RESPONSABILIDADE CIVIL MÉDICA
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- Benedicto Camelo Malheiro
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1 AULA 03 RESPONSABILIDADE CIVIL MÉDICA
2 Responsabilidade objetiva: não se verifica a existência de culpa do responsável, mas que o dano foi proveniente de ato ilícito. (Art. 14 do CDC)
3 Responsabilidade subjetiva: exige-se prova da culpa (negligência, imprudência e imperícia) Art. 14, 4º, do CDC
4 ERRO MÉDICO. Alegação de responsabilidade objetiva do hospital. Inocorrência. Responsabilidade limitada aos serviços relacionados ao estabelecimento empresarial, tais como internação e alimentação de paciente, equipamentos e instalações. Entendimento STJ. Prova pericial. Validade. Perícia elaborada por respeitável órgão público, não havendo quaisquer indícios de parcialidade do perito oficial. Descontentamento com o conjunto fático-probatório contido nos autos. Falecimento de paciente infante. Pneumonia que evoluiu para morte. Fatalidade. Laudo pericial que afasta falha técnica no atendimento médico prestado à criança. Ausência de nexo causal entre o atendimento médico e a evolução para óbito. Em que pese o lamentável óbito do paciente, não se pode atribuir responsabilidade ao réu, que bem ministrou os cuidados médicos necessários. Indenização indevida. Sentença mantida. Apelo improvido. (Relator(a): Fábio Podestá; Comarca: Sorocaba; Órgão julgador: 5ª Câmara de Direito Privado; Data do julgamento: 02/06/2017; Data de registro: 02/06/2017)
5 a) Dano Emergente: aquilo que o paciente irá desembolsar para seu tratamento b) Dano Cessante: aquilo que o paciente deixou de ganhar, porque fico internado pelo erro médico. c) Dano Estético: a cirurgia deixou cicatriz (não tem relação com cirurgia plástica)
6 APELAÇÃO DO CORRÉU JORGE FELIPE COSTA. Recurso julgado deserto em primeiro grau, ante a insuficiência no recolhimento do preparo. Apelação não apreciada. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. Marido e pai das autoras que foi atendido no hospital réu e faleceu no dia seguinte. Comprovação da negligência do médico que atendeu o paciente. Obrigação de meios que não afasta o dever de despender todos os cuidados possíveis para a cura da patologia do paciente. Prontuário médico sucinto, que demonstra a falta de atendimento adequado. Responsabilidade objetiva do hospital pelos danos causados culposamente por seus prepostos. Arts. 932, III, CC, e 14, CDC. Ré que inova em grau de recurso ao afirmar que não mantinha vínculo empregatício com o médico. Impossibilidade. Alegação de culpa concorrente afastada. Dever do nosocômio de proteção e cuidados com o paciente que ainda se encontrava no estabelecimento hospitalar, mesmo que já tivesse recebido alta médica. Danos morais configurados. Valor da indenização mantido, ante a extensão dos danos. Sentença e honorários advocatícios mantidos. Recurso não provido. (Relator(a): Fernanda Gomes Camacho; Comarca: Serra Negra; Órgão julgador: 5ª Câmara de Direito Privado; Data do julgamento: 31/05/2017; Data de registro: 02/06/2017)
7 Apelação. Ação de indenização por danos morais. Erro diagnóstico e demora no atendimento. Responsabilidade objetiva do hospital deve ser precedida da responsabilidade subjetiva do médico e do exame do nexo causal entre a lesão e a conduta do profissional. Ilícito e nexo de causalidade inexistentes. O diagnóstico da embolia pulmonar ocorreu no mesmo dia, isto é, quando o apelante foi ao hospital se queixando de dores. Sequer há qualquer dano a ser reparado, pois ambos os diagnósticos estavam corretos e, nas duas oportunidades ministrados os tratamentos adequados. Sentença mantida. Recurso desprovido. (Relator(a): J.B. Paula Lima; Comarca: São Paulo; Órgão julgador: 10ª Câmara de Direito Privado; Data do julgamento: 30/05/2017; Data de registro: 30/05/2017)
8 Anuência do paciente: o paciente autoriza o médico a fazer-lhe uma cirurgia de risco, sabendo que poderá falecer na mesa da cirurgia. Se falecer em razão da cirurgia, não havendo culpa do médico, não há indenização.
9 Exercício normal de um direito: se o médico causar lesão no paciente para salvar-lhe a vida, não responderá por danos morais nem materiais. Exemplo: amputação do pé diabético.
10 Estado de necessidade: consiste na ofensa a um direito alheio para remover perigo iminente, sem exceder os limites do indispensável para remoção do perigo sem autorização do paciente ou de seus familiares.
11 Art Não constituem atos ilícitos: I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido;
12 II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.
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