1 PROCESSO PENAL PONTO 1: APLICAÇÃO DA PENA PONTO a): ESPÉCIES PONTO b): COMINAÇÃO PENAS: ESPÉCIES, COMINAÇÃO E APLICAÇÃO 1) CONCEITO: A, T, I, C 1 (CRIME)= PENA/PUNIBILIDADE ** Pena é uma sanção aflitiva imposta pelo Estado, através da ação penal, ao autor de uma infração penal, como retribuição de seu ato ilícito, consistente na diminuição de um bem jurídico e cujo fim é evitar novos delitos. TEJ(título executivo judicial) = SPCTJ (Sentença Penal Condenatória Transitada em Julgado) Observar PPP/PPE (prescrição) art. 111, inc. I 2 CP. Cesar Roberto Bittencourt entende que não se pode aplicar a pena sem A,T,I,C. Art. 59 3 CP (elementos subjetivos) art. 67 CP 4 (comparativo entre agravantes e atenuantes). ART. 89 5 LEI 9099 (faz analogia ao artigo 77 6 CP) 1 AÇÃO, TIPICIDADE, ILICITUDE E CULPABILIDADE = PENA. 2 Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - do dia em que o crime se consumou; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 3 Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - as penas aplicáveis dentre as cominadas;(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos;(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade;(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 4 Art. 67 - No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam dos motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e da reincidência. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 5 Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do Código Penal). 6 Art. 77 - A execução da pena privativa de liberdade, não superior a 2 (dois) anos, poderá ser suspensa, por 2 (dois) a 4 (quatro) anos, desde que: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - o condenado não seja reincidente em crime doloso; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício;(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
2 Art. 33 7 CP. Arts. 126 8 e 127 9 LEP. III - Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 1º - A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão do benefício.(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 2 o A execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja maior de setenta anos de idade, ou razões de saúde justifiquem a suspensão. (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998) 7 Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado.(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 1º - Considera-se: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) a) regime fechado a execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média; b) regime semi-aberto a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar; c) regime aberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. 2º - As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado; b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; c) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. 3º - A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 4 o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais. (Incluído pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003) 8 Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. (Redação dada pela Lei nº 12.433, de 2011). 1 o A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: (Redação dada pela Lei nº 12.433, de 2011) I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar - atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional - divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; (Incluído pela Lei nº 12.433, de 2011) II - 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho. (Incluído pela Lei nº 12.433, de 2011) 2 o As atividades de estudo a que se refere o 1 o deste artigo poderão ser desenvolvidas de forma presencial ou por metodologia de ensino a distância e deverão ser certificadas pelas autoridades educacionais competentes dos cursos frequentados. (Redação dada pela Lei nº 12.433, de 2011)
