24 4.2 CONCRETAGEM DAS ESTRUTURAS Na concretagem das estruturas, foi utilizado concreto usinado com resistência à compressão de 35MPa. Este concreto foi misturado e transportado por caminhão-betoneira, em quantidade suficiente para ser utilizado em até 2:30h, ou seja, antes do tempo de início da pega de concreto. Em cada carga de concreto que chegava na obra, era realizado o teste de determinação de consistência pelo abatimento do tronco de cone, conhecido também por Slump Test. Este teste determina a consistência do concreto, levando em consideração a sua plasticidade, e para ser utilizado na obra, o resultado deveria estar entre 10 a 16 cm, conforme especificado em norma. Também foram produzidos corpos de provas para realização dos testes de resistência. Estes teste são ilustrados nas figuras 13, 14 e 15. O processo de concretagem foi realizado em duas etapas: Concretagem dos pilares. Concretagem das vigas e da laje. Figura 13 - Slump test acervo do autor.
25 Figura 14 - Resultado do Slump test acervo do autor. Figura 15 - Moldes de corpos de prova acervo do autor.
26 4.2.1 Concretagem dos pilares A concretagem dos pilares foi realizada antes do posicionamento das armaduras e da malha de distribuição das vigas e lajes, de modo a facilitar o preenchimento e adensamento das estruturas. As fôrmas foram molhadas para que não absorvessem umidade, diminuindo a perda de água do concreto, conforme mostrado na figura 16. Figura 16 - Molhamento da forma de pilar acervo do autor Para a concretagem dos pilares, após a realização do teste de consistência, o concreto era despejado aos poucos dentro do balde de concreto (acessório da grua) e içado pela grua para ser despejado dentro das fôrmas dos pilares, conforme mostrado nas figuras 17, 18 e 19.
27 Figura 17 - Balde da grua acervo do autor. Figura 18 - Concretagem de pilar acervo do autor.
Figura 19 - Concretagem de pilar acervo do autor. 28
29 Conforme as fôrmas iam sendo preenchidas, eram utilizados vibradores de imersão para fazer o adensamento do concreto. O preenchimento foi feito até a altura onde iniciariam as vigas, deixando os transpasses necessários para a execução dos pilares do próximo nível. A fiscalização desta etapa era de grande importância, garantindo um bom trabalho de preenchimento e adensamento, a fim de se evitar problemas causados pelo adensamento inadequado. 4.2.2 Concretagem das vigas e laje Após a concretagem dos pilares e o posicionamento das armaduras e malha de distribuição, foi feita a concretagem das vigas e laje. As fôrmas também foram molhadas para não absorverem umidade, evitando a perda de água do concreto, conforme a figura 20. Figura 20 - Molhamento das fôrmas acervo do autor. Para concretagem das vigas e laje, após a realização do teste de consistência, o concreto foi bombeado por meio de uma bomba-lança acoplada ao caminhão-betoneira,
30 lançando diretamente sobre as fôrmas de vigas e laje, facilitando a aplicação, conforme mostra as figuras 21. Figura 21 - Bomba-lança acoplada ao caminhão-betoneira acervo do autor.
31 Nas figuras 22, 23, 24 e 25 é possível observar que enquanto uma equipe distribuía o concreto, outra fazia o adensamento mecânico com vibradores de imersão, agilizando o processo de concretagem. Figura 22 - Lançamento e adensamento de concreto acervo do autor.
32 Figura 23 - Lançamento de concreto acervo do autor. Figura 24 - Adensamento do concreto acervo do autor.
33 Figura 25 - Adensamento do concreto acervo do autor. Nesta etapa, a fiscalização se faz importante para garantir que que todas as tubulações embutidas sejam completamente cobertas pelo concreto, e que o adensamento seja feito de maneira adequada. Com o término na concretagem da laje, se faz importante esperar o tempo de cura do concreto para iniciar serviços sobre ela, e é necessário umedecer a laje durante esse tempo a fim de evitar a retração do concreto e surgimento de fissuras, conforme mostrado na figura 26.
Figura 26 - Cura do concreto acervo do adutor. 34
35 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Através deste relatório, fica claro a necessidade do acompanhamento e fiscalização durante o processo de concretagem dos elementos estruturais. Foi possível utilizar os conhecimentos adquiridos durante a formação acadêmica no campo prático, melhorando o desempenho das estruturas e otimizando o processo de montagem para concretagem. Um fator que se mostrou importante durante a execução dos elementos estruturais, foi a existência de projetos específicos bem detalhados para cada parte do processo, havendo uma compatibilização entre os projetos de fôrma e armação, o que facilitou a fiscalização destas estruturas. Durante todo o processo de montagem das estruturas do pavimento tipo 4 que seriam concretadas, houve um acompanhamento e fiscalização do trabalho que estava sendo executado pelos funcionários da empresa. Por meio desta fiscalização, foi possível elaborar um trabalho condizente aos projetos estruturais, garantindo assim, uma adequada resistência, fazendo com que a estrutura atenda aos requisitos necessários de segurança.
REFERÊNCIAS ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em <http://www.abnt.org.br> acessado em 2 de setembro de 2016." ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12655: Concreto de cimento Portland Preparo, controle, recebimento e aceitação Procedimento. 3 ed. Rio de Janeiro: Abnt, 2015. 23 p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15696: Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto Projeto, dimensionamento e procedimentos executivos. 1 ed. Rio de Janeiro: Abnt, 2009. 33 p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto Procedimento. 3 ed. Rio de Janeiro: Abnt, 2014. 256 p. BASTOS, Paulo Sérgio dos Santos. FUNDAMENTOS DO CONCRETO ARMADO. 2014 - Curso de Engenharia Civil, Engenharia, Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2014. Disponível em: <http://coral.ufsm.br/decc/ecc1006/downloads/fundamentos.pdf>. Acesso em: 02 set. 2016. ENGEL, J. B. A segurança na utilização da grua na construção do edifício. Salvador, Bahia. Trabalho de Conclusão de Curso - Universidade Católica do Salvador. 2008. PINHEIRO, Libânio M.; RAZENTE, Julio A.. ESTRUTURAS DE CONCRETO. 2003. 1 v. Curso de Engenharia Civil, Engenharia, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2003. Disponível em: <http://www.fec.unicamp.br/~almeida/ec802/laje Nervurada/Lajes_nervuradas.pdf>. Acesso em: 02 set. 2016. SOUZA JÚNIOR, Tarley Ferreira de. ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO: Notas de Aula. 2016. 23 f. Curso de Engenharia Civil, Engenharia, Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2016. Disponível em: <https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-de-edificios/apostilaconcreto>. Acesso em: 02 set. 2016.