RESOLUÇÃO N. TC-03/2003



Documentos relacionados
REGIMENTO DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA DO IF SUDESTE DE MINAS GERAIS CAPÍTULO I

PROVIMENTO Nº 20/2009

RESOLUÇÃO Nº. 199 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013

ESTADO DE PERNAMBUCO TRIBUNAL DE CONTAS

PORTARIA Nº DE 15 DE JULHO DE A PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO, no uso de suas atribuições legais e regimentais,

LEI MUNICIPAL Nº 1191/2015, de

EDUARDO BRAGA Governador do Estado

PROJETO DE LEI Nº 004/2013. O Prefeito Municipal de Governador Lindenberg ES, Estado do Espírito Santo apresenta o presente projeto de lei;

CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE PARNAMIRIM Casa Antônio Lustosa de Oliveira Cabral CNPJ n.º /

RESOLUÇÃO N 83/TCE/RO-2011

ASSUNTO. Estrutura da Auditoria Interna (AUDIN) TÍTULO ΙΙ DISPOSIÇÕES GERAIS

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DE GUARAPARI / ES IPG

INSTRUÇÃO CONJUNTA Nº 1, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2008

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Aripuanã

RESOLUÇÃO Nº 313 DE 02 DE DEZEMBRO DE 2013.

I sob o enfoque contábil: Modelo de Projeto de Lei de Controle Interno Controladoria e Auditoria

LEI N 280 DE 18 DE SETEMBRO DE 2007

Associação Matogrossense dos Municípios

RESOLUÇÃO nº08/2005. Art. 4º. A Ouvidoria será exercida por um Ouvidor, escolhido, de comum acordo, pela

Brasileira (UNILAB).

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14/2011

1ª PARTE LEIS E DECRETOS 2ª PARTE ATOS ADMINISTRATIVOS COMANDANTE DO EXÉRCITO

REGIMENTO INTERNO AUDITORIA INTERNA DA UNIFEI. CAPÍTULO I Disposições Preliminares

RIO GRANDE DO NORTE LEI COMPLEMENTAR Nº 411, DE 08 DE JANEIRO DE 2010.

Associação Matogrossense dos Municípios

A- SUBPROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA JURÍDICA ATO NORMATIVO Nº 786/2013-PGJ, DE 16 DE SETEMBRO DE 2013 (Protocolado nº /09)

PODER JUDICIÁRIO. PORTARIA Nº CF-POR-2012/00116 de 11 de maio de 2012

INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 01, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2004.

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIMOSO DO SUL GABINETE DA PREFEITA

ATO NORMATIVO Nº 006 /2007

RESOLUÇÃO Nº 08/2013 *******************************

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA

LEI DELEGADA Nº 15, DE 18 DE MARÇO DE 2003.

ANEXO ÚNICO RESOLUÇÃO CRM-SC N 166, DE 16/8/2015 DESCRIÇÃO DAS ATRIBUIÇÕES E REQUISITOS PARA A OCUPAÇÃO DO CARGO DE CONTADOR

RESOLUÇÃO TC n 227, DE 25 DE AGOSTO DE 2011 Publicação: D.O.E: Republicação: D.O.E: Republicação: D.O.E:

RESOLUÇÃO *Nº 005/2008. O PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS faz saber que o

ATO NORMATIVO Nº 005/2013

SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL PORTARIA Nº 634, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2013.

-0> INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 65, DE 30 DE OUTUBRO DE 2012.

1 Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães ESTADO DA BAHIA

CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS

I - Técnico de Apoio Fazendário e Financeiro, integrando a categoria funcional de Profissional de Apoio Operacional;

1. COMPETÊNCIAS DAS DIRETORIAS

Rua Ulisses Caldas, 81 - Centro - Natal/RN (55)xx

REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO FACULDADE SUMARÉ

PORTARIA Nº 1.849, DE 23 DE SETEMBRO DE 2005

DECRETO N DE 05 DE MARÇO DE 1990

O CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ aprovou e eu, Reitora em exercício, sanciono a seguinte Resolução:

Associação Matogrossense dos Municípios

Questão de auditoria Informações Requeridas Fontes de Informação Procedimentos Possíveis Achados

CARGO: PROFESSOR Síntese de Deveres: Exemplo de Atribuições: Condições de Trabalho: Requisitos para preenchimento do cargo: b.1) -

Estado do Rio Grande do Sul MUNICÍPIO DE CAPÃO DO CIPÓ Gabinete do Prefeito Municipal LEI MUNICIPAL Nº 698, DE 30 DE OUTUBRO DE 2013.

RESOLUÇÃO nº 076 de 13 de setembro de 2012

nas técnicas de trabalho desenvolvidas no âmbito do Controle Interno do Poder Executivo, denominadas de auditoria e fiscalização.

CAPÍTULO III DA REESTRUTURAÇÃO

VI CONGRESSO CATARINENSE DE MUNICÍPIOS FDERAÇÃO CATARINENSE DE MUNICÍPIOS - FECAM DEZEMBRO

RESOLUÇÃO N 002, DE 11 DE OUTUBRO DE 1991, DA CONGREGAÇÃO.

