MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO



Documentos relacionados
CURSO DE AQUITETURA E URBANISMO

Propriedades do Concreto


CONSTRUÇÕES RURAIS: MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO. Vandoir Holtz 1

PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DOS MATERIAIS SETOR DE MATERIAIS


Concreto Definições. Concreto Durabilidade. Concreto Definições. Concreto Definições. Produção do concreto ANGELO JUST.

ADITIVOS. Reforçar ou introduzir certas características. Em pequenas quantidades (< 5%). Pode ou não ser lançado diretamente na betoneira

Definição. laje. pilar. viga

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Engenharia Civil. Professora: Mayara Moraes

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DOS MATERIAIS SETOR DE MATERIAIS

PROPRIEDADES DO CONCRETO FRESCO E ENDURECIDO MCC2001 AULA 2 e 3

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II TECNOLOGIA DA ARGAMASSA E DO CONCRETO

CORROSÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO. Prof. Ruy Alexandre Generoso

PROPRIEDADES DO CONCRETO NO ESTADO FRESCO

Faculdade de Tecnologia e Ciências Curso de Engenharia Civil Materiais de Construção Civil II. Dosagem de concreto. Prof.ª: Rebeca Bastos Silva

PUC-CAMPINAS Faculdade de Engenharia Civil. Disciplina Materiais de Construção Civil A

Materiais de Construção AGREGADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Propriedades do Concreto

Tecnologia da Construção I CRÉDITOS: 4 (T2-P2)

21/08/2012. Disciplina: Materiais de Construção II DOSAGEM

MÓDULO 2 PROPRIEDADES E DOSAGEM DO CONCRETO

ABNT NBR :2015 Concreto de cimento Portland Preparo, controle, recebimento e aceitação Procedimento

CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS DA QUALIDADE DE CONCRETO DE CIMENTO PORTLAND

Sumário. 1 Cimento Portland 1

CIMENTO. 1.5 Tipos de Cimento Portland produzidos no Brasil. - Cimento Branco. - Cimentos resistentes a sulfato

Universidade Federal de Itajubá Instituto de Recursos Naturais DOSAGEM DO CONCRETO EHD 804 MÉTODOS DE CONSTRUÇÃO. Profa.

DURABILIDADE DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO

Concreto de Cimento Portland

CAPÍTULO 5 CONCRETOS 5.1 DEFINIÇÃO 5.2 TIPOS a) Concreto Simples ou Hidráulico: b) Concreto Armado: c) Concreto Magro: d) Concreto Protendido:

BLOCOS, ARGAMASSAS E IMPORTÂNCIA DOS BLOCOS CARACTERÍSTICAS DA PRODUÇÃO CARACTERÍSTICAS DA PRODUÇÃO. Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 1

Propriedades do concreto JAQUELINE PÉRTILE

DOSAGEM DE CONCRETO AUTO- ADENSÁVEL PARA APLICAÇÃO EM PAREDES DE CONCRETO MOLDADAS NA OBRA

CONCRETOS ESPECIAIS MCC2001 AULA 7 (parte 1)

a) 0:1:3; b) 1:0:4; c) 1:0,5:5; d) 1:1,5:7; e) 1:2:9; f) 1:2,5:10

CONTROLE TECNOLÓGICO DO CONCRETO MCC2001 AULA 6 (parte 1)

CONCRETO DO PREPARO À CURA CONTROLE TECNOLÓGICO

Concreto Convencional

Concreto de Cimento Portland

CONSUMO DE CIMENTO EM CONCRETOS DE CIMENTO PORTLAND: A INFLUÊNCIA DA MASSA ESPECÍFICA DOS AGREGADOS

Aditivos para argamassas e concretos

CONCRETOS O CONCRETO NO ESTADO FRESCO. