J3M Gestão Ocupacional S/S Ltda. Av. Getúlio Vargas, 70 Baeta Neves São Bernardo do Campo SP Telefone: (11) 4121.4605 asomed@asomed.com PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO (PORTARIA Nº9, DE 09 DE ABRIL DE 1998) LOGOMARCA DA EMPRESA CNPJ 05.364.486/0001-60 Endereço: Av. Presidente Juscelino, 1140 Bairro: Piraporinha CNAE: 28.62-3-00 Endereço: Av. Presidente Juscelino, 1140 Bairro: Piraporinha CNAE: 28.62-3-00 Cidade: Diadema KRONES DO BRASIL LTDA. IE 286.029.626.115 Descrição: Fabricação de máquinas e equipamentos para indústria alimentar, de bebidas e fumo, peças e acessórios Cidade: Diadema Local de trabalho KRONES DO BRASIL LTDA. Descrição: Fabricação de máquinas e equipamentos para indústria alimentar, de bebidas e fumo, peças e acessórios UF: SP Risco: 03 UF: SP Risco: 03
RESOLUÇÃO A empresa, por seu Responsável, infra-mencionado, objetivando cumprir e fazer cumprir as normas de segurança do trabalho e em particular a determinação legal exarada através da Portaria 9 de 09 de Abril de 1998, que estabelece a elaboração e implementação pela empresa do PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO - PCA, resolve nomear equipe de pessoas, consubstanciada na elaboração do programa que a critério deste empregador são capazes de desenvolver, bem como efetuar sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano, uma análise global para avaliação do seu desenvolvimento, reavaliação dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades com base no ciclo do PDCA (Planejamento, Desenvolvimento, Controle e Auditoria). EQUIPE MULTIDISCIPLINAR FORMADA POR: Médico Técnico de Segurança Fonoaudiólogo Elaborador do documento base Gisele Cavalieri Xavier Coordenadora Médica do Trabalho CREMESP 110351 São Bernardo do Campo,. E, para constar, assino a presente resolução para que produza os efeitos legais. KRONES DO BRASIL LTDA. Av. Presidente Juscelino, 1140, Piraporinha Diadema / SP CNPJ: 05.364.486/0001-60 Preposto ou responsável Página 2 de 20
INTRODUÇÃO Os programas de Conservação de Saúde do Trabalhador existentes ou que venham a ser criados e/ou implementados, com uma política de proteção audiológica como medida prevencionista efetiva contra a PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) e a Surdez ocupacional, que contemple em seu bojo de atividades um Programa de Conservação Auditiva, alías preconizado quando, pelo Decreto nº. 611/92, que regulamentou a lei nº. 8213/91, que o ruído foi reconhecido e considerado como agente etiológico de doença profissional; e atinente a isto, evitar que os integrantes, principalmente os portadores de PAIR e PAIRO, sejam expostos à ambiente de trabalho com níveis com níveis de pressão sonora além dos permitidos pela NR 15, anexo 1e2, da Portaria 3.214/78, sem EPI s e EPC s adequado, além da rigorosa observância dos tempos de exposição. A ordem de Serviço 608 do INSS, que versa sobre Perda Auditiva Neurossensorial por exposição continuada a níveis elevados de Pressão sonora de origem Ocupacional. OBJETIVOS Estabelecer diretrizes e parâmetros mínimos para avaliação e o acompanhamento da audição do trabalhador através da realização de Exames Audiológicos de referencia e seqüenciais. Fornecer subsídios para a adoção de programas que visem a prevenção da perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados e conservação da saúde auditiva dos trabalhadores. CONTEÚDO BÁSICO NOS CONFORMES DA OS.608 DO INSS 1-) Monitorização da exposição a nível de pressão sonora elevado; 2-) Controles de Engenharia e administrativos; 3-) Monitorização audiométrico; 4-) Indicação de Equipamentos de proteção Individual EPI; 5-) Educação e Motivação; 6-) Conservação de registros; 7-) Avaliação da Eficácia e Eficiência do Programa. DEFINIÇÕES BÁSICAS Monitoramento pessoal de Ruído: Monitoramento ocupacional visando à verificação da exposição dos trabalhadores ao ruído durante a jornada de trabalho; Monitoramento Ambiental: Mapeamento realizado nas áreas de ruído para verificar níveis de pressão sonora dos equipamentos nos locais de trabalho; Monitoramento de Equipamentos: Medições em equipamentos geradores de ruído. Normalmente utilizado para verificar a influencia do ruído de um equipamento no ambiente de trabalho. Aplica-se ao estudo de redução de ruído nas fontes geradoras. Página 3 de 20
