TERMO DE REFERÊNCIA 2015

Documentos relacionados
SUMÁRIO EXECUTIVO 2015

Outubro Carlos Eduardo Bizzotto Gisa Melo Bassalo Marcos Suassuna Sheila Pires Tony Chierighini


CERTIFIC TERMO DE REFERÊNCIA

Como o CERNE foi construído?

INCUBADORAS DE EMPRESAS EDITAL 01/ SEBRAE

Ajudando a Promover o Desenvolvimento de Empreendimentos Inovadores de Sucesso

Edital 1/2014. Chamada contínua para incubação de empresas e projetos de base tecnológica

Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá - INCIT PLANO ANUAL DE TREINAMENTO

PROGRAMA BOM NEGÓCIO PARANÁ- APOIO AO EMPREENDEDORISMO AVALIAÇÃO DO NÚCLEO MARINGÁ

PLANILHA DE OBJETIVOS E AÇÕES VIABILIZADORAS FT DE CULTURA - "A SANTA MARIA QUE QUEREMOS"

MANUAL PARA O PROGRAMA DE INCUBAÇÃO INEAGRO-UFRRJ

Implantação do Sistema de Divulgação de Melhores Práticas de Gestão na Administração Pública

O IDEC é uma organização não governamental de defesa do consumidor e sua missão e visão são:

CARGOS E FUNÇÕES APEAM

Programa de Promoção da Economia Criativa Cooperação Samsung, Anprotec & CCEI

No Brasil, a Shell contratou a ONG Dialog para desenvolver e operar o Programa, que possui três objetivos principais:

TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD VAGA

PROGRAMA DE INOVAÇÃO NA CRIAÇÃO DE VALOR (ICV)

Engajamento com Partes Interessadas

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. MEMÓRIA: Reunião Preparatória do Comitê Temático de Inovação e Crédito GT Rede de Disseminação, Informação e Capacitação

Gestão de Programas Estruturadores

TERMO DE REFERÊNCIA PARA CONTRATAÇÃO DE CONSULTORIA ESPECIALIZADA

Parte integrante da Metodologia Tear de Trabalho em Cadeia de Valor

TERMOS DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR INDIVIDUAL ESPECIALIZADO

PROGRAMA CATARINENSE DE INOVAÇÃO

CONSELHO CIENTÍFICO-ADMINISTRATIVO DA FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA E INOVAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO RESOLUÇÃO Nº 113, DE 11 DE SETEMBRO DE 2014

GRADUAÇÃO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING DENOMINAÇÃO: CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING / ÁREA PROFISSIONAL: GESTÃO E NEGÓCIOS.

COORDENADOR SÊNIOR (CONSULTORIAS) (Candidaturas serão aceitas até o dia 22/2/2013 envie seu CV para asantos@uniethos.org.br)

O QUE É? Um programa que visa melhorar a Gestão dos CFCs Gaúchos, tendo como base os Critérios de Excelência da FNQ (Fundação Nacional da Qualidade).

Planilha de Objetivos e Ações Viabilizadoras GT de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia A Santa Maria que Queremos

TERMO DE REFERÊNCIA PARA CONTRATAÇÃO DE CONSULTORIA ESPECIALIZADA (PESSOA FÍSICA)

EDITAL E REGULAMENTO DE CHAMADA PÚBLICA ITFETEP

e) visa estabelecer diretrizes aplicáveis ao posicionamento estratégico de comunicação e marketing das entidades integrantes do Sicoob.

Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação PETI

APRESENTAÇÃO DA OFICINA DA INOVAÇÃO

Planejamento Estratégico Setorial para a Internacionalização

Pessoas e Negócios em Evolução

Programas de. Andrea Goldschmidt

SELEÇÃO DE EMPRESAS PARA INCUBAÇÃO NA MODALIDADE ASSOCIADA

FUNÇÕES MOTORAS (Produtos e Serviços)

O Projeto Casa Brasil de inclusão digital e social

Maximize o desempenho das suas instalações. Gerenciamento Integrado de Facilities - Brasil

EDITAL SENAI SESI DE INOVAÇÃO. Caráter inovador projeto cujo escopo ainda não possui. Complexidade das tecnologias critério de avaliação que

Governança AMIGA. Para baixar o modelo de como fazer PDTI:

PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAJUBÁ Av. Jerson Dias, Estiva CEP Itajubá Minas Gerais

FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃODE RECURSOS HUMANOS DA ANTT

Apresentação. Portfolio dos Parques Tecnológicos no Brasil

VIGILÂNCIA SOCIAL E A GESTÃO DA INFORMAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

Termo de Referência nº Antecedentes

Graduação Executiva. Feita para o seu momento Venha para a única graduação exclusiva para adultos a partir dos 24 anos

PMI-SP PMI-SC PMI-RS PMI PMI-PR PMI-PE

1 Disseminar a cultura de empreender e inovar, fortalecendo as ações do Comitê de Empreendedorismo e Inovação (CEI)

Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio

Processos de gerenciamento de projetos em um projeto

O Grupo Gerdau incentiva o trabalho em equipe e o uso de ferramentas de gestão pela qualidade na busca de soluções para os problemas do dia-a-dia.

MANUAL DE INTEGRAÇÃO - DIRETORIA Edição 1 Balneário Camboriú, novembro de 2014.

EDITAL E REGULAMENTO DE CHAMADA PÚBLICA ITFETEP

Como Ofertar Serviços Profissionais para Empresas e Instituições e Desenvolver Alianças de Sucesso

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE

CURSO FERRAMENTAS DE GESTÃO IN COMPANY

XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 22 a 24 de julho de 2015

Promover um ambiente de trabalho inclusivo que ofereça igualdade de oportunidades;

TERMO DE REFERÊNCIA Nº 1734 PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOA FÍSICA/JURÍDICA CONSULTOR POR PRODUTO

Desenvolvimento de Pessoas na Administração Pública. Assembléia Legislativa do Estado de Säo Paulo 14 de outubro de 2008

Política Ambiental janeiro 2010

Prepare-se para uma viagem em

TERMO DE REFERÊNCIA N.º 02/2010

COMO TORNAR-SE UM FRANQUEADOR

Programa de Excelência em Atendimento aos Clientes

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES 2004

COMO VENCER ESSES DESAFIOS?

Introdução. Gerência de Projetos de Software. Sumário. Sistemas de Informação para Processos Produtivos

OBJETIVO CARACTERIZAÇÃO

Planilha de Objetivos e Ações Viabilizadoras GT de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia A Santa Maria que Queremos

Pequenas e Médias Empresas no Chile. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Proposta de Programa- Quadro de Ciência, Tecnologia e Inovação L RECyT,

ABNT NBR 16001:2004 Os Desafios e Oportunidades da Inovação

Plano de Ação e Programa de Formação de Recursos Humanos para PD&I

1. Esta Política institucional de comunicação e marketing:

A estratégia do PGQP frente aos novos desafios. 40ª Reunião da Qualidade Eduardo Guaragna

MECANISMOS PARA GOVERNANÇA DE T.I. IMPLEMENTAÇÃO DA. Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc.

TERMO DE REFERÊNCIA SE-001/2011

Graduação Executiva. Feita para o seu momento Venha para a única graduação exclusiva para adultos a partir dos 24 anos

crítica na resolução de questões, a rejeitar simplificações e buscar efetivamente informações novas por meio da pesquisa, desde o primeiro período do

POLÍTICA DE LOGÍSTICA DE SUPRIMENTO DO SISTEMA ELETROBRÁS. Sistema. Eletrobrás

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local

Processo de Negociação. Quem somos. Nossos Serviços. Clientes e Parceiros

Projeto Corporativo Relacionamento Externo. Apresentação RIALIDE

Rafael Vargas Presidente da SBEP.RO Gestor de Projetos Sociais do Instituto Ágora Secretário do Terceiro Setor da UGT.RO

A letra Q, símbolo do programa de qualidade no serviço público Gespública, pelo qual a Seplan é certificada, figura em todos os seus documentos.

