Avaliação Psicológica III ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL Profa. Márcia Calixto dos Santos
A ESCOLHA PROFISSIONAL Antes do capitalismo - a profissão era determinada pelos laços de sangue - influência da família. No capitalismo - o indivíduo pode ser tudo o que quiser ser. Conceito de que o indivíduo escolhe sua profissão, emergindo todo o conhecimento correspondente à orientação vocacional.
A ESCOLHA PROFISSIONAL Nos dias atuais - expressiva cobrança quanto ao sucesso e a realização profissional. Conflitos, pressões, mitos, modelos que influenciam a escolha profissional. Existem influências sociais, pessoais, limites ou possibilidades nesse contexto e quanto mais o jovem conhece esses fatores, mais controle pode ter sobre sua escolha.
FATORES QUE INFLUENCIAM Características da Profissão: mercado de trabalho, a importância social, remuneração, tipo de trabalho e habilidades necessárias. Caminho para se chegar a Profissão: a escolarização e o vestibular, os custos da formação. Grupo Social: a família e os amigos, questões de gênero e história pessoal (expectativas quanto a si mesmo; gostos; habilidades; profissão de pessoas significativas; condições materiais, seus limites e possibilidades; desejos). Satisfação Pessoal x Satisfação Material: conflito comum.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA OP Nasce em 1907 com a criação do primeiro centro de OP dos EUA, o Vocational Bureau of Boston, por Frank Parsons. 1909 Parsons publica o livro Choosing a vocation Proposta de Parsons Autoconhecimento - habilidades, interesses, ambições, limitações e outras características pessoais; Conhecimento das possibilidades e características das diversas profissões; Integração entre as características individuais e ocupacionais.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA OP 1920 1930: Psicologia Diferencial e Psicometria influenciam a prática de OP, principalmente com o desenvolvimento de testes de inteligência, aptidão, habilidades, interesses e personalidade. 1947 Criação do Instituto de Seleção e Orientação Profissional no Brasil (ISOP), com o objetivo de desenvolver, adaptar e validar instrumentos de avaliação psicológica.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA OP Modelo de Avaliação Psicológica Centrado no resultado: primeiro modelo - surge entre a primeira e a segunda década do séc. XX. Preocupa-se em definir uma escolha profissional específica. O uso dos testes psicológicos é enfatizado para a definição das características individuais (inteligência, aptidões, interesses e personalidade) com o objetivo de combiná-las com as características e ambientes ocupacionais.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA Teoria dos Tipos Vocacionais de Jonh Holland: baseada em traços de personalidade - 6 dimensões: o realista, o investigativo, o artístico, o social, o empreendedor e o convencional. Embora considere aspectos da personalidade, o foco está mais no resultado da OP (o que a pessoa decide) do que no processo da orientação e da decisão. Teoria do Traço e Fator: base no auto conhecimento e informações profissionais - perdura até mesmo com o surgimento de novos paradigmas em OP.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA Segunda metade do séc. XX Declínio no uso dos testes psicológicos em OP devido à mudança de paradigma. Foco em trabalhar com a noção de autoconhecimento. Nesse contexto predominam a Teoria do Desenvolvimento Vocacional de Donald Super e o Aconselhamento psicológico não diretivo proposto por Rogers.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA A partir da década de 70 no Brasil: a OP passou a ser menos centrada nos testes psicológicos, ocorrendo maior valorização dos processos de aprendizagem envolvidos na escolha influência dos modelo evolutivo e clínico. O modelo evolutivo e clínico apontam a escolha profissional não como um fato isolado, mas como o resultado de um processo contínuo de desenvolvimento.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA Proposta de Bohoslavsky: - Testes psicológicos perdem o papel central, com uma função de um levantamento inicial das características pessoais do orientando, sendo seus resultados integrados a outras atividades do processo de OP.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA Modelo de Avaliação Psicológica Centrado no Processo Pode fazer uso ou não de instrumentos e tem como objetivo auxiliar o orientador no planejamento do procedimento de OP. Preocupa-se com processos internos e externos que levam o indivíduo à decisão sobre a sua escolha profissional - autoconhecimento sobre suas próprias condições, possibilidades e limitações.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA Modelo de Avaliação Psicológica Centrado no Processo O orientador é um facilitador. A entrevista é o principal instrumento. O enfoque dos testes está na maturidade, indecisão, bem-estar psicológico, aspectos contextuais (influência familiar e de amigos).
