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PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS BANCO DE QUESTÕES - PRODUÇÃO TEXTUAL - 7º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= Texto 1 De: Jorge Amado Para: Zélia Gattai Página 1 de 7-20/04/2018-11:35 EU E TU, OS DOIS SÓS Do Grand Hotel Saint-Michel, em Paris, Jorge Amado escreve à mulher, Zélia, cartas reveladoras da atividade política que desenvolvia na insegura Europa do pós-guerra, onde se exilara após a cassação do mandato de deputado pelo Partido Comunista Brasileiro, declarado ilegal em 1947. A correspondência mostra ainda o esforço de um homem apaixonado para superar a ausência da companheira de toda a vida. Paris, 23 de março de 1948 Querida minha, minha negra saudosa, meu amor mais lindo do mundo, novamente estou há uma semana sem cartas tuas, sem saber se estás no Rio ou em São Paulo, o correio de ontem trouxe carta da Argentina (de Rodolfo Ghioldi)[1] mas nada do Brasil. Não sei nem de ti, nem de João, nem dos meus velhos, nem dos meninos. Aqui faz novamente frio, um tempo feio, escuro, sem sol. Isso após uns dias bonitos e alegres, de sol brando e doce. Creio, no entanto, que é o último frio e depois teremos o início da primavera (que pelo calendário já começou anteontem). Estou doido para ir para a Itália, mas, infelizmente, ainda não posso sequer marcar data certa de viagem, pois os assuntos que me prendem aqui ainda não estão resolvidos. Já estou com quatro vistos: para Polônia, Iugoslávia, Hungria e Tchecoslováquia. Faltam-me quatro: Albânia, Bulgária e Romênia e estou à espera da reposta desses países sobre minha ida, o convite e o visto. E principalmente do quarto, para mim o mais importante.[2] Grandes promessas, dizem que é certo, já enviaram tudo para lá mas ainda não chegou, e eu quero sair daqui com esses assuntos resolvidos, inclusive porque como não sei a maneira como evoluirão os acontecimentos tampouco tenho ideia de como será nossa vida dentro de três ou quatro meses. Parece-me que muita coisa aqui está na dependência das eleições italianas que serão a 18 de abril. Tudo pode suceder após. Mas isso é assunto que só pessoalmente para conversarmos. Ou então eu teria que te escrever uma imensa carta explicando, mas isso vais ler nas reportagens que mando por este correio pros nossos jornais. Três reportagens sobre situação da Europa. Manda-me recortes quando saírem. Mas falo nisso por causa de tua viagem. Creio que o mais certo é embarcares para a Itália. Caso seja de avião (no aeroplano do Fernando) então deves permanecer uns dias em Portugal, caso embarques antes do dia 25 de abril, porque já então imagino ter uma perspectiva do que fazer e onde ficar. Caso venhas de navio podes embarcar aí em qualquer navio entre 10 e 15 porque assim vais chegar na Itália no fim do mês, quando já as primeiras repercussões das eleições estarão passadas. Mesmo que, se vieres de navio, eu tenha tido que sair da Itália (e espero que não, só no caso de acontecimentos brutais), o Carlitos te esperará lá e eu estarei certamente na Iugoslávia, onde irias me encontrar. Mas com certeza estarei te esperando no cais de Gênova ou de Nápoles. Assim sendo acertemos o seguinte: se vieres de avião antes do fim do mês, paras em Portugal onde esperas carta minha dizendo para onde deves vir. Caso venhas de navio embarca aí na altura do dia 15 ou pouco mais para a Itália. Certo? Uma coisa, negrinha, desejo que penses sobre ela: o ambiente aqui é de que tudo pode suceder nos próximos meses, a guerra inclusive. Não é apenas chantagem, é a preparação guerreira. Bem, eu te pergunto e tu é que decides: nesse caso, com esse ambiente (não podes sequer imaginar o que é de tão tenso), vale a pena trazer João? Para mim é terrível não tê-lo aqui, mas não sei o que seria melhor para ele. Eu e tu, os dois sós, nos arranjamos em qualquer parte e em qualquer tipo de vida. E ele? Eu mesmo não me animo a te dizer façamos isso ou aquilo, traz ou não traz João. Mas eu estou cheio de saudades e toda a gente sensata daqui diz que não devia trazê-lo pelo menos imediatamente. Mas eu penso que sofrerias muito longe de teus dois filhos, e que, por mais limitador que ele seja para teus movimentos e por mais sacrifício que seja tê-lo, vale a pena. Porém penso nele e não sei. Pensa nisso e o que resolveres está bem resolvido.

