REFORMA TRABALHISTA 09/06/2017
Principais Pontos 1) Negociação Coletiva tem prevalência sobre a lei quando, entre outros temas, dispuser sobre: jornada de trabalho Banco de Horas anual Intervalos Intrajornada Plano de cargos, salários e funções Participação nos lucros da empresa
Principais Pontos 2) Negociação Coletiva não tem prevalência sobre a lei quando, entre outros temas, dispuser sobre: salário mínimo Seguro-desemprego Depósito do FGTS, e multa rescisória 13º salário Salário familia
Principais Pontos Número de dias de férias, gozo anual, abono de 1/3 seguro contra acidentes de trabalho Direito de Greve Remuneração do Trabalho Noturno superior a diurno Licenças maternidade e paternidade Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos. Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de 30 dias.
1.Quitação verbas trabalhistas: Hoje a quitação das verbas trabalhistas é feito juntamente com a rescisão de contrato. Com a reforma a quitação das verbas poderá ser anual com a participação do sindicato profissional. 2.Demissão coletiva: não necessita de autorização prévia do sindicato dos trabalhadores.
Principais Pontos Geral 3. Rescisão contratual: Hoje, é exigido que a homologação da rescisão do contrato seja feito em sindicados da classe. A rescisão passa a ser feita na própria empresa, que pode ter a assistência do sindicato ou não, mediante ao advogado da empresa e do Empregado. A medida agiliza o acesso do funcionário a benefícios, como por exemplo, o saque do FGTS.
4. Férias: Hoje, as férias podem ser tiradas em dois períodos em caso de férias coletivas, desde que um deles não seja inferior a 10 dias corridos. Pela reforma, as férias poderão ser usufruídas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ser menores do que 5 dias corridos, cada um. Também fica vedado o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado.
5. Contribuição sindical: Atualmente, o pagamento da contribuição sindical é obrigatória e vale para empregados sindicalizados ou não. Uma vez ao ano, é descontado o equivalente a um dia de salário do trabalhador. Com a reforma a contribuição passará a ser opcional, desconto apenas com autorização prévia no empregado.
6. Regime parcial: A CLT em vigor considera trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não passe de 25 horas semanas. Pela legislação atual, é proibida a realização de hora extra no regime parcial. Com a reforma, o relator aumenta essa carga para 30horas semanas, sem a possibilidade de horas extra. Também passa a considerar o trabalho em regime de tempo parcial aquele que não passa de 26 horas por semana, com a possibilidade de 6 horas extras por semana. As horas extras serão pagas com o acréscimo de 50% sobre o salário-hora normal. Obs: As horas extras poderão ser compensadas diretamente até a semana seguinte. Caso isso não aconteça, deverão ser pagas.
7. Tempo de deslocamento: A CLT contabiliza como jornada de trabalho deslocamento fornecido pelo empregador para locais de difícil acesso ou não servido por transporte público. Neste caso, a empresa precisa fornecer um transporte alternativo. O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho. OBS: Também não será computado como hora extra o período que exceder a jornada normal quando o empregado, por escolha própria ficar nas dependências da empresa para exercer atividades particulares.
Principais Pontos Geral 8. Banco de horas: As empresas fazem acordo com os sindicatos de seus setores para prever como o banco de horas deve ser utilizado. Há algumas em que o tempo de liquidação é de três meses: ou seja, ou a companhia paga as horas do banco ao fim de um período de três meses ou o funcionário precisa tirar folga para compensar as horas trabalhadas além de sua jornada. A reforma permite que o banco de horas seja pactuado por acordo individual direto com o funcionário por escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses.
Principais Pontos Geral 9. Acordo Rescisório: Atualmente, se o trabalhador se demite, ele não tem direito aos seus recursos do FGTS, apenas se for demitido sem justa causa. O empregador tem a opção de avisar ao trabalhador sobre a demissão com 30 dias de antecedência ou pagar o salário referente ao mês sem que o funcionário precise trabalhar. Isso é válido para casos sem justa causa. O substitutivo prevê a demissão em comum acordo. Por esse mecanismo, a multa de 40% do FGTS seria reduzida a 20%, e o aviso prévio ficaria restrito a 15 dias. Além disso, o trabalhador poderia sacar 80% do Fundo, mas perderia o direito a receber o segurodesemprego.