PRINCÍPIOS BÁSICOS No PCA da Empresa, devem ser considerados os seguintes princípios básicos pelos quais os integrantes devem nortear-se: Uma definição clara dos objetivos do Programa, discutidos por todos os níveis de Gerencia, obtendo-se, destarte, o compromisso explicito de todos, e definindo-se responsabilidades de todos quantos estarão envolvidos no PCA; Do mesmo modo é importante o estabelecimento de responsabilidades dos diversos níveis técnicos e de supervisão, quanto ao efetivo uso de EPI s; Por outro lado, a participação dos integrantes do PCA nas especificações de novos equipamentos, máquinas e ferramentas adquiridas pela Empresa KRONES DO BRASIL LTDA., quanto aos níveis sonoros, deve ser garantida e facilitada, bem como a garantia da empresa KRONES DO BRASIL LTDA quanto à permissão de estudos, analises e correções devidas e a tal independência e liberdade de ação necessária para a participação no PCA; Torna-se necessária a disposição da empresa KRONES DO BRASIL LTDA em facilitar os recursos humanos e materiais, a fim de permitir a instrumentação do programa. DIRETRIZES O Gerenciamento de um Programa de Conservação Auditiva deve ter uma visão completa e passos definidos, Taís como: A preservação da Saúde e da Integridade deve ser promovida através da redução da exposição ao ruído, preferencialmente pela redução/eliminação do ruído em sua fonte de emissão; Identificação das áreas onde existe ruído, no qual pode causar risco aos integrantes; Definição da Atenuação de ruído necessário para que os níveis estejam dentro dos limites permitidos; Promover de forma educativa, o uso de Protetores Auriculares, como dispositivos de proteção individual e recurso provisório e/ou complementar na proteção auditiva; O controle médico deve promover a saúde dos integrantes, através de avaliações preventivas, de acompanhamento e de resultados; As ações de Engenharia, Segurança e Medicina, devem estar articuladas entre si, visando à interação dos resultados; Os líderes devem estar comprometidos com o PCA, na implantação e/ou aplicação das recomendações. METODOLOGIA 1. ESTUDOS PRELIMINARES: Estudo dos elementos básicos na medição de ruído; Identificação das fases operacionais, incluindo data. 2 VISITA AS ÁREAS: Coleta de Informações; Coleta de documentos (Mapeamento de Riscos); Identificação das áreas críticas; Identificação das Fontes de Ruído; Inspeções nos locais de trabalho dos integrantes; Medições. Página 4 de 20
3 MONITORAMENTOS: 3-1) Ambiental: Mapeamento das fontes de ruído e postos de trabalho, em decibéis; Periodicidade: Atividade contínua, sempre que houver mudança de Lay Out. ou instalação de novos equipamentos ou processos; Equipe de trabalho para avaliação 3-2) Equipamentos: Avaliação das fontes geradoras de ruído: Projeto e execução das medidas que eliminem ou reduzam a emissão de ruído em suas fontes, ou interfiram em sua propagação; Periodicidade: em função dos projetos de redução de ruído. 4 ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS: Técnicas e Métodos utilizados: Os métodos utilizados devem garantir os resultados esperados, sem riscos de falhas, por isso deve ser usada tecnologia comprovada; Resultado das medições; Análises e comparação com os níveis recomendados pela norma; Medidas sugeridas, recomendações; Aspectos legais. 5 PLANEJAMENTO: Avaliação do Programa dos Exames Audiométrico tonais por vias aérea e óssea de todos os integrantes expostos ao Ruído. Periodicidade: Pré admissional, demissional, inicio ou término de atividades com exposição, periódico ou semestral; Definição de Perda Auditiva; Planejar Treinamento e Programa de educação; Avaliação e atualização de uso de protetores auditivos; Fazer correlação entre resultados dos testes audiométrico, das doses de ruído, e do mapeamento de cada integrante. 6 CONTROLE DE RUÍDO Identificação e quantificação das fontes de ruído e suas contribuições no ruído total; Definição do tipo de engenharia de controle para cada tipo de fonte; As soluções devem ser discutidas com o setor de Manutenção, Engenharia, Produção e com a Operação. Definição dos níveis máximos permitidos no processo de compra de máquinas e equipamentos novos. 7 LIMITAÇÕES AO AUMENTO DO RUIDO AMBIENTAL Projeto e execução de medidas que impeçam que a instalação de novos equipamentos ou processos ocasionem a elevação dos níveis de ruído nos postos de trabalho; atividades de manutenção que impeçam o progressivo aumento dos níveis de ruído de equipamentos de processos já instalados. 8 REDUÇÃO DA EXPOSIÇÃO AO RUIDO: Projeto e execução de medidas que reduzem a exposição dos integrantes a fontes de ruído de difícil redução; Definir com base na integração das informações fornecidas pelos exames audiométrico e avaliações ambientais de ruído; Dispositivos de Controle: Enclausuramento, Silenciadores, cabines, Barreiras. Página 5 de 20
