A EVOLUÇÃO NO PROCESSO DE REPRESENTAÇÃO DO RELEVO

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Transcrição:

A EVOLUÇÃO NO PROCESSO DE REPRESENTAÇÃO DO RELEVO Karine Bueno Vargas - Aluna de graduação em Geografia da UEM, Maringá - PR. Email: karibvargas@yahoo.com.br Cássia Maria Bonifácio - Aluna de graduação em Geografia da UEM, Maringá PR. Email: kaoruyuri@hotmail.com Alex Pires Boava Aluno de graduação em Geografia da UEM, Maringá PR. Email: di.geografia@yahoo.com.br Juliana Paula Ramos - Aluna de graduação em Geografia da UEM, Maringá PR. Email: ju.geografia@gmail.com Jeinni Kelly Pereira Puziol - Aluna de graduação em Geografia da UEM, Maringá PR. Email: jeinnikelly@hotmail.com INTRODUÇÃO Uma das maiores dificuldades na história da cartografia foi desenvolver de forma apropriada a representação do relevo, sendo um dos últimos desenvolvimentos da cartografia, no entanto suas técnicas foram aprimoradas na metade do século XVIII, mostrando as cadeias de montanhas pictoricamente. A representação do relevo nos mapas tem sido sempre um problema de difícil solução, pois a dificuldade intrínseca que supõe a representação em um plano em um corpo de três dimensões acrescenta o costume que temos de ver as montanhas somente de baixo para cima ou de perfil. Por estas razões, no século XVIII começaram a surgir técnicas de representação do relevo, o primeiro relato de um mapa de relevo sendo um dos mais antigos já chego até os dias de hoje esta planejado num tablete de argila cozida feito em aproximadamente 2500 A.C na Mesopotâmia. OBJETIVOS Realizar um resgate histórico nos processos de representação do relevo.a partir daí identificar as principais técnicas encontras,expondo suas principais características,e

esclarecendo resumidamente suas dinâmicas e configurações geológicas. METODOLOGIA O artigo vai retratar diferentes metodologias para representação do relevo, através de materias bibliograficos relacionados a esta temática. Serão expositados e analisados os seguintes métodos: as hachuras que são linhas traçadas em declive, isto é, apontado no lado inferior (mais baixo) da curva de nível; o sombreamento que é o mais eficaz em mapas de pequena escala; a quadriculação que é a mais precisa de todos os métodos; a irradiação taqueométrica que é recomendável para áreas grandes e planas; os perfis transversais e longitudinais; os diagramas de blocos que pode representar a geomorfologia de pequenas regiões e os modelos físicos tridimensionais utilizados em cunho técnico ou pedagógico. RESULTADOS E DISCUSSÕES HACHURAS É um dos métodos mais velhos de representação do relevo e começou a ser usado no século XVIII, seus princípios foram estabelecidos pelo major alemão Lehmann, porém no presente raramente é usada em mapas de grande escala, a menos que seja combinado com curvas de nível. Sombreamentos por hachuras, ao oposto das curvas de nível, não mostram mudanças em altitude de uma maneira quantitativa. Portanto, uma abundância de cotas localizadas é necessária nos mapas de hachuras, estas alturas são frequentemente obscurecidas pelas hachuras em áreas de declives profundos ou apenas moderadamente profundos. Mais ainda, num mapa de hachuras não é fácil distinguir os declives mais altos suavemente inclinados dos declives menos altos nas mesmas condições, desde que ambos estejam representados por hachuras amplamente espaçadas (Figura.1).

de Lehmann. Figura 1 Sistema de hachuras SOMBREAMENTO De várias maneiras as desvantagens do sombreamento de colinas são similares às desvantagens de hachuras. O sombreamento não mostra quantitativamente as diferenças em altitudes, impede a representação de outros detalhes (estradas, nomes de lugares, elevações localizadas, etc...), onde o sombreado é escuro, tornando-se difícil a distinção entre a parte superior e a parte inferior dos declives virados para o noroeste e totalmente iluminados. O relevo sombreado é executado geralmente, á pistola e nanquim e é constituído de sombras contínuas sobre certas vertentes dando a impressão de saliências iluminadas e reentrâncias não iluminadas. Para executar-se o relevo sombreado, imagina-se uma fonte luminosa a noroeste, fazendo um ângulo de 45º com o plano da carta, de forma que as sombras sobre as vertentes fiquem voltadas para sudeste.

