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DECISÕES» ISS. 3. Recurso especial conhecido e provido, para o fim de reconhecer legal a tributação do ISS.

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P O D E R J U D I C I Á R I O

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AGRAVO INTERNO EM APELACAO CIVEL

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ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa

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Transcrição:

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 489.459 - RS (2014/0059626-9) RELATORA AGRAVANTE ADVOGADOS AGRAVADO ADVOGADO : MINISTRA ASSUSETE MAGALHÃES : AZANELLA REPRESENTAÇÃO LTDA : ARLINDO TONETTO QUERUZ E OUTRO(S) GABRIELE FONTANA VALENTINI : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. COMPENSAÇÃO. ART. 170 DO CTN. LEI LOCAL AUTORIZATIVA. NECESSIDADE. PRECATÓRIO DEVIDO POR PESSOA JURÍDICA DISTINTA. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO, MEDIANTE COMPENSAÇÃO OU DAÇÃO EM PAGAMENTO, DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS FEDERAIS COM CRÉDITO ORIUNDO DE PRECATÓRIO DEVIDO POR ESTADO-MEMBRO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO STJ. I. A Corte Especial do STJ, ao julgar o AgRg nos EREsp 987.770/RS (Rel. Ministro CASTRO MEIRA, DJe de 25/04/2013), proclamou que as Turmas de Direito Público e a Primeira Seção deste Tribunal decidiram ser ilegítima a compensação de créditos tributários de um ente público com precatórios devidos por entidade pública diversa. II. Nos termos da jurisprudência desta Corte, "a extinção do crédito tributário mediante compensação somente é possível se houver lei autorizativa na esfera do Estado. Precedentes do STJ. Na falta de previsão expressa, é inviável compensar débitos tributários com precatório de entidade pública diversa (...). Nesse contexto, uma vez ausente norma regulamentar do art. 170 do CTN que autorize a compensação de tributos com precatório de ente diverso, não se aplica a sistemática do art. 78, 2, do ADCT, o qual confere poder liberatório do pagamento de tributos da entidade devedora. Tal conclusão não sofreu abalo com o advento da EC 62/2009. A inexistência de identidade entre o devedor do precatório e o credor do tributo afasta a incidência do dispositivo constitucional" (STJ, AgRg no AREsp 125.196/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 15/02/2013). III. No caso, não procede a pretensão da agravante de extinção de créditos tributários federais mediante compensação ou dação em pagamento com crédito oriundo de precatório devido pelo Estado do Rio Grande do Sul. Precedentes do STJ: AgRg no AREsp 115.109/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 25/05/2012; AgRg no AREsp 338.792/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 20/08/2013; AgRg no AREsp 334.227/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 15/08/2013; AgRg no AREsp 380.869/RS, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, DJe de 27/11/2013. IV. Agravo Regimental improvido. Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 1 de 11

ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Sra. Ministra-Relatora. Os Srs. Ministros Humberto Martins, Herman Benjamin, Og Fernandes e Mauro Campbell Marques (Presidente) votaram com a Sra. Ministra Relatora. Brasília (DF), 20 de maio de 2014 (data do julgamento). MINISTRA ASSUSETE MAGALHÃES Relatora Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 2 de 11

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 489.459 - RS (2014/0059626-9) RELATÓRIO MINISTRA ASSUSETE MAGALHÃES: Trata-se de Agravo Regimental, interposto por AZANELLA REPRESENTAÇÃO LTDA., em face de decisão de minha lavra (fls. 216/221e), que negou provimento ao Agravo, interposto contra decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que não admitira Recurso Especial (fls. 171/172e). Insurge-se o agravante contra a decisão que negou provimento ao Agravo em Recurso Especial, com base na aplicação da Súmula 83/STJ e na falta de demonstração do dissídio jurisprudencial, nos moldes legais e regimentais. Alega o agravante, em síntese, que não é o caso de se aplicar a Súmula 83/STJ, eis que "já pacificado no Superior Tribunal de Justiça que nada impede recaia a garantia sobre Precatório cujo devedor seja entidade pública diversa da exequente" e "que é possível a compensação com créditos representados por precatórios" (fl. 234e). Ao final, requer a reforma da decisão, "determinando a possibilidade de compensação de créditos de Precatórios com débitos perante a União Fazenda Nacional em obediência a legislação pertinente, e no final requer seja dado integral provimento ao recurso, em face das razões fáticas e jurídicas aqui elencadas" (fls. 226/234e). É o relatório. Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 3 de 11

