Palestra. Retenção na Fonte de Tributos Federais - Atualização. Julho 2013. Elaborado por: Claudimir Gonçalves Dias



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Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo Tel. (11) 3824-5400, 3824-5433 (teleatendimento), fax (11) 3824-5487 Email: desenvolvimento@crcsp.org.br web: www.crcsp.org.br Rua Rosa e Silva, 60 Higienópolis 01230 909 São Paulo SP Presidente: Luiz Fernando Nóbrega Gestão 2012-2013 Palestra Retenção na Fonte de Tributos Federais - Atualização Elaborado por: Claudimir Gonçalves Dias O conteúdo desta apostila é de inteira responsabilidade do autor (a). A reprodução total ou parcial, bem como a reprodução de apostilas a partir desta obra intelectual, de qualquer forma ou por qualquer meio eletrônico ou mecânico, inclusive através de processos xerográficos, de fotocópias e de gravação, somente poderá ocorrer com a permissão expressa do seu Autor (Lei n. 9610) TODOS OS DIREITOS RESERVADOS: É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTA APOSTILA, DE QUALQUER FORMA OU POR QUALQUER MEIO. CÓDIGO PENAL BRASILEIRO ARTIGO 184. Julho 2013 Acesso gratuito pelo portal do CRC SP www.crcsp.org.br

Agenda: Obrigatoriedade; Imposto de Renda; Contribuições Sociais; Conceitos de limpeza, conservação, manutenção, segurança, locação de mão-de-obra e serviços profissionais para fins de retenção das contribuições; Pessoas jurídicas obrigadas a efetuar a retenção das contribuições; Dispensa da retenção IR e Contribuições Sociais; Dispensa em decorrência do valor a ser pago; Itaipu Binacional, Transporte internacional e estaleiros navais; Agenda: Empresas optantes pelo Simples Nacional; Cooperativas; Pessoa jurídica amparada por medida judicial; Isenções; Valor a ser retido Imposto de Renda; Antecipação do imposto apurado pelo contribuinte; Não retenção pela fonte pagadora; PN COSIT nº 1 de 2002; Reajustamento do rendimento Contribuições Sociais (CSLL, PIS e COFINS); Acréscimos legais - atraso no recolhimento; Acréscimos Moratórios - Multas e Juros; 1

Agenda: Prazo e forma de recolhimento: Imposto de Renda; Imposto de renda retido pelos Estados, Distrito Federal e Municípios; Agências de propaganda e publicidade; Contribuições Sociais Tratamento das importâncias retidas na beneficiária dos rendimentos PIS/PASEP e COFINS; Compensação e restituição de valores retidos; Alteração promovida pela Lei nº 11.727 de 2008; Regras especiais de retenção aplicáveis às contribuições sociais; Cartões de crédito; Agenda: Documentos de cobrança que contenham código de barras; Comprovante anual de retenção Informações na DIRF - Entendimentos - Contribuições sociais. 2

Obrigatoriedade: É uma obrigatoriedade que ocorre como forma de garantir o pagamento do imposto e diminuir a sonegação, pelo tomador e/ou prestador de serviço. Ocorrem nos pagamentos efetuados por PF a PJ e por PJ a outras PJ pela realização de serviços. São consideradas antecipação do que for devido pelo contribuinte que sofreu as retenções, podendo ser compensadas pelo prestador de serviço com tributos e contribuições da mesma espécie, relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir do mês das retenções. Retenções na Fonte: Impostos e contribuições retidos de pessoas físicas: ISS; INSS e IRRF. Impostos e contribuições retidos de pessoas jurídicas: ISS; INSS; IRRF e PIS / Cofins / CSLL. 3

Retenções na Fonte: Os tributos federais objetos deste estudo, retidos na fonte são: CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido = 1,0%; Cofins: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social = 3,0%; PIS/Pasep: Programa de Integração Social = 0,65%; IRRF Imposto de Renda Retido na Fonte: de 1% a 1,5% para PJ; e de 7,50% a 27,50% (tabela) para PF; Retenções na Fonte: Esclarecimentos: Fonte pagadora Considera-se fonte pagadora a PF ou PJ que pagar rendimentos. Dispensa de retenção: dispensada a retenção de imposto sobre a renda ou contribuições sociais, na fonte de valor igual ou inferior a R$ 10,00 (dez reais). 4

