Responsabilidade Civil. Prof. Antonio Carlos Morato

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1 Responsabilidade Civil Prof. Antonio Carlos Morato

2 Dano Estético

3 Dano à imagem / Dano Estético (art. 5o, V e X da CF) Imagem-retrato e Imagem-Atributo V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

4 Dano à imagem / Dano Estético Súmula 15 extinto Tribunal de Alçada do Rio de Janeiro: É cumulável a indenização por danos materiais e morais, estes compreendidos os estéticos decorrentes do mesmo. fato.

5 Súmula 387 do STJ STJ Súmula nº /08/ DJe 01/09/2009 Licitude - Cumulação - Indenizações de Dano Estético e Dano Moral É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral. Referências: - Art , Liquidação das Obrigações Resultantes de Atos Ilícitos - Liquidação das Obrigações - Direito das Obrigações - Código Civil Antigo - L Art. 949, Indenização - Responsabilidade Civil - Direito das Obrigações - Código Civil - CC - L Art. 21, Responsabilidade Civil das Estradas de Ferro - D Regulamento

6 Decreto nº 2.681, de 7 de dezembro de 1912 Lei publicada como Decreto na parte dos Atos do Poder Legislativo Regula a responsabilidade civil das estradas de ferro. Art. 21. No caso de lesão corpórea ou deformidade, à vista da natureza da mesma e de outras circunstâncias, especialmente a invalidade para o trabalho ou profissão habitual, além das despesas com o tratamento e os lucros cessantes, deverá pelo juiz ser arbitrada uma indenização conveniente.

7 Código Civil REVOGADO (Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de 1916 ) Art No caso de ferimento ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até o fim da convalescença, além de lhe pagar a importância da multa no grau médio da pena criminal correspondente. 1º - Esta soma será duplicada, se do ferimento resultar aleijão ou deformidade. 2º - Se o ofendido, aleijado ou deformado, for mulher solteira ou viúva, ainda capaz de casar, a indenização consistirá em dotá-la, segundo as posses do ofensor, as circunstâncias do ofendido e a gravidade do defeito.

8 CÓDIGO CIVIL (Lei /02) Art No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.

9 CÓDIGO CIVIL (Lei /02) Art No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.

10 Súmula 387 do STJ STJ Súmula nº /08/ DJe 01/09/2009 Licitude - Cumulação - Indenizações de Dano Estético e Dano Moral É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral. Referências: - Art , Liquidação das Obrigações Resultantes de Atos Ilícitos - Liquidação das Obrigações - Direito das Obrigações - Código Civil Antigo - L Art. 949, Indenização - Responsabilidade Civil - Direito das Obrigações - Código Civil - CC - L Art. 21, Responsabilidade Civil das Estradas de Ferro - D Regulamento

11 Decreto nº 2.681, de 7 de dezembro de 1912 Lei publicada como Decreto na parte dos Atos do Poder Legislativo Regula a responsabilidade civil das estradas de ferro. Art. 21. No caso de lesão corpórea ou deformidade, à vista da natureza da mesma e de outras circunstâncias, especialmente a invalidade para o trabalho ou profissão habitual, além das despesas com o tratamento e os lucros cessantes, deverá pelo juiz ser arbitrada uma indenização conveniente.

12 Código Civil REVOGADO (Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de 1916 ) Art No caso de ferimento ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até o fim da convalescença, além de lhe pagar a importância da multa no grau médio da pena criminal correspondente. 1º - Esta soma será duplicada, se do ferimento resultar aleijão ou deformidade. 2º - Se o ofendido, aleijado ou deformado, for mulher solteira ou viúva, ainda capaz de casar, a indenização consistirá em dotá-la, segundo as posses do ofensor, as circunstâncias do ofendido e a gravidade do defeito.

13 CÓDIGO CIVIL (Lei /02) Art No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.

14 CÓDIGO CIVIL (Lei /02) Art No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.

15 NEXO CAUSAL

16 TEORIA DA EQUIVALÊNCIA DAS CONDIÇÕES

17 TÍTULO II DO CRIME Relação de causalidade (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) Art O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) Superveniência de causa independente(incluído pela Lei nº 7.209, de ) 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. (Incluído pela Lei nº 7.209, de )

18 TEORIA DA CAUSALIDADE ADEQUADA

19 TEORIA DO EFEITO DIREITO E IMEDIATO

20 Art. 403 do Código Civil. Ainda que a inexecução resulte de dolo do devedor, as perdas e danos só incluem os prejuízos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato, sem prejuízo do disposto na lei processual.

21 Concausas a) Preexistente b) Concomitante c) Superveniente

22 Culpa

23 Culpa um conceito ultrapassado?

24 Graus de Culpa Grave Leve Levíssima

25 Como assinalou Carlos Roberto Gonçalves a indenização tem como escopo tanto quanto possível, recolocar a vítima na situação anterior e, por tal razão, deve abranger todo o prejuízo sofrido efetivamente e também os lucros cessantes. Em decorrência de tal objetivo, não terá nenhuma influência na apuração do montante dos prejuízos o grau de culpa do agente. Ainda que a sua culpa seja levíssima, deverá arcar com o prejuízo causado à vítima em toda a sua extensão. De acordo com o ensinamento que veio da Lex Aquilia (daí a expressão culpa aquiliana ), a culpa, por mais leve que seja, obriga a indenizar. Assim, mesmo uma pequena inadvertência ou distração obriga o agente a reparar todo o dano sofrido pela vítima. Na fixação do quantum da indenização não se leva em conta, pois, o grau de culpa do ofensor. Se houve culpa grave, leve ou levíssima -, todo o dano deve ser indenizado (Cf. Carlos Roberto Gonçalves. Responsabilidade Civil. 8 ed.. São Paulo: Saraiva, p. 634.)

26 Todavia, surge a questão... Art. 944 do Código Civil: A indenização mede-se pela extensão do dano. Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, eqüitativamente, a indenização.

27 As excludentes da responsabilidade civil

28 Caso fortuito Força maior

29 Art. 393 do CC. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado. Parágrafo único. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir

30 Legítima Defesa Exercício Regular de Direito Estado de Necessidade Culpa de terceiro

31 Art. 188 do CC. Não constituem atos ilícitos: I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido;

32 Art. 188 do CC. Não constituem atos ilícitos: (...) II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.

33 Art Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram. Art No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o dano (art. 188, inciso I).

34 Culpa de terceiro em contrato de Transporte Art. 735 do CC. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com o passageiro não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem ação regressiva.

35 O Estrito Cumprimento do Dever Legal é também excludente de responsabilidade civil?

36 Agradeço a atenção de todos Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Departamento de Direito Civil Professor Doutor Antonio Carlos Morato

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