Construção da Carroçaria

Documentos relacionados
COMO SE FAZ A CARROÇARIA DE UM AUTOMÓVEL

Realizado por: - Carlos Castro - Diogo Rocha - Diogo Santos - Hugo Alves - João Marcos - Samuel Vasconcelos

Como se Fabricam as Jantes de um automóvel

Como se faz a carroçaria de um automóvel?

Materiais Usados na Concepção de um Automóvel

Construção de uma Carroçaria Automóvel

MATERIAIS UTILIZADOS NA CONCEPÇÃO AUTOMÓVEL

FACULDADE SUDOESTE PAULISTA. Ciência e Tecnologia de Materiais Prof. Ms. Patrícia Corrêa. Metais: Conformação

Processos de Soldagem. Valter V de Oliveira

União de materiais utilizados na construção de máquinas agrícolas

Processos de corte. Figura 2. Corte via plasma e maçarico.

METAIS, AÇOS E PROCESSOS SIDERÚRGICOS

LIGAÇÕES PERMANENTES Ligações Rebitadas

Acesse:

ESCOLA SECUNDÁRIA DE AMORA DISCIPLINA DE MATERIAIS E TECNOLOGIAS 12º ANO ANO LECTIVO 2014 / 2015

METALURGIA FÍSICA TECNOLOGIA DA CONFORMAÇÃO PLÁSTICA. Tecnologia em Materiais Prof. Luis Fernando Maffeis Martins

COMO SÃO FEITAS AS JANTES PARA AUTOMÓVEIS?

Cerâmicos encontrados na natureza como a argila. Utilizado basicamente para peças de cerâmica tradicional.

Processos de Conformação Metalúrgica

CURSO TÉCNICO CAD/CAM ÓRGÃOS DE MÁQUINAS NUNO MIGUEL DINIS

Um mecânico tem duas tarefas: consertar

ESTAMPAGEM ESTAMPAGEM

Processo de Fabricação: CORTE A LASER E CORTE A ÁGUA

Processos de Fabrico. A. M. Vasconcelos Lima

Sistemas Estruturais. Prof. Rodrigo mero

TUBTARA. Rebites de rosca. sua fixação confiável!

Sistemas de Segurança Automóvel

SMM SELEÇÃO DE MATERIAIS PARA PROJETO MECÂNICO. Prof. José B. Marcomini

consiste em forçar a passagem de um bloco de metal através do orifício de uma matriz mediante a aplicação de pressões elevadas

10/25/10. Artur Luís Daniel Viera da Silva Inês Rocha Rodrigo Tavares Rui Moreira

Nas exigências de um determinado material deve prevalecer, respectivamente, o exigido:

Tubo de Aço Galvanizado não Roscável e Acessórios DKC (Cosmec)

Meios de Ligação. Ligações nas Estruturas Metálicas Aço. O uso do Aço na Arquitetura 1 Aluízio Fontana Margarido. Objetivo.

Sistemas Estruturais. Prof. Rodrigo mero

GABRIEL REIS FELIPE SOUZA LUIZ DOHOPIATI THALES PANKE DESENHOMECÂNICO FUNDIÇÃO E METALURGIA DO PÓ

Metais não ferrosos Prof. Dr. Julio Cesar Sabadini de Souza

MOLDAGEM DE CASCA SHELL MOLDING. Prof. César Augusto Agurto Lescano, PhD.

TECNOLOGIA MECÂNICA. Aula 02. Introdução ao Estudo dos Materiais

Parte 2. Química Aplicada. Professor Willyan Machado Giufrida

LIGAÇÕES PERMANENTES

SEM Elementos de Máquinas II

Produção Computer Integrated Manufacturing (CIM)

FERRAMENTAS MANUAIS CHAVES DE FENDA CHAVES PHILLIPS CHAVES POZIDRIV. 5x100mm. 3x75mm. 8x150mm. 6x125mm. ST PH 0x75mm ST

Tema: Adesivos estruturais em automóveis. Problema: Que adesivos se utilizam em automóveis e qual a sua função?

METALURGIA FÍSICA TECNOLOGIA DA CONFORMAÇÃO PLÁSTICA. Tecnologia em Materiais Prof. Luis Fernando Maffeis Martins

Aplicações do Alumínio na Indústria Aeronáutica e Aerospacial

Sumário MATERIAIS DE AVIAÇÃO

Elementos de Máquinas

Nome genérico dos processos em que se aplica uma força externa sobre a matéria-prima, obrigando-a a adquirir a forma desejada por deformação plástica.

AULA 5. Materiais de Construção II. 1 Características de armaduras para Betão Armado e Pré-esforçado

Processos de Estampagem

Aplicações de Alumínio na Indústria Aeronáutica

LAMINAÇÃO LAMINAÇÃO. Prof. MSc: Anael Krelling

FUNDIÇÃO POR CENTRIFUGAÇÃO

AÇOS E FERROS FUNDIDOS AÇOS E FERROS FUNDIDOS

Elementos de máquina. Diego Rafael Alba

COMO SE FAZEM RECIPIENTES PARA REFRIGERANTES?

