5. Critérios de falha

Documentos relacionados
Along. (50mm) 25% Custo (aço + Frete + impostos) R$ 1450,00/ton

Eixos e árvores Projeto para flexão e torção fixa: critérios de falha. Aula 2. Elementos de máquinas 2 Eixos e árvores

ENSAIO DE FADIGA EM-641

UFJF - Professores Elson Toledo e Alexandre Cury MAC003 - Resistência dos Materiais II LISTA DE EXERCÍCIOS 03

4 Mecanismos de Fratura

O Fenômeno da Fadiga. Causa de falha mais comum (50%-90%) Normalmente falha súbita

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS CONTROLE DE QUALIDADE INDUSTRIAL Aula 03 TENSÃO

Relações entre tensões e deformações

Capítulo 4 Propriedades Mecânicas dos Materiais

CIDADE PASSO FUNDO INSTRUÇÕES GERAIS. a c d

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro PUC-Rio NECE. Experimento de ensino baseado em problemas. Módulo 01: Análise estrutural de vigas

Teste de tração - compressão

Dependendo da habilidade do material em deformar plasticamente antes da fratura, dois tipos de fratura pode ocorrer: Dúctil Frágil.

Propriedades mecânicas dos materiais

Capítulo 3: Propriedades mecânicas dos materiais

MECSOL34 Mecânica dos Sólidos I

Falhas. Fraturas. Tipos de fraturas: a) Fratura Dúctil b) Fratura moderadamente dúctil c) Fratura frágil

Propriedades dos Materiais Fadiga INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA PROGRAMA DE CIÊNCIA DOS MATERIAIS FADIGA

Critérios de falha. - determinam a segurança do componente; - coeficientes de segurança arbitrários não garantem um projeto seguro;

PROPRIEDADES MECÂNICAS DE

Principais propriedades mecânicas

Propagação de trincas por fadiga:

Conteúdo. Resistência dos Materiais. Prof. Peterson Jaeger. 3. Concentração de tensões de tração. APOSTILA Versão 2013


MECÂNICA DA FRATURA E FADIGA DOS MATERIAIS

Propriedades Geométricas de um seção Plana e Propriedades Mecânicas dos Materiais

Ensaio de Fluência. aplicação de uma carga/tensão constante em função do tempo e à temperaturas elevadas (para metais T > 0,4 T fusão)

CAPÍTULO II TEORIAS DE FALHA ESTÁTICA E DINÂMICA 2.1. TEORIA DE FALHA ESTÁTICA

Ensaios e propriedades Mecânicas em Materiais

Resistência dos Materiais I

Fundamentos da mecânica de fratura e suas potenciais. Falhas

COMPORTAMENTO MECÂNICO DOS MATERIAIS

Resistência dos Materiais Teoria 2ª Parte

Ensaio de Fluência. A temperatura tem um papel importantíssimo nesse fenômeno; Ocorre devido à movimentação de falhas (como discordâncias);

Critérios de Falha. Capítulo Introdução

Introdução à Mecânica da Fratura. Universidade de Brasília UnB Departamento de Engenharia Mecânica ENM Mecânica dos Materiais II

Teoria da Fratura Frágil

Objetivo do capítulo. O ensaio de tração e compressão

4 ENSAIO DE FLEXÃO. Ensaios Mecânicos Prof. Carlos Baptista EEL

FLUÊNCIA I. Generalidades II. Comportamento em Fluência deformação X tempo

Sumário. Introdução O conceito de tensão 1. Tensão e deformação Carregamento axial 49

MÓDULO 2: Propriedades mecânicas dos metais. Deformação elástica, Deformação plástica

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC MATERIAIS E SUAS PROPRIEDADES (BC 1105) ENSAIOS MECÂNICOS ENSAIOS DE TRAÇÃO E FLEXÃO

Capítulo 3 Propriedades Mecânicas dos Materiais

Propriedades dos Aços e sua Classificação

Nota de aula 9 - Estado Plano de Tensões - Resistência dos Materiais II

Projeto de Máquina para Ensaios de Fadiga

CONCEITOS PARA USO DO SOLIDWORKS SIMULATION

Introdução a Ciência dos Materiais Relação Microestrutura e Propriedade Deformação Elástica e Plástica

ESTRUTURAS METÁLICAS E DE MADEIRAS PROF.: VICTOR MACHADO

Movimentação de discordâncias

Resistência dos Materiais

Ensaios de materiais I - Ensaio de fadiga / Ensaio de impacto

COMPORTAMENTO MECÂNICO DOS POLÍMEROS 4

AULA 4 Materiais de Construção II

Resistência dos Materiais

Temperatura (T, 0 C)

Capítulo 2 Tração, compressão e cisalhamento

Ensaios Mecânicos dos Materiais

PROPRIEDADES MECÂNICAS I Fundamentos

Propriedades Mecânicas: O Ensaio de Tração Uniaxial

CONCEITOS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho

PROPRIEDADES FÍSICAS, QUÍMICAS E MECÂNICAS DOS MATERIAIS

Introdução à Mecânica da Fratura Linear Elástica. Aplicações ao Projeto Mecânico.

