ESTUDO DE BASE PRODEM

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Transcrição:

DEZEMBRO, 2015 ESTUDO DE BASE PRODEM TERMOS DE REFERENCIA

DEZEMBRO 2015 ESTUDO DE BASE PRODEM TERMOS DE REFERÊNCIA

TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 5 CONTENTS 1 Introdução 6 1.1 O Programa PRODEM 6 1.2 Objectivo do estudo de base 8 2 Metodologia 8 2.1 Âmbito da pesquisa 8 2.2 Instrumentos de pesquisa 9 2.3 Áreas abrangidas 10 2.4 Plano de trabalho 11 2.5 Amostra 12 2.6 Guião do campo 12 2.7 Desenho e pré-teste dos questionários e guiões 13 2.8 Gestão de dados 13 2.9 Língua 14 2.10 Relatórios de progresso 14 2.11 Relatório de pesquisa 15 2.12 Confidencialidade e propriedade sobre os dados recolhidos 15 3 Entregáveis e pagamento 16 4 A ser providenciada pelo cliente na fase de implementação do projecto 16 5 Qualificações do consultor 17 5.1 Qualificação da entidade 17 5.2 Qualificação do pessoal proposta 17

6 TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 1 Introdução Está prevista a contratação de uma empresa ou entidade registrada em Moçambique, para a implementação de Estudo de Base do Programa PRODEM. 1.1 O Programa PRODEM O Objectivo Geral de Desenvolvimento do PRODEM é Reduzir a pobreza e melhorar o bemestar das mulheres e homens que vivem nos municípios do norte de Moçambique. A duração do programa é de quatro anos e meio dentro de uma perspectiva com uma duração mais longa. A primeira fase irá durar dois anos (2015-2017). O programa abrange 26 municípios em 5 províncias do Centro e do Norte: Niassa, Cabo Delgado, Nampula Zambézia e Sofala. Vede a lista dos Municípios ao lado. O Objectivo Imediato do PRODEM é de Contribuir para a redução da pobreza urbana e desenvolvimento sustentável dos municípios". O programa tem dois Pilares, Governação Municipal responsável e Apoio ao Quadro Nacional para a Descentralização e Desenvolvimento. Os objectivos específicos dos dois Pilares são Pilar I: Governação municipal responsável: municípios com melhor gestão urbana, maior resiliência às mudanças climáticas, melhor prestação de serviços essenciais e cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres, capazes de exigir responsabilização aos governos municipais. Isto implica os seguintes sub-resultados: Município Niassa 1 Lichinga 2 Metangula 3 Cuamba 4 Marrupa 5 Mandimba Cabo Delgado 6 Pemba 7 Mocímboa 8 Montepuez 9 Mueda 10 Chiúre Nampula 11 Nampula 12 Nacala 13 Ilha 14 Angoche 15 Monapo 16 Ribaué 17 Malema Zambézia 18 Quelimane 19 Mocuba 20 Gurué 21 Milange 22 Alto Molócue 23 Maganja da Costa Sofala 24 Beira 25 Dondo 26 Marromeu Bairros com maior resiliência climática.

TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 7 Sistemas sustentáveis de gestão de resíduos sólidos urbanos. Aumento das receitas municipais e gestão financeira transparente. Cidadãos responsáveis conscientes dos seus direitos e deveres cívicos, capazes de exigir responsabilização dos governos municipais. A ANAMM reforçada no seu papel de representante defensora dos interesses dos municípios moçambicanos. Pilar 2: Quadro nacional melhorado para a promoção do desenvolvimento municipal. Sub-resultado: - Quadro nacional reforçado e melhorado para o desenvolvimento de capacidade das autoridades e equipas municipais. As áreas acima listadas são todas as áreas que o Governo de Moçambique vê como áreas prioritárias, que os municípios devem tratar. São também parte do mandato municipal, e áreas onde o programa se pode basear nas experiências e metodologias desenvolvidas pelo programa predecessor PDA (Programa de Desenvolvimento Autarquica). Entre os dois pilares e ligando-os estão os Espaços de Diálogo, que inclui o networking, troca de experiências, fóruns de diálogo urbanos e municipais a vários níveis, e desenvolvimento, compilação e partilha das melhores práticas. É aqui onde os municípios (e outras partes interessadas) trocam experiências e desenvolvem as suas ideias. É também um espaço a partir do qual os municípios podem identificar as suas necessidades comuns, expressar as suas demandas e fortalecer os seus vínculos com a ANAMM. Os dois pilares irão organizar e apoiar os Espaços de Diálogo. O Pilar 1 centra-se nos Espaços de Diálogo a nível municipal e provincial, enquanto o Pilar 2 e a UGP lidam com os Espaços de Diálogo a nível nacional. O PRODEM baseia-se nos seguintes princípios: Enfoque na capacitação: Fundos para a implementação de actividades, e para investimentos em infra-estruturas e equipamentos serão principalmente destinados a permitir que os departamentos técnicos dos municípios pratiquem e desenvolvam as suas capacidades. Networking : O Programa concentrar-se-á no fortalecimento de vínculos e redes entre municípios, entre outras coisas, estabelecendo redes provinciais entre os municípios. Os municípios serão capazes de aprender uns dos outros; os municípios mais

8 TDR ESTUDO DE BASE PRODEM avançados poderão fornecer assistência técnica aos municípios menos avançados. As redes entre os municípios irão também promover a identificação de questões onde o apoio de instituições nacionais ou alterações ao quadro normativo será necessário. Enfoque na Manutenção: A fim de garantir a sustentabilidade dos investimentos, planos de manutenção têm que estar preparados, e os recursos para a manutenção da infra-estrutura e do equipamento têm que estar orçamentados. Métodos Simples e Sustentáveis: O programa irá promover métodos simples, que os municípios sejam capazes de implementar e sustentar. Participação dos Cidadãos: O programa irá promover o engajamento de cidadãos com os conselhos municipais e assembleias municipais para melhorar a responsabilização social, a transparência e prestação de serviços. A lógica das intervenções do programa é descrita no documento do programa (ProDoc), e no Quadro Lógico Revisto. 1.2 Objectivo do estudo de base Para poder seguir o progresso das intervenções do programa ao longo da sua implementação, os seus resultados e impactos, o PRODEM prevê contractar uma empresa para conduzir a implementação do estudo de base sobre as áreas abrangidas pelo Pilar 1 do programa. As áreas abrangidas pelo Pilar 1 estão destacadas em amarelo no Quadro Logico Revisto em anexo 1. 2 Metodologia Este capítulo descreve, quais são as áreas técnicas abrangidas pelo PRODEM, e quais os métodos e instrumentos que serão desenvolvidos e aplicados pelo consultor. 2.1 Âmbito da pesquisa A pesquisa abrangerá os 26 Municípios beneficiários do PRODEM. O contratado será responsável pela implementação integral da pesquisa. Os elementos chaves estão descritos de seguida.

TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 9 2.2 Instrumentos de pesquisa Para a pesquisa adequada de cada área do estudo, serão escolhidos os métodos específicos. Área Ponto de partida nos Municípios Bem-estar dos Munícipes Satisfação dos clientes com os serviços municipais Métodos de pesquisa Entrevistas com especialistas individuais, discussão em grupos de especialistas (vereadores) Revisão bibliográfica e grupos focais Entrevistas com agregados familiares (Método Quantitativo) Na sua proposta, o consultor demonstrará o seu entendimento de cada um dos métodos propostos, e explicar como pretende desenhar os instrumentos e como conduzirá a sua implementação. Pode também sugerir, de forma bem fundamentada, a utilização de métodos alternativos, como por exemplo, a condução de um exercício de autoavaliação com os vereadores e funcionários municipais, ou com o grupo focal em relação ao engajamento cívico. Contudo, a aplicação destes métodos não deverá comprometer a recolha de todos os dados requeridos para responder aos indicadores do quadro lógico.

