RESPOSTA RÁPIDA 247/2014



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Transcrição:

RESPOSTA RÁPIDA 247/2014 SOLICITANTE NÚMERO DO PROCESSO DATA TEMA Dra. Herilene de Oliveira Andrade Juíza de Direito da Comarca de Itapecerica 0335.14.000907-7 13/05/2014 Travatan para tratamento de glaucoma e Systane Ao NATS, Solicito parecer acerca do(s) insumo(s) em uso pela parte autora quanto ao fornecimento e substituibilidade, no prazo de quarenta e oito horas, conforme documentos médicos que seguem anexo. Atenciosamente, Herilene de Oliveira Andrade Juíza de DireitoComarca de Itapecerica SOLICITAÇÃO Segundo relatório médico apresentado, a paciente é portadora de glaucoma, necessitando o uso dos medicamentos supracitados. 1

Esclarecimentos sobre a doença glaucoma. O glaucoma é uma neuropatia óptica com repercussão característica no campo visual, cujo principal fator de risco é aumento da pressão intraocular (PIO) e cujo desfecho principal é cegueira irreversível. Essa doença afeta mais de 67 milhões de pessoas no mundo, das quais 10% são cegas. O tratamento clínico é tópico e semelhante nas diferentes formas de glaucoma. O objetivo primário do tratamento de glaucoma é a redução da PIO. Resposta Medicamentos disponíveis no SUS para o tratamento de glaucoma Portaria 1.279 de 2013. Os análogos das prostaglandinas são os medicamentos mais recentes para o tratamento clínico do glaucoma. São derivados da prostaglandina F2alfa. Os três principais representantes dessa classe são a latanoprosta e a travoprosta, análogos das prostaglandinas, e a bimatoprosta, representante das prostamidas. Essa classe de medicamentos é a de maior efeito hipotensor no tratamento dos doentes de glaucoma. É utilizada em dose única noturna, pois a maioria dos estudos demonstra superioridade em relação à dose única matinal. Fármacos contemplados na Portaria 1.279/ 2013. - Timolol: solução oftálmica a 0,5%. - Dorzolamida: solução oftálmica a 2%. - Brinzolamida: suspensão oftálmica a 1%. - Brimonidina: solução oftálmica a 0,2%. - Latanoprosta: solução oftálmica a 0,005%. - Travoprosta: solução oftálmica a 0,004%. - Bimatoprosta: solução oftálmica a 0,03%. - Pilocarpina: solução oftálmica a 2%. - Acetazolamida: comprimido de 250 mg. - Manitol: solução intravenosa a 20% Termo de esclarecimento e responsabilidade - TER É obrigatória a informação ao paciente ou a seu responsável legal dos 2

benefícios, potenciais riscos e efeitos colaterais ao uso dos medicamentos preconizados neste Protocolo. O TER é obrigatório ao se prescrever medicamento do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. Regulação do acesso assistencial definido na Portaria 1279/2013: Parágrafo único. O Protocolo, objeto desta Portaria, que contém o conceito geral do glaucoma, critérios diagnósticos, critérios de inclusão e de exclusão, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação, é de caráter nacional e deve ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na regulação do acesso assistencial, autorização, registro e ressarcimento dos procedimentos correspondentes. Art. 3º Os gestores estaduais, distrital e municipais do SUS, conforme sua competência e pactuações, deverão estruturar a rede assistencial, definir os serviços referenciais e estabelecer os fluxos para o atendimento dos indivíduos com a doença em todas as etapas descritas no Anexo desta Portaria. A Portaria SAS/MS nº 1279, de 19 de novembro de 2013 a regula o fornecimento de medicamento para o tratamento do glaucoma pelo SUS. O Ministério da Saúde e as secretarias de saúde não fornecem diretamente os colírios, pois o fornecimento desses medicamentos não se dá por meio de programas de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), como o da farmácia básica e o do componente especializado da assistência farmacêutica (excepcionais e estratégicos) e sim diretamente pela Unidade de Assistência Oftalmológica habilitada no Projeto Glaucoma. Estas unidades prescrevem, conforme descrito no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Atenção ao Portador de Glaucoma (Anexo da Portaria SAS/MS nº 1279/2013): a Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 1.279, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2013. PROTOCOLO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA TRATAMENTO DE GLAUCOMA. DISPONÍVEL EM http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2013/prt1279_19_11_2013.html 3

O paciente deve ser encaminhado para uma Unidade de Assistência Oftalmológica habilitada no Projeto Glaucoma para tratamento. O município de residência do paciente deverá, através do Tratamento Fora de Domicilio (TFD), encaminhar o paciente para o município que tem uma Unidade de Assistência Oftalmológica habilitada no Projeto Glaucoma. As seguintes cidades em Minas Gerais apresentaram produção para tratamento do Glaucoma na Tabela do SIS-SUS: Almenara, Belo Horizonte, Betim, Contagem, Divinópolis, Governador Valadares, Itabira, Janaúba, Juiz de Fora, Montes Claros, Passos, Pirapora, Ponte Nova, Uberaba. Sobre os medicamentos Travatan É um colírio cujo princípio ativo é a travoprosta, um derivado sintético da prostaglandina, indicado para o tratamento do glaucoma. É fornecido pelo SUS, conforme Portaria 1.2979/2013, traz o Anexo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Atenção ao Portador de Glaucoma. Systane O medicamento Systane é um lubrificante oftálmico que contem hydroxipropil guar 8A, polietilenoglicol 400, ácido bórico, propilenoglicol, sorbitol, cloreto de sódio, cloreto de potássio, poliquaternium-1, aminometilpropanol, hidróxido de sódio e/ou ácido clorídrico e água purificada. Não é tratamento específico para glaucoma e não está contemplado no Protocolo e diretrizes para tratamento do glaucoma, Portaria 1.279/2013. Conclusão: O medicamento Travatan está contemplado nas diretrizes do SUS para tratamento de glaucoma. 4

O medicamento Systane não é específico para tratamento de glaucoma e não ficou claro o motivo de sua prescrição nesse contexto. Sendo assim, o medicamento necessário para o tratamento da doença descritano relatório médico, Travatan, é disponibilizado no SUS. A paciente deve ser encaminhada para uma unidade de Assistência Oftalmológica habilitada no Projeto Glaucoma para tratamento. 5