Manual de Fiscalização do PPS



Documentos relacionados
PSDB MANUAL DE FISCALIZAÇÃO. Chegou o grande momento da Campanha Eleitoral. Nesta eleição precisamos ficar de olho para que tudo saia como queremos.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE COLÉGIO ELEITORAL ESPECIAL COMISSÃO ELEITORAL

MANUAL DE FISCALIZAÇÃO

CAPÍTULO 1 DOS OBJETIVOS

Associação Brasileira de Profissionais em Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar - ABIH

EDITAL EVZ Nº 08/2014 Edital de Eleição de Diretor e Vice-Diretor da Escola de Veterinária e Zootecnia da UFG

REGRAS A SEREM SEGUIDAS DURANTE O PROCESSO ELEITORAL

ELEIÇÕES PARA A DIRETORIA E PARA O CONSELHO FISCAL DA AFBNB REGULAMENTO ELEITORAL

PERMANÊNCIA DO SPGL NA CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE QUADROS TÉCNICOS E CIENTÍFICOS. Organização e Direcção do Processo

Processo Eleitoral para Coordenação do Diretório Acadêmico do Curso de Gastronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

REGULAMENTO NORMATIVO DA ELEIÇÃO DO DIRETOR DE SAUDE DO TRABALHADORDO SINDSEMP. Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina

RESOLUÇÃO Nº CAPÍTULO I DA ASSINATURA DIGITAL

REGULAMENTO PARA ELEIÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA E DO CONSELHO FISCAL DA ASUNIRIO PARA BIÊNIO 2014 A 2016.

LEI DOS PARTIDOS POLÍTICOS (Lei n /95)

Edital para eleições do Centro Acadêmico de Psicologia do INESP/FUNEDI/UEMG

Informações para o dia da eleição

ELEIÇÃO CRO-PA Quem tem direito de votar. Quem não tem direito de votar

NORMAS ELEITORAIS PARA OS MEMBROS DA CIPA

Grêmio Estudantil Aprendizes e Artífices/Cidade de Goiás/Edital nº003/2014

RESOLUÇÃO Nº. INSTRUÇÃO Nº CLASSE 12ª - DISTRITO FEDERAL (Brasília).

RESOLUÇÃO Nº 6/2013 (ELEIÇÕES-IBDFAM) ADITIVO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE GESTÃO E NEGÓCIOS

ORIENTAÇÃO SOBRE COMO GERAR E ENVIAR A PRESTAÇÃO DE CONTAS FINAL

REGIMENTO INTERNO DAS ELEIÇÕES PARA DIRETORIA EXECUTIVA GESTÃO TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

SINDICATO DAS EMPRESAS DO TRANSPORTE DE CARGAS E LOGÍSTICA DO RIO DE JANEIRO - SINDICARGA - REGULAMENTO ELEITORAL

REGULAMENTO ELEITORAL

Cartilha VOTE CONSCIENTE VOTE BEM

CAPÍTULO II: DA COMISSÃO ELEITORAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO REGIMENTO ELEITORAL

SICOOB NOSSACOOP Cooperativa de Economia de Crédito dos Empregados das Instituições de Ensino e Pesquisa e de Servidores Públicos Federais de Minas

REGULAMENTO ELEITORAL

Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente

NORMA CORPORATIVA DEPARTAMENTO PESSOAL

Processo de Pagamento de solicitações de ingressos para o Público Geral para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

REGULAMENTO ELEITORAL CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

EDITAL Nº 003/2013 ELEIÇÃO PARA CARGO DE DIRETOR ESCOLAR DAS UNIDADES EDUCATIVAS DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO PARA O BIÊNIO 2014/2015.

Manual do Estagiário

SUCESSÃO DO CONSELHO FISCAL E COORDENAÇÃO COLEGIADA DO SINTET-UFU Biênio REGIMENTO ELEITORAL PROCEDIMENTOS PRELIMINARES

EDITAL CMS/SMS Nº 001, DE 06 DE OUTUBRO DE 2015.

Instruções para se fazer o estágio obrigatório

PORTARIA Nº 33, DAU/MEC, de 2 de agosto de 1978.