1. COMPETÊNCIAS DAS DIRETORIAS

Transcrição:

TERMO DE REFERÊNCIA 2015

Realização: ANPROTEC Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores Francilene Procópio Garcia Presidente Jorge Luis Nicolas Audy Vice-Presidente Francisco Saboya Albuquerque Neto Diretor Ronaldo Tadeu Pena Diretor Sérgio Risola Diretor Tony Chierighini Diretor Sheila Oliveira Pires - Superintendente Executiva SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho Diretor-Presidente Carlos Alberto dos Santos Diretor Técnico José Claudio dos Santos Diretor de Administração e Finanças Ênio Duarte Pinto Gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia Maisa de Holanda Feitosa Gerente adjunta da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia Maria de Lourdes da Silva Coordenadora do Programa Sebrae de Incubadoras Athos Vinícius Valladares Ribeiro Analista Técnico Equipe de projeto: Carlos Eduardo Negrão Bizzotto, Francilene Procópio Garcia, Gisa Helena Melo Bassalo, Gonçalo Guimarães, José Eduardo Fiates, Marcos Suassuna, Regina Fátima Faria, Sheila Oliveira Pires e Tony Chierighini. Textos: Carlos Eduardo Negrão Bizzotto, Marcos Suassuna, Sheila Oliveira Pires, Tony Chierighini, Evaristo Fernandes Lima, Mohana Faria de Sá, Ana Cristina Alvarenga Lage, Carlos Lamberti Júnior e Evelin Cristina Astolpho. Projeto Gráfico e Capa: Consenso Editora Copyright 2014 - ANPROTEC & SEBRAE Dados Internacionais de Catalogação na Fonte (CIP) A849c Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores Cerne Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos / Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. 3. ed. Brasília : ANPROTEC, 2014. 3 v. : Color. Conteúdo: v.1. Sumário executivo v.2. Termo de referência v.3. Manual de Implantação Cerne 1 e 2. 1. Empreendimentos. 2. Empresas novas Administração. 3. Planejamento empresarial. 4. Desenvolvimento tecnológico. I. Título. Catalogação na publicação por: Onélia Silva Guimarães CRB-14/071 CDU: 658.012.4 Exemplares deste livro podem ser obtidos na Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores SCN Quadra 01 - Bloco C - Salas 209/211 - Edifício Brasília Trade Center - Brasília - DF CEP: 70.711-902 PABX: (0xx61) 3202-1555 E-mail: anprotec@anprotec.org.br Home Page: www.anprotec.org.br Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação por qualquer meio, seja total ou parcial, constitui violação da Lei nº 9.610/1998.

Sumário I. Apresentação... 7 II. Documentação... 8 III. Estrutura do Modelo Cerne... 10 IV. Lógica de Organização do Modelo Cerne... 11 V. Processos-chave e Práticas-chave... 16 1. Cerne 1... 16 1.1. Processo-chave Sensibilização e Prospecção... 17 1.1.1. Prática-chave Sensibilização... 18 1.1.2. Prática-chave Prospecção... 18 1.1.3. Prática-chave Qualificação de Potenciais Empreendedores... 19 1.2. Processo-chave Seleção... 19 1.2.1. Prática-chave Recepção de Propostas... 20 1.2.2. Prática-chave Avaliação... 21 1.2.3. Prática-chave Contratação... 21 1.3. Processo-chave Planejamento... 22 1.3.1. Prática-chave Plano de Desenvolvimento do Empreendedor... 23 1.3.2. Prática-chave Plano Tecnológico... 23 1.3.3. Prática-chave Plano de Capital... 24

1.3.4. Prática-chave Plano de Mercado... 24 1.3.5. Prática-chave Plano de Gestão... 25 1.4. Processo-chave Qualificação... 26 1.4.1. Prática-chave Qualificação do Empreendedor... 26 1.4.2. Prática-chave Qualificação Tecnológica... 27 1.4.3. Prática-chave Qualificação em Capital... 28 1.4.4. Prática-chave Qualificação em Mercado... 28 1.4.5. Prática-chave Qualificação em Gestão... 29 1.5. Processo-chave Assessoria/Consultoria... 29 1.5.1. Prática-chave Assessoria/Consultoria ao Empreendedor... 30 1.5.2. Prática-chave Assessoria/Consultoria Tecnológica... 31 1.5.3. Prática-chave Assessoria/Consultoria em Capital... 31 1.5.4. Prática-chave Assessoria/Consultoria em Mercado... 32 1.5.5. Prática-chave Assessoria/Consultoria em Gestão... 32 1.6. Processo-chave Monitoramento... 33 1.6.1. Prática-chave Monitoramento do Empreendedor... 34 1.6.2. Prática-chave Monitoramento da Tecnologia... 34 1.6.3. Prática-chave Monitoramento de Capital... 35 1.6.4. Prática-chave Monitoramento de Mercado... 35 1.6.5. Prática-chave Monitoramento de Gestão... 36 1.7. Processo-chave Graduação e Relacionamento com Graduadas... 36

1.7.1. Prática-chave Graduação... 37 1.7.2. Prática-chave Relacionamento com Graduados... 37 1.8 Processo-chave Gerenciamento Básico... 38 1.8.1. Prática-chave Modelo Institucional... 39 1.8.2. Prática-chave Gestão Financeira e Sustentabilidade... 40 1.8.3. Prática-chave Infraestrutura Física e Tecnológica... 40 1.8.4. Prática-chave Serviços Operacionais... 41 1.8.5. Prática-chave Comunicação e Marketing... 41 2. Cerne 2... 42 2.1. Processo-chave Ampliação de Limites... 43 2.1.1. Prática-chave Serviços a Organizações... 44 2.1.2. Prática-chave Ambientes de Ideação... 44 2.2. Processo-chave Gestão Estratégica... 44 2.2.1. Prática-chave Planejamento Estratégico... 45 2.2.2. Prática-chave Administração Estratégica... 46 2.3. Processo-chave Avaliação da Incubadora... 46 2.3.1. Prática-chave Avaliação Operacional... 47 2.3.2. Prática-chave Avaliação da Qualidade... 47 2.3.3. Prática-chave Avaliação dos Impactos... 48 Anexo 1 Glossário... 49

I. Apresentação O desenvolvimento do modelo Cerne é resultado do esforço empreendido pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em resposta à crescente necessidade do movimento brasileiro de incubação em ampliar quantitativa e qualitativamente seus resultados, de forma a aumentar seus resultados para a sociedade. Neste contexto, a Anprotec, o Sebrae e mais de uma centena de gestores de incubadoras atuaram na construção de um novo modelo de atuação, pautado na análise e reavaliação de conceitos e no compartilhamento de experiências bem-sucedidas, alinhadas às tendências mundiais de incubação. Denominado Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos, o Cerne visa criar um modelo e padrão de atuação, de forma a ampliar a capacidade das incubadoras em gerarem, sistematicamente, empreendimentos inovadores bem sucedidos. Com isso, cria-se uma base de referência para que as incubadoras de diferentes áreas e tamanhos possam utilizar elementos básicos para reduzir o nível de variabilidade na obtenção de sucesso das empresas apoiadas. 1. Apresentação 7

II. Documentação O conhecimento acumulado ao longo da estruturação do Cerne possibilitou a organização do presente Termo de Referência, instrumento de trabalho que norteará as ações a serem realizadas, tendo como base parâmetros para o planejamento, a execução e o monitoramento da implantação do modelo, no sentido de garantir sua eficiência e eficácia no contexto do desenvolvimento de um novo patamar para as incubadoras brasileiras. Para facilitar a compreensão e divulgação do Cerne, o conteúdo do modelo está estruturado em três volumes, visando atender a níveis de detalhamento e público-alvo distintos. Em conjunto, esses volumes exploram todos os detalhes do modelo, tornando possível sua compreensão e implantação em realidades específicas. A Figura 1 apresenta as três publicações referentes ao modelo Cerne, além de especificar o público -alvo e os objetivos a que se destinam. Sumário Executivo Termo de Referência Manual de Implantação Público Alvo Dirigentes Gerentes Consultores Avaliadores Gerentes Consultores Avaliadores Conteúdo Visão geral, princípios e vantagens da implantação do Cerne Princípios, glossário, estrutura e detalhamento do modelo Cerne Planejamento e logística da implantação, detalhamento das práticas-chave Figura 1 Documentação do Modelo Cerne 8 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

