APA da Serra da Meruoca



Documentos relacionados
Conselho Gestor APA DA VÁRZEA RIO TIETÊ GTPM

As Questões Ambientais do Brasil

Dúvidas e Esclarecimentos sobre a Proposta de Criação da RDS do Mato Verdinho/MT

Bioindicadores Ambientais (BAM36AM) Sistema Nacional de Unidades de Conservação

NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIA DO AMBIENTE PROFESSOR: RAMON LAMAR PARTE III 05/11/2015

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO lei 9.985/ Conceitos Básicos

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC

1.1. Fonte: Elaborado por STCP Engenharia de Projetos Ltda., 2011.

GESTÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Criação de uma Unidade de Conservação na ZPA-6. Morro do Careca e sistema dunar Dunar contínuo

Reunião Técnica Plano de Manejo APA Várzea do Tietê

Resolução SEMAD nº 318, de 15 de fevereiro de (Publicação - Diário do Executivo - "Minas Gerais" - 18/02/2005)

Art. 6 o O SNUC será gerido pelos seguintes órgãos, com as respectivas atribuições:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Legislação Pesqueira e Ambiental. Prof.: Thiago Pereira Alves

Gestão e Legislação Ambiental

IMPACTOS AMBIENTAIS SOBRE A ZONAS DE ESPECIAL INTERESSE AMBIENTAL DE VILA VELHA DECORRENTES DAS ALTERAÇÕES NO PDM

Unidades de Conservação Federal, Mineração e Elaboração de Planos de Manejo

FLORESTA NACIONAL DE BRASÍLIA (Como preservá- la para as presentes e futuras gerações?)

Art Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se

LEI Nº 3.739, DE 07/11/2013.

LEI Nº 1.931, DE 12 DE JUNHO

Curso de Especialização de Gestão Pública e Meio Ambiente. Disciplina de Legislação Ambiental. Professora Cibele Rosa Gracioli

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa

LICENCIAMENTO E UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

12/06/2015. Erosão em voçoroca CONCENTRAÇÃO GLOBAL DE CO2 ATMOSFÉRICO TRATAMENTO DE ÁREAS DEGRADADAS NÍVEIS DE GÁS CARBÔNICO EM MAUNA LOA (HAWAI)

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 368, DE 2012

LEI Nº 540/93 - DE, 19 DE MAIO MÁRCIO CASSIANO DA SILVA, Prefeito Municipal de Jaciara, no uso de suas atribuições legais,

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2016

Plataforma Ambiental para o Brasil

DECRETO DE 27 DE JUNHO DE Cria a Área de Proteção Ambiental-APA da Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado, no Estado do Rio de Janeiro, e dá

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Grupo Temático: Áreas de Proteção. Ambiental Natural. Coordenador: Walter Koch. Facilitador: Karla. Relator:Eloísa

Líderes da Conservação - Instituto de Desenvolvimento Sustentável

Marco legal, definições e tipos

PREFEITURA MUNICIPAL DE CARMO DA CACHOEIRA ESTADO DE MINAS GERAIS GABINETE DO PREFEITO

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2006

Projeto de Lei nº 11 /2012 Deputado(a) Altemir Tortelli

Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Experiências e Aspectos Conceituais. Clayton F. Lino - Maio/ 2009

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº D, DE O CONGRESSO NACIONAL decreta:

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA

ANTEPROJETO DE DECRETO (OU LEI) (A ser Publicado no Diário Oficial do Município/Estado)

VII Reunião de Atualização em Eucalitptocultura

SHS-381 Gestão de Áreas Protegidas. Prof. Victor E. L. Ranieri. Aula 2

O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

PROJETO DE LEI N o 1.847, DE 2003

CÂMARA MUNICIPAL DE INDAIATUBA

PLANO DIRETOR DECENAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. LEI COMPLEMENTAR N 16, de 4 de junho de 1992

LEGISLAÇÃO FEDERAL SOBRE POLUIÇÃO VISUAL URBANA

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Unidades de Conservação no âmbito da Lei Estadual /13 e a Mineração. Carlos Leite Santos Tales Peche Socio

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

GLOSSÁRIO: - MEIO URBANO; - UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL; - RISCOS AMBIENTAIS; - IMPACTO SIGNIFICATIVO.

