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Transcrição:

CAPÍTULO III INTRODUÇÃO AOS AMPLIFICADORES OPERACIONAIS Introdução aos OPAMPS I - Introdução : Os amplificadores operacionais são dispositivos aplicados à eletrônica analógica. É o dispositivo de maior importância na implementação dos sistemas lineares. Composto de 02 entradas, sendo 01 entrada inversora e 01 entrada não inversora e uma única saída. Possui características conforme listadas a seguir, que permite a construção de um simples amplificador de sinal, como funções complexas, tais como integradores, diferenciadores, multiplicadores e divisores. Em virtude do modelo real não conter as características desejadas no modelo ideal, algumas limitações, como resposta em freqüência, taxa de variação de velocidade do sinal devem ser cuidadosamente estudadas pois pode comprometer os resultados obtidos. Alguns efeitos na sua implementação como ganho de tensão diferente nos transistores do estágio de entrada, desvio na corrente de entrada, em virtude da variação da temperatura, impedância de entrada diversa entre as suas entradas, provoca correntes indesejáveis que devem ser controladas e ajustadas durante o processo. A seguir apresentaremos uma listagem de algumas das características para um amplificador operacional ideal. ganho infinito; impedância de entrada infinita; impedância de saída nula; largura de faixa infinita; O símbolo do amplificador operacional é mostrado a seguir : Entrada Inversora Entrada Inversora V in (+) não V in (-) (-) A (+) V o = A(V in (+) V in (-)) Saída Possui 02 fontes simétricas de alimentação VCC(+) e VCC(-) e um ganho demalha aberta igual a A. V O O ganho de tensão é definido como : V in (+) V in (-) II - Funcionamento : Se aplicarmos à entrada de um amplificador operacional sinais CA, obteremos na sua saída um sinal amplificado com a fase do sinal igual a O ou defasado em 180. A seguir apresentamos um quadro explicativo, onde +1 é a fase do sinal e 0 é sinal aterrado. III - QUADRO DO FUNCIONAMENTO DO AMPLIFICADOR OPERACIONAL V in (+) V in (-) V O 0 +1-1 +1 0 +1 0-1 +1-1 0-1 0 0 0 Pág. 1

IV - Operação diferencial e de modo-comum Uma característica importante do amplificador operacional é amplificar sinais nas entradas, sinais diferenciais e de modo comum Uma vez que o ganho A d para sinais diferenciais é muito alto, os sinais de modo comum deveriam ser zero na saída, porém os amplificadores apresentam um ganho pequeno mas não desprezível chamado de ganho de modo comum A C. A taxa que mede a rejeição a sinais de mesma polaridade aplicados às entradas é conhecida como CMRR. Considerando os casos a seguir, calculamos as tensões de saída : a) Diferencial V d = V in+ V in-_ b) Comum V C = 1/2. (V in+ + V in- ) c) Tensão de saída V 0 = A d.v d + A C. V C. 4.1) Entradas de Polaridades Iguais V in + = V in- = V x. V d = V in+ V in-_ = V x V x = 0 V C = ½.(V x + V x ) = V x. A tensão de saída, será : V 0 = A d.0 + A C.V X = A C.V x. 4.2) Entradas de Polaridades Opostas V in + = -V in- = V x. V d = V in+ V in-_ = V x (-V x ) = 2V x V C = ½.(V x - V x ) = 0.. A tensão de saída, será : V 0 = A d.2.v x + A C.0 = 2.A d.v x. TAXA DE REJEIÇÃO DE MODO COMUM A d A d 1 V C CMRR = = 20log V 0 = A d V d ( 1 +. ) A C A C CMRR V d Pág. 2

