Aula prática 10 Diversidade das Gimnospermas

Documentos relacionados
Aula prática 9 Nov. Evol. Reprodutivas

Aula 12 - Grandes grupos de Angiospermas e suas relações filogenéticas

BIB 124 Diversidade e evolução dos organismos fotossintetizantes IBUSP

Aula 11 - Novidades Evolutivas das Angiospermas

CÉLULAS E TECIDOS VEGETAIS. Profa. Ana Paula Biologia III

Estrutura Anatômica de Órgãos Vegetativos (Raiz e Caule) Profª. M.Sc. Josiane Araújo

Aula prática 5 Briófitas

Calyptranthes widgreniana

Profª. M.Sc.: Josiane Silva Araújo

CAULE ANATOMIA INTERNA

Aula 12 - Diversidade das Angiospermas e suas famílias mais importantes

Anatomia das plantas com sementes

DESENVOLVIMENTO & HISTOLOGIA VEGETAL (TECIDOS)

MERISTEMAS. Após o desenvolvimento do embrião. formação de novas células, tecidos e órgãos restritas. aos MERISTEMAS

Tecidos Vasculares. TECIDOS CONDUTORES - Introdução. Xilema primário. Procambio. Floema primário. Tecidos vasculares. Xilema.

AULA 6 CAPÍTULO 6 FLOEMA

TECIDOS VASCULARES XILEMA & FLOEMA

Características gerais da Madeira Prof. Dr. Umberto Klock.

RAIZ ANATOMIA INTERNA

Sistema Vascular. Gregório Ceccantini. BIB 140 Forma e Função em plantas vasculares. USP Universidade de São Paulo

Sistema Vascular. Xilema. Atividade do Procâmbio ou Câmbio Vascular

Tecidos Vegetais. Professor: Vitor Leite

Classificação das Angiospermas. Professor: Vitor Leite

FISIOLOGIA VEGETAL 24/10/2012. Crescimento e desenvolvimento. Crescimento e desenvolvimento. Onde tudo começa? Crescimento e desenvolvimento

Sistema Vascular. Gregório C eccantini. BIB 140 Forma e Função em plantas vasculares. USP Universidade de São Paulo

Aula Multimídia. Prof. David Silveira

INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS - DEPARTAMENTO DE BOTÂNICA - USP BIB 311 Sistemática e evolução de Espermatófitas

Espécies estudadas Voucher Localidade Herbário A.M.G. Azevedo Flores 420 Santana do Riacho SPF C. pallida Aiton Devecchi 33 Devecchi 47

PROGRAMA DE DISCIPLINA

Morfologia Vegetal de Angiospermas

PROGRAMA ANALÍTICO DISCIPLINA NOME: ANATOMIA DA MADEIRA CÓDIGO: IF 301 CRÉDITOS: 04 (T-02 P-02) DEPARTAMENTO DE PRODUTOS FLORESTAIS

GIMNOSPERMAS Auge durante o baixo e médio Mesozóico (Triássico e Jurássico 145 a 251 milhões de anos); Atualmente representadas por 820 espécies viven

Período final do Devoniano Sementes espermatófitas Sobrevivência Proteção e nutrição ao. Vantagem em relação aos portadores de esporos

Profa. Dra. Wânia Vianna

Gimnospermas. Introdução. Heterosporia

Periciclo, xilema e floema primários

Estrutura e Desenvolvimento da Raiz e Caule

CARACTERIZAÇÃO MORFOANATÔMICO DA CULTIVAR BRS ENERGIA (Ricinus communis L.)

AULA 10 CAPÍTULO 10 RAIZ

Fanerógamas e Histofisiologia Vegetal

Disciplina: BI62A - Biologia 2. Profa. Patrícia C. Lobo Faria.

Figura - Meristemas apicais. FOSKET, D.E. (1994). Plant Growth and Development.

Disciplina: BI62A - Biologia 2. Profa. Patrícia C. Lobo Faria.

Disciplina: BI62A - Biologia 2. Profa. Patrícia C. Lobo Faria.

Quais são as partes constituintes dos embriões? folha (s) embrionária (s) 2 em eudicotiledôneas

HISTOLOGIA VEGETAL 24/05/2017. Prof. Leonardo F. Stahnke

Biologia Professor Leandro Gurgel de Medeiros

Sistema vascular e câmbio vascular em raízes, caules e folhas Floema, xilema, câmbio vascular e sistema vascular.

GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: DISCIPLINA: SÉRIE: 2º. ALUNO(a):

Prof. Francisco Hevilásio F. Pereira Fisiologia Vegetal

ESTRUTURA DE FOLHAS DE MONOCOTILEDÓNEAS E DE DICOTILEDÓNEAS

FOLHA FOLHA. Base foliar Limbo. Pecíolo. Principais funções: fotossíntese e transpiração

MERISTEMAS E DESENVOLVIMENTO. Prof. Dra. Eny Floh Prof. Dra. Veronica Angyalossy

Disciplina: Botânica I (Morfologia e Anatomia Vegetal)

MERISTEMAS TECIDOS PERPETUAMENTE JOVENS E EMBRIONÁRIOS

Professora Leonilda Brandão da Silva

MERISTEMA APICAL Meristema fundamental Tecidos fundamentais (parênquima, colênquima e esclerênquima) Xilema e floema primários (sistema vascular)

BOTÂNICA 2016/2017 Ana Monteiro AULA TEÓRICA SUMÁRIO

Nomes: Ana Carolina, Anelize, Carolina, Gabriele, Isabelli, Luiza e Maria Eduarda F. Turma: 72 Disciplina: Ciências Professora Leila Fritz Ano: 2017

MERISTEMAS E DESENVOLVIMENTO. Forma e função nas plantas vasculares : BIB 140

TECIDOS VASCULARES. XILEMA ou LENHO. O principal tecido condutor de água, está também envolvido no transporte de nutrientes.

Gimnospermas Planta que produz sementes e não possuem frutos

BIB 124: Diversidade e evolução dos organismos fotossintetizantes Aula Prática 10 - NOVIDADES EVOLUTIVAS DAS ANGIOSPERMAS: FLOR E FRUTO

TECIDOS FUNDAMENTAIS

Bio. Rubens Oda. Monitor: Sara Elis

Nanopartículas em plantas, nano o quê? Milena Camargo de Paula * ; Rosana Marta Kolb

USP - INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS - DEPARTAMENTO DE BOTÂNICA. BIB 311 Sistemática e evolução das Espermatófitas

Aula prática 3 Algas vermelhas

HISTOLOGIA VEGETAL EMBRIÃO

ANATOMIA DA RAIZ, FOLHA E CAULE DE RUTA GRAVEOLENS L. (RUTACEAE) ANATOMY OF THE ROOT, LEAF AND STALK IN RUTA GRAVEOLENS L.

Consulta Pública 38/2009

AULA DE HOJE: Plantas vasculares sem sementes

Biologia 2 Capítulos 5 e 6 Professor João ANGIOSPERMAS & HISTOLOGIA VEGETAL

Floema Tipos celulares 1

Bio. Bio. Rubens Oda. Monitor: Rebeca Khouri

MORFOLOGIA VEGETAL TRADESCANTIA PALLIDA PURPUREA 1

Loconte & Stevenson 1990

CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO

Plantas vasculares sem sementes

HISTOLOGIA VEGETAL. Tecidos Meristemáticos (embrionários)

GABARITO - E4 - Exercício sobre FILOGENIA de EUFILÓFITAS (EXTRA-CLASSE) Elaborado por J.R. Pirani

ATIVIDADE 2. AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO: representantes de Monilófitas

TECIDO: é o conjunto de células morfologicamente idênticas que desempenham a mesma função.

Tecidos Meristemáticos ou Embrionários

ATIVIDADE 2. AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO: representantes de Monilófitas

BIB 124 Diversidade e evolução dos organismos fotossintetizantes IBUSP

MERISTEMAS

TECIDOS DE REVESTIMENTO

Cedrus atlantica (Endl.) Carrière. 9 Exemplares no Parque

Nome: 2º ANO A Nº Disciplina: Biologia Professor: Marcelo Corte Real

Tecidos de revestimentos: Epiderme e periderme

2) Tecidos vegetais. Epiderme das folhas I) Cutícula: Camada de cera (lipídio) presente na superfície das células epidérmicas de algumas folhas

Transcrição:

Note as folhas reduzidas e esclerificadas, tipo foliar predominante nas coníferas. Também é possível observar microstróbilos e megastróbilos na mesma planta, ou seja, é uma planta monoica. Coníferas podem ser monoicas ou dioicas. Figura 1. Ramo fresco de Cryptomeria japonica visto a olho nu. 5 cm

Note o eixo caulinar e as estruturas laterais: cada escama bracteal (com ápice recurvado para baixo) tem aderida à sua base uma escama ovulífera (com cristas no ápice). Na figura da direita, note óvulos já transformados em sementes (cor acastanhada). 0,5 cm Figura 2. Megastróbilo maduro de Cryptomeria japonica, vista frontal (à esquerda) e corte longitudinal mediano (à direita)

Note os óvulos (cor creme) na face adaxial da escama ovulífera (cor verde). A micrópila (seta) é bem evidente no ápice do óvulo. 0,1cm Figura 3. Escama de Cryptomeria japonica, vista sob estereomicroscópio.

