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Transcrição:

DESCRITIVO TÉCNICO DE SUPORTE À ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DOS CAMPEONATOS DAS PROFISSÕES 3.05 MECATRÓNICA INDUSTRIAL Esta descrição técnica consiste do desenvolvimento dos seguintes elementos: Descrição Geral da Profissão; Metodologia de Concepção da Prova; Critérios de Avaliação; Requisitos Gerais/Específicos de Segurança e Higiene; Gestão da Competição/Prova; Infra-Estruturas e Equipamentos; Layout-tipo da Competição; Actividades de Promoção da Profissão. Nos termos do Regulamento em vigor, esta Descrição Técnica está aprovada pela Comissão Técnica do SkillsPortugal. Carlos Fonseca Delegado Técnico do SkillsPortugal 2012-03-08 Março de 2012 DESCRITIVO TÉCNICO (V1/07.07.2011)

Ficha técnica: Título SkillsPortugal - Descrição Técnica da competição de Mecatrónica Industrial Promotor e Elaborador Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P. Departamento de Formação Profissional R. de Xabregas, 52 1900-003 Lisboa Tel: (+351) 21 861 41 00 Web-Site: www.iefp.pt Equipa Técnica Mário Silva Carlos Diogo Coordenação Geral e Aprovação Carlos Fonseca Palavras com aplicação em género devem aplicar-se automaticamente também ao outro Notas: CLUSTER/ÁREA DE ACTIVIDADE: Produção, Engenharia e Tecnologia Correspondência com Referenciais Técnicos Nacionais e Internacionais 523267 - Técnico de Mecatrónica (Nível 4 de Formação do QNQ) 521274 - Técnico Especialista em Tecnologia Mecatrónica (Nível 5 de Formação do QNQ) 3080 - Mechatronics (WorldSkills Europe / EuroSkills) 04 - Mechatronics (WorldSkills International) Observações: Portugal, através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P. (IEFP), é membro fundador da WorldSkills International (WSI) e da WorldSkills Europe (WSE), estando representado nos Comités Estratégicos e Técnicos das referidas Organizações. Cabe ao IEFP a promoção, organização e realização de todas as actividades relacionadas com os Campeonatos das Profissões. A Descrição Técnica é o instrumento que elenca as condições de desenvolvimento da competição contextualizada no âmbito de uma determinada profissão. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 2/16

Índice SECÇÃO 0 - PREÂMBULO (Pág. 5) SECÇÃO I - DESCRIÇÃO GERAL DA PROFISSÃO (Pág. 5) 1.1 - Designação e contexto (Pág. 5) 1.1.1 Designação 1.1.2 Cluster/Área de actividade 1.1.3 Importância da profissão para a sociedade 1.2 - Descrição da profissão (Pág. 5) 1.2.1 Processo de trabalho 1.2.2 Actividades e competências associadas 1.3 - Âmbito da profissão no campeonato das profissões (Pág. 7) 1.3.1 Contexto 1.3.2 Desenvolvimento SECÇÃO II - METODOLOGIA DE CONCEPÇÃO DA PROVA (Pág. 8) 2.1 - Formato da prova (Pág. 8) 2.2 - Requisito para a construção da prova (Pág. 8) 2.2.1 - Exigências gerais 2.2.2 - Duração total 2.3 - Responsabilidade e prazos de elaboração (Pág. 9) 2.4 - Divulgação da prova (Pág. 9) 2.5 - Descrição genérica da prova (Pág. 9) 2.6 - Esquema de Avaliação (Pág. 9) 2.7 - Selecção da Prova (Pág. 9) SECÇÃO III - CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO (Pág. 10) 3.1 - Processo de Avaliação (Notação Objectiva/Subjectiva) (Pág. 10) 3.2 - Critérios de Avaliação (Pág. 10) SECÇÃO IV - REQUISITOS GERAIS/ESPECÍFICOS DE SEGURANÇA & HIGIENE (Pág. 11) 4.1 - Requisitos Gerais de Segurança (Pág. 11) 4.2 - Requisitos específicos de Segurança & Higiene da profissão (Pág. 11) SECÇÃO V - GESTÃO DA COMPETIÇÃO/PROVA (Pág. 12) 5.1 - Nomeação do Presidente de Júri (Pág. 12) 5.2 - Responsabilidades do Presidente de Júri (Pág. 12) SECÇÃO VI - INFRA-ESTRUTURAS E EQUIPAMENTOS DE SUPORTE ÀS PROVAS (Pág. 12) 6.1 - Enquadramento (Pág. 12) 6.2 - Infra-estruturas técnicas (Pág. 12) 6.3 - Material genérico a utilizar na competição (Pág. 13) 6.4 - Equipamentos específicos da profissão (Pág. 13) 6.5 - Ferramentas a utilizar na competição (Pág. 13) 6.6 - Materiais, Equipamentos e Ferramentas proibidas (Pág. 14) 6.7 - Sustentabilidade económica/financeira e ambiental do evento/competição (Pág. 14) DESCRITIVO TÉCNICO (V1/07.07.2011) 3/16