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS I Curso de Eletromecânica

1 Introdução 3. 2 Estática de partículas Corpos rígidos: sistemas equivalentes SUMÁRIO. de forças 67. xiii

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA ELEMENTOS FINITOS PARA ANÁLISE DE ESTRUTURAS

13 PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS

AULA 4 Materiais de Construção II

Falhas Por Fadiga FOTOS DE FALHAS 07/04/2013 ELEMENTOS DE MÁQUINAS. Notas de Aula: Prof. Gilfran Milfont AULAS PROF.

6 Resultado dos Ensaios de Caracterização Mecânica de Rocha

AULA 13: ESTADO DE TENSÕES E CRITÉRIOS DE RUPTURA. Prof. Augusto Montor Mecânica dos Solos

Carga axial. Princípio de Saint-Venant

Transição Dúctil-Frágil

UFABC - Universidade Federal do ABC. ESTO Mecânica dos Sólidos I. as deformações principais e direções onde elas ocorrem.

CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALDO DO DISTRITO FEDERAL

Ciências dos materiais- 232

Capítulo 5 Carga Axial

TECNOLOGIA DE CONTROLE NUMÉRICO DESGASTE DE FERRAMENTAS

ESTRUTURAS METÁLICAS E DE MADEIRAS PROF.: VICTOR MACHADO

Sistemas Estruturais. Prof. Rodrigo mero

Ensaios Mecânicos de Materiais. Compressão. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

Introdução ao estudo das Estruturas Metálicas

Caderno de Prova. Resistência dos Materiais. Universidade Federal Fronteira Sul. Edital n o 006/UFFS/ de maio. das 14 às 17 h.

Para análise e solução dos problemas mais importantes de engenharia de solos é necessário o conhecimento das características de resistência ao

ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais. Comportamento Mecânico dos Materiais Parte I

1º TESTE DE TECNOLOGIA MECÂNICA I Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial I. INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS DE FABRICO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC CENTRO DE ENGENHARIA, MODELAGEM E CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS MATERIAIS E SUAS PROPRIEDADES (BC 1105)

Caderno de Estruturas em Alvenaria e Concreto Simples

TÍTULO: CONFORMAÇÃO MECÂNICA DE PEÇAS METÁLICAS ESTUDO SOBRE ESTAMPAGEM

PMR 2202 Projeto 2 - Estampagem

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS DE SINOP FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGIAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL MECÂNICA DOS SÓLIDOS II

Transcrição:

5. Critérios de falha Determinam a segurança do componente. Coeficientes de segurança arbitrários não garantem projeto seguro. Compreensão clara do(s) mecanismo(s) de falha (modos de falha). Aspectos de confiabilidade. Relação custo benefício balanço. Modos de falha Por deslocamentos excessivos. Por oamento. Por fratura. Por critérios operacionais. Outros. Pergunta: Dado um projeto, com suas definições geométricas, material, carregamento e função definidos, o que constitui a falha deste projeto? Resistência dos Materiais Avançada

Falha por deslocamento excessivo Deflexão elástica sob equilíbrio estável. q F M Contato?? Normas: limitam deslocamentos máximos. Flambagem P cr u P Comportamento ideal P cr Coluna imperfeita P cr u Resistência dos Materiais Avançada

Snap-through P snap P P cr u trajetória instável u Amplitudes de vibração F(t) F(t) Resistência dos Materiais Avançada

Falha por oamento Escoamento à temperatura ambiente F Material Geometria Carregamento ε Escoamento? Projeta-se para que as tensões nos pontos críticos não ultrapassem. Escoamento à altas temperaturas (creep) Falha por fratura Fratura de materiais frágeis Fratura por dontinuidade geométrica (trinca) Fratura progressiva (fadiga) Falha por critérios operacionais Falha por outras razões (corrosão, abrasão etc.). Resistência dos Materiais Avançada 4