Ligas de Alumínio e Cobre. Noções Básicas e Aplicações

Aula 10 - Laminação. Para ter acesso a esse material acesse:

O que é Tratamento Térmico de Aços?

Acesse:

CONCEITO APLICAÇÕES LINHA DE REBITES VANTAGENS FERRAMENTAS REBITES DE REPUXO

Fundido ou Forjado? Fundidos e forjados partem de processos iniciais bastante parecidos.

PROCESSO DE ESTAMPAGEM. É o processo de fabricação de peças, Através do corte ou deformação de Chapas, em uma operação de prensagem A frio.

Universidade de Fortaleza Centro de Ciencias Tecnologicas Curso de Engenharia deprodução/mecânica. Desenho Mecânico. Prof.

Splice Division. Ferramentas e Produtos de Limpeza para Fibra Óptica.

TIPOS DE CONECTORES. Conector: Meio de união que trabalha através de furos feitos nas chapas.

As molas são usadas, principalmente, nos casos de armazenamento de energia, amortecimento de choques, distribuição de cargas, limitação de vazão,

navios, automóveis, etc.

Construção dos Navios. Seção B LIGAÇÃO DAS PEÇAS DE CONSTRUÇÃO

FUNDIÇÃO POR CENTRIFUGAÇÃO

Motor de combustão de quatro tempos

TECNOLOGIA MECÂNICA. Aula 09 PROCESSOS DE FABRICAÇÃO CONFORMAÇÃO E UNIÃO

Materiais Metálicos: INTRODUÇÃO Engenharia Civil

Compósitos de Poliuretanos para a produção de peças para a Indústria Automobilística. Kleber Bolssonaro Peres

Soldagem por fricção. Daniel Augusto Cabral -

Prova Escrita de Materiais e Tecnologias

CATÁLOGO FERRO & AÇO LAMINADOS CHAPAS TUBOS VIGAS PERFIL W ACESSÓRIOS

Existem diversas técnicas e procedimentos empregados visando a manufatura de elementos de. levado em consideração na escolha adequada deste processo.

PROCESSOS INDUSTRIAIS EMPREGADOS NA CONSTRUÇÃO DE ELEMENTOS DE MÁQUINAS

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1

Concurso Público para Cargos Técnico-Administrativos em Educação UNIFEI 30/08/2009

Composite Placas compostas em zinco para fachadas ventiladas ou paredes cortina.

DEPARTAMENTO DE EXPRESSÕES - Grupo 240. Planificação Anual. Disciplina: ET 6.º ano 2015/2016

Aula 11 Projetos 04 Considerações sobre projetos de fundição

Curvamento e Matrizes

Como se Fabricam Relógios?

Eletrodos Revestidos

Elementos de máquina. Curso Técnico Concomitante em Mecânica 3º módulo. Diego Rafael Alba

Ferramentas utilizadas em Instalações Elétricas

O USO DO AÇO NA CONSTRUÇÃO CIVIL. O MATERIAL AÇO Prof. Andréa

MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA II

Capítulo 3 Propriedades Mecânicas dos Materiais

Engenharia Mecânica na Indústria Alimentar

PAINEL STONEWOOL COMPOSITE HONEYCOMB DA ARCHICOM TM

Transcrição:

Construção da Carroçaria Paulo Costa Ricardo Campos Rui Vilares Tiago Dias Tiago Pereira Turma Equipa em12050 em12110 em12121 em12113 em12141 1M7 4 Supervisor: Abel Santos Monitor: Jorge Cardoso Coordenador: Teresa Duarte 1

Resumo Quando surgiu o automóvel, a carroçaria era desprezada; Surgiu na segunda década do séc. XX; Chapas planas Conformação plástica Forma desejada Carroçaria Processos de ligação Material de origem metálica ou não metálica Menor peso Menor consumo energético Menor impacto ambiental Reciclagem 2

O que é uma Definição estrutura rígida que confere ao automóvel a sua forma; proporciona o espaço necessário para as bagagens e para os passageiros; proteger todos os elementos do automóvel. 3

Tipos de carroçaria 4

de Enquadramento Histórico As primeiras carroçarias (inicio século XX): i. eram quase inexistentes, tendo um único objetivo de proporcionar espaço e abrigo ao frio aos passageiros; ii. eram construídas por painéis de madeira fixados apenas por pregos. Década de 50: i. passa a ser o núcleo do veículo, sobre a qual se monta o motor e todos os componentes mecânicos da viatura. Atualmente: i. usam-se placas de metal prensadas, em alumínio, aço, ferro, ou até mesmo fibra de carbono ii. são estudadas através de testes específicos, de modo a que exista uma ótima absorção de energia, possibilitando uma melhor segurança para os passageiros 5

1ª fase: Processo de Design 1. define a silhueta e as principais linhas que caracterizarão o automóvel. 2. é tido em conta a estética, o bom aspeto da carroçaria e a aerodinâmica. 6

