anos ( ) 2.6. Número previsto de empregos criados: 2.7. Principal fonte de financiamento do investimento previsto Recursos próprios ( ) Ampliação do capital com novos sócios ( ) Recursos de terceiros ( ) 3. DETERMINANTES DA DECISÃO DE INVESTIR 3.1. Fatores que mais influenciam a decisão de investir de sua empresa. (Preencher como os números de 1 a 6. O número 1 corresponde ao fator muito desfavorável e o fator muito favorável) a) Perspectivas de crescimento do mercado interno ( ) b) Perspectivas com relação às exportações ( ) c) Taxa de inflação atual ( ) d) Taxa de juros atuais ( ) e) Evolução das taxas de juros internacionais ( ) f) Evolução da taxa de câmbio ( ) g) Custo da mão-de-obra ( ) h) Infra-estrutura existente ( ) i) Benefícios fiscais ( ) j) Benefícios creditícios ( ) k) Carga de impostos ( ) l) Proximidade de fornecedores ( ) c) Proximidade de Centros de Formação ( ) d) Existência de mão-de-obra qualificada ( ) e) Outros ( ) Especificar: 4. RESPONSÁVEL PELO PREENCHIMENTO Nome: Cargo: Telefone: ( ) Ramal: E-mail: Data de Preenchimento: / / 6 ao 10
ANEXO 2 METODOLOGIAS DE CLASSIFICAÇÃO DOS PROJETODE DE INVESTIMENTOS POR INTENSIDADE TECNOLÓGICA UNCTAD (Por intensidade tecnológica do produto 6 categorias de produtos) OCDE (Por intensidade tecnológica das atividades industriais em: alta, média alta, média baixa ou baixa tecnologia) (Detalhar e enviar pós-discussão) 11
COMENTÁRIOS E SUGESTÕES Obrigada! 12