Observe as folhas aciculadas (esclerificadas, em forma de agulha longa), dispostas em ramos laterais curtos (braquiblastos). Este tipo de folha é predominante na família Pinaceae. As estruturas subglobosas secas são cones (megastróbilos) já liberando sementes. Cada parte do cone é uma escama ovulífera espessada, cada uma sempre portando duas sementes nesta família. 6 cm Figura 4. Ramo seco de Pinus elliotti.

FV FV Folha esclerificada uninérvea (caráter predominante nas coníferas). Note a região da nervura delimitada pela endoderme (seta), abaixo dela o periciclo multisseriado (traço vermelho), contendo dois feixes vasculares (FV). 85 µm Figura 5. Lâmina de corte transversal de uma folha de Pinus elliottii visto sob microscopia ótica. Escala aproximada.

Figura 6. Lâmina de corte transversal de uma folha de Pinus elliottii visto sob microscopia ótica. Escala aproximada. R P 10 µm Note a epiderme com parede muito espessada e estômatos em depressões (seta) estão bem evidentes as duas célulasguarda e a câmara subestomática. Também se observa uma hipoderme com duas a três camadas de células de parede espessada, logo abaixo da epiderme, e o parênquima clorofiliano com invaginações da parede (P) estas invaginações promovem ampliação da superfície celular e otimiza as trocas no tecido. Outra característica marcante desse grupo são os canais resiníferos (R) sinapomorfia do grupo das coníferas (Ordem Pinales). No canal, observe a cavidade central revestida por uma camada de células secretoras, de paredes finas.

Note a grande quantidade de xilema secundário, com anéis de crescimento anuais bem evidentes. Não é um lenho poroso por não possuir vasos; possui apenas as traqueídes e raios unisseriados (visíveis nas imagens seguintes, ao microscópio). 4 cm Figura 7. Disco do tronco de Pinus elliotti.

Complementando a imagem anterior do disco de caule, observe agora as mesmas características vistas anatomicamente: Xilema secundário formado apenas por traqueídes e raios unisseriados (isto é, formados por uma só fileira de células parenquimáticas). Também no floema secundário os raios são unisseriados. Raios unisseriados são sinapomorfia do clado (Cordaitales (Ginkgófitas(Pinófitas-Gnetófitas))). 300 µm Figura 8. Lâmina histológica com secção transversal do caule de Pinus sp. visto sob microscopia ótica. Escala aproximada.

Aula prática 8 Nov. Evol. Estruturais Note algumas células do xilema secundário: as traqueídes com pontoações areoladas com grande diâmetro (seta preta) e os raios com pontoações simples (seta vermelha) e grandes no contato com as traqueídes. 55 µm Figura 9. Lâmina histológica com secção longitudinal radial do caule de Pinus sp. visto sob microscopia ótica. Escala aproximada.

Observe a escama bracteal, que é estreita e alongada (seta) e a escama ovulífera, mais larga e curta; ambas livres entre si. Esta separação e diferenciação das escamas (lembre-se dos outros materiais observados) é uma característica utilizada no reconhecimento das famílias de coníferas. 2 cm Figura 9. Megastróbilo desidratado de Pseudotsuga sp. visto a olho nu e detalhe das escamas visto sob estereomicroscópio. Aumento de 6,7 vezes.

Note a presença de mais de uma folha por nó caulinar folhas opostas. Estróbilos ramificados, com as partes dispostas verticiladamente (mais de duas em cada nó). Figura 10. Exsicata de Gnetum nodiflorum.

Note novamente mais de uma folha por nó (filotaxia oposta se 2 folhas por nó; verticilada se 3 ou mais por nó). Esse caráter é uma sinapomorfia das Gnetófitas e é visível também nos estróbilos dessas plantas. Figura 11. Exsicata de Ephedra sp..