INICIAÇÃO AO DIREITO MÉDICO E DA SAÚDE AÇÕES JUDICIAIS NA ÁREA DA SAÚDE
PROGRAMA DO CURSO DE HOJE 1. Conceito de erro médico 2. Requisitos caracterizados do erro médico 3. Elementos da responsabilidade civil médica 4. Como valorar a indenização por erro médico 5. As principais ações judiciais de responsabilidade civil por erro médico 6. Apresentação da tese jurídica para obtenção de tratamento de alto custo
VISÃO PANORÂMICA DAS AÇÕES JUDICIAIS NA SAÚDE
DADOS DE 2016 - TJSP Pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) 434.000 óbitos = 1.000 mortes por dia
CRESCE O NÚMERO DE CASOS DE ERRO MÉDICO NO BRASIL
1. Conceito de erro médico 1.1. Diferença técnica entre erro médico e erro do médico
Requisitos Caracterizadores do Erro Médico Existência de uma ação ou de uma omissão Existência de um dano efetivo (# mero aborrecimento) Existência de nexo de causalidade entre a ação e a omissão e o dano
Elementos Caracterizadores da Responsabilidade Civil do Médico Negligência Imprudência Imperícia
ATENÇÃO O hospital responde se o médico agir com culpa, todavia se o facultativo agir com dolo, não haverá responsabilidade do nosocômio.
O ato de o médico lesionar o paciente (ação = imprudência) caracteriza a culpa in committendo ou in faciendo. Exemplo: o médico realiza um parto às pressas, causando dano ao feto.
Responsabilidade objetiva: não se verifica a existência de culpa do responsável, mas que o dano foi proveniente de ato ilícito. (Art. 14 do CDC)
Responsabilidade subjetiva: exige-se prova da culpa (negligência, imprudência e imperícia) Art. 14, 4º, do CDC
ERRO MÉDICO. Alegação de responsabilidade objetiva do hospital. Inocorrência. Responsabilidade limitada aos serviços relacionados ao estabelecimento empresarial, tais como internação e alimentação de paciente, equipamentos e instalações. Entendimento STJ. Prova pericial. Validade. Perícia elaborada por respeitável órgão público, não havendo quaisquer indícios de parcialidade do perito oficial. Descontentamento com o conjunto fático-probatório contido nos autos. Falecimento de paciente infante. Pneumonia que evoluiu para morte. Fatalidade. Laudo pericial que afasta falha técnica no atendimento médico prestado à criança. Ausência de nexo causal entre o atendimento médico e a evolução para óbito. Em que pese o lamentável óbito do paciente, não se pode atribuir responsabilidade ao réu, que bem ministrou os cuidados médicos necessários. Indenização indevida. Sentença mantida. Apelo improvido. (Relator(a): Fábio Podestá; Comarca: Sorocaba; Órgão julgador: 5ª Câmara de Direito Privado; Data do julgamento: 02/06/2017; Data de registro: 02/06/2017)
a) Dano Emergente: aquilo que o paciente irá desembolsar para seu tratamento b) Dano Cessante: aquilo que o paciente deixou de ganhar, porque fico internado pelo erro médico. c) Dano Estético: a cirurgia deixou cicatriz (não tem relação com cirurgia plástica)
EXCLUDENTE Anuência do paciente: o paciente autoriza o médico a fazer-lhe uma cirurgia de risco, sabendo que poderá falecer na mesa da cirurgia. Se falecer em razão da cirurgia, não havendo culpa do médico, não há indenização.
Exercício normal de um direito: se o médico causar lesão no paciente para salvar-lhe a vida, não responderá por danos morais nem materiais. Exemplo: amputação do pé diabético.
Estado de necessidade: consiste na ofensa a um direito alheio para remover perigo iminente, sem exceder os limites do indispensável para remoção do perigo. familiares.
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.