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Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. SECRETARIA DE POLÍTICA AGRÍCOLA PORTARIA Nº 22, DE 8 DE JULHO DE 2013

Transcrição:

DIREÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA E PESCAS DO CENTRO DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE DESENVOLVIMENTO AGROALIMENTAR, RURAL E LICENCIAMENTO DIVISÃO DE APOIO À AGRICULTURA E PESCAS ENSAIO DE APLICAÇÃO DE BIOESTIMULANTES NA CULTURA DO ARROZ 2017

Parceiros: Cadubal, Lusosem, Jovagro/Daymsa, Alltech, ADP Fertilizantes, EDAF/Plant Health Care, EDYPRO/Cooperativa Agrícola de Soure, Syngenta, Bayer CropScience, Cooperativa Agrícola de Montemor-o-Velho, e Associação de Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego 1 Objectivos Avaliar o comportamento agronómico e a produção obtida Determinar o rendimento industrial e a biometria Avaliar o efeito dos produtos aplicados na cultura do arroz 2 Delineamento O ensaio foi delineado em blocos casualizados, com 8 tratamentos (1 testemunha e 7 modalidades diferentes) e 3 repetições. A área de cada talhão foi de 100 m 2 (4 m x 25 m). Por ser a variedade de referência no Baixo Mondego, o ensaio foi instalado com Ariete. As modalidades, os produtos e as doses a aplicar foram: Nº 1: T0 Testemunha Nº 2: T1 0,5 lt KELPAK/100 kg de semente Nº 3: T2 0,6 lt IMPROGRAIN/ha (afilhamento) + 0,6 lt IMPROGRAIN/ha (emborrachamento) Nº 4: T3 1,5 lt PROFERTIL/100 kg de semente, restantes aplicações juntamente com o(s) herbicida(s) (3 lt/ha) Nº 5: T4 2,0 lt KELPAK/ha (afilhamento) Nº 6: T5 14 g PROACT AA/100 kg de semente + 100 g PROACT AA/ha, com o(s) herbicida(s) Nº 7: T6 1 lt ROOT RICE/100 kg de semente + 5 lt EDYFRUIT/ha, com o 1º herbicida Nº 8: T7 0,5 lt KELPAK/100 kg de semente + 2,0 lt KELPAK/ha (afilhamento) 4 Esquema do ensaio N 3 8 6 1 5 7 2 4 T2 T7 T5 T0 T4 T6 T1 T3 3ª Repetição 301 302 303 304 305 306 307 308 5 7 2 8 3 1 4 6 2ª Repetição T4 T6 T1 T7 T2 T0 T3 T5 201 202 203 204 205 206 207 208 25 m 1 2 3 4 5 6 7 8 1ª Repetição T0 T1 T2 T3 T4 T5 T6 T7 101 102 103 104 105 106 107 108 4 m 2

5 Análise de solo ph (H 2 O) Análise sumária M.O. (%) P 2 O 5 (ppm) K 2 O (ppm) 6,0 2,60 151 116 6 Dados meteorológicos de Montemor-o-Velho Precipitação (mm) 120 T (º C) 30 100 25 80 20 60 15 40 20 Precipitação Temp. máx. média Temp. mín. média 10 5 0 Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro 0 Média da temperatura máxima e da temperatura mínima e precipitação total registados pela Estação Meteorológica Automática de Montemor-o-Velho, em 2017 7 Itinerário tecnológico Data Operação Quantidade 19/4 Adubação de fundo 15-15-15 330 kg/ha (50 unid. N/ha) 24/4 Aplicação de herbicida Oxadiazão (s.a.) 1,05 lt/ha 11/5 Sementeira 200 kg/ha T 6 160 Kg/ha 31/5 Aplicação de herbicida Viper Max 3 lt/ha 16/6 Aplicação de herbicida Bentazona (s.a.) 4 lt/ha afilhamento Adubação de cobertura Yara Vera Amidas (40% N) 125 kg/ha (50 unid. N/ha) emborrachamento Aplicação de fungicida Ortiva c/ Sticman 1 lt/ha + 200 ml/400 l água 3

