Rodada #1 Direito do Trabalho Professora Elisa Pinheiro Assuntos da Rodada Direito do Trabalho 1. Princípios e fontes do direito do trabalho. 2 Direitos constitucionais dos trabalhadores (Art. 7º da Constituição Federal de 1988). 3 Relação de trabalho e relação de emprego. 3.1 Requisitos e distinção. 4 Sujeitos do contrato de trabalho stricto sensu. 4.1 Empregado e empregador. 4.1.1 Conceito e caracterização. 4.1.2 Poderes do empregador no contrato de trabalho. 5 Contrato individual de trabalho. 5.1 Conceito, classificação e características. 6 Alteração do contrato de trabalho. 6.1 Alterações unilateral e bilateral. 6.2 O jus variandi. 7 Suspensão e interrupção do contrato de trabalho. 7.1 Caracterização e distinção. 8 Rescisão do contrato de trabalho. 8.1 Justa causa. 8.2 despedida indireta. 8.3 Dispensa arbitrária. 8.4 Culpa recíproca. 8.5 Indenização. 9 Aviso prévio. 10 Duração do trabalho. 10.1 Jornada de trabalho. 10.2 Períodos de descanso. 10.3 Intervalo para repouso e alimentação. 10.4 Descanso semanal remunerado. 10.5 Trabalho noturno e trabalho extraordinário. 11 Saláriomínimo. 11.1 Irredutibilidade e garantia. 12 Férias. 12.1 Direito a férias e sua duração. 12.2 Concessão e época das férias. 12.3 Remuneração e abono de férias. 13 Salário e
remuneração. 13.1 Conceito e distinções. 13.2 Composição do salário. 13.3 Modalidades de salário. 13.4 Formas e meios de pagamento do salário. 13.5 13º salário. 14 Prescrição e decadência. 15 Segurança e medicina no trabalho. 15.1 Atividades perigosas ou insalubres. 16 Proteção ao trabalho do menor. 17 Proteção ao trabalho da mulher. 17.1 Estabilidade da gestante. 17.2 Licença-maternidade. 18 Direito coletivo do trabalho. 18.1 Convenções e acordos coletivos de trabalho. 19 Comissões de conciliação prévia. 2
a. Teoria em Tópicos 1. Princípios. 1.1. Conceito. Os princípios servem não só de parâmetro para a formação de novas normas jurídicas, mas também de orientação para a interpretação e aplicação das normas já existentes. Designam a estruturação de um sistema jurídico através de uma ideia mestre que ilumina e irradia as demais normas e pensamentos acerca da matéria., (Vólia Bomfim Cassar. Direito do Trabalho. 9ª Edição. 2014. Editora Método), (grifo nosso). 1.2. Funções dos princípios. Conforme entendimento doutrinário, os princípios possuem três funções: a) Integrativa ou construtiva; b) Interpretativa; e c) Normativa. Segundo a função integrativa ou construtiva, os princípios são utilizados pelo legislador no momento da criação das leis. Exatamente por isso, dizemos que os princípios são fontes materiais do direito. Conforme a função interpretativa, sempre que houver dúvida no que se refere à interpretação da norma jurídica, os princípios serão utilizados como meio para interpretá-las. 3
De acordo com a função normativa, nas situações em que não há norma específica para ser aplicada a um caso concreto, o julgador utilizará os princípios como forma de integração. 1.3. Princípios constitucionais e gerais aplicáveis ao Direito do Trabalho. São princípios gerais e constitucionais aplicáveis ao Direito do Trabalho. 1.3.1. Princípio da boa-fé. De acordo com o princípio da boa-fé, tanto empregado como empregador devem agir em suas relações jurídicas com lealdade e boa-fé. Vejamos: Tal princípio é amparado através do art. 422 do Código Civil de 2002 (CC/02). Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé. 1.3.2. Princípio da razoabilidade. O princípio da razoabilidade diz respeito ao fato de que nas relações jurídicas, os contratantes devem utilizar-se do bom-senso sempre que a lei não normatizar determinadas situações. Tem íntima relação com o princípio da proporcionalidade. 4
Na seara trabalhista, o princípio da razoabilidade pode ser exemplificado quando o empregador for utilizar-se do seu poder disciplinar em relação ao empregado. Caso as medidas punitivas utilizadas pelo contratante, não sejam razoáveis/proporcionais, poderão ser consideradas nulas pelo Poder Judiciário. 1.3.3. Princípio da dignidade humana. O princípio da dignidade humana veda a coisificação do ser humano. Ou seja, o homem não pode ser utilizado como mero objeto para se alcançar um meio (no caso a busca incessante pelo lucro). 1.4. Princípios Específicos do Direito do Trabalho. 1.4.1. Princípio da Proteção ao Trabalhador. O princípio da proteção ou protetor ou tutelar tem por intuito a proteção do empregado, uma vez que este é considerado a parte mais frágil na relação de 5
emprego. Logo, no momento da elaboração da lei, o legislador deve ter por objetivo a melhoria da condição social do trabalhador. Assim, o princípio protetor, visa, através da legislação, estabelecer o equilíbrio na relação de trabalho, uma vez que o empregador (como regra) possui situação econômica mais vantajosa em relação ao empregado. E este por sua vez, terá a legislação a seu favor. A partir do princípio da proteção, desdobram-se três subprincípios. Vejamos: Princípio da Norma mais Favorável. No caso de duas ou mais normas possíveis de aplicação, será utilizada a mais favorável ao trabalhador. Ainda, será aplicada a norma mais favorável ao trabalhador, independente de sua posição na escala hierárquica (o que contrária a Pirâmide de Kelsen que vocês aprendem nas aulas de Direito Constitucional). Exemplo: existindo Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que tratem sobre clausulas de horas extras, o intérprete deverá analisar qual desses instrumentos (CCT e ACT) é mais benéfico ao trabalho no que se refere às horas extras, e aplicá-lo à relação empregatícia. Tal exemplo encontra, inclusive, respaldo legal no art. 620 da CLT. Vejamos: Art. 620. As condições estabelecidas em Convenção quando mais favoráveis, prevalecerão sobre as estipuladas em Acordo. 6
TOME NOTA! O princípio da norma mais favorável ao trabalhador não é absoluto. Isso porque não se aplica quando existirem normas de ordem pública ou de caráter proibitivo. Pessoal, a maneira de se identificar a norma mais favorável se dá através de processos de comparação entre as normas existentes que tratem do mesmo objeto da controvérsia. E a respeito disso, temos as seguintes teorias a respeito da forma de aplicação das normas mais favoráveis: Princípio da Condição mais Benéfica. De acordo com o princípio da condição mais benéfica, serão asseguradas aos trabalhadores, as vantagens conquistadas durante o contrato de trabalho. 7