3 Art. 42 10 lei 11343 (prioriza o art. 59 CP) Os Tribunais reduzem a pena quando os juízes não observam as circunstâncias judiciais. Súmulas 718 e 719 STF 11. FINALIDADES DA PENA: 1ª TEORIA - TEORIAS ABOLICIONISTAS: são aquelas sustentadas por um Direito Penal mínimo, uma vez que dizem, principalmente, que a pena de prisão está totalmente falida. Nesse sentido, enxergam que o Direito Penal nada mais é do que um instrumento simbólico para ser utilizado em todas as situações em que seria possível a utilização de outros ramos do Direito. Na verdade sustenta-se a ilegitimidade do Estado para impor uma sanção penal. Essa doutrina, na atualidade, encontra seu ápice no garantismo de Ferrajoli em que se sustenta o Direito Penal mínimo. O Direito Penal no Brasil caminha em sentido do Direito Penal máximo. 2ª TEORIA TEORIA JUSTIFICACIONISTA: *ABSOLUTA: vê como finalidade única da pena a retribuição. (mal da pena pelo mal do crime). Trouxe a ideia da proporcionalidade. A pena não poderá passar do grau de culpabilidade do crime. 3 o Para fins de cumulação dos casos de remição, as horas diárias de trabalho e de estudo serão definidas de forma a se compatibilizarem. (Redação dada pela Lei nº 12.433, de 2011) 4 o O preso impossibilitado, por acidente, de prosseguir no trabalho ou nos estudos continuará a beneficiar-se com a remição.(incluído pela Lei nº 12.433, de 2011) 5 o O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação.(incluído pela Lei nº 12.433, de 2011) 6 o O condenado que cumpre pena em regime aberto ou semiaberto e o que usufrui liberdade condicional poderão remir, pela frequência a curso de ensino regular ou de educação profissional, parte do tempo de execução da pena ou do período de prova, observado o disposto no inciso I do 1 o deste artigo.(incluído pela Lei nº 12.433, de 2011) 7 o O disposto neste artigo aplica-se às hipóteses de prisão cautelar.(incluído pela Lei nº 12.433, de 2011) 8 o A remição será declarada pelo juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa. (Incluído pela Lei nº 12.433, de 2011) 9 Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar. (Redação dada pela Lei nº 12.433, de 2011) 10 Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente. 11 SÚMULA Nº 718 A OPINIÃO DO JULGADOR SOBRE A GRAVIDADE EM ABSTRATO DO CRIME NÃO CONSTITUI MOTIVAÇÃO IDÔNEA PARA A IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS SEVERO DO QUE O PERMITIDO SEGUNDO A PENA APLICADA. SÚMULA Nº 719A IMPOSIÇÃO DO REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS SEVERO DO QUE A PENA APLICADA PERMITIR EXIGE MOTIVAÇÃO IDÔNEA.
4 Rui Rosado de Aguiar Silva diz que toda a vez que alguém pratica infração penal há um grau de reprovabilidade. Quanto maior o grau maior a penal. O Brasil adotou esta teoria. *JUSTIÇA RESTAURATIVA X JUSTIÇA RETRIBUTIVA: ambas não se contrapõem. JUSTIÇA RESTAURATIVA é a proximidade da vítima com o réu a fim de que aquela perdoe este. DIREITO PENAL DO INIMIGO E APLICAÇÃO DA PENA: algumas pessoas são previamente escolhidas e, portanto, agrupadas como inimigas do Estado, da Sociedade, como, por exemplo, terroristas, delinquentes, que fazem parte de organizações criminosas, estupradores. Essas pessoas acabam recebendo um tratamento mais severo não pelo fato que praticaram, mas pelo que são. Remonta o direito penal do autor. Art. 52, 1º 12 da LEP. 3ª TEORIA - TEORIA JUSTIFICACIONISTA RELATIVA *PREVENÇÃO: proteção ao bem jurídico tutelado. Evitarem-se novos ataques ao bem jurídico tutelado. Essa prevenção, num primeiro momento é geral, pois se destina a toda sociedade. Pode ser positiva ou negativa. Positiva a aplicação da pena tem por finalidade reafirmar a sociedade a existência e a força do Direito Penal. Prevenção geral negativa - a pena concretizada fortalece o poder intimidativo estatal, reafirmando e representando, por isso um alerta a toda a sociedade, destinatária da norma penal. *PREVENÇÃO ESPECIAL: porque se destina a pessoa do réu. Pode ser positiva ou negativa. Positiva/Ressocialização pressupõe um fazer do Estado preparando o réu para o convívio com a sociedade. Arts. 10 13 e 22 14 da LEP. Negativa: enquanto o réu cumpre a pena fica impedido de praticar novas penas. 12 Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas, sujeita o preso provisório, ou condenado, sem prejuízo da sanção penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes características: (Redação dada pela Lei nº 10.792, de 2003) 1 o O regime disciplinar diferenciado também poderá abrigar presos provisórios ou condenados, nacionais ou estrangeiros, que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade. (Incluído pela Lei nº 10.792, de 2003) 13 Art. 10. A assistência ao preso e ao internado é dever do Estado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade. Parágrafo único. A assistência estende-se ao egresso. 14 Art. 22. A assistência social tem por finalidade amparar o preso e o internado e prepará-los para o retorno à liberdade.