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 489.459 - RS (2014/0059626-9) VOTO MINISTRA ASSUSETE MAGALHÃES (Relatora): Não assiste razão à parte agravante. Compulsando os autos, verifica-se que a decisão recorrida foi proferida nos seguintes termos: "Trata-se de Agravo, interposto por AZANELLA REPRESENTAÇÃO LTDA, em face de decisão que negou seguimento a Recurso Especial manejado contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: "CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EXTINÇÃO. DAÇÃO EM PAGAMENTO. CRÉDITO INCLUÍDO EM PRECATÓRIO. É inviável a pretensão de quitar débito tributário mediante dação em pagamento de crédito incluído em precatório, por impossibilidade legal, nos termos do art. 156 do Código Tributário Nacional." (fl. 122e) Opostos Embargos de Declaração, foram eles rejeitados (fl. 138e) Em seguida, foi interposto Recurso Especial, com base nas alíneas a e c, do permissivo constitucional, no qual alega violação aos arts. 156, II, e 170 do CTN, 2º do art. 78 do ADCT e 368 do Código Civil, sustentando, em síntese, que "o precatório carreado para os autos preenche os requisitos legais que o habilita à constrição sobre os créditos apontados. A cessão do crédito representado pelo precatório processou-se por escritura pública de cessão e transferência de direitos creditórios e das consultas feitas ao Setor de Precatório do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que complementaram as demais informações necessárias para o bom esclarecimento do magistrado a quo." (fl. 153e). Requer, portanto, a reforma do acórdão (fls. 149/159e). Apresentadas as contrarrazões (fls. 167/168e), foi o Recurso Especial inadmitido, pelo Tribunal de origem, com fundamento na Súmula 83/STJ, bem como pela falta de demonstração da divergência jurisprudencial, nos termos dos arts. 541, parágrafo único, do CPC e 255, 1º e 2º, do RISTJ (fls. 171/172e), ensejando a interposição do presente Agravo (fls. 180/194e). Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 4 de 11

O presente recurso não merece prosperar. Inicialmente, cumpre registrar que, em conformidade com a jurisprudência deste Tribunal, "é possível o juízo de admissibilidade adentrar o mérito do recurso, na medida em que o exame da sua admissibilidade, pela alínea 'a', em face dos seus pressupostos constitucionais, envolve o próprio mérito da controvérsia" (STJ, Quarta Turma, AgRg no Ag 228.787/RJ, Relator Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira, DJ de 04/09/2000). Nesse sentido, aliás, é o enunciado da Súmula 123 do STJ: "A decisão que admite, ou não, o recurso especial deve ser fundamentada, com exame dos seus pressupostos gerais e constitucionais". Veja-se, a propósito: "ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. TRIBUNAL DE ORIGEM. EXAME DE MÉRITO. POSSIBILIDADE. SÚMULA 123/STJ. FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. NÃO IMPUGNADO. APLICAÇÃO, POR ANALOGIA, DA SÚMULA 182/STJ. 1. Não há usurpação da competência do Superior Tribunal de Justiça quando o Tribunal de origem, ao realizar o juízo de admissibilidade do recurso especial, analisa os pressupostos específicos e constitucionais concernentes ao mérito da controvérsia, conforme o disposto na Súmula 123/STJ. Precedentes. 2. No presente caso, o Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial com base nas Súmulas 7/STJ e 83/STJ. Por seu turno, nas razões do agravo, a parte agravante limitou-se a alegar que o Tribunal de origem não poderia adentrar no mérito recursal. Assim, não foram impugnados precisamente os fundamentos utilizados pela Corte de origem para não admitir o recurso especial. Incidência, por analogia, da Súmula 182/STJ. 3. O Superior Tribunal de Justiça assevera que a Súmula 182/STJ, embora faça menção ao art. 545 do CPC, pode ser aplicada, por analogia, ao agravo em recurso especial, previsto no art. 544 do referido diploma processual. 4. Agravo regimental a que se nega provimento" (AgRg no AREsp 295.224/CE, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 07/05/2013, DJe 13/05/2013). Cinge-se a controvérsia em analisar a possibilidade de se admitir a extinção do crédito tributário da União Federal, mediante a compensação ou a dação em pagamento de precatório estadual. Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 5 de 11

