Dinâmica externa da Terra Formação das rochas sedimentares: - Como atuam os agentes geológicos externos nas rochas sedimentares? - Quais são as fases de formação das rochas sedimentares detríticas? - Como se formam as rochas sedimentares quimiogénicas e biogénicas?
Agentes geológicos externos Agentes geológicos externos Água (do rio, do mar, da chuva, do gelo ) Seres vivos (animais e plantas) Vento Os agentes geológicos externos contribuem para: - a alteração e erosão das rochas; - o transporte e a sedimentação de fragmentos de rochas.
Ação da Água Ação da água - A água pode reagir com os minerais das rochas provocando a sua alteração ou completa dissolução. Pode facilitar, evaporando, a precipitação de novos minerais nas fissuras das rochas ou, congelando, a sua desagregação em blocos.
Ação da Água Bloco de rocha Água líquida Rocha alterada Bloco deslocado Fragmentos rochosos soltos Gelo
Durante o inverno, quando a pluviosidade é alta, as águas de escorrência formam torrentes que, devido ao seu caudal, arrastam grandes quantidades de sedimentos e escavam vales, formando um rio. Água do rio
Gelo do glaciar Língua glaciária Os glaciares são grandes massas de gelo que, deslocando-se muito lentamente, transportam uma grande quantidade de sedimentos. Vale glaciar do rio Zêzere
Ação da Água no transporte de partículas Transporte de fragmentos rochosos pelo gelo Transporte de fragmentos rochosos pela água
Ação do Vento Ação do vento - O vento provoca o desgaste e a desagregação das rochas. Também faz o transporte das areias.
Ação dos Seres Vivos Ação dos seres vivos - Os seres vivos, como as plantas, podem provocar a alteração e a desagregação das rochas.
Processos que intervêm na formação das rochas sedimentares detríticas A formação de uma rocha sedimentar depende, em geral, de um conjunto de etapas: a meteorização, a erosão, o transporte, a sedimentação e a diagénese.
A meteorização consiste na alteração das rochas expostas à superfície da Terra. Meteorização física Meteorização química Meteorização física: quando a rocha é desagregada por ação do clima ou dos seres vivos. Meteorização química quando os minerais da rocha sofrem alterações por reação com a água ou com o ar.
Quando há remoção de detritos das rochas que sofreram meteorização, ocorre a erosão. A erosão por suceder por ação: - da água das chuvas; - do vento; - dos gelos; - dos glaciares; - dos rios; - das ondas e marés que arrancam e separam os fragmentos rochosos.
Ocorre transporte quando há deslocação dos materiais erodidos para outro local. O transporte pode ser devido à gravidade, à energia dos ventos, dos glaciares ou das correntes dos rios e dos mares. Quanto maior a duração e a energia do transporte, maior é a suavização das arestas dos detritos.
A sedimentação consiste na acumulação dos sedimentos. Ocorre quando os agentes transportadores perdem energia. Zonas de Sedimentação Os materiais são depositados horizontalmente formando camadas ou estratos sedimentares. Camadas ou estratos
DIAGÉNESE: Compactação e cimentação Poro Cimento Compactação diminuição de volume devido ao peso dos sedimentos. Há redução dos espaços vazios e perda de água. Cimentação conjunto de transformações de alguns sedimentos que, em conjunto com certas substâncias dissolvidas na água, agem como cimentadores.
A diagénese é um conjunto de processos que transforma sedimentos soltos depositados em rochas sedimentares consolidadas. Durante a diagénese, verifica-se uma aproximação entre os detritos, com diminuição dos espaços entre eles. A água vai desaparecendo, sendo substituída por materiais rochosos.