V - Realimentação nos amplificadores operacionais : A realimentação é necessária nos Amplificadores Operacionais, pois devemos controlar o ganho de saída, evitar possíveis oscilações em virtude do ganho alto e controlar a sua resposta em freqüência. A realimentação permite tudo isso mas deve ser cuidadosamente estudada, a fim de evitar saídas indesejadas. Um ganho muito alto, com um pequeno sinal aplicado à entrada poderá provocar uma saída saturada positiva ou negativa no valor máximo. A realimentação é feita por componentes passivos como resistores e capacitores, mas pode ser controlada ativamente por transistores bipolares ou de efeito de campo, como por outros amplificadores operacionais. Tudo dependerá do tipo de aplicação que se queira realizar e a grande vantagem de se utilizar o amplificador operacional é que existem blocos padrões os quais foram estudados cuidadosamente, onde o projetista poderá aplicar com cuidado, apesar de estarem comprovadamente testados. Os amplificadores operacionais cuja tecnologia e aplicação está consolidada cabendo ao estudante somente utilizar dentro de suas limitações, como um amplificador real cujo ganho não é infinito, largura de faixa e impedância de entrada não são infinitas. O primeiro circuito a estudar será o amplificador inversor, muito utilizado nas aplicações que veremos no capítulo das aplicações com os amplificadores operacionais. VI - Amplificador Inversor : O amplificador inversor cuja entrada do sinal deve ser aplicado à entrada inversora e sendo a entrada não inversora aterrada, resulta na saída o sinal amplificador mas defasado de 180, conforme o quadro de funcionamento. Os resistores R 1 e R f, são elementos de entrada e realimentação respectivamente. V in A I f V o I 1 Podemos escrever as equações no ponto A : I 1 = I f e V in V A V A - V O I 1 = e I f =, então R 1 R f V in V A V A - V O =, então R 1 R f Como V O = - A V A, temos : Para A =, temos V A = 0. ( Ponto de terra virtual ). Pág. 3

V in 0 0 - V O V in V O V O =, então = -, e como = ganho R 1 R f R 1 R f V in O ganho do amplificador é conhecido como ganho de malha fechada e vale K. R f K = - R 1 O sinal negativo de saída indica que o sinal de saída está defasa de 180 em relação ao sinal aplicado na sua entrada. Exemplo : Para o amplificador operacional um sinal v(t) = 0,1senwt é aplicado à entrada inversora. Para R1 = 10K e Rf = 100K. Pede se : a) A expressão de saída vo(t). b) Se o sinal aplicado v(t) = 0,2-0.05senwt, qual será vo(t)? v(t) vo(t) Solução : O ganho de malha fechada do amplificador A CL = - 100K / 10K = -10, supondo o ganho de malha aberta A OL =. vo(t) = A CL. v(t) = -10. 0,1senwt = -senwt. b) vo(t) = -10. (0,2-0,05senwt) = - 2 + 0,5senwt. VII - Amplificador Não Inversor. O circuito do Amplificador não inversor, a entrada é aplicada à entrada não inversora e a realimentação é para a entrada inversora. A impedância de entrada se torna muito alta em função da resistência de entrada do amplificador pois o sinal é aplicado diretamente na entrada não inversora sem resistor de entrada. O ganho do circuito é calculado da forma a seguir e considerando-se A OL =, teremos : Pág. 4

A V O V in Como A é um ponto onde a sua tensão é a mesma da entrada V in ( tensão diferencial é zero), podemos calcular o ganho do circuito. R1 Vo R1 + Rf Rf V in = Vo, assim = = ( 1 + ). R1 + Rf V in R1 R1 Exemplo : Para o circuito não inversor sabe-se que a taxa de realimentação β = 1/10. Sabendo-se que o resistor R1 = 1K, pede-se : a) Projete o valor do resistor Rf. b) Se v(t) = 1 senwt, calcule Rf para saída vo(t) = 5 senwt. R1 a) Utilizando-se a figura do exemplo anterior, β = = 0,1, assim Rf = 9R1 R1+ Rf Rf = 9. 1K = 9K. b) vo(t) = 5senwt = 1 senwt. (1 + Rf / 1K) = Rf = 4K. VIII - IMPEDÂNCIA DE ENTRADA E SAÍDA A impedância de entrada e saída de circuitos realimentados, podemos dizer para o circuito inversor, que ; r o Z i = R1 e Z O =, onde A = Ganho modo diferencial e β = Taxa realimentação (1 + βa) IX - O EFEITO DO GANHO DE MALHA ABERTA NOS CIRCUITOS COM REALIMENTAÇÃO. a) Não inversor V O V in Pág. 5