CURVAS DE NÍVEL As curvas de nível foram usadas pela primeira vez pelo engenheiro holandês N. Cruquios em 1728 para mostrar o fundo do Rio Merwede pra fins de navegação. São linhas de curvas fechadas formadas a partir da interseção de vários planos horizontais com a superfície do terreno. Os planos horizontais de interseção são sempre paralelos e eqüidistantes e a distância entre um plano e outro se denomina Eqüidistância Vertical. A obtenção das curvas de nível são adquiridas através de técnicas de nivelamento como quadriculação, irradiação taqueométrica e Interpolação (Figura 2). níveis. Figura 2 - Exemplo de curvas de QUADRICULAÇÃO A quadriculação é feita com a ajuda de um teodolito/estação (para marcar as direções perpendiculares) e da trena/estação (para marcar as distâncias entre os piquetes). O valor do lado do quadrilátero é escolhido em função: da sinuosidade da superfície; das dimensões do terreno; da

precisão requerida; e do comprimento da trena. No escritório, as quadrículas são lançadas em escala apropriada, os pontos de cota inteira são interpolados e as curvas de nível são traçadas. Também é o mais demorado e dispendioso, Recomendado para pequenas áreas pois consiste em quadricular o terreno (com piquetes) e nivelá-lo. IRRADIAÇÃO TAQUEOMÉTRICA Consiste em levantar poligonais maiores (principais) e menores (secundárias) interligadas, sendo elas niveladas e irradiando os pontos notáveis do terreno, nivelando-os e determinando a sua posição através de ângulos e de distâncias horizontais. Esta irradiação é feita com o auxílio de um teodolito e trena ou de estação total. CONSTRUÇÃO DE PERFIS Perfil é a representação gráfica do nivelamento e a sua determinação, tendo por finalidade estudar o relevo através da curvas de nível, determinar a declividade para projetos de engenharia e arquitetura e estudos de terraplanagem. O perfil longitudinal é determinado ao longo do perímetro de uma poligonal (aberta ou fechada), ou, ao longo do seu maior afastamento (somente poligonal fechada) e o transversal determinado ao longo de uma faixa do terreno e perpendicularmente ao longitudinal. DIAGRAMAS DE BLOCO Os diagramas de blocos são muito usados para representar a geomorfologia de pequenas regiões, podem ilustrar qualquer panorama real ou hipotético ilustrando os princípios geomorfológicos, geológicos, pedológicos.

Para a transformação manual de um mapa em diagrama de blocos inicialmente divide-se o mapa em quadrículas uniformes com aproximadamente 2 ou 2,5cm em cada lado. Pode usar as quadrículas das coordenadas UTM. Não importa a direção da visão (geralmente é escolhida uma direção que tenha os pontos baixos na frente). Se a área do mapa não é quadrada, podem-se omitir as últimas linhas, ou desenhar extras baseadas numa linha diagonal suplementar. A superfície do bloco representa o nível básico selecionado para a topografia, que pode ser o nível geral dos vales fluviais mais fundos. MODELOS FÍSICOS TRIDIMENSIONAIS Podem ser de qualquer material e forma. Porém, em geral, têm problemas sérios de custo de produção e armazenagem, os modelos sólidos podem ser produzidos em cópia única, feitos em argila, isopor, gesso, cartão ou madeira e em todos os tipos tridimensionais geralmente a escala vertical é exagerada para facilitar a percepção da altura (Figura 3). Figura 3 Modelo físico Tridimensional do relevo. CONCLUSÕES Através do resgate histórico e das técnicas de representação do relevo podemos observar que muitas delas estão ultrapassadas, no entanto a

utilização dos métodos deve ser muito bem analisada, verificando seus prós e contras para obter-se um resultado satisfatório. Temos com exemplo as hachuras que demonstram melhores resultados em cartas de grande escala e montanhas isoladas ao contrário o mapa saíria muito escuro. Em virtude dos relatos mencionados neste artigo constata-se que as técnicas e métodos abordados mesmo considerados arcaícos ou modernos, reforça a idéia de que o homem usufruindo de elementos cartográficos almejou metodologias eficazes para uma melhor representação e compreensão dos aspectos físicos e geomorfológicos. REFERÊNCIAS CURVAS DE NIVEL. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/cartografia/manual_nocoes/ele mentos_representacao.html LA REPRESENTACIÓN DEL RELIEVE EN LOS MAPAS A LO LARGO DE LA HISTORIA. Disponível em: http://www.mappinginteractivo.com/plantilla-ante.asp?id_articulo=103 MODELOS FÍSICOS TRIDIMENSIONAIS. Disponível em: http://lilt.ilstu.edu/psanders/cartografia RAISZ, ERWIN. CARTOGRÁFIA GERAL. CIENTIFÍCA. RIO DE JANEIRO,1969.