Solução Comentada da Prova de Física

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Transcrição:

Solução Comentada da Prova de Física 01. Uma partícula parte do repouso, no instante t = 0, na direção positiva do eixo x. O gráfico da aceleração da partícula ao longo eixo x, em função do tempo, é mostrado na figura abaixo. Determine a velocidade da partícula nos instantes de tempo t 1, t, t 3, t 4 e t 5. Solução: A questão aborda o conteúdo da cinemática. Entre os intervalos de tempo 0 t t e t3 < t t5 o movimento da partícula é uniformemente acelerado com acelerações ae 1 a, respectivamente. No intervalo t < t t3, o movimento é uniforme, visto que a aceleração da partícula é nula. Dessa forma, as velocidades da partícula nos instantes t 1, t, t 3, t 4 e t 5 são, respectivamente: v = v = v = 1 a1t1 a1t 3 a1t 4 = a1t + a 4 t 5 = a1t + at5 t v v ( t 3) ( 3 ) 0. Uma cunha de massa m = kg é empurrada sobre um plano inclinado por uma força horizontal F, de intensidade igual a 0 N, conforme figura abaixo. Dados: g = 10 m/s sen 30 o = 1/ cos 30 o = 3 / tan 30 o = 3 /3 Solução Comentada Física Pág. 1 de 8

Sabendo que a velocidade com que a cunha sobe o plano é constante, determine: A) a intensidade da força exercida pelo plano inclinado sobre a cunha. B) o coeficiente de atrito cinético entre a cunha e o plano inclinado. Solução: A questão envolve a utilização das leis de Newton. Para sua solução, o diagrama de corpo isolado da cunha deve ser construído, conforme figura abaixo. Como é dito explicitamente que a cunha tem velocidade constante, a resultante das forças sobre ela é nula. Assim, tomando o sistema de eixos Por outro lado, F x = 0 Fcos 30 o Psen 30 o f c = 0 () Como a força de atrito cinético é dada por f c = µ c F N, onde µ c é o coeficiente de atrito cinético, segue de (1) e (), ou seja, x e y mostrado na figura ao lado, teremos F y = 0 F N Pcos 30 o Fsen 30 o = 0 (1) Como P = mg, o peso da cunha, segue da equação (1) que a intensidade da força aplicada pelo plano sobre a cunha vale (A) F N = mgcos 30 o + Fsen 30 o = 10( 3 + 1) N µ c F N = Fcos 30 o Psen 30 o µ c = (Fcos 30 o mgsen 30 o )/( Fsen 30 o + mgcos 30 o ) (B) µ c = (F mgtan 30 o )/ (Ftan 30 o + mg ) = (1 3 /3)/( 1 + 3 /3) = 3 Solução Comentada Física Pág. de 8

03. Três corpos de massas M, m e m encontram-se suspensos, verticalmente, através de uma mola ideal de constante elástica k, conforme figura abaixo. Os corpos M e m estão ligados por uma barra rígida e de massa desprezível. O sistema como um todo está em repouso. O fio que prende o corpo de massa m é cortado no ponto P, gerando assim uma oscilação no restante do sistema. Determine: A) a amplitude A e o período T do movimento resultante do sistema formado pelos corpos M e m. B) o módulo da velocidade máxima atingida pelos corpos M e m. Solução Comentada Física Pág. 3 de 8