8 Maneio da água O canteiro foi drenado em 3 fases, sendo a primeira após a germinação do arroz e as restantes ocorreram antes das aplicações dos herbicidas de pós emergência. II RESULTADOS DO ENSAIO 1 - Algumas características agronómicas observadas durante o ciclo da cultura Vigor ao nascimento Afilhamento Emborrachamento (nº dias) Espigamento (nº dias) Ciclo vegetativo (nº dias) Resistência acama piricularia Bom Bom 81 86 122 MS/MR MS MS medianamente sensível MR medianamente resistente Em termos agronómicos a variedade que esteve no ensaio manteve um comportamento homogéneo nas várias modalidades, não evidenciado diferenças significativas entre as mesmas, incluindo a testemunha. 2 - Parâmetros de produção para cada uma das modalidades Modalidade Produtividade à colheita Humidade kg/ha Tamanho da planta (cm) Panículas colmo panícula total nº/m 2 peso (g/m 2 ) Peso 1000 grãos (g) T 0 7.433,14 22,3 72,27 12,27 84,53 709 856,80 24,42 T 1 7.538,51 22,7 73,03 12,40 85,43 665 772,93 24,57 T 2 7.435,33 21,7 73,40 12,37 85,77 671 810,93 24,81 T 3 7.958,37 22,4 73,70 12,17 85,87 643 906,40 25,54 T 4 7.482,18 21,5 72,30 12,03 84,33 614 815,27 25,20 T 5 7.955,05 22,0 71,53 12,27 83,80 699 930,33 25,05 T 6 7.784,95 21,6 72,47 13,07 85,53 690 865,13 24,98 T 7 7.774,55 22,4 72,37 12,50 84,87 674 916,33 25,13 Média 7.670,26 22,08 72,63 12,38 85,02 671 859,27 24,96 Desvio padrão 224,34 0,44 0,70 0,31 0,75 31 56,44 0,36 A produtividade média do ensaio foi de 7.670 kg/ha; as modalidades T 3 (PROFERTIL), T 5 (PROACT AA), T 6 (ROOT RICE + EDYFRUIT) e T 7 (KELPAK semente e herbicida) superaram aquele valor atingindo 7.958 kg/ha, 7.955 kg/ha, 7.784 kg/ha e 7.774 kg/ha, respectivamente. 4

No entanto, comparando as produtividades das modalidades T 1 a T 7 com T 0 verifica-se que todas produziram mais que a testemunha (7.433 kg/ha). As modalidades T 3 e T 4 alcançaram os valores mais altos em termos do peso de 1000 grãos, sendo que estas e as modalidades T 3 a T 7 apresentaram valores superiores à testemunha (24,42 g) e à média do ensaio (24,96 g). Gráfico 1 Produtividades do ensaio (Kg/ha) 8000 7900 7800 7700 7600 7500 7400 7300 7200 7100 (kg/ha) 7.958 Média: 7.670 kg/ha Média do ensaio 7.539 7.433 7.435 7.482 7.955 7.785 7.775 T0 T1 T2 T3 T4 T5 T6 T7 Modalidades Relativamente ao peso das panículas/m 2 foram as mesmas modalidades T 3, T 5, T 6 e T 7 a superarem a testemunha e a média do ensaio (859, 27 g/m 2 ). Pelo contrário, o nº de panículas/m 2 foi maior na testemunha que nas restantes modalidades. Gráfico 2 Número e peso de panículas por m 2 (nº /m2 ) 7 20 7 09 7 00 6 80 6 60 6 40 6 20 6 00 5 80 5 60 6 65 Média: 859,27 g/m 2 85 6, 80 90 6, 40 77 2,93 8 10,9 3 6 71 6 43 6 14 Legenda: - nº de panículas/m 2 peso panículas/m 2 (g/ m2) 1. 00 0 9 30,3 3 9 16,3 3 8 65,1 3 90 0 69 9 8 15,2 7 6 9 0 67 4 80 0 70 0 Média: 671 panículas/m 2 T0 T1 T2 T3 T 4 T 5 T 6 T 7 Mo dalidades 60 0 50 0 40 0 30 0 20 0 10 0 0 5

