Educação Comparada Ciências da Educação 2ºA 2.º Ano 2008/2009 Programa Unidade Curricular Educação Comparada Área Científica Educação Coordenador Cientifico António Maria Veloso Bento Docente Nuno Silva Fraga 1
Introdução Com todas as transformações ocorridas no mundo nas últimas décadas, as questões do outro e das relações interculturais passam a ter um lugar central nas ciências sociais, nos projectos de solidariedade e de cooperação. Podemos dizer, então, que a comparação é o processo de perceber diferenças e semelhanças, para perceber o outro e a partir dele, se reconhecer (...). Nesse sentido, a metodologia comparativa vem ganhando corpo e importância, num mundo que se vê cada dia mais envolvido ( ) [num] processo irreversível de globalização [económica] e cultural. (Pariz, 2004, p. 16). Objectivos Deveremos: 1. reconhecer a importância do estudo comparado dos fenómenos educativos; 2. conhecer os principais modelos de análise e métodos de investigação em Educação Comparada; 3. articular a elaboração e implementação das políticas de educação em Portugal com os processos de reestruturação da educação a nível internacional nomeadamente no espaço europeu. 2
Conteúdos Programáticos 1. Definição, Fins e Desenvolvimentos da Educação Comparada. 2. Visões e conceitos históricos da Educação Comparada. 2.1. Períodos de Evolução: a) Friedrich Schneider: Pedagogia do estrangeiro, Pedagogia comparada. b) George Bereday: Empréstimo, Predição, Análise. c) Alexandre Vexliard: Etapa estrutural, Inquiridores, Sistematizações teóricas, Prospecção. d) Noah & Eckstein: Períodos dos viajantes, Inquiridores, Colaboração internacional, Forças e factores, Explicação pelas Ciências Sociais. e) Ferran Ferrer: Marc Antoine Jullien de Paris, Etapa descritiva, Etapa interpretativa (Abordagem interpretativo histórica, Abordagem interpretativo antropológica, Abordagem interpretativofilosófica), Etapa comparativa (Abordagem positivista, Abordagem de resolução de problemas, Abordagem crítica, Abordagem sócio histórica). O Método da Educação Comparada 3.1. Correntes metodológicas: a) George Bereday: descrição, interpretação, justaposição e comparação. b) Noah & Eckstein: interpretação do problema, formulação das hipóteses, definição de conceitos e indicadores, selecção dos casos ou sistemas educativos a estudar, recolha de dados, tratamento dos dados e interpretação dos resultados. c) Lê Thành Khôi: identificação do problema, formulação das hipóteses ou das questões, reunião, tratamento e análise dos dados (observação dos factos), verificação das hipóteses e generalização. d) Garcia Garrido: identificação do problema e emissão de uma ou várias pré hipóteses; delimitação da investigação; estudo descritivo (fase analítica): compilação e análise dos dados, conclusões analíticas; formulação de ou das hipóteses comparativas; estudo comparativo (fase sintética): selecção de dados e de conclusões analíticas, justaposição de conclusões e dados seleccionados, comparação valorativa e ou prospectiva, conclusões comparativas; investigação comparativa interdisciplinar; redacção do trabalho de investigação comparativa. e) António Gomes Ferreira:Fasepré descritiva, Fase descritiva, Fase comparativa. 3
4. O significado problemático da comparação na Educação Comparada. 4.1. A Corrente Relativista: a) O RelativismoCultural na Educação Comparada. b) A Fenomenologia na Educação Comparada. 5. O processo comparativo e o Tertium comparationis na Educação Comparada. 6. Globalização e Educação: Estratégias de Reforma. 6.1. Processos de Globalização: processos hegemónicos e contrahegemónicos. 7. A Classificação Internacional Standard de Educação. Unesco. (ISCED97 International Standard Classification of Education). 8. Education at a Glance e PISA (Programme for International Student t Assessment). Implicações e desafios a partir do trabalho da OCDE. 4
