Comunicação e Cultura Fortaleza

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Transcrição:

Comunicação e Cultura Fortaleza Contexto Em Fortaleza, o projeto Mudando sua Escola, Mudando sua Comunidade, Melhorando o Mundo! trabalhou nas atividades de produção de jornais escolares com a participação de 127 escolas e alunos de 154 contra-turnos. Os adolescentes interessados em participar passaram por um processo de seleção, realizado pela ONG Comunicação e Cultura. A prática desenvolvida por essa organização, por meio da produção de jornais escolares que veiculam textos, desenhos e outros conteúdos produzidos por alunos das escolas públicas, destinou-se aos adolescentes do 6º ao 9º ano. A produção do Jornal Escolar foi uma atividade de contra-turno (turno complementar), e o programa foi nomeado Fala Escola. Proposta Além das capacitações específicas para produção do jornal, os alunos também receberam capacitações temáticas complementares (redação, fotografia, desenho, programação visual e diagramação eletrônica). A capacitação foi realizada pela ONG Comunicação e Cultura, em diálogo com a direção da escola e professores responsáveis pelo acompanhamento do grupo/jornal na escola. O objetivo do Jornal Fala Escola foi fornecer às escolas uma ferramenta maleável, de uso transversal e interdisciplinar, como um portador de textos que dá uso social à escrita. Justifica-se pelo fato do aluno raramente ter a oportunidade de fazer uso social da escrita. Seus textos não têm leitores, a não ser os professores e, às vezes, a família. Dar sentido social à escrita do aluno é a primeira contribuição do jornal escolar, seu princípio articulador. Escrever no jornal escolar é uma experiência de vida, um fator de estímulo e motivação, que abre um caminho direto para a mobilização interior requerida para aprender. As opiniões e produções dos adolescentes - redações, pesquisas, desenhos, fotografias são valorizadas pela circulação na escola, na família e na comunidade. A experiência fortalece a autoestima e estimula sua imaginação. Além disso, o jornal é uma proposta de educomunicação que promove a participação. Olhando para o papel da escola na comunidade, o fazer jornal adquire outra relevância. A escola passa a ter a possibilidade de interferir no ambiente onde acontece a educação informal, através das relações familiares, de amizade e vizinhança, da vida cultural etc. Valores e conhecimentos trabalhados na escola ultrapassam seus muros. Nessa intervenção da comunidade, convergem tanto o 55

letramento e o domínio da língua portuguesa (capacidade de pesquisa e expressão) quanto a participação e o ensino contextualizado (conteúdos relevantes). O jornal, portanto, articula o interno (ensino) com o externo (novo papel da escola na comunidade). Produtos e resultados Durante os dois anos do projeto, foram publicadas 258 edições dos jornais escolares. Foram 77.709 exemplares distribuídos pelos grupos das escolas participantes do programa. A capacitação acontecia semanalmente em turmas de 10 estudantes cada, nas quais se juntavam alunos de até 3 escolas, tendo uma dessas escolas como sede das atividades. Foram realizadas 1.223 oficinas, envolvendo aproximadamente 1000 alunos/ano. Público atendido: Em média 990 adolescentes envolvidos nas atividades durante o ano. Capacitações nas escolas: Foram realizadas 1.223 oficinas nas escolas, com envolvimento de cerca de 600 adolescentes diretamente. Diagramação Eletrônica: Capacitamos 122 grupos dos jornais escolares e distribuímos o CD Diagrame seu jornal aos 154 grupos envolvidos. Oficinas específicas: Programação Visual: Organizamos 5 turmas com 65 participantes. Fotografia: Organizamos 10 turmas com 130 adolescentes e jovens. Redação: Organizamos 09 turmas com 107 adolescentes e jovens. História em quadrinhos: Organizamos 08 turmas com 94 adolescentes e jovens. Intercâmbios de Experiências: Realizamos 1 rodada de 7 intercâmbios de experiências em espaços próximos às escolas beneficiadas. Envolvemos ao todo 62 grupos nessa atividade. Distribuição: 77.709 exemplares de jornais foram distribuídos pelos grupos das escolas participantes do programa (atualizado em 16 de maio de 2010). Jornal Fala Escola por regional Fortaleza (CE) Este quadro é referente a todas as escolas que participaram das atividades do jornal escolar em 2008, 2009 e parte de 2010. No entanto, apesar de trabalhar com 154 grupos, 122 conseguiram lançar pelo menos uma edição. Foi produzido um total de 258 edições com tiragem geral de 77.709 exemplares de jornais. Houve uma baixa de 32 grupos que consideramos inativos, por não terem conseguido publicar o jornal ao longo do desenvolvimento do programa nas suas escolas. 56

