1 INF1403 Introdução a Interação Humano-Computador (IHC) Turma 3WA Professora: Clarisse Sieckenius de Souza IHC = Comunicação Humana Mediada por Computadores: Engenharia Semiótica I e II 24 e 29/Mar/2010
IHC no DI da PUC-Rio <=> Engenharia Semiótica 2 http://mitpress.mit.edu/catalog/item/ default.asp?ttype=2&tid=10486
IHC no DI da PUC-Rio <=> Engenharia Semiótica 3 http://www.morganclaypool.com/doi /abs/10.2200/s00173ed1v01y200 901HCI002
IHC no DI da PUC-Rio <=> Engenharia Semiótica 4 Disponível para você baixar e ler em: http://www.inf.pucrio.br/~inf1403/docs/jai2007_prates Barbosa_EngSem.pdf
5 Duas teorias de IHC Engenharia Cognitiva (Norman, 1986) OBJETIVO Gerar e organizar conhecimentos sólidos para favorecer o desenvolvimento de bons projetos de interação humano-computador. BASE & FOCO Cognitiva / Aprendizado e Compreensão Quem está em cena na interação? Usuário (somente). Engenharia Semiótica (de Souza, 2005) OBJETIVO Gerar e organizar conhecimentos sólidos para favorecer o desenvolvimento de bons projetos de interação humano-computador. BASE & FOCO Semiótica / Comunicação e Expressão Quem está em cena na interação? Usuário e Projetista (Designer) do sistema. COMO? POR QUÊ?
6 Semiótica???? Semiótica é uma disciplina que estuda como (e por que) as pessoas atribuem significado às s coisas, e como usam as coisas para significar o que querem dizer. Tudo o que tem significado para alguém é um SIGNO. Exemplos: Palavras têm significado ( semiótica significa algo). Imagens têm significado ( ) Lugares, pessoas, aromas, sensações, lembranças... Tudo pode ter significado. Tudo pode ser um signo.
7 SISTEMAS DE SIGNIFICAÇÃO Como qualquer coisa pode ser um signo (isto é: : ter um significado para alguém), o espaço o de possibilidades de significação é INFINITO, e pode ser bastante DESREGRADO. Exemplo: Uma colagem de Picasso ( ) O que Picasso está comunicando? Comunicação Humana Assentada sobre a linguagem. Linguagem = Sistema de Significação Associação regular, sistemática tica entre expressões e conteúdos, baseada na cultura em que surge.
8 Interfaces: Sistemas de Significação As interfaces de artefatos computacionais interativos são repletas de sistemas de significação: Associam com regularidade certas expressões (textos, imagens, sons, widgets ) a certos conteúdos estabelecidos na cultura geral do usuário (costumes de seu país, sua língua, valores regionais, etc.) na cultura tecnológica do usuário (suas práticas com computadores e programas, aparelhos eletro-eletrônicos digitais, etc.). Exemplos de expressões de sistemas de significações comuns nas interfaces que conhecemos texto
9 Computadores: Um tipo de MídiaM Os computadores são meios de comunicação entre pessoas. Veja exemplo da loja Submarino.com.br.
10 Até em aplicações pessoais há espaços de mídiam Os desenvolvedores do MS Office se comunicam com seus usuários (clientes) através s da interface. Tela do MS Power Point
11 Tecnologias de Persuasão (B J Fogg) Visite o site http://captology.stanford.edu/ Fonte dos exemplos: http://captology.stanford.edu/examples.html
12 Usuários e Projetistas estão em cena na interação Como? Nos slides anteriores pode-se ver claramente a marca da presença do projetista falando na interação. Mas... como o projetista pode de fato participar da interação se ele não está lá na hora? A interface é o representante do projetista na conversa com o usuário. Tecnicamente dizemos que a interface é o preposto (o que está designado para agir/falar em nome) do projetista ou designer do artefato computacional interativo.
13 O projetista/designer faz parte da IHC (1/2) Por quê? Primeiro, vamos pensar: qual o problema se ele não fizer parte da IHC? Por exemplo, pensemos na engenharia cognitiva: qual a conseqüência de aquela teoria de IHC não incluir o projetista na cena de interação? Como caracterizar a interação do filme `msn-groups groups-cancel.avi? É fácil ou natural modelar esta interação como uma sequência de ações totalmente centrada no usuário (ie. na qual um outro não está ele também realizando ações determinantes do curso que a interação está tomando? POR QUÊ?
14 O projetista/designer faz parte da IHC (2/2) Agora, vamos pensar: e se ele fizer parte da IHC? Por exemplo, pensemos nas vantagens de uma teoria de IHC que inclui o projetista na cena de interação? 1. Ela deve gerar e organizar conhecimentos que: Explicam como se dá esta interação através do sistema; e Indicam quais os meios e modos mais adequados para diferentes tipos e objetivos de comunicação entre o projetista e o usuário. 2. Ela revela aos usuários que os sistemas são produtos da inteligência, da competência técnica t e das escolhas humanas, e por isto: Seus projetistas têm responsabilidade pelos efeitos do produto; e Sempre há alternativas (melhores e piores) para o projeto do produto. Nenhum produto tem uma única forma de se concretizar.