O circuito amplificador não inversor pode ser representado em diagrama de bloco para ser analisado o efeito do ganho e da realimentação na sua resposta de saída. V in + V C = V in V f A V O = A( V in V f ) V f - V f = β V O β Como V O = A OL (V in - β V O ), temos : V O (1 + Aβ) = AV in V O A OL = V in (1 + Aβ) Exemplo : Vamos analisar o efeito do ganho de malha aberta em um circuito realimentado sobre o ganho de malha fechada A CL. 1) Para A = A OL /A OL 1 Calculando o A CL = = 1/A OL + A OL β/a OL β Para A OL =, o A CL = 1/ β. 2) Para o A OL <<. A OL /A OL 1 Calculando o A CL = = 1/A OL + A OL β/a OL 1/A OL + β A CL < 1 / β Exemplo : Considerando o A OL não muito alto, β a taxa de realimentação, podemos afirmar que o A CL será : a) Menor do que 1/β. b) Maior do que 1/β. c) Igual a 1/β. d) Igual a A OL. e) Independe do A OL. Pág. 6

b) Para o circuito inversor, temos : V in A Vo R f R 1 V A = V in. + V 0 R 1 + R f R 1 + R f e V 0 = - AV A R 1 Chamando-se de taxa de realimentação β =, temos : R 1 + R f Multiplicando-se o e dividindo-se o 1.o membro por R 1, temos : R f V A = V in. β + V 0 β e V 0 = - AV A R 1 O diagrama de bloco representando o sistema, fica : V in β. R f / R 1 + V A Σ V 0 + - A βv 0 β A expressão V 0, fica : Aβ R f /R 1 V 0 (1+ Aβ) = - V in Aβ R f / R 1 V 0 / V in = -, dividindo-se por Aβ, temos : 1 + Aβ V 0 R f / R 1 = - V in 1/Aβ + 1 Pág. 7

Vamos estudar como a variação do ganho de malha aberta influência no ganho de malha fechada para o circuito inversor. Pela equação acima consideramos : a) A =. R f A CL = - R 1 b) A << R f A CL < - R 1 Exercícios : Para o amplificador operacional 741, cujo ganho = 200V/mV, r o = 75Ω, R f = 200 KΩ, R 1 = 2KΩ, calcular : a) A CL b) Z i c) Z o Resposta : a) A CL = 100, Z i = 2KΩ, c) Z o = 0,037Ω X OPERAÇÃO DIFERENCIAL E MODO-COMUM a) Entradas diferenciais V d = (V i1 V i2 ) b) Entradas comuns V c = ½ (V i1 + V i2 ) c) Tensão de saída V 0 = A d V d + A c V c, onde V d = tensão entrada diferencial; V c = tensão entrada comum; A d = ganho de tensão entrada diferencial; A c = ganho de tensão entrada comum. d) Entradas de tensões com polaridades opostas V i1 = - V i2 = V s V d = (V s (-V s ) = 2V s e Pág. 8