Imposto de Renda: Rendimento do trabalho assalariado: Fato gerador: Pagamento de salário; Pró-labore; Demais remunerações decorrentes de vínculo empregatício. Imposto de Renda: Rendimento do trabalho não assalariado: Fato gerador importâncias pagas por PJ a PF: A título de comissões e corretagens; Honorários; Direitos autorais; Outros serviços prestados, sem vínculo empregatício; Empreitadas de obras; Fretes e carretos; Órgão gestor de mão de obra do trabalho portuário aos trabalhadores portuários avulsos. 5

Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Aluguéis, royalties e juros pagos a PF: Fato gerador Rendimentos mensais de aluguéis ou royalties, tais como: Locação ou sublocação; Arrendamento ou subarrendamento; Direito de uso ou passagem de terrenos, de aproveitamento de águas, de outros bens móveis, de conjuntos industriais, invenções; Direitos autorais (quando não percebidos pelo autor ou criador da obra); direitos de colher ou extrair recursos vegetais, etc.; Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Aluguéis, royalties e juros pagos a PF: Juros de mora e quaisquer outras compensações pelo atraso no pagamento de royalties; Importâncias pagas ao locador ou cedente do direito, pelo contrato celebrado (luvas, prêmios, etc.); Benfeitorias e quaisquer melhoramentos realizados no bem locado. 6

Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Aluguéis, royalties e juros pagos a PF: Alíquota: o imposto será calculado utilizando-se a tabela progressiva mensal. Base de cálculo: o valor recebido. Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Aluguéis, royalties e juros pagos a PF: Nos aluguéis de imóveis, poderão ser deduzidos os seguintes encargos, desde que o ônus tenha sido exclusivamente do locador: O valor dos impostos, taxas e emolumentos incidentes sobre o imóvel; O aluguel pago pela locação do imóvel sublocado; As despesas pagas para cobrança ou recebimento do rendimento; As despesas de condomínio. 7

Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: Fato gerador Importâncias pagas ou creditadas por PJ a outras PJ ou mercantis pela prestação de serviços caracterizadamente de natureza profissional. Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: Retenção de 1,50%, nos serviços de profissão regulamentada como: advocacia; arquitetura; auditoria; consultoria; contabilidade; fisioterapia; fonoaudiologia; odontologia; despachante; veterinária. Retenção de 1,0% nos serviços de: limpeza; conservação; segurança; vigilância e locação de mão de obra. 8

Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Comissões e corretagem pagas à PJ: Fato gerador Importâncias pagas ou creditadas por PJ a outras PJ a título de comissões, corretagens, ou qualquer outra remuneração pela representação comercial ou pela mediação na realização de negócios civis e comerciais. Alíquota / base de cálculo 1,5% do valor do rendimento. Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Comissões e corretagem pagas à PJ: A retenção deverá ser recolhida pela empresa proprietária do bem, mas em alguns casos é a própria empresa que recebe a comissão, como citado abaixo: Vendas de passagens, excursões ou viagens; Administração de convênios; 9

Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Serviços de propaganda prestados por PJ: Fato gerador Importâncias pagas ou creditadas por PJ a outras PJs pela prestação de serviços de propaganda e publicidade. Alíquota: 1,5%. Base de cálculo: o valor do serviço prestado. Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Serviços de propaganda prestados por PJ: Obs.: excluem-se da base de cálculo as importâncias diretamente pagas ou repassadas pelas agências de propaganda a empresas de rádio, televisão, publicidade ao ar livre (outdoor), cinema, jornais e revistas, bem como os descontos por antecipação de pagamento. (RIR/1999, art. 651, II e 1º; IN SRF nº 123, de 1992, art. 2º). 10

Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Serviços de propaganda prestados por PJ: Responsabilidade / recolhimento O IRRF deverá ser recolhido pelas agências de propaganda, por ordem e conta do anunciante (empresa que contratou o serviço). Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Multas e vantagens: Fato gerador Importâncias pagas ou creditadas por PJ correspondentes a multas e qualquer outra vantagem, ainda que a título de indenização, em razão de rescisão de contrato, excetuadas as indenizações pagas ou creditadas em conformidade com a legislação trabalhista e aquelas destinadas a reparar danos patrimoniais. 11

Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Multas e vantagens: Alíquota: 15%. Base de cálculo: as importâncias pagas ou creditadas. Responsabilidade: a responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto é da PJ que efetuar o pagamento ou crédito da multa ou vantagem. Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Multas e vantagens: Recolhimento: o imposto deverá ser retido na data do pagamento ou crédito da multa ou vantagem. 12

Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Prêmios em bens e serviços: Fato gerador Prêmios distribuídos, sob a forma de bens e serviços, mediante concursos e sorteios de qualquer espécie, exceto a distribuição realizada por meio de vale-brinde. Alíquota: 20% (vinte por cento). Base de cálculo: o valor de mercado do prêmio ou da realização do serviço, na data da distribuição. Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Prêmios em bens e serviços: Regime de tributação Exclusivo na fonte. Não existe o aproveitamento do imposto retido por parte do ganhador do prêmio. Responsabilidade / recolhimento Compete à PJ que proceder à distribuição de prêmios efetuar o pagamento do imposto correspondente. 13

Imposto de Renda: rendimento do trabalho não assalariado: Prêmios em bens e serviços: Prazo de recolhimento Excepcionalmente até o 3º (terceiro) dia útil subsequente ao decêndio de ocorrência dos fatos geradores, ou seja, da distribuição do prêmio. Imposto de Renda: retenções na fonte: Para fins de recolhimento do IRRF sobre prestação de serviços de PJ para outra PJ a data do fato gerador é: Com fundamento no artigo 43 do Código Tributário Nacional e nos artigos 647 e 649 a 652 do RIR/1999, quando a beneficiária dos rendimentos tratar-se de PJ, o fato gerador do IRRF, ocorre no momento do pagamento ou crédito, o fato que ocorrer primeiro, independentemente da data do documento ou do vencimento do título. 14

Imposto de Renda: retenções na fonte: Assim, podemos resumir que o IRRF deve ser retido no ato da apropriação contábil, ou seja, no ato do pagamento ou da apropriação das despesas no resultado do exercício, tendo como contrapartida a conta do fornecedor no passivo. No caso de determinada empresa prestadora de serviços emitir várias notas fiscais de prestação de serviços durante o mês, o fato gerador ocorrerá na data em que a empresa tomadora pagar ou creditar a(s) notas(s) fiscal(is). Imposto de Renda: retenções na Fonte: Prazo de recolhimento Salvo as hipóteses especiais, será o último dia útil do 2º decêndio subsequente ao mês em que ocorrer o fato gerador, ou seja, dia 20 do mês seguinte, se dia útil; caso contrário, antecipar. (Lei nº 11.196, de 2005, art. 70, com a redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.933, de 2009) 15

Contribuições Sociais: Retenção na fonte sobre pagamentos a PJ contribuinte da CSLL, da Cofins e PIS/Pasep: Fato gerador Importâncias pagas pelas PJ a outras PJ de direito privado pela prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança, vigilância, transporte de valores e locação de mão de obra, pela prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber e pela remuneração de serviços profissionais. Conceitos (para fins de retenção na fonte): Limpeza: remoção de poeira, lavagem, polimento, desinfecção e conservação de superfícies fixas como pisos, paredes e tetos, ou de móveis e equipamentos diversos; utilizando grande variedade de produtos químicos e as tarefas podem ser realizadas com ferramentas manuais como vassouras, rodo, balde, pá, escova, esponja, pano, pulverizador ou com o auxílio de máquinas como aspirador de pó, varredeira, enceradeira, máquina lavadora e extratora, entre outros (MAÇÃIRA, 2004, p. 5 6). 16

Conceitos (para fins de retenção na fonte): Conservação: é o conjunto de diretrizes planejadas para o manejo e utilização sustentada dos recursos naturais, a um nível ótimo de rendimento e preservação da diversidade biológica. Combinação de todos os métodos de exploração e uso dos terrenos que protejam o solo contra a depleção, causadas por fatores naturais ou provocadas pelo homem. Conceitos (para fins de retenção na fonte): Manutenção: é o conjunto de atividades e recursos aplicados aos sistemas e equipamentos, visando garantir a continuidade de sua função dentro de parâmetros de disponibilidade, de qualidade, de prazo, de custos e de vida útil adequados. 17