O Sumário Executivo tem por objetivo apresentar os princípios, a estrutura do modelo, sua lógica de organização e os benefícios que podem ser alcançados pelas incubadoras a partir da implantação dos processos e práticas-chave propostos pelo modelo Cerne. A presente publicação, intitulada Termo de Referência, aborda os princípios, a estrutura e o detalhamento do modelo Cerne, incluindo a descrição e os estágios de evolução de cada uma das práticas-chave propostas para cada nível de maturidade. Além disso, esse documento inclui um Glossário para alinhamento do vocabulário de termos utilizados para todos os atores envolvidos. O Manual de Implantação esclarece e orienta o processo de implantação do Cerne, incluindo os objetivos, evidências, exemplos e dicas para tornar esse processo mais objetivo. 1. Documentação 9

III. Estrutura do Modelo Cerne O modelo Cerne está estruturado em três níveis de abrangência (Figura 2). E m p re e n di m e nto P r o c e s s o I n c u b a d o r a Figura 2 Níveis de Abrangência do Modelo Cerne Empreendimento: esse nível inclui os processos diretamente relacionados com a geração e desenvolvimento dos empreendimentos, ou seja, o foco está nas práticas que auxiliem a melhoria dos produtos, serviços e tecnologias, o acesso a capital, a participação no mercado, a gestão efetiva e o desenvolvimento pessoal dos empreendedores. Processo: o foco desse nível são os processos que viabilizam a transformação de ideias em empreendimentos. Incubadora: nesse nível o foco dos processos é na gestão da incubadora como um empreendimento e a ampliação de seus limites, ou seja, são os processos referentes a finanças, pessoas e ao relacionamento da incubadora com o entorno. 10 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

IV. Lógica de Organização do Modelo Cerne Em função do número e da complexidade dos processos a serem implantados, o Cerne foi estruturado como um Modelo de Maturidade da Capacidade da incubadora em gerar, sistematicamente, empreendimentos de sucesso. Para isso, foram criados quatro níveis crescentes de maturidade. A lógica escolhida para estruturar os níveis de maturidade foi organizá-los a partir de Eixos Norteadores : empreendimento, incubadora, rede de parceiros e melhoria contínua, conforme mostrado na Figura 3. Cerne 4 Melhoria contínua Cerne 3 Rede de Parceiros Cerne 2 Incubadora Cerne 1 - Empreendimento Figura 3 Níveis de Maturidade do Modelo Cerne Cerne 1 Empreendimento: nesse primeiro nível, todos os processos e práticas estão diretamente relacionados ao desenvolvimento dos empreendimentos. Nesse sentido, além de processos como planejamento, qualificação, assessoria, seleção e monitoramento, foram incluídas práticas diretamente ligadas à gestão da incubadora. São práticas que possuem uma relação muito estreita com o desenvolvimento dos empreendimentos, a exemplo da gestão financeira e gestão da infraestrutura física e tecnológica. Ao implantar esse nível, a incubadora demonstra que tem capacidade para prospectar e selecionar boas ideias e transformá-las em empreendimentos inovadores bem sucedidos, sistemática e repetidamente. Cerne 2 Incubadora: o foco desse nível é garantir uma gestão efetiva da incubadora como uma organização. Assim, a incubadora deve implantar processos que viabilizem sua gestão es- 4. Lógica de Organização do Modelo do Cerne 11

tratégica, a ampliação dos serviços prestados e do público-alvo, além da avaliação dos seus resultados e impactos. Cerne 3 Rede de Parceiros: o objetivo desse nível é consolidar uma rede de parceiros para ampliar a atuação da incubadora, criando instrumentos capazes e efetivos para atender empresas associadas. Assim, nesse nível, a incubadora reforça sua atuação como um dos nós da rede de atores envolvidos no processo de promoção da inovação. Cerne 4 Melhoria Contínua: nesse nível, a partir da estrutura implantada nos níveis anteriores, a incubadora possui maturidade suficiente para consolidar seu sistema de gestão da inovação. Com isso, além de gerar empreendimentos inovadores, gerir de forma efetiva a incubadora como organização de padrão internacional e participar ativamente da rede de atores envolvidos no processo de inovação, a incubadora gera, sistematicamente, inovações em seus próprios processos. Assim, cada nível de maturidade (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4) representa um passo da incubadora para se posicionar como um ambiente de inovação que atua profissionalmente e que gera resultados expressivos para o desenvolvimento de sua região e do país. Cada nível de maturidade contém um conjunto de Processos-chave que procuram garantir que a incubadora esteja utilizando todas as boas práticas relacionadas àquele nível de maturidade. A Figura 4 resume os Processos-chave de cada nível de maturidade, permitindo uma visão geral do grau de complexidade de implantação de cada nível. cerne 4 4.1 Melhoria Contínua cerne 3 3.1 Relacionamento Institucional 3.2 Desenvolvimento em Rede 3.3 Responsabilidade Social e Ambiental cerne 2 2.1 Ampliação de Limites 2.2 Gestão Estratégica 2.3 Avaliação da Incubadora cerne 1 1.1 Sensibilização e Prospecção 1.2 Seleção 1.3 Planejarnento 1.4 Qualificação 1.5 Assessoria/Consultoria 1.6 Monitoramento 1.7 Graduação e Relacionamento com Graduadas 1.8 Gerenciamento Básico Figura 4 Níveis de Maturidade X Processos-chave 12 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

Cada Processo-chave contém um grupo de Práticas-chave, que descrevem os produtos a serem criados (Figura 5). Indicam NÍVEIS DE MATURIDADE CAPACIDADES DOS PROCESSOS Contém Implantam Processos-chave SISTEMAS Contém Geram PRÁTICAS-chave PRODUTOS Figura 5 Detalhamento dos Níveis de Maturidade Como um dos princípios do modelo é a melhoria contínua, espera-se que as incubadoras aprimorem, constantemente, as práticas-chave implantadas. Assim, as práticas implantadas podem estar em diferentes estágios de evolução (Figura 6). PRÁTICA SISTEMATIZADA PRÁTICA ESTABELECIDA PRÁTICA DEFINIDA PRÁTICA INICIAL Figura 6 Estágios de Evolução das Práticas-chave 4. Lógica de Organização do Modelo do Cerne 13

a incubadora utiliza procedimentos para execução da prática e mantém registros dos resultados dessa execução. Assim, a incubadora descreve como realiza a prática (documenta como faz), executa a prática de acordo com o procedimento documentado (faz como documentado) e possui registros que comprovem que a prática foi executada conforme o procedimento. além exigido na Prática Inicial, a incubadora planeja as atividades relacionadas à prática para um horizonte de 12 meses. além do exigido na prática Definida, a incubadora cria, pelo menos, um indicador para monitorar os resultados obtidos com a execução da prática. tomando como base os resultados dos indicadores definidos, a incubadora realiza reunião crítica para avaliação e aprimoramento da prática em questão. Com isso, o modelo Cerne passa a conter dois processos simultâneos de evolução da maturidade, conforme apresentado na Figura 7. cerne 3 cerne 4 cerne 2 cerne 1 PRÁTICA INICIAL PRÁTICA DEFINIDA PRÁTICA ESTABELECIDA PRÁTICA SISTEMATIZADA Figura 7 Processos Simultâneos de Evolução da Maturidade A maturidade da capacidade da incubadora em gerar, sistematicamente, empresas inovadoras de sucesso (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4). O grau de evolução das práticas-chave, que indica o nível de evolução de cada prática implantada (Inicial, Definida, Estabelecida e Sistematizada). 14 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

