ArtePORÃnea - Dança Maculelê

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Transcrição:

ArtePORÃnea - Dança Maculelê Team Description for the Latin American and Brazilian competition Robotics 2015 PESSOA, Rosalândia Nascimento; ALMEIDA, MONTEIRO, Kelver Carlos Coutinho; Bárbara K. M. de Almeida; COSTA, Deyvid André da; DANTAS, José Yuri do Nascimento; LIMA, Otávio Bento A. de; NASCIMENTO, Maria Eduarda B. do; SILVA, Thierry Henrique Tavares; TAVARES, Alisson Tiago Serafim. Resumo - A equipe ArtePORÃnea tem a proposta de pesquisar, conhecer e explorar saberes culturais multiétnicos por meio da reflexão sobre a produção científica, buscando e propondo soluções através da interação com a tecnologia robótica. Para tanto, este ano será apresentado o maculelê, uma dança afro-indígena cuja lenda referencia um guerreiro sozinho defendendo a sua tribo de outra rival com apenas dois pedaços de pau. Além do resgate histórico, há o desafio de unir a dança e a tecnologia na valorização cultural, assim, a robótica perpassa o contexto técnico para dá vida a arte por meio da ciência e instigar a construção de novos saberes. Abstract The team has ArtePORÃnea the proposed research, learn and explore multiethnic cultural knowledge through reflection on the scientific, seeking and proposing solutions by interacting with robotics technology. Therefore, this year will be presented maculele, an african-indigenous dance whose legend reference "a warrior alone defending his tribe from another rival with just two sticks." In addition to the historical rescue, there is the challenge of uniting dance and technology in cultural appreciation thus robotics permeates the technical context to give life to art through science and instigate the construction of new knowledge. I. INTRODUÇÃO A equipe ArtePORÃnea, formada por alunos do Ensino Fundamental, é um grupo de Robótica que tem a proposta de pesquisar, conhecer e explorar saberes culturais multiétnicos através da reflexão sobre a produção científica e tecnológica desses povos, buscando e propondo soluções através da interação com a tecnologia robótica. A equipe tem cerca de vinte alunos ao todo entre o sexto e nono ano do ensino fundamental, atendendo, também, à demanda pela inclusão, fato este que é mencionado apenas a sua relevância no contexto pouco inclusivo das escolas públicas nesse estado brasileiro. Destes, apenas oito estão inscritos na modalidade. Esta equipe no ano de 2014 na Mostra Nacional de Robótica (MNR) conquistou o terceiro lugar na competição em dança com robôs apresentando o toré - dança indígena.neste ano pretendemos apresentar na Competição Latino Americana e Brasileira de Robótica (LARC/CBR) o MACULELÊ uma dança afro-indígena.

Figura 1. Dançando maculelê Como parte de um esforço governamental em abarcar as escolas públicas municipais na cidade de João Pessoa-Paraíba-Brasil, nossa escola foi contemplada, há aproximadamente 1 ano e meio, com 20 unidades do kit pete mecatrônica, contendo ALFA MC 3.0 da PNCA- Robótica e Eletrônica com inúmeros sensores, dentre eles, sensores de faixa, proximidade, luz, som, temperatura, resistência, assim como motores e estruturas metálicas para montagem, em síntese, um kit rico em possibilidades. A apropriação do conhecimento tecnológico é, neste caso, o principal elemento catalisador do processo de aprendizagem. Contudo, é fundamental, para um melhor entendimento das questões que envolverão e determinarão a montagem e programação dos robôs, faz-se necessária uma breve explicação da dança Maculelê, não temos certeza de sua origem uns relatam que foi oriundo da Bahia como é a capoeira (MUNANGA, 2006), outros falam que é de origem negra e outros dizem que sua origem é indígena. Mas muitos dos registros dizem que é de origem afro-indígena, conta-se que é uma expressão teatral que conta através da dança e cânticos a lenda de um guerreiro sozinho conseguiu defender sua tribo de outra tribo rival usando apenas dois pedaços de pau, tornando-se o herói da tribo (BLOGSPOT, 2015).Segundo Benjamin o principal instrumento é o atabaque, a indumentária é uma saia de estopa crua, lenços no pescoço ou tocas na cabeça e pintura feita com fuligem de carvão, farinha de trigo e urucum para região da boca. Os cânticos provem dos candomblés de caboclo, alguns das canções de escravos e outras fazem mençõesà cultura indígena. Hoje omaculelê é difundido pelos praticantes da capoeira e é dançado em fileiras com coreografia marcada por bastões. Figura 2. Kit Alfa PNCA. Equipe programando e estudando as possibilidades de reuso dos robôs.