Assim, se, por exemplo, o empregador oferece por mera liberalidade almoço gratuitamente para seus empregados, não poderá, em momento futuro, cortar tal benefício. E é exatamente em decorrência desse princípio que se aduz que as normas contratuais que têm por objetivo a proteção do trabalhador, são vistas como direito adquirido. O que significa dizer que se estas normas vierem a sofrer alterações em prejuízo ao trabalhador, uma vez revogadas ou alteradas, só alcançarão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração. Vejamos: A súmula nº 51 do TST é um exemplo do princípio da condição mais benéfica. Súmula 51 do TST. Norma regulamentar. Vantagens e opção pelo novo regulamento. Art. 468 da CLT. I - As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regulamento. II - Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro. Princípio in dubio pro operario. O princípio do in dubio pro operario assemelha-se ao princípio do Direito Penal in dubio pro reo. Assim, havendo dúvida, deverá ser aplicada a lei de maneira mais benéfica ao trabalhador. 8
1.5. Princípio da imperatividade das normas trabalhistas. De acordo com esse princípio, as normas trabalhistas devem prevalecer nas relações de emprego. Logo, é vedada (como regra) a declaração de vontade por parte do empregado e empregador, que tenha objetivo de afastar as partes das normas trabalhistas. Assim, o princípio da imperatividade das normas trabalhistas enaltece o fato de que no Direito do Trabalho prevalecem as normas cogentes (públicas), restringindo a autonomia das partes no que diz respeito à modificação das cláusulas contratuais previstas no contrato de trabalho. Exemplo: não podem as partes (empregado e empregador) reduzir as férias do obreiro de 30 dias para 20 dias. 1.6. Princípio da primazia da realidade. Segundo o princípio da primazia da realidade, os fatos prevalecem sobre a forma. O que significa que em havendo discrepância entre a realidade e aquilo que está documentado, deverá prevalecer a realidade. Exemplo: na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) do trabalhador, consta como se ele auferisse salário no importe de R$1.000,00 (um mil reais). Todavia, ele recebe R$2.000,00. E tal fato pode ser facilmente constatado através dos depósitos que a empregadora realiza na conta bancária do empregado ou através de testemunhas que presenciavam o pagamento deste trabalhador. Na situação em comento, deverá ocorrer a retificação da CTPS do empregado para constar o salário de R$2.000,00, além do mais, as verbas trabalhistas (férias, 13º, etc.) devem ser pagas sobre este valor. 9
1.7. Princípio da inalterabilidade contratual lesiva ao empregado. O princípio da inalterabilidade contratual lesiva ao empregado tem por intuito proteger os trabalhadores contra alterações lesivas no contrato de trabalho, feitas pelo empregador, que possam suprimir ou reduzir os direitos e vantagens do empregador. Desta forma, são vedadas as alterações no contrato de trabalho que tragam prejuízos ao empregado. Se as alterações forem favoráveis, não há nenhum óbice. 1.8. Princípio da continuidade da relação de emprego. Em conformidade com o princípio da continuidade da relação de emprego, os contratos de trabalho vigem por tempo indeterminado. Assim, a regra presumida é a de que os contratos sejam pactuados por prazo indeterminado, passando o obreiro a integrar a estrutura da empresa de forma permanente, somente por exceção admitindo-se o contrato por prazo determinado ou a termo., (Renato Saraiva. Direito do Trabalho Série Concursos Públicos. Editora Método. 15ª Edição. 2013), (grifo nosso). Tal princípio encontra, inclusive, amparo constitucional. Vejamos: Art. 7º da CRFB/88. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos. A esse respeito, também já se pronunciou o TST: 10
Súmula nº 212 do TST - Ônus da Prova - Término do Contrato de Trabalho - Princípio da Continuidade O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. Portanto, caso exista controvérsia sobre a modalidade de dispensa, nesta situação, cabe ao empregador provar que a iniciativa de dispensa partiu do próprio obreiro. Isso porque o princípio da continuidade de emprego consiste em presunção favorável ao trabalhador. 1.9. Princípio da irrenunciabilidade dos Direitos Trabalhistas. Segundo o princípio da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas (ou princípio da indisponibilidade de direitos ou princípio da inderrogabilidade ou princípio da imperatividade das normas trabalhistas), os direitos trabalhistas são (em regra), irrenunciáveis, indisponíveis e inderrogáveis. E isso se deve ao fato de as normas trabalhistas possuírem caráter de imperatividade. Ou seja, são normas de ordem pública (cogentes) e, por isso, os direitos que elas asseguram não são passiveis de livre disposição pelo empregado. 1.10. Princípio da intangibilidade ou irredutibilidade salarial. Princípio com previsão constitucional no art. 7º, VI da CF/88 e normatização no art. 468 da CLT. Vejamos: 11
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; Entretanto, em regra, é vedado reduzir o salário, exceção ocorre nos casos em que existir acordo ou convenção coletiva dispondo em contrário. Art. 468 - Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. Também, a intangibilidade tem por intuito a proteção do salário do empregado contra os seus credores. Portanto, intangibilidade é a proteção salarial contra descontos não previstos em lei. Neste sentido, são possíveis descontos na remuneração do empregado, como é o caso da pensão alimentícia, contribuição previdenciária, dedução do imposto de renda, empréstimos bancários, entre outros, desde que autorizados legalmente. 2. Fontes do Direito do Trabalho. 2.1. Conceito de Fontes. Em termos gerais a expressão fonte significa início ou o princípio do qual surge o Direito. Desta feita, fonte em termos jurídicos designa a origem das normas jurídicas. 2.2. Classificação das Fontes. 12