SECÇÃO VII - LAYOUT-TIPO DA COMPETIÇÃO/PROVA (Pág. 14) 7.1 - Layout genérico do espaço da competição (Pág. 14) 7.2 - Layout-tipo do posto de trabalho (Pág. 15) 7.3 - Outras características do posto de trabalho (Pág. 15) SECÇÃO VIII - ACTIVIDADES DE PROMOÇÃO DA PROFISSÃO (Pág. 15) ANEXOS: Anexo 1 Links a vídeos e outra informação promocional com exemplos da competição e do processo de trabalho (Pág. 15) Anexo 2 Ficha de Segurança da profissão (Pág. 16) DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 4/16

SECÇÃO 0 - PREÂMBULO As competições a desenvolver no âmbito dos eventos SkillsPortugal, caracterizam-se como sendo competições de desempenho profissional, assentes em critérios de elevada exigência, desenvolvidos no quadro do perfil de competências de cada profissão, visando o desenvolvimento, pelos concorrentes, de um produto, bem ou serviço, com valor económico no mercado de trabalho. Esta Descrição Técnica, constitui-se como o instrumento de harmonização das condições técnicas de desenvolvimento da competição a nível nacional (inter-ligada às internacionalmente estabelecidas) considerando as competências e o processo de trabalho exigido pelo mercado de trabalho, a metodologia de concepção e de organização da prova, critérios de avaliação, requisitos de segurança e ambientais, infra-estruturas, equipamentos, materiais, ferramentas e consumíveis necessários, layout-tipo e características da competição e dos postos de trabalho, assim como, actividades de promoção da profissão. SECÇÃO I DESCRIÇÃO GERAL DA PROFISSÃO 1.1 - Designação e contexto 1.1.1 Designação Mecatrónica 1.1.2 Cluster/Área de actividade Produção, Engenharia e Tecnologia 1.1.3 Importância da profissão para a sociedade A profissão de Técnico de Mecatrónica têm vindo a adquirir uma importância cada vez maior na sociedade atual.com a automatização e controlo, que são cada vez mais necessários para que as empresas sejam competitivas, existe a necessidade de profissionais capazes de assegurar o rendimento dos processos de produção. 1.2 - Descrição da profissão 1.2.1 Processo de trabalho O Técnico de Mecatrónica efetua a instalação, manutenção, reparação e adaptação de equipamentos diversos, nas áreas de eletricidade, eletrónica, controlo automático, robótica e mecânica assegurando a otimização do seu funcionamento, respeitando as normas de segurança de pessoas e equipamentos. 1.2.2 Actividades e competências associadas Considerando a correspondência entre os diversos referenciais técnicos existentes em Portugal e os disponibilizados pela WorldSkills e EuroSkills, o profissional desta área desempenha a (s) seguintes actividades: ACTIVIDADES - Preparar e organizar o trabalho a fim de efetuar a instalação e/ou reparação de equipamentos e sistemas de eletrónica, controlo automático, robótica e mecânica. - Efetuar a instalação de equipamentos e sistemas de eletrónica, controlo automático, robótica e mecânica, utilizando as tecnologias, técnicas e instrumentos adequados, a fim de assegurar o seu correto funcionamento, respeitando as normas de segurança de pessoas e equipamentos. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/07.07.2011) 5/16