Dessa forma, duas incubadoras podem estar no mesmo nível de maturidade (Cerne 1, por exemplo), mas com práticas relacionadas à qualificação dos empreendimentos em estágios de evolução diferentes. Uma das incubadoras, por exemplo, pode oferecer um conjunto de cursos para os incubados, enquanto a outra possui um sistema de qualificação implantado, com indicadores para aprimoramento da prática. Nesse sentido, a lógica do modelo é que a incubadora deve aprimorar, continuamente, a qualidade das práticas-chave, mesmo que se mantenha em um dado nível de maturidade. Por exemplo, se a incubadora manteve-se no Cerne 1 por um período, é importante que ela tenha evoluído na sistematização das práticas-chave. Dentro desse contexto, o nível de maturidade de uma incubadora (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4) define o padrão mínimo de maturidade também para as práticas-chave. Em outras palavras, quando uma incubadora for Cerne 2, por exemplo, ela não pode ter qualquer Prática-chave classificada como Inicial. Seguindo nesta mesma linha de raciocínio, uma incubadora Cerne 4 só pode ter práticas-chave classificadas como Sistematizadas, conforme mostrado na Figura 8. cerne 4 SISTEMATIZADA cerne 3 ESTABELECIDA SISTEMATIZADA cerne 2 DEFINIDA ESTABELECIDA SISTEMATIZADA cerne 1 INICIAL DEFINIDA ESTABELECIDA SISTEMATIZADA Figura 8 Relação entre Níveis de Maturidade e Evolução das Práticas-chave A lógica que fundamenta a relação mostrada na figura anterior incentiva as incubadoras a implantarem, desde o início, o princípio da melhoria contínua. Dessa forma, o modelo passa a ter uma dinâmica significativa, contribuindo para a crescente inovação dos sistemas utilizados pelas incubadoras de empresas. 4. Lógica de Organização do Modelo do Cerne 15

o sg ra d u a ç ã o e R ela cio n a m e nto co m G ra d u a d V. Processos-chave e Práticas-chave O objetivo dessa seção é detalhar os processos que compõem o modelo Cerne, especificando, para cada nível de maturidade, os Processos-chave e suas respectivas práticas-chave. 1. Cerne 1 O Cerne 1, conforme ressaltado anteriormente, tem como objetivo profissionalizar o processo de atração, seleção, desenvolvimento e graduação de empreendimentos inovadores. Para isso, oito Processos-chave precisam ser implantados nesse nível, conforme mostrado na Figura 9. Planejamento Sensibilização e Prospecção Qualificação Monitoramento S el e ç ã o Assessoria / Consultoria G e r e n c i a m e n t o B á s i c o Figura 9 - Cerne 1: Processos-chave 16 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

A seguir será detalhado cada processo-chave e cada Prática-chave relativa ao processo em questão. É importante salientar que os níveis de maturidade das práticas-chave devem ser entendidos de forma acumulativa e progressiva, ou seja: a incubadora deve executar a prática de acordo com procedimento definido e ter registros que demonstrem a realização da prática. a incubadora precisa já ter implantado a prática Inicial e, adicionalmente, implantar o proposto para a prática Definida. a incubadora deve já ter implantado a prática Definida, além de implantar o proposto para a prática Estabelecida. a incubadora deve já ter implantado a prática Estabelecida, além de implantar o proposto para a prática Sistematizada. 1.1. Processo-chave Sensibilização e Prospecção Envolve a manutenção de um processo sistematizado e contínuo para a sensibilização da comunidade ao empreendedorismo e à prospecção de novos empreendimentos. Adicionalmente, devem estar implantados processos que permitam avaliar os benefícios dos mecanismos de sensibilização existentes para a incubadora e para a região. São três as práticas-chave envolvidas neste processo: Sensibilização, Prospecção e Qualificação de Potenciais Empreendedores (Figura 10). Prospecção Sensibilização Qualificação de Potenciais Empreendedores Sensibilização e Prospecção Figura 10 - Sensibilização e Prospecção: Práticas-chave 5. Processos-chave e Práticas-chave 17

1.1.1. Prática-chave Sensibilização Descrição: Estratégia e programa para sensibilização em empreendedorismo e inovação (considerando: temporalidade, localidade, setor, política, parceiros, dentre outros), com eventos que tratem de temas relacionados ao processo de concepção e de desenvolvimento de empreendimentos nos setores de atuação da incubadora. Trata da apresentação dos primeiros passos para empreender. A incubadora deve realizar ações (palestras, reuniões, workshops, etc.) que promovam a difusão do empreendedorismo na comunidade. A incubadora possui um Plano Anual de Sensibilização, contendo as ações de sensibilização a serem realizadas tanto no espaço da incubadora quanto nos parceiros e na comunidade em geral. Sensibilização. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Sensibilização. 1.1.2. Prática-chave Prospecção Descrição: A incubadora deve possuir um processo sistematizado de prospecção de oportunidades de empreendimentos nos setores definidos em seu portfólio de atuação. A incubadora deve manter um Banco de Oportunidades contendo oportunidades potenciais para a criação de novos empreendimentos nos setores de sua atuação presente ou futura. A incubadora deve possuir um Plano Anual de Prospecção, com um planejamento de reuniões formais com grupos de pesquisa, instituições e empresas, de maneira a identificar oportunidades para a criação de novos empreendimentos. Essas ideias devem alimentar o Banco de Oportunidades mantido pela incubadora. 18 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

Prospecção. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Prospecção. 1.1.3. Prática-chave Qualificação de Potenciais Empreendedores Descrição: tem por objetivo qualificar o potencial empreendedor no processo de criação de um novo empreendimento. Isso inclui palestras, cursos e base de conhecimento que abordem os diferentes aspectos do processo de empreender. Além disso, a incubadora deve oferecer apoio à geração e teste de ideias, orientando o potencial empreendedor na seleção da oportunidade de geração de empreendimento para futura incubação. A incubadora deve realizar, pelo menos, um evento de qualificação dos potenciais empreendedores, abordando aspectos relacionados à geração e ao desenvolvimento de um empreendimento. A incubadora possui um Plano Anual de Qualificação de Potenciais Empreendedores, que inclui eventos que abordem aspectos relacionados à geração e ao desenvolvimento de empreendimentos. Qualificação de Potenciais Empreendedores. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Qualificação de Potenciais Empreendedores. 1.2. Processo-chave Seleção A incubadora deve manter um sistema formalizado para realizar a seleção dos empreendimentos. Esse processo deve incluir uma metodologia bem definida, critérios de seleção e profissionais 5. Processos-chave e Práticas-chave 19

capacitados para avaliar os empreendimentos, levando em consideração, pelo menos, os eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. Esse processo-chave é composto por três práticas-chave: Recepção de Propostas, Avaliação e Contratação (Figura 11). Avaliação Recepção de Propostas Contratação Seleção Figura 11 - Seleção: Práticas-chave 1.2.1. Prática-chave Recepção de Propostas Descrição: A incubadora deve possuir procedimentos formalizados para que os empreendedores possam apresentar suas propostas de empreendimentos. A incubadora possui procedimentos para a recepção de propostas por parte dos empreendedores interessados, explicitando as fases existentes, bem como os formulários e ferramentas a serem utilizados. A incubadora possui um Modelo para Apresentação de Propostas que contempla, pelo menos, os eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. Recepção de Propostas. 20 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Recepção de Propostas. 1.2.2. Prática-chave Avaliação Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática de avaliação de propostas de empreendimentos para incubação, utilizando profissionais experientes e altamente qualificados, que possam avaliar os empreendimentos a partir de diferentes pontos de vista: perfil empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. A incubadora faz avaliação das propostas encaminhadas, por meio da utilização de critérios bem definidos e que possibilitam analisar o empreendimento levando em consideração, pelo menos, os eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. A incubadora utiliza especialistas externos à mesma para avaliar as propostas de empreendimentos. Avaliação. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Avaliação. 1.2.3. Prática-chave Contratação Descrição: A incubadora deve possuir um conjunto de documentos padronizados que estabeleçam os direitos e deveres da incubadora e dos empreendimentos/empreendedores, com relação a prestação de serviços, aspectos comerciais, acesso a informações, dentre outros. A incubadora possui procedimentos bem definidos para que os empreendimentos selecionados possam iniciar o processo de incubação. Além disso, existe um contrato assinado com cada empreendimento, onde são definidas as regras do relacionamento com a incubadora durante o período de incubação. 5. Processos-chave e Práticas-chave 21