Aerodinâmica É da responsabilidade do er diminuir a resistência do ar de modo a diminuir os consumos e os efeitos negativos sobre a direção e aceleração. 7

2ª fase: tape drawing - mapa do automóvel à uma escala de 1:1 com todos os seus componentes estruturais e técnicos. A partir da revisão de esboços e representações virtuais é feito um modelo 3D do automóvel em barro. 8

3ª fase: 1. O modelo em barro é, seguidamente, revestido com uma folha especial permitindo uma melhor avaliação das linhas, superfícies e proporções em várias condições de luz. 2. Estes modelos de barro podem sofrer rápidas modificações. 3. Neste processo, a imagem que os ers têm do exterior e interior do carro toma uma forma definitiva. 9

4ª fase: 1. Através um processo CAD, todos os elementos são analisados até à milésima de milímetro e transformados em produtos possíveis de ser produzidos em máquinas. 2. O ficheiro final dá-nos todas as informações como dimensões, materiais, processos e tolerâncias, assim como a forma final do produto. 10

Materiais nas carroçarias Têm de seguir certos critérios: Leve Abundante Barato Dúctil Propriedades adequadas às necessidades estruturais Exigências técnicas 11

Materiais nas carroçarias Materiais Metálicos Não metálicos Ferrosos Não ferrosos Plásticos Compósitos Aço Alumínio Termoplástico s Fibra de carbono Cobre Termoendureciveis Latão Estanho 12

Processos de Fabrico Conformação Plástica Laminagem O material é deformado ao passar entre dois cilindros em rotação. É um processo de conformação plástica que pode ser usado como acabamento. 13

Conformação Plástica Embutidura Consiste na obtenção de peças mecânicas a partir de chapas metálicas finas previamente cortadas. É um processo de elevado interesse muito usado na indústria automóvel. 14

Conformação Plástica Corte de Chapas O corte com tesouras (lâminas): é aplicado ao corte plano linear em guilhotinas; O corte com punção é aplicado ao corte plano em prensas ou em puncionadoras. 15

Conformação Plástica Dobragem de tubos Obter uma secção muito aproximada da circular; O material exterior é tracionado; O material interior é comprimido; Se o processo não for executado correctamente, o tubo tende a abrir fendas no exterior e enrugar no interior; 16

Conformação Plástica Extrusão Um bloco de metal é reduzido de secção; O material obrigado a fluir através de um orifício sob a ação de elevadas forças de compressão; Produz-se semi produtos longos de secção recta constantes; Muito utilizada em ligas de cobre e alumínio e, com o desenvolvimento dos lubrificantes, também aos aços e aços inoxidáveis. Podem-se produzir por extrusão todos os perfis laminados e também perfis mais complexos; Possibilita a transformação de determinados materiais impossíveis de trabalhar por laminagem. 17

Conformação Plástica Repuxagem O material é deformado por pressão exercida por uma ferramenta que, no ponto de encontro, rola; Produção de pequenas séries com cobre. 18

União por soldadura Processos de Ligação Em geral é a técnica de ligação mais utilizada na fabricação de carroçarias. Soldadura por pontos de resistência: Dá-se por pressão (forja) e não por fusão, pois os materiais não se chegam a fundir. É um tipo de soldadura que não necessita de material de adição. 19

União com parafusos Processos de Ligação A união com parafusos utiliza-se em peças que não apresentem um compromisso estrutural importante e para aquelas que, com o fim de facilitar a reparação, têm de ser montadas e desmontadas com alguma frequência (pára-lamas, frente, pára-choques, ). 20

União rebitada Processos de Ligação Consiste em unir chapas, previamente furadas, mediante um troço cujos extremos terminam em duas cabeças, uma das quais já está formada e a outra se forma na operação de rebitagem. O uso de rebites nos automóveis é limitado. Só se utiliza em casos em que é necessário unir materiais de tipos diferentes, como acontece em certos tipos de capots que têm uma estrutura em aço e painel de alumínio. 21

União por colagem Processos de Ligação O uso de adesivos na indústria automóvel é muito comum, empregando-se tanto na montagem de revestimentos e guarnecimentos, como em peças da carroçaria. Este tipo de união permite unir elementos heterogéneos. Não altera nem deforma as chapas finas, como acontece com a soldadura, nem as enfraquece como a rebitagem. Além disso, garante o isolamento das juntas e reparte os esforços uniformemente. 22

Ciclo de vida do produto Menor peso e maior aerodinâmica Menor consumo de combustível Menor exploração de recursos Diminuição de gases poluentes 23

Conclusões São muitas as variantes que entram para a construção de uma carroçaria. É necessário definir o público-alvo e o destino da nova estrutura. Em função desta procura são definidos os aspetos fulcrais como a forma e os materiais a utilizar. Há uma maior sensibilidade pelas questões ambientais e económicas, procurando maneiras mais baratas de produzir componentes de melhor ou igual qualidade. Devido a todas estas condicionantes, a carroçaria do automóvel tem tido uma constante evolução. 24

Construção da Carroçaria Obrigado pela vossa atenção 25