Principais Pontos Geral 10. Tempo de intervalo: O trabalhador que exerce a jornada padrão de 8 horas diárias tem direito a no mínimo uma hora e a no máximo duas horas de intervalo para repouso ou alimentação. O intervalo dentro da jornada de trabalho poderá ser negociado, desde que tenha pelo menos 30 minutos. Além disso, se o empregador não conceder intervalo mínimo para almoço ou concedê-lo parcialmente, seja na área urbana ou rural, a indenização será de 50% do valor da hora normal de trabalho apenas sobre o tempo não concedido em vez de todo o tempo de intervalo devido.
11. Terceirização O relatório propõe uma série de salvaguardas para o trabalhador terceirizado. Em março, o presidente Michel Temer sancionou uma lei que permite a terceirização para todas as atividades de uma empresa. A reforma inclui uma espécie de quarentena, na qual o empregador não poderá demitir o trabalhador efetivo e recontratá-lo como terceirizado num período de 18 meses. A empresa que recepcionar um empregado terceirizado terá, ainda, que manter todas as condições que esse trabalhador tem na empregadora-mãe, como uso de ambulatório, alimentação e segurança.
12. Gravidez Hoje Mulheres grávidas ou lactantes estão proibidas de trabalhar em lugares com condições insalubres. É permitido o trabalho de mulheres grávidas em ambientes considerados insalubres, desde que a empresa apresente atestado médico que garanta que não há risco ao bebê nem à mãe.
13. Jornada de trabalho Hoje a jornada é limitada a 8 horas diárias, 44 horas semanais e 220 horas mensais, podendo haver até 2 horas extras por dia. A reforma regulariza jornada 12x36 para qualquer atividade. Jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas de descanso, respeitando o limite de 44 horas semanais (ou 48 horas, com as 4horas extras) e 220 horas mensais.
14- Ações Trabalhistas contra a empresa Hoje o funcionário não arca com os custos da ação judicial que são cobertos pelo poder público, e o empregado pode faltar a até três audiências judiciais. Com a reforma o trabalhador que entra com ação conta a empresa fica responsabilizado pelo pagamento dos honorários periciais caso perca a ação. O benefício da justiça gratuita passará a ser concedido apenas aos que comprovarem insuficiência de recursos. O trabalhador também terá que pagar os custos processuais se faltar em um julgamento, salvo se comprovar, no prazo de 8 dias, que o não comparecimento ocorreu por um motivo lealmente justificável.
15- Má-fé em processos judiciais. O novo texto prevê punições para as pessoas que agem com má-fé em processos judiciais na área trabalhista, seja ela o reclamante, o reclamado ou interveniente. O juiz poderá dar a condenação de multa, entre 1% e 10% de causa, além de indenização para a parte contrária. Será considerada de má-fé a pessoa que alterar a verdade dos fatos, usar o processo para objetivo legal, gerar resistência injustificada ao andamento do processo, entre outros.
16- Multa por falta de registro O texto atual da CLT (consolidação das leis trabalhistas), estabelece multa de um saláriomínimo, por empregado não registrado, acrescido de igual valor em cada reincidência. o projeto aumenta a multa para R$ 3 mil por empregado não registrado, acrescido de igual valor em cada reincidência. No caso de Microempresa ou empresa de pequeno porte, a multa prevista é de R$ 800,00.
17- Trabalho remoto ou home office Atualmente, não há previsão na legislação para o trabalho home office, como quando o empregado trabalha em casa. O texto do relator inclui o trabalho em casa na legislação e estabelece regras para sua prestação. Deverá haver um contrato individual de trabalho especificando as atividades que serão realizadas pelo empregado. O contrato também deverá fixar a responsabilidade sobre aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos, além da infrainstrutora necessária, assim como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado. As utilidades não poderão integrar a remuneração do empregado.
OBRIGADA! Wanessa Verli de Oliveira.