ATO DELIBERATIVO 27/2015. O Conselho Deliberativo da Fundação CELESC de Seguridade Social - CELOS, no uso de suas atribuições e,

2. DOS REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO

REGULAMENTO ELEITORAL DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE BORBA. Artigo 1º (Promoção das Eleições)

Passo-a-passo para alteração de representante legal no CNPJ

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OBSTETRIZES E ENFERMEIROS OBSTETRAS - A B E N F O - Nacional

Associação de Estudantes da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Artigo 1º. Comissão Eleitoral. Artigo 2º

REGULAMENTO ELEITORAL PARA O CONSELHO GERAL DO INSTITUTO POLITÉCNICO DO PORTO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS. Artigo 1. Objeto

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÕES PARA A DIRETORIA DO CENTRO ACADÊMICO DO CURSO DE ZOOTECNIA CAZ

ÍNDICE APRESENTAÇÃO...3 FISCALIZAR É UM DIREITO...3 DOS FISCAIS...4 DAS CREDENCIAIS...4. DAS URNAS e DO CADERNO DE ELEITORES...5

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES 1. MEUS PEDIDOS

Caro XXXXX, O que é CIPA?

REGULAMENTO ELEITORAL CAPÍTULO I. Dos princípios gerais. Artigo 1º. Assembleia eleitoral

REGRAS Processo Eleitoral ANPEI

1. As eleições do PEDEX 2011 serão realizadas em todo o Paraná no dia 28 de agosto de 2011 das 9 às 17 horas.

REGULAMENTO ELEITORAL 2015 COMITÊ GESTOR DO PSAP DA DUKE ENERGY PARTICIPANTES ASSISTIDOS

Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul Sistema de Comunicações da Justiça Eleitoral. Manual do Usuário

Regulamento Eleitoral da AAUE

PORTARIA Nº 126, DE 12 DE MARÇO DE 2014.

12. Assinale a opção correta a respeito da composição e do funcionamento das juntas eleitorais.

EDITAL Nº 01/2015 REGIMENTO DA CONSULTA PÚBLICA PARA A ESCOLHA DA DIREÇÃO DO SETOR LITORAL DA UFPR MANDATO

SE Brasília/DF Jan./ ex. 10,5x29,7cm Editora MS/CGDI/SAA OS 2013/0124

Em 2013, o registro de dados no SIOPS passará a ser obrigatório.

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO UNIVERSITÁRIO

VÄâux atätä. Figura 1 Menu principal do SVE

COMUNICADO SINDICÂNCIA DE VIDA PREGRESSA ESCLARECIMENTOS DA BANCA EXAMINADORA.

NORMAS PARA O PROCESSO SELETIVO DE CANDIDATOS AO CURSO SUPERIOR SEQUENCIAL DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 2 O SEMESTRE DE 2013

Carta de Serviços aos Cidadãos

Luiz A. Paranhos Velloso Junior Presidente da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro ID

ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE ADUFAC Seção Sindical do ANDES - SN

REGULAMENTO ELEITORAL DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE TÊNIS. Normas e Instruções Disciplinadoras

Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo. Eleições triênio Quem é obrigado a votar?... 3

Perguntas frequentes

RESOLUÇÃO Nº INSTRUÇÃO Nº CLASSE 12ª - DISTRITO FEDERAL (Brasília).

REGIMENTO INTERNO ELEITORAL (Aprovado na AGE de )

RESOLUÇÃO N 002, DE 20 DE MAIO DE 1997, DA CONGREGAÇÃO.

PORTARIA RIOPREVIDÊNCIA Nº. 148 DE 09 DE FEVEREIRO DE 2009.

MODELO 1 ELEIÇÕES SINDICAIS EDITAL DE CONVOCAÇÃO

2.1 O Processo Seletivo terá validade para o primeiro semestre letivo de 2016.

PORANGATU PREV. Regime Próprio de Previdência Social PORANGATU/GO. Edital nº 001/2014

PORTARIA PRESI/SECBE 222 DE 3 DE JULHO DE 2014

ROTEIRO PARA PESQUISAS ELEITORAIS

DEPARTAMENTO DO MERCADO DE CAPITAIS Iran Siqueira Lima - Chefe. Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen.