Critérios de falha para início do oamento Superfície de oamento: O estado de tensões em um ponto pode ser rito em termos de suas tensões principais (,, ). O material não pode ultrapassar. Então deve existir uma função do tipo: f(,,, ) que permita verificar se o oamento ocorreu. A função f, em um espaço,, é denominada superfície de oamento (superfície de falha). Fatores fenomenológicos do oamento Materiais dúcteis. A tensão cisalhamento desempenha o papel mais importante para o início do oamento ocorrer. Critérios mais comuns: Teoria da máxima tensão cisalhante - TMTC (Tra, Saint Venant e Coulomb). Teoria da máxima energia de distorção - TMED (Hencky, von Mises e Huber). Resistência dos Materiais Avançada 5

Teoria da máxima tensão cisalhante - TMTC Faz uso do fato da tensão cisalhante desempenhar o papel principal. Deve ser aplicada a materiais dúcteis. Quando a tensão de cisalhamento máxima no ponto crítico do componente atingir o mesmo valor da tensão de cisalhamento máxima do corpo de prova no momento do seu oamento, então também o oamento do componente iniciará, naquele ponto. Durante o ensaio de tração, no momento que o oamento se inicia: τ τ max o 9 ε τ max xx τ min Resistência dos Materiais Avançada 6

No componente analisado, o estado de tensões é mais complexo. Duas situações possíveis: A e têm o mesmo sinal: B e têm sinais opostos: τ τ max τ τ max τ min τ min Caso A : Caso B : τ max ou τ max τmax Para que não haja oamento τ max, logo: ou Resistência dos Materiais Avançada 7

Graficamente: + Seguro Inseguro + Teoria da máxima energia de distorção - TMED Também faz uso do fato da tensão cisalhante desempenhar o papel principal. Deve ser aplicada a materiais dúcteis. Quando a energia de distorção no ponto crítico do componente atingir o mesmo valor da energia de distorção do corpo de prova no momento do seu oamento, então também o oamento do componente iniciará, naquele ponto. Energia em lugar de tensão. Resistência dos Materiais Avançada 8

O tensor tensão [] sempre pode ser decomposto em duas partes, uma hidrostática (esférica) e outra desviadora (de distorção) : xx + yy + zz + + I (tensão hidrostática) [ ] + [ ] h [ ] d Parcela hidrostática (volume) Parcela de distorção (forma) A energia de deformação específica: U E ν ( + + ) ( + + ) E Dividindo U em duas parcelas: h d U U + U U h é a energia de deformação específica hidrostática Volume U d é a energia de distorção (desviadora) específica Forma U U h d ν 6E G U d real ( + + ) [( ) + ( ) + ( ) ] G [( ) + ( ) + ( ) ] Resistência dos Materiais Avançada 9

No ensaio de tração, apenas xx : ε U E U U h d xx E ν 6E 6G Logo, nomomento que o oamento do corpo de prova inicia: U d ensaio 6 G Pela TMED: d U U real d ensaio No momento que isto ocorrer, inicia-se o oamento Resolvendo: ( ) + ( ) + ( ) ou: eq Tensão equivalente de von Mises Resistência dos Materiais Avançada

Caso D: eq ( ) + ( ) + ( ) ( ) + ( ) + ( ) + ( τ + τ + τ ) eq xx yy yy zz zz xx 6 xy yz xz Caso D: eq + eq xx + yy xx yy + τ xy Graficamente: + Seguro Inseguro + Resistência dos Materiais Avançada

Critérios de falha para ruptura Fatores fenomenológicos da ruptura Materiais frágeis. A tensão normal desempenha o papel mais importante para a ruptura ocorrer (ou propagar). Materiais frágeis comumente apresenta maior resistência à compressão. Critérios mais comuns: Teoria da máxima tensão normal - TMTN (Rankine). Outros (Mohr-Coulomb, Mohr modificado, etc. Teoria da máxima tensão normal - TMTN Faz uso do fato da tensão normal desempenhar o papel principal na abertura e propagação de trincas. Deve ser aplicada a materiais frágeis. Quando a tensão principal no ponto crítico do componente atingir o mesmo valor da tensão de ruptura do corpo de prova, então também a ruptura do componente iniciará (propagará), naquele ponto. Resistência dos Materiais Avançada

Durante o ensaio de tração, no momento que a ruptura ocorre: τ rup ε xx rup Comportamentos diferentes à tração e à compressão: + rup τ ε rup xx rup Ensaio de compressão xx + rup Ensaio de tração Resistência dos Materiais Avançada

