Roteiro-Relatório da Experiência N o 5

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Transcrição:

Roteiro-Relatório da Experiência N o 5 1. COMPONENTES DA EQUIPE: ALUNOS 1 2 3 NOTA 4 Prof.: Celso José Faria de Araújo 5 Data: / / : hs 2. OBJETIVOS: 2.1. Fazer uma análise teórica e experimental do filtro proposto 2.1.1. Função de Transferência. 2.1.2. Tipo de Filtro (quanto à faixa de passagem) 2.1.3. Ordem do filtro 2.1.4. Diagrama de Bode com tratamento assintótico, exato e experimental. 3. PARTE TEÓRICA: 3.1. DEFINIÇÃO Um filtro eletrônico é um dispositivo capaz de atenuar determinadas freqüências do espectro do sinal de entrada e permitir a passagem das demais, fazendo assim, uma espécie de seleção das mesmas. Chama-se de espectro de um sinal a sua decomposição numa escala de amplitude versus freqüência. 3.2. CLASSIFICAÇÃO Os filtros podem ser classificados sob três aspectos: 1) Quanto à função executada; 2) Quanto à tecnologia empregada; 3) Quanto à função-resposta (ou aproximação) utilizada. Quanto a função executada serão considerados apenas quatro tipos básicos de filtros: a) Filtro Passa-Baixas (PB): só permite a passagem de freqüências abaixo de uma determinada freqüência f c (denominada freqüência de corte). As freqüências superiores são atenuadas. b) Filtro Passa-Altas (PA): só permite a passagem de freqüências acima de uma determinada freqüência f c (denominada freqüência de corte). As freqüências inferiores são atenuadas. Página 1/7

c) Filtro Passa-Faixa (PF): só permite a passagem de freqüências situadas numa faixa delimitada pela freqüência de corte inferior f ci e outra superior f cs. As freqüências situadas abaixo de f ci ou acima de f cs são atenuadas. d) Filtro Rejeita-Faixa (RF): só permite a passagem de freqüências abaixo de uma freqüência de corte inferior f ci ou acima de uma freqüência de corte superior f cs. A faixa de freqüência delimitada por f ci e f cs são atenuadas. Na Figura 1 estão mostradas as curvas de respostas ideais de cada um dos filtros. Onde no eixo vertical está plotado o ganho (o módulo da relação da saída pela entrada). Figura 1. Classificação quanto a Função Executada Página 2/7

O segundo aspecto de classificação dos filtros é quanto à tecnologia utilizada: a) FILTOS PASSIVOS: São aqueles construídos apenas com elementos passivos, tais como: resistores, capacitores e indutores. São inviáveis em baixa freqüência, pois exigem indutores muito grandes e pesados. b) FILTROS ATIVOS: são construídos com elementos passivos e ativos (válvulas, transistores ou amplificadores operacionais). A alta resistência de entrada e a baixa resistência de saída dos amplificadores operacionais, associado a outras características, permitem a implementação de filtros ativos de ótima qualidade. c) FILTROS DIGITAIS: tais filtros utilizam componentes digitais como elementos construtivos. Estes filtros processam sinais digitais, portanto, normalmente necessitam de conversores analógicos digitais A/D e conversores digitais analógicos D/A para conversão dos sinais filtrados. Finalmente o terceiro aspecto de classificação; quanto a sua função-resposta ou aproximação. Os tipos mais comuns de aproximação são as seguintes: a) Butterworth b) Chebyshev c) Cauer ou Elíptico Cada uma destas aproximações possui uma função matemática específica, através da qual se consegue obter uma curva de resposta aproximada para um determinado tipo de filtro. Normalmente estas funções aproximações são estudadas para os filtros PB e com uma simples transformação na freqüência, consegue-se a aproximação para os demais filtros (PA, PF e RF). 3.3. ORDEM DO FILTRO Um filtro normalmente é reconhecido através da sua classificação e também pela ordem. A ordem de um filtro é dada pelo número de pólos de sua função de transferência. Considerando que toda função de transferência de um filtro pode ser escrita por: n n1 N( s) s an 1s... a1s a0 H ( s) K ( 1 ) m m1 D( s) s b s... b s b m1 Onde n é o número de raízes do polinômio no numerador N(s), e estas raízes são chamadas de zeros da função de transferência H(s), m é o número de raízes do denominador D(s) - função característica, e estas raízes são chamadas de zeros da função de transferência F(s). Portanto m caracteriza a ordem do filtro. Pode-se também assinalar os pólos e zeros da função de transferência no plano s (pólos com e zeros com ). Este gráfico assim composto é chamado de diagrama dos pólos e zeros. Logo, para o diagrama da Figura 2, trata-se de um filtro de 2 a ordem com dois zeros na origem e um par de pólos complexos conjugados (-3 j4). j j4 1 0-3 -j4 PLANO s Figura 2 Diagrama de Pólos e Zeros Página 3/7