Conceitos (para fins de retenção na fonte): Segurança: A segurança é um conjunto de medidas assumidas para proteger-se de quaisquer atos de violência, como ataques, roubos, espionagens, sabotagens, etc. A segurança implica a qualidade ou o estado de estar seguro. Com a seguridade se tenta evitar as exposições a situações perigosas e a devida atuação para estar protegido diante de situações adversas - refere-se à qualidade daquilo que é seguro, ou seja, àquilo que está ao abrigo de quaisquer perigos, danos ou riscos. Conceitos (para fins de retenção na fonte): Locação de mão-de-obra: ocorre quando a locadora coloca empregados por ela contratados à disposição da locatária para executar trabalhos temporários em local por esta designado. O pessoal fornecido mantem a condição de empregado da locadora que será responsável por sua remuneração e encargos sociais. É a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação Lei nº 8.212/81 redação dada pela Lei nº 9.711/98. 18

Conceitos (para fins de retenção na fonte): Locação de serviços profissionais: A prestação de serviço pode ser conceituada como o contrato sinalagmático (contratos bilaterais em que existe uma reciprocidade entre as obrigações das partes) pelo qual uma das partes, denominada prestador, obriga-se a prestar serviço a outra, denominada dono do serviço, mediante remuneração [...] o novo Código refere-se ao prestador de serviço, não adota a terminologia dono do negócio, talvez por entendê-la dúbia em determinadas situações; prefere referir-se à outra parte, perdendo a expressão para a compreensão técnica (Venosa, 2002, p. 185). Contribuições Sociais: Retenção na fonte sobre pagamentos a PJ contribuinte da CSLL, da Cofins e PIS/Pasep: Alíquota: o valor da CSLL, da Cofins e da contribuição para o PIS/Pasep será determinado mediante a aplicação, do percentual de 4,65%, correspondente à soma das seguintes alíquotas: 1% a título de CSLL; 3% a título de Cofins; e 0,65% a título de PIS/Pasep. 19

Contribuições Sociais: Retenção na fonte sobre pagamentos a PJ contribuinte da CSLL, da Cofins e PIS/Pasep: Base de cálculo: o montante a ser pago. Dispensa da retenção Ocorrendo um ou mais de um pagamento no mesmo mês à mesma PJ, e desde que a soma destes não ultrapasse o limite de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), ela ficará dispensada de efetuar a retenção. Contribuições Sociais: PJ beneficiária de isenção ou alíquota zero: No caso de PJ beneficiária de isenção, na forma da legislação específica, de uma ou mais das contribuições acima, a retenção dar-se-á mediante a aplicação da alíquota específica correspondente às contribuições não alcançadas pela isenção, utilizando-se os seguintes códigos de arrecadação: 5987, no caso de CSLL; 5960, no caso de Cofins; 5979, no caso de contribuição para o PIS/Pasep. 20

Dispensa da retenção: Contribuições Sociais. Não será exigida retenção de CSLL, Cofins e PIS/Pasep na hipótese de pagamentos efetuados a: Empresas estrangeiras de transporte de valores; PJ optantes pelo regime especial unificado de arrecadação de tributos e contribuições devidos pelas microempresas e empresas de pequeno porte (Simples Nacional); Título de transporte internacional de valores efetuado por empresas nacionais; Dispensa da retenção: Contribuições Sociais: Não será exigida retenção de CSLL, Cofins e PIS/Pasep na hipótese de pagamentos efetuados a: Estaleiros navais brasileiros nas atividades de conservação, modernização, conversão e reparo de embarcações pré-registradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro (REB), instituído pela Lei nº 9.432, de 8-1-1997; Cooperativas, em relação aos atos cooperados, exceto cooperativa de consumo. 21

Retenções na Fonte: Contribuições Sociais: Regime de tributação Os valores retidos serão considerados antecipação do que for devido pelo contribuinte que sofreu a retenção, em relação às respectivas contribuições. Os valores retidos poderão ser deduzidos, pelo contribuinte, das contribuições devidas de mesma espécie, relativamente a fatos geradores ocorridos a partir do mês da retenção. Retenções na Fonte: Contribuições Sociais: Responsabilidade / recolhimento Compete à fonte pagadora. Prazo de recolhimento Até o último dia útil da quinzena subsequente àquela quinzena em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa jurídica prestadora dos serviços. 22