GUIA DE ESTÁGIO CURSOS TECNOLÓGICOS

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO DE JANEIRO

Estatuto do curso do Centro Acadêmico de Comunicação Social

RESOLUÇÃO Nº INSTRUÇÃO Nº CLASSE 19 BRASÍLIA DISTRITO FEDERAL

MANUAL DE PROCEDIMENTOS DA ÁREA DE PROTOCOLO E INFORMAÇÃO DO COMÉRCIO

Transcrição:

Eleições 2008 Manual de Fiscalização do PPS Secretaria de Formação Política - Atualizado em: 26/09/2008 APRESENTAÇÃO Fruto de um amplo processo de discussão no seio do Partido Popular Socialista, elaboramos o "Projeto Pé na Estrada", aprovado por nosso Diretório Nacional, no primeiro semestre de 2007. Sob a responsabilidade de uma Coordenação Nacional Eleitoral, criada para garantir nossa presença nas cidades com mais de cem mil eleitores, no pleito municipal de outubro, buscamos atender uma demanda fundamental, que é de transformar o PPS efetivamente no Partido do Poder Local. Para tanto, e visando uma maior capilarização do PPS, tivemos o apoio de nossos Diretórios Estaduais e Municipais, para que as definições do "Pé na Estrada" fossem efetivadas, ampliando o número de nossos candidatos a prefeito e vereador, assim como oferecendo uma opção de esquerda, democrática e reformista aos eleitores das mais diversas cidades. Aproxima-se o grande momento da campanha eleitoral. Os poucos dias que faltam para a eleição exigem de cada um de nós, militantes e aliados que fiquemos de olho para que tudo saia da forma correta e sem problemas. E você, como nosso fiscal e amigo, é uma peça muito importante nesta reta final. Para orientar nossas atividades, fruto da experiência partidária, fizemos este Manual com todas as informações e dicas sobre fiscalização da votação, recursos e impugnações mais freqüentes e como aplicá-los de maneira correta. Fiscalizar o processo eleitoral é dever de todos, sobretudo o nosso. Por isso, prepare-se para agir na defesa da lisura do processo democrático. Chegou a hora da decisão, e precisamos estar preparados. Mãos à obra! Roberto Freire Presidente

1 - A VOTAÇÃO PASSO A PASSO Para cada Zona Eleitoral haverá dois (2) delegados, que estarão acompanhando a votação. É fundamental que nossos delegados cheguem antes da abertura da seção. Como a votação começa às 08 horas da manhã, chegue 1 hora antes, isto é, às 7 horas. Sobe a direção do Presidente e do Secretário, cada mesa receptora permite 02 Fiscais por Partido ou Coligação (um dentro, outro fora da sala). Acompanhe a impressão inicial da fita que informa a inexistência de votos naquela urna antes do inicio da votação. Esta operação é chamada de Zerézima. Importante: Não saindo a Zerézima, a urna deve ser obrigatoriamente substituída. Fiscalize o andamento da votação, prestando atenção nos fiscais das outras coligações que poderão tentar influenciar os eleitores. ATENÇÃO: OS MESÁRIOS E O PRESIDENTE NÃO PODEM AUXILIAR ELEITORES JUNTO À URNA. NÃO DEIXE ISSO ACONTECER! Chame a atenção do Presidente da Seção ou do Representante do TRE, se você constatar que há instruções ou qualquer escrito na lousa a favor de candidatos ou que induza a números de partidos: eles têm a obrigação de apagar. Verifique se a listagem com o nome dos candidatos, que deve estar dentro da cabine, está completa e não contém marcas. Fiscalize também se não há outros materiais: peça aos mesários que retirem tudo o que estiver na sala que não seja material legal. Estes procedimentos devem ser feitos nas várias salas em que se processará a eleição e quantas vezes achar necessário. Mostre que você está atento e que, se preciso, tomará as medidas legais possíveis. 2 - VOCÊ É UM FISCAL CREDENCIADO COM TODO O DIREITO DE EXERCER SUA FUNÇÃO. Só podem permanecer nos locais de votação: os mesários, eleitores, fiscais e delegados das coligações e dos partidos. Candidatos a prefeito e vereador também podem visitar as escolas, mas NÃO PODEM FAZER CAMPANHA OU PEDIR VOTOS. Outras pessoas devem ser retiradas do local de votação. Eleitores podem permanecer nos corredores e podem estar vestidos ou portando qualquer material que identifique candidato. Isso é considerado manifestação espontânea pessoal, mas fique atento a eleitores que vão e vêm : PODE SER BOCA DE URNA DISFARÇADA.