DIAGÉNESE: Compactação A compactação de areias envolve diminuição de volume devido ao peso dos sedimentos, à redução dos espaços vazios e à perda de água. A compactação de argilas, cujas partículas são muito menores do que os grãos de areia, envolve grande diminuição de volume, redução dos espaços vazios, perda de água e orientação quase horizontal dos grãos de
DIAGÉNESE: Cimentação Após a compactação pode ocorrer a precipitação de substâncias químicas dissolvidas na água nos poros entre os sedimentos, formando um cimento natural que diminui a porosidade das rochas. Este processo denomina-se cimentação. Cimento
Devido à pressão a que estão sujeitos, os sedimentos ficam mais compactos, acabando por ficar ligados por um cimento. Diagénese Areia Arenito Durante a diagénese, a areia, por exemplo, dá origem a uma rocha consolidada, o arenito.
Processos que intervêm na formação das rochas sedimentares detríticas Com o decorrer do tempo geológico, os sedimentos depositados vão sendo recobertos por novos sedimentos estratos. Ao longo do tempo geológico, os estratos vão sendo esmagados pelo peso dos sedimentos que vão sendo depositados. As rochas sedimentares são sujeitas ao aumento de pressão e temperatura. Alteração e erosão desgaste e remoção de fragmentos de rochas. Transporte deslocação dos detritos pela água e vento. Sedimentação deposição de sedimentos. Diagénese processo de compactação dos sedimentos, cimentação e aparecimento de novos minerais.
Rochas sedimentares detríticas Diferentes sedimentos originam diferentes rochas sedimentares. D i a g é n e s e
Rochas sedimentares detríticas A classificação das rochas sedimentares tem por base a origem dos sedimentos. Assim, classificam-se as rochas sedimentares de detríticas, quimiogénicas e biogénicas.
Rochas sedimentares detríticas Argila Diagénese Argilito Areia Diagénese Arenito Balastros Diagénese Brecha / Conglomerado
Rochas sedimentares detríticas Rocha não consolidadda Rocha consolidada Argila? Argilito Areia Arenito? Balastros Brecha / Conglomerado?
Rochas sedimentares quimiogénicas Formam-se em ambiente aquático. Resultam da precipitação de sedimentos químicos dissolvidos numa solução aquosa. Estalactites Gruta calcária. As estalactites resultam da precipitação do carbonato de cálcio. O sal-gema é uma rocha sedimentar quimiogénica formada por halite mineral de cloreto de sódio.
Rochas sedimentares quimiogénicas As rochas quimiogénicas são formadas por precipitação de substâncias dissolvidas na água. Gruta calcária Na formação do calcário, há a sedimentação de calcite a partir de uma solução aquosa de carbonato de cálcio. As estalactites, por exemplo, são formadas por calcário quimiogénico que precipita no teto de grutas.
Rochas sedimentares quimiogénicas estalactites e estalagmites As águas de infiltração que dissolvem o calcário, ao atingirem a parte superior da gruta, escorrem lentamente, gotejando e precipitando o mineral calcite. A precipitação da calcite origina formações mais ou menos cónicas estalactites. Esta água, ao cair no chão da gruta, forma depósitos de calcite, originando estalagmites. Ao fim de milhões de anos, as estalagmites podem unir-se com as estalactites, formando colunas.
Rochas sedimentares quimiogénicas O sal-gema é uma rocha quimiogénica resultante da evaporação de água salgada. Sal-gema
Rochas sedimentares biogénicas As rochas sedimentares biogénicas têm origem na acumulação de organismos após a sua morte ou de detritos da sua atividade. Os calcários conquíferos são constituídos por fragmentos de conchas ou conchas inteiras. Alguns organismos, como os corais, constroem estruturas calcárias
Rochas sedimentares biogénicas As rochas biogénicas resultam da acumulação e consolidação de restos de seres vivos ou produtos da sua atividade. Como exemplos de rochas biogénicas, podem-se referir os calcários conquíferos, os calcários recifais e os carvões. Calcário conquífero Calcário recifal Os calcários recifais resultam de estruturas produzidas pelos corais. Os calcários conquíferos formam-se por acumulação e transformação de conchas de animais marinhos.
Os carvões formam-se por acumulação e transformação, sob determinadas condições, de restos de plantas. Turfa Rochas sedimentares biogénicas Lignite Antracite Carvão betuminoso A turfa, a lignite, o carvão betuminoso e a antracite são carvões progressivamente mais ricos em carbono e com maior poder combustível.