LEI Nº 8.349, DE 17 DE JULHO DE 2003

14/05/2010. Sistema Integrado de Gestão Ambiental SIGA-RS. Sistema Integrado de Gestão Ambiental SIGA-RS. Niro Afonso Pieper. Diretor Geral - SEMA

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Plataforma Ambiental para o Brasil

ANEXO CHAMADA III DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES PARA GESTÃO E AVALIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO ESTADUAIS

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE INDAIATUBA

Mestre não é quem ensina, mas quem, de repente, aprende.

Ação 14- Indicação de Áreas Protegidas para Criação de Unidades de Conservação (incluindo nascentes e trechos de cursos de água com Classe Especial)

Telefone p/ contato: ( ) FAX: ( ) Coordenadas geográficas * (Lat/Long) no Sistema Geodésico, SAD-69 Lat. -. Long ( )

DESENVOLVIMENTO DA MINERAÇÃO

a Resolução CONAMA nº 422/2010 de 23 de março de 2010, que estabelece diretrizes para as campanhas, ações e projetos de educação ambiental;

PREFEITURA MUNICIPAL DE POUSO REDONDO CNPJ / Rua Antonio Carlos Thiesen, Pouso Redondo Santa Catarina

Unidades de Conservação da Natureza

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAPEJARA SECRETARIA DE AGRICULATURA E MEIO AMBIENTE

LEI Nº DE 01 DE JULHO DE O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Engenharia de Avaliações Aplicada às Áreas de Preservação Permanente (APP)

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 105, DE 2008

01. Câmara Municipal. 02. Secretaria Municipal de Governo. 03. Gabinete do Vice-Prefeito. 04. Procuradoria Geral do Município

Módulo fiscal em Hectares

Mineração e Áreas Protegidas

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 221, DE 2015

DECRETO Nº , DE 17 DE OUTUBRO DE 2008

SNUC - SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

SECRETARIA DE ESTADO DE ESPORTES E DA JUVENTUDE SUBSECRETARIA DA JUVENTUDE

COMISSÃO MISTA SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

PROJETO DE LEI N.º 1.195, DE 2015 (Do Sr. Goulart)

Legislação e outros documentos sobre Educação Ambiental

Prefeitura Municipal de Bom Jesus da Lapa publica:

Lei nº DE 29/11/2013

SUAS e Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional SISAN: Desafios e Perspectivas para a Intersetorialiade

SNUC - SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

CONSERVADOR DAS ÁGUAS LEI MUNICIPAL 2.100/2005

LEGISLAÇÃO FLORESTAL APLICADA. Docentes Eng. Ftal. Irene Tosi Ahmad Eng. Agr. Renata Inês Ramos

GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS Gabinete Civil da Governadoria Superintendência de Legislação.

Ministério do Meio Ambiente IMPLEMENTAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 408, DE 2012

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO PROJETO DE LEI Nº 2.658, DE 2003

PRESERVAÇÃO DO PATRIMONIO NATURAL NO SUL MERIDIONAL DA SERRA DO ESPINHAÇO

Transcrição:

SENADOR INÁCIO ARRUDA SENADO FEDERAL O Senador Inácio Arruda iniciou sua vida pública ainda na década de 80. Servidor público e eletrotécnico, foi eleito vereador em 1988, deputado estadual em 1990 e deputado federal em 1994, se reelegendo em 1998 e 2002. Em 2006, foi eleito Senador pelo estado do Ceará, com quase dois milhões de votos, sendo o primeiro comunista a ocupar uma cadeira no Senado depois de Luis Carlos Prestes, em 1946. É líder do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no Senado e membro do Comitê Central do Partido. Em sua atuação legislativa destaca-se a emenda constitucional, que propõe reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com meta de criar 3,6 milhões de novos empregos no Brasil. Inácio Arruda também foi autor do substitutivo, na Câmara dos Deputados, que resultou no Estatuto da Cidade. Inácio Arruda está entre os cem mais influentes parlamentares da Casa, segundo pesquisa anual do DIAP. No Senado, atua como titular da Comissão de Infraestrutura, da Comissão de Educação e da Comissão de Assuntos Econômicos. É suplente na Comissão de Constituição e Justiça, Comissão de Assuntos Sociais, Comissão de Relações Exteriores e na Comissão de Meio Ambiente, Direitos do consumidor e Fiscalização e Controle. Participa da Comissão Mista Especial sobre Mudanças Climáticas e do Conselho do Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz.Também é parlamentar pelo Mercosul, fazendo parte da Comissão de Infraestrutura daquele Parlamento. Senador Inácio Arruda APA da Serra da Meruoca JÁ É REALIDADE Senador Inácio Arruda PCdoB/CE Gabinete em Brasília: Gabinete em Fortaleza: Senado Federal, Anexo II, Ala Senador Filinto Müller, gabinete 7 Brasília DF Telefones: (61) 3303-5791/3303-5793 Fax: (61) 3303-5798 e-mail: inacioarruda@senador.gov.br Avenida da Universidade, 3199, Benfica Telefones: (85) 3281-0841/6807 e-mail: falecom@inacio.com.br Brasília DF

