PORTUGAL Séc. XV e XVI

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Transcrição:

RECURSOS TEMÁTICOS HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 5º ANO PORTUGAL Séc. XV e XVI PORTUGAL NO SÉCULO XV e XVI Conhecer e compreender os desafios, as motivações e as condições para o pioneirismo português na expansão 1. Relacionar o limitado conhecimento do mundo por parte dos europeus com o surgimento de mitos e lendas sobre o desconhecido. R: Tendo conhecimento limitado da forma do Mundo, para explicarem o desconhecido criaram-se muitas lendas em relação aos mares e a pessoas que viveriam em terras desconhecidas. 2. Referir os interesses socioeconómicos e religiosos dos vários grupos sociais portugueses na expansão..clero = desejava espalhar a fé cristã..nobreza= queria conquistar terras e obter cargos de governação e rendas..burguesia= procuravam novos produtos, mercados e riquezas..povo= esperava melhorar as suas condições de vida com a Expansão do País. 3. Enumerar as condições geográficas, históricas, políticas, técnicas e científicas da prioridade portuguesa na expansão..condições GEOGRÁFICAS= Estando no extremo sudoeste da Europa e próximo de África, o País era banhado pelo Oceano Atlântico, além de ter uma grande costa marítima e bons portos de mar..condições HISTÓRICAS= O mar atraíaa os portugueses para atividades económicas marítimas (pesca, salicultura, comércio).. CONDIÇÃO POLÍTICAS= A nova Dinastia (Avis) desejava afirmar o seu Poder e obter prestígio na Europa.. CONDIÇÕES TÉCNICAS E CIENTÍFICAS = conhecendo os instrumentos náuticos para navegar no alto-mar (herança culturall muçulmana), usavam-nos para se orientarem no mar, especialmente o Quadrante, a Balestilha e o Astrolábio. Para saberem a direção do vento ou das correntes marítimas desenhavam nas Cartas Náuticas essas informações entretanto recolhidas, permitindo a outros navegadores saberem a melhor direção a seguir no mar. 4. Descrever aspetos da vida a bordo nas caravelas. R: A higiene a bordo era fraca e os marinheiros conviviam com ratos que podiam transmitir doenças. Os alimentos frescos faltavam, aparecendo o escorbuto nos marinheiros vitimando muitos deles. Não tinham proteção contra a chuva (roupas e calçado, por exemplo) e dormiam onde se podia dentro do navio. A água tinha de ser renovada pois rapidamente ficava imprópria par se beber.

Conhecer os rumos da expansão quatrocentista 1. Identificar os motivos da conquista de Ceuta, os seus resultados negativos e a relação destes com a prioridade concedida às descobertas na expansão portuguesa. R: Ceuta controlava a passagem dos barcos entre o mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico (ponto estratégico) e era local de comércio de rotas de ouro, especiarias e de cereais (centro de comércio). A conquista de Ceuta, no entanto, não trouxe grandes resultados económicos pois as rotas de ouro e especiarias foram desviadas da cidade, que passou a estar sob ataques dos mouros para a recuperar. Isso leva os portugueses a quererem chegar à origem do ouro e das especiarias, ou seja, às Descobertas. 2. Localizar no espaço e no tempo as principais conquistas, descobertas e explorações portuguesas, respetivos descobridores e período político em que se verificaram, desde 1415 a 1487. CONQUISTAS DESCOBERTAS Ceuta 1415 = (D. João I) Madeira 1419 = João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo. Alcácer Ceguer 1458 = (D. Afonso V) Açores 1427 = Diogo de Silves Tânger 1471 = (D. Afonso V) C. Bojador 1434 = Gil Eanes Arzila = 1471= (D. Afonso V).Rio de Ouro 1436.Cabo Branco 1441.Arguim 1443 = Gonçalo de Sintra.C. Verde 1456 = Cadamosto.Serra Leoa 1460 = Pedro de Sintra.Mina 1471=navegadores ao serviço de Fernão Gomes.S. Tomé e Príncipe 1472 = João de Santarém at alt..c. Stª Catarina 1474 = Rui de Sequeira.Foz do rio Zaire 1483 = Diogo Cão.C. da Boa Esperança 1487/88 = Bartolomeu Dias 3. Referir a importância da passagem do Cabo Bojador, em 1434. R: Permitiu a navegação para sul desse Cabo, explorando assim a Costa Africana e acabou com as lendas e mitos medievais sobre as pessoas e os lugares dessas zonas. 4. Relacionar o objetivo de D. João II de atingir a Índia por mar com as viagens de exploração e reconhecimento promovidas pelo monarca. R: Querendo chegar à India, D. João II promoveu a exploração do litoral africano para Sul do Cabo de Stª Catarina de modo a encontrar uma passagem entre o Atlântico e o Indico. Para isso, também quis obter informações sobre como navegar no Oceano Indico, tendo enviado Pero da Covilhã e Afonso de Paiva por terra para Oriente com essa missão. Conhecer e compreender as grandes viagens transatlânticas dos povos peninsulares 1. Explicar a importância da viagem de Vasco da Gama de 1498. A viagem de V. da Gama permitiu descobrir o caminho marítimo para a Índia (o caminho terrestre era conhecido), ligando 2 continentes por mar (Europa e Ásia). Da Índia passaram a achegar directamente a Lisboa as importantes especiarias (cravo, pimenta, canela, cravinho) criando-se pela Rota do Cabo (da Boa Esperança), a Carreira da Índia.