DEFINIÇÕES E CARACTERIZAÇÃO Entende-se por perda auditiva, por níveis de pressão sonora elevada, as alterações dos limiares auditivos, do tipo sensorioneural, decorrente da exposição sistemática a níveis de pressão sonora elevados. Tem como características principais a irreversibilidade e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco. A sua história natural, mostra, inicialmente, o acometimento dos limiares auditivos em uma ou mais freqüência da faixa de 3000 a 6000 HZ. As freqüências mais altas e mais baixas poderão levar mais tempo para serem afetadas. Uma vez cessada a exposição, não haverá progressão da redução auditiva. Entende-se por exame audiológico de referencia e seqüenciais, o conjunto de procedimentos necessários para a avaliação da audição do trabalhador ao longo do tempo de exposição ao risco, incluindo: Anamnese clínico - ocupacional; Exame Otológico; Exame Audiométrico; Outros exames audiológicos complementares solicitados a critério médico. PRINCIPIOS E PROCEDIMENTOS BASICOS PARA A REALIZAÇÃO DO EXAME AUDIOMETRICO. Devem ser submetidos a exame audiométrico de referencia e seqüenciais, no mínimo, todos os trabalhadores que exerçam ou exercerão suas atividades em ambientes cujos níveis de pressão sonora ultrapassem os limites de tolerância estabelecidos nos anexos 1 e 2 da NR 15 da Portaria 3214/78 do Ministério do trabalho, independente do uso de protetor auditivo. O audiometro será submetido a procedimentos de verificação e controle periódico de seu funcionamento. A aferição será anual. Calibração acústica sempre que a aferição acústica indicar alteração e, obrigatoriamente a cada 5 anos. Aferição biológica é recomendada procedendo a realização dos exames audiométrico. Em caso de alteração submeter o equipamento à aferição acústica. O exame audiométrico será realizado por profissional habilitado, ou seja, médico ou fonoaudiólogo, conforme resoluções dos respectivos conselhos federais profissionais. Periodicidade: No momento da admissão, no sexto mês após a mesma, anualmente apartir de então e na demissão. No momento da demissão, do mesmo modo como previsto para a avaliação clinica no item 7.4.3.5 da NR 07, poderá ser aceito o resultado de um exame audiométrico realizado até: a) 135 (cento e trinta e cinco) dias retroativos em relação à data do exame médico demissional de trabalhador de empresa classificada em grau de risco 1 ou 2; b) 90 (noventa) dias retroativos em relação a data do exame médico demissional de trabalhador de empresa de grau de risco 3 ou 4. O intervalo entre os exames audiométrico poderá ser reduzido a critério do médico coordenador do PCMSO ou por notificação do médico agente de inspeção do trabalho, ou mediante negociação coletiva de trabalho. O resultado do exame audiométrico deve ser registrado em uma ficha que contenha no mínimo: a) Nome, idade e número de registro de identidade do trabalhador; b) Nome da empresa e função do trabalhador; c) Nome do fabricante, modelo e data da ultima aferição acústica do audiometro; d) Tempo de repouso auditivo cumprido para a realização do exame audiométrico; e) Traçado audiométrico e símbolos, conforme o modelo constante do anexo 1; f) Nome, número do registro no conselho regional e assinatura do profissional responsável pelo exame audiométrico. Página 6 de 20