Itaipu Binacional, Transporte internacional e Estaleiros navais: Itaipu Binacional: Até 30 de abril de 2004 havia dispensa da retenção das contribuições sociais no caso de pagamentos à Itaipu Binacional. Tal dispositivo, no entanto, foi alterado pela Lei nº 10.865 de 2004, deixando a legislação de ter, portanto, previsão para tal dispensa. Fundamento: art. 21 da Lei nº 10.865 de 2004. Itaipu Binacional, Transporte internacional e Estaleiros navais: Transporte internacional e estaleiros navais: A retenção da COFINS e do PIS não será exigida, cabendo, somente, a retenção da CSLL nos pagamentos: a título de transporte internacional de valores efetuados por empresas nacionais; aos estaleiros navais brasileiros nas atividades de conservação, modernização, conversão e reparo de embarcações pré-registradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro - REB, instituído pela Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997. Fundamento: art. 4º da IN SRF nº 459/2004. 23

Empresas optantes pelo Simples Nacional: Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: As empresas optantes pelo Simples Nacional não sofrem retenção das contribuições do PIS, da Cofins e da CSLL, em seus serviços prestados, mas é necessário que apresentem ao tomador de serviços uma declaração de que são optantes pelo sistema. IN RFB nº 1.151 de 2011 (DOU de 04/05/2011). Empresas optantes pelo Simples Nacional: A ME ou EPP prestadora dos serviços deverá apresentar, a cada pagamento, à PJ que efetuar a retenção, declaração, na forma do Anexo I da IN SRF nº 459/2004, em duas vias, assinadas pelo seu representante legal. A PJ responsável pela retenção arquivará a 1ª via da declaração, que ficará à disposição da RFB, devendo a 2ª via ser devolvida ao interessado, como recibo. Fundamento: art. 3º, II da IN SRF nº 459/2004. 24

Cooperativas: A retenção da CSLL não será exigida nos pagamentos efetuados às cooperativas, em relação aos atos cooperados. Fundamento: art. 5º da IN SRF nº 459/2004. Pessoa jurídica amparada por medida judicial: No caso de PJ amparada pela suspensão, total ou parcial, da exigibilidade do crédito tributário por sentença judicial transitada em julgado, determinando a suspensão do pagamento de qualquer das referidas contribuições, a PJ que efetuar o pagamento, deverá calcular, individualmente, os valores das contribuições consideradas devidas, aplicando as alíquotas correspondentes, e efetuar o recolhimento em Darf distinto para cada um deles, utilizando códigos de arrecadação, específicos para cada um deles (ver slide de isenção). 25

Pessoa jurídica amparada por medida judicial: Ocorrendo qualquer das situações amparadas por medida judicial, mencionadas anteriormente, o beneficiário do rendimento deverá apresentar à fonte pagadora, a cada pagamento, a comprovação de que o direito à não retenção continua amparada por medida judicial. IN 459/2004 com alterações da IN 765/2007. Pessoa jurídica amparada por medida judicial: Caso a decisão final confirme como devido o imposto em litígio, este deverá ser recolhido, retroagindo os efeitos da última decisão, como se não tivesse ocorrido a concessão da medida liminar. Nesse caso, não há como retornar a responsabilidade de retenção à fonte pagadora. O pagamento do imposto, com os acréscimos legais cabíveis, deve ser efetuado pelo próprio contribuinte, tanto em relação aos rendimentos sujeitos à tributação exclusiva na fonte, quanto aos sujeitos ao ajuste na declaração anual. (Parecer Normativo SRF n º 1, de 24 de setembro de 2002, itens 18 e 19) 26

Isenções: PJ beneficiária de isenção ou alíquota zero: No caso de PJ beneficiária de isenção, na forma da legislação específica, de uma ou mais das contribuições, a retenção dar-se-á mediante a aplicação da alíquota específica correspondente às contribuições não alcançadas pela isenção, utilizando-se os seguintes códigos de arrecadação: 5987, no caso de CSLL; 5960, no caso de Cofins; 5979, no caso de contribuição para o PIS/Pasep. Valor a ser retido Imposto de Renda: O valor a ser retido a título de retenção do IR corresponde à multiplicação da base de cálculo pela alíquota cabível, conforme tabela. A base de cálculo corresponde ao total pago ou creditado, sem nenhuma dedução. Logo, nem mesmo despesas reembolsadas, previstas em contrato, podem ser deduzidas do montante a ser utilizado no cálculo do imposto. Observa-se, no entanto, quatro exceções a essa regra, relativamente aos serviços de: 27

