Domínio E: EXPANSÃO E MUDANÇA NOS SÉCULOS XV E XVI
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- Thalita Domingos Gomes
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1 Domínio E: EXPANSÃO E MUDANÇA NOS SÉCULOS XV E XVI E.1. O Expansionismo Europeu Mª Alice Guimarães
2 A Europa nas vésperas da expansão
3 A CRISE DO SÉCULO XIV O século XIV Fomes Pestes Guerras Originam Quebra demográfica Conflitos sociais Problemas económicos A escassez de matérias-primas e de mão de obra incentivou a expansão territorial da Europa.
4 Onde e quando aconteceu? Fomes na Europa 1348 Peste Negra na Europa Século XIV Peste Negra Guerra dos Cem anos (Inglaterra e França) Revoltas dos camponeses Leis do Trabalho em França na Inglaterra e Portugal Revolução Portuguesa
5 Quais foram as principais causas da crise económica do século XIV? Maus anos agrícolas Fomes e epidemias Guerras Julga-se que o popular conto dos irmãos Grimm Hänsel und Gretel, onde uma bruxa se prepara para Caçadores na neve, Pieter Bruegel, 1565, Museu de Arte Histórica, Viena comer os jovens, reportava-se ao período de grandes Estátua equestre de Joana D Arc, Paris fomes que se abateu na Europa do século XIV, que Iluminura da Batalha de Crécy, Chronicles, Jean conduziu muitas famílias sem condições de Froissart, séc. XV, Biblioteca Nacional, Paris. subsistência ao abandono das crianças, e em casos Joana D Arc foi uma chefe militar dos exércitos franceses durante a Guerra dos Cem anos. Foi mais graves à prática do canibalismo. capturada e executada na fogueira pelos ingleses e seus Peste aliados a consideravam negraque em Tournai, iluminura séc. uma XIV. bruxa. Já no século XX seria canonizada pelo Papa e considerada Santa Padroeira da França.
6 Maus anos agrícolas Fomes e epidemias Guerras O resultado mais evidente destes fenómenos foi o aumento da taxa de mortalidade que conduziu a uma forte quebra demográfica. A falta de víveres e de gente para trabalhar agravou a situação levando à inflação dos preços. Para combater a crise e financiar as guerras, os monarcas cunharam mais moeda o que levou à desvalorização monetária e à persistência da grave crise económica. Moeda de prata de D. Fernando
7 A CRISE DO SÉCULO XIV A recessão económica e a agitação social em Portugal No século XIV, Portugal viveu um período de grave crise social, económica e política, à semelhança do que aconteceu no resto da Europa, que provocou o descontentamento da população.
8 A Recuperação da Europa A partir de meados do século XV A produção agrícola cresceu A população aumentou O comércio reanimou-se
9 Homem do Leme
10 A história de um país é a história da sua geografia. Napoleão
11 Ilustração do Livro das Maravilhas, de Marco Polo Mapa mundo de um geográfo árabe, Idrisi, século XII
12 O conhecimento que os europeus tinham do mundo era muito limitado. Relatos que se confundiam lendas e histórias fantasiosas com relatos reais. Mar tenebroso mar desconhecido, escuro, associado ao mar para além do Cabo Bojador.
13 Monstros e seres imaginários
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16 O mundo conhecido nos inícios do século XV
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18 No início do século XV, a Europa estava a tentar recuperar de uma situação de crise e a tomar consciência dos seus problemas: Faltava-lhe ouro prata Mão-de-obra cereais
19 Como resolver este problema? Conquistando e descobrindo novas terras
20 Condições geográficas: longa faixa marítima
21 Bons portos naturais
22 Povo habituado à pesca. Durante a idade Média, a base da economia portuguesa foi a agricultura e a pesca.
23 Condições políticas Vivia-se um período de estabilidade e paz Os apoiantes D. João I estavam disponíveis para assegurar novos projetos.