V c = ½ (V s + (-V s )) = 0, daí : V 0 = A d.v d + A c.v c = A d.2v s = 2A d V s. Conclusão : Para entradas com polaridades opostas, o sinal de saída é ganho diferencial vezes o dobro da tensão de entrada. e) Entradas de tensões de mesma polaridade V i1 = V i2 = V s V d = (V s (V s ) = 0 e V c = ½ (V s + (V s )) = V s, daí : V 0 = A d.v d + A c.v c = A d.0 + A c V s = A c V s. Conclusão : Para entradas com mesma polaridade, o sinal de saída é ganho modo comum vezes a tensão de entrada. f) Rejeição de modo comum CMRR = A d /A c. Na forma logarítmica a taxa de rejeição de modo comum será : CMRR = 20 loga d /A c Podemos também escrever : V 0 = A d V d ( 1 + A c V c /A d V d ) ou V 0 = A d V d ( 1 + 1/CMRR. V c /V d ). Exemplo : Determinar a tensão de saída de um amplificador operacional para as tensões de entrada de V i1 = 50µV e V i2 = 30µV. O amplificador tem ganho diferencial A d = 10.000 e o valor do CMRR é : a) 100. b) 10 5. Solução : a) Diferencial V d = V i1 V i2 = (50 30)µV = 20µV. b) Comum V c = ½(V i1 + V i2 ) = ((50 + 30)/2) = 40µV. c) Para CMRR = 100, V 0 = A d V d ( 1 + A c V c /A d V d ) ou V 0 = A d V d ( 1 + 1/CMRR. V c /V d ). V 0 = 10.000.20µV(1 + 1/100. 40/20 µv) = 200mV(1,02) = 204mV. d) Para CMRR = 10 5, V 0 = A d V d ( 1 + A c V c /A d V d ) ou V 0 = A d V d ( 1 + 1/CMRR. V c /V d ). Pág. 9

V 0 = 10.000.20µV(1 + 1/10 5. 40/20 µv) = 200mV(1,02) = 200,004mV. Introdução aos OPAMPS Conclusão : Quanto maior o CMRR mais a tensão de saída se aproxima da tensão diferencial de entrada. Exercícios Propostos : 1) Calcular o valor de CMRR (em db) para os valores medidos a seguir : V d = 1mV V 0 = 120mV e para V c = 1mV V 0 = 20µV. 2) Determinar a tensão de saída de um OPAM para tensões de entrada V i1 = 200µV e V i2 = 10µV. O amplificador tem um ganho diferencial de A d = 6000 e o valor de CMRR é : a) 200 b) 10 5. XI - LIMITAÇÃO NA RESPOSTA EM FREQÜÊNCIA APRESENTADA NOS AMPLIFICADORES OPERACIONAIS. A curva de resposta de um amplificador operacional é apresentada a seguir. ganho freqüência Por causa da presença dos circuitos de compensação interna num amplificador operacional, o ganho de tensão diminui com o aumento da freqüência. As especificações dos amplificadores operacionais fornecem uma descrição do ganho versus largura de faixa ou da banda passante. A figura acima fornece uma curva do ganho versus a freqüência para um OPAMP típico. Em baixas freqüências, próximo à operação CC, o ganho é um valor alto conforme as especificações do fabricante Avd ou A OL (ganho de tensão diferencial ou ganho de malha aberta) e é tipicamente um valor alto. Quando a freqüência do sinal de entrada aumenta, especificamente na freqüência de corte f c, a presença interna de um pólo faz com que o ganho diminua com a freqüência na taxa de 20db/década ou 6db/oitava. Com a freqüência, o ganho de malha aberta diminui, até finalmente atingir o valor de igual a 1. A freqüência neste valor de ganho é especificada pelo fabricante como banda passante de ganho unitário (BW) ou freqüência de transição f t. Enquanto este valor é uma freqüência na qual o ganho torna-se 1, pode ser considerada uma banda passante, uma vez que a banda de freqüência de 0 Hz até a freqüência de ganho unitário é também considerada uma banda passante. Pode-se, portanto, referir-se a esse ponto, no qual o ganho reduz-se a 1, como a freqüência de ganho unitário (f t ) ou banda passante de ganho unitário (BW). Pág. 10

