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Transcrição:

301 ESTUDO RETROSPECTIVO DA CASUÍSTICA DE CADELAS E GATAS COM PARTO DISTÓCICO ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO UNIVIÇOSA ENTRE 2010 A 20141 Clarisse Alvim Portilho2, Alessandra Arreguy3, Anna Laura Alves dos Santos⁴ Resumoª: A distocia tem uma estimativa de prevalência global de aproximadamente de 5% a 6% em gestações de cadelas e gatas, podendo variar em algumas raças. A incidência de mortalidade do nascimento ao desmame podem ser ainda maior, tendo aproximadamente 12% nos caninos e 13% entre os felinos, Dentro destas estatísticas, 65% das perdas acontece no parto e até a primeira semana de vida dos filhotes tendo como principais causas, estresse fetal, hipóxia proveniente do parto, bem como, natimortos. (NELSON e COUTO, 2010). É de grande importância conhecer e reconhecer todas as etapas do parto normal em cadelas e gatas, pois a partir destas informações, pode ser tomadas as providências necessárias, quando houver anormalidades no parto (ETTINGER, 2007). Duas são as indicações no tratamento de distocia, o tratamento médico ou tratamento cirúrgico. Na pesquisa foi encontrada uma incidência de 1,3% de parto distócico de todos os atendimentos realizados no hospital veterinário UNIVIÇOSA, constituindo a grande maioria de cadelas (88,1%), de pequeno porte (80,3%) das raças Pinscher (29,3%) e SRD(37,2%). Palavras chave: Animal, anomalias, distocia, prenhez, veterinária Abstract: The dystocia has an overall estimate of approximately 5% to 6% in pregnancies of female dogs and cats, but may differ in some breeds. The incidence of birth mortality at weaning may be even higher, with approximately 12% in dogs and 13% among the feline Within these statistics, 65% of the losses happen at birth and through the first week of life of the puppies and the main causes fetal distress, delivery from hypoxia as well, stillbirths. (NELSON e COUTO, 2010). It is very 1Parte do Trabalho de Conclusão de Curso e Iniciação Científica do primeiro autor; 2Graduanda em medicina veterinária FACISA/UNIVIÇOSA. e-mail: claalvim@yahoo.com.br 3Gestora do curso de Medicina Veterinária FACISA/UNIVIÇOSA. alarreguy@yahoo.com.br ⁴Graduanda em Medicina Veterinária- FACISA/UNIVIÇOSA. annalauraasantos@yahoo.com.br

302 Clarisse Alvim Portilho et all important to know and recognize all stages of vaginal delivery in dogs and cats, as from this information, you can take the necessary steps, if any abnormalities at birth (ETTINGER, 2007). There are two indications in the treatment of dystocia, medical treatment or surgical treatment. In the survey we found an incidence of 1.3% of dystocia of all care provided at the hospital UNIVIÇOSA, constituting the vast majority of dogs (88.1%), which were mostly small breed (80.3%), emphasizing Pinscher breeds (29.3%) and mongrel dogs (37.2%). Keywords: Animal, Anomalies, Dystocia, Dregnancy, Veterinary Introdução Parto distócico ou distocia é a dificuldade na expulsão vaginal normal do feto (NELSON E COUTO, 2015). Muitas são suas causas, podendo ser uma causa única ou uma mistura de fatores, como a inércia uterina, anormalidades anatômicas da mãe, bem como malformação fetal, má apresentação fetal ou ainda morte fetal (BIRCHARD, 2003). A distocia tem uma estimativa global de aproximadamente de 5% - 6% em gestações de cadelas e gatas, podendo variar em algumas raças. A incidência de mortalidade do nascimento ao desmame podem ser ainda maior, tendo aproximadamente 12% nos caninos e 13% entre os felinos, Dentro destas estatísticas, 65% das perdas acontece no parto e até a primeira semana de vida dos filhotes tendo como principais causas, estresse fetal, hipóxia proveniente do parto, bem como, natimortos. (NELSON e COUTO, 2010). O reconhecimento da Distocia precocemente e sua correção, são de grande valia para o êxito da conduta e ao benefício da saúde do neonato (NELSON e COUTO, 2010). Duas são as indicações no tratamento de distocia, o tratamento médico ou tratamento cirúrgico. O tratamento médico só deve ser realizado se não houver obstrução na fêmea. A tranquilização na fêmea pode ser feita com doses baixas de acepromazina (0,05mg/kg, IM) e ainda, drogas que estimulam as contrações uterinas, sendo muito usado neste caso a ocitocina, como o determinado protocolo: deve-se administrar inicialmente a 5 20U em cadelas e 3-5U em gatas. Se não houver resposta, repita a dose em intervalos de 30-40 minutos até um total de 3 doses. A manipulação fetal dentro do canal vaginal pode ser um método eficiente. O tratamento cirúrgico também pode