Textos de apoio e de prática (Análise documental / Trabalho autónomo) 1. Programa de trabalho sobre os objectivos futuros dos sistemas de educação e de formação. Educação e Formação na Europa: sistemas diferentes, objectivos comuns para 2010. 2. Relatório de Monitoramento Global de Educação. 3. Resultados do Estudo Internacional PISA (Programme for International Student Assessment). Ministério da Educação. Gabinete de Avaliação Educacional. 4. A Evolução da Economia e do Emprego. Novos desafios para os sistemas educativos no dealbar do século XXI. Roberto Carneiro. 5. Jesus Maria Sousa & Carlos Nogueira Fino.The Education Systems of Europe. Portugal. (pp. 607 625). In W. Hörner & al (Eds). Dordrecht: Springer. 6. Promover a compreensão da educação em toda a Europa. As visitas de estudo e o contributo da educação comparada. Dimitris Mattheou. 5
Metodologia Aulas de índole teórica com base na análise crítica e discussão de textos, excertos de livros, explanação de conteúdos. Aulas práticas em que, por exemplo, os alunos apresentarão e discutirão trabalhos a realizar individualmente e/ou em grupo, cujas problemáticas estarão enquadradas nos conteúdos programáticos da unidade curricular. Avaliação A avaliação de conhecimentos será contínua (o que pressupõe assiduidade, pontualidade e participação efectiva nas aulas). Estão sujeitos a esta avaliação os alunos com mais de 75% de assiduidade às aulas. Exceptuando os alunos com estatuto de trabalhador estudante. Caso contrário, serão aceites para a realização de um exame no final do semestre que terá um peso de 80% na nota final. Será necessária a entrega no dia do exame do trabalho individual de portefólio com uma ponderação de 20% na nota final. 6
Elementos de avaliação: Realização de duas frequências enquanto forma de avaliação crítica e reflexiva sobre os conteúdos desenvolvidos na aula pelo docente, contemplando a possibilidade de serem abordadas temáticas apresentadas pelos grupos de trabalho. (35% + 35%. As frequências correspondem a 70% da nota final). A construção de um portefólio sobre dois sistemas educativos, sendo que um deles é obrigatoriamente o Sistema Educativo Português. O segundo é opção do grupo de trabalho, sendo que a escolha está limitada ao universo dos 27 Estados Membros da União Europeia. (30% da nota final). Os alunos que não obtiverem a classificação final de 10 valores consideram se reprovados na unidade curricular sendo lhes dada a oportunidade de realizar um exame (época normal). Temas da Educação Comparada (sugestões para incorporarem no portefólio. Alfabetização. Abandono escolar. Formação de professores. Avaliação dos alunos. Família e Escola. Escolas alternativas. Educação para a cidadania. Educação para a paz. Educação e trabalho. Educação obrigatória. Globalização. Multiculturalismo. Violência. ( ) 7
Bibliografia Arroteia, Jorge. (1993). Estudos em Educação Comparada: contributo para a elaboração de uma tipologia dos sistemas educativos. Aveiro: Universidade de Aveiro. Bonitatibus, Suely. (1989). Educação Comparada: conceito, evolução, métodos. S. Paulo: EPU Editora Pedagógica e Universitária, Ltdª. Filho, Lourenço. (2004). Educação Comparada. (3rd ed.). Brasilia: MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Groux, Dominique. (2002). Dictionnaire d Éducation Comparée. (dir). Paris: L Harmattan. Hans, Nicholas. (1961). Educação Comparada. S. Paulo: Companhia Editora Nacional. Mialaret, Gaston & Debesse, Maurice. (1977). (Org.). Tratado das Ciências Pedagógicas 3. Pedagogia Comparada. São Paulo: Companhia Editora Nacional. Nóvoa, António. (1998). Histoire & Comparaison (Essais sur l Éducation). Lisboa: Educa. Pariz, Josiane. (2004). A formação inicial do professor para os primeiros anos da educação básica no Brasil e em Portugal. Dissertação de Mestrado. Lisboa: Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Schriewer, Jurgen & Pedró, Francesc. (1993). (Org.). Manual de Educación Comparada. Vol. 2. Teorias, investigaciones, perspectivas. Barcelona: PPU. 8
Informações Reprografia: Caixa n.º 11 (Nota: grande parte dos documentos abordados na aula quer relativos à abordagem teórica, quer relativos à abordagem prática, encontrar se ão disponíveis na página Web do docente). Contactos do docente: Departamento de Ciências da Educação http://www.uma.pt/nunosilvafraga/ Tel.: 291 705 200 E mail: nfraga@uma.pt Horário de atendimento: Quarta feira das 15h às 16h. 1.ª Frequência: 7 de Novembro de 2008 2ªF 2.ª Frequência: 5 de Janeiro de 2009 (É permitida a consulta de documentos.) Entrega do portefólio: 19 de Dezembro de 2008 9