- Efetuar manutenções preventivas e corretivas em equipamentos e sistemas de eletrónica, controlo automático, robótica e mecânica, utilizando tecnologias, técnicas e instrumentos adequados, a fim de otimizar o seu funcionamento, assegurando a qualidade do serviço prestado, respeitando as normas de segurança de pessoas e equipamentos. - Prestar assistência técnica a clientes esclarecendo possíveis dúvidas sobre o funcionamento de equipamentos eletrónicos e/ou eletromecânicos intervencionados. - Elaborar relatórios e preencher documentação técnica relativa à atividade desenvolvida. CONHECIMENTOS/SABERES SABERES-SABER Noções de: - Desenho esquemático. - Desenho técnico. - Eletromecânica. - Instalações elétricas de baixa tensão. - Máquinas elétricas. - Tecnologia de comando. - Técnicas de medida e instrumentação. - Técnicas de manutenção. - Aparelhos de teste e de medida - características e aplicações. - Automação e robótica. - Microcontroladores. - Planeamento e organização do trabalho. Conhecimentos aprofundados de: - Eletricidade. - Eletrónica analógica. - Eletrónica digital. - Eletrónica de potência. - Tecnologia dos materiais elétricos e electrónicos. - Montagem de automatismos com autómatos. - Hidráulica e pneumática. - Normas e procedimentos aplicáveis na instalação, manutenção e reparação de equipamentos e sistemas eletrónicos de controlo automático, robótica e mecânica. - Princípios de funcionamento e regulação de equipamentos e sistemas de eletrónica, controlo automático, robótica e mecânica. - Técnicas de instalação e ensaio de equipamentos e sistemas de eletrónica, controlo automático, robótica e mecânica. - Técnicas de reparação de equipamentos e sistemas eletrónicos industriais de controlo automático, robótica e mecânica. - Técnicas de manutenção preventiva e corretiva de equipamentos e sistemas de eletrónica, controlo automático, robótica e mecânica. SABERES-FAZER - Selecionar componentes, materiais e equipamentos, com base nas suas características tecnológicas e de acordo com as normas e os regulamentos existentes. - Interpretar e utilizar manuais, esquemas e outra literatura técnica fornecida pelos fabricantes. - Utilizar os procedimentos associados às operações de correção, ajuste e manutenção, segundo as instruções do fabricante. - Interpretar anomalias de funcionamento de equipamento eletrónico industrial e formular hipóteses de causas prováveis. - Aplicar e respeitar as normas e os regulamentos relacionados com a atividade que desenvolve. - Aplicar e respeitar as normas de proteção do ambiente e de prevenção, higiene e segurança no trabalho. - Utilizar as técnicas de reparação de pequenas instalações de baixa tensão de alimentação, comando, sinalização e proteção. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 6/16