A incubadora possui um modelo padrão de contrato assinado pelos empreendedores. Contratação. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Contratação. 1.3. Processo-chave Planejamento A incubadora deve possuir processos sistemáticos e formais que possibilitem o planejamento do desenvolvimento do empreendimento com relação, pelo menos, aos eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. Esse processo-chave é composto por cinco práticas-chave: Plano de Desenvolvimento do Empreendedor, Plano Tecnológico, Plano de Capital, Plano de Mercado e Plano de Gestão (Figura 12). Plano de Capital Plano Tecnológico Palno de Mercado Plano de Desenvolvimento do Empreendedor Planejamento Plano de Gestão Figura 12 - Planejamento: Práticas-chave 22 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

1.3.1. Prática-chave Plano de Desenvolvimento do Empreendedor Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática para definição de estratégias, metas e ações para o desenvolvimento pessoal do empreendedor. A incubadora deve oferecer apoio para que cada empreendedor desenvolva o seu Plano de Desenvolvimento. A incubadora oferece orientação ao empreendedor na elaboração do Plano de Desenvolvimento do Empreendedor, obtendo como resultado um documento formal que apresenta suas estratégias, metas e ações. A incubadora possui um Modelo de Plano de Desenvolvimento do Empreendedor, de forma a facilitar a elaboração por parte dos empreendedores. Plano de Desenvolvimento do Empreendedor. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Plano de Desenvolvimento do Empreendedor. 1.3.2. Prática-chave Plano Tecnológico Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática para orientar os empreendimentos na elaboração do Plano Tecnológico, o qual caracterize a solução inovadora (tecnologia, produtos, serviços) que é oferecida para atender às necessidades e demandas dos clientes. A incubadora oferece orientação ao empreendedor na elaboração do Plano Tecnológico, obtendo como resultado um documento formal que apresenta suas estratégias, metas e ações. A incubadora oferece orientação ao empreendedor na elaboração do Plano Tecnológico do empreendimento, que contém as estratégias, metas e ações para o desenvolvimento e evolução da solução oferecida aos clientes (tecnologia, produto, serviço). A incubadora possui um modelo de Plano Tecnológico, que contempla o planejamento das evoluções da solução oferecida aos clientes (tecnologia, produto, serviço). 5. Processos-chave e Práticas-chave 23

Plano Tecnológico. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Plano Tecnológico. 1.3.3. Prática-chave Plano de Capital Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática de elaboração do Plano de Capital do empreendimento, visando identificar as principais necessidades, demandas e estratégias de alavancagem de capital ao longo do processo de evolução do empreendimento. A incubadora oferece orientação ao empreendedor na elaboração do Plano de Capital, obtendo como resultado um documento formal (relatório) que apresenta o planejamento financeiro do empreendimento (recursos próprios e alavancagem). A incubadora possui um Modelo de Plano de Capital para facilitar a elaboração por parte dos empreendedores. Plano de Capital. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Plano de Capital. 1.3.4. Prática-chave Plano de Mercado Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática de elaboração do Plano de Mercado do empreendimento, englobando estratégias, metas e ações que possibilitem o desenvolvimento comercial do empreendimento. 24 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

A incubadora oferece orientação ao empreendedor na elaboração do Plano de Mercado, obtendo como resultado um documento formal (relatório) que apresenta as estratégias, metas e ações do planejamento comercial do empreendimento. A incubadora possui um Modelo de Plano de Mercado, para auxiliar a elaboração pelos empreendedores. Plano de Mercado. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Plano de Mercado. 1.3.5. Prática-chave Plano de Gestão Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática de elaboração de um Plano de Gestão detalhado com estratégias, metas e ações sobre a instalação e o crescimento da empresa, considerando os diferentes aspectos do empreendimento (finanças, RH, dentre outros). A incubadora oferece orientação ao empreendedor na elaboração do Plano de Gestão, obtendo como resultado um documento formal que apresenta as estratégias, metas e ações de gestão do empreendimento. A incubadora possui um Modelo de Plano de Gestão, que inclui a necessidade dos empreendimentos definirem as estratégias, metas e ações de desenvolvimento de gestão do empreendimento. Plano de Gestão. 5. Processos-chave e Práticas-chave 25

crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Plano de Gestão. 1.4. Processo-chave Qualificação Envolve a implantação de Sistema de Qualificação formalizado, que aborde os principais aspectos relacionados ao empreendimento, englobando, pelo menos, os eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. Esse processo-chave é composto por cinco práticas-chave: Qualificação do Empreendedor, Qualificação Tecnológica, Qualificação em Capital, Qualificação em Mercado e Qualificação em Gestão (Figura 13). Qualificação em Capital Qualificação Tecnológica Qualificação em Mercado Qualificação do Empreendedor Qualificação Qualificação em Gestão Figura 13 - Qualificação: Práticas-chave 1.4.1. Prática-chave Qualificação do Empreendedor Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática de qualificação focada no empreendedor, visando seu desenvolvimento pessoal, com uma agenda formal que inclua os aspectos comportamentais e habilidades empreendedoras. 26 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

A incubadora realiza periodicamente ações de conteúdo (cursos, workshops, conferências, encontros empresariais, treinamentos, etc.) que possibilitam o desenvolvimento de aspectos comportamentais e do perfil empreendedor. A incubadora implementa um Plano Anual de Qualificação do Empreendedor. Qualificação do Empreendedor. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Qualificação do Empreendedor. 1.4.2. Prática-chave Qualificação Tecnológica Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática que contemple conteúdos para promover a melhoria da solução oferecida aos clientes (tecnologia, produtos, serviços). A incubadora realiza, periodicamente, ações de conteúdo (cursos, workshops, conferências, encontros empresariais, treinamentos, etc.) que possibilitam o desenvolvimento da solução oferecida aos clientes (tecnologia, produto, serviço). A incubadora implementa um Plano Anual de Qualificação Tecnológica. Qualificação Tecnológica. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Qualificação Tecnológica. 5. Processos-chave e Práticas-chave 27

1.4.3. Prática-chave Qualificação em Capital Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática de desenvolvimento empresarial, envolvendo aspectos de gestão de recursos, relacionamento com investidores, análise de riscos, etc., com uma agenda formal de qualificação dos empreendedores, considerando os aspectos relacionados ao capital. A incubadora realiza, periodicamente, ações de conteúdo (cursos, workshops, conferências, encontros empresariais, treinamentos, etc.) que possibilitam o desenvolvimento de aspectos relacionados à captação de recursos e à alavancagem financeira do empreendimento. A incubadora estrutura um Plano Anual de Qualificação em Capital. Qualificação em Capital. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Qualificação em Capital. 1.4.4. Prática-chave Qualificação em Mercado Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática de desenvolvimento mercadológico, com foco em práticas e ferramentas para gestão comercial do empreendimento, com uma agenda formal de qualificação dos empreendedores, considerando os aspectos relacionados ao mercado. A incubadora realiza periodicamente ações de conteúdo (cursos, workshops, conferências, encontros empresariais, treinamentos, etc.) que possibilitam o desenvolvimento de aspectos relacionados ao desenvolvimento comercial do empreendimento. A incubadora estrutura um Plano Anual de Qualificação em Mercado, para desenvolver os aspectos relacionados à gestão comercial e ao marketing dos empreendimentos. 28 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

Qualificação em Mercado. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Qualificação em Mercado. 1.4.5. Prática-chave Qualificação em Gestão Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática que promova o desenvolvimento das competências gerenciais para a administração dos processos e das funções críticas dos empreendimentos apoiados, com uma agenda formal de qualificação, considerando os aspectos como ferramentas de gestão, gestão de pessoas, dentre outros. A incubadora realiza periodicamente ações de conteúdo (cursos, workshops, conferências, encontros empresariais, treinamentos, etc.) que possibilitam o desenvolvimento de aspectos relacionados às competências gerenciais para a administração dos processos e das funções críticas de gestão dos empreendimentos. A incubadora estrutura um Plano Anual de Qualificação em Gestão. Qualificação em Gestão. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Qualificação em Gestão. 1.5. Processo-chave Assessoria/Consultoria A incubadora deve implantar e manter um conjunto de assessorias/consultorias especializadas, orientadas em função dos principais desafios a serem superados pelos empreendimentos, incluindo, pelo menos, os eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. 5. Processos-chave e Práticas-chave 29