5 2) DESTINATÁRIOS DA PENA: PESSOA NATURAL/ PESSOA FÍSICA PESSOA JURÍDICA: duas posições a posição que prevalece é no sentido de que é possível que no Brasil a Pessoa Jurídica receba uma pena criminal. Art. 173, 5º 15 CF e 225, 3º 16 CF. Lei 9605/98 (único caso, em concreto, de punição da PJ é nos casos de crimes ambientais, mas a CF traz outros casos). - Fundamentos pelos quais se admite a responsabilidade penal da PJ: *Capacidade de ação: dentro da teoria do concurso de pessoas está o princípio da comunicabilidade das circunstâncias e elementares, conforme art. 30 17 CP. Assim, existe uma solidariedade entre a pessoa física e a empresa em proveito da qual o crime foi praticado. As pessoas jurídicas possuem capacidade de agir, ainda que por meio de seus órgãos, cujas ações e omissões são consideradas como agir da própria pessoa jurídica. As grandes corporações celebram negócios e contratos possuindo vontade própria. Assim, a vontade coletiva não é um mito, caracterizando-se em cada etapa importante de sua vida, pela reunião, pela deliberação e pelo voto da sua assembléia. Essa vontade coletiva é capaz de cometer crimes tanto quanto a vontade individual. *Capacidade de culpa: a admissão da capacidade de agir conduz, necessariamente, a capacidade de culpa. A Teoria do risco da empresa afirma isso. A atividade criminosa é praticada em proveito da própria empresa. OBS1: para que haja validamente uma ação penal contra a pessoa jurídica é imprescindível que na denúncia constem também as pessoas físicas que representam a sociedade. Posição do STJ. OBS2: Não basta o simples fato de a pessoa figurar no contrato social da empresa para responder pelo crime societário. É imprescindível que se comprove o seu agir com dolo ou culpa. A previsibilidade é a última fronteira da responsabilidade penal. OBS3: Quando se trata de crime societário não é preciso que se individualizem cada uma das condutas. (STJ/STF). 15 Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. 5º - A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica, estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a às punições compatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular. 16 Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. 17 Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
6 3) PRINCÍPIOS OU CARACTERES DA PENA 3.1) IGUALDADE ART. 5º 18 CF - DAS PESSOAS: trata do aspecto em que se resgata o valor do indivíduo, no sentido de que devem ser levadas em conta as peculiaridades de cada um, exatamente como dispõe os artigos 29, caput 19 e 59 ambos do CP. O Código Penal adotou a teoria monista no concurso de pessoas, mas a pena aplicada deve ter diferença a cada um dos réus. JULIO FRABBRINI MIRABETI entende: são vedadas as abstrações e generalizações que ignoram aquilo que o homem tem de particular. Art. 5º, inc. XLVI 20 CF. - NA LEI: é vedado ao legislador editar leis que estabeleçam diferenças entre pessoas iguais. Ex: crime falimentar. - PERANTE A LEI: todos são iguais perante a lei na medida em que são semelhantes. 4.2) HUMANIDADE: art. 75 21 CP limites de cumprimento da pena privativa de liberdade em 30 anos. toda vez que a nova pena superar o limite de 30 anos terá de ser feito nova unificação das penas. Art. 66, inc. III, a 22 LEP soma ou unificação de penas a aplicação do art. 75 do CP. Art. 71 CP 23. Súm. 715 24 STF. A unificação do art. 75 CP não é usada para fins de obtenção de benefícios da execução penal, mas sim a soma de todas as penas. Há quem defenda que o limite unificado é o que seria usado para obtenção de benefícios. Esse limite de 30 anos do art. 75 CP ainda é usado para o limite máximo de cumprimento da medida de segurança quando ela tiver sido imposta no processo de conhecimento (posição do STF). _ Crítica: que se estaria retornando ao sistema do duplo binário, ou seja, utilizando-se um limite de pena para a fixação do tempo de cumprimento da medida de segurança. Hoje em dia não se adota mais o art. 97 25 CP (MS). Há uma equivalência ao art. 75 CP quando aplicada no processo de conhecimento (para o inimputável e semi-imputável). Art. 41 26 CP e 183 27 LEP. 18 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 19 Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 20 XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade; b) perda de bens; c) multa; d) prestação social alternativa; e) suspensão ou interdição de direitos; 21 Art. 75 - O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 30 (trinta) anos. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 22 Art. 66. Compete ao Juiz da execução: III - decidir sobre: a) soma ou unificação de penas;