Não permitir que os fiscais ou delegados dos outros partidos estejam vestidos ou usem camisetas, bonés ou qualquer outra coisa com o número dos candidatos. Verifique, também, se estão sendo usadas exclusivamente canetas azuis ou pretas nos trabalhos de votação. Não se pode esquecer que se deve estar sempre atento à conferência dos documentos de identificação do eleitor. ATENÇÃO: FIQUE DE OLHO: A CERTIDÃO DE NASCIMENTO OU CASAMENTO NÃO VALE COMO PROVA DE IDENTIDADE DO ELEITOR NO MOMENTO DA VOTAÇÃO. EM CASO DE DÚVIDA, EXIJA DOCUMENTO COM FOTO DO ELEITOR. FIQUE ATENTO: Com o objetivo de garantir o sigilo do voto, o eleitor NÃO PODERÁ USAR O TELEFONE CELULAR no recinto da mesa receptora, de MANEIRA NENHUMA, bem como não poderá proceder à votação usando equipamento de radiocomunicação ou outro de qualquer espécie que venha a comprometer O SIGILO DO VOTO. Os eleitores analfabetos e os cegos podem utilizar instrumento mecânico que trouxerem e que os auxiliem a exercer o direito de voto. A Justiça Eleitoral não é obrigada a fornecê-los. Para votar, o eleitor portador de necessidades especiais poderá contar com o auxílio de pessoa de sua confiança, ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral. ATENÇÃO: O presidente de mesa receptora de votos, verificando ser importante que o eleitor portador de necessidades especiais conte com o auxílio de pessoa de sua confiança para exercer o direito de voto, pode permitir que tal pessoa inclusive digite os números na urna. A pessoa que ajudará o eleitor portador de necessidades especiais não poderá estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido político ou de coligação. Meia hora antes (16:30) do horário final da votação (17 horas), se ainda houver eleitores na fila para votar, deverão ser distribuídas senhas ou deverão ser recolhidos os documentos dos eleitores (titulo de eleitor, carteira nacional de habilitação com foto ou RG), para que os mesmos possam votar. Finalizada a votação às 17 horas, a urna eletrônica emitirá uma outra fita com o resultado. Confira o número de eleitores que compareceram para votar, comparando a lista de presença com os totais que aparecem na fita; tente obter estas fitas (listas) de votação num maior número possível e guarde-as com você. ESSA FASE É EXTREMAMENTE IMPORTANTE E VITAL, CONFIRA TUDO!

3- APURAÇÃO Chegou o momento decisivo do seu trabalho. Terminou a votação. O eleitor cumpriu o seu dever cívico de votar. Cabe a nós, agora, assegurar que a vontade do eleitor, por meio do voto, se reflita no resultado final, de forma cristalina. Por isso não podemos perder um voto sequer e, neste momento, seu trabalho é fundamental para fiscalizar a apuração. Lembre-se que fiscalizar é um dever e um direito que lhe é assegurado pelo Código Eleitoral. Portanto, não se intimide. Trabalhe dentro do que lhe garante a lei, sem receio, com firmeza e seriedade. Assim que terminar a votação, a Mesa Receptora deverá expedir eletronicamente o Boletim de Urna, em 05 vias, contendo o resultado da respectiva Seção Eleitoral, no qual serão registrados a data da eleição, a identificação do Município, da Zona Eleitoral, da Seção Eleitoral, o horário de encerramento da votação, o código de identificação da urna eletrônica, o número de eleitores aptos, o número de votantes, a votação individual de cada candidato, os votos de cada legenda partidária, os votos nulos, os votos em branco e a soma geral dos votos. ATENÇÃO: O fiscal precisa assinar o Boletim de Urna juntamente com o presidente e o primeiro secretário da Mesa Receptora. Essa fase é muito importante. Você deve conferir especialmente os votos em branco e os nulos e exigir o uso imediato dos carimbos respectivos. Uma via do boletim será colocada pelo presidente da Mesa Receptora na entrada do local da seção, outra será entregue aos fiscais de partidos presentes e as demais serão enviadas, juntamente com o disquete e outros documentos do ato eleitoral, à Junta Eleitoral, que adotará providências para que uma das vias acompanhe sempre o disquete. Outra via, assinada pelo presidente e por, pelo menos, um dos membros da Junta Eleitoral, será entregue, mediante recibo, ao Comitê Interpartidário de Fiscalização. A quinta via será afixada na sede da Junta Eleitoral, em local onde possa ser copiado por qualquer pessoa. É importante observar que o presidente da Junta Eleitoral é obrigado a entregar cópia do Boletim de Urna aos partidos e coligações concorrentes ao pleito, por intermédio do representante do Comitê Interpartidário de Fiscalização. O Boletim de Urna é prova do resultado apurado dos votos. Pode ser apresentado pela Fiscalização à própria Junta sempre que o número de votos constantes dos mapas não coincidir com os nele consignados. A não expedição do Boletim de Urna, imediatamente após o encerramento da votação, ressalvados os casos de defeito da urna eletrônica, constitui crime previsto no Código Eleitoral.