Entendemos que os robôs só poderiam interagir em uma dança tradicional, a partir do entendimento dessa prática por parte dos integrantes. Isto é, a modelagem do robô e a formulação do algoritmo só poderiam ser pensadas a partir da observação e vivência desta cultura. Através de vídeos e ensaios em sala, os alunos puderam discutir o algoritmo e determinar os dispositivos que vem utilizando, sendo este, ainda, um processo constante. Figura 3. Testando as possibilidades de modelagem para o robô Apesar do breve tempo de prática, a equipe tem demonstrado um grande interesse, dedicação e empenho nas aulas que vem acontecendo todas as sextas no contraturno da escola por 4 horas seguidas, com um breve intervalo de 15 minutos. Diante da possibilidade de participar deste evento, lançando os alunos ao desafio instigante e criativo de relacionar a dança e a robótica nos sentimos impelidos a inscrevê-los nessa que será uma aventura para todos nós e um imenso incentivo a toda comunidade escolar. Seguindo o material didático sugerido pelo fabricante dos equipamentos, os alunos atualmente tem como meta realizar todos os exercícios propostos nos 5 volumes da coleção. Essa meta foi traçada por eles no início das aulas como forma de acelerar os estudos e, também, de serem capazes de se gerir coletivamente, priorizando montagens que sirvam ao propósito das temáticas culturais abordadas na sala, ao passo que se aprofundam na programação no ambiente LEGAL fornecido pelo fabricante (PNCA). O papel do orientador restringe-se a incentivar a comunicação, o debate e o respeito mútuo, assim como, também, propor desafios, orientar a pesquisa, atuando mais como um facilitador de uma prática que leva naturalmente a exercitar o ouvir, a reflexão e a arguir no grupo, percebendo o objetivo comum. A equipe encontra-se atualmente no processo de montagem do protótipo final para teste e pesquisa em campo através de viagem já marcada para a tribo daqui a duas semanas. A intenção é promover o alargamento do horizonte cultural das crianças, assim como, também, testar nossos robôs na aldeia, experimentando sensores de faixa, proximidade, luz, e representação gráfica da dança no solo.

II. ARQUITETURA DOS ROBÔS Os robôs da equipe foram construídos utilizando-se Kits ALFA, da fabricante PNCA. A equipe decidiu pela utilização de 3(três) robôs cuja montagem envolve, cada um: 03(três) módulos de controle; 02 (dois) sensores de luz; 03(três) sensores de proximidade; 04(quatro) sensores segue faixa; 01(um) sensor de som; 06(seis) servomotores; 06(seis) leds; 10(dez) motores DC; estrutura metálica e indumentária. III. FUNÇÃO DOS COMPONENTES O Módulo de controle(mc) é a unidade de programação que permite a execução e armazenamento das programações. Figura 4.Módulo central (MC) O sensor de faixa é um sensor óptico, formado por uma fonte de luz e um detector de luz para medir a quantidade de luz que foi refletida. De acordo com a distância entre a região a ser analisada e o sensor é necessário ajustar a sensibilidade do sensor, pressionando os botões nas laterais do mesmo. Será utilizado para manter o robô realizando continuamente o circuito predefinido, uma faixa escura em forma de linhas lateralmente. Figura 5.Sensor de faixa

