Peça prático-profissional Marilza assinou 5 notas promissórias, no valor de R$ 1.000,00 cada uma, para garantir o pagamento de um empréstimo tomado de uma factoring chamada GBO Ltda. Recebeu na data de 08/02/2013 a mandado de citação e penhora de uma ação movida pela referida factoring, que foi juntado aos autos 15/02/2013 ação de execução que tramita em Osasco, na 3º Vara Cível, sob o nº 888/2013, cujo valor atribuído à causa é de R$5.000,00. Marilza reside em Osasco e a Factoring é sediada em São Paulo, no bairro da Lapa. Marilza pagou valores de algumas das notas, mas a empresa não lhe devolveu as promissórias e que possui recibo de três das promissórias pagas. Marilza, que passa por sérios problemas de saúde, é viúva e mora sozinha em sua única casa que foi penhorada nos autos por indicação do credor. Questão: Como advogado de Marilza atue na defesa de seus interesses, apontando o último dia do prazo na petição.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 3ª VARA CIVEL DO FORO DA COMARCA DE OSASCO DO ESTADO DE SÃO PAULO Distribuição por dependência ao processo nº888/2013 Mariza..., nacionalidade..., viúva, profissão..., portadora do RG nº..., inscrita no CPF/MF sob o nº..., domiciliada na..., nº..., bairro..., Osasco/São Paulo, vem, por intermédio do seu advogado que esta subscreve (procuração anexa) com escritório situado na..., nº..., bairro..., cidade..., estado...,onde receberá intimações, respeitosamente a presença de Vossa Excelência opor EMBARGOS DO DEVEDOR, com fulcro nos artigos 736 e seguintes do Código de Processo Civil, em desfavor de GBO Ltda., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob o nº..., sediada na..., nº..., no bairro da Lapa, São Paulo, na pessoa de seu representante legal..., nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do RG nº..., inscrito no CPF/MF sob o nº..., domiciliando no endereço supramencionado, pelas razoes de fato e de direito a seguir expostos: I. DOS FATOS Pretende o Embargado haver da Embargante o valor de R$ 5.000.00(cinco mil reais), referente a 5 (cinco) notas promissórias dadas em garantidas do empréstimo tomado pela Embargante. Para ver o credito satisfeito o Embargado propôs ação de execução perante esse MM Juízo, juntando aos autos as referidas notas promissórias e requerendo o pagamento do montante integral do débito indicando à penhora o único imóvel de propriedade da Embargante.
Ocorre que, conforme demonstrado pelos comprovantes que a presente instrui, já houve o pagamento de 3 (três) das notas promissórias executadas, sendo certo que, apesar das cártulas não terem sido devolvidas, a Embargante possui recibo de quitação. Imperativo consignar que a Embargante é viúva e passa por sérios problemas de saúde, tendo seu único imóvel, ou seja, bem de família, penhorado por indicação do credor em completa afronta ao ordenamento jurídico. II. DO DIREITO Da nulidade da execução Trata de execução fundada em título não executivo, pois não preenche os requisitos autorizadores para sua execução, uma vez que a Embargante possui 3 (três) recibos de quitação do empréstimo firmado, e com isso tornando a divida ilíquida, e por consequência inexecutável o titulo, evidenciado a nulidade de execução, preceito disposto no artigo 745, I do CPC. Da repetição do indébito Resta comprovado a má-fé do Embargado, diante dos recibos acostados, uma vez que houve pagamento de 3 das cártulas executadas, assim, inescondível a necessidade de aplicação da sanção da repetição do indébito em dobro, consubstanciada no montante do valor de R$6.000.00(seis mil reais), uma vez que o Embargado demandou por divida já paga, nos exatos termos do art. 940 do Código Civil. Do excesso de execução Observa-se que pelo cálculo apresentado pelo Embargado é muito superior ao real devido, em face de cobrança de valores já pagos, de tal sorte, que há um excesso na execução, nos termos do art. 745, III do CPC. Da penhora incorreta
Conforme alhures mencionado, a Embargante teve seu único bem penhorado o que, por expressa determinação legal, é considerado absolutamente impenhorável, inteligência do artigo 649, I do CPC e Lei 8009/90. Nesta toada, a sumula 364 do Superior Tribunal de Justiça abrange a imperorabilidade de um bem de família, aos casos em que se encontra a Embargante, ou seja, as pessoas viúvas. Assim, torna-se evidente a incorreção na realização da penhora, conforme disciplina o artigo 745, II do código de processo civil. Do efeito suspensivo Diante da execução de valores que excede sobremaneira ao debito real, que inviabiliza seu adimplemento e, ainda, da impossibilidade de penhora do bem de família que é fundamento do presente embargos, é certo que não pode ocorrer o prosseguimento da execução face ao risco do dano irreparável ou de difícil reparação da embargante. O Embargado utiliza-se da presente ação para auferir valores indevidos e ainda, utiliza-se da via executória para penhorar um bem que por força de lei é absolutamente impenhorável, assim, até que ocorra uma decisão final, necessário se faz a suspensão da execução. Em que pese os embargos à execução serem atribuídos em regra efeito devolutivo, mister se faz a aplicação do efeito suspensivo, disciplinado no artigo 739-A, 1º do CPC, uma vez que a Embargante passa por sérios problemas de saúde, é viúva e mora sozinha, ficando latente que o prosseguimento de execução lhe causará dano irreparável. Ademais, o juízo já esta garantindo pela constrição realizada incorretamente, demonstrando os requisitos autorizadores da atribuição do efeito suspensivo. III. Do Pedido Diante do exposto é a presente para requerer:
Que seja recebido e conhecido os presentes embargos, atribuindo-se efeito suspensivo à execução, para julgar procedente o pedido para declarar a nulidade e consequente extinção da execução; o Embargado ao pagamento do valor de R$6.000.00(seis mil reais). A declaração a cobrança indevida, condenando Caso não seja este o Vosso entendimento, declarar a penhora incorreta, afastando a constrição judicial declarando a impenhorabilidade por se tratar de bem de família; O reconhecimento do excesso de execução; A intimação do embargado, na pessoa de seu advogado, para apresentar defesa no prazo legal, sob pena de revelia e seus efeitos. Sejam impostos ao Embargado os ônus da sucumbência, isto é, custas, despesas processuais e honorários advocatícios que forem arbitrados. Requer provar o alegado por todos os meios em direito admitidos, sem exclusão de nenhuma deles. reais). Dá-se a causa o valor de R$11.000.00(onze mil Termos em que; Pede deferimento. Local..., 04 de Março de 2013 Advogado... OAB/UF nº...