24 Condições técnicas Caravela com vela latina que permitia bolinar
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27 Conhecimento das técnicas de marear: - Navegação por cabotagem (ao longo da costa) - Conhecimento de instrumentos de orientação: bússola; astrolábio; quadrante; balestilha - Cartas de marear e portulanos - Navegação astronómica
28 Interesses da Coroa e dos grupos Sociais na expansão portuguesa Rei Nobreza Resolver os problemas económicos do país; Aumentar o seu prestígio no estrangeiro. Aumentar o seu poder Participar nas conquistas para obter novos cargos e mais terras e mais mão de obra. Clero Burguesia Povo Expandir a fé cristã; Aumentar os seus rendimentos. Aumentar os seus lucros Procurar novos mercados para o comércio. Melhorar as suas condições de vida
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30 Em Síntese: CONDIÇÕES FAVORÁVEIS À EXPANSÃO PORTUGUESA GEOGRÁFICAS Localização geográfica de Portugal Bons portos naturais POLÍTICAS Estabilidade TÉCNICO- CIENTÍFICAS Domínio de técnicas de navegação (navegação à bolina, navegação astronómica...) Domínio de técnicas de orientação (bússola, quadrante, astrolábio, portulanos...) SOCIAIS Interesse de todos os grupos sociais na expansão marítima Grande apoio da Coroa ECONÓMICAS Necessidade de recuperar da crise do séc XIV
31 A acção do Infante D. Henrique Grande impulsionador e coordenador da expansão marítima portuguesa
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33 A Conquista de Ceuta A expansão portuguesa iniciou com a conquista de Ceuta, em Esta cidade situa-se no litoral do norte de África, próxima do Estreito de Gibraltar.
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35 Monumento evocativo do esforço tripeiro para a conquista de Ceuta Preparação dos navios para Ceuta nos estaleiros de Miragaia, segundo Fernão Lopes, o mais importante do país. (Arquivo Histórico Municipal do Porto)
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38 Partida da Armada do Infante D. Henrique para a Conquista de Ceuta Câmara Municipal do Porto
39 Azulejos na Estação de São Bento: Infante D. Henrique na conquista de Ceuta.
40 Razões que levaram os portugueses à conquista de Ceuta
41 Entreposto comercial onde afluíam mercadorias do Oriente, ouro, especiarias e produtos de luxo trazidas pelos muçulmanos;
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43 Fertilidade dos solos rica em cereais;
44 Posição estratégica de Ceuta - Controlava a navegação entre o - Mediterrâneo e o Atlântico;
45 Expansão da fé cristã; Combate à pirataria muçulmana; Clero queria expandir a fé cristã e aumentar as suas rendas A conquista de outras cidades do Norte
46 A conquista de Ceuta, liderada pelo próprio rei D. João I, foi um êxito militar, mas o domínio da cidade acabou por ser um fracasso económico: Os muçulmanos desviaram as suas rotas comerciais para outras cidades do Norte de África; A situação de guerra em redor da cidade e a morte de soldados portugueses era constante; Os campos de cultivo de cereais eram continuamente atacados e destruídos; Ceuta passou a ser uma cidade cristã isolada, mantida com grande esforço financeiro e militar.
47 MENCIONA AS RAZÕES EVENTUALMENTE APRESENTADAS PELOS INFANTES E O CONDE DE BARCELOS AO REI D. JOÃO, PARA O CONVENCER CONQUISTA DE CEUTA.
48 Nobreza Burguesia e população em geral Conquistas Colonização e descobertas Norte de África Arquipélagos atlânticos Costa ocidental de África
49 A DESCOBERTA DOS ARQUIPÉLAGOS ATLÂNTICOS MADEIRA: Data: descoberta oficial do Arquipélago da Madeira. João Gonçalves Zarco Tristão Vaz Teixeira Bartolomeu Perestrelo
50 A DESCOBERTA DOS ARQUIPÉLAGOS ATLÂNTICOS AÇORES: Data: descoberta de algumas ilhas do Arquipélago dos Açores: grupos oriental e central Diogo de Silves 1452 Diogo de Teive descobre grupo ocidental.
51 Povoamento dos arquipélagos atlânticos: Sistema de capitanias-donatarias, administradas por capitães donatários. Os capitães donatários tinham como funções defender, povoar e explorar os recursos naturais das suas capitanias. Capitanias donatarias: arquipélago da Madeira
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53 Povoamento dos arquipélagos atlânticos: MADEIRA: - população originária do Algarve e do Minho; - mas também Flamengos, Genoveses e Ingleses. AÇORES: - população originária do Algarve e do Alentejo; - mas também houve colonos estrangeiros (da Flandres, uma região a norte da Bélgica; da Bretanha, uma região a noroeste de França; e de outras regiões da Europa).
54 Economia dos arquipélagos atlânticos: MADEIRA: - Aproveitaram-se os recursos naturais, madeira e plantas tintureiras e introduziram-se novas culturas: trigo e cana de açúcar; - Desenvolveu-se a pesca e a criação de gado. AÇORES: - Na exploração agrícola cultivavam-se cereais, e plantas tintureiras (pastel e urzela); - outra actividade muito importante para a economia das ilhas foi a criação de gado.
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