SENADO FEDERAL Senador INÁCIO ARRUDA APA DA SERRA DA MERUOCA BRASÍLIA DF

O abraço da Meruoca A Lei Federal nº 11.891 criou a Área de Proteção Ambiental da Serra da Meruoca e consagrou uma vitória do povo cearense e, em especial, da região noroeste do estado. A luta por sua aprovação no Congresso Nacional remonta à década de 90, quando a Serra da Meruoca contou com a atenção da comissão parlamentar envolvida em eventos como a ECO-92 e a ICID, que repercutiram a preocupação socioambiental dos povos com o futuro do planeta. Para a elaboração e aperfeiçoamento do projeto que cria a Apa da Meruoca foi fundamental, além da colaboração da bancada federal cearense, a participação dos prefeitos, da comunidade científica da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), das instituições voltadas para a defesa do meio ambiente e da população local, que participou de diversas audiências públicas, debatendo e externando seus anseios pelo desenvolvimento da região. Sancionada em 24 de dezembro de 2008, a lei que cria a Apa da Meruoca vai garantir a conservação dos remanescentes florestais da região, proteger os recursos hídricos, a flora e a fauna, promover a recomposição da vegetação natural, ordenar o turismo ecológico, fomentar a educação ambiental e atender às necessidades de proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade da área. A criação da Apa da Meruoca emerge sobretudo como um instrumento voltado para o desenvolvimento desta paradisíaca morada de riachos, cachoeiras e mirantes, tornando possível reconquistar, em trilhas preservadas de mata atlântica, a qualidade de vida deste pedaço do nosso Ceará, que no passado abrigou os 3

índios Tarairiu e outras tribos, acolhidas pelo abraço aconchegante da Meruoca. Senador Inácio Arruda 4

O que é uma área de preservação ambiental? A Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), divide em duas grandes categorias as unidades de conservação (UC): Unidades de proteção integral, cujo objetivo básico é preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, com as exceções previstas na Lei; Unidades de uso sustentável, cujo objetivo básico é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais; As Áreas de Preservação Ambiental (APA) integram o grupo das Unidades de Conservação de uso sustentável. Elas constituem, por definição, áreas em geral extensas, com certo grau de ocupação humana, dotadas de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas. Seus objetivos básicos são proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais. As APA são constituídas por terras públicas ou privadas. Respeitados os limites constitucionais, podem ser estabelecidas normas e restrições para a utilização de uma propriedade privada localizada no seu interior. As condições para a realização de pesquisa científica e visitação pública nas áreas sob domínio público serão estabelecidas pelo órgão gestor da unidade. 5

Nas áreas sob propriedade privada, cabe ao proprietário estabelecer as condições para pesquisa e visitação pelo público, observadas as exigências e restrições legais. Além disso, cada APA disporá de um Conselho presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por representantes dos órgãos públicos, de organizações da sociedade civil e da população residente, conforme regulamento. Não é obrigatório o estabelecimento de zonas de amortecimento ou corredores ecológicos para as APA. Assim como as demais UC, as APA devem dispor de plano de manejo, a ser elaborado no prazo de cinco anos a partir da data de criação da unidade. O plano de manejo deve abranger toda a área da APA e estabelecer medidas destinadas a promover sua integração à vida econômica e social das comunidades vizinhas. Na elaboração do plano de manejo, será assegurada a ampla participação da população residente. Também nas APA são proibidas alterações, atividades ou modalidades de utilização em desacordo com os objetivos da unidade, de seu plano de manejo e de seus regulamentos. Será incentivado o desenvolvimento de pesquisas sobre a fauna, a flora e a ecologia das UC e sobre formas de uso sustentável dos recursos naturais, valorizando-se o conhecimento das populações tradicionais. Nas APA, a realização de pesquisas científicas não depende de aprovação prévia e não está sujeita à fiscalização do órgão responsável por sua administração. Além disso, também não depende de autorização prévia a exploração comercial de produtos, subprodutos ou serviços obtidos ou desenvolvidos a partir dos recursos naturais, biológicos, cênicos ou culturais ou da exploração da imagem da APA. 6

