ADITIVOS MCC2001 AULA 5



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Transcrição:

ADITIVOS MCC2001 AULA 5 Disciplina: Materiais de Construção II Professora: Dr. a Carmeane Effting 1 o semestre 2014 Centro de Ciências Tecnológicas Departamento de Engenharia Civil

5.1 USO DE ADITIVOS NO CONCRETO Os aditivos são largamente empregados no preparo de concretos e argamassas. Pode até mesmo ser considerado como quarto componente do concreto, além da água, do cimento e dos agregados.

5.1 USO DE ADITIVOS NO CONCRETO Aditivos são produtos químicos adicionados ao cimento, à argamassa ou ao concreto, para modificar uma ou mais propriedades das misturas cimentícias. Normalmente variam entre 0,05% e 5% da massa de materiais cimentícios.

Os aditivos químicos hoje são parte integrante de misturas cimentícias devido às diversas vantagens que proporcionam às suas propriedades de engenharia nos estados fresco e endurecido. O uso de aditivos químicos permite a produção de materiais cimentícios para uma ampla variedade de aplicações, desde misturas com consistência seca até o concreto autoadensável.

Os aditivos químicos podem ser classificados de acordo com a função que exercem, como: incorporadores de ar, redutores de água, retardadores de pega, modificadores de reologia, inibidores de corrosão, redutores de retração, redutores de permeabilidade, inibidores de reação álcali-sílica.

pigmentos e outros de funções variadas, tais como: agentes de adesão, agentes de formação de gás, agentes de coesão, agentes para bombeamento e agentes espumantes, etc.

HISTÓRICO O emprego de aditivos em concretos e argamassas é tão antigo quanto o cimento ou outros aglomerantes hidráulicos. Segundo Coutinho (1997), os romanos adicionavam clara de ovo, sangue, banha ou leite à concretos e argamassas rudimentares para melhorar a trabalhabilidade das misturas. No final do século XIX, com a invenção do cimento Portland, a função dos aditivos evoluiu devido ao seu benefício à trabalhabilidade e durabilidade de misturas cimentícias.

Atualmente, praticamente todos os sistemas cimentícios produzidos industrialmente contêm algum tipo de aditivo químico. Aditivos específicos para modificação das propriedades reológicas de misturas à base de cimento Portland início déc. de 1930. A primeira patente para o uso de aditivo plastificante à base de lignosulfonato foi obtida na Inglaterra, no início do século XX. 1ª patente que contemplou a fabricação e a utilização de superplastificante à base de naftaleno sulfonato foi aprovada nos EUA em 1938.

1º aditivo químico sintético foi usado em 1930, nos EUA dispersante para aplicação de uma pigmentação uniforme em um pavimento de concreto. Os aditivos incorporadores de ar começaram a ser desenvolvidos a partir de pesquisas em pavimentos de concreto nos EUA, onde há problemas de durabilidade que se devem a ciclos gelo-degelo. Pesquisas realizadas no início dos anos 60, no Japão e na Alemanha, levaram ao desenvolvimento de aditivos superplastificantes, que têm maior poder fluidificante e redutor de água.

No Japão, aditivos à base de naftaleno sulfonato formaldeído condensado (NSFC) foram comercializados em 1964, resultando em maior redução de água e portanto, em concretos com maior resistência. Aditivos à base de NSFC vêm, desde então, sendo utilizados em grande quantidade pela indústria de concreto mundial (MALHOTRA, 1989). No final da déc. de 1980, uma nova família de superplastificantes à base de poliéteres de policarboxilato (PCE) foi desenvolvido no Japão projetados para aplicações específicas, tornaram-se a tecnologia dominante de superplastificantes para concreto.

5.1 USO DE ADITIVOS NO CONCRETO Nos países como os Estados Unidos, Japão e Alemanha, quase 80% do concreto é aditivado. No Brasil, tem-se o número de aproximadamente 15% dos concretos aditivados. Os aditivos transformam um concreto bom, em um ainda melhor.

ADITIVOS- Conceituação e Normatização De acordo com a EN 480:1997 Parte 1, aditivos são produtos que, adicionados em pequenas quantidades (até 5%), são capazes de modificar as propriedades nos estados fresco e endurecido de concretos, argamassas, pastas e grautes. Graute - Concreto com agreg. finos, alta fluidez e baixa retração - para preenchimento. fino (cimento + areia) ou graute grosso (cimento + brita + areia). Resist. à compressão > 14MPa. Cal prevenir retração.