ser escolas grupos(m) grupos(t) total de grupos turmas(m) turmas(t) total de turmas 01 16 12 6 18 8 3 11 02 9 6 6 12 3 3 6 03 17 13 6 19 6 3 9 04 11 7 6 13 3 3 6 05 35 27 16 43 11 7 18 06 40 26 23 49 14 11 25 total 127 93 63 154 45 30 75 Alguns dos exemplares produzidos A produção do jornal não aconteceu na mesma velocidade em todos os grupos e dependeu do desenvolvimento dos adolescentes. Aqui, a participação dos adolescentes e dos professores foi determinante para a realização da publicação escolar. Essa é uma ação que depende do envolvimento direto dos participantes. Sem isso, o jornal fica fragilizado e com uma periodicidade incapaz de garantir os impactos positivos do projeto na escola. Impacto e sustentabilidade Participação dos adolescentes: O principal problema encontrado no decorrer do programa foi a evasão dos alunos, o que levou à desestruturação de diversos grupos. Os motivos mais marcantes da evasão foram as interrupções de atividades por conta das férias escolares e da greve parcial dos professores e a dificuldade de deslocamento dos adolescentes para os locais de capacitação. Esse último foi 57

o fator mais grave, por ser de natureza permanente, dado que está relacionado à sensação de insegurança dos pais, que proíbem os deslocamentos de seus filhos (majoritariamente entre 12 a 16 anos) quando as atividades do programa acontecem em escolas distantes. A percepção desse problema ocasionou mudanças na metodologia nos meses de agosto e setembro 2009. Os grupos foram rearticulados para quando terminou a greve nas escolas (julho). Este problema foi determinante para que o projeto não conseguisse garantir as publicações das edições de todos os grupos. Grupo de crianças e adolescentes que participaram das oficinas Locais (sedes) de capacitação: As turmas foram formadas considerando a proximidade geográfica das escolas. No entanto, surgiram alguns problemas com relação a isso. O primeiro, diz respeito à indisponibilidade de espaços nas escolas para sediar a capacitação. Para algumas turmas, tivemos que conseguir espaços nas comunidades (igreja, Centros Sociais Urbanos, escolas estaduais e outros) e para outras, tivemos que mudar o local no meio do processo, o que desestabilizou os grupos. Apesar da continuidade das oficinas garantida a todos, o segundo problema diz respeito à indisponibilidade dos participantes em se deslocarem para outras escolas mesmo sendo próximas. Sensibilização dos professores para acompanhamento do Jornal Escolar: No momento de apresentar a importância da apropriação do acompanhamento dos grupos e da produção dos jornais por parte da escola, surgiu um discurso de que isso seria um trabalho a mais e a escola não teria condições de realizar 58

esse acompanhamento. Hoje, as escolas já estão mais sensibilizadas sobre a necessidade de se ter um professor envolvido no acompanhamento do programa, pensando as estratégias de intervenção nos grupos para garantir o impacto positivo do jornal na escola. Mas, no primeiro momento, essa foi uma dificuldade real. Formar parcerias dentro da escola é um aspecto importante para que qualquer programa possa se desenvolver de forma plena. No sentido de estreitar a relação com as escolas, foram realizadas reuniões objetivando fortalecer o diálogo e a percepção de que as escolas são importantes para o desenvolvimento do Jornal Escolar. Apesar destas dificuldades, que podem prejudicar a continuidade das ações nas escolas, o projeto alcancou alguns impactos: O uso social da escrita pelos alunos permitiu melhorar a aprendizagem da Língua Portuguesa (alfabetização e letramento); O jornal fortaleçeu as estratégias de ensino contextualizado da escola; A atividade no jornal representou para os alunos uma experiência significativa de participação social; A participação deu aos adolescentes uma chave de compreensão sobre o mundo da comunicação, tornando tangível a existência de pessoas, e portanto de subjetividades e interesses, por trás da mídia (desmistificação); A escola melhorou sua integração com a comunidade por meio do jornal. Os alunos receberam capacitações específicas para produção do jornal, 59