- Utilizar os processos e as técnicas de reparação e substituição de elementos mecânicos, elétricos e eletrónicos em equipamentos e sistemas automatizados. - Utilizar os procedimentos associados à programação, operação e desenvolvimento de algoritmos de controlo para autómatos programáveis, utilizados no controlo de motores, servomecanismos e sistemas automatizados. - Utilizar os processos e as técnicas de programação de sistemas robotizados. - Utilizar os procedimentos associados à instalação e operação de sistemas de automação por autómatos programáveis de pequena e média complexidade. - Utilizar os procedimentos associados à implementação de sistemas de comando e controlo relativos a instalações de equipamentos industriais, com base em circuitos electropneumáticos e electro-hidráulicos. - Identificar e interpretar as características e os princípios de funcionamento de equipamentos e sistemas de eletrónica, controlo automático, robótica e mecânica. - Aplicar as técnicas adequadas à instalação de equipamentos e sistemas eletrónicos industriais de controlo automático, robótica e mecânica. - Utilizar os processos e as técnicas associadas às manutenções preventivas e corretivas dos equipamentos e sistemas eletrónicos industriais de controlo automático, robótica e mecânica. - Propor melhorias nos sistemas convencionais de produção, instalação e manutenção através da incorporação de novas tecnologias. - Propor a racionalização de energia elétrica e a utilização de fontes de energia alternativas. - Utilizar a documentação técnica respeitante à atividade desenvolvida e os procedimentos relativos à elaboração de Relatórios SABERES-SER - Trabalhar em equipas multidisciplinares e multifuncionais. - Comunicar conceitos e ideias de forma clara. - Adaptar-se aos novos materiais, processos e tecnologias de conceção e produção. - Integrar as normas e procedimentos de segurança, higiene e saúde no exercício da sua atividade profissional. - Agir com iniciativa e demonstrar capacidade de análise no sentido de encontrar soluções na resolução de problemas técnicos. - Interagir com outros intervenientes no processo de instalação e/ou manutenção e reparação, de forma a responder às solicitações do serviço. - Demonstrar criatividade, autonomia e espírito inovador. 1.3 - Âmbito da profissão no campeonato das profissões 1.3.1 Contexto O âmbito da profissão no Campeonato das profissões consiste em classificar o desempenho profissional dos jovens concorrentes profissionais, de acordo com a natureza e critérios de avaliação da prova a desenvolver. Para além da competição propriamente dita, poderão, paralelamente, no espaço de competição existir outras actividades de promoção da profissão, tais como demonstrações. Os visitantes poderão de forma fácil observar o trabalho em desenvolvimento e perceber quais as competências requeridas pelo profissional. O projecto e o produto acabado, sempre que possível, serão expostos para os visitantes observarem. 1.3.2 Desenvolvimento Uma competição modular, entre equipas de dois elementos, visando a avaliação das diferentes competências necessárias a um exercício profissional exemplar. O Teste consiste no trabalho prático e a avaliação do conhecimento teórico está, apenas, limitado ao estritamente necessário para levar a efeito o projecto. Cada equipa concorrente terá, de forma independente e autónoma, desenvolver tarefas associadas ao planeamento e à execução do projeto, organização e gestão do tempo, aplicação de métodos de trabalho, limpeza e higienização dos espaços, segurança e higiene do trabalho, comunicação e atitude. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 7/16

A equipa concorrente será submetida a uma avaliação técnica rigorosa assente no desenvolvimento do trabalho no âmbito dos seguintes critérios: Assemblagem Função Prática profissional Tempo de execução SECÇÃO II METODOLOGIA DE CONCEPÇÃO DA PROVA 2.1 - Formato da prova A prova é constituída por uma prova única com diferentes módulos. 2.2 Requisitos para a construção da prova 2.2.1 Exigências gerais Regra geral, o Projecto de Prova deve: Estar em conformidade com a Descrição Técnica actual; Respeitar as exigências e as normas de avaliação internacionalmente prescritas (WorldSkills e EuroSkills); Ser acompanhado por uma grelha/ficha de avaliação que será finalizada/validada antes do início da competição; Ser testada antes de ser proposta à Comissão Técnica, para garantir que foi testado o seu funcionamento/ construção/ realização dentro do tempo previsto etc.- (segundo as exigências da profissão), assim como a fiabilidade e a adequação da lista de Infra-estruturas. No projecto deve constar uma prova da sua exequibilidade dentro do tempo previsto. Por exemplo, a fotografia de um projecto realizado segundo os parâmetros do projecto de prova, com o auxílio do material e do equipamento previsto, segundo os conhecimentos requeridos e imperativamente dentro dos tempos definidos; Todas as provas devem ser fornecidas em suporte informático, em formato DWG para os desenhos, Excel para as grelhas de avaliação e Word para a descrição da prova ou outro em função da especificidade da Prova. Devem ser utilizados os templates fornecidos pelo Comité Técnico; As provas devem estar de acordo com as regras de Segurança e Higiene específicas para aquela profissão, não devendo a sua execução colocar os concorrentes em situação de perigo, e quando isso for inevitável, devem ser previstos meios de protecção adequados; As provas devem ter em atenção aspectos associados à sustentabilidade, visando por um lado a minimização dos custos associados à sua organização, e por outro o respeito pelas normas ambientais e consequentemente a diminuição da pegada ecológica associada ao evento; 2.2.2 Duração total A prova é constituída por 4 a 8 módulos e deverá ser desenhada para uma execução num período compreendido entre as 18 e as 22 horas. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 8/16