2.3. Fontes Materiais. As fontes materiais são aqueles acontecimentos em âmbito social e político que servem para inpirar os legisladores quando da elaboração da leis. Desta forma, as fontes materiais se encontram em um momento anterior às fontes formais, uma vez que contribuem para a formação do direito material. Ou seja, contribuem para a formação do direito positivo de um Estado. Um exemplo muito comum de fontes materiais são as greves realizadas pelos trabalhadores em busca de novas e melhores condições de trabalho. 2.4. Fontes Formais. As fontes formais são aqueles comandos gerais, abstratos, imperativos e impessoais que conferem à norma jurídica um caráter de positividade e por isso obrigam os agentes sociais. 13
ATENÇÃO! Fonte formal não significa norma escrita e sim norma positiva, ou seja, aquela que tem força coercitiva sobre seus destinatários. O costume é fonte formal assim como o é a lei. Assim, por exemplo, a gorjeta recebida pelo garçom é parcela espontânea, pois a lei não obriga ninguém a fazê-lo, mas o cliente do restaurante se sente coagido a tanto., (Vólia Bomfim Cassar. Direito do Trabalho. 9ª Edição. 2014. Editora Método), (grifo nosso). 2.4.1. Fontes Formais Autônomas. As fontes formais autônomas ou diretas ou não estatais ou primárias ou profissionais (para o caso do Direito do Trabalho) são aquelas elaboradas pelos agentes sociais sem a intervenção do Estado. Assim, para a sua criação, as fontes formais autônomas contam com a participação direta dos destinatários das regras produzidas e sem a participação do Estado (através, por exemplo, dos legisladores como é o caso dos Senadores e Deputados Federais). São fontes formais autônomas: a) Convenção Coletiva de Trabalho; b) Acordo Coletivo de Trabalho; c) Regulamento de empresa; e d) Usos e Costumes. Convenção Coletiva e Acordo Coletivo. 14
A convenção coletiva de trabalho é o acordo firmado entre o sindicato profissional (dos trabalhadores) e o sindicato da categoria econômica (dos empregadores). Vejamos o que diz o art. 611 da CLT a respeito: Art. 611. Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais Sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho. Por sua vez, o acordo coletivo de trabalho é o acordo firmado entre o sindicato profissional (dos trabalhadores) e o empregador da categoria econômica, conforme art. 611, 1º da CLT. Art. 611, 1º. É facultado aos Sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar Acordos Coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica, que estipulem condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa ou das acordantes respectivas relações de trabalho. Diante de tais premissas, os Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) e as Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) são fontes formais autônomas do Direito do Trabalho porque criam normas jurídicas a partir da intervenção direta dos seus destinatários. No caso em questão os destinatários da ACT são os sindicatos dos trabalhadores e o empregador. E os destinatários da CCT são os sindicatos dos empregados (categoria profissional) e os sindicatos dos empregadores (categoria econômica). 15
PEGADINHA! Pessoal, muito cuidado, porque em provas os examinadores costumam trocar os conceitos de ACT e CCT. Assim, vocês têm que ter me mente que a relação jurídica entre os destinatários se dá da seguinte forma: CCT = sindicato profissional E sindicato econômico. ACT = sindicato profissional E empregador diretamente. Regulamento de empresa. O regulamento de empresa ou regimento interno ou regulamento de fábrica ou regulamento de serviço é o ato normativo decorrente do poder diretivo do empregador. Ou seja, o regulamento de empresa consiste no conjunto de normas espontaneamente confeccionadas pelo legislador, com o intuito de estruturar e organizar internamente a empresa. Há de se salientar, que a doutrina diverge se o regulamento de empresa é ou não fonte do direito. Assim, parcela doutrinária entende que o regulamento de empresa não é fonte do Direito, uma vez que consiste apenas em condições gerais do contrato, no qual adere o empregado. Contudo, a corrente majoritária afirma que o regulamento de empresa é fonte do direito, se as regras constantes nele tiverem natureza geral e impessoal. Inclusive, as bancas examinadoras de concursos têm considerado o mesmo entendimento. 16
Usos e Costumes. empresa. O costume consiste na prática reiterada de uma conduta numa dada região ou Um claro exemplo de costume é caso das gorjetas, pois em que pese não existir previsão expressa que obrigue o seu pagamento, grande parte das pessoas que frequentam estabelecimentos que as cobrem, pagam. E esta deverá ser repassada para os empregados (conforme art. 460 da CLT). Art. 460. Na falta de estipulação do salário ou não havendo prova sobre a importância ajustada, o empregado terá direito a perceber salário igual ao daquela que, na mesma empresa, fizer serviço equivalente ou do que for habitualmente pago para serviço semelhante. Mas cuidado para não confundir uso com costume. Abaixo transcrevo uma perfeita conceituação dada pelo Ministro e doutrinador Maurício Godinho Delgado. Vejamos: Por uso entende-se a prática habitual adotada no contexto de uma relação jurídica específica, envolvendo as específicas partes componentes dessa relação e produzindo, em consequência, efeitos exclusivamente no delimitado âmbito dessas mesmas partes. Nessa acepção, o uso não emerge como ato-regra não sendo, portanto, norma jurídica. Tem, assim, o caráter de simples cláusula tacitamente ajustada na relação jurídica entre as partes envolvidas (cláusula contratual).. Por costume entende-se, em contrapartida, a prática habitual adotada no contexto mais amplo de certa empresa, categoria, região, etc., firmando um modelo ou critério de conduta geral, impessoal, aplicável ad futurum a todos os trabalhadores integrados no mesmo tipo de contexto. Os costumes têm, assim, caráter inquestionável de atos-regra, isto é, normas jurídicas. 17
Fonte: Maurício Godinho Delgado. Curso de Direito do Trabalho. 11ª Edição. 2012. LTR, (grifo nosso). 2.4.2. Fontes Formais Heterônomas. As fontes heterônomas ou estatais ou imperativas são aquelas que para a sua criação, contam com a participação direta do Estado (que as criam ou intervém em sua elaboração). Assim, as fontes heterônomas são provenientes da atividade estatal. São fontes formais heterônomas: a) Constituição; b) Leis (em geral); c) Sentença normativa; d) Súmulas vinculantes; e) Sentença arbitral; e f) Tratados e convenções internacionais ratificadas pelo Brasil. Constituição. A constituição é quem confere fundamento e eficácia a todas as demais regras existentes em nosso ordenamento pátrio. Assim, a constituição é a lei fundamental e suprema, isso porque estabelece a organização dos Poderes, a distribuição das competências e os direitos e garantias individuais. 18