2. Caracterizar a Carreira da Índia. R: A Carreira da Índia envolvia uma armada de navios que partiam de Lisboa no início da primavera com destino à Índia. A viagem durava seis meses e seguia pela Rota do Cabo que ligava Lisboa à Índia. Ao voltar, as naus vinham carregadas de especiarias que eram vendidas em Lisboa com muito lucro para o Rei. 3. Descrever aspetos da vida a bordo nas naus. As naus eram maiores que as caravelas, transportando mais pessoas e mercadorias. Mas a vida no interipr do navio era difícil, agravado pela longa e perigosa viagem. As tempestades eram muitas, mas as doenças e acidentes durante a viagem também. A higiene também era pouca e os ratos a bordo aumentavam o perigo de doenças. A água tinha de ser poupada e renovada pois tornava-se imprópria para beber. Os alimentos eram baseados no pão, no biscoito, carne salgada, peixe e frutos secos, faltando os alimentos frescos que poderiam ajudar a prevenir uma doença terrível o escorbuto. 4. Referir a possível intencionalidade ou o acaso da descoberta do Brasil em 1500. R: Certos Historiadores pensam que foi tudo acidental, devido a uma tempestade que teria desviado para a costa brasileira os navios de P. A. Cabral. Porém, a exigência de D. João II para que o meridiano das Tordesilhas passasse de 100 para 370 léguas a Ocidente de C. Verde levam a supor que seria conhecida terra para ocidente, que interessaria a Portugal. 5. Estabelecer a relação entre a descoberta da América por Cristóvão Colombo e a assinatura do Tratado de Tordesilhas. R: Com a descoberta da América por Colombo levantou-se um problema: em 1480 Portugal e Castela celebraram o Tratado de Alcáçovas, segundo o qual as Ilhas Canárias pertenceriam a Castela, enquanto para Sul todas as terras e ilhas seriam de Portugal. Como as ilhas da América descobertas por Colombo estavam na área de pertença portuguesa, levantou-se um conflito entre os dois reinos pois Castela não queria perder a sua descoberta. Com a ajuda do Papa, foi feito um novo tratado, na cidade de Tordesilhas em 1494. Ficou estabelecida uma nova divisão do mundo em duas partes, ficando definido que todas as terras descobertas a oriente do meridiano das Tordesilhas pertenceriam a Portugal e as terras a ocidente do mesmo meridiano seriam de Castela. [Vê o Mapa seguinte]