Bem, aí está a tua carta de chamada. Nos fins de abril estaremos juntos e isso para mim é a vida. Já não posso mais de saudades. Não sei ainda o dia de minha viagem para a Itália. Logo que tenha solucionado todos os meus assuntos aqui, mas temo que ainda demore mais do que esperava. As coisas nem sempre marcham com a rapidez com que desejaríamos. Bem, amor, vou terminar, pois tenho um almoço na Embaixada da Tchecoslováquia e está na hora de ir (aqui passa-se metade do dia viajando do metrô pois a cidade é enorme e as distâncias horríveis). Escreve-me. Caso eu siga para a Itália no dia 30 te escreverei dando um endereço em Roma para onde me escreveres. De qualquer maneira só ficarei aqui até o dia 8 de abril, meu prazo máximo para resolver todos os assuntos. Caso até 8 de abril não tenha resolvido tudo irei assim mesmo pois quero pegar pelo menos os dez últimos dias da campanha eleitoral. Mas tenho esperanças de ir antes, de pôr tudo em ordem até 30. Uma coisa importante: visa aí teu passaporte, além da França e Itália, para Polônia (te é fácil), Tchecoslováquia (não é difícil) e Iugoslávia (o Maurício pode te apresentar nesta embaixada). Inclusive podes dizer que eu já tenho visto e convite para esses países. Isso evitará uma enorme perda de tempo aqui. Trata imediatamente disso. Amor, tenho um mundo de saudades e de ternura. Abraça toda a gente, beija minha mãe e meu pai e João, abraça os meninos. Um beijo, amor, com toda a saudade do teu filho, Jorge P.S.: Última hora: por mim traz João. Toda a saudade do mundo: a correspondência de Jorge Amado e Zélia Gattai: do exílio europeu à construção da Casa do Rio Vermelho (1948-67). Organização e notas de João Jorge Amado. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, pp. 44-47. [1] N.E.: Rodolfo Ghioldi (1897-1985), ativista político argentino, dirigente do Partido Comunista Argentino e representante do Secretariado Sul-Americano da Internacional Comunista (Comintern). Foi muito amigo de Jorge Amado. [2] N.S.: Refere-se à União Soviética. (Disponível em: http://www.correioims.com.br/carta/eu-e-tu-os-dois-sos/) 01- Para indicar o receptor da carta, Jorge Amado faz uso, no primeiro parágrafo, de três expressões. Sobre elas, responda: a) Retire-as e indique o que essas expressões revelam sobre o grau de intimidade entre o emissor da carta e seu interlocutor. b) Como se classifica esse tipo de expressão? Página 2 de 7-20/04/2018-11:35

c) É possível estabelecer o grau de parentesco entre Jorge Amado e seu interlocutor apenas observando essas expressões? E fazendo uma leitura completa do texto? Justifique. 02- A partir de uma interpretação do primeiro parágrafo, pode-se notar que Jorge Amado não estava recebendo notícias do Brasil. Fazendo uma comparação entre os meios de comunicação estudados (a carta e o e-mail), explique, com suas palavras, o motivo pelo qual Jorge Amado não vivenciaria esse problema nos dias atuais. 03- Ainda no primeiro parágrafo, Jorge amado menciona que: Não sei nem de ti, nem de João, nem dos meus velhos, nem dos meninos. A partir de uma interpretação mais detalhada da carta, indique a quem ele faz referência ao utilizar a expressão meus velhos no contexto em que ela se emprega. 04- Observe o contexto de uso do verbo suceder no fragmento destacado abaixo e, em seguida, explique o seu significado. Parece-me que muita coisa aqui está na dependência das eleições italianas que serão a 18 de abril. Tudo pode suceder após. 05- Em uma carta, o P. S. é aquilo que se escreve depois da assinatura. Sabendo disso, explique, com suas palavras, a intenção do P.S escrito nessa carta. Página 3 de 7-20/04/2018-11:35