E como fruto do poder constituinte, trata-se de norma heterônoma, uma vez que há a participação estatal. Leis (em geral). As leis são frutos do Poder Legislativo, logo, são normas formais heterônomas, uma vez que há a participação direita do Estado. Nesta noção de lei incluímos as leis complementares, as leis ordinárias, as leis delegadas, os decretos-legislativos, os decretos ou regulamento que visam garantir o cumprimento da lei e das medidas provisórias (art. 84, VI, alíneas a e b da CF/88), as medidas provisórias, etc. Assim, como quando da criação das leis há a intervenção direta ou indireta do Estado, as leis são consideradas fontes formais heterônomas do direito. Sentença normativa. É por meio das sentenças normativas que os tribunais finalizam o conflito coletivo e criam novas condições de trabalho. Assim, as sentenças normativas consistem em sentenças proferidas em dissídios coletivos, conforme art. 114, 2º, da CF/88. Art. 114, 2º Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica, podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente. Neste sentido, as sentenças normativas são consideradas fontes formais heterônomas do Direito do Trabalho porque criam normas genéricas, impessoais e abstratas para a categoria a que se destinam. 19
Exemplo: Inicia-se greve dos metalúrgicos na cidade Ouro Branco/MG. Todavia, o sindicato dos empregados e a empresa não conseguem chegar a um acordo no que diz respeito à jornada de trabalho e salários. Portanto, o dissídio coletivo é instaurado com o intuito de que o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região venha a solucionar o impasse. Logo, o TRT 3ª Região, criará novas condições de trabalho para o caso em tela. Súmulas vinculantes. A súmula vinculante consiste no posicionamento majoritário do Supremo Tribunal Federal (STF) e tem por escopo proporcionar segurança jurídica aos julgamentos futuros, conforme art. 103-A da CF/88. As súmulas vinculantes possuem efeito vinculante porque os juízes não poderão decidir de forma contrária a essas decisões sumuladas. Sentença arbitral. A arbitragem consiste em uma forma de solução de conflito coletivo realizada por um terceiro estranho à relação negocial, chamado de árbitro. o impasse. O árbitro é livremente escolhido pelos interessados e com poder decisório sobre Logo, é o árbitro quem exercerá o juízo arbitral, proferindo sentença que colocará fim ao litígio e, por tal razão, a sentença arbitral é considerada como fonte formal heterônoma. Tratados e convenções internacionais ratificadas pelo Brasil. Os tratados e convenções internacionais somente serão considerados fontes formais heterônomas do direito se forem ratificados pelo Brasil, momento em que ingressam no ordenamento jurídico com natureza de lei ordinária. 20
Exemplo: Convenções da Organização Internacional do Trabalho ratificadas pelo Brasil. Por fim, destaco abaixo, um quadro para melhor visualização das fontes formais e de quem emanam. Vejamos: Constituição Atos do Poder Legislativo Leis Decretos Legislativos Fontes Formais Fontes Heterônomas Atos do Poder Executivo Medida Provisória Decreto Portaria Atos do Poder Sentença Judiciário Normativa Convenção coletiva de trabalho Fontes Autônomas Acordo Coletivo de Trabalho Regulamento de Empresa 2.4.2.. Figuras polêmicas quanto à sua classificação como fontes formais. Jurisprudência. Jurisprudência consiste na interpretação reiterada pelos tribunais às normas jurídicas, a partir do julgamento de casos concretos levados à apreciação do Poder 21
Judiciário. Existe certa divergência se a jurisprudência seria ou não fonte formal do direito. Entretanto, doutrina majoritária considera que a jurisprudência será considerada fonte do direito se for reiterada, como nos casos das Súmulas do Colendo Tribunal Superior do Trabalho (C. TST). Inclusive, para afirmar tal colocação, o próprio art. 8º da CLT inclui a jurisprudência como fonte supletiva. Vejamos: Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. Princípios. direito. Existe enorme celeuma sobre a natureza dos princípios como fontes formais do Assim, a doutrina de cunho positivista (doutrina tradicional) entende que os princípios possuem apenas função integrativa. Logo, não possuem força normativa autônoma e como consequência, não são fontes formais do direito. Por outro lado, conforme doutrina pós-positivista, os princípios são dotados de forma normativa, e por isso, são fontes formais do direito. 22
Todavia, se for cobrado em concursos, acredito que o mais correto é tratar os princípios como fontes supletivas do direito. Ademais é o entendimento que tem prevalecido em provas. Inclusive, para afirmar tal colocação, o próprio art. 8º da CLT inclui a os princípios como fonte supletiva. Vejamos: Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. Doutrina. A doutrina não é considerada fonte do Direito, pois não vincula os magistrados e demais operadores do Direito. Ademais, a doutrina não é elencada nem como fonte subsidiaria (supletiva) do Direito através do art. 8º do Texto Celetista e nem no art. 4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB). Equidade. A equidade não é fonte formal do Direito e sim método de interpretação e aplicação da norma jurídica. 23
Todavia, apesar de não ser considerada fonte formal, a equidade é tida como fonte material no Direito do Trabalho brasileiro, devido à existência do poder normativo de Justiça do Trabalho., (Ricardo Resende. Direito do Trabalho Esquematizado. 4ª Edição. 2014. Editora Método). Analogia. A analogia é um método de integração da norma jurídica. Logo, não é fonte do Direito, apesar de citada em textos legais que fazem referência às fontes supletivas do Direito. Contrato de Trabalho. O próprio contrato individual de trabalho, ao prever e estipular uma série de direitos e deveres às partes que figuram na relação de emprego pode ser visto como uma fonte formal do Direito do Trabalho, embora referido entendimento não seja unânime na doutrina.. Obviamente, no caso, não se verificam os requisitos da generalidade e abstração, por ser o contrato de trabalho firmado com o empregado, individualmente. No entanto, entendendo-se fonte formal de modo mais ampliativo, englobando todos os modos de materialização de direitos, pode-se incluir o contrato individual de trabalho no respectivo rol, por conter norma individual e concreta.. Fonte: Gustavo Felipe Barbosa. Curso de Direito do Trabalho. 8ª Edição. 2014. Editora Forense. 2.4.3. Fontes estatais e extraestatais. 24