5.2 ADITIVOS VANTAGEM PARA O CONCRETO Aumento da trabalhabilidade, sem aumento do consumo de água. Redução do consumo de água, mantendo a mesma trabalhabilidade (maior resistência). Redução da água e do cimento, na mesma proporção, mantendo a mesma trabalhabilidade e resistência.

5.2 ADITIVOS VANTAGEM PARA O CONCRETO Redução da exsudação, do coeficiente de permeabilidade, da segregação. Penetração em ferragens densas. Possibilidade de concretagens em temperaturas altas. Melhor acabamento e aspecto.

5.2 ADITIVOS VANTAGEM PARA O CONCRETO

5.2 ADITIVOS CLASSIFICAÇÃO ATRAVÉS DA NBR-11768 No Brasil NBR 11768: 2011, aditivos químicos são produtos que, adicionados em pequena quantidade a concretos de cimento Portland, modificam algumas de suas propriedades, no sentido de melhor adequá-las a determinadas condições. Essa norma classifica os aditivos em:

Aditivo redutor de água/plastificante (PR, PA,PN); Aditivo de alta redução de água/superplastificante tipo I (SP-I R, SP-I A, SP-I N); Aditivo de alta redução de água/superplastificante tipo II (SP-II R, SP-II A, SP- II N); Aditivo incorporador de ar (IA); Aditivo acelerador de pega (AP); Aditivo acelerador de resistência (AR); Aditivo retardador de pega (RP). *R: significa aditivo retardador; A: aditivo acelerador; N: aditivo de pega normal.

5.3 ADITIVOS CLASSIFICAÇÃO ATRAVÉS DA NBR-11768 Essa norma é precursora, no Brasil, na definição de critérios de desempenho para os aditivos a base de policarboxilato (incluídos na categoria de superplastificantes tipo II), trazendo esclarecimentos sobre o desempenho esperado para essa nova classe de aditivos. Já a NBR 12317:1992, descreve os métodos para ensaios químicos a serem empregados para a avaliação de conformidade e uniformidade desses aditivos.

Tab.1 Resumo das normas brasileiras, americanas e européias sobre aditivos para concreto. Procedência Identificação Título Ano Brasil ABNT NBR 11768 Aditivos para Concreto de Cimento Portland 2011 Brasil ABNT NBR 12317 Verificação de Desempenho de Aditivos para Concreto (ensaios químicos) 1992 Brasil ABNT NBR 10908 Aditivos para argamassas e concreto Ensaios de uniformidade Método de 2008 ensaio Europa EN 934 Admixtures for Concrete, Mortar and Grout 2009 Europa EN 480 Admixtures for Concrete, Mortar and Grout Test Methods 2001 EUA ASTM C1017/C1017M Standard Specification for Chemical Admixtures for use in Production of 2007 Flowing Concrete EUA ASTM C1141/C1141M Standard Specification for Shotcrete (concreto projetado) 2008 Inglaterra BS 5075 Part 1 Concrete Admixtures. Specification for Accelerating Admixtures. Retarding Admixtures and Water Reducing Admixtures. 1982 Inglaterra BS 5075 Part 3 Concrete Admixtures. Specification for Superplasticizing Admixtures. 1985 EUA ASTM C 260/C260M Standard Specification for Air-entrainig admixtures for Concrete 2010 EUA ASTM C Standard Specification for Admixtures to Inhibit Chloride-Induced Corrosion of 2004 1582/C1582M Reinforcing Steel in Concrete EUA ASTM C 494/C494M Chemical Admixtures for Concrete 2010 Espanha UNE EN 934 Aditivos para Hormigones, Morteros y Pastas 2002

5.4 Aditivos para Concreto e Argamassas 5.4.1 Redutores de água, plastificantes e superplastificante Os aditivos redutores de água são conhecidos como plastificantes e superplastificantes, dependendo da redução da quantidade de água de amassamento para uma determinada consistência (trabalhabilidade). Os superplastificantes são conhecidos também como redutores de água de alta eficiência. Enquanto que os aditivos plastificantes (ou redutores de água de eficiência normal) permitem uma redução de água de pelo menos 5%, os aditivos superplastificantes podem reduzir a água da mistura em até 40%.