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 66, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2012.

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 83, DE 4 DE MARÇO DE 2015.

o artigo 13, VIII do Estatuto da UEPG;

ATO NORMATIVO Nº 021/2014

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 77, DE 18 DE MARÇO DE 2014.

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

RESOLUÇÃO Nº. 62, DE 27 DE ABRIL DE 2009

Controle Interno do Tribunal de Contas da União

SUMÁRIO. Apresentação. I. Portarias da Diretoria de Administração e Gestão... 05

RESOLUÇÃO Nº 022/2011, DE 28 DE ABRIL DE 2011 CONSELHO UNIVERSITÁRIO UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS UNIFAL-MG

Medida Provisória nº de de 2008

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO REGIMENTO INTERNO DO DEPARTAMENTO DE GESTÃO DE PESSOAS DA UFRRJ

CONSELHO SUPERIOR DA JUSTIÇA DO TRABALHO ATO CSJT.GP.SG Nº 103, DE 21 DE MARÇO DE 2014.

RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 06, DE 22 DE DEZEMBRO DE financeiro de A Presidenta da Câmara Municipal de Vereadores de Quevedos, Estado do Rio

REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA

*LEI COMPLEMENTAR Nº 283, DE 9 DE DEZEMBRO DE 2004.

O CONTROLE INTERNO E A AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL: DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS

RESOLUÇÃO T.C. Nº 16, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2012.

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO UNIVERSITÁRIO R E S O L U Ç Ã O :

Atribuições do órgão conforme a Lei nº 3.063, de 29 de maio de 2013: TÍTULO II DAS COMPETÊNCIAS DOS ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA

RESOLUÇÃO Nº 506, DE 28 DE JUNHO DE 2013

ANTEPROJETO DE REGIMENTO GERAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS UFAL (Sob apreciação do MEC para fins de homologação) Título II Da estrutura

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO UNIVERSITÁRIO

Resolução nº 12/2011, de 17 de novembro de 2011 D.O.E. de 22 de novembro de 2011

Controladoria Geral da União - Regional Santa Catarina

Decreto nº , de 20 de janeiro de 2011.

A PREFEITA DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM

CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS DIRETORIA LEGISLATIVA

Tópico: Plano e Estratégia. Controle interno e risco de auditoria

R E S O L U Ç Ã O. Fica alterado o Regulamento de Estágio Supervisionado do Curso de Psicologia, do. São Paulo, 26 de abril de 2012.

ICKBio MMA MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

Transcrição:

RESOLUÇÃO N. TC-03/2003 Reorganiza o Sistema de Controle Interno do Tribunal de Contas do Estado e dá outras providências. O TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 61, c/c o art. 83, III, da Constituição Estadual e art. 119 da Lei Complementar n. 202, de 15 de dezembro de 2000, com a redação da Lei Complementar n. 246, de 09 de junho de 2003, RESOLVE: Art. 1º. O Sistema de Controle Interno do Tribunal de Contas do Estado tem por objetivo assegurar a eficiência, eficácia e efetividade da gestão administrativa, com as finalidades, atividades, organização e competências estabelecidas nesta Resolução. CAPITULO I DAS FINALIDADES Art. 2º. O Sistema de Controle Interno do Tribunal de Contas do Estado tem as seguintes finalidades: I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas e do orçamento do Tribunal; II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficiência, eficácia e à efetividade da gestão orçamentária, financeira e patrimonial do Tribunal; III - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

CAPÍTULO II DAS ATIVIDADES Art. 3º. O Sistema de Controle Interno do Tribunal compreende o conjunto das atividades relacionadas: I a salvaguarda e controle dos ativos, com base nos registros e controles contábeis; II à determinação de subordinações, competências e à execução dos controles administrativos; III ao cumprimento das rotinas dos controles acima mencionados, bem como das normas legais e técnicas pertinentes; IV à fiscalização da eficiência dos mecanismos de controles existentes. CAPITULO III DA ORGANIZAÇÃO níveis: Art. 4º. O Sistema de Controle Interno será organizado e estruturado em dois I - Auditoria Interna; II - Órgãos de Apoio Técnico e Administrativo. SEÇÃO I DA AUDITORIA INTERNA Art. 5º. A Auditoria Interna, subordinada diretamente ao Presidente, tem por finalidade assessorá-lo na supervisão da correta gestão orçamentária, financeira e patrimonial do Tribunal, sob os aspectos da legalidade, legitimidade, economicidade, eficiência, eficácia, publicidade e transparência.