7 4.3) LEGALIDADE: ART. 5º CF, ARTS. 1º 28 E 2º 29 CP. CASO: GP praticou crime de homicídio qualificado em 1992, época em que ele não era considerado hediondo. Diante disso, pergunta-se: 1º faz jus, GP ao benefício do indulto (ato administrativo)? Terá direito, segundo entendimento Min. Eros Grau o indulto é considerado lei em sentido formal (mudou o entendimento, antes entendiam o contrário). Sendo GP primário e portador de bons antecedentes, qual o prazo/% que deverá cumprir de pena privativa de liberdade? 1/3 ou 2/3? 1/3. 4.4) PRINCÍPIO DA CULPABILIDADE: fundamenta e limita a aplicação da pena. Fundamenta porque não haverá pena sem culpabilidade que, segundo Roberto Bitencout, ao mesmo tempo é elemento do crime e pressuposto de aplicação da pena. 23 Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços.(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 24 SÚMULA Nº 715 A PENA UNIFICADA PARA ATENDER AO LIMITE DE TRINTA ANOS DE CUMPRIMENTO, DETERMINADO PELO ART. 75 DO CÓDIGO PENAL, NÃO É CONSIDERADA PARA A CONCESSÃO DE OUTROS BENEFÍCIOS, COMO O LIVRAMENTO CONDICIONAL OU REGIME MAIS FAVORÁVEL DE EXECUÇÃO. 25 Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art. 26). Se, todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial.(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 1º - A internação, ou tratamento ambulatorial, será por tempo indeterminado, perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação de periculosidade. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 2º - A perícia médica realizar-se-á ao termo do prazo mínimo fixado e deverá ser repetida de ano em ano, ou a qualquer tempo, se o determinar o juiz da execução. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 3º - A desinternação, ou a liberação, será sempre condicional devendo ser restabelecida a situação anterior se o agente, antes do decurso de 1 (um) ano, pratica fato indicativo de persistência de sua periculosidade. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 4º - Em qualquer fase do tratamento ambulatorial, poderá o juiz determinar a internação do agente, se essa providência for necessária para fins curativos. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 26 Art. 41 - O condenado a quem sobrevém doença mental deve ser recolhido a hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, a outro estabelecimento adequado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 27 Art. 183. Quando, no curso da execução da pena privativa de liberdade, sobrevier doença mental ou perturbação da saúde mental, o Juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público, da Defensoria Pública ou da autoridade administrativa, poderá determinar a substituição da pena por medida de segurança. (Redação dada pela Lei nº 12.313, de 2010). 28 Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 29 Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
8 Essa culpabilidade que fundamenta a aplicabilidade da pena pela imputabilidade, potencial consciência da ilicitude e exigibilidade de conduta diversa. Ela limita a aplicação da pena porque a sanção penal não pode passar do tamanho da culpabilidade. Só que é errado fazer nova valoração dos elementos que compõem a culpabilidade e que já foram analisados para que o juiz dissesse que existe CRIME(NÃO HÁ CRIME SEM CULPABILIDADE).Repeti-los no art. 59 CP, constitui, portanto, bis in idem. A culpabilidade serve para que se evite a responsabilidade penal objetiva, devendo o réu ter agido com dolo ou culpa. 4.5) PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA: ao Direito Penal somente deve ser deixado para solucionar conflitos graves de interesses, quando outros ramos do Direito efetivamente tivesse falhado. Também deve ser observado pelo legislador a quem ficará vedado à criação de leis prevendo punições severas a determinadas condutas, como, por exemplo, crimes hediondos, crime organizado, etc. 4.6) PERSONALIDADE - Multa art. 51 30 CP se o réu não pagar converte em dívida ativa da união não transmite aos herdeiros em caso de morte. - Prestação pecuniária PRD art. 45, 1º e 2º CP 31. Se o réu não cumprir art. 44, 4º 32 CP. Não transfere aos herdeiros. - Obrigação de reparar o dano art. 91, inc. I 33, CP. É um efeito extra penal. Reconhecido fica contra o réu e seus herdeiros em caso de morte do réu na medida do patrimônio transferido. 30 Art. 51 - Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será considerada dívida de valor, aplicando-se-lhes as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. (Redação dada pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996) 31 Art. 45. Na aplicação da substituição prevista no artigo anterior, proceder-se-á na forma deste e dos arts. 46, 47 e 48. (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998) 1 o A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima, a seus dependentes ou a entidade pública ou privada com destinação social, de importância fixada pelo juiz, não inferior a 1 (um) salário mínimo nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários mínimos. O valor pago será deduzido do montante de eventual condenação em ação de reparação civil, se coincidentes os beneficiários.(incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 2 o No caso do parágrafo anterior, se houver aceitação do beneficiário, a prestação pecuniária pode consistir em prestação de outra natureza. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 32 Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998) 4 o A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 33 Art. 91 - São efeitos da condenação: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