2.3 - Responsabilidade e prazos de elaboração A prova/módulos é/são desenvolvidos por um técnico altamente especializado na profissão em questão, com experiência relevante no âmbito dos campeonatos das profissões, tendo como factor preferencial formação específica no âmbito do SkillsPortugal, e será indicado pela Comissão Técnica do SkillsPortugal. O Prazo de execução da prova é, por norma, 2 meses antes do início do campeonato, altura em que a mesma será divulgada no site do SkillsPortugal. As excepções aos prazos e divulgação são sempre autorizadas pelo Comité Técnico, tendo por base o exposto no ponto seguinte. 2.4 - Divulgação da prova Na prova de Mecatrónica Industrial serão divulgadas no site do SkillsPortugal as seguintes informações: - Estrutura geral da prova (que poderá incluir ou não a divulgação de um dos equipamentos específicos a usar) - Orientação para os concorrentes e jurados. Site do SkillsPortugal: http://skillsportugal.iefp.pt/profissoes/bancoprovas.aspx?area=fasenacional&prof=38&sa=t 2.5 - Descrição genérica da prova O SkillsPortugal dispõe de uma metodologia e modelo de elaboração da prova, podendo-se, ainda, aceder a uma bateria de provas usadas em campeonatos anteriores. A descrição genérica da prova, nos termos da metodologia e modelo em vigor integra os seguintes itens: Orientações gerais para a equipa de jurados (antes, durante e após a realização das provas); Time-Table/desenvolvimento da prova; Orientações para os concorrentes; Caracterização e descrição da prova; Critérios, Sub-Critérios e aspectos a avaliar e notações associadas; Ficha de classificação por equipa concorrente; Acta e Termo de Aceitação. 2.6 - Esquema de Avaliação Cada prova (modular) deve ser acompanhada por um esquema de avaliação baseado nos critérios de avaliação definidos no presente Descritivo Técnico. O esquema/matriz de avaliação é desenvolvido pelo(s) técnicos que constroem a prova. O esquema/matriz final deve ser desenvolvido e aprovado por todos os jurados (peritos) da competição. 2.7 - Selecção da Prova Não aplicável. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 9/16