Solução: A questão envolve o estudo do movimento harmônico simples. Antes de o fio ser cortado, podemos pensar na seguinte situação: o corpo de massa m gera uma força, igual ao seu peso, sobre o conjunto das massas M e m. Estando o sistema em equilíbrio, pode-se, então, afirmar que a força elástica que equilibra o peso do corpo de massa m é mg kx = mg x = (1) k Quando o fio é cortado, o sistema de massas M e m passa a oscilar em movimento harmônico simples. A amplitude A desse movimento é igual ao deslocamento provocado na mola, quando o corpo de massa m estava ligado às massas M e m. Portanto, mg A =. () k O período do movimento oscilatório das massas M e m é dado por T = π ( m + M). (3) k A velocidade máxima atingida pelo conjunto de massas M e m ocorre, quando a energia potencial elástica inicial for totalmente convertida em energia cinética, ou seja, 1 ( M + m) v = 1 mg k k v = ( mg ) k( M + m) 04. Uma onda que se propaga ao longo do eixo x pode ser descrita pela equação de onda y = Acos( px qt), onde p e q são constantes. Determine: A) o comprimento de onda. B) o período. C) a velocidade de propagação da onda. Considere agora um carro que se move ao longo do eixo x, em sentido contrário à propagação da onda anteriormente descrita, com velocidade constante V = q p. D) Determine a freqüência da onda observada pelo motorista do carro. Solução Comentada Física Pág. 4 de 8

Solução: A questão envolve o estudo das ondas. A equação geral de uma onda que se propaga para a direita, ao longo do eixo x é π π y = Acos x t + ϕ0. (1) λ T Comparando a equação de onda dada no problema com a equação (1), tem-se que: onde λé o comprimento de onda; π p = π λ = (item A) λ p π π q = T = (item B) T q onde T é o período. Sendo o período igual ao inverso da freqüência, obtém-se, então, a seguinte relação: 1 q f = =. T π A velocidade de propagação da onda é, portanto, obtida pela equação v = λf. Logo, π q v = = p π q p. (item C) 3q A velocidade na qual o motorista percebe a aproximação da onda é v = V + v =. Assim, desde que o p comprimento de onda não se altera, a freqüência da onda observada pelo motorista do carro é 3q v p 3q f = = f = (item D) λ π π p 05. Um corpo A de massa m encontra-se inicialmente em repouso, suspenso por fio de massa desprezível e comprimento L, que forma um ângulo de 60 o com a vertical, de acordo com a figura abaixo. Um outro corpo B, em repouso sobre uma superfície plana e sem atrito, é também mostrado na figura. O corpo A é liberado do repouso e passa a movimentar-se de acordo com a trajetória indicada (linha tracejada) na figura. Considere que, no choque entre A e B, toda a energia mecânica de A é transferida para B, da seguinte forma: 50 % na forma de energia cinética e 50 % na forma de calor. Determine a variação de temperatura do corpo B, sabendo que seu calor específico vale c. Considere que a aceleração da gravidade é constante e de módulo g, e que nenhuma transformação de fase é observada no sistema. Solução Comentada Física Pág. 5 de 8

Solução: A questão aborda a conservação da energia total entre processos mecânicos e térmicos. A energia mecânica total do corpo A corresponde à sua energia potencial gravitacional inicial. Logo, E ma = mgh onde h é a altura inicial do corpo A em relação à altura do corpo B, que consideraremos como o nível de altura zero. Portanto, E ma o 1 = mgl( 1 cos60 ) = mgl. Como 50% da energia mecânica de A é transferida ao corpo B, na forma de calor, então, a quantidade de 1 calor Q transferida ao corpo B é Q = E. Portanto, ma 1 1 gl Q = mc T EmA = mc T mgl = mc T T =. 4 4c 06. Considere um gás ideal monoatômico, encerrado num recipiente de volume V e submetido a uma temperatura absoluta T. Se este gás for submetido a um processo adiabático qualquer (expansão ou compressão), mantendo seu número de moles constante, determine: A) a razão entre os calores molares a pressão e volume constantes do gás. B) a relação entre T e V ao longo deste processo, em termos do valor obtido em (A). Solução Comentada Física Pág. 6 de 8