As fontes estatais são aquelas em que o Estado participa direta ou indiretamente da elaboração da norma. Exemplos: Constituição, leis (em sentido amplo) e sentenças normativas. Por sua vez, as fontes extraestatais são aquelas em que não há a participação do Estado. Pelo contrário, são oriundas das próprias partes. Exemplo: regulamento de empresa, o costume, a convenção e o acordo coletivo. 2.4.4. Fontes voluntárias e imperativas. Aqui a classificação das fontes formais leva em conta a vontade das partes. Desta forma, quanto à vontade das pessoas, as fontes se classificam em: a) Voluntárias; e b) Interpretativas; As fontes voluntárias são aquelas que dependem da vontade dos interessados para a sua elaboração. Exemplo: convenção e o acordo coletivo de trabalho. Por sua vez, as fontes imperativas são aquelas impostas pela atuação direta ou indireta do Estado. Exemplo: Constituição, Leis, sentença normativa, etc. 2.5. Hierarquia entre as Fontes de Natureza Trabalhista. Em regra, de acordo com a pirâmide Kelsiana (pirâmide de Kelsen) existe uma hierarquia entre as normas, prevalecendo a Constituição no ápice, e as demais normas, em graus decrescentes, conforme verificamos abaixo: 25
Todavia, no Direito do Trabalho, por força do princípio da norma mais favorável, aplica-se a fonte mais favorável aos trabalhadores, mesmo que esta seja de hierarquia inferior a norma menos favorável, salvo nos casos em que há norma proibitiva estatal. Exemplo: A CF prevê remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% à do normal. Entretanto, se a Convenção Coletiva rezar que o serviço extraordinário será pago em 100% à da hora normal, prevalecerá a Convenção Coletiva, pois mais benéfica ao trabalhador. 26
b. Mapas mentais 27
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c. Revisão 1 1. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área Administrativa Adaptada. Em virtude do princípio da boa-fé, via de regra, o trabalhador pode renunciar a seu direito de férias, se assim preferir. 2. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área Administrativa Adaptada. Na falta de disposições legais ou contratuais, a justiça do trabalho ou as autoridades administrativas poderão decidir o caso de acordo com os usos e costumes, que são fontes do direito do trabalho. 3. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área Administrativa Adaptada. Os princípios gerais de direito não são aplicados na interpretação das normas do direito do trabalho, ainda que subsidiariamente. 4. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Adaptada. A aplicação do in dubio pro operario decorre do princípio da proteção. 29
5. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Adaptada. As fontes formais correspondem aos fatores sociais que levam o legislador a codificar expressamente as normas jurídicas. 6. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Adaptada. Dado o princípio da realidade expressa, deve-se reconhecer apenas o que está demonstrado documentalmente nos autos processuais. 7. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Adaptada. Em decorrência do princípio da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas, o empregador não pode interferir nos direitos dos seus empregados, salvo se expressamente acordado entre as partes. 8. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Adaptada. O princípio da razoabilidade não se aplica ao direito do trabalho. 9. 2014 CESPE - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo. 30
Quando o empregador, na justiça do trabalho, negar a prestação do serviço e a despedida, deverá fazer a prova do término do contrato de trabalho. 10. 2014 CESPE - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo. Será nulo o contrato individual de trabalho que preveja remuneração das horas extras com adicional de 100% sobre a hora normal, uma vez que a Constituição Federal de 1988 (CF) determina acréscimo de apenas 50%. 31
d. Revisão 2 11. 2013 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Adaptada. Aplica-se o princípio da primazia da realidade à hipótese de admissão de trabalhador em emprego público sem concurso. 12. 2013 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Adaptada. A CLT proíbe expressamente que o direito comum seja fonte subsidiária do direito do trabalho, por incompatibilidade com os princípios fundamentais deste. 13. 2013 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Adaptada. De acordo com entendimento do TST, com fundamento no princípio da proteção, havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro. 14. 2013 CESPE - PG-DF Procurador. O princípio da norma mais favorável, componente do núcleo basilar de princípios especiais do direito do trabalho, em sua visão mais ampla, opera em tríplice dimensão: informadora, interpretativa/normativa e hierarquizante. 32
15. 2013 CESPE SERPRO - Analista Advocacia. A sentença normativa, que é uma decisão proferida no âmbito dos tribunais trabalhistas em processo de dissídio coletivo, é considerada fonte formal do direito do trabalho. 16. 2013 CESPE SERPRO - Analista Advocacia. Um dos princípios norteadores das medidas protetivas ao salário é a irredutibilidade salarial. Todavia, esse preceito não é absoluto, uma vez que o ordenamento jurídico brasileiro permite a redução salarial. 17. 2013 CESPE - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista Judiciário - Área Administrativa. No direito do trabalho, aplica-se o princípio da norma mais favorável, que autoriza o intérprete a aplicar a norma mais benéfica ao trabalhador, ainda que essa norma esteja em posição hierárquica inferior no sistema jurídico. 18. 2010 CESPE - TRT - 21ª Região (RN) - Técnico Judiciário - Área Administrativa. Pelo princípio da continuidade da relação de emprego, os fatos ordinários são presumidos, em detrimento dos fatos extraordinários, que precisam ser provados. Assim, o ônus de provar o vínculo empregatício e o despedimento é do empregado, porque se trata de fatos constitutivos do seu direito. 19. 2009 CESPE - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário - Área Administrativa. 33