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento, no sentido de que é inviável a extinção do crédito tributário, mediante a utilização de precatórios devidos por pessoa jurídica de direito público de natureza diversa da titularizada na relação jurídico-tributária, devido a inexistência de identidade entre devedor e credor. Nesse sentido, os seguintes precedentes: "TRIBUTÁRIO. PRECATÓRIOS JUDICIAIS. CESSÃO. COMPENSAÇÃO. PESSOA JURÍDICA DIVERSA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO PARADIGMA PROLATADO EM SEDE DE RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSSIBILIDADE. ARTS. 546, I, CPC E 266, RISTJ. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de considerar impossibilitada a compensação de créditos tributários de ICMS com precatórios devidos por pessoa jurídica de direito público de natureza distinta, a exemplo do IPERGS, autarquia que é dotada de autonomia administrativa e financeira à parte. 2. A compensação em matéria tributária não se opera automaticamente, exige-se para sua implementação a autorização em lei e a observância das demais disposições da legislação tributária quanto às condições e limites por ela admitidos (art. 170 do CTN). 3. Acórdão prolatado em sede de recurso ordinário em mandado de segurança não se presta como julgado paradigma à demonstração do dissídio pretoriano, a que se referem os arts. 546, I, do CPC e 266 do RISTJ. Agravo regimental improvido" (STJ, AgRg no AREsp 115109/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 25/05/2012). "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO. RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. PRECATÓRIO DEVIDO POR PESSOA JURÍDICA DISTINTA. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. 1. A orientação de ambas as Turmas integrantes da Primeira Seção desta Corte é firme no sentido de não ser possível a compensação de tributo com precatório devido por ente público diverso. 2. Precedentes: AgRg no AREsp 125.196/RS, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 15.2.2013; AgRg no AREsp 115.109/RS, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, DJe Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 6 de 11

25.5.2012; e AgRg no AREsp 94.667/BA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 2.4.2012. 3. Agravo regimental não provido" (STJ, AgRg no AREsp 338.792/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 20/08/2013). "TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRECATÓRIO ESTADUAL. COMPENSAÇÃO COM CRÉDITO TRIBUTÁRIO FEDERAL. PESSOAS JURÍDICAS DISTINTAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. Nos termos da jurisprudência desta Corte, impossível a compensação de precatórios estaduais com dívidas oriundas de tributos federais, ante a inexistência de identidade entre devedor e credor, pessoas jurídicas manifestamente distintas. Precedentes: AgRg no AREsp 94.667/BA, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 02/04/2012 e AgRg no AREsp 125.196/RS, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 15/02/2013) 2. Agravo regimental a que se nega provimento" (STJ, AgRg no AREsp 334.227/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 15/08/2013). "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO EM AÇÃO DE DAÇÃO EM PAGAMENTO DE DÉBITOS FEDERAIS COM PRECATÓRIOS ESTADUAIS. INADMISSIBILIDADE. DIFERENÇA DE TITULARIDADE DAS OBRIGAÇÕES. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte possui entendimento de não ser possível a compensação entre dívidas oriundas de tributos federais com precatórios estaduais, ante a inexistência de identidade entre devedor e credor, pessoas jurídicas manifestamente distintas. 2. Agravo Regimental desprovido" (STJ, AgRg no AREsp 380869/RS, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, DJe de 27/11/2013). Destarte, aplica-se, ao caso, o entendimento consolidado na Súmula 83 desta Corte, in verbis: "não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 7 de 11

firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Importa ressaltar que o referido enunciado aplica-se também aos recursos interpostos com base na alínea a do permissivo constitucional. Ademais, no que tange à alegação de dissídio entre julgados, deve-se ressaltar que a caracterização da divergência, nos termos do art. 541, parágrafo único, do CPC e art. 255 do RISTJ, exige a demonstração de similitude fática, entre o aresto impugnado e o acórdão paradigma, apresentando estes soluções jurídicas diversas, o que não ocorreu no presente caso. Nesse sentido, os seguintes julgados: "TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. DIREITO PERSONALÍSSIMO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE PREPARO. DESERÇÃO. NÃO DEMONSTRAÇÃO. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. 1. Não se pode conhecer de Recurso interposto pela alínea "c" do permissivo constitucional. A divergência jurisprudencial deve ser comprovada, cabendo ao recorrente demonstrar as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles. Indispensável a transcrição de trechos do relatório e do voto dos acórdãos recorrido e paradigma, realizando-se o cotejo analítico entre ambos, com o intuito de bem caracterizar a interpretação legal discordante. 2. A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que a falta da comprovação do preparo (porte de remessa e retorno dos autos e das custas do apelo especial), ou sua irregularidade, conduz à pena de deserção. 3. O benefício da gratuidade de justiça é um direito personalíssimo e, portanto, intransferível ao procurador da parte. 4. Agravo Regimental não provido" (STJ, AgRg no REsp 1413587/SC, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 07/03/2014). "TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ICMS. INCIDÊNCIA NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. SÚMULAS 68 E 94 DO STJ. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DE DISPOSITIVOS DE LEI TIDOS POR VIOLADOS. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA NOS MOLDES LEGAIS. Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 8 de 11