DEFINIÇÃO DE OP Contexto atual - dificuldade de conceituação, indicando possível confusão teórica e falta de delimitação conceitual entre os profissionais. Exs: orientação profissional, orientação vocacional, desenvolvimento vocacional, orientação profissional vocacional, desenvolvimento de carreira. Orientação profissional termo mais indicado e apropriado no momento.
NECESSIDADES DE APERFEIÇOAMENTO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA EM OP Qualificação dos instrumentos disponíveis, de acordo com normas do CFP; Aumento de esforços para disponibilizar instrumentos já existentes e em uso internacional, com adaptação e validação à realidade brasileira; Preocupação dos cursos de Psicologia em ensinar diferentes possibilidades de avaliação em OP; Maior agilidade na divulgação e comercialização dos instrumentos desenvolvidos em pesquisas.
UM MODELO DE OP Processo composto por 7 sessões, 1 sessão por semana com duração de 1 hora. 1ª sessão Entrevista inicial e contrato de trabalho. Objetivo de levantar: as expectativas do orientando; áreas ou profissões de interesse; disciplinas com melhor desempenho; pressões que tem enfrentado quanto à escolha profissional; dúvidas e dificuldades encontradas até o momento.
2ª sessão UM MODELO DE OP Aplicação da EMEP Escala de Maturidade para Escolha Profissional composta por 45 afirmações divididas em 5 subescalas: determinação, responsabilidade, independência, autoconhecimento, conhecimento da realidade educativa e socioprofissional. Aplicação do BFP Bateria Fatorial de Personalidade.
3ª sessão UM MODELO DE OP Aplicação da EAP Escala de Aconselhamento Profissional avalia 7 dimensões: Ciências Exatas; Artes e Comunicação; Ciências Biológicas e da Saúde; Ciências Agrárias e Ambientais; Atividades Burocráticas; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Entretenimento. Definição de profissões de interesse para que orientando e orientador façam uma pesquisa, via internet, considerando mercado de trabalho, faculdades e cursos disponíveis, questões financeiras, etc.
UM MODELO DE OP 4ª sessão Apresentação e discussão dos resultados obtidos com a aplicação dos instrumentos. Discussão dos resultados obtidos nas pesquisas sobre profissões e mercado de trabalho.
5ª sessão UM MODELO DE OP Aplicação do Jogo Critérios para a escolha profissional: objetiva facilitar a escolha profissional de jovens ou adultos, estimulando os seguintes aspectos: ampliar o conhecimento de interesses e valores; refletir sobre as expectativas com relação ao futuro profissional; definir critérios para a escolha profissional; estabelecer relações entre aspectos internos (interesses e valores) e a vida profissional; entre outros aspectos.
6ª sessão UM MODELO DE OP Reaplicação da EMEP para verificar melhoria nas dimensões medidas anteriormente. Continuidade da discussão sobre os dados obtidos. 7ª sessão Entrevista devolutiva síntese organizando os dados de todas as atividades realizadas durante o processo. Realiza-se com o orientando a hierarquia dos cursos preferidos, considerando as análises realizadas.
OUTROS INSTRUMENTOS Escala de Estilos de Pensar e Criar AIP Avaliação dos Interesses Profissionais Questionário de Busca Autodirigida (SDS) Profissiogame Teste de Fotos de Profissões (BBT-Br) Medidas de Inteligência
IMPORTANTE Associação Brasileira de Orientação Profissional. Revista Brasileira de Orientação Profissional.