Os aditivos plastificantes e superplastificantes, além de permitirem a redução da relação a/c para uma dada consistência da mistura, podem também conferir aumento de fluidez se a quantidade original de água da mistura for mantida constante. A NBR 11768:2011 define aditivo plastificante/ redutor de água como aditivo que, sem modificar a consistência do concreto no estado fresco, permite reduzir seu conteúdo de água; ou como aquele aditivo que, sem alterar a quantidade de água, modifica a consistência do concreto, aumentando o abatimento e a fluidez; ou, ainda, como aquele aditivo que produz esses dois efeitos simultaneamente.

Os aditivos plastificantes e superplastificantes são usados com as seguintes finalidades: RESUMO Reduzir o consumo de água para uma mesma consistência, aumentando, assim, a resistência e a durabilidade do concreto; Aumentar a fluidez do concreto sem alterar o consumo de água; Reduzir a quantidade de cimento do concreto, mantendo a consistência e a resistência à compressão com o objetivo de reduzir custos e ainda reduzir a retração, a fluência e as tensões térmicas. A fluência é o aumento de uma deformação com o tempo sob a ação de cargas ou tensões permanentes.

PLASTIFICANTES - BENEFÍCIOS Maior resistência mecânica Maior impermeabilidade e durabilidade Minimização de retração, fissuramento e exsudação Melhor proteção e aderência da armadura Fácil adensamento e bombeamento Melhor aspecto (concreto aparente)

SUPERPLASTIFICANTES Mesmas características dos plastificantes, porém de maneira extremamente realçada. Ideais em caso de armaduras densas, bombeamentos, concretos aparentes de alta resistência.

5.4.1.1 Composição Química Os aditivos redutores de água podem ser divididos em 3 grupos: a) Aditivo redutor de água/plastificante Em sua composição, possuem lignosulfonatos, sais de ácido hidroxicarboxílico e polissacarídeos. O lignosulfonato, que é o redutor de água mais utilizado, é obtido a partir do rejeito líquido do processo de extração da celulose da madeira, lignina ou licor negro.

b) Aditivo de alta redução de água/superplastificante tipo I Em sua composição, contêm sais condensados de naftaleno sulfonato ou melamina sulfonato. São produtos sintéticos, obtidos a partir de técnicas de polimerização. c) Aditivo de alta redução de água/superplastificante tipo II São à base de policarboxilato-poliéteres (PCE). São conhecidos por proporcionarem uma melhor manutenção da trabalhabilidade e por serem mais previsíveis quanto ao efeito sobre os tempos de pega, comparativamente aos aditivos de base NSFC e MSFC.

Em estudo realizado por Yamada et al. (2000) sobre os efeitos da estrutura química dos aditivos superplastificantes à base de policarboxilato na fluidez das pastas de cimento, foram constatados os seguintes resultados: Para a mesma dosagem de aditivo, o maior tamanho da cadeia do polímero pode ser relacionado à maior fluidez e ao menor tempo de pega da mistura; Quanto maior a quantidade de grupos sulfônicos e carboxílicos presentes na cadeia do polímero, maior fluidez do sistema para uma mesma dosagem de superplastificante.

5.4.1.2 Dosagem e Modo de Adição A quantidade do aditivo químico a ser adicionada ao concreto depende do tipo de aditivo e dos requisitos de desempenho (Tab2). Há diversos tipos de aditivos químicos disponíveis no mercado, e a quantidade dos ingredientes individuais é variável entre produtos diferentes. Os aditivos plastificantes são normalmente adicionados em doses que variam entre 0,3% a 0,6% da massa de material cimentício, enquanto os aditivos polifuncionais são normalmente adicionados em doses que variam entre 0,6% a 1,0%. A dose dos aditivos superplastificantes varia entre 0,6% a 1,5%.