SECÇÃO III CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 3.1 - Processo de Avaliação (Notação Objectiva/Subjectiva) A prova de Mecatrónica Industrial é avaliada na totalidade por critérios objetivos. 3.2 - Critérios de Avaliação Orientações gerais para a atribuição dos critérios: Avaliação Objectiva Sim X pontos (em que X corresponde à notação para dada avaliação desde que diferente de zero). Não 0 pontos A avaliação será realizada por equipas de três jurados, em que um conduz a avaliação, segundo a grelha de avaliação, e os restantes auxiliam, confirmando a realização das operações requeridas pelo módulo. Os três jurados da equipa de avaliação devem assinar a grelha de avaliação no final da mesma, confirmando que existiu concordância na avaliação efetuada. O Jurado da equipa a avaliar não pode pertencer à equipa de avaliação. Poderá estar presente sob condição de não intervir, em momento algum, na avaliação. Ninguém, além dos competidores, pode tocar/mexer nos equipamentos a avaliar, excetuando situações já previstas ou outras devidamente autorizadas pelo Presidente do Júri. A equipa concorrente a avaliar participará na avaliação, sendo um elemento da equipa que efetuará as operações requeridas, e somente estas, pelo Jurado que conduz a avaliação. Critérios específicos: A Assemblagem: correta montagem mecânica, elétrica e pneumática do módulo. Critérios Objetivos: 100% - Inspeção visual e Simulation Box, conforme indicações da grelha de avaliação. B Função: o equipamento cumpre os objetivos propostos Critérios Objetivos: 100% - Inspeção visual da realização dos passos requisitados na grelha de avaliação. C Prática Profissional: equipamento montado conforme documento disponibilizado, que descreve as regras/boas práticas da arte. Critérios objetivos: 100% - Inspeção local do cumprimento dos pontos enunciados no documento da prática profissional. D Tempo de execução Critérios objetivos: 100% - medido com cronómetro. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 10/16

NOTAS ADICIONAIS: São consideradas Infrações: - Realizar qualquer intervenção no equipamento/área de prova fora dos tempos de realização do projeto sem autorização. - Não cumprimento pelas regras de higiene e segurança no trabalho; - Qualquer comunicação com o público ou jurado sem prévia autorização do Presidente do Júri (ou quem este delegar); - Utilização de materiais, equipamentos não autorizados no critério/prova; - Utilização de produtos de marca concorrente à do patrocínio (sem tapar a marca); - Qualquer infração às regras da competição. (NB: As infrações só serão aceites para discussão quando, na falta de prova física, for observada por 2 jurados no mínimo). SECÇÃO IV REQUISITOS GERAIS/ESPECÍFICOS DE SEGURANÇA & HIGIENE 4.1 - Requisitos Gerais de Segurança Uma Visão Partilhada - Zero acidentes! Temos o objectivo comum da criação de uma acção preventiva e de cultura de segurança no Campeonato das Profissões. O Skills Portugal quer familiarizar todas as equipas participantes com a visão zero incidentes. A abordagem zero incidente significa promover a consciencialização de todas as equipas participantes para a importância da Segurança e Saúde Ocupacional. Isto significa avaliar os perigos e os riscos, em conformidade com todas as normas de segurança, a operação segura das ferramentas e máquinas, uso de equipamento de protecção pessoal, manutenção de equipamentos de protecção individual em bom estado e manutenção de uma boa gestão do local da competição. Política de Segurança A segurança é uma responsabilidade partilhada entre a organização do SkillsPortugal, os voluntários, os delegados, observadores, concorrentes, jurados e chefes de oficina. A Segurança deve constituir uma componente integral das actividades da competição, juntos, vamos criar uma cultura de segurança e assim assegurar uma competição bem sucedida. Todos os participantes têm o direito de conhecer, participar e direito de recusa. Esperamos a compreensão e a responsabilidade de todos no cumprimento e respeito das regras de segurança constantes no Manual de Segurança e Higiene, o qual reflecte a legislação nacional. O Manual respectivo encontra-se divulgado no site do SkillsPortugal em (http://skillsportugal.iefp.pt/profissoes/downloads.aspx). 4.2 - Requisitos específicos de Segurança & Higiene da profissão O Manual de Segurança e Higiene do Skills Portugal integra uma ficha de segurança específica da profissão, a qual é de cumprimento OBRIGATÓRIO, e organiza-se em torno dos seguintes items: Procedimentos Gerais; Segurança de Máquinas, Substâncias Perigosas e Limpeza; Perigos/Riscos significativos da profissão; Equipamento de protecção Individual. Nota: A Ficha de Segurança desta profissão encontra-se, igualmente, no Anexo 2 desta Descrição Técnica. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 11/16