Esse processo-chave é composto por cinco práticas-chave: Assessoria/Consultoria ao Empreendedor, Assessoria/Consultoria Tecnológica, Assessoria/Consultoria em Capital, Assessoria/Consultoria em Mercado, Assessoria/Consultoria em Gestão (Figura 14). Assessoria/ Consultoria Tecnológica Assessoria/ Consultoria em Capital Assessoria/ Consultoria em Mercado Assessoria/ Consultoria ao Empreendedor Assessoria/ Consultoria Assessoria/ Consultoria em Gestão Figura 14 - Assessoria/Consultoria: Práticas-chave 1.5.1. Prática-chave Assessoria/Consultoria ao Empreendedor Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática de oferta de assessoria/consultoria, com foco no desenvolvimento do perfil pessoal do empreendedor. A incubadora deve planejar as assessorias/consultorias a serem oferecidas e manter registros formais dos resultados obtidos. A incubadora realiza assessorias/consultorias que promovem o desenvolvimento pessoal do empreendedor. A incubadora implementa um Plano Anual de Assessoria/Consultoria ao Empreendedor. Assessoria/Consultoria ao Empreendedor. 30 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Assessoria/Consultoria ao Empreendedor. 1.5.2. Prática-chave Assessoria/Consultoria Tecnológica Descrição: A incubadora deve sistematizar a oferta de assessorias/consultorias que orientem os empreendedores na elaboração da solução oferecida aos clientes (tecnologia, produtos, serviços). A incubadora realiza consultorias que promovem o desenvolvimento dos aspectos relacionados à solução oferecida aos clientes (tecnologia, produto, serviço). A incubadora estrutura um Plano Anual de Assessoria/Consultoria Tecnológica. Assessoria/Consultoria Tecnológica. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Assessoria/Consultoria Tecnológica. 1.5.3. Prática-chave Assessoria/Consultoria em Capital Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática de desenvolvimento empresarial, envolvendo aspectos de gestão de recursos, relacionamento com investidores, análise de riscos, etc. Adicionalmente, deve organizar uma agenda formal de assessoria/consultoria que aborde os aspectos relacionados ao capital. A incubadora realiza assessorias/consultorias para desenvolver os aspectos de captação de recursos e alavancagem financeira. A incubadora estrutura um Plano Anual de Assessoria/Consultoria em Capital. 5. Processos-chave e Práticas-chave 31

Prática-Estabelecida: Assessoria/Consultoria em Capital. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Assessoria/Consultoria em Capital. 1.5.4. Prática-chave Assessoria/Consultoria em Mercado Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática de desenvolvimento mercadológico, visando à realização de assessorias e consultorias com foco em práticas e ferramentas para o desenvolvimento comercial dos empreendimentos. A incubadora realiza assessoria/consultoria em mercado para promover o desenvolvimento comercial dos empreendimentos. A incubadora estrutura um Plano Anual de Assessoria/Consultoria em Mercado. Assessoria/Consultoria em Mercado. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Assessoria/Consultoria em Mercado. 1.5.5. Prática-chave Assessoria/Consultoria em Gestão Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática oferta de assessoria/consultoria para o desenvolvimento das competências gerenciais e para a administração dos processos e das funções críticas do empreendimento. A incubadora realiza assessorias/consultorias para o desenvolvimento das competências gerenciais e para a administração dos processos e das funções críticas dos empreendimentos. 32 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

A incubadora estrutura um Plano Anual de Assessoria/Consultoria em Gestão. Assessoria/Consultoria em Gestão. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Assessoria/Consultoria em Gestão. 1.6. Processo-chave Monitoramento A incubadora deve ter um processo sistemático e documentado para: Monitoramento e orientação dos empreendimentos, pelo menos, nos cinco eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. Definição do momento em que o empreendimento esteja preparado para a graduação. Esse processo-chave é composto por cinco práticas-chave: Monitoramento do Empreendedor, Monitoramento da Tecnologia, Monitoramento de Capital, Monitoramento de Mercado, Monitoramento de Gestão (Figura 15). Monitoramento de Capital Monitoramento de Tecnologia Monitoramento de Mercado Monitoramento do Empreendedor Monitoramento Monitoramento de Gestão Figura 15 - Monitoramento: Práticas-chave 5. Processos-chave e Práticas-chave 33

1.6.1. Prática-chave Monitoramento do Empreendedor Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática de monitoramento que permita acompanhar o desenvolvimento do empreendedor, em seus aspectos profissionais, pessoais e sociais. A incubadora possui procedimentos e realiza avaliações periódicas do desenvolvimento pessoal do empreendedor, de forma a verificar se o empreendimento atingiu a maturidade para graduação. A incubadora aplica um instrumento padronizado de avaliação periódica do desenvolvimento pessoal do empreendedor. Monitoramento do Empreendedor. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Monitoramento do Empreendedor. 1.6.2. Prática-chave Monitoramento da Tecnologia Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática de monitoramento que permita acompanhar o desenvolvimento e a evolução da solução oferecida aos clientes (tecnologia, produto, serviço). A incubadora possui procedimentos para avaliar, periodicamente, a solução oferecida pelos empreendimentos aos clientes (tecnologia, produto, serviço), de forma a verificar se o empreendimento atingiu a maturidade para graduação. A incubadora possui instrumento padronizado de avaliação periódica da solução oferecida aos clientes (tecnologia, produto, serviço). Monitoramento da Tecnologia. 34 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Monitoramento da Tecnologia. 1.6.3. Prática-chave Monitoramento de Capital Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática de monitoramento que permita acompanhar, por meio de indicadores, o processo de captação e utilização de recursos próprios e oriundos de investidores pelos empreendimentos. A incubadora possui procedimentos para avaliar, periodicamente, a saúde financeira dos empreendimentos, de forma a verificar se os mesmos atingiram a maturidade para graduação. A incubadora possui instrumento padronizado para avaliar, periodicamente, a saúde financeira dos empreendimentos incubados. Monitoramento de Capital. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Monitoramento de Capital. 1.6.4. Prática-chave Monitoramento de Mercado Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática de monitoramento que permita acompanhar, por meio de indicadores, o desenvolvimento mercadológico e comercial dos empreendimentos incubados. A incubadora possui procedimentos para avaliar, periodicamente, o desenvolvimento comercial dos empreendimentos, de forma a verificar se eles atingiram a maturidade para graduação. A incubadora utiliza instrumento padronizado de avaliação periódica do desenvolvimento comercial dos empreendimentos incubados. 5. Processos-chave e Práticas-chave 35

Monitoramento de Mercado. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Monitoramento de Mercado. 1.6.5. Prática-chave Monitoramento de Gestão Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática de monitoramento que permita acompanhar, por meio de indicadores, a gestão dos empreendimentos incubados. A incubadora possui procedimentos para avaliar, periodicamente, a gestão dos empreendimentos, de forma a verificar se eles atingiram a maturidade para graduação. A incubadora possui instrumento padronizado para avaliar, periodicamente, o desenvolvimento de gestão dos empreendimentos incubados, de forma a verificar se eles atingiram a maturidade para graduação. Prática Estabelecida Monitoramento de Gestão. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Monitoramento de Gestão. 1.7. Processo-chave Graduação e Relacionamento com Graduadas Descrição: A incubadora deve manter um processo sistemático para auxiliar os empreendimentos na mudança de status de Empreendimento Incubado para Empreendimento Graduado, além de estruturar ações para a continuidade da interação entre a incubadora e o empreendimento graduado. Esse processo-chave é composto por duas práticas-chave: Graduação e Relacionamento com Graduados (Figura 16). 36 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

Graduação Relacionamento com Graduaddos Graduação e relacionamento com Graduados Figura 16 - Graduação e Relacionamento com Graduados: Práticas-chave 1.7.1. Prática-chave Graduação Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática para a mudança de status de Empreendimento Incubado para Empreendimento Graduado. A incubadora possui procedimentos para apoiar a mudança de status de Empreendimento Incubado para Empreendimento Graduado. A incubadora possui um Plano Anual de Graduações, ressaltando as datas prováveis de graduação dos Empreendimentos Incubados. Graduação. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Graduação. 1.7.2. Prática-chave Relacionamento com Graduados Descrição: A incubadora deve possuir uma sistemática de interação com os graduados, de forma a monitorar seu desenvolvimento e prestar serviços de valor agregado. 5. Processos-chave e Práticas-chave 37