5.4.1.2 Dosagem e Modo de Adição Tab.2 Classificação dos aditivos em função da redução da água, da dosagem típica e do incremento de resistência à compressão de concretos (informações fornecidas por W. R Grace). Tipo de aditivo Redução de água Dosagem típica Aumento da resistência* Plastificante (P) 5-10% 0,2 a 0,5% 10% Superplastificante (SP I e SPII) 15-40% 0,6 a 2,0% 25% Polifuncionais 8-18% 0,4 a 1,0% 25%

5.4.1.3 Influência nas propriedades do concreto Os aditivos plastificantes e superplastificantes aumentam fluidez e/ou permitem a redução da relação a/c para um dado abatimento do concreto. Quando se deseja obter concretos com resistência e durabilidade mais elevadas, a relação a/c deve ser reduzida, e o uso de aditivos redutores de água torna-se obrigatória.

Quando se deseja obter concretos mais fluídos, os aditivos superplastificantes permitem aumentar a fluidez se a relação a/c não for reduzida. Os aditivos superplastificantes utilizados como redutores de água geram concretos com menor segregação.

5.4.1.4 Aplicações Aditivos redutores de água empregados em aprox. 90% dos concretos produzidos mundialmente por processos industriais. A aplicação dos aditivos plastificantes e polifuncionais ocorre em centrais dosadoras de concreto melhora a fluidez dos concretos bombeáveis, além de otimizar o consumo de cimento. Superplastificantes são usados na dosagem de concretos especiais concretos de elevada resistência, concretos fluidos, concretos autoadensáveis, concretos pré-moldados e préfabricados. É comum o emprego de uma combinação dos dois tipos de aditivos.

Tab.3 Vantagens do uso de aditivos redutores de água (HARTMANN,2002). ETAPA Mistura Central dosadora de concreto Obra Indústria de prémoldados VANTAGEM Redução da quantidade água com trabalhabilidade constante = maiores resistências Redução de cimento e água = manutenção de resistências e trabalhabilidade Manutenção de cimento e água =maior trabalhabilidade Redução do consumo de cimento Aumento do tempo de aplicação Concretos mais trabalháveis = redução do tempo de adensamento e acabamento, melhor acabamento, redução da mão-de-obra Relação a/c menor = resistências mais altas, desforma mais rápida, Reaproveitamento de fôrmas, possibilidade de redução da quantidade de armaduras. Resistências iniciais maiores Redução do consumo do cimento Concreto autoadensável = possibilidade de concretar peças mais esbeltas Redução da cura Melhor qualidade de acabamento

5.4.2 Incorporadores de ar Avanço tecnologia do concreto desenv. de aditivos IA (déc.1930). NBR 11768: 2011 aditivos incorporadores de ar são classificados como IA e são usados para produzir, em argamassas e concretos, um sistema de bolhas de ar microscópico que seja estável e uniforme. Materiais à base de cimento com adequada incorporação de ar apresentam uma resistência maior à deterioração causada por ciclos de gelo-degelo e também aumentam a resistência à delaminação superficial causada por sais de degelo principais problemas de durabilidade de concreto em países de clima frio.

Propriedades do concreto são melhoradas com a incorporação de ar, como o desempenho térmico e acústico obtido quando uma incorporação de ar suficiente é alcançada. No estado fresco, os incorporadores de ar podem melhorar a reologia do concreto em misturas com baixo consumo de cimento (menor que 300 kg/m 3 ) ou em traços que contenham agregados de graduação pobre e falta de finos.

Nesses casos, podem melhorar a trabalhabilidade do concreto (abatimento e fluidez), podem aumentar a coesão da mistura e reduzir a segregação e exsudação. No entanto, se a quantidade de ar incorporado não for adequadamente controlada, especialmente quando excedente, pode-se esperar retardo de pega e redução de resistência.

5.4.2.1 Composição química Whiting & Nagi (1998) classificam os agentes incorporadores de ar modernos em 5 categorias: (a) Sais derivados de madeira, (b) Óleos ácidos vegetais (sais alcalinos e aminoalcalinos de ácidos graxos de coco), (c) Detergentes sintéticos (sulfonatos e sulfatos de alquilaril), (d) Agentes sintéticos de trabalhabilidade (etoxilatos de alquilaril) e (e) Materiais miscelâneos (ex. resíduo de petróleo)

5.4.2.2 Aplicações São largamente utilizados em países de clima frio para redução ou eliminação dos danos causados por ciclos gelo-degelo, como é o caso dos EUA, onde mais de 80% dos traços para pavimento de concreto utilizam incorporadores de ar. A inclusão de bolhas de ar no concreto por meio de aditivos IA faz com que, ao congelar, a água encontre espaço livre para se expandir, reduzindo, assim, as tensões internas e evitando a fissuração do concreto e o comprometimento de sua durabilidade.