1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido da legalidade de inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, nos termos das Súmulas 68 e 94, ambas do STJ. 2. O acórdão recorrido não apreciou a tese jurídica amparada na violação dos arts. 110, 150, 156, II, IV e V, 165, I, 168, todos do CTN; 39 da Lei n.º 9.250/95 e 74 da Lei n.º 9.430/96, tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Portanto, ante a falta do necessário prequestionamento, incide o óbice da Súmula 282/STF. Precedentes. 3. Não se conhece do recurso especial, no tocante à alínea c do permissivo constitucional, quando o dissídio jurisprudencial não foi comprovado na forma exigida pelos arts. 541, parágrafo único, do CPC e 255, 1º e 2º, do RISTJ. 4. Agravo regimental a que se nega provimento" (STJ, AgRg no AREsp 412.980/PR, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 21/11/2013). Pelo exposto, nego provimento ao Agravo, com fundamento no art. 544, 4º, II, a, do CPC" (fls. 216/221e). Com efeito, a decisão agravada que negou provimento ao Agravo em Recurso Especial deve ser mantida, porquanto está fundamentada no posicionamento uniforme deste Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que é inviável a extinção do crédito tributário, mediante a utilização de precatórios devidos por pessoa jurídica de direito público de natureza diversa da titularizada na relação jurídico-tributária, devido à inexistência de identidade entre devedor e credor. Com efeito, a Corte Especial do STJ, ao julgar o AgRg nos EREsp 987.770/RS (Rel. Ministro CASTRO MEIRA, DJe de 25/04/2013), proclamou que as Turmas de Direito Público e a Primeira Seção deste Tribunal decidiram ser ilegítima a compensação de créditos tributários de um ente público com precatórios devidos por entidade pública diversa. Transcreve-se, a seguir, a ementa do supracitado precedente da Corte Especial do STJ: "AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. COMPENSAÇÃO. ICMS. CRÉDITOS ALIMENTARES HABILITADOS EM PRECATÓRIOS. PESSOAS JURÍDICAS DISTINTAS. MATÉRIA PACÍFICA NA PRIMEIRA SEÇÃO. 1. As Turmas de Direito Público desta Corte e a Primeira Seção já decidiram que é ilegítima a compensação de créditos tributários de Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 9 de 11

ICMS com precatórios devidos por ente jurídico de natureza distinta, no caso, o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul - IPERGS, autarquia previdenciária dotada de autonomia administrativa e financeira. 2. Agravo regimental não provido" (STJ, AgRg nos EREsp 987.770/RS, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, CORTE ESPECIAL, DJe de 25/04/2013). No caso, não procede a pretensão da agravante de extinção de créditos tributários federais seja mediante compensação, seja mediante dação em pagamento com crédito oriundo de precatório devido pelo Estado do Rio Grande do Sul. Tendo em vista a orientação jurisprudencial predominante no STJ, as razões recursais deduzidas neste Agravo Regimental não são aptas a desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Destarte, aplica-se, ao caso, o entendimento consolidado na Súmula 83 desta Corte, in verbis: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Importa ressaltar que o referido enunciado aplica-se também aos recursos interpostos com base na alínea a do permissivo constitucional. Ante o exposto, nego provimento ao Agravo Regimental. É como voto. Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 10 de 11

CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA Número Registro: 2014/0059626-9 AgRg no AREsp 489.459 / RS Números Origem: 50005442220134047105 50005450720134047105 50006022520134047105 50010275220134047105 RS-50005442220134047105 RS-50005450720134047105 RS-50006022520134047105 RS-50010275220134047105 PAUTA: 20/05/2014 JULGADO: 20/05/2014 Relatora Exma. Sra. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES Subprocurador-Geral da República Exmo. Sr. Dr. CARLOS EDUARDO DE OLIVEIRA VASCONCELOS Secretária Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI AGRAVANTE ADVOGADOS AGRAVADO ADVOGADO AUTUAÇÃO : AZANELLA REPRESENTAÇÃO LTDA : ARLINDO TONETTO QUERUZ E OUTRO(S) GABRIELE FONTANA VALENTINI : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: DIREITO TRIBUTÁRIO - Crédito Tributário - Extinção do Crédito Tributário - Compensação AGRAVANTE ADVOGADOS AGRAVADO ADVOGADO AGRAVO REGIMENTAL : AZANELLA REPRESENTAÇÃO LTDA : ARLINDO TONETTO QUERUZ E OUTRO(S) GABRIELE FONTANA VALENTINI : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros Humberto Martins, Herman Benjamin, Og Fernandes e Mauro Campbell Marques (Presidente) votaram com a Sra. Ministra Relatora. Documento: 1322128 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 28/05/2014 Página 11 de 11