TIPOS DE EXAMES AUDIOMÉTRICOS O trabalhador deve ser submetido a exame audiometrico de referencia e a exame audiometrico seqüencial na forma abaixo descrita: Exame Audiométrico de Referência, aquele com o qual os exames seqüenciais serão comparados e cujas diretrizes constam nos itens abaixo: Quando não se possua um exame audiometrico de referencia prévia; Quando algum exame audiometrico seqüencial apresentar alteração significativa em relação ao de referencia. O exame audiometrico será realizado em cabine audiometrica, cujos níveis de pressão sonora não ultrapassem os níveis máximos permitidos. (Norma ISO 8253.1). Nas empresas em que existir ambiente acusticamente tratado que atenda a Norma 8352.1, a cabine audiometrica poderá ser dispensada. O trabalhador permanecerá em repouso auditivo por um período mínimo de 14 horas, até o momento de realização do exame audiometrico. O responsável pelo exame audiometrico inspecionará o meato acústico externo de ambas as orelhas e anotará os dados na ficha de registro. Se identificada alguma anormalidade, encaminhar ao medico responsável. VIAS, FREQUENCIAS E OUTROS TESTES COMPLEMENTARES O exame audiométrico será realizado sempre, pela via aérea nas freqüências de 500, 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e 8000 HZ. No caso de alteração detectada pelo teste via aérea ou segundo a avaliação do profissional responsável pela execução do exame, o mesmo será feito também pela via óssea, nas freqüências de 500, 1000, 2000, 3000 e 4000 HZ. Segundo a avaliação do profissional responsável, no momento da realização do exame, poderão ser determinados os limiares de reconhecimento de fala (LRF). Exame audiométrico seqüencial, aquele que será comparado com o de referencia, aplica-se a todo o trabalhador que já possua um exame de referencia prévio. As seguintes diretrizes mínimas devem ser obedecidas. Na impossibilidade da realização do exame audiometrico nas cabines audiometrica, o responsável pela execução do exame avaliará a viabilidade de sua realização em um ambiente silencioso, através do exame audiometrico em (2) indivíduos cujos limiares auditivos detectados em exames audiometrico de referencia atuais sejam conhecidos. Diferença de limiar auditivo, em qualquer um dos (2) indivíduos examinados, acima de 5 db (NA) (Nível de audição em decibel) inviabiliza a realização do exame no local escolhido. O responsável pela execução do exame audiometrico inspecionará o meato acústico externo de ambas as orelhas e anotará os achados na ficha de registro. Página 7 de 20
INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXAME AUDIOMÉTRICO NORMAL: limiares menor igual a 25dB (A) em todas as freqüências SUGESTIVO DE PERDA INDUZIDA POR NPS: limiares acima de 25 db em 3 e/ou 4 e/ou 6KHz e mais elevados do que outras freqüências, estando estas comprometidas ou não tanto no teste da via aérea quanto da via óssea. SUGESTIVO DE DESENCADEAMENTO DE PERDA INDUZIDA POR NPS: Exame referencial e seqüencial normais, mas na análise comparativa entre os dois constata-se: progressão de perda auditiva com diferença de 10 db na média dos limiares de 3, 4, 6 KHz ou piora de 15 db em pelo menos uma freqüência de 3, 4 ou 6KHz. Exame referencial normal e seqüencial com limiares acima de 25 db (NA) e na análise comparativa entre os dois exames constata-se progressão de perda auditiva com diferença de 10 db na média dos limiares de 3, 4, 6 Hz ou piora de 15 db em pelo menos uma freqüência de 3, 4 ou 6KHz. SUGESTIVO DE AGRAVAMENTO DE PERDA INDUZIDA POR NPS: Perdas auditivas já confirmadas em exame audiométrico de referência e na análise comparativa com o seqüencial mostra evolução de 10 db na média do grupo de freqüências de 3, 4 e 6 Hz ou no grupo de 0,5, 1, e 2 KHz ou piora de 15 db em pelo menos uma freqüência isolada. Sempre que no exame seqüencial se confirmar desencadeamento ou agravamento de Perda Auditiva este passa a ser considerado referencial. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE AUDIOMETRIAS Serão utilizados os critérios de MERLUZZI e CLÍNICO. As classificações de perdas auditivas são importantes para controle epidemiológico audiométrico da população testada, bem como referência para avaliação da eficácia do Programa de Conservação Auditiva, no entanto, o acompanhamento da evolução auditiva de cada funcionário será realizado através da análise comparativa dos exames referencias e seqüenciais. Página 8 de 20