SECÇÃO V GESTÃO DA COMPETIÇÃO/PROVA 5.1 - Nomeação do Presidente de Júri O Presidente do Júri é nomeado pela Comissão Organizadora, sob proposta do Delegado Técnico do SkillsPortugal, antes do certame, para as diversas fases do Campeonato das Profissões. O Presidente do Júri deverá, preferencialmente, ser um técnico com experiencia reconhecida na área e, preferencialmente, ter participado em vários Campeonatos nas suas fases Regionais, Nacionais e Internacionais, sendo, ainda, relevante, a participação em acções de formação SkillsPortugal. 5.2 - Responsabilidades do Presidente de Júri São responsabilidades do Presidente de Júri: Elaborar provas para a fase Regional e Nacional do Campeonato das Profissões; Manter actualizado o presente Descritivo Técnico através da dinamização dos jurados procurando contributos para a revisão e melhoria da Descrição Técnica. Os contributos deverão ser comunicados por escrito ao Presidente do Júri pelos Jurados que as compilará num só documento para ser discutido pelo colectivo de Júri. Antes de abandonar o local da competição, o Presidente do Júri e o Delegado Técnico organizarão a discussão e revisão da Descrição Técnica da Profissão; Gerir a competição de acordo com as normas ditadas pelo Regulamento da Competição e pelo presente Descritivo Técnico, tendo presentes os princípios de Equidade e Transparência, com vista à selecção do melhor representante de Portugal nas Competições Internacionais; Em caso de conflito durante a Competição, deverá o Presidente de Júri conseguir consenso no seio do Júri. Em caso de impossibilidade de resolução do problema, deve ser solicitada a presença do Delegado Técnico dos Campeonatos para mediar o conflito; Sempre que no decurso da competição se detecte a necessidade de prolongamento do tempo de competição, esta deverá ser proposta ao Delegado Técnico/Comissão Organizadora para aprovação até ao final do 2º dia de Competição. Todas as alternativas possíveis devem ser estudadas antes de pedir ou aprovar um alargamento do tempo da Competição. SECÇÃO VI INFRA-ESTRUTURAS E EQUIPAMENTOS DE SUPORTE ÀS PROVAS 6.1 - Enquadramento A prova será elaborada com base no listado e descrito neste capítulo. Não obstante a prova deve ser acompanhada da lista exaustiva, que identifique e especifique, de forma precisa, qualitativa e quantitativa, os consumíveis e matérias específicos a preparar por concorrente. No âmbito das listas de infra-estruturas, materiais e equipamentos referenciados nesta descrição técnica, não são tidos em consideração a indicação a qualquer marca comercial. Será na base da prova a elaborar que, em função dos apoios e patrocínios que se vierem a verificar ou, na ausência destes, que se identificarão os modelos e/ou marcas a considerar no desenvolvimento das provas. 6.2 - Infra-estruturas técnicas Potência elétrica: - 2 Tomadas múltiplas monofásicas, 230V, 50Hz, 16 A com proteção independente (por equipa). - 2 Tomadas múltiplas monofásicas, 230V, 50Hz, 16A com proteção independente (por área de briefing ou sala técnica). DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 12/16