6. Localizar no espaço e no tempo a primeira viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães. R: A viagem realizou-se entre 20 de Setembro de 1519 e 9 de Setembro de 1522. Foi uma viagem de circunavegação da Terra por vários oceanos, na direcção Oeste (aquela que, pelo Tratado das Tordesilhas, pertenceriam a Espanha) Conhecer e compreender as características do império português do século XVI 1. Conhecer a grande dispersão territorial do Império português no século XVI. R: No século XVI Portugal tinha territórios em quase todos os Continentes, explorando economicamente vários produtos vindos de África, Ásia e América. [Vê o Mapa] 2. Referir as principais trocas comerciais efetuadas entre os vários continentes, salientando as principais rotas do século XVI. R: Na área do Oceano Atlântico: rota triangular (ligava Portugal/Costa Ocidental Africana e Brasil madeira, açúcar ); Rota da Mina (feitoria portuguesa em África ouro, escravos e marfim)); Rota da Terra Nova (Bacalhau) e Rota da Flandres (Europa do Norte onde se vendiam as especiarias vindas na Índia na feitoria portuguesa de Antuérpia).. Na Área do Oceano Índico Carreira da Índia (com as especiarias) e as Rotas do Extremo Oriente (China e Japão sedas, chá e porcelanas ) [Vê o Mapa] 3. Descrever aspetos da vida quotidiana na Lisboa Quinhentista. R: No tempo de D. Manuel chegavam muitas riquezas a Lisboa. O Rei dava muitos banquetes e festas onde se serviam muitos pratos nas refeições. Os NOBRES e BURGUESES vestiam-se de modo elegante e rico, tendo ao seu serviço muitos criados. O POVO, porém, era pobre e nem sempre havia trabalho, comendo sardinhas, pão e sopa, além de vinho. Assim se vivia na Lisboa Quinhentista, cidade capital do Império, com 100 mil habitantes que conviviam num ambiente de muita riqueza e miséria também. 4. Indicar motivos que levaram os portugueses a colonizar os arquipélagos atlânticos. R: As Ilhas Atlânticas foram povoadas e desenvolvidas economicamente (açúcar, vinha e frutas na Madeira; cereais, plantas tintureiras e pecuária nos Açores), mas também eram pontos de apoio à navegação portuguesa, permitindo a passagem e abastecimento dos barcos vindos o Oriente e Brasil 5. Distinguir a colonização portuguesa das ilhas atlânticas e do Brasil do tipo de presença no litoral africano e no Oriente. R: As ilhas Atlânticas eram desabitadas e assim foram povoados e desenvolvidas economicamente. A presença portuguesa no litoral africano (feitorias de Mina e Arguim) era comercial, obtendo produtos africanos como ouro, marfim, malagueta, além dos escravos. O mesmo se pode dizer do Oriente (Índia, China, Japão) onde o objectivo era o comércio das especiarias, sedas e porcelanas. No Brasil, a colonização efectuou-se para explorar os produtos naturais da região e trazê-los para Portugal: madeira (pau-brasil), frutos, e sobretudo o açúcar.

6. Referir as principais características dos contactos dos portugueses com os povos africanos, asiáticos e ameríndios. R: As principais características com todos eles era o COMÉRCIO, que podia assumir a forma de troca direta (produto por produto, como se fazia em África). Também aí, (como no Brasil e na Índia), se fazia a MISSIONAÇÃO, tendo-se convertido o rei do Congo ao cristianismo. Na Índia os portugueses procuraram ter relações comerciais e de paz, embora nem sempre fosse possível pelos ataques de muçulmanos, impedidos agora de fazer o seu comércio de especiarias pelos mercadores portugueses. Também se realizaram casamentos entre os portugueses e as mulheres asiáticas. A missionação na Ásia nem sempre foi pacífica tendo existido perseguições a cristãos. No Brasil, como os índios resistiram à dominação portuguesa e não aguentavam a dureza do trabalho nas plantações de açúcar, foram levados milhares de escravos de África para o Brasil. Assim se fará a miscigenação da população brasileira, ou seja, a troca genética pela união de vários grupos humanos. Conhecer e compreender os efeitos da expansão marítima 1. Reconhecer a maior ligação entre várias zonas do mundo operada pelas descobertas marítimas. R: Com as descobertas de novos continentes pela via marítima promoveram-se as trocas comerciais de muitos produtos, para além de se conheceram novas terras, plantas, animais e palavras. 2. Salientar a introdução de novos produtos em vários continentes em resultado da expansão. Produtos americanos Produtos asiáticos Produtos africanos Produtos europeus Milho Maís= (maçaroca) Batata Tomate Feijão Tabaco Caju Várias Especiarias Chá Arroz Banana Sedas Porcelanas Pedras Preciosas Malagueta Marfim Algodão Ouro Escravos Cereais Vinho Tecidos Quinquilharias várias 3. Relacionar a intensificação dos contactos entre continentes com o processo de aculturação verificado. R: O alargamento do conhecimento do Mundo faz enriquecer também o vocabulário, adotando-se muitas palavras de origem africana, americana e asiática. Mas também se verificou a imposição aos povos que viviam nas áreas de influência portuguesa da língua, de hábitos sociais, religião, música, arte e a organização económica. Como muitos portugueses casavam com mulheres asiáticas, africanas e Índias, a mistura étnica também aconteceu (miscigenação, surgindo a pessoa mestiça do cruzamento étnico). Palavras Africanas Palavras Asiáticas Palavras Americanas.Batuque.Macaco.Mandioca.Samba.Bengala.Biombo.Caril.Pires e Chávena.Leque.Ananás.Capim.Carioca.Tapioca.Jacaré 4. Salientar os efeitos da intensificação do comércio de escravos operada a partir dos descobrimentos e da colonização de novos espaços. R: No século XVI intensificou-se o comércio de escravos para a América, marcado pela ganância do Homem. Ser escravo era ser uma mercadoria viva. Assim, como a escravatura era a forma de se ter mão-de-obra barata e como os índios tinham menos resistência física para trabalhar nas plantações, milhões de escravos africanos foram transportados em navios para a América trabalhando sem recompensa nenhuma. 5. Reconhecer em características étnicas, culturais, linguísticas e religiosas de diversas populações atuais a influência dos contactos estabelecidos ou promovidos pelos descobrimentos marítimos. R: Os contactos promovidos pelos Descobrimentos possibilitaram a miscigenação étnica de vários povos e permitiram uma troca linguística entre os povos, com contributos importantes a nível de vocabulário e pela missionação, no âmbito religioso, tal como hoje se observa nas zonas colonizadas pelos portugueses.