A incubadora possui procedimentos para acompanhar a evolução do desenvolvimento dos Empreendimentos Graduados. A incubadora possui procedimentos para disponibilizar portfólio de serviços para atender às necessidades dos graduados. Relacionamento com Graduados. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Relacionamento com Graduados. 1.8. Processo-chave Gerenciamento Básico Envolve a manutenção de uma estrutura mínima em termos gerenciais, físicos e tecnológicos, que permita a geração sistemática de empreendimentos de sucesso. Isso inclui a existência de práticas que operacionalizem o modelo institucional, serviços operacionais, gestão financeira, comunicação e marketing, estrutura física e tecnológica, fornecendo apoio aos empreendimentos. Esse processo-chave é composto por cinco práticas-chave: Modelo Institucional, Gestão Financeira e Sustentabilidade, Infraestrutura Física e Tecnológica, Serviços Operacionais, Comunicação e Marketing (Figura 17). 38 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

Gestão Financeira e Sustentabilidade Infraestrutura Física e Tecnológica Serviços Operacionais Modelo Institucional Gerenciamento Básico Comunicação e Marketing Figura 17 - Gerenciamento Básico: Práticas-chave 1.8.1. Prática-chave Modelo Institucional Descrição: A incubadora deve possuir documentos que comprovem a sua existência formal e o seu relacionamento com a mantenedora e os parceiros, de forma a viabilizar a gestão e os relacionamentos interinstitucionais. A incubadora possui documentos aprovados por sua entidade gestora que comprovam formalmente sua criação e funcionamento. A incubadora possui um Modelo Institucional atualizado, além de gerente com dedicação mínima de 20 horas semanais. A incubadora possui um arranjo institucional que possibilita a utilização dos recursos, próprios ou provenientes de terceiros, para a operacionalização de suas atividades. A incubadora possui gerente com dedicação mínima de 40 horas semanais. Modelo Institucional. 5. Processos-chave e Práticas-chave 39

crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Modelo Institucional. 1.8.2. Prática-chave Gestão Financeira e Sustentabilidade Descrição: A incubadora deve ter um processo sistematizado e documentado para a sua efetiva gestão financeira, incluindo fluxo de caixa, contas a pagar e a receber, indicadores econômico-financeiros e plano de sustentabilidade. A incubadora elabora e atualiza seu fluxo de caixa, além de manter um controle entre o previsto e o realizado. A incubadora possui um Plano de Sustentabilidade, onde são explicitados todos os recursos (econômicos e financeiros) e respectivas fontes. Gestão Financeira e Sustentabilidade. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Gestão Financeira e Sustentabilidade. 1.8.3. Prática-chave Infraestrutura Física e Tecnológica Descrição: A incubadora deve possuir um sistema formalizado de gestão da infraestrutura física e tecnológica que seja compatível com as necessidades dos empreendimentos apoiados. É essencial que a incubadora comprove a existência de espaços para empreendimentos, uso comum e atendimento, além de estrutura tecnológica. A incubadora possui infraestrutura física que inclui espaço para o atendimento ao público e às empresas incubadas, secretaria, área de convivência e área para a incubação dos empreendimentos. A incubadora utiliza um conjunto de procedimentos e regras para o uso da infraestrutura física e tecnológica por parte dos empreendimentos. 40 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

A incubadora possui um Plano Anual de Gestão da Infraestrutura Física e Tecnológica. Infraestrutura Física e Tecnológica. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Infraestrutura Física e Tecnológica. 1.8.4. Prática-chave Serviços Operacionais Descrição: A incubadora deve possuir um conjunto de serviços operacionais, incluindo, pelo menos, vigilância, limpeza, recepção e manutenção. A incubadora possui serviços de limpeza, vigilância, recepção e manutenção para garantir a higiene e organização dos espaços da administração e dos espaços de uso comum. Periodicamente, a incubadora realiza avaliação da qualidade de seus fornecedores. Serviços Operacionais. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Serviços Operacionais. 1.8.5. Prática-chave Comunicação e Marketing Descrição: A incubadora deve possuir um plano de comunicação e marketing que utilize ferramentas de comunicação, assessoria de imprensa e relações públicas, de forma a fortalecer a sua imagem e visibilidade. A incubadora possui material de comunicação impresso e digital para promover a difusão da imagem da incubadora. 5. Processos-chave e Práticas-chave 41

A incubadora possui um profissional de assessoria de imprensa. Comunicação e Marketing. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Comunicação e Marketing. 2. Cerne 2 O foco do nível Cerne 2, conforme ressaltado anteriormente, é garantir uma gestão efetiva da incubadora como organização. Assim, a incubadora deve implantar processos que viabilizem sua gestão estratégica, a ampliação dos serviços prestados e do público-alvo, além da avaliação dos seus resultados e impactos. Para isso, três Processos-chave precisam ser implantados nesse nível, conforme mostrado na Figura18. Avaliação da Incubadora Gestão Estratégica Ampliação de Limites Figura 18 - Cerne 2: Processos-chave 42 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

A seguir será detalhado cada processo-chave e cada Prática-chave relativos ao Cerne 2. É importante observar que, no Cerne 2, todas as práticas-chave executadas pela incubadora devem estar no estágio Definida. Nesse sentido, as práticas-chave a serem implantadas no Cerne 2 possuem apenas três estágios de evolução definida, estabelecida e sistematizada: a incubadora deve executar a prática de acordo com o procedimento definido e ter registros que demonstrem a realização da prática, além de fazer o planejamento da prática para um período definido. a incubadora deve ter implantado a prática no estágio Definida e, adicionalmente, possuir, pelo menos, um indicador que possibilite a avaliação dos resultados da prática. a incubadora deve ter implantado a prática nos estágios Definida e Estabelecida e, adicionalmente, deve realizar, pelo menos uma vez por ano, uma reunião de revisão crítica para definir as ações para melhoria da prática, tomando como base os indicadores criados no estágio Definida. 2.1. Processo-chave Ampliação de Limites Envolve processos sistemáticos e formais para ampliar o público-alvo e/ou os serviços prestados pela incubadora para melhoria de seus resultados. Para isso, esse processo contém duas práticaschave: Serviços a Organizações e Ambientes de Ideação (Figura 19). Ambientes de Ideação Serviços a Organizações Figura 19 - Ampliação de Limites: Práticas-chave 5. Processos-chave e Práticas-chave 43

2.1.1. Prática-chave Serviços a Organizações Descrição: Envolve a implantação de um processo sistemático de ações para a prestação de serviços a organizações, utilizando o know-how da incubadora. A incubadora presta serviços a organizações a partir de um portfólio definido. Serviços a Organizações. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Serviços a Organizações. 2.1.2. Prática-chave Ambientes de Ideação Descrição: Envolve a implantação de um processo sistemático para estruturação e operação de ambientes que possibilitem o networking e o compartilhamento de conhecimentos para a geração de novas ideias. A incubadora viabiliza ambientes que possibilitem o networking e o compartilhamento de conhecimentos para a geração de novas ideias. Ambientes de Ideação. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Ambientes de Ideação. 2.2. Processo-chave Gestão Estratégica A incubadora deve ter um processo sistemático e documentado para seu planejamento e para sua administração estratégica, que estruture e acompanhe, pelo menos, sua identidade, objetivos, ações e metas nos cenários definidos. Para isso, esse processo contém duas práticas-chave: Planejamento Estratégico e Administração Estratégica (Figura 20). 44 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