No Brasil principal finalidade do uso de aditivos IA é facilitar a produção de concretos com peso específico reduzido (concreto leve) e com melhor comportamento térmico-acústico. O uso de concretos leves reduz a carga da edificação, permitindo ao projetista a redução das dimensões de peças estruturais como pilares e fundações.

Os aditivos IA também são empregados em argamassas para melhorar sua trabalhabilidade. Concretos ou argamassas fluidas utilizadas como grautes de baixa densidade para preenchimento de valas ou contenções também podem conter esses aditivos, assim como concreto-massa utilizados em barragens ou pavimentos rígidos. Além disso, pequenas quantidades de IA podem ser empregadas para melhorar a trabalhabilidade, para facilitar o bombeamento e para melhorar a coesão e o acabamento de concretos convencionais dosados em central.

INCORPORADORES DE AR Fluidifica e plastifica fortemente, devido à formação de bolhas de ar. Os incorporadores de ar tem a função de suprir a deficiência de finos. Introduzem no concreto minúsculas bolhas de ar, estáveis e elasticamente deformáveis. Resistência ao ataque de sulfatos (água do mar).

INCORPORADORES DE AR - BENEFÍCIOS Nas hidrelétricas, os incorporadores permitem a obtenção de concretos massa, com baixo consumo de cimento evitam a ocorrência de trincas térmicas nos grandes volumes de concreto.

5.4.3 Modificadores de pega NBR 11768: 2011, são classificados em 2 tipos: aceleradores de pega e resistência e retardadores de pega. Outra classe é chamada de aditivos de controle de hidratação. 6.4.3.1 Aditivos aceleradores de pega e resistência São utilizados para reduzir os tempos de pega e/ou acelerar o desenvolvimento de resistência do concreto nas idades iniciais. São aditivos que aceleram a taxa de hidratação do cimento (por mecanismos diversos que ainda não são totalmente entendidos).

5.4.3.1 Aditivos aceleradores de pega e resistência O aditivo acelerador mais utilizado é o cloreto de cálcio, em função do seu desempenho no aumento de resistências e de seu baixo custo. Entretanto, dependendo da dosagem ele pode causar efeitos indesejáveis no concreto, como o aumento da retração por secagem, aumento do risco de corrosão das armaduras e aumento do risco de delaminação superficial. Em função do risco de corrosão que oferece às armaduras, os códigos de construção limitam o teor de íons cloreto a um valor máx. que depende da presença e do tipo de armadura.

Tab.4 Teor máx. de íons de cloreto para proteção da armadura em concreto. Tipo de elemento Máximo teor de íon cloreto solúvel (% massa de cimentícios) ABNT NBR 12655 ASTM C 1218 Concreto Protendido 0,05 0,06 Concreto armado exposto a íons cloreto/cloretos nas condições de serviço da estrutura 0,15 0,015 Concreto armado em condições de exposições não 0,40 1,00 severas( não exposto a umidade) Demais construções em concreto armado 0,30 0,30 Quando forem realizados ensaios para determinação do teor de íons cloreto solúveis em água, deve ser seguido o procedimento da ASTM C1218: 2008.

ACELERADORES Aceleram o início e o fim da pega e o desenvolvimento de altas resistências nas idades iniciais. O silicato, o carbonato de cálcio e o aluminato são as matériasprimas básicas mais usuais dos aceleradores de pega instantânea. Aceleram fortemente as reações iniciais de hidratação e endurecimento especialmente do C 3 S. Não pode ser empregado para concretos protendidos devido a possibilidade de provocar corrosão nos cabos submetidos à tensão.

ACELERADORES - BENEFÍCIOS Reduzem o tempo de desforma e permitem que o concreto resista, mesmo em baixas idades, às pressões hidrostáticas, evitando o carregamento da pasta de cimento por água corrente. São empregados quando o concreto necessita ser solicitado a curto prazo: fundações, túneis, pavimentações, canalizações, reparos urgentes,etc.