9 4.7) PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE: esse princípio deverá ser observado nas fases legislativa: o legislador deverá cominar penas em abstrato que sejam compatíveis com o bem juridicamente tutelado. * PROPORCIONALIDADE JUDICIAL DA PENA - O juiz atendendo ao sistema trifásico deverá estabelecer a pena necessária e suficiente para a prevenção e reprovação do crime. *PROPORCIONALIDADE EXECUTÓRIA DA PENA: art. 5º 34 e 8º 35 da LEP. O exame classificatório e criminológico, respectivamente, da pena. 4.8) INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA: ART. 5º, INC. XLVI CF. é o mesmo em relação ao já visto princípio da igualdade das pessoas. A decisão do STF, no Brasil, que declarou inconstitucional a lei dos crimes hediondos no tocante a vedação da progressão de regime. 4.9) PRINCÍPIO DA INDERROGABILIDADE DA PENA: a pena, uma vez tendo sido imposta, deverá ser obrigatoriamente cumprida. **Causas de extinção da punibilidade: suspensão condicional da pena e livramento condicional segundo STJ são formas de cumprimento da PPL..5) ESPÉCIES DE PENAS - PRIVATIVAS DE LIBERDADE *RECLUSÃO - CRIMES *DETENÇÃO - CRIMES *PRISÃO SIMLES CONTRAVENÇÕES - RESTRITIVAS DE DIREITOS *PREST. SERV. COM. - ART. 46 36 CP 34 Art. 5º Os condenados serão classificados, segundo os seus antecedentes e personalidade, para orientar a individualização da execução penal. 35 Art. 8º O condenado ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime fechado, será submetido a exame criminológico para a obtenção dos elementos necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da execução. 36 Art. 46. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas é aplicável às condenações superiores a seis meses de privação da liberdade. (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998) 1 o A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas consiste na atribuição de tarefas gratuitas ao condenado. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 2 o A prestação de serviço à comunidade dar-se-á em entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos e outros estabelecimentos congêneres, em programas comunitários ou estatais. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 3 o As tarefas a que se refere o 1 o serão atribuídas conforme as aptidões do condenado, devendo ser cumpridas à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação, fixadas de modo a não prejudicar a jornada normal de trabalho. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998)
10 *INTERDIÇÃO DE DIREITOS ART. 47 37 CP *LIM.FIM DE SEM. ART. 48 38 CP * PREST. PECUNIÁRIA ART. 45, 1º E 2º CP *PERDA DE BENS E VALORES (DESDE QUE LÍCITOS) ART. 45, 3º, CP PECUNIÁRIA ART. 49 39 CP MULTA # RECLUSÃO E DETENÇÃO: - ART. 33 40 CAPUT CP na fixação do regime inicial de cumprimento da pena. Detenção jamais começa no regime fechado, só em caso de regressão para regime mais gravoso. Na ordem de execução quando aplicadas, cumulativamente, em concurso material, art. 69 caput 41, parte final CP. Primeiro se execução reclusão depois detenção. Art. 92, inc. II 42 CP na possibilidade de perda do poder familiar, tutela ou curatela quando o crime for punido com reclusão. 4 o Se a pena substituída for superior a um ano, é facultado ao condenado cumprir a pena substitutiva em menor tempo (art. 55), nunca inferior à metade da pena privativa de liberdade fixada. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 37 Art. 47 - As penas de interdição temporária de direitos são: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública, bem como de mandato eletivo; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) II - proibição do exercício de profissão, atividade ou ofício que dependam de habilitação especial, de licença ou autorização do poder público;(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) III - suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)> IV - proibição de freqüentar determinados lugares. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) V - proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públicos. (Incluído pela Lei nº 12.550, de 2011) 38 Art. 48 - A limitação de fim de semana consiste na obrigação de permanecer, aos sábados e domingos, por 5 (cinco) horas diárias, em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Parágrafo único - Durante a permanência poderão ser ministrados ao condenado cursos e palestras ou atribuídas atividades educativas.(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 39 Art. 49 - A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na sentença e calculada em diasmulta. Será, no mínimo, de 10 (dez) e, no máximo, de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 40 Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado.(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 41 Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicamse cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 42 Art. 92 - São também efeitos da condenação:(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) II - a incapacidade para o exercício do pátrio poder, tutela ou curatela, nos crimes dolosos, sujeitos à pena de reclusão, cometidos contra filho, tutelado ou curatelado; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
11 Art. 97 43 CP na possibilidade de cumprimento da medida de segurança em regime de tratamento ambulatorial quando a pena cominada ao crime for de detenção..6) COMINAÇÃO DAS PENAS OU PREVISÃO EM ABSTRATO: PPL art. 53 44 CP Relativamente determinadas: o direito penal brasileiro adotou o sistema de relativa determinação da pena privativa de liberdade, em que o legislador estabelece um percentual mínimo e máximo e o juiz trabalha dentro desse percentual. O juiz, na aplicação da pena, está vinculado ao princípio da legalidade, mesmo na terceira fase de aplicação da pena, já que somente poderá fixá-la abaixo do mínimo ou acima do máximo nos percentuais pré-estabelecidos pelo legislador. PRD ARTS. 44 45 E 54 46 CP Autônomas: subsistem independentemente das PPL. Substitutivas: não podem ser aplicadas cumulativamente com PPL. Exceções: art. 292 47 CTB a pena privativa de liberdade podendo ser aplicada com PRD (não poder digirir). Art. 78 48 CDC PRD + PPL. 43 Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art. 26). Se, todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial.(redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 1º - A internação, ou tratamento ambulatorial, será por tempo indeterminado, perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação de periculosidade. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 2º - A perícia médica realizar-se-á ao termo do prazo mínimo fixado e deverá ser repetida de ano em ano, ou a qualquer tempo, se o determinar o juiz da execução. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 44 Art. 53 - As penas privativas de liberdade têm seus limites estabelecidos na sanção correspondente a cada tipo legal de crime. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 45 Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998) 46 Art. 54 - As penas restritivas de direitos são aplicáveis, independentemente de cominação na parte especial, em substituição à pena privativa de liberdade, fixada em quantidade inferior a 1 (um) ano, ou nos crimes culposos. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 47 Art. 292. A suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor pode ser imposta como penalidade principal, isolada ou cumulativamente com outras penalidades. 48 Art. 78. Além das penas privativas de liberdade e de multa, podem ser impostas, cumulativa ou alternadamente, observado odisposto nos arts. 44 a 47, do Código Penal: I - a interdição temporária de direitos; II - a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação; III - a prestação de serviços à comunidade.
12 Parte final do art. 54 CP (revogada pena em crime doloso não mais que um ano leia-se 4 anos (lei 9714/09)) PENA DE MULTA ART. 58 E PARÁG. ÚNICO 49 CP. Autônoma ou substitutiva. Art. 44, 2º CP ou art. 60, 2º 50 CP. OBS: pela posição que prevalence o art. 44, 2º do CP revogou o art. 60, 2º CP (pena de 1 ano por multa) i i BIBLIOGRAFIA: JOSÉ ANTONIO PAGANELA APLICAÇÃO DA PENA. 49 Art. 58 - A multa, prevista em cada tipo legal de crime, tem os limites fixados no art. 49 e seus parágrafos deste Código.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Parágrafo único - A multa prevista no parágrafo único do art. 44 e no 2º do art. 60 deste Código aplica-se independentemente de cominação na parte especial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 50 Art. 60 - Na fixação da pena de multa o juiz deve atender, principalmente, à situação econômica do réu. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 2º - A pena privativa de liberdade aplicada, não superior a 6 (seis) meses, pode ser substituída pela de multa, observados os critérios dos incisos II e III do art. 44 deste Código.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)