4 - PROCEDIMENTOS DA JUNTA ELEITORAL A Junta Eleitoral receberá os disquetes oriundos das urnas e os documentos da votação, examinando sua idoneidade e regularidade, inclusive quanto ao funcionamento normal da seção. Ela resolverá todas as impugnações constantes na ata da Mesa Receptora de votos e demais incidentes verificados durante os trabalhos de apuração. Também providenciará a recuperação dos dados constantes da urna, no caso de: a) falta de integridade dos dados contidos no disquete, ou seu extravio; b) interrupção da votação, por defeito da urna; c) falha na impressão do Boletim de Urna; Transmitirá os dados de votação das seções apuradas ao Tribunal Regional Eleitoral. Nos casos de perda total ou parcial dos votos de determinada seção, o fato deverá ser comunicado à Junta Eleitoral, que: I - poderá decidir pela anulação da seção, se ocorrer perda total dos votos; II - aproveitará os votos recuperados, no caso de perda parcial; Seja qual for a ocorrência, deverá ser considerado o comparecimento dos eleitores, de modo a não haver diferença entre esse número e o total de votos. Caso seja detectado o extravio ou falha na geração do disquete ou na impressão do Boletim de Urna, o presidente da Junta Eleitoral determinará a recuperação dos dados mediante as seguintes providências: I a geração de novo disquete, a partir da urna utilizada na seção, com emprego do sistema recuperador de dados; II a geração de novo disquete a partir do cartão de memória da urna utilizada na seção, por meio do sistema recuperador de dados, em urna de contingência; III a digitação dos dados constantes do Boletim de Urna no sistema de apuração; IV - a solicitação ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral para que os dados sejam recuperados por equipe técnica, a partir dos cartões de memória da urna de votação. ATENÇÃO: A ocorrência de alguns procedimentos descritos acima, por serem resultantes de anomalias ou incidentes no processo de apuração eletrônica, deve merecer atenção especial dos fiscais. Na central de apuração, assegure-se que os dados das fitas de votação obtidas foram corretamente transmitidos. Cada urna que chega à central é processada e a fita de resultados é fixada próxima ao local. Caso haja alguma diferença entre o resultado afixado e a fita em seu poder, entre em contato com a coordenação da campanha, imediatamente.