2.2.1 Planejamento estratégico 2.2 Gestão Estratégica 2.2.2 Administração Estratégica Figura 20 - Gestão Estratégica: Práticas-chave 2.2.1. Prática-chave Planejamento Estratégico Descrição: A incubadora deve ter um processo sistemático e documentado para o planejamento estratégico, que estabeleça, pelo menos, sua identidade organizacional, objetivos, ações e metas para realização da visão de futuro nos cenários definidos. A incubadora utiliza um processo padronizado de planejamento estratégico para a definição de seus objetivos e de metas estratégicas para a realização da visão de futuro. Planejamento Estratégico. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Planejamento Estratégico. 5. Processos-chave e Práticas-chave 45

2.2.2. Prática-chave Administração Estratégica Descrição: A incubadora deve ter um processo sistemático e documentado para a administração estratégica, que monitore a agenda de ações e metas e também gerencie os instrumentos e a equipe para a realização da visão de futuro nos cenários definidos. A incubadora utiliza um processo padronizado de administração estratégica para a realização da visão de futuro, envolvendo, pelo menos, a agenda de ações, equipe e instrumentos. Administração Estratégica. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Administração Estratégica. 2.3. Processo-chave Avaliação da Incubadora Envolve processos sistemáticos e formais necessários para a avaliação dos resultados e impactos da incubadora. Para isso, esse processo contém três práticas-chave: Avaliação Operacional, Avaliação da Qualidade e Avaliação dos Impactos (Figura 21). Avaliação Operacional Avaliação da Qualidade Avaliação dos I m p actos Figura 21 - Avaliação da Incubadora: Práticas-chave 46 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

2.3.1. Prática-chave Avaliação Operacional Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática de avaliação dos resultados internos, que utilize indicadores ou métricas para verificar se a incubadora está operando de maneira eficiente, com relação, pelo menos, aos seguintes aspectos: Infraestrutura: avalia a adequação dos espaços de uso comum, espaços de uso individual e estrutura tecnológica. Pessoas: avalia as pessoas envolvidas tanto com a operação quanto com a gestão estratégica da incubadora. Processos: avalia os resultados dos processos de atração, desenvolvimento e graduação de empreendimentos inovadores, além do marketing da incubadora. Sustentabilidade: avalia a saúde financeira da incubadora. A incubadora possui procedimento para a avaliação dos seus resultados operacionais, utilizando indicadores ou métricas com relação, pelo menos, aos aspectos de infraestrutura, pessoas, processos e sustentabilidade. Avaliação Operacional. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Avaliação Operacional. 2.3.2. Prática-chave Avaliação da Qualidade Descrição: A incubadora deve implantar um processo sistemático de ações com foco na avaliação da qualidade dos empreendimentos. A incubadora realiza avaliações sistemáticas da qualidade dos empreendimentos, conforme seu Plano de Avaliação da Qualidade dos Empreendimentos. 5. Processos-chave e Práticas-chave 47

Avaliação da Qualidade. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Avaliação da Qualidade. 2.3.3. Prática-chave Avaliação dos Impactos Descrição: A incubadora deve ter uma sistemática de avaliação dos impactos de sua atuação para o desenvolvimento da região, tomando como base, pelo menos, um indicador. A incubadora avalia os impactos de sua atuação para o desenvolvimento da região, baseado em um Plano de Avaliação dos Impactos. Avaliação dos Impactos. crítica e define as ações de melhoria da Prática-chave Avaliação dos Impactos. 48 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

Anexo 1 Glossário Para que o modelo Cerne seja implantado em uma incubadora, é essencial que os termos em uso estejam alinhados no tocante a aspectos sintático e semântico, independentemente do tipo de incubadora. Isso garante coerência entre os processos e práticas de uma incubadora, em particular àqueles propostos no modelo Cerne. Os termos utilizados ao longo dos documentos que compõem o modelo Cerne estão descritos a seguir: Ampliação de Limite: ação de uma incubadora no sentido de, ao mesmo tempo, ampliar o público-alvo de seus serviços e consolidar parceria com os demais mecanismos e instituições de desenvolvimento regional. Assessoria: serviço prestado por pessoa física ou jurídica para a execução de atividades em uma área específica (jurídica, financeira etc.), com foco na execução de atividades que se repetem ao longo do tempo. Difere da consultoria, que é um serviço contratado para resolver um problema ou implantar uma solução específica. Assim, um consultor da qualidade pode orientar a empresa na implantação de um sistema da qualidade, enquanto o assessor da qualidade irá executar as atividades para que o sistema traga os resultados esperados. Capital: recursos, bens ou valores disponíveis num determinado momento para satisfação de necessidades. Competitividade: capacidade de uma empresa em definir e colocar em prática as estratégias que tornem possível a ampliação ou manutenção de sua participação no mercado, conferindolhe solidez. Consultoria: Orientação temporária prestada por pessoa física ou jurídica com reconhecido conhecimento técnico especializado. Contrato: instrumento jurídico celebrado entre pessoas físicas ou jurídicas com fins de aquisição, modificação ou extinção de direitos, e estabelecimento de obrigações recíprocas. Empreendedor: pessoa capaz de conceber e implantar visões. Empreendimento: é o ato, efeito ou resultado de empreender algo com fim determinado, não sendo obrigatória a formalização jurídica. ANEXO 1 - Glossário 49

Empresa: qualquer firma, companhia, organização ou corporação, registrada formalmente (com CNPJ) destinada à produção e/ou comercialização de processos, bens e serviços. Empresa Associada: é toda a empresa que utiliza a infraestrutura e os serviços oferecidos pela Incubadora, sem ocupar espaço físico e mantendo ainda um vínculo formal. Pode ser empresa recém-criada ou já existente no mercado, que tenha passado ou não pelo processo de incubação. Empresa Graduada: aquela empresa que passa pelo processo de incubação e que alcança desenvolvimento suficiente para sair da incubadora e atuar no mercado de forma independente. Algumas instituições usam o termo empresa liberada. Gestão: é o planejamento, organização, liderança e controle dos recursos de um empreendimento com vistas a alcançar os objetivos propostos. Ideia: representação mental de uma coisa concreta ou abstrata. Incubadora: organização que oferece apoio ao processo de geração e consolidação de empresas. Os empreendimentos apoiados devem passar por um processo de seleção formal, o que definirá aqueles que receberão serviços de consultoria, assessoria e qualificação para ampliar a probabilidade de sucesso. Uma característica essencial de uma incubadora é o monitoramento, orientação e avaliação constantes dos empreendimentos, de forma a decidir quais estão preparados para operar fora da incubadora (graduar) e aqueles que devem ser descontinuados. Inovação: é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado. Pode ser também um processo, um novo método de marketing, um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas. Maturidade: é o grau no qual uma organização consegue alcançar, sistematicamente, os objetivos traçados. Mercado: ambiente onde ocorrem as trocas comerciais entre pessoas físicas e/ou jurídicas. Modelo: é aquilo que serve como imagem, forma ou padrão a ser imitado. Planejamento: estratégia organizacional que envolve a opção pelo cumprimento de determinada tarefa e consequente definição de objetivos gerais num prazo determinado. Procedimento: modo especificado de realizar uma atividade ou um processo. Processo: organização lógica e detalhada de pessoas, máquinas, materiais, procedimentos e energia, para execução de atividades que produzam trabalho final específico na forma de produto ou serviço. Produto: bem material resultado de um processo. 50 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne

Programa: conjunto de ações e projetos coordenados que tem como objetivo a solução de problema específico ou o aproveitamento de oportunidade em determinado prazo, com recursos humanos, materiais e financeiros definidos. Prospecção: conjunto de técnicas relativas à pesquisa, identificação e avaliação preliminar de uma oportunidade de empreendimento. Qualidade: grau de satisfação de requisitos dado por um conjunto de características intrínsecas. Requisito: necessidade ou expectativa expressa, geralmente implícita ou obrigatória. Serviço: produto da atividade humana destinado à satisfação de necessidades, mas que não apresenta o aspecto de um bem material. Sistema: inter-relação das partes, elementos ou unidades que fazem funcionar uma estrutura organizada. Sucesso: no contexto do presente documento, sucesso ocorre quando uma empresa graduada permanece no mercado sem o apoio da incubadora. Sustentabilidade: qualidade da atividade economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente correta. ANEXO 1 - Glossário 51

REALIZAÇÃO APOIO 52 TERMO DE REFERÊNCIA Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos Cerne