PERIODICIDADE DAS AVALIAÇÕES AUDIOMÉTRICAS I - Setores exclusivamente administrativos e com níveis de pressão sonora menor ou igual a 85 db: admissional, periódico, anual e demissional. II - Setores de Produção: 1 - admissional; periódico anual e demissional nos seguintes setores operacionais: 2 - Semestral: funcionários com perdas auditivas características de PAIR; DIAGNÓSTICO DA PERDA INDUZIDA POR NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA ELEVADOS E DEFINIÇÃO PARA APTIDÃO PARA O TRABALHO Diagnóstico conclusivo: O diagnóstico diferencial e a definição da aptidão para o trabalho, na suspeita de perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados, estão a cargo do medico coordenador do PCMSO de cada empresa ou do médico encarregado pelo mesmo para realizar o exame médico, dentro dos moldes previstos na NR 7 ou, na ausência deles, do médico que assiste ao trabalhador. A perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados, por si só, não é indicativa de inaptidão para o trabalho, devendo-se levar em consideração, na analise de cada caso, além do traçado audiometrico ou da evolução seqüencial de exames audiometrico, os seguintes fatores: A história clínica e ocupacional do trabalhador; O resultado da otoscopia e de outros testes audiológicos complementares; A idade do trabalhador; O tempo de exposição pregressa e atual a níveis de pressão sonora elevados; Os níveis de pressão sonora a que o trabalhador estará, esta ou esteve exposto no exercício do trabalho; A demanda auditiva do trabalho ou da função; A exposição ocupacional a níveis de pressão sonora elevados; A exposição ocupacional a outros agentes de risco ao sistema auditivo; A exposição não ocupacional a outros agentes de risco ao sistema auditivo; A capacitação profissional do trabalhador examinado; Os programas de conservação auditiva aos quais tem ou terá acesso o trabalhador. CONDUTAS PREVENTIVAS Em presença de trabalhador, cujo exame audiometrico apresentou alterações de perda auditiva, o médico coordenador do PCMSO, ou o encarregado pelo mesmo exame médico deverá: Definir a aptidão do trabalhador para a função ou não; Incluir o caso no Relatório anual do PCMSO; Participar da implantação, aprimoramento e controle de prevenção da progressão da perda auditiva do trabalhador acometido e de outros expostos ao risco, levando-se em consideração o disposto no item 9.3.6 da NR 09. Disponibilizar cópias dos exames audiometrico aos trabalhadores; Orientar a empresa quanto a necessidade de fazer com que todos os funcionários usem necessariamente o EPI (Protetor Auricular) Página 9 de 20
COMITÊ GESTOR O comitê gestor do PCA Programa de Conservação Auditiva da Empresa KRONES DO BRASIL LTDA, será composto: SESMT (Serviço especializado de Segurança e Medicina do Trabalho) Presidente da CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Gerencia da Empresa ou representante da Alta Administração da empresa. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO DE USO INDIVIDUAL A seleção do EPI mais adequado a cada situação é de responsabilidade da equipe executora do PCA. Para tanto se devem considerar alguns aspectos na seleção dos mesmos: Nível de atenuação que represente efetiva redução da energia sonora que atinge as estruturas da cóclea; Modelo que se adeque à função exercida pelo trabalhador; Conforto. Obrigações do empregador: Fornecer ao empregado gratuitamente protetor auricular aprovado pelo Ministério do Trabalho; Treinar o trabalhador sobre o seu uso adequado; Tornar obrigatório o seu uso; Substituí-lo, imediatamente, quando danificado ou extraviado. Obrigações do funcionário: Usar o EPI corretamente e apenas para a finalidade a que se destina; Responsabilizar-se por sua guarda e conservação (higienização); Comunicar à segurança do trabalho qualquer alteração no protetor que o torne impróprio para uso; Realizar as trocas especificadas. TREINAMENTO, EDUCAÇÃO E MOTIVAÇÃO É de responsabilidade da engenharia de segurança do trabalho em conjunto com os membros do SESMT, fonoaudiólogo e gerências: Enfatizar a importância educacional do PCA; Realizar treinamentos, cursos, debates, organização de comissões, participação em eventos com objetivo de informar os empregados sobre: o Os efeitos à saúde ocasionados pela exposição a níveis de pressão sonora elevados; o Como se processa o desencadeamento da perda auditiva induzida por ruído; o Conscientização da importância do uso do EPI. Página 10 de 20
DOCUMENTAÇÃO / CONSERVAÇÃO DOS REGISTROS A KRONES DO BRASIL LTDA, deve arquivar todos os dados referentes a resultados de audiometria, bem como avaliações ambientais e medidas adotadas de proteção coletiva por período de 30 anos. Esses dados devem estar disponíveis para os empregados, órgãos de fiscalização e vigilância Página 11 de 20
