A Reforma do Código Penal Brasileiro ACRIERGS 2012
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- Júlio Alencastre Canela
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Transcrição
1 A Reforma do Código Penal Brasileiro ACRIERGS 2012
2 Reforma e Consolidação de Leis Os Ganhos da Consolidação e Atualização das Leis Penais Os riscos do açodamento
3 Omissão de Socorro Art Deixar de prestar assistência ou socorro, quando possível fazê-lo, sem risco pessoal, a qualquer animal que esteja em grave e iminente perigo, ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: Pena prisão, de um a quatro anos. Art Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo, ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: Pena prisão, de um a seis meses, ou multa. (= Pena 12 x inferior!)
4 Integridade física versus Fauna Cetáceos Art Molestar cetáceos: 2 a 5 anos. Com lesão grave: 3 a 7 anos e meio. Integridade Física e Saúde Art.129: Lesões simples: 6 meses a 1 ano. Lesões graves (1.º Grau, 15 sem trab.): 1 a 4 anos. Lesões graves (2.º Grau, perigo de vida): 2 a 6 anos. Lesões graves (3.º Grau, incap. permante): 3 a 7 anos.
5 Vida e Corpo versus Patrimônio Lesão Corporal Gravíssima (incapacidade para qualquer trabalho, deformidade permanente, etc.): Pena: 3 a 7 anos Roubo (simples): Pena: 3 a 6 anos. Roubo com lesões graves (de qualquer grau): Pena: 7 a 15 anos. Morte Roubo com morte: 20 a 30 anos Homicídio qualificado (ex. tortura): 12 a 30 anos
6 Pontos críticos da tipicidade e Tentativas de Reforma Tipo Subjetivo Reforma conceitual Tipo Objetivo Regras de Imputação Tipicidade Dimensões de verificação
7 Dolo eventual e Culpa Art Diz-se o crime: Crime doloso I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo; Nova redação: I doloso, quando o agente quis realizar o tipo penal ou assumiu o risco de realizá-lo, consentindo ou aceitando de modo indiferente o resultado. II culposo, quando o agente, em razão da inobservância dos deveres de cuidado exigíveis nas circunstâncias, realizou o fato típico.
8 Art Homicídio. A Culpa Gravíssima 4º Se o homicídio é culposo: Pena prisão, de um a quatro anos. Culpa gravíssima 5º Se as circunstâncias do fato demonstrarem que o agente não quis o resultado morte, nem assumiu o risco de produzi-lo, mas agiu com excepcional temeridade, a pena será de quatro a oito anos de prisão. 6º Inclui-se entre as hipóteses do parágrafo anterior a causação da morte na condução de embarcação, aeronave ou veículo automotor sob a influência de álcool ou substância de efeitos análogos, ou mediante participação em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada pela autoridade competente.
9 Tipicidade Material e Imputação CÓDIGO VIGENTE Relação de causalidade - Art O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Superveniência de causa independente - 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.
10 NOVO CÓDIGO O fato criminoso Art. 14. A realização do fato criminoso exige ação ou omissão, dolosa ou culposa, que produza ofensa, potencial ou efetiva, a determinado bem jurídico. Parágrafo único. O resultado exigido somente é imputável a quem lhe der causa e se decorrer da criação ou incremento de risco tipicamente relevante, dentro do alcance do tipo. Causa Art. 15. Considera-se causa a conduta sem a qual o resultado não teria ocorrido. Superveniência de causa independente Art. 16. A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.
11 Princípio da Insignificância Exclusão do fato criminoso Art. 28. Não há fato criminoso quando o agente o pratica: I - no estrito cumprimento do dever legal; II - no exercício regular de direito; III - em estado de necessidade ou IV - em legítima defesa; Princípio da insignificância 1º Também não haverá fato criminoso quando cumulativamente se verificarem as seguintes condições: a) mínima ofensividade da conduta do agente; b) reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; c) inexpressividade da lesão jurídica provocada.
12 Aspectos Polêmicos Eutanásia Passiva Exclusão de ilicitude Art.122 2º Não há crime quando o agente deixa de fazer uso de meios artificiais para manter a vida do paciente em caso de doença grave irreversível, e desde que essa circunstância esteja previamente atestada por dois médicos e haja consentimento do paciente, ou, na sua impossibilidade, de ascendente, descendente, cônjuge, companheiro ou irmão.
13 Eutanásia ativa: Art Matar, por piedade ou compaixão, paciente em estado terminal, imputável e maior, a seu pedido, para abreviar-lhe sofrimento físico insuportável em razão de doença grave: Pena prisão, de dois a quatro anos. 1º O juiz deixará de aplicar a pena avaliando as circunstâncias do caso, bem como a relação de parentesco ou estreitos laços de afeição do agente com a vítima.
14 Aborto Exclusão do crime Art Não há crime de aborto: I se houver risco à vida ou à saúde da gestante; II se a gravidez resulta de violação da dignidade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida; III se comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida extra-uterina, em ambos os casos atestado por dois médicos; ou IV se por vontade da gestante, até a décima segunda semana da gestação, quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade. **
15 Grato pela atenção! Fabio Roberto D Avila [email protected]
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