3.4. TRATAMENTO ASSINTÓTICO Para realizar um tratamento assintótico adequado (Diagrama de Bode Aproximado) é necessário escrever a função de transferência do filtro da seguinte forma: H s) K n i1 m i1 N ( s) i ( ( 2 ) D ( s) Onde a forma fatorada dos polinômios em s de N i (s) e D i (s) são constituídos por quatros tipos possíveis de termos: a) O termo constante, K ; b) O fator s, representando uma raiz na origem; c) O fator s +, representando uma raiz real; d) O fator s 2 + as + b, representando um par de raízes complexas conjugadas. Desde que o módulo de H(j) em decibéis (db) de um produto de termos é igual a soma dos módulos (db) dos termos do produto, o problema para esboçar o Diagrama de Bode aproximado da função de transferência do filtro passa a ser somente a composição do esboço aproximado dos termos anteriormente citados. Portanto procure escrever a função de transferência como produto de funções de primeira e de segunda ordem. 3.5. FREQÜÊNCIAS DE CORTE O ponto onde o módulo da função H(j) é 70,7% do módulo máximo é também chamado ponto de atenuação de 3dB. Esta definição é válida para os quatro tipos de filtros PB, PA, PF e RF. Outro conceito importante é o conceito de seletividade. É um conceito muito utilizado na área de telecomunicações e pode ser definido como a habilidade de um filtro de distinguir, em um dado espectro de freqüências, uma determinada freqüência em relação as demais. Tem muito significado para filtros PF e RF, mas nos demais o mesmo quase não se aplica. 4. MATERIAL UTILIZADO 1) Gerador de Sinal Senoidal 2) Resistor: 2 x 100 3) Capacitor:2 x 100F 4) Indutor: 820H ou 2 de 470H (série) 5) Osciloscópio (2 canais) i 5. PRÉ-RELATÓRIO 1) Calcule a função de transferência do filtro Vs ( s) H ( s) da Figura 3. V ( s) i 820H ou 2 de 470H (série) Figura 3 Filtro Proposto Página 4/7

H(s) = 2) Calcule os pólos e zeros da função H(s) e preencha somente o necessário na Tabela 1. ORDEM PÓLOS ZEROS p 1 = z 1 = p 2 = z 2 = p 3 = z 3 = p 4 = z 4 = p 5 = z 5 = Tabela 1. Pólos e Zeros 3) Classifique o tipo de filtro quanto a função executada e tecnologia empregada. Função executada Tecnologia empregada 4) Escreva H(s) utilizando o conceito introduzido no item 3.4. H(s) = 5) Faça um tratamento assintótico na função H(j) e esboce o Diagrama de Bode Assintótico (use um único papel monolog para módulo e fase freqüência em Hz). 6) Calcule o valor máximo em db do módulo de H(j) Máx H ( j ) db 7) Utilizando o valor calculado do item anterior calcule a freqüência de corte do filtro. c = rad/s f c = Hz 8) Trace o Diagrama de Bode (teórico) utilizando a função H(j) obtida. (Use o mesmo papel monolog utilizado para o tratamento assintótico freqüência em Hz). Página 5/7

9) Preencha a Tabela 2. f (Hz) G (db) ( o ) UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC f c /10 f c /5 f c /4 f c /3 f c /2 f c 2 f c 3 f c 4 f c 5 f c 10 f c 6. PARTE EXPERIMENTAL: Tabela 2. Valores Exatos para o Diagrama de Bode 1) Montar o circuito mostrado na Figura 3. 2) Ajustar o gerador de sinal para senoidal e amplitude para qualquer valor diferente de zero. 3) Ajustar a freqüência para que se obtenha um ganho máximo G máx. 4) Ajustar a amplitude nesta freqüência para 8 V pp. 5) Variar a freqüência de tal maneira que o ganho máximo seja reduzido de um fator de 1 =, pois neste caso temos a freqüência de corte (f c ). 2 6) Medir o módulo e fase do ganho de modo a preencher a seguinte Tabela 3: f (Hz) V i V s G G (db) t (s) ( o ) * f c /10 f c /5 f c /4 f c /3 f c /2 f c 2 f c 3 f c 4 f c 5 f c 10 f c * G j ) t 360 f ( Tabela 3. Valores Experimentais para o Diagrama de Bode. 7) Esboçar o diagrama de bode experimental obtido através da Tabela 3. (Sobrepor os gráficos obtidos no mesmo papel monolog utilizado na parte teórica - freqüência em Hertz). Página 6/7

7. QUESTIONÁRIO 7.1. O experimento se mostrou válido? Explique por que? 7.2. Comente os resultados, erros encontrados e possíveis fontes de erros. Página 7/7