Para acionar a programação dos servomotores, que, por sua vez, realizarão os movimentos da cabeça e ombros do robô para simular o movimento do maculelê. O servomotor é utilizado para realizar movimentos angulares, como os movimentos de um braço mecânico, por exemplo. É necessário indicar a medida de um ângulo que você deseja girar, bem como em qual saída você conectou o servomotor. Eles têm funções importantes na simulação da interação dos robôs com os dançarinos. Realizam os movimentos do maculelê representando os movimentos do duelo de um guerreiro com o outo. Assim como, também, são responsáveis por movimentar os bastões em direção ao solo e ao outro durante a coreografia da dança. Figura 6.Servomotor Os sensores de proximidade detectam a presença de obstáculos sem a necessidade de entrar em contato com o objeto. Assim, o estamos utilizando para manter a distância entre robôs e dançarinos. Figura 7. Sensor de proximidade Os sensores de luz percebem e são capazes de reagir a luminosidade do ambiente, se movendo em direção a uma fonte de luz ou se afastando desta. O utilizamos para que os robôs possam seguir os dançarinos com auxílio de uma lanterna, mudando a sua trajetória até alcançar um segundo circuito.

Figura 8. Sensor de luz O corpo do robô é construído a partir de peças fabricadas em alumínio reciclável, rodas plásticas, porcas e parafusos, fornecidos no kit, pelo fabricante PNCA. Entretanto, recebe, também, a indumentária da dança, utilizando materiais e elementos da cultura, adaptados às dimensões do robô, para que se assemelhem aos dançarinos. Os motores DC são os responsáveis pelo deslocamento constante do robô durante a dança. Figura 9. Motores DC IV. CONSTRUÇÃO DOS PROTÓTIPOS O desafio da montagem desse protótipo vem ocorrendo por etapas. A cada encontro a equipe concentra-se no acréscimo de um novo dispositivo, buscando dominar e conciliar a programação, que também sofre alterações. Atualmente, estamos estudando o robô da competição anterior para reutilizarmos e tem sido objeto de muitas discussões e testes. A indumentária tem sido adiada e provavelmente configurará a última etapa, uma vez que é prática e intencionamos realizá-la juntamente com um grupo de capoeira.

V. CENÁRIO E COREOGRAFIA A dança não tem um cenário. Iremos adaptar a lona do ano anterior que será esticada no chão com círculos concêntricos de faixa escura que os robôs seguirão continuamente e duas faixas laterais e paralelas com marcações que funcionarão como marcações para a coreografia da dança, e que, por sua vez desencadeará o acionamento de servomotores, desempenhando a ações relaciona a movimentação do maculelê e giro de dorso ou cabeça do robô. A apresentação terá um círculo central (faixa escura) com cerca de 1,5 m de diâmetro onde os robôs iniciam a programação. Seguirão todos no movimento circular dando início à dança, sendo que os robôs percebem a presença um do outro através do sensor de proximidade e fazendo o movimento do maculelê na direção do sensor acionado, de um lado ou de outro. No segundo momento, os robôs são conduzidos para as faixas laterais ao círculo pelos dançarinos através do sensor de luz, com auxílio de lanternas. Essa condução dá início a segunda sequência de programação, a qual, ao perceber a presença de outo dançarino. Os robôs irão ao centro auxiliado e conduzido pelo sensor de luz para fazer sua apresentação. E novamente sairão do centro para as faixas laterais para interagir com os alunos. Um terceiro Robô irá representar o mestre de cerimonia que todo o momento estará tocando um atabaque. Detalhes técnicos e regras da apresentação vêm sendo trabalhados com a equipe. A exemplo da lona que será o chão da apresentação, sendo capaz de suportar a dança, uma vez que a equipe fará varias apresentações. Apesar de inúmeras soluções já encontradas, a equipe ainda tem por objetivo resolver melhor esta questão, motivados principalmente pela questão do tempo de 5 minutos da montagem, apresentação e desmontagem, conscientes de que, após já alguns ensaios, não conseguimos baixar o tempo de 10 minutos. É certo que ainda há muito por fazer e melhorar, estando toda a apresentação sujeita a cortes e simplificações. REFERÊNCIAS BENJAMIN, Roberto Emerson Câmara. A África está em nós: historia e cultura. João pessoa: Grafset, 2004. IMEI. Disponível em http:///acessado em 12 de julho de 2015 as 14h35 MACULELÊ HISTORIA. Disponível em capoeiraexports. blogspot.com. Acessado em 12 de julho de 2015 as 14h37. MUNANGA, Kabengele. O negro no Brasil de hoje. São Pulo: Global, 2006.