O princípio da norma mais favorável ao trabalhador não deve ser entendido como absoluto, não sendo aplicado, por exemplo, quando existirem leis de ordem pública a respeito da matéria. 20. 2009 CESPE - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário - Área Administrativa. No direito do trabalho, aplica-se o princípio da primazia da realidade, que concede aos fatos um valor maior que aos documentos. 34
e. Revisão 3 21. 2008 CESPE - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Adaptada. Decretos, portarias e acordos coletivos de trabalho são fontes autônomas do direito do trabalho. 22. 2008 CESPE - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Adaptada. Sentenças normativas, convenções coletivas de trabalho e jurisprudência são fontes heterônomas do direito do trabalho. 23. 2008 CESPE - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Adaptada. Portarias, sentenças normativas e convenções internacionais são fontes heterônomas do direito do trabalho. 24. 2008 CESPE - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Adaptada. A CF, os acordos coletivos de trabalho e a CLT são fontes autônomas do direito do trabalho. 35
25. 2008 CESPE - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Adaptada. Convenções internacionais, decretos e convenções coletivas de trabalho são fontes heterônomas do direito do trabalho. 26. 2007 CESPE - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Área Judiciária. O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. 27. 2007 CESPE - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - Área Administrativa. Quando houver omissão nas disposições da legislação trabalhista, nos contratos individuais ou nas convenções e acordos coletivos de trabalho, o juiz do trabalho pode julgar por precedente jurisprudencial, analogia ou por eqüidade, inclusive adotando o Direito Comum como fonte subsidiária. 28. 2004 CESPE AGU - Advogado da União. As decisões proferidas pelos tribunais do trabalho no exercício da competência normativa prevista na Constituição Federal, quando resultantes de provocação de todas as categorias profissional e economicamente envolvidas, qualificam-se como fontes autônomas e formais do direito do trabalho. 29. Questão inédita. 36
O princípio do in dúbio pro operário é um subprincípio do princípio da proteção. 30. Questão inédita. De acordo com o princípio da inalterabilidade contratual lesiva ao empregado são vedadas as alterações no contrato de trabalho que tragam prejuízos ao empregado. 37
f. Normas comentadas Consolidação das Leis do Trabalho CLT. Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. Parágrafo único - O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho, naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste. (Devemos nos manter atentos ao fato de que o caput do art. 8º, possibilita a aplicação dos princípios norteadores do Direito do Trabalho, assim como as fontes de direito, jurisprudência, etc., com o intuito de suprir as lacunas.) 38
g. Gabarito 1 2 3 4 5 ERRADA CERTA ERRADA CERTA ERRADA 6 7 8 9 10 ERRADA ERRADA ERRADA CERTA ERRADA 11 12 13 14 15 ERRADA ERRADA CERTA CERTA CERTA 16 17 18 19 20 CERTA CERTA ERRADA CERTA CERTA 21 22 23 24 25 ERRADA ERRADA CERTA ERRADA ERRADA 26 27 28 29 30 CERTA CERTA ERRADA CERTA CERTA 39
h. Breves comentários às questões 1. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área Administrativa Adaptada. Em virtude do princípio da boa-fé, via de regra, o trabalhador pode renunciar a seu direito de férias, se assim preferir. Item errado, pois o princípio da boa-fé não dispõe sobre a renúncia dos direitos trabalhistas (como as férias). De acordo com o princípio da boa-fé, tanto empregado como empregador devem agir em suas relações jurídicas, com lealdade e boa-fé. Ademais, estudaremos sobre o tema em momento adequado, mas, em regra, não é possível a renuncia de direitos trabalhistas, devido ao seu caráter de ordem pública. Resposta: ERRADO. 2. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área Administrativa Adaptada. Na falta de disposições legais ou contratuais, a justiça do trabalho ou as autoridades administrativas poderão decidir o caso de acordo com os usos e costumes, que são fontes do direito do trabalho. Item certo, pois em conformidade com o que dispõe o art. 8º, CLT, segundo o qual "as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público". 40
Resposta: CERTO. 3. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área Administrativa Adaptada. Os princípios gerais de direito não são aplicados na interpretação das normas do direito do trabalho, ainda que subsidiariamente. Item errado, pois conforme art. 8º, CLT, As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. Resposta: ERRADO. 4. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Adaptada. A aplicação do in dubio pro operario decorre do princípio da proteção. Item certo, pois o princípio da proteção se divide em: princípio da norma mais favorável; princípio da condição mais benéfica; e princípio do in dúbio pro operário (que significa que havendo dúvida, deverá ser aplicada a lei de maneira mais benéfica ao trabalhador). Resposta: CERTO. 41
5. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Adaptada. As fontes formais correspondem aos fatores sociais que levam o legislador a codificar expressamente as normas jurídicas. Item errado, pois o conceito e de fonte material (e não formal). Assim, as fontes materiais são aqueles acontecimentos em âmbito social e político que servem para inpirar os legisladores quando da elaboração da leis. Desta forma, as fontes materiais se encontram em um momento anterior às fontes formais, uma vez que contribuem para a formação do direito material. Ou seja, contribuem para a formação do direito positivo de um Estado. Resposta: ERRADO. 6. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Adaptada. Dado o princípio da realidade expressa, deve-se reconhecer apenas o que está demonstrado documentalmente nos autos processuais. Item errado, pois segundo o princípio da primazia da realidade os fatos prevalecem sobre a forma. O que significa que em havendo discrepância entre a realidade e aquilo que está documentado, deverá prevalecer a realidade. Logo, erra a questão ao afirmar que se deve reconhecer apenas o que está demonstrado documentalmente nos autos processuais. Resposta: ERRADO. 7. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Adaptada. 42