06- A carta é um gênero que costuma apresentar uma estrutura padrão. Tendo em vista essa afirmação, assinale a única opção correta: (A) É por meio do vocativo presente no cabeçalho da carta que conhecemos quem é o seu emissor. (B) Local e data não são fundamentais em uma carta, visto que ela é um gênero atemporal. (C) A linguagem da carta pode variar em formal e informal dependendo do nível de intimidade que o emissor tem com seu interlocutor. (D) A despedida e a assinatura devem ser dispensadas da carta dependendo do grau de intimidade entre o emissor e o interlocutor. 07- Em língua portuguesa, o verbo visar pode ter significados variados dependendo do contexto em que é empregado. Observe o fragmento abaixo e, em seguida, assinale a única alternativa em que o verbo visar aparece como sinônimo daquele em destaque. Uma coisa importante: visa aí teu passaporte, além da França e Itália, para Polônia (...) (A) A professora visou os exercícios de todos os alunos. (B) A sociedade como um todo visa ao progresso. (C) De minha varanda, eu visava o mar calmo da baía. (D) Jorge visava àquela menina desde moleque. Texto 2 SONETO DE SEPARAÇÃO De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama. De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente. Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente. (Vinicius de Moraes) 08- Sabemos que as palavras podem assumir significados diferentes do sentido literal. Sendo assim, explique o que representam as palavras riso e pranto no contexto do poema. Página 4 de 7-20/04/2018-11:35

09- Explique o significado da expressão de repente e comente a sua importância para o texto, levando em consideração a temática principal do mesmo. 10- Fazendo uma análise da estrutura do poema, indique o número de versos que ele possui e em quantas estrofes esses versos são divididos. 11- Faça o esquema de rimas da primeira estrofe e, em seguida, classifique-o. 12- Faça a escansão dos dois primeiros versos e em seguida diga o número de sílabas métricas de cada um deles. Página 5 de 7-20/04/2018-11:35

GABARITO 01- Para indicar o receptor da carta, Jorge Amado faz uso, no primeiro parágrafo, de três expressões. Sobre elas, responda: a) Retire-as e indique o que essas expressões revelam sobre o grau de intimidade entre o emissor da carta e seu interlocutor. R: As expressões que indicam quem é o receptor da carta são querida minha, minha negra saudosa e meu amor mais lindo do mundo que revelam um grande nível de intimidade entre Jorge Amado e Zélia. b) Como se classifica esse tipo de expressão? R: Classifica-se como vocativo. c) É possível estabelecer o grau de parentesco entre Jorge Amado e seu interlocutor apenas observando essas expressões? E fazendo uma leitura completa do texto? Justifique. R: Observando apenas as expressões não é possível estabelecer com clareza o grau de parentesco entre Jorge Amado e Zélia, pois elas denotam apenas extremo afeto e carinho. Entretanto, ao lermos o texto completo, logo em sua introdução, notamos que Zélia é a esposa de Jorge Amado, como se vê no trecho Do Grand Hotel Saint-Michel, em Paris, Jorge Amado escreve à mulher, Zélia 02- A partir de uma interpretação do primeiro parágrafo, pode-se notar que Jorge Amado não estava recebendo notícias do Brasil. Fazendo uma comparação entre os meios de comunicação estudados (a carta e o e-mail), explique, com suas palavras, o motivo pelo qual Jorge Amado não vivenciaria esse problema nos dias atuais. R: A carta é enviada pelo correio e depende do funcionamento desse órgão e da viagem física que ela própria faz para chegar às mãos do destinatário. Já o e-mail é enviando eletronicamente, bastando estarem conectados o emissor e o receptor, para que a mensagem chegue pela rede de internet em questão de segundos. Por essa razão, se pudesse se comunicar com Zélia por e- mail, Jorge Amado não ficaria sem notícias do Brasil, pois não dependeria dos correios, já que nos dias atuais, a comunicação online é quase instantânea. 