5.4.3.2 Aditivos retardadores de pega Atuam pela redução da solubilidade de compostos hidratados no cimento. Os aditivos reagem com um composto para formar um precipitado na superfície das partículas, promovendo a formação de uma camada pouco permeável ao redor dos grãos e impedindo a evolução da hidratação durante algum período. As dosagens de aditivo geralmente empregadas variam entre 0,1% a 0,5% sobre a massa de material cimentício, dependendo de sua aplicação.

Tab.5 Requisitos de desempenho para aditivos de acordo com diferentes normas. Norma Classificação Tempo de início de pega (em relação à mistura de controle) Redução de água (% em relação à mistura de controle) ASTM C 494 ASTM C 494 CAN 3- A266. 2- M78 CAN 3- A266. 2- M78 Tipo C: Aditivo retardador Tipo D: Aditivo retardador de longa duração Tipo R: retardador moderado de pega Tipo Rx: retardador prolongado de pega Mín: +1 h Máx: +3,3 h Mín: +5 h - Mín: +1 h Máx: +3 h - 3% Mín: +5 h 3% EN 934-2 Retardador de pega Mín: +90 min 5% EN 934-2 Retardador de pega plastificante Mín: +90 min - ABNT Mín: +1 h NBR Retardador de pega Máx: +3,3 h 11768 - ABNT NBR 11768 Retardador de pega plastificante Mín: +1 h Máx: +3,3 h 6%

RETARDADORES Têm a função de retardar a hidratação inicial dos grãos de cimento em particular dos aluminatos. Em dosagens exageradas a pega pode se dar após vários dias. Permitem maior tempo de manuseio do concreto, além de evitar o efeito acelerador das temperaturas elevadas. Após a pega não interferem no processo de endurecimento do concreto.

5.4.3.3 Aditivos estabilizadores da Hidratação - AEH O comitê do AC I- American Concrete Institute 212: 2004 Chemical Admixture for Concrete classifica ainda um tipo diferente de retardador, também conhecido como estabilizador de hidratação. São aditivos que controlam a hidratação do cimento Portland. Desenvolvido no final da déc. de 1980. Principal aplicação reutilização de misturas de concreto que, antes eram descartadas como excesso remanescente dentro do caminhão betoneira. Esses concretos retornam à central dosadora e podem ser misturados a misturas frescas

5.4.3.3 Aditivos estabilizadores da Hidratação - AEH O aditivo também é empregado para suspender a reatividade do concreto durante longos períodos, em função dos requisitos de aplicação do concreto.

5.4.3.4 Modificadores de Viscosidade São polímeros solúveis em água adicionados aos concretos ou às argamassas para modificar suas propriedades reológicas. As matérias-primas normalmente empregadas em sua formulação são óxidos de polietileno, éteres de celulose e poliacrilamidas. O seu uso promove ao concreto uma redução na tendência a segregação e exsudação. Também são indicados para melhorar a aplicação e o bombeamento do concreto, pois aumentam a viscosidade e a coesão da mistura.

5.4.3.4 Modificadores de Viscosidade

Aplicações comuns desses aditivos grautes ou concretos autoadensáveis onde se necessita melhorar a viscosidade dessas misturas. No caso de concretos autoadensáveis, contribuem para a melhoria da coesão quando há falta de finos nas misturas, além de reduzirem a segregação e a exsudação. Esses produtos podem ser usados em concretagens submersas e também em argamassas de assentamento e revestimento.

5.4.3.5 Inibidores de Corrosão ACI 222R: 2011 aditivos que aumentam o tempo de início do processo de corrosão do metal ou reduzem significativamente a taxa de corrosão. ASTM C1582/ C1582M: 2004, um material para ser considerado como inibidor de corrosão deve reduzir a taxa de corrosão. Quando presentes em concentrações adequadas no concreto eles reduzem ou eliminam a corrosão das armaduras. Eles detêm a reação de corrosão quimicamente. Indicado em ambientes que apresentam risco de corrosão, tais como ambientes marinhos, zonas de marés, pontes, portos, diques, zonas de respingos, ambientes onde se empregam sais de degelo. Ex. inibidores de corrosão existentes no mercado nitrito de cálcio, nitrito de sódio, aminas, fosfatos, etc.