ANÁLISE DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO A partir da Análise do Mapeamento de Ruído na planilha Avaliação de Ruído, o Setor de Segurança do Trabalho deve tomar as seguintes providências: 1. Enviar ao Setor Pessoal e ao Setor Médico, uma cópia da planilha de Avaliação de Ruído cuja Lav (nível médio integrado de ruído) for maior ou igual a 80 db(a); 2. Em áreas onde o Lav encontrado for entre 75 db(a) a 79,99 db(a), executar mais duas avaliações para certificar-se de que os valores não se alteram para mais; 3. Solicitar que o Setor Pessoal, a partir da planilha Avaliação de Ruído, faça o levantamento dos nomes de todos os funcionários que trabalham em áreas/setores onde o ruído é igual ou maior que 80 db(a), e que envie cópia ao Setor Médico, ao Setor de Segurança do Trabalho e ao Setor de Treinamento para que esses funcionários sejam incluídos no Programa de Conservação Auditiva ; 4. A partir da lista de nomes fornecida pelo Setor Pessoal, O Setor de Segurança do Trabalho em conjunto com o Setor de Treinamento devem programar o treinamento anual de Proteção Auditiva, conforme Programa de Treinamento, abordando os itens abaixo; a) Conhecendo o Risco; b) Como funciona a orelha; c) Efeitos do barulho à Saúde; - efeitos no trabalho - efeitos ao organismo - efeitos à audição d) Sinais de perda auditiva; e) Prevenindo a perda auditiva; f) Como se proteger do barulho; g) Como identificar um bom protetor auditivo; h) Como colocar corretamente; i) Cuidados e recomendações de uso. 5. Programar avaliação anual de dosimetria de ruído a todos os funcionários que trabalhem em áreas/setores onde o ruído for igual ou maior que 80 db(a), a partir do levantamento dos nomes feito, pelo Setor Pessoal na planilha de mapeamento Avaliação de Ruído ; 6. A dosimetria de ruído deve ser feita com dosímetro, de uso pessoal do trabalhador, programado (configurado) segundo Lei 6514, NR-15; 7. A programação anual de dosimetria deve constar na planilha Plano Anual de Monitoramento de Higiene Industrial ; 8. Coordenar as discussões e propostas de implantação de Medidas Preventivas/ Controle junto à Gerência de cada área envolvida, Engenharia e Manutenção; 9. Programar e acompanhar a execução das medidas preventivas a serem tomadas através da planilha Plano de Ação Anual ; 10. Registrar na planilha de mapeamento de ruído Avaliação de Ruído, as medidas implantadas, bem como, a situação no campo Prazo de Correção ou Controle ; 11. Implantar, orientar e fiscalizar o uso obrigatório de protetores auriculares nas áreas envolvidas, e dar opção de escolha para que os funcionários usem o tipo que mais se adaptam. Página 12 de 20
VERIFICAÇÃO ANTES DA AUDIOMETRIA 1. Verificar se o funcionário não está gripado, acometido de outra moléstia ou em uso de sedativo. 2. Fazer otoscopia para observação do conduto e do tímpano. Em caso de excesso de cerúmen encaminhar para lavagem antes do teste. 3. Verifique se o funcionário ficou fora da exposição ao ruído por pelo menos 14 horas, antes de fazer a audiometria. 4. Anamnese Esclarecer os seguintes itens: a) Se tem antecedentes familiares para disacusia; b) Se teve acidentes com traumatismos ou explosões que justifique a perda auditiva; c) Se tem ou teve alguma virose ou infecção que levaram a essa disacusia; d) Se tomou algum medicamento ototóxico, mesmo que seja para outra infecção que não seja da orelha; e) Se tem robes barulhentos; f) Se já trabalhou exposto a ruído em outros lugares sem protetor auricular e por quanto tempo; g) Se tem conhecimento da perda auditiva e se lhe causa dificuldade de discriminação auditiva; h) Se tem infecção dentária; i) Se faz uso contínuo de bebidas alcoólicas; j) Se faz uso constantemente de protetor auricular. 5. Verificar se a calibração do audiômetro está dentro do prazo de validade de um (1) ano e se está conforme norma ISO 389. 6. Verifique se o laudo de isolamento acústico da cabine audiométrica tipo fixa está conforme normas ANSI 53.1 ou ISO 82.531 em db, e se tem no máximo três (3) anos. AUDIOMETRIA 1. Todos os funcionários que trabalham em locais onde NPS (Nível de Pressão Sonora) for igual ou maior que 80dB(A), conforme levantamento executado pelo Setor Pessoal a partir da planilha de mapeamento Avaliação de Ruído, devem fazer exames audiometrico nos seguintes casos: a) Na admissão; b) Seis (6) meses após a admissão; c) Anualmente; d) Em períodos menores que os acima descridos a critério do Médico do Trabalho; e) Na demissão. 2. O audiograma deve ser realizado por profissional especializado Fonoaldióloga/Médico do Trabalho credenciado ou Otorrino. 3. O resultado da audiometria deve ser anotado no documento Exame Audiometrico, bem como, preencher corretamente todos os campos aplicáveis. 4. O documento Exame Audiometrico deve ser usado para anotações e conclusões referentes ao exame audiometrico executado. 5. Entregar ao funcionário uma cópia do audiograma. Página 13 de 20
