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Fisiologia Vegetal 3) Hormônios Vegetais a) Auxina II) Tropismos As auxinas controlam os tropismos: movimentos de curvatura da planta em resposta a um determinado estímulo. i. Fototropismo Tipodetropismoemqueafonteestimuladoradomovimentodaplantaéaluz. Quando a planta é iluminada a auxina migra para o lado oposto ao da luz

Fisiologia Vegetal 3) Hormônios Vegetais i. Fototropismo Caule: O excesso de auxina estimula o alongamento celular(fototropismo positivo) Raiz: O excesso de auxina inibe o alongamento celular(fototropismo negativo) auxina luz luz alongamento luz Caule Caule Fototropismo (+) Raiz Auxina Raiz Fototropismo (-) auxina alongamento

Fisiologia Vegetal 3) Hormônios Vegetais ii. Gravitropismo (Geotropismo) Tipo de tropismo em que a fonte estimuladora do movimento é a força gravitacional Caule: gravitropismo negativo Raiz: gravitropismo positivo raiz caule Planta em posição horizontal Raiz auxina alongamento Caule auxina alongamento Força da gravidade faz com que a auxina se acumule na região inferior da planta.

Fisiologia Vegetal 3) Hormônios Vegetais Obs.: Nastismos Movimentos que ocorrem em resposta a um estímulo, mas que não são orientados pela fonte estimuladora. Não há participação de Auxina Ex: Plantas insetívoras (carnívoras) e sensitivas. Planta carnívora (Dioneia) Planta sensitiva Mimosa pudica

Fisiologia Vegetal 3) Hormônios Vegetais a) Auxina III) Enraizamento de estacas Por estímulo da auxina, raízes adventícias podem surgir a partir de estacas(mudas). IV) Desenvolvimento de raiz e caule Raiz,maissensívelaauxinaqueocaule Uma concentração que induza o crescimento ótimo do caule, tem efeito inibidor sobre o crescimento da raiz.

Fisiologia Vegetal 3) Hormônios Vegetais a) Auxina V) Dominância Apical A auxina produzida na gema apical do caule exerce inibição sobre as gemas laterais, mantendo-as em estado de dormência. Se a gema apical for retirada (técnica de poda) as gemas laterais passam a se desenvolver e novos ramos se desenvolvem.

Fisiologia Vegetal 3) Hormônios Vegetais b) Citocinina Funções na planta I. Estimula a divisão celular II. Estimula a morfogênese(diferenciação dos tecidos da planta) III. Estimula o alongamento caulinar IV. Promove o retardo do envelhecimento da planta(senescência) V. Quebra a dominância apical e promove o desenvolvimento das gemas laterais. Auxina e citocininapodem ser utilizadas em conjunto para promoverem a diferenciação celular em vegetais e a formação de plantas inteiras a partir de um conjunto de céulas (calo)

Fisiologia Vegetal 3) Hormônios Vegetais c) Etileno (Gás Eteno C 2 H 4 ) Funções na planta I. Promove a germinação em plantas jovens. II. Promove o amadurecimento dos frutos III. Promove o envelhecimento celular(senescência) IV. Estimula a floração V. Promove a abscisão foliar(queda das folhas) No cultivo de banana é comum realizar a queima da serragem, pois há liberação do gás etileno Etileno promove o amadurecimento do fruto. Etileno promove a queda das folhas (abscisão foliar)

Fisiologia Vegetal 3) Hormônios Vegetais d) Giberelina I. Promove o crescimento dos frutos partenocárpicos II. Promove o alongamento caulinar III. Realiza a mobilização das reservas da semente para o embrião IV. Quebra a dormência em sementes e gemas(primavera) Germinação das sementes Desenvolvimento de frutos partenocárpicos (sem fecundação).

Fisiologia Vegetal 3) Hormônios Vegetais e) Ácido abscísico (ABA) I. Promove a dormência em gemas e sementes(inverno) II. Promove o fechamento estomático(falta de água no solo) III. Induz o envelhecimento de folhas, frutos e flores. Sementes dormentes no período do inverno por ação do ácido abscísico

Fisiologia Vegetal 4) Fotoperiodismo É o mecanismo de floração que algumas plantas angiospermas possuem em resposta ao período de luminosidade diária(fotoperíodo). Fotoperíodo crítico: (FPC) Valoremhorasdeiluminaçãoquedeterminaafloraçãoounãodeumaplanta. O fotoperíodo crítico é específico de cada espécie. I. Plantas de dia-curto: Florescem quando a duração do período iluminado é inferior ao seu fotoperíodo crítico. II. Plantas de dia-longo: Florescem quando a duração do período iluminado é maior que o seu fotoperíodo crítico. III. Plantas indiferentes: A floração não depende do fotoperíodo.

Fisiologia Vegetal 4) Fotoperiodismo Verão Inverno a) Plantas de dia-curto Fotoperíodo crítico da espécie = 11 hs Dia Noite Dia Noite 16 hs 8 hs 8 hs 16 hs Floresce quando submetida a um período de luminosidade inferior ao seu fotoperíodo crítico. Não floresce Floresce

Fisiologia Vegetal 4) Fotoperiodismo Verão Inverno a) Plantas de dia-longo Fotoperíodo crítico da espécie = 15 hs Dia Noite Dia Noite 16 hs 8 hs 8 hs 16 hs Floresce quando submetida a um período de luminosidade superior ao seu fotoperíodo crítico. floresce Não Floresce

Fisiologia Vegetal 4) Fotoperiodismo Estudos posteriores revelaram que não é o período de luminosidade diária que efetua a floração, mas sim o período de escuro ao qual a planta é submetida. Plantas de dia-curto: necessitam de uma noite longa para florescer Plantas de dia-longo: necessitam de uma noite curta para florescer.

Fisiologia Vegetal 4) Fotoperiodismo Interrompendo o período noturno por um breve período luminoso a planta de diacurto, não floresce, pois na verdade ela necessita é de uma noite longa contínua. Não Floresce Interrompendo o período noturno por um breve período luminoso a planta de dialongo floresce, pois como ela necessita de noite curta para florescer a interrupção danoitelongafazcomqueanoitesetorne curta para planta e ela floresce. Floresce

Bem vindos ao mundo da Tenham um ótimo dia!!!