ganho f c f t freqüência A tabela a seguir mostra a variação do valor do ganho com a freqüência de entrada. A seguinte expressão pode ser escrita : f t = A OL. f c, onde f t = a banda passante, f c é a freqüência de corte, onde o ganho cai de 2 e A OL = ganho de malha aberta em CC. O produto ganho x largura de faixa é constante. A freqüência de corte de um amplificador em malha fechada também pode ser calculada pelo produto da taxa de realimentação β pela largura de faixa onde o ganho é unitário. BW CL = f t. β = A OL. f c. β. Para a configuração não inversora, a taxa de realimentação β = R 1 / (R 1 + R f ). A largura de faixa em malha fechada será: BW CL = f t. β. Para um ganho de malha fechada unitário A CL = 1, R f = 0 temos: BW CL = f t, pois β = 1. Freqüência Ganho 1 10 6 10 10 5 10 2 10 4 10 3 10 3 10 4 10 2 10 5 10 10 6 1 Para a configuração inversora a taxa de realimentação é β = R 1 / (R f + R 1 ). Para R 1 = R f, temos β = 1/2. Assim, a largura de faixa em malha fechada será : BW CL = f t / 2. A largura de faixa em malha fechada para a configuração não inversor é o dobro da configuração inversor. Para a configuração não inversor, podemos escrever : BW CL = f t / (ganho de malha fechada). Pág. 11

O produto ganho de malha fechada pela largura de faixa é igual a banda passante do amplificador em malha aberta. XII - Slew Rate Um outro parâmetro que se desrespeitado o limite pode causar um distorção no sinal de saída do amplificador. Quando se opera com sinais de alta freqüência e de alta amplitude é preciso verificar se a variação da tensão por unidade de tempo ultrapassa o limite estabelecido pelo fabricante, cujo parâmetro é denominado de (Slew-rate). Essa taxa em V/µs é uma limitação e pode influenciar na resposta do amplificador, apresentando uma distorção do sinal de saída. No caso de sinais senoidais cuja razão da tensão pelo tempo é maior do que SR do amplificador, então o sinal de saída terá uma forma triangular. Exemplo : Para um sinal v(t) = E max. senwt, considerando a resposta de saída do amplificador para um definido Slew-rate = dv(t) / dt, teremos : S.R = K.w.E max. coswt. Para que o sinal de saída não seja distorcido, o compromisso de que S.R S.R w rad/s ou f Hz. K. E max 2.K.E max Exemplo : Considerando para um amplificador operacional com K = 50 apresenta uma taxa de 0,5 V/ µs. Para os sinais a seguir, aplicados à entrada, pede-se : a) Quais sinais de saída estarão apresentando uma distorção b) Na impossibilidade de alterar a freqüência dos sinais de entrada, qual o novo valor de K para que todos os sinais de saída não apresentem distorção? v 1 (t) = 0,1sen10 3 t, v 2 (t) = 0,5sen10 4 t, v 3 (t) = 0,5sen10 5 t e v 4 (t) = 5sen10 5 t. Solução : a) Para v 1 5 x 10 6 w = = 10 6 rad/s. Sem distorção. 50 x 0,1 b) Para v 2 5 x 10 6 w = = 2x10 5 rad/s. Sem distorção. 50 x 0,5 c) Para v 3 5 x 10 6 w = = 2x10 5 rad/s. Sem distorção. 50 x 0,5 d) Para v 4 Pág. 12

5 x 10 6 w = = 2x10 4 rad/s. Com distorção. 50 x 5 b) O novo K será : 5 x 10 6 K = = 10 10 5 x 5 XIII - Ajuste de Off-set Pelo fato dos amplificadores operacionais serem dispositivos diretamente com estágios acoplados de alto ganho em CC, eles são dispostos aos problemas comuns de CC. Um desses primeiros problemas é a tensão de offset. Para entender esse problema considere o seguinte experimento teórico: se os dois terminais do amplificador operacional forem ligados juntos e conectados ao terra, será observado que existe uma tensão CC finita na saída. Realmente, se o amplificador operacional tem um alto ganho CC, a saída poderá, devido a fato de os transistores de entrada não serem exatamente iguais e casados, estar em um dos dois níveis de saturação positivo ou negativo. Para solucionar este problema do amplificador operacional retornando-se ao seu valor ideal de 0v conectandose uma fonte CC de polaridade inversa e valor apropriado entre seus terminais de entrada. Essa fonte externa compensa a tensão de entrada de offset do amplificador operacional. Implica que a tensão de entrada de offset dever ser de valor igual porém com a polaridade oposta à tensão aplicada externamente. Pág. 13