A APA da Serra da Meruoca A Lei nº 11.891, de autoria do Senador Inácio Arruda e sancionada pelo Presidente Lula em 24 de dezembro de 2008, criou a APA Serra da Meruoca, Unidade de Conservação Federal localizada nos Municípios de Meruoca, Massapê, Alcântara e Sobral, no Estado do Ceará. Os objetivos desta APA são: 1) garantir a conservação de remanescentes das florestas caducifólias e subcaducifólias; 2) proteger os recursos hídricos; 3) proteger a fauna e a flora silvestres; 4) promover a recomposição da vegetação natural; 5) melhorar a qualidade de vida das populações residentes, mediante orientação e disciplina das atividades econômicas locais; 6) ordenar o turismo ecológico; 7) fomentar a educação ambiental; 8) preservar as culturas e tradições locais. O art. 4º da lei de criação da APA Serra da Meruoca proíbe as seguintes atividades no interior da UC: 1) implantação de atividades industriais potencialmente poluidoras que impliquem danos ao meio ambiente ou afetem os mananciais de água; 7

2) exercício de atividades capazes de provocar acelerada erosão ou assoreamento das coleções hídricas; 3) exercício de atividades que impliquem matança, captura ou molestamento de espécies raras da biota regional; 4) uso de biocidas e fertilizantes, quando indiscriminado ou em desacordo com as normas e recomendações técnicas oficiais; 5) retirada de areia e material rochoso dos terrenos que compõem as encostas das bacias e dos rios que implique alterações das condições ecológicas locais. Por fim, a Lei nº 11.891, de 2008, estabelece que a APA Serra da Meruoca disporá de conselho gestor destinado a apoiar a implementação das atividades de administração e a elaboração do zoneamento ecológico-econômico e do plano de manejo. Esse conselho contará com a representação dos entes federados, associações de moradores, organizações não governamentais e organizações de classe pertencentes à área de abrangência da APA. Confira nas próximas páginas a íntegra da Lei. 8

Lei n o 11.891, de 24 de dezembro de 2008 Dispõe sobre a criação da Área de Proteção Ambiental Serra da Meruoca, no Estado do Ceará, e dá outras providências. O Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1 o Fica criada a Área de Proteção Ambiental denominada Serra da Meruoca, situada na biorregião da Serra de mesmo nome, localizada nos Municípios de Meruoca, Massapê, Alcântara e Sobral, no Estado do Ceará, com o objetivo de: I garantir a conservação de remanescentes das florestas caducifólias e subcaducifólias; II proteger os recursos hídricos; III proteger a fauna e a flora silvestres; IV promover a recomposição da vegetação natural; V melhorar a qualidade de vida das populações residentes, mediante orientação e disciplina das atividades econômicas locais; VI ordenar o turismo ecológico; VII fomentar a educação ambiental; VIII preservar as culturas e tradições locais. Art. 2 o A APA Serra da Meruoca apresenta a seguinte delimitação: Setor A: as vertentes nordeste, leste e sudeste, a partir da cota 9

de 200m (duzentos metros) de altitude, nos Municípios de Meruoca e Massapê, entre as coordenadas UTM: 1) 349.532m E e 9.605.462m N; 2) 349.532m E e 9.602.101m N; 3) 346.461m E e 9.600.310m N; 4) 304.578m E; e 9.600.310m N; 5) 340.578m E e 9.607.871m N; 6) 347.322m E e 9.607.871m N, com área aproximada de 608ha (seiscentos e oito hectares); Setor B: toda a área compreendida acima da cota de 600m (seiscentos metros) de altitude, nos Municípios de Meruoca, Massapê, Alcântara e Sobral. Art. 3 o Na implantação e gestão da APA Serra da Meruoca, serão adotadas, entre outras, as seguintes medidas: I elaboração do zoneamento ecológico-econômico, definindo as atividades a serem permitidas ou incentivadas em cada zona e as que deverão ser restringidas e proibidas; II utilização dos instrumentos legais e dos incentivos financeiros governamentais, para assegurar a proteção da biota, o uso racional do solo e outras medidas referentes à salvaguarda dos recursos ambientais; III aplicação de medidas legais destinadas a impedir ou evitar o exercício de atividades causadoras de degradação da qualidade ambiental; IV divulgação das medidas previstas nesta Lei, objetivando o esclarecimento da comunidade local sobre a APA e suas finalidades; V promoção de programas específicos de educação ambiental, extensão rural e saneamento básico; VI incentivo à instituição de Reservas Particulares do Patrimônio Natural RPPN nos imóveis que se encontrem inseridos, no todo ou em parte, nos limites da APA. Art. 4 o Ficam proibidas na APA Serra da Meruoca, entre outras, as seguintes atividades: I implantação de atividades industriais potencialmente poluidoras que impliquem danos ao meio ambiente ou afetem os mananciais de água; II (VETADO); 10