Art. 6º. Compete à Auditoria Interna: I - realizar inspeções e auditorias para verificar a legalidade e legitimidade dos atos e avaliar os resultados; II - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual e nos programas de trabalho constantes do orçamento do Tribunal; III - certificar, nas contas do Tribunal, anualmente, a gestão dos responsáveis por bens e dinheiros públicos; IV - avaliar e assinar os Relatórios de Gestão Fiscal emitidos pelo Tribunal; V - orientar os gestores da administração do Tribunal no desempenho de suas funções e responsabilidades; VI - zelar pela qualidade e pela independência do sistema de controle interno; VII - elaborar e submeter previamente ao Presidente do Tribunal a programação anual de auditoria interna; VIII - apoiar o controle externo mediante o fornecimento de informações e dos resultados das ações da Auditoria Interna; IX - cientificar o Presidente do Tribunal de Contas do Estado em caso de ilegalidade ou irregularidade constatadas, propondo medidas corretivas; X - exercer outras atividades inerentes à sua finalidade. Parágrafo Único. As atividades de controle interno serão exercidas prévia, concomitante e posteriormente aos atos controlados, conforme sua natureza. Art. 7º. Os trabalhos realizados pela Auditoria Interna serão consignados em Relatórios contendo as observações e constatações feitas, bem como opinião conclusiva e sintética sobre falhas, deficiências, áreas críticas que mereçam atenção especial e outras questões relevantes, dando-se ciência ao Presidente do TCE/SC. Parágrafo Único. A ocorrência de irregularidade que origine a comunicação de que trata o inciso IX do artigo 6º desta Resolução ensejará adoção de providências

visando à instauração da tomada de contas especial, nos termos da Instrução Normativa n. TC-01/2001. Art. 8º. A Auditoria Interna será exercida por servidores ocupantes de cargo de provimento efetivo do Quadro de Pessoal do Tribunal de Contas, que não estejam em estágio probatório, com habilitação profissional, preferencialmente, nas áreas de Ciências Contábeis, Direito e Administração. Parágrafo Único. O Presidente designará, dentre os servidores na Auditoria Interna, um Coordenador que será responsável pelo fiel cumprimento das leis e regulamentos pertinentes e pelo funcionamento eficiente e coordenado do sistema, devendo, ainda: I - instruir e dirigir adequadamente os membros da equipe na execução dos trabalhos e no cumprimento do plano de auditoria; II - promover a participação dos membros da equipe na elaboração do plano de trabalho; III - contribuir para a profissionalização e aperfeiçoamento dos membros da equipe. Art. 9º. É vedado aos servidores lotados na Auditoria Interna divulgar informações e fatos de que tenham tido conhecimento, em razão de suas atribuições. SEÇÃO II DOS ÓRGÃOS DE APOIO TÉCNICO E ADMINISTRATIVO Art. 10. Os Órgãos de Apoio Técnico e Administrativo são unidades técnicoadministrativas subordinadas à Diretoria Geral de Planejamento e Administração e têm por finalidade dar suporte administrativo aos órgãos que integram a estrutura organizacional do Tribunal.

Art. 11. Os Órgãos de Apoio Técnico e Administrativo, no que tange ao controle interno, têm as seguintes responsabilidades: I exercer o controle, através dos diversos níveis de chefia, objetivando o cumprimento dos programas, objetivos e metas estabelecidos no Plano Plurianual e na Lei Orçamentária, e à observância da legislação e normas que orientam suas atividades específicas; II manter registro de suas operações e adotar manuais e fluxogramas para espelhar as rotinas e procedimentos que consubstanciam suas atividades; III propor a expansão e o aprimoramento do processamento eletrônico de dados, com a finalidade de agilizar as operações, organizar a base de dados e agregar informações necessárias à decisão gerencial. Art. 12. As atividades de administração orçamentária, financeira e patrimonial, além de outras atividades administrativas (planejamento, organização, direção e controle) comuns a todos os órgãos da Instituição, serão organizadas de forma sistêmica e ficam, conseqüentemente, sujeitas à orientação técnica da Auditoria Interna, sem prejuízo do acompanhamento e controle próprios dos Órgãos de Apoio Técnico e Administrativo e do controle administrativo inerente a cada Titular, que devem ser exercidos em todos os níveis. CAPITULO II DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 13. A Auditoria Interna terá acesso a todas as informações, documentos e outros elementos inerentes ao exercício de suas atribuições. Parágrafo Único. Quando a documentação ou informação prevista neste artigo envolver assuntos de caráter sigiloso, deverá ser dado tratamento especial de acordo com o estabelecido em regulamento próprio.

Art. 14. A Auditoria Interna poderá contar com o apoio de outros Órgãos Auxiliares integrantes da estrutura organizacional do Tribunal quando o assunto requerer conhecimento especializado diverso das áreas de atuação dos seus membros. Art. 15. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogada a Resolução n. TC-04/96. Florianópolis, em 13 de agosto de 2003. PRESIDENTE Salomão Ribas Junior RELATOR Otávio Gilson dos Santos Luiz Suzin Marini Moacir Bertoli Wilson Rogério Wan-Dall Luiz Roberto Herbst José Carlos Pacheco FUI PRESENTE PROCURADOR César Filomeno Fontes Este texto não substitui o DOE de 15.8.2003