15 Caracterização de IHC A visão centrada na comunicação A idéia ia central de Engenharia Semiótica Os designers se comunicam com os usuários em tempo de interação. A interface do sistema representa o designer durante a interação. Metacomunicação Communicação sobre communicação O projetista comunica como e por que o usuário deve se comunicar com o sistema. O que os designers dizem para os usuários através de/durante a interação: Eis a minha visão de quem você é, o que aprendi que você deseja ou precisa fazer, de que formas preferenciais e por quê. Este é o sistema que conseqüentemente elaborei para você, e esta é a forma como você pode ou deve usá-lo para realizar um conjunto de objetivos que se enquadram nesta visão."
16 Exemplos: Metacomunicação em Editores de Texto Notepad WordPad TextPad Notepad ++ 2 Tipos de Metacomunicação Estática tica: O que o projetista está dizendo para o usuário a partir de telas fixas de interface Dinâmica: O que o projetista está dizendo para o usuário da sucessão de telas em um contexto de interação
17 Notepad: Signos Estáticos ticos Abrir Notepad e inspecionar menus: O que é o editor? Para que serve? Para que não serve? Como usar?
18 Wordpad : Signos Estáticos ticos Abrir Worpad e inspecionar menus: O que é o editor? Para que serve? Para que não serve? Como usar?
19 TextPad : Signos Estáticos ticos Baixar trial do Textpad de: http://www.textpad.com/ Abrir TextPad e inspecionar menus: O que é o editor? Para que serve? Para que não serve? Como usar?
20 Notepad ++ : Signos Estáticos ticos Baixar o Notepad ++ de: http://notepad-plus.sourceforge.net/uk/site.htm Abrir Notepad ++ e inspecionar menus: O que é o editor? Para que serve? Para que não serve? Como usar?
21 Signos Dinâmicas 1. Os signos dinâmicos aparecem como efeito de uma interação. Em telas fixas, não são permanentemente perceptíveis (embora possam aparecer por uns segundos e depois sumir). Assista aos filmes pré-gravados (*.avi comprimidos no arquivo filmesaula07.rar ). Neles, um usuário professor tem uma lista de chamada e quer apagar todos os números de matrícula, deixando só os nomes dos alunos. 2. Em cada um dos editores, analise a seqüência (dinâmica) de interação e volte a responder: O que é o editor? Para que serve? Para que não serve? Como usar?
22 Engenharia Semiótica: Conclusões Preliminares Os projetistas se comunicam, sim, com os usuários em tempo de interação. Porém Sua comunicação nem sempre é feita em linguagem natural. Às vezes a única base da comunicação é: O que o preposto do designer está deixando o usuário fazer; e Como o preposto do designer está reagindo ao que usuário fez. Comunicação por seqüências de falas (em vários tipos de linguagens disponíveis na interface para interação). Sempre há SIGNOS ESTÁTICOS e SIGNOS DINÂMICOS na comunicação. Procure por eles. Preste especial atenção ao caminho de metacomunicação através do qual o usuário descobriu a forma mais fácil de apagar as matrículas da lista de chamada no filme notepad-plusplus-valordoerro.avi. Papel da Cultura e do Conhecimento Prévio: Se o usuário não tivesse experiência com o TextPad, será que ele teria captado a metacomunicação do projetista do Notepad ++?
23 Para finalizar: Interpretante & semiose... palavras exóticas, conceitos simples Interpretante um significado em processo O significado de uma coisa evolui constantemente, através das novas associações que fazemos a cada vez que encontramos o signo a que ele se refere. Por exemplo: Interação Humano-Computador. Na primeira aula, este SIGNO tinha um significado (talvez vago) que a cada nova aula ganha, para todos nós, novas facetas se enriquece. Algumas facetas são meramente ADICIONADAS; outras SUBSTITUEM facetas que estavam imprecisas ou equivocadas; outras ainda SÃO POSSIBILIDADES, PERGUNTAS... facetas de significado que só entenderemos melhor no futuro, depois de novos encontros com o mesmo signo Interação Humano-Computador. Semiose o processo indefinidamente longo e imprevisível vel pelo qual os signos adquirem novas facetas de significado em nossas mentes.
24 Interpretante e Semiose em IHC Um caso antigo, mas exemplar: Veja o filme cdplayer-win95 Ao encontrar o signo REMOVE o usuário imagina um significado possível (interpretante): remover da lista ao lado (de faixas do CD!). Mas, acha que não pode ser isso e vai em frente. Aparentemente tudo dá certo, até que um tempo depois... em novo encontro com os signos de interface, ele não ouve todas as faixas! Será que o significado era mesmo aquele?? SEMIOSE: uma geração (c) de SERG, significados 2010 que continua sempre.