III exercício de atividades capazes de provocar acelerada erosão ou assoreamento das coleções hídricas; IV exercício de atividades que impliquem matança, captura ou molestamento de espécies raras da biota regional; V uso de biocidas e fertilizantes, quando indiscriminado ou em desacordo com as normas e recomendações técnicas oficiais; VI (VETADO); VII retirada de areia e material rochoso dos terrenos que compõem as encostas das bacias e dos rios que implique alterações das condições ecológicas locais. Art. 5 o A APA Serra da Meruoca será implantada, administrada e fiscalizada pelo Poder Executivo Federal. Art. 6 o Serão estabelecidas, na APA Serra da Meruoca, zonas de vida silvestre, de acordo com a legislação vigente. Parágrafo único. As zonas de vida silvestre compreenderão as reservas ecológicas locais e as áreas compreendidas acima da cota de 800m (oitocentos metros) de altitude, que ficarão sujeitas às restrições de uso para utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. Art. 7 o Os investimentos e financiamentos a serem concedidos por órgãos e entidades da administração pública direta e indireta e da iniciativa privada e organismos internacionais destinados à região compreendida pela APA serão previamente compatibilizados com as diretrizes estabelecidas nesta Lei. Art. 8 o As licenças e autorizações concedidas pelos órgãos executivos federais não dispensarão o cumprimento de outras exigências legais aplicáveis. Art. 9 o A Área de Proteção Ambiental da Serra da Meruoca disporá de conselho gestor para apoiar a implementação das atividades de administração e a elaboração do zoneamento ecológico-econômico e do plano de manejo. 11

Parágrafo único. O conselho gestor contará com a representação dos entes federados, associações de moradores, organizações não governamentais e organizações de classe pertencentes à área de abrangência do memorial descritivo contido no art. 2 o desta Lei. Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 24 de dezembro de 2008; 187 o da Independência e 120 o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Carlos Minc 12

SENADOR INÁCIO ARRUDA O Senador Inácio Arruda iniciou sua vida pública ainda na década de 80. Servidor público e eletrotécnico, foi eleito vereador em 1988, deputado estadual em 1990 e deputado federal em 1994, se reelegendo em 1998 e 2002. Em 2006, foi eleito Senador pelo estado do Ceará, com quase dois milhões de votos, sendo o primeiro comunista a ocupar uma cadeira no Senado depois de Luis Carlos Prestes, em 1946. É líder do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no Senado e membro do Comitê Central do Partido. Em sua atuação legislativa destaca-se a emenda constitucional, que propõe reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com meta de criar 3,6 milhões de novos empregos no Brasil. Inácio Arruda também foi autor do substitutivo, na Câmara dos Deputados, que resultou no Estatuto da Cidade. Inácio Arruda está entre os cem mais influentes parlamentares da Casa, segundo pesquisa anual do DIAP. No Senado, atua como titular da Comissão de Infraestrutura, da Comissão de Educação e da Comissão de Assuntos Econômicos. É suplente na Comissão de Constituição e Justiça, Comissão de Assuntos Sociais, Comissão de Relações Exteriores e na Comissão de Meio Ambiente, Direitos do consumidor e Fiscalização e Controle. Participa da Comissão Mista Especial sobre Mudanças Climáticas e do Conselho do Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz.Também é parlamentar pelo Mercosul, fazendo parte da Comissão de Infraestrutura daquele Parlamento. Senador Inácio Arruda PCdoB/CE Gabinete em Brasília: Senado Federal, Anexo II, Ala Senador Filinto Müller, gabinete 7 Brasília DF Telefones: (61) 3303-5791/3303-5793 Fax: (61) 3303-5798 e-mail: inacioarruda@senador.gov.br Gabinete em Fortaleza: Avenida da Universidade, 3199, Benfica Telefones: (85) 3281-0841/6807 e-mail: falecom@inacio.com.br