5 - CASOS DE IMPUGNAÇÃO 1º. A Seção Eleitoral está localizada fora de área designada (Art. 35 do C.E.). 2º. A Mesa Receptora não se constituiu legalmente (Art. 165, Inc. II c/c 220, Inc. I). 3º. As folhas individuais de votação e as folhas modelo 2 não são autênticas (Art. 165, Inciso c/c 220, Inciso II). 4º. A Mesa Receptora recusou a fiscalização do partido (Art. 131. c/c 221, Inc II do C.E.). 5º. As condições da urna não garantem a sua inviolabilidade (Art. 133. Inciso V). 6º. Ausência do material obrigatório na votação (Art. 133). 7º. eleitor (nome, titulo, seção) não consta na Relação de Votantes da Seção (Art. 133). 8º. Dúvidas quanto à identidade do eleitor (nome, titulo, seção) (Art. 146, Inciso V). 9º. O eleitor (nome, titulo, seção) não apresentou qualquer documento que comprove estar apto a votar nessa Seção eleitoral (Art. 147 1 ). 10º. A cédula não corresponde ao modelo oficial (Art. 175, Inciso I), no caso de votação manual. 11º. A cédula não foi devidamente rubricada pelo presidente e mesários (Art. 146, Inciso V), no caso de votação manual. 12º. A cédula contém sinal que identifica o voto (Art. 146, Inciso XII), no caso de votação manual. 13º. O voto em separado do eleitor (nome, titulo, seção) não cumpriu as formalidades legais (Art. 147, 2, Incisos I a IV). 14º. O eleitor (nome, titulo, seção) votou sem pertencer à seção e não está incluído nas exceções previstas no artigo 145 e seus incisos do C.E. 15º. Falta de critério na distribuição da senha ao final da eleição (Art. 153). 16º. A eleição foi encerrada antes das 17 horas (Art. 165, Inciso IV, c/c 220, Inciso III). 17º. Não foram registrados nas folhas individuais de votação os eleitores faltosos ( Art. 165, Inciso XI). 18º. Outros OBS: Transcreva para a folha de impugnação (anexa) a ocorrência acima mencionada. As IMPUGNAÇÕES deverão ser feitas em duas vias. Na segunda via deverá ser colhido o protocolo de entrega. Estas segundas vias deverão ser entregues aos DELEGADOS da Coligação, que as encaminharão à Coordenação de Fiscalização. IMPORTANTE: Os membros da Mesa de Apuração que não receberem ou não registrarem nas atas as IMPUGNAÇÕES estarão cometendo CRIME ELEITORAL, passível de pena de RECLUSÃO (Art.316-C.E.).

Na ocorrência do crime acima referido, o fiscal deve preencher o TERMO DE RECUSA DE RECEBIMENTO DE IMPUGNAÇÃO com a assinatura de duas testemunhas. Este documento deverá ser entregue a qualquer um dos DELEGADOS da Coligação, que o encaminhará à Coordenação de Fiscalização. 6 - MODELOS 1º - IMPUGNAÇÃO NA VOTAÇÃO: Ilmo Sr. Presidente da Mesa Receptora de Votos da Seção nº da Zona Eleitoral. A Coligação..., por seu representante legal junto à Seção de Votação da Zona Eleitoral, abaixo assinado, nos termos fixados na lei 4.737, de 15 de julho de 1965 (Código Eleitoral) vem impugnar a votação da Seção acima mencionada, pelas razões a seguir expostas, ratificando assim o protesto verbal aduzido: Diante do exposto, requerendo seja dada a presente o prosseguimento legal, Pede e espera deferimento de de 2008 Assinatura do fiscal/delegado ou candidato Nome legível do fiscal/delegado ou candidato Observação 1) Veja os casos de impugnação e aplique o modelo cabível. 2) Preencha com letra legível ou letra de fôrma.

2º TERMO DE RECUSA DE RECEBIMENTO DE IMPUGNAÇÃO Coligação... Termo de Recusa A impugnação em anexo deixou de ser recebida pela Mesa Receptora de Votos da Seção da Zona Eleitoral. Local Data Assinatura do Fiscal Nome Legível Testemunhas: 1) Nome : Identidade : Endereço : Assinatura 2) Nome : Identidade : Endereço : Assinatura

3º - Petição Boletim de Urna de Seção ILUSTRÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA SEÇÃO ELEITORAL DA ZONA ELEITORAL DE, O Partido Popular Socialista, PPS, por seu representante (ou delegado ou fiscal), com fundamento no artigo 68 de Lei 9.504/97 e no artigo 45, inciso X, da Resolução TSE nº 22.712/2008, vem informar a V.Sa. que, imediatamente após o encerramento da votação, seu fiscal irá retirar uma via impressa extra do Boletim de Urna, devidamente assinado por V.Sa., requerendo sejam envidados os atos necessários à disponibilização. Nestes termos, Pede Deferimento