Valor a ser retido Imposto de Renda: propaganda e publicidade - A base de cálculo do IR, relativamente aos serviços de propaganda e publicidade, é o valor das importâncias pagas, entregues ou creditadas, pelo anunciante, às agências de propaganda. Não integram a base de cálculo as importâncias repassadas pelas agências de propaganda a empresas de rádio, televisão, jornais, publicidade ao ar livre ("out-door"), cinema e revistas, nem os descontos por antecipação de pagamento; Valor a ser retido Imposto de Renda: comissões e corretagens: quando houver repasse de parte da comissão relativa a determinada operação, o recolhimento será efetuado pelo valor líquido recebido pela PJ, assim considerado a diferença entre o valor das comissões recebidas e o das repassadas a outras PJ; cooperativas de trabalho e associações profissionais ou assemelhadas: a retenção deve ser aplicada somente em relação aos serviços pessoais prestados pelos cooperados ou associados. Não se inclui na base de cálculo, por exemplo, o valor relativo à taxa de administração; 28

Antecipação do imposto apurado pelo contribuinte: Imposto retido como antecipação: Diferentemente do regime anterior, no qual a responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto é exclusiva da fonte pagadora, no regime de retenção do imposto por antecipação, além da responsabilidade atribuída à fonte pagadora para a retenção e recolhimento do IRRF, a legislação determina que a apuração definitiva do IR seja efetuada pelo contribuinte, PF, na declaração de ajuste anual, e, PJ, na data prevista para o encerramento do período de apuração em que o rendimento for tributado, seja trimestral, mensal estimado ou anual. Não retenção pela fonte pagadora: O beneficiário dos rendimentos quando a fonte pagadora deveria ter retido o imposto na fonte e não o fez, em relação aos rendimentos sujeitos ao ajuste na declaração anual, deve declará-los como rendimentos tributáveis. Se já tiver entregue a respectiva Declaração de Ajuste Anual sem oferecer tais rendimentos à tributação, o beneficiário deve entregar declaração retificadora para incluí-los como rendimentos tributáveis. 29

Não retenção pela fonte pagadora: No caso de rendimentos sujeitos à tributação exclusiva na fonte, o beneficiário deve apurar e recolher o imposto devido, de acordo com a natureza do rendimento e a legislação pertinente. (Parecer Normativo Cosit n º 324, de 1971; Parecer Normativo Cosit n º 353, de 1971; Parecer Normativo Cosit n º 59, de 1972, Parecer Normativo Cosit n º 1, de 2002) Não retenção pela fonte pagadora: Portanto, a reponsabilidade pelo recolhimento do imposto não retido no caso de rendimento sujeito ao ajuste na declaração anual, até o término do prazo fixado para a entrega da Declaração de Ajuste Anual é da fonte pagadora e, após esse prazo, do beneficiário do rendimento. (Parecer Normativo SRF n º 1, de 24 de setembro de 2002). 30

PN COSIT nº 1 de 2002: O Parecer Normativo COSIT nº 1/2002, é um balizador para as ações de fiscalização, na identificação do sujeito passivo da obrigação tributária não adimplida. A Coordenação Geral do Sistema de Tributação (COSIT) da SRF, concordando parcialmente com os citados julgados do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, manifestou-se sobre a matéria através do Parecer Normativo nº 01, de 24/09/2002 (DOU de 25/09/2002), nos termos adiante transcritos: PN COSIT nº 1 de 2002: IRRF - Retenção Exclusiva: Responsabilidade. IRRF - Antecipação do Imposto Apurado pelo Contribuinte: Responsabilidade. IRRF: Antecipação do Imposto Apurado pelo Contribuinte. Não Retenção pela Fonte Pagadora: Penalidade. IRRF Retido e não Recolhido Responsabilidade e Penalidade. 31