O comprimento da panícula foi superior a 13 cm na modalidade T 6, sendo superior à média do ensaio (12,38 cm) também nas modalidades T 1 e T 7. Gráfico 3 Comprimento da panícula (cm) por modalidade (cm) 13,5 13,0 12,5 12,0 Média: 12,38 cm 12,40 12,37 12,27 12,27 12,17 12,03 13,07 12,50 11,5 T0 T1 T2 T3 T4 T5 T6 T7 Modalidades 3 Comportamento tecnológico Rendimento industrial e biometria para cada modalidade Modalidade G.I. (%) Rendimento Industrial Trincas (%) R.I. (%) Biometria do grão branqueado compr. larg. C/L (mm) (mm) T 0 61,10 9,36 70,47 5,92 2,28 2,60 T 1 64,82 6,86 71,68 5,91 2,33 2,54 T 2 61,31 10,41 71,72 5,91 2,30 2,57 T 3 65,13 6,55 71,68 5,90 2,28 2,59 T 4 64,43 7,01 71,44 5,90 2,35 2,51 T 5 65,81 6,52 72,33 5,97 2,31 2,58 T 6 60,84 10,68 71,53 5,88 2,31 2,55 T 7 64,03 7,60 71,63 5,92 2,31 2,57 Média 63,44 8,12 71,56 5,91 2,31 2,56 Desvio padrão 2,02 1,75 0,52 0,02 0,02 0,03 Ao analisar o rendimento industrial do ensaio verifica-se que apenas a testemunha (T 0 ) e as modalidades T 2 e T 6 obtiveram valores de Grãos Inteiros (GI) inferiores à média do ensaio (63,44%), sendo que a modalidade T 6 foi a única em que este parâmetro tecnológico foi inferior ao da testemunha (61,10 %). De salientar que todas as modalidades atingiram mais de 70 % de Rendimento Industrial, com o valor mais baixo (70,47 %) a pertencer à testemunha. 6

Já no que diz respeito à percentagem de trincas, as modalidades T 5 (6,52 %), T 3 (6,55 %), T 1 (6,86 %), T 4 (7,01 %) e T 7 (7,60 %) conseguiram valores inferiores à testemunha (9,36 %) e à média do ensaio (8,12 %). A modalidade T 5 foi aquela que obteve o maior valor de Grãos Inteiros e o menor de Trincas, sendo também aquela que teve maior Rendimento Industrial (72,33 %). Gráfico 4 Rendimento Industrial por modalidade GI (%) 70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 64,82 65,13 64,43 65,81 64,03 72,33 61,10 61,31 71,72 71,68 71,68 71,44 60,84 71,53 RI (%) 72,50 72,00 71,63 71,50 71,00 20,00 10,00 70,47 9,36 10,41 10,68 6,86 6,55 7,01 6,52 7,60 70,50 70,00 0,00 1 2 3 4 5 6 7 8 Modalidades 69,50 Legenda: - GI - Trincas - RI No que diz respeito à biometria dos grãos branqueados verificou-se que para todas as modalidades o comprimento foi inferior a 6 mm (para a variedade presente no ensaio e para o arroz tipo carolino este valor deverá ser maior que 6 mm), facto que poderá estar relacionado com as condições climáticas (temperatura e intensidade da radiação solar) ocorridas em determinada(s) fase(s) do ciclo vegetativo da cultura. Pese embora esta situação, o comprimento do grão foi maior na modalidade T 5 (5,97 mm), enquanto na modalidade T 6 atingiu apenas 5,88 mm, nas restantes modalidades este parâmetro biométrico variou entre 5,90 e 5,92 mm. III CONCLUSÕES Da análise dos valores obtidos para os principais parâmetros avaliados verifica-se que: a modalidade T 5 correspondente à aplicação do produto PROACT AA foi aquela em que se obtiveram valores superiores para os seguintes parâmetros: produtividade do grão seco (7.209 kg/ha), peso das panículas/m 2, rendimento industrial e grãos interios (com o menor valor de trincas) e comprimento do grão branqueado; destacam-se ainda os valores da produtividade à colheita e do nº de panículas/m 2 ; a produtividade à colheita (7.958 kg/ha) e o peso de 1000 grãos na modalidade T 3 (PROFERTIL ) atingiram os maiores valores neste ensaio; 7

as modalidades T 3 (PROFERTIL), T 5 (PROACT AA) e T 7 (KELPAK semente e herbicida) foram as que, com base nos resultados obtidos e nos vários parâmetros avaliados, evidenciaram mais efeitos positivos resultantes da aplicação dos respectivos produtos; IV - AGRADECIMENTOS Às empresas que forneceram gratuitamente os factores de produção para o ensaio: Cadubal adubos; Lusosem semente e produtos fitofarmacêuticos; Cooperativa Agrícola de Montemor-o-Velho semente e cedência dos equipamentos para determinação da humidade e do rendimento industrial; Bayer CropScience e Syngenta produtos fitofarmacêuticos; EDYPRO/Cooperativa Agrícola de Soure, Jovagro/Daymsa, Alltech, ADP Fertilizantes e EDAF/Plant Health Care bioestimulantes para o ensaio; À Associação de Beneficiários da Obra de Fomento Hidro-agrícola do Baixo Mondego pela disponibilização de alguns equipamentos. Coimbra, 14 de Fevereiro de 2018 8