303 ser realizado quando necessário. Dentre eles são citados, a cesariana, para retirada dos fetos cirurgicamente (BIRCHARD, 2003) ou no caso de feto não viáveis, a OSH terapêutica (NELSON E COUTO, 2015).Diante das estatísticas apresentadas na literatura e da grande incidência pelo mundo, o presente estudo tem como objetivo chamar a atenção da comunidade e médicos veterinários sobre a Distocia; suas causas, o reconhecimento do parto distócico e seu respectivo tratamento; através do estudo da casuística no Hospital Veterinário UNIVIÇOSA, apresentando incidência que existe em Viçosa e região, correlacionando a idade, peso e raça da fêmea em parto distócico. Material e Métodos Foi realizada uma casuística de distocia através do resgate das fichas de atendimento entre 2010 e 2014, no setor de Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais, no Hospital Veterinário UNIVIÇOSA. As fichas e a estatística foram obtidas de acordo raça, idade, espécie, denominando assim a estatística da ocorrência destes tumores, fatores e grupos de risco. Para avaliar os resultados da pesquisa foi empregado o método de descrição analítica, sendo os valores numéricos expressos em porcentagem. Foram ainda, construídos gráficos e tabelas comparativos de dados. Resultados e Discussão Foram atendidos no hospital veterinário UNIVIÇOSA entre 2010 a 2014 um total de 4.526 fichas. Dentre elas, foram contabilizadas um total de 59 fichas atendidas entre cães e gatos em parto distócico, totalizando na média 1,3% de todos os atendimentos realizados no Hospital veterinário Univiçosa, que é menor que a descrita por NELSON E COUTO, 2010, onde a distocia foi descrita com o porcentual de aproximadamente de 5% - 6% em gestações de cadelas e gatas, podendo variar em algumas raças.a tabela 1 demonstra que a porcentagem ao longo dos anos de distocia atendidos no hospital veterinário é linear.

304 Clarisse Alvim Portilho et all Tabela 1- Índices comparativos entre 2010 a 2014 de atendimentos feitos no Hospital Veterinário Univiçosa e a porcentagem de casos de Distocia de acordo com o número total de atendimentos nos respectivos anos. O parto distócico se apresenta com maior frequência em cadelas (88,1%) quando comparado a gatas (11,9%) no total de atendimentos (tabela2). Tabela 2 - Índices comparativos quanto espécie canina e felina atendidos Quando comparado os casos atendidos no hospital veterinário de cães em distocia, pode-se verificar que há uma prevalência em animais de pequeno porte (aqueles com menos de 10 quilos) (tabela3). Isso pode acontecer devido a acasalamentos entre fêmeas pequenas e machos maiores que a fêmea o que leva a desproporção materno/fetal, anomalia na abertura de cérvix, obstrução fetal, entre outros fatores (NELSON E COUTO, 2015). Tabela 3 - Índices comparativos quanto ao porte cães atendidos *Cães adultos: Pequeno porte (abaixo de 10 quilos), Médio porte (entre 11-20 quilos), Grande porte (21-44 quilos), Gigantes (acima de 45 quilos). Referência: Dogs (Dr. Bruce Fogle, ed DK) Este estudo mostra que há algumas raças que são mais predispostas a distocia, entre elas estão, SRD*(37,2%), Pinscher (29,3%), Yorkshire (15,4) e Poodle(12,6%) (Tabela4). Estas raças podem entrar na estatística por serem as raças mais numerosas de Viçosa e região.

305 Tabela 4 Índices comparativos quanto a raça em cães atendidos *sem raça Definida Conclusões Pode-se concluir que o total de casos de cães e gatos atendidos no hospital veterinário UNIVIÇOSA em parto distócico foram 1,3% do total de fichas atendidas ao longo de 2010 a 2014, com predileção a espécie canina em cães de pequeno porte das raças pinscher, yorkshire, poodle e SRD. Referências Bibliográficas ETTINGER, Stephen; FELDMAN, Edward. Neoplasia mamária. In ETTINGER, Stephen; FELDMAN, Edward. Tratado de Medicina Interna Veterinária. 5ª edição.; ed. Guanabara Koogan; 2008; p. 1609 1621. BIRCHARD, Stephen; SHERDING, Robert. Ovariohisterectomia. BIRCHARD, Stephen; SHERDING, Robert In Manual Sanders: Clínica de Pequenos Animais. 2ª edição; ed ROCA; 2003; p. 1125-1136. NELSON, Richard; COUTO, C. Guilllermo. Clínica em pequenos animais. In NELSON, Richard; COUTO, C. Guilllermo. Medicina Interna de Pequenos Animais. 5ª edição; ed. Elsevier; 2015; p. 927-943 NELSON, Richard; COUTO, C. Guilllermo. Clínica em pequenos animais. In NELSON, Richard; COUTO, C. Guilllermo. Medicina Interna de Pequenos Animais. 4ª edição; ed. Elsevier; 2010; p. 931 943.