Iluminação apropriada (equivalente a uma oficina industrial) Ar comprimido (filtrado, livre de óleo, pressão entre 8 a 10 bar, 0,025 m3/min por equipa) - 1 ligação por equipa + 1 na Sala Técnica Sala Técnica área fechada, na zona de competição, com estantes e 1 mesa, para arrumação e organização dos equipamentos e consumíveis a usar nos módulos da prova e que não podem ser vistos até ao início dos mesmos (idealmente 1m 2 por equipa). 6.3 - Material genérico a utilizar na competição Toda a lista de materiais genéricos a seguir identificados são fornecidos pelo organizador ou entidade(s) patrocinadora(s) da competição e a quantidade deverá ser adequada ao n.º de concorrentes e jurados em competição. Mesas e Cadeiras Quadro branco + canetas Materiais de limpeza Extintor de incêndio e Kit primeiros socorros Cacifos Material de economato diverso Computador e impressora a cores Videoprojector e tela Balde de recolha do lixo, pá e vassoura Relógio de parede Cronometro (1 por equipa + 1) 6.4 - Equipamentos específicos da profissão Toda a lista de infra-estruturas e equipamentos específicos a seguir identificados são fornecidos pelo organizador ou entidade(s) patrocinadora(s) da competição e a quantidade deverá ser adequada ao n.º de concorrentes em competição. Conjunto didático de mecatrónica (definido pela prova a elaborar, conforme orçamento disponível) Nota: por equipa concorrente. 6.5 - Materiais, Equipamentos e Ferramentas a utilizar na competição, da responsabilidade da equipa concorrente. - As equipas concorrentes têm de trazer os seus PLC e respetivos quadros, assim como os cabos Syslink de ligação do PLC à MPS, em número indicado nas orientações para a prova. - As equipas concorrentes têm de trazer o computador com o software de programação do PLC, assim como o respetivo cabo de programação. - Caso a equipa necessite de qualquer equipamento para criar uma rede de comunicação entre PLCs, esse equipamento deve ser trazido pela própria equipa. - As equipas concorrentes têm de trazer a sua própria ferramenta. A ferramenta adequada será a que usam quando realizam as tarefas relacionadas com a profissão. No entanto deverão ser excluídas da mala as ferramentas listadas no ponto seguinte. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 13/16

6.6 - Materiais, Equipamentos e Ferramentas proibidas - Equipamento ou sobresselentes não fornecidos pela organização; - Facas, navalhas, X-actos - Alicate corta-tubos com abertura superior a 25mm. Os jurados devem informar, claramente, sobre os tipos de materiais e equipamentos que não devem circular na área da competição. 6.7 - Sustentabilidade económica/financeira e ambiental do evento/competição Em cada competição, os Jurados devem rever e melhorar a lista de infra-estruturas, tendo em conta os princípios da sustentabilidade. Tendo em vista a optimização dos recursos, deve constar apenas o indispensável, evitando o desnecessário e o excessivo. Sempre que possível devera ser dada preferência a materiais com menor impacto ambiental. Igualmente, deverão ser previstas na ficha de avaliação da prova, formas de penalizar os concorrentes pelo desperdício que produzam. SECÇÃO VII LAYOUT-TIPO DA COMPETIÇÃO/PROVA 7.1 - Layout genérico de referência do espaço da competição DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 14/16

7.2 - Layout-tipo de referência do posto de trabalho 7.3 - Outras características adicionais do posto de trabalho Os postos de trabalho devem estar marcados no chão com fita branca larga. Não deve existir possibilidade de o público entrar na área de competição. SECÇÃO VIII ACTIVIDADES DE PROMOÇÃO DA PROFISSÃO Sempre que as condições o permitam, deverá a organização, os patrocinadores e a equipa de jurados trabalhar no espaço contíguo à competição formas de promover a profissão, as quais poderão ser de demonstração, através de meios audiovisuais ou de espaços de experimentação, onde os visitantes sejam convidados a experimentar operações específicas da profissão. Anexos Anexo 1 Ligações a vídeos e outra informação promocional com exemplos da competição e do processo de trabalho; http://www.youtube.com/watch?v=_i6nunyewbc&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=jhe7divkl8o&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=jfc8sxthj6y http://www.youtube.com/watch?v=8x5yaqli9ay http://www.youtube.com/watch?v=dcf4l75pgxs DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 15/16

Anexo 2 Ficha de Segurança da profissão DESCRITIVO TÉCNICO (V1/08.03.2012) 16/16