6. Localizar património arquitetónico edificado pelos portugueses no seu antigo Império. R: Podemos salientar as várias Igrejas espalhadas pelo antigo Império Português no Oriente Goa, por exemplo) ou mesmo a catedral de S. Paulo, em Macau (China). As construções militares são ainda hoje reconhecidas como marco da presença portuguesa no Mundo, como a fortaleza de Ormuz (na entrada do Golfo Pérsico), a de Ceuta e de Mazagão (Norte de África) e no Brasil devemos mencionar o traçado arquitetónico das ruas e das casas (cidade brasileira de Olinda, por exemplo) que copiavam as existentes em Portugal. Conhecer e compreender a influência da expansão marítima nas ciências, na literatura e arte portuguesas 1. Referir desenvolvimentos ao nível da astronomia, geografia, botânica, zoologia, medicina, resultantes do processo das descobertas. Astronomia e Matemática.Desenvolvimento da cartografia e da matemática, com a invenção do nónio, por Pedro Nunes. Geografia Botânica Zoologia Medicina. Destaca-se o livro de Duarte Pacheco Pereira: Esmeraldo de Situ Orbis, apresentando coordenadas de vários pontos terrestres (latitude).. Criação de jardins botânicos.. Criação de gabinete de estudo zoológico.. Destaca-se o nome de Garcia de Orta que escreveu o livro: Colóquio dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia, com descrição das plantas orientais e seu uso na Medicina. 2. Enumerar grandes obras literárias do tempo dos descobrimentos e seus autores. RELATOS DE VIAGENS CRÓNICAS AUTOS e FARSAS POESIA. Trata-se de narrativas de viagens marítimas e de descobertas, como a Carta do achamento do Brasil,. Relatos da Vida dos Reis, destacando-se as realizadas por Damião de Gois e João de Barros.. No género dramático (Teatro) destacamos os muitos Autos escritos por Gil Vicente ex: Auto da.na poesia lírica, notamos a escrita poética realizada por Sá de Miranda, Garcia de Resende e Bernardim de Pero Vaz de Caminha; a Índia; Farsa de Inês Ribeiro, sem esquecer a Crónica da Guiné, de Pereira. Poesia Épica como foram Zurara; e a Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto. Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões. 3. Enumerar características do estilo Manuelino, sublinhando a sua relação com os descobrimentos. CARACTERÍSTICAS / TEMAS DECORATIVOS. DA NATUREZA: presença de animais e de plantas exóticas [Vê as imagens seguintes].. DO MAR / DESCOBRIMENTOS: presença de cordas, nós, redes, algas, conchas - Vê as imagens seguintes].. SÍMBOLOS DE REALEZA: Armas e Escudo Nacional, Esfera Armilar, Cruz de Cristo - Vê as imagens seguintes].

4. Referir os principais monumentos Manuelinos. R: Por exemplo: O Mosteiro dos Jerónimos; A Torre de Belém e a Janela do Convento de Cristo, em Tomar. HGP 2016/17