10 TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 2.3 Áreas abrangidas A pesquisa abrangerá as seguintes áreas. 2.3.1 Ponto de partida nos municípios As linhas de intervenção do PRODEM Pilar 1 são as seguintes: 1. Gestão urbana para a resiliência climática - com o subtema resíduos sólidos, 2. Gestão financeira, 3. Governação municipal e participação do cidadão. Cada uma das três áreas conta com uma variedade de subáreas, as quais são apresentadas em detalhe no Quadro Lógico do PRODEM. Uma série de perguntas será desenvolvida pelo consultor, para responder satisfatoriamente aos indicadores referentes. O objectivo é de chegar a uma descrição qualificada de situação da capacidade e dos desafios dos Municípios nas três áreas. Os indicadores devem ser operacionalizados para o estudo de base pelo consultor. As categorias de respostas deverão ser claramente especificadas. O cliente disponibilizará uma orientação inicial, incluindo sobre as categorias de respostas. 2.3.2 Bem-estar dos Munícipes O indicador agregado de bem-estar ajudará a obter indicações (proxy) sobre o impacto do programa PRODEM. A tarefa do consultor é a de identificar os componentes do bem-estar (índice) estritamente ligados às linhas de intervenção do PRODEM e medi-los. A definição do índice basear-se-á na revisão a fazer pelo consultor de bibliografia relevante, tal como a publicação do INE, Pobreza e Bem-Estar em Moçambique. Condições Matérias Qualidade de Vida Sustentabilidade Condições físicas da vida (casa, equipamento, etc.). Estado de Saúde (esp. Malaria) Engajamento cívico e governação Meio ambiente Bem-estar subjectivo. Capital Económico Capital Humano (competências, saberes, habilidades) Capital Social (relações, suporte pelo rede social, engajamento cívico)

TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 11. Tabela 1 Exemplo de componentes de bem-estar 2.3.3 Satisfação dos clientes O consultor desenhará um instrumento quantitativo para perscrutar os níveis de satisfação dos munícipes com os serviços municipais. Está prevista a realização das entrevistas com agregados familiares em municípios seleccionados. Serão escolhidos no mínimo dois municípios por cada uma das 5 Províncias abrangidas, e serão realizados no mínimo entrevistas com 120 agregados familiares. O consultor poderá propor e justificar um método alternativo. 2.4 Plano de trabalho O plano descreverá a implementação da pesquisa na sua totalidade: 1. O plano de trabalho descreverá todas as fases de implementação: Fase de preparação do trabalho do campo, incluindo a preparação logística, a elaboração dos instrumentos, teste dos instrumentos, treinamento dos supervisores e assistentes do campo e a revisão bibliográfica; Fase de implementação, com a gestão e organização de equipe, a recolha e digitalização dos dados, e o controle de qualidade; Fase final da pesquisa, nomeadamente a última limpeza dos dados digitalizados e a preparação dos relatórios finais. 2. O cliente terá de apresentar um plano bem desenvolvido para o treinamento dos supervisores e assistentes do campo, incluindo o tempo e a metodologia usado para estes treinoss. O objectivo do treinamento dos supervisores é o entendimento profundo do seu papel de coordenação de equipa no campo, a controle de qualidade dos dados, logística, etc. O objectivo da formação é que cada entrevistador entenda as perguntas e respectivas categorias de respostas na sua totalidade, preencha correctamente os questionários, saiba quais são os códigos aplicáveis a cada resposta e seja capaz de identificar inconsistências durante a entrevista para resolvê-las no acto. Se possível, será realizada uma sessão com os Consultores Seniores do programa, para assegurar que os pesquisadores dominam os instrumentos com a profundidade necessária.