5.4.3.6 Aditivos Redutores de Retração Desenvolvidos no Japão, 1980 para reduzir os efeitos causados pela retração de concretos e argamassas. Aplicação: elementos de concreto pré-moldado, pontes, pisos industriais, pisos de estacionamentos e lajes de grandes dimensões. Propileno glicol e polioxi-alquileno alquil éter são alguns exemplos de compostos químicos empregados como redutores de retração. Dosagens desses aditivos de 1,0 a 2,5% sobre a massa de material cimentício. Normalmente são observadas reduções de retração por secagem após um ano as quais variam entre 25 e 50% em relação a um concreto sem a adição de SRA.

5.4.3.7 Redutores da reação álcali-sílica Foram introduzidos no mercado em 1990 há pouca literatura. Em 1999, Rixom e Mailvaganam publicaram sobre o impacto de diversos aditivos químicos na reação álcali-sílica e na expansão que esta reação provoca em misturas cimentícias aditivos reduzem esta expansão Os autores agrupam os aditivos em 4 categorias: (a) sais de lítio (cloretos, carbonatos, fluoretos, nitratos, sulfatos); (b) aditivos convencionais (incorporadores de ar e redutores de água); (c) silanos, siloxanos e silico-fluoretos; e (d) selantes de base de fosfato, empregados para tratar agregados reativos antes do preparo do concreto.

5.4.4. Aditivos para Cimento São produtos de origem orgânica ou inorgânica que, adicionados ao moinho juntamente com o clínquer e demais constituintes do cimento, melhoram a eficiência da moagem e as propriedades do cimento. Os benefícios da utilização de aditivos de moagem são: - aumento do volume de produção - melhoria das condições de transporte do cimento - melhoria das características de desempenho do cimento para diversas aplicações.

5.5 Cuidados especiais na utilização de aditivos químicos Se mais de um aditivo for utilizado na mesma mistura, eles deverão ser adicionados separadamente. Os produtos nunca devem ser misturados uns aos outros antes da adição ao cimento, concreto ou argamassa. As condições de campo devem ser simuladas em laboratório para verificação da possibilidade de problemas de desempenho. Recomenda-se a verificação dos efeitos de superdosagem dos aditivos, com o objetivo de conhecer os limites de desempenho compatíveis com os materiais cimentícios utilizados.

Aditivos apresentam prazo de validade que depende das matérias-primas empregadas na sua fabricação. Esse prazo pode variar de 6 a 18 meses. Os aditivos químicos nunca devem ser descartados na rede de esgoto ou como resíduo doméstico. A ficha de segurança do produto, fornecida no momento da sua entrega, contém informações de descarte para que não haja risco de segurança ao meio ambiente. Em caso de dúvidas, o fabricante do aditivo deve ser contatado para proporcionar esclarecimentos e destinação dos produtos.

Os aditivos químicos líquidos nunca devem ser adicionados aos componentes secos do concreto antes da mistura com água, pois podem ter seu desempenho reduzido. Sua adição deve ser feita na presença de água, preferenciamente após alguns minutos da mistura do cimento com água para a maioria dos redutores de água utilizados. No caso de pesagem automática de aditivos, verificar periodicidade a calibração das balanças e medidores volumétricos de aditivos para garantia de dosagem correta.

5.6 MODO DE USAR OS ADITIVOS Consultar manual técnico do fabricante EXEMPLO: Será realizada uma betonada de concreto, onde será consumido 5Kg de cimento. Neste concreto o aditivo utilizado será o hiperplastificante ADIMENT PREMIUM (densidade =1,09 g/cm 3 ), cujo consumo aproximado sobre a massa de cimento é de 0,3 a 1,0%. QUAL A QUANTIDADE DE ADITIVO QUE DEVERÁ SER UTILIZADA?

Utilizando 1% de aditivo: 5Kg x 0,01 = 0,05Kg de aditivo ou 50g de aditivo. Como 1 cm 3 é igual a 1 ml: 50/1,09 = 45,9 ml Poderá ser utilizado 45,9 ml de aditivo ADIMENT PREMIUM. Adiciona-se 70% do volume da água a ser utilizada. Em seguida, adiciona-se o aditivo com o restante da água estabelecida.