EXAME AUDIOMÉTRICO UNIDADE: Nome: Idade: Matrícula: Data: / / Local de Trabalho: Tempo de Trabalho: Função: Audiômetro: Fabricante: Modelo: Última Calibração: / / Cabine Audiométrica: Fixa: Último Laudo: / / Discriminação Vocal: OE: OD: orelha direita orelha esquerda 250 500 1000 2000 3000 4000 6000 8000 OBS.: -10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Fonoaudióloga CRFA: Frequência testada Médico do Trabalho CRM: Ciente do funcionário Respostas presentes: Via da Condução Aérea Via da Condução Óssea Respostas ausentes: Via da Condução Aérea Via da Condução Óssea Ouv. direito cor vermelha Ouv. esquerdo cor azul Página 14 de 20
Data: / / Anamnese Esclarecer os seguintes itens: Sim Não a) Se tem antecedentes familiares para disacusia? ( ) ( ) b) Se teve acidentes com traumatismos ou explosões que justifique a perda auditiva? ( ) ( ) c) Se tem ou teve alguma virose ou infecção que levaram a essa disacusia? ( ) ( ) d) Se tomou algum medicamento ototóxico, mesmo que seja para outra infecção que não seja da orelha? ( ) ( ) e) Se tem robes barulhentos? ( ) ( ) f) Se já trabalhou exposto a ruído em outros lugares sem protetor auricular e por quanto tempo? g) Se tem conhecimento da perda auditiva e se lhe causa dificuldade de discriminação auditiva? ( ) ( ) ( ) ( ) h) Se tem infecção dentária? ( ) ( ) i) Se faz uso contínuo de bebidas alcoólicas? ( ) ( ) j) Se faz uso constantemente de protetor auricular? ( ) ( ) Conclusão: Data: / / Página 15 de 20
ESQUEMA PARA CLASSIFICAÇÃO DA AUDIOMETRIA A classificação da audiometria deve ser de acordo com os procedimentos abaixo: 1. Considerar como Diagrama Básico (diagrama de referência) o de 1997; 2. Aplicar os cálculos abaixo usando as freqüências 2K, 3K e 4K para as duas orelhas; Valores (K 1) retirados do Diagrama básico (referência) Σ 1 = 2K 1 + 3K 1 + 4K 1 3 Valores (K 2) retirados do Diagrama Seqüencial (periódico) Σ 2 = 2K 2 + 3K 2 + 4K 2 3 Σ 2 - Σ 1 25dB(A) 3. Aplicar os cálculos abaixo usando as freqüências 3K, 4K, e 6K para as duas orelhas; Valores retirados do Diagrama seqüencial (periódico) Σ 2 = 3K 2 + 4K 2 + 6K 2 35 db(a) 3 4. Verificar se a perda na freqüência de 3K Hz é menor que 40 db(a) nas duas orelhas; 5. Verificar se a perda nas freqüências 4K ou 6K Hz é menor que 45dB(A) nas duas orelhas. 6. Caso todos os itens de 2 a 5 tiver resultado menor que o esperado, o Médico do Trabalho responsável pelo PCMSO deve tomar as seguintes providências: a) Repetir a audiometria anualmente; b) Repetir a audiometria em menores períodos a seu critério. 7. Caso um ou mais dos itens de 2 a 5 tiver resultado maior que o esperado, o Médico do Trabalho responsável pelo PCMSO deve tomar as seguintes providências: a) Repetir a audiometria no máximo após 30 dias: - Se não confirma o diagnóstico proceder conforme item 6; - Se confirma o diagnóstico, proceder de acordo com os itens b) e c). b) Enviar uma cópia completa, frente e verso, do Exame Audiométrico sem identificação do funcionário ao Coordenador Corporativo de Saúde e Segurança no Trabalho, que o encaminhará para comissão do PCA para análise e parecer técnico; c) Seguir as recomendações adiante descritas em Avaliação de Audiometria e Providências. Página 16 de 20
AVALIAÇÃO AUDIOMÉTRICA E PROVIDÊNCIAS Os casos que satisfaçam as condições descritas no item 7 do Esquema para Classificação de Audiometria, devem ser tratados pelo Médico do Trabalho responsável pelo PCMSO, como segue: 1. Comunicar ao Responsável pela Segurança na Unidade; 2. Pedir exames laboratoriais em função da anaminese; Hemograma, VHS, Mucoproteinas, Uréia, Creatinina, Glicemia, H.Glicosilada, Colesterol, Triglicérides, Ácido Úrico, Urina I, Cultura da Urina, ASLO, FAN e Látex; Radiografia do Tórax AP; 3. Fazer análise clínica dos exames e encaminhar o funcionário, imediatamente após um período de folga com as cópias dos exames a um otorrinolaringologista, de preferência especializado no setor auditivo e fonoaudiologia, solicitando um laudo com parecer