Solução: A questão envolve o estudo dos gases ideais. Para sua solução, devem ser utilizadas as equações de estado de um gás ideal, pv = nrt, (1) onde p é a pressão do gás, V o seu volume, n é o número de moles, T sua temperatura absoluta e R é a chamada constante universal dos gases, juntamente com a relação pv γ = constante, () válida para um gás submetido a um processo adiabático qualquer. Na equação () utilizamos a constante γ = C p / C V, a razão entre os calores molares a pressão e volume constantes, respectivamente. Reunindo as equações (1) e (), teremos, nrt V γ / V = constante T V γ-1 = constante (3) onde n e R foram embutidos na constante, já que não variam durante o processo. Para determinar o valor da razão γ para um gás ideal monoatômico, precisamos da equação que determina a energia interna de um gás ideal monoatômico, U = (3/)nRT, (4) onde o fator de 3/ se deve ao teorema da equipartição da energia. Por outro lado, podemos usar a primeira lei da termodinâmica para um processo a volume constante, para relacionar a variação da energia interna U com o calor Q = nc V T envolvido no processo, U = Q (5) Fazendo uma variação U na equação (4), teremos (3/)nR T = nc V T C V = (3/)R (6) Mas o calor molar a pressão constante C p se escreve como C p = C V + R C p = (5/)R Como a razão γ (também chamada de expoente de Poisson) se escreve como γ = C p / C V (A) γ = 5/3 tal que (B) T V /3 = constante 07. Considere o circuito mostrado na figura abaixo. Considere a chave s aberta. A) Determine a diferença de potencial entre os pontos b e c. Considere agora a chave s fechada. Determine: B) a corrente no circuito. C) a diferença de potencial entre os pontos a e b. Solução Comentada Física Pág. 7 de 8

Solução: A questão aborda o conteúdo de circuitos elétricos. Quando a chave s está aberta nenhuma corrente circula no circuito. Assim, a diferença de potencial entre os pontos b e c será a igual à força eletromotriz da bateria de 1 V. Logo, Vb Vc = 1V. (item A) Quando a chave s é fechada, uma corrente passa a existir no circuito. Seu valor é determinado pela lei das malhas de Kirchhoff, ou seja, 36 1 i = = 1A. (item B) 0,5 + 0,5 + 6,0 + 8,0 + 9,0 A diferença de potencial entre os pontos a e b é dada simplesmente pelo produto da resistência elétrica entre os pontos e a corrente. Assim, Va b 0 V = ( 6,0Ω) (1,0A) = 6, V. (item C) 08. Max Planck acreditava que a energia eletromagnética, como é o caso da luz, uma vez irradiada, se espalharia pelo espaço como uma onda produzida na água. Em 1905, Albert Einstein abandonou esta abordagem ondulatória, propondo que a energia radiante estaria quantizada em pacotes concentrados, ou fótons, de energia hf, onde f é a freqüência da radiação e h é a constante de Planck. Quando luz incide sobre uma superfície metálica, podemos ter o aparecimento de elétrons ejetados da superfície. Einstein explicou este fenômeno dizendo que, durante este processo, chamado de efeito fotoelétrico, um fóton é completamente absorvido por um elétron do metal. A energia cinética máxima K máx com que um elétron na superfície será ejetado depende da energia incidente do fóton e da energia mínima necessária para que o elétron vença as forças atrativas que o mantêm preso ao metal, chamadas de função trabalho φ do material. Considere, então, duas superfícies metálicas P 1 e P, de materiais diferentes. Incidindo-se luz de freqüência f sobre estas superfícies, o seguinte gráfico é produzido (em escala arbitrária). Calcule a diferença φ - φ 1 entre as funções trabalho das duas superfícies. Solução: A questão aborda o efeito fotoelétrico. Para sua solução, é necessário o uso da equação para a energia cinética máxima dos elétrons ejetados do metal, K máx = hf - φ (1) Do gráfico proposto, vemos que, se a freqüência da luz incidente sobre as superfícies P 1 e P for f 0 e 3f 0 /, respectivamente, a energia cinética máxima dos elétrons ejetados é a mesma, ou seja, K máx = K 1. Com isto, podemos usar a equação (1), tal que Placa P 1 : K 1 = hf 0 - φ 1 () Placa P : K 1 = h3f 0/ - φ (3) Resolvendo o sistema acima, teremos φ - φ 1 = hf 0 / Solução Comentada Física Pág. 8 de 8