12 TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 3. O plano de trabalho incluirá um cronograma visualizando todas fases de estudo de base, com as actividades referentes e os tempos alocados. 4. O plano de trabalho incluirá o quadro do pessoal que será responsável pelas diferentes fases da pesquisa, e o "nível de esforço" (level of effort) dos mesmos. 5. Baseado na experiência do cliente, estima-se um período máximo de três (3) meses para a realização desta pesquisa. 2.5 Amostra Os critérios utilizados para a escolha dos entrevistados, grupos focais e agregados familiares devem ser transparentes e fundamentados na lógica de intervenção do programa. Os consultores indicarão quantos entrevistas, discussões em grupo de especialistas, grupos focais, e entrevistas com os agregados familiares pretendem conduzir e quanto tempo levará. Devem dar uma explicação fundamentada sobre a amostragem e evidenciar, como e porquê a metodologia permite a recolha de dados suficientes e de alta qualidade para "alimentar" todos os indicadores do quadro lógico. Antes da ida para o campo, os questionários e princípios da escolha dos participantes (desenho de amostra) devem ser enviados ao PRODEM para aprovação. 2.6 Guião do campo O guião do campo conterá pelo menos os seguintes aspectos: Organização e supervisão da equipe, tarefas e responsabilidades de cada membro de equipa, mecanismos de controlo de qualidade; Procedimentos da logística de viagens e acomodação; Actividades chave em cada município; Instrumentos e o seu próprio uso (entrevistas, discussões em grupos de especialistas, grupos focais, entrevistas dos agregados familiares) Protocolo para confirmar que os grupos alvos foram identificados correctamente; Protocolo para digitalização dos dados. Dependendo da composição da equipe e da atribuição de tarefas previsto pelo o consultor, o consultor há de desenhar um único guião de campo

TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 13 que serve para supervisores de campo e entrevistadores, ou alternativamente dois guiões de campo, dos quais um orienta os supervisores de campo e um outro orienta os entrevistadores. 2.7 Desenho e pré-teste dos questionários e guiões O desenho dos questionários e guiões para entrevistas e grupos focais será desenvolvido tendo por base o quadro lógico do PRODEM e uma matriz de perguntas iniciais que será disponibilizada pelo Cliente. É necessário testar os instrumentos antes da implementação do treino. Estes testes terão lugar na administração municipal de um Município de nova geração e também num Município da primeira geração. Serão testados grupos focais com Munícipes de origem de: 1. bairros planeados, e 2. bairros não planeados. Os resultados deste teste e as alterações necessárias aos instrumentos, resultantes deste teste, serão comunicadas ao Cliente. Todos os instrumentos e as suas adaptações devem ser aprovados pelo cliente antes de ida para o campo. Serão disponibilizados ao cliente cópias electrónicas de cada instrumento desenvolvido. 2.8 Gestão de dados O estudo de base é abrangente; uma gestão de dados de alta qualidade é indispensável. 2.8.1 Registro dos dados básicos dos entrevistados Os dados básicos (Nomes, idade, sexo, profissão, assinatura, etc.) dos grupos alvos da pesquisa devem ser documentados com profissionalismo. 2.8.2 Digitalização, limpeza e base dos dados O cliente tem preferência por pesquisas realizadas electronicamente. No entanto, os entrevistadores devem estar sempre preparados para conduzir pesquisas com recurso a papel e caneta em caso de funcionamento deficiente do equipamento electrónico.

14 TDR ESTUDO DE BASE PRODEM O registo electrónico dos dados pode ser feito tendo por base o EXCEL, ou directamente num programa corrente como o CS PRO, SPSS, ou outro. A introdução dos dados obedecerá às regras esboçadas no guião de campo. A base de dados terá funções automáticas que garantem o controlo das variáveis, das inconsistências, não permitindo campos vazios e assegurando a precisão dos dados. Nota: Todas as respostas dadas nas entrevistas, bem como as discussões realizados nos grupos focais, não só serão protocolados e digitalizados, como também processados numa base de dados. Este procedimento facilita a comparação de dados geridos nos 26 Municípios. O conteúdo deverá ser codificado correctamente, onde for necessário. O sistema para a codificação dos dados será fornecido ao cliente antes da ida para o campo e pode ser utilizado após aprovação. A entrada e digitalização dos dados acompanharão a implementação da pesquisa, para facilitar o controlo de qualidade e a correcção imediata pelo gestor do programa (Consultor). O consultor enviará os dados digitalizados uma vez por semana ao cliente juntamente com o relatório de progresso (vede 2.9) para conhecimento e comentário. A "limpeza" final dos dados terá lugar após o regresso da equipe de campo. O plano de implementação terá de indicar o tempo previsto para esta tarefa. 2.9 Língua Todos os relatórios e instrumentos da pesquisa deverão ser apresentados na língua portuguesa. 2.10 Relatórios de progresso O consultor é obrigado a apresentar semanalmente um resumo sobre o progresso do trabalho de campo, baseando-se no seguinte conteúdo (a ser adaptado pelo cliente): Relatório sobre Progresso Data: Nome do Município: N o de entrevistas com especialistas: Planeado Realizado

TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 15 N o de discussões em grupos com vereadores e funcionários do Município: N o de grupos focais: N o de entrevistas dos agregados familiares: Desafios: Medidas tomadas para melhoria: Nome do Pesquisador Assinatura 2.11 Relatório de pesquisa O relatório final de pesquisa será composto por duas partes: Parte (1) enfoque nas actividades realizadas, desafios encontrados e soluções aplicadas (até 10 páginas). Parte (2) relato dos resultados da pesquisa por Município, detalhando os aspectos mais característicos, bem como os aspectos atípicos. O relatório conterá os aspectos da descrição de entrevistados, situação actual por área técnica, desafios e soluções previstas. Serão abordados a situação de bem-estar dos Munícipes e a satisfação dos munícipes com os serviços municipais. A estrutura do conteúdo será aprovada pelo cliente antes da elaboração do relatório. 2.12 Confidencialidade e propriedade sobre os dados recolhidos A confidencialidade dos dados recolhidos é assegurada em todos os momentos, durante e após a pesquisa. Os dados dos grupos-alvo não serão usados para outros fins além desta pesquisa. Nomes e endereços dos participantes não serão disponibilizados a qualquer outra parte além do Cliente. Os dados serão propriedade do programa PRODEM. O uso dos dados não é para fins comerciais, serve exclusivamente para a pesquisa sobre e o desenho do programa. Todos os produtos e dados recolhidos serão entregues ao cliente numa data mutualmente concordada. O consultor não reterá qualquer informação ou material após a conclusão da pesquisa.

16 TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 3 Entregáveis e pagamento Os entregáveis e pagamentos estarão interligados às fases de pesquisa. 1) Primeira fase - Preparação da metodologia de visita do campo. Entrega do relatório de inserção, incluindo Plano de trabalho Instrumentos de pesquisa Desenho da base de dados Guião de campo Primeira prestação: 70 % dos custos reembolsáveis e 30 % dos fees após a aprovação do relatório de inserção. 2) Segunda fase Implementação. Pre-teste dos instrumentos Formação Implementação do estudo Relatórios semanais sobre progresso de implementação 3) Terceira fase Fase final. Organização de um WS (1 ate 2 dias em Nampula) com o cliente para a apresentação e discussão dos resultados chave (power point) Base de dados Relatório final Segunda e última prestação: 30 % custos reembolsáveis e 70 % dos fees. O pagamento será efectuado após a aprovação do relatório final. 4 A ser providenciada pelo cliente na fase de implementação do projecto O cliente providenciará os documentos relevantes do programa, uma orientação inicial sobre o estudo de base, e facilitará o contacto inicial com a ANAMM e os Municípios, MAEFP/DNDA e o escritório do PRODEM em Nampula para a organização do trabalho no campo.

TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 17 5 Qualificações do consultor A qualificação do consultor é composta pela experiência da entidade e a experiência do pessoal. 5.1 Qualificação da entidade Entidade nacional ou internacional com sede oficialmente registada em Moçambique e com experiência comprovada em pesquisas qualitativas e quantitativas utilizando metodologias adequadas tais como condução de grupos focais e outros; demonstração de pesquisa realizada com uso de métodos participativos nos últimos cinco (5) anos. Experiência comprovada na área de governação local, desenvolvimento municipal, mudanças climáticas e na participação dos cidadãos; Quadro de pessoal altamente qualificado e motivado para realizar o trabalho de campo; Boa rede de supervisores, entrevistadores, assistentes de campo e tradutores para/de línguas locais; Experiência comprovada na preparação dos relatórios de alta qualidade; Um sistema de gestão para garantir a realização dinâmica e pontual em todas as fases. 5.2 Qualificação do pessoal proposta As três pessoas chave são preferivelmente recrutadas do pessoal permanente da empresa/entidade consultora. 1) Chefe de equipa O/a chefe de equipa que se pretende é a pessoa que assegura a gestão e o controle de qualidade global do projecto. Liderará: (a) a gestão de recursos humanos e coordenação de toda a equipa; (b) desenvolvimento do plano operacional de implementação da pesquisa; (b) gestão financeira; (c) a comunicação com a equipe do cliente; (d) superar os problemas que perturbam o progresso da pesquisa; (e) supervisionar a qualidade e preparação dos resultados declarados neste TOR nos prazos préestabelecidos. Requisitos principais: Licenciatura, preferencialmente Mestre, no domínio em causa (por exemplo, Ciências Sociais, Desenvolvimento Urbano, etc.);

18 TDR ESTUDO DE BASE PRODEM Pelo menos 8 anos de experiência na concepção e execução de pesquisas qualitativas e quantitativas, de preferência em Moçambique; Excelentes habilidades de comunicação, tanto oral e escrita, em Português e Inglês; Capacidade de alocar 10% de sua / seu tempo no campo quando o trabalho de campo estiver em curso, quando for necessário. 2) Consultor sénior: O/a consultor sénior será responsável pelo desenho de pesquisa e controle de qualidade dos resultados. Este consultor é responsável por: (a) desenho e teste dos instrumentos, (b) desenho do guião e treinamento, (d) desenho da amostra, (e) desenho e controle de qualidade do banco de dados, (f) relatório de pesquisa. Requisitos principais: Licenciatura, preferencialmente Mestre, no domínio em causa (Ciências Sociais ou Ciências Politicas); Pelo menos 8 anos de experiência na concepção e execução de pesquisas qualitativas e quantitativas, de preferência em Moçambique; Excelentes habilidades de comunicação, tanto oral e escrita, em Português e Inglês. 3) Gestor do trabalho de campo: O/a Supervisor/a terá a responsabilidade da gestão corrente da pesquisa. Espera-se que este seja capaz de: (a) assegurar que as autorizações necessárias são obtidas; (b) gerir o recrutamento das equipes de campo; (c) a gestão, implementação e realização de formação; (d) gerir e supervisionar as equipes de campo durante o trabalho de campo; (e) assegurar os procedimentos de controlo de qualidade estão no lugar durante a recolha de dados; (f) fazer todos os esforços para superar os problemas que perturbam o progresso da pesquisa; (g) assegurar que as equipas de campo têm os recursos necessários para a execução do estudo; (h) gerir o processo de arquivo de dados; (i) registo e comunicação sobre os problemas/desafios encontrados no campo, e solucioná-los. Requisitos principais: Licenciatura em área relevante (Ciências Sociais, Educação, Economia, Demografia, etc.);

TDR ESTUDO DE BASE PRODEM 19 Pelo menos 5 anos de experiência na gestão de pesquisas quantitativas e qualitativas; Familiaridade com software / base de dados relevantes e da supervisão da sua execução; Aptidão para alocar no mínimo 75% do seu tempo no campo, na gestão e supervisão do trabalho de campo, quando este estiver em curso. 3) Gestor de dados O gestor de dados é responsável pela formação do pessoal de introdução de dados. Isto inclui: (a) a concepção modelo de introdução de dados; (b) a concepção e condução da formação do pessoal de introdução de dados; (c) gestão de processo de recepção de dados; (d) produzir relatórios periódicos sobre a qualidade dos dados (por exemplo, as taxas de erro, os dados em falta, etc.); (e) a gestão do processo de limpeza de dados, e (f) entregar o banco de dados final. Requisitos principais: Bacharel em área relevante (Tecnologia da Informação, Engenharia, Estatística, etc.); Pelo menos 3 anos de experiência em modelos de introdução de dados de projecto e de programação para as pesquisas qualitativas e quantitativas.