Em decorrência do princípio da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas, o empregador não pode interferir nos direitos dos seus empregados, salvo se expressamente acordado entre as partes. Item errado, pois segundo o princípio da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas (ou princípio da indisponibilidade de direitos ou princípio da inderrogabilidade ou princípio da imperatividade das normas trabalhistas), os direitos trabalhistas são (em regra), irrenunciáveis, indisponíveis e inderrogáveis. E isso se deve ao fato de as normas trabalhistas possuírem caráter de imperatividade. Ou seja, são normas de ordem pública (cogentes) e por isso, os direitos que elas asseguram não são passiveis de livre disposição pelo empregado. Resposta: ERRADO. 8. 2016 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa Adaptada. O princípio da razoabilidade não se aplica ao direito do trabalho. Item errado, pois o princípio da razoabilidade se aplica ao direito do trabalho, quando, por exemplo, o empregador for utilizar-se do seu poder disciplinar em relação ao empregado. Caso as medidas punitivas utilizadas pelo contratante, não sejam razoáveis/proporcionais, poderão ser consideradas nulas pelo Poder Judiciário. Resposta: ERRADO. 9. 2014 CESPE - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo. Quando o empregador, na justiça do trabalho, negar a prestação do serviço e a despedida, deverá fazer a prova do término do contrato de trabalho. 43
Item certo, pois estamos diante do princípio da continuidade da relação de emprego. Portanto, caso exista controvérsia sobre a modalidade de dispensa, nesta situação, cabe ao empregador provar que a iniciativa de dispensa partiu do próprio obreiro. Isso porque o princípio da continuidade de emprego consiste em presunção favorável ao trabalhador. Neste mesmo sentido temos a Súmula nº 212 do TST que aduz: "O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado". Resposta: CERTO. 10. 2014 CESPE - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo. Será nulo o contrato individual de trabalho que preveja remuneração das horas extras com adicional de 100% sobre a hora normal, uma vez que a Constituição Federal de 1988 (CF) determina acréscimo de apenas 50%. Item errado, primeiro porque a CF prevê remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo (não apenas), em 50% à do normal (art. 7º, inciso XIV). E depois porque prevalece aqui o princípio da norma mais favorável, segundo o qual no caso de duas ou mais normas possíveis de ser aplicadas, será utilizada a mais favorável ao trabalhador. Resposta: ERRADO. 11. 2013 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Adaptada. Aplica-se o princípio da primazia da realidade à hipótese de admissão de trabalhador em emprego público sem concurso. 44
Item errado. Realmente, segundo o princípio da primazia da realidade, os fatos prevalecem sobre a forma. O que significa que em havendo discrepância entre a realidade e aquilo que está documentado, deverá prevalecer a realidade. Entretanto, conforme art. 37, inciso II, CF/88: a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. Resposta: ERRADO. 12. 2013 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Adaptada. A CLT proíbe expressamente que o direito comum seja fonte subsidiária do direito do trabalho, por incompatibilidade com os princípios fundamentais deste. Item errado, pois o enunciado contraria o disposto no art. 8º, parágrafo único, CLT. Vejamos: Art. 8º, parágrafo único - O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho, naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste. Resposta: ERRADO. 13. 2013 CESPE - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Adaptada. 45
De acordo com entendimento do TST, com fundamento no princípio da proteção, havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro. Item correto, pois conforme súmula 51, item II do TST (que enaltece o princípio da proteção): havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro. Resposta: CERTO. 14. 2013 CESPE - PG-DF Procurador. O princípio da norma mais favorável, componente do núcleo basilar de princípios especiais do direito do trabalho, em sua visão mais ampla, opera em tríplice dimensão: informadora, interpretativa/normativa e hierarquizante. Item certo, pois conforme entendimento doutrinário, os princípios possuem três funções: a) Integrativa ou construtiva; b) Interpretativa; e c) Normativa. Segundo a função integrativa ou construtiva os princípios são utilizados pelo legislador no momento da criação das leis. Exatamente por isso, que dizemos que os princípios são fontes materiais do direito. Conforme a função interpretativa sempre que houver dúvida no que se refere à interpretação da norma jurídica, os princípios serão utilizados como meio para interpretálas. 46
De acordo com a função normativa nas situações em que não há norma específica para ser aplicada a um caso concreto, o julgador utilizará os princípios como forma de integração. Resposta: CERTO. 15. 2013 CESPE SERPRO - Analista Advocacia. A sentença normativa, que é uma decisão proferida no âmbito dos tribunais trabalhistas em processo de dissídio coletivo, é considerada fonte formal do direito do trabalho. Item certo, pois as sentenças normativas são consideradas fontes formais heterônomas do Direito do Trabalho porque criam normas genéricas, impessoais e abstratas para a categoria a que se destinam. Resposta: CERTO 16. 2013 CESPE SERPRO - Analista Advocacia. Um dos princípios norteadores das medidas protetivas ao salário é a irredutibilidade salarial. Todavia, esse preceito não é absoluto, uma vez que o ordenamento jurídico brasileiro permite a redução salarial. Item correto, conforme art. 7º, VI, CF/88 que aduz: Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. 47