PN COSIT nº 1 de 2002: Decisão Judicial: Não Retenção do Imposto: Responsabilidade. Sujeição passiva tributária em geral. Retenção exclusiva na fonte. Imposto retido como antecipação. Responsabilidade tributária na hipótese de nãoretenção do imposto. Reajustamento do rendimento - Contribuições Sociais (CSLL, PIS e COFINS): Quando a fonte pagadora assumir o ônus do imposto devido pelo beneficiário, a importância paga ou creditada será considerada líquida, cabendo o reajustamento do respectivo rendimento bruto, sobre o qual recairá o imposto a ser recolhido. Para reajustamento da base de cálculo aplica-se a seguinte fórmula: RR = RP / (1 - T) 32

Reajustamento do rendimento - Contribuições Sociais (CSLL, PIS e COFINS): RR = RP / (1 - T) Sendo: RR, o rendimento reajustado; RP, o rendimento pago, correspondente à base de cálculo antes do reajustamento; T a alíquota correspondente. Fundamento: art. 725 do RIR/99. Acréscimos legais - atraso no recolhimento: Os débitos para com a União, decorrentes de impostos e contribuições administrados pela RFB, cujos fatos geradores ocorreram a partir de 1º/1/1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, devem ser acrescidos de: multa de mora: calculada à taxa de 0,33 % (trinta e três centésimos por cento), por dia de atraso, até o limite máximo de 20 % (vinte por cento). A multa deve ser calculada a partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. 33

Acréscimos legais - atraso no recolhimento: juros de mora: calculados à taxa referencial do Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) no mês do pagamento. Fundamento: art. 61 da Lei nº 9.430/1996 Prazo e forma de recolhimento: Imposto de Renda: O prazo para recolhimento do IRRF devido é até o último dia útil do segundo decêndio do mês subsequente ao mês de ocorrência dos fatos gerador. Os valores retidos deverão ser recolhidos ao Tesouro Nacional pela PJ que efetuar a retenção, de forma centralizada, pelo estabelecimento matriz da PJ. 34

Prazo e forma de recolhimento: Imposto de Renda: Em cada período de apuração basta um Darf por código de recolhimento, não se fazendo necessário o recolhimento de um Darf por retenção efetuada, bem assim o recolhimento de um Darf por prestador de serviço. Imposto de renda retido pelos Estados, Distrito Federal e Municípios: Em conformidade com o disposto no art. 868 do RIR/99, pertence aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios o produto da arrecadação do imposto incidente na fonte sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem (CF, arts. 157, inciso I, e 158, inciso I). Dessa forma, nessa hipótese, o recolhimento em regra, não será efetuado por DARF, mas sim, por meio de documento de arrecadação estadual. 35

Contribuições Sociais Tratamento das importâncias retidas na beneficiária dos rendimentos PIS/PASEP e COFINS: Os valores retidos serão considerados como antecipação do que for devido pelo contribuinte que sofreu a retenção, em relação às respectivas contribuições e ao IR, podendo ser deduzido dos impostos e contribuições de mesma espécie. Contribuições Sociais Tratamento das importâncias retidas na beneficiária dos rendimentos PIS/PASEP e COFINS: Especificamente em relação às contribuições sociais, o valor a ser compensado, correspondente a cada espécie de contribuição, será determinado pelo próprio contribuinte mediante a aplicação, sobre o valor da fatura, das alíquotas respectivas às retenções efetuadas. Fundamento: art. 7º da IN SRF nº 459/2004. 36

Alteração promovida pela Lei nº 11.727 de 2008: Conforme estabelece o art. 5º da Lei nº 11.727 de 2008, os valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, quando não for possível sua dedução dos valores a pagar das respectivas contribuições no mês de apuração, poderão ser restituídos ou compensados com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela RFB, observada a legislação específica aplicável à matéria. (Instrução Normativa RFB nº 900 de 2008). Alteração promovida pela Lei nº 11.727 de 2008: Fica configurada a impossibilidade da dedução quando o montante retido no mês exceder o valor da respectiva contribuição a pagar no mesmo mês. Destaca-se que essa permissão aplica-se somente quando não for possível a dedução das retenções das respectivas contribuições, logo após o encerramento do respectivo mês de apuração. Dessa forma, não sendo possível a dedução, conforme o caso, no PIS/PASEP ou na COFINS apurados no mês, já será admitida a restituição ou compensação dessa quantia retida com outros tributos administrados pela RFB. 37