técnico do especialista onde conste a provável Causa Etiológica, bem como, a conduta mais adequada a ser seguida, a qual deve ser anexada à folha do funcionário; 4. Nos casos onde se caracteriza a perda auditiva por ruído no local do trabalho, submeter o funcionário aos seguintes acompanhamentos; Exames Clínicos e Laboratoriais, conforme item 2 e audiograma a cada seis (6) meses; 5. Nos casos onde a perda auditiva se estabiliza, continuar aplicando as recomendações do item 4; 6. Nos casos onde a perda auditiva progride, tomar as seguintes medidas; Continuar aplicando as recomendações do item 4 a cada três (3) meses e comunicar por escrito ao Gerente e ao Diretor da área, e ao Engenheiro de Segurança do Trabalho; 7. Nos casos onde houver uma causa distinta do trauma acústico profissional, o funcionário deve; Continuar recebendo as recomendações do item 4 com a periodicidade em função da necessidade de cada caso; 8. Estabelecer novos períodos para exames audiometrico considerando a necessidade de cada caso. PROCEDIMENTO ANTES DA EMISSÃO DA CAT Caso o Médico do Trabalho Coordenador do PCMSO da Unidade entender a necessidade da emissão da CAT, as seguintes condições devem ser atendidas: 1. O Médico do Trabalho Coordenador do PCMSO da Unidade deve embasar tecnicamente sua conclusão e enviar cópia completa, frente e verso, do Exame Audiometrico sem identificação do funcionário, ao Coordenador Corporativo de Saúde e Segurança do Trabalho; 2. O Coordenador Corporativo de Saúde e Segurança do Trabalho deve enviar o(s) documento(s) à Comissão do PCA para que avaliem o caso e emitam o parecer técnico por escrito, em 15 dias, ao coordenador; 3. O Coordenador deve apresentar o parecer ao médico do trabalho e Diretor da Unidade; 4. Entende-se como data do diagnóstico a data do recebimento do parecer técnico. EMISSÃO DO CAT Caso o perecer confirme o diagnóstico do médico do trabalho da Unidade, o Departamento pessoal deve emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Página 17 de 20
PCA - PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO CRONOGRAMA DE AÇÕES Plano de Conservação Auditiva PCA Planejamento ações do PCA Plano de Conservação Auditva 2012 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 1 Mapeamento das fontes de ruído 2 Treinamento (Educação, Motivação) 3 4 5 6 7 Adoção de medidas para neutralizar os riscos Monitoramento biológico (avaliações audiométricas) Adoção de EPC Equipamento de Proteção Coletiva Adoção de EPI Equipamento de Proteção Individual Análise da exposição ocupacional ao ruído e químico Previsto x x Realizado Previsto x x Realizado Previsto x x Realizado Previsto x x Realizado Previsto x Realizado Previsto x Realizado Previsto x x x x x x x x x x x x Realizado Página 18 de 20
TERMO DE RECONHECIMENTO - TR - PERDA Eu Abaixo assinado e candidato a emprego na KRONES DO BRASIL LTDA, para exercer a função de na unidade/seção tenho ciência de que por ocasião de exame médico admissional realizado dia / /, fui submetido a exame audiometrico(audiometria tonal) tendo sido constatado que sou portador de uma deficiência auditiva tipo. Assinalar o ouvido alterado ( ) Direito ( ) Esquerdo ( ) Ambos OBSERVAÇÕES: / / LOCAL DIA MÊS ANO ASSINATURA DO CANDIDATO.1 Página 19 de 20
DAS RESPONSABILIDADES De acordo com a NR 09 da portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho, toda a empresa deve ter um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA. Em se tendo o nível de pressão sonora elevado como um dos agentes de riscos levantados por esse programa, a empresa deve organizar sob sua responsabilidade um Programa de Conservação Auditiva PCA. VIBIALIZAÇÃO Para a viabilização do PCA, é necessário o envolvimento dos profissionais da área de saúde e segurança, da alto administração e de Recursos Humanos da empresa e, principalmente, dos trabalhadores da empresa KRONES DO BRASIL LTDA, além de correta fiscalização dos órgãos competentes a nível Federal, Estadual e Municipal, sem o que, o programa torna-se inviável. CONCLUSÃO O PCA visa evitar o desenvolvimento e ou surgimento de perda auditiva induzida pelo ruído ocupacional nos funcionários da empresa KRONES DO BRASIL LTDA, e tanto os trabalhadores como o comitê Gestor, devem participar efetivamente do programa. São Bernardo do Campo,. Gisele Cavalieri Xavier Coordenadora Médica do Trabalho CREMESP 110351 Página 20 de 20