Resposta: CERTO 17. 2013 CESPE - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista Judiciário - Área Administrativa. No direito do trabalho, aplica-se o princípio da norma mais favorável, que autoriza o intérprete a aplicar a norma mais benéfica ao trabalhador, ainda que essa norma esteja em posição hierárquica inferior no sistema jurídico. Item certo, pois no Direito do Trabalho, No caso de duas ou mais normas possíveis de ser aplicadas, será utilizada a mais favorável ao trabalhador. Ainda, será aplicada a norma mais favorável ao trabalhador, independente de sua posição na escala hierárquica Resposta: CERTO 18. 2010 CESPE - TRT - 21ª Região (RN) - Técnico Judiciário - Área Administrativa. Pelo princípio da continuidade da relação de emprego, os fatos ordinários são presumidos, em detrimento dos fatos extraordinários, que precisam ser provados. Assim, o ônus de provar o vínculo empregatício e o despedimento é do empregado, porque se trata de fatos constitutivos do seu direito. Item errado, pois conforme Súmula 212 do TST, o ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador (e não do empregado), pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. Resposta: ERRADO 48
19. 2009 CESPE - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário - Área Administrativa. O princípio da norma mais favorável ao trabalhador não deve ser entendido como absoluto, não sendo aplicado, por exemplo, quando existirem leis de ordem pública a respeito da matéria. Item correto, pois conforme art. 8º, CLT. As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. Resposta: CERTO 20. 2009 CESPE - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário - Área Administrativa. No direito do trabalho, aplica-se o princípio da primazia da realidade, que concede aos fatos um valor maior que aos documentos. Item certo, pois segundo o princípio da primazia da realidade, os fatos prevalecem sobre a forma. O que significa que em havendo discrepância entre a realidade e aquilo que está documentado, deverá prevalecer a realidade. Resposta: CERTO 21. 2008 CESPE - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Adaptada. 49
Decretos, portarias e acordos coletivos de trabalho são fontes autônomas do direito do trabalho. Item errado, pois os decretos e as portarias são fontes heterônomas. Resposta: ERRADO 22. 2008 CESPE - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Adaptada. Sentenças normativas, convenções coletivas de trabalho e jurisprudência são fontes heterônomas do direito do trabalho. Item errado, pois as convenções coletivas de trabalho são fontes autônomas. Resposta: ERRADO 23. 2008 CESPE - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Adaptada. Portarias, sentenças normativas e convenções internacionais são fontes heterônomas do direito do trabalho. Item certo, pois as sentenças normativas são consideradas fontes formais heterônomas do Direito do Trabalho porque criam normas genéricas, impessoais e abstratas para a categoria a que se destinam. Ademais, os tratados e convenções internacionais somente serão considerados fontes formais heterônomas do direito se forem ratificados pelo Brasil, momento em que ingressam no ordenamento jurídico com natureza de lei ordinária. Resposta: CERTO 50
24. 2008 CESPE - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Adaptada. A CF, os acordos coletivos de trabalho e a CLT são fontes autônomas do direito do trabalho. Item errado, pois a CF e a CLT são fontes heterônomas do Direito do Trabalho. Resposta: ERRADO 25. 2008 CESPE - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Adaptada. Convenções internacionais, decretos e convenções coletivas de trabalho são fontes heterônomas do direito do trabalho. Item errado, pois as convenções coletivas de trabalho são fontes autônomas do direito do trabalho. Resposta: ERRADO 26. 2007 CESPE - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Área Judiciária. O princípio do protecionismo e o princípio da primazia da realidade são inerentes ao Direito do Trabalho. Item certo, lembrando que o princípio protetor, visa, através da legislação, estabelecer o equilíbrio na relação de trabalho, uma vez que o empregador (como regra) possui situação econômica mais vantajosa em relação ao empregado. E este por sua vez, terá a legislação a seu favor. E segundo o princípio da primazia da realidade, os fatos prevalecem sobre a 51
forma. O que significa que em havendo discrepância entre a realidade e aquilo que está documentado, deverá prevalecer a realidade. Resposta: CERTO 27. 2007 CESPE - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - Área Administrativa. Quando houver omissão nas disposições da legislação trabalhista, nos contratos individuais ou nas convenções e acordos coletivos de trabalho, o juiz do trabalho pode julgar por precedente jurisprudencial, analogia ou por eqüidade, inclusive adotando o Direito Comum como fonte subsidiária. Item correto, conforme art. 8º, caput e parágrafo único da CLT. Vejamos: Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. Parágrafo único - O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho, naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste. Resposta: CERTO 28. 2004 CESPE AGU - Advogado da União. As decisões proferidas pelos tribunais do trabalho no exercício da competência normativa prevista na Constituição Federal, quando resultantes de provocação de 52
todas as categorias profissional e economicamente envolvidas, qualificam-se como fontes autônomas e formais do direito do trabalho. Item errado, pois estamos diante de uma sentença que é uma fonte heterônoma do direito do trabalho. Resposta: ERRADO 29. Questão inédita. O princípio do in dúbio pro operário é um subprincípio do princípio da proteção. Item certo, lembrando que o princípio do in dubio pro operario assemelha-se ao princípio do Direito Penal in dubio pro reo. Assim, havendo dúvida, deverá ser aplicada a lei de maneira mais benéfica ao trabalhador. Resposta: CERTO 30. Questão inédita. De acordo com o princípio da inalterabilidade contratual lesiva ao empregado são vedadas as alterações no contrato de trabalho que tragam prejuízos ao empregado. Item certo, pois o princípio da inalterabilidade contratual lesiva ao empregado tem por intuito proteger os trabalhadores contra alterações lesivas no contrato de trabalho, feitas pelo empregador, que possam suprimir ou reduzir os direitos e vantagens do empregador. Resposta: CERTO 53