TESTE FÍSICO PROTOCOLAR - ÁRBITROS

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Transcrição:

TESTE FÍSICO PROTOCOLAR - ÁRBITROS O teste oficial protocolar para árbitros de futebol é dividido em duas partes. A primeira prova é o (RSA, por sua sigla em Inglês), que mede a capacidade do árbitro para repetir sprints de 40 m. A segunda é o teste intervalado, que avalia a capacidade do árbitro para fazer uma série de sprints de 75 m, incluindo intervalos de caminhadas intercaladas de 25 m. Entre o fim da primeira prova e o início da segunda deve decorrer de 6 a 8 minutos máximo. PROVA 1 RSA (40 metros) Os árbitros devem estar alinhados para sair tocando a "linha de partida" com o pé da frente sendo marcada a 1,5 m antes do marco 0, ponto de inicio da cronometragem. O tempo máximo de recuperação deve ser de 60 segundos entre cada um dos 6 Sprints de 40 m. Os árbitros devem caminhar de volta para a saída durante o tempo de recuperação. Se um árbitro não atingir o índice indicado a sua respectiva categoria em uma das seis corridas, irá realizar uma sétima corrida logo após terminar em sexto. Se ele falhar em duas das sete corridas, o árbitro não é considerado apto e não realiza as provas na sequência. PROVA 2 INTERVALADA (75X25 metros) Os árbitros devem completar 40 intervalos consistentes de 75 m e 25 m de corrida, o equivalente a 4000 m ou 10 voltas em uma pista de corrida de 400 m. A intensidade é determinada de acordo com a categoria do árbitro e ditada através de um arquivo de áudio. Na ausência do áudio ou no casso de interrupção no sistema de som, o ritmo será marcado por um instrutor físico com experiência no uso de um cronômetro e um apito. Ao final de cada estímulo, os árbitros devem entrar na "área de chegada" antes que termine o silvo do apito. A "área de chegada" é delimitada a 1,5 m antes do ponto que identifica o fim dos 75 m. Se um árbitro não entrar na "zona de chegada" no tempo determinado, ira receber aviso claro do fiscal de prova. Se um árbitro não entrar na "área de chegada" em tempo uma segunda vez, não poderá continuar a prova e estará reprovado no teste. O teste pode ser realizado simultaneamente por quatro grupos (ver a seguir), e podem fazer parte de um total de 24 árbitros de uma só vez.

TESTE FÍSICO PROTOCOLAR ÁRBITROS ASSISTENTES Os testes oficiais de aptidão para árbitros assistentes de futebol são divididas em três partes. A primeira prova trata-se de um teste de agilidade (CODA, por sua sigla em Inglês), que avalia a capacidade do árbitro assistente em mudar de direção. O segundo teste é a velocidade (RSA, por sua sigla em Inglês), que mede a capacidade do árbitro assistente para repetir sprints de 30 m. O terceiro é o teste intervalado, que avalia a capacidade do árbitro para fazer uma série de sprints de 75 m, incluindo intervalos de caminhadas intercaladas de 25 m. Entre o fim da primeira prova e o início da segunda deve decorrer de 2 a 4 minutos máximo. Entre o fim da segunda prova e o início da terceira deve decorrer de 6 a 8 minutos máximo. PROVA 1 CODA (10x8x8x10 metros) A prova é montada conforme mostrado no diagrama a seguir. A distância entre A e B é de 2 metros. A distância entre B e C é de 8 metros. Os árbitros assistentes devem executar o percurso da seguinte forma em máxima intensidade: 10 m em corrida frontal (A a C), 8 m de corrida lateral à esquerda (C a B), 8 m de corrida lado para a direita (B para C ) e novamente 10 m em corrida frontal (C, a uma). Se um árbitro assistente falhar na prova, ele pode fazer uma nova tentativa. Se falhar em dois testes, estará reprovado e não realiza as provas na sequência.

PROVA 2 RSA (30 metros) Os árbitros devem estar alinhados para sair tocando a "linha de partida" com o pé da frente sendo marcada a 1,5 m antes do marco 0, ponto de inicio da cronometragem. O tempo máximo de recuperação deve ser de 30 segundos entre cada um dos 5 Sprints de 30 m. Os árbitros devem trotar de volta para a saída durante o tempo de recuperação para que este obedeça o tempo máximo limite. Se um árbitro não atingir o índice indicado a sua respectiva categoria em uma das cinco corridas, irá realizar uma sexta corrida logo após terminar em quinto. Se ele falhar em duas das sete corridas, o árbitro não é considerado apto e não realiza as provas na sequência. PROVA 3 INTERVALADA (75X25 metros) Os árbitros devem completar 40 intervalos consistentes de 75 m e 25 m de corrida, o equivalente a 4000 m ou 10 voltas em uma pista de corrida de 400 m. A intensidade é determinada de acordo com a categoria do árbitro e ditada através de um arquivo de áudio. Na ausência do áudio ou no casso de interrupção no sistema de som, o ritmo será marcado por um instrutor físico com experiência no uso de um cronômetro e um apito. Ao final de cada estímulo, os árbitros devem entrar na "área de chegada" antes que termine o silvo do apito. A "área de chegada" é delimitada a 1,5 m antes do ponto que identifica o fim dos 75 m.

Se um árbitro não entrar na "zona de chegada" no tempo determinado, ira receber aviso claro do fiscal de prova. Se um árbitro não entrar na "área de chegada" em tempo uma segunda vez, não poderá continuar a prova e estará reprovado no teste. O teste pode ser realizado simultaneamente por quatro grupos (ver a seguir), e podem fazer parte de um total de 24 árbitros de uma só vez. CONSIDERAÇÕES FINAIS Em função das alterações das provas em relação ao protocolo anterior vale algumas considerações: A alteração do tempo de recuperação entre os estímulos de 40 m para árbitros implicará numa intensidade maior independente da alteração ou não dos tempos limites para realizar cada um dos estímulos; Novamente a alteração do tempo de recuperação, agora entre as provas, também determina que o árbitro deverá estar melhor condicionado para que tenha uma recuperação total para a próxima prova. A diminuição das distâncias na prova intervalada de 150x50m para 75x25 alteram significativamente as respostas fisiológicas do árbitro. Temos com essas mudanças no total 40 ações de aceleração e 40 ações de frenagem, exigindo muito mais da parte muscular. Outro aspecto a ser levado em conta é que com o intervalo de recuperação menor, a exigência cardiovascular é maior, uma vez que não há tempo hábil para diminuição da frequência cardíaca entre os estímulos; Para os árbitros assistente temos a adição de um novo estímulo antes dos demais já conhecidos, que ter por característica velocidade e mudanças intensa de direção;

Na prova de RSA embora se tenha diminuído 10m e um estímulo a intensidade é muito maior do que a exigência anterior. Com uma recuperação máxima de 30 segundos os estímulos tornam-se praticamente um só, 5 sprints ligados por uma baixa na intensidade sem tempo de parada entre um e outro. Sendo assim, uma preparação especifica se torna cada vez mais imprescindível; Novamente, da mesma forma que aos árbitros, para a terceira prova a diminuição das distâncias intervaladas de 150x50m para 75x25 alteram significativamente as respostas fisiológicas do árbitro. Temos com essas mudanças no total 40 ações de aceleração e 40 ações de frenagem, exigindo muito mais da parte muscular. Outro aspecto a ser levado em conta é que com o intervalo de recuperação menor, a exigência cardiovascular é maior, uma vez que não há tempo hábil para diminuição da frequência cardíaca entre os estímulos;