Logo: + rup ou rup Graficamente: + rup Seguro Inseguro rup + rup Se + rup rup : rup Comparação entre as teorias rup + Ferro fundido Aço Cobre Alumínio + rup Resistência dos Materiais Avançada 4

Qual a τ max que inicia o oamento? rup + Ponto A (TMTC): τ max Ponto B (TMED): τ max A B + rup diagonal de cisalhamento ( ) Superfícies de oamento - caso D n r n r faz o mesmo ângulo com os eixos. Resistência dos Materiais Avançada 5

Escoamento à altas temperaturas - Creep Temperatura maior que a de recristalização. O encruamento sofrido pelo material não é permanente. Limita-se a deformação máxima por unidade de tempo (resistência ao creep). Pode levar a falha sob cargas baixas. Fratura Ao contrário da falha por oamento, a falha por fratura pode ocorrer de diferentes formas. A transição dúctil-frágil não é bem definida. O processo de fratura envolve duas fases: (a) Iniciação da trinca. (b) Propagação da trinca. Resistência dos Materiais Avançada 6

Ocorre de três formas básicas: Modo I (Opening) Modo II (Sliding) Modo III (Tearing) A superposição de modos pode ser usada em casos mais gerais. O Modo I é o mais importante: o aumento da resistência a este modo melhora também a dos demais modos. Fator de intensidade de tensões: K (tensão/comprimento / ) comprimento da trinca tensão média K K K I II III Mede as tensões na vizinhança da raiz da trinca (a tensão na raiz da trinca é infinita). Resistência dos Materiais Avançada 7

Quando a trinca atinge uma dimensão crítica, o componente perde sua capacidade de suportação de carga e o colapso ocorre. Testes de resistência à fratura frágil - Determinação de K c (ASTM): K IC Fadiga de alto ciclo (N> 6 ) Definição: Falha do componente após um número de ciclos de tensão alternante com valor abaixo da tensão de ruptura do material. Fratura progressiva Fadiga à temperatura ambiente. Fadiga sob temperatura. Fadiga sob corrosão. Resistência dos Materiais Avançada 8

Trincas subcríticas: falhas microscrópicas sempre presentes relacionadas à rugosidade superficial. Sob certas condições, as trincas subcríticas podem se tornar microtrincas, e estas então crerem até se tornarem macrotrincas. ± F Estágio I t Estágio II Muitas vezes a macrotrinca já existe: Região encruada Logo, sucessivas deformações plásticas inicial a fadiga. Materiais frágeis são muito pouco suscetíveis ao fenômeno da fadiga. Resistência dos Materiais Avançada 9

Ensaio de fadiga: Tração-compressão (push-pull): ± F ± x F A Flexão rotativa (rotating bending): ± F ± x Md I Definições do carregamento alternante: max a m min a t Resistência dos Materiais Avançada

Curva N ( a ) : am [Mpa] 6 5 4 Alumínio 4-T4 Aço inox 8Cr 9Ni Aço SAE5 4 5 6 7 8 9 N Efeito da tensão média: a Sodeberg: Gerber: a m am + a m + am max am Goodman: a m + am max max m Resistência dos Materiais Avançada

Exemplo: 45. rup 45 6 MPa MPa Curva de Whöler:. a a 4 5 8 5 5. 8 5 55. 55 6 7 E+4 E+5 E+6 E+7 N. 5.. 45. 6. m Outros aspectos importantes na fadiga: Tensão média variável. Amplitude de tensão variável. Baixo ciclo. Cargas aleatórias Resistência dos Materiais Avançada

Coeficiente de segurança Levam em conta aspectos que não podem ser determinados/detectados. Definição geral: máximosuportado sobrecarga deprojeto n máximoaplicado carga normal K Não deve ser arbitrário. Fatores a serem considerados: Grau de incerteza do carregamento. Grau de incerteza da resistência do material. Incerteza da relação carga resistência. Consequências da falha (humanas ou econômicas). Custo associado a altos coeficientes de segurança. Confiabilidade (teoria da interferência) Propriedades estatísticas do material e da resistência. Resistência dos Materiais Avançada

No oamento/ruptura: P : Ponto de projeto O P A B ( rup ) C OA n TMTC OP OB n TMED OP ( rup ) linha de carregamento OC n TMTC OP Para outros tipos de falha: Levar em conta o tipo de problema: Estático Dinâmico Impacto etc. Levar em conta o mecanismo de falha: Escoamento, Fratura, Fadiga Flambagem, Deslocamento, velocidade, aceleração, etc. Resistência dos Materiais Avançada 4