03- Ainda no primeiro parágrafo, Jorge amado menciona que: Não sei nem de ti, nem de João, nem dos meus velhos, nem dos meninos. A partir de uma interpretação mais detalhada da carta, indique a quem ele faz referência ao utilizar a expressão meus velhos no contexto em que ela se emprega. R: A expressão faz referência a seus pais. 04- Observe o contexto de uso do verbo suceder no fragmento destacado abaixo e, em seguida, explique o seu significado. Parece-me que muita coisa aqui está na dependência das eleições italianas que serão a 18 de abril. Tudo pode suceder após. R: No contexto da carta, o verbo suceder designa que tudo pode acontecer após as eleições. 05- Em uma carta, o P. S. é aquilo que se escreve depois da assinatura. Sabendo disso, explique, com suas palavras, a intenção do P.S escrito nessa carta. R: No corpo do texto, Jorge Amado fala do clima de guerra na Europa e diz que a decisão de levar ou não o João é de Zélia, embora ele esteja com saudade. Entretanto, após assinar a carta, acha válido ressaltar que na opinião dele, o melhor seria trazer o João. Página 6 de 7-20/04/2018-11:35

06- A carta é um gênero que costuma apresentar uma estrutura padrão. Tendo em vista essa afirmação, assinale a única opção correta: (A) É por meio do vocativo presente no cabeçalho da carta que conhecemos quem é o seu emissor. (B) Local e data não são fundamentais em uma carta, visto que ela é um gênero atemporal. (C) A linguagem da carta pode variar em formal e informal dependendo do nível de intimidade que o emissor tem com seu interlocutor. (D) A despedida e a assinatura devem ser dispensadas da carta dependendo do grau de intimidade entre o emissor e o interlocutor. 07- Em língua portuguesa, o verbo visar pode ter significados variados dependendo do contexto em que é empregado. Observe o fragmento abaixo e, em seguida, assinale a única alternativa em que o verbo visar aparece como sinônimo daquele em destaque. Uma coisa importante: visa aí teu passaporte, além da França e Itália, para Polônia (,,,) (A) A professora visou os exercícios de todos os alunos. (B) A sociedade como um todo visa ao progresso. (C) De minha varanda, eu visava o mar calmo da baía. (D) Jorge visava àquela menina desde moleque. 08- Sabemos que as palavras podem assumir significados diferentes do sentido literal. Sendo assim, explique o que representam as palavras riso e pranto no contexto do poema. R: As palavras riso e pranto estão sendo empregadas no sentido conotativo, representando respectivamente alegria e tristeza. 09- Explique o significado da expressão de repente e comente a sua importância para o texto, levando em consideração a temática principal do mesmo. R: A expressão significa que algo aconteceu repentinamente e ela tem importância fundamental para construção textual, uma vez que é responsável por marcar que a separação acontece de modo inesperado. 10- Fazendo uma análise da estrutura do poema, indique o número de versos que ele possui e em quantas estrofes esses versos são divididos. R: O poema possui 14 versos divididos em 4 estrofes, sendo elas: dois quartetos, seguidos por dois tercetos. 11- Faça o esquema de rimas da primeira estrofe e, em seguida, classifique-o. R: O esquema é ABBA, que são classificadas como rimas interpoladas. 12- Faça a escansão dos dois primeiros versos e em seguida diga o número de sílabas métricas de cada um deles. De re pen te do ri so fez seo pran Si len ci o soe bran co co moa bru Ambos possuem 10 sílabas métricas. MCS/1803/BANCO DE QUESTOES/PRODUCAO TEXTUAL/2018/PRODUCAO TEXTUAL - 7O ANO- 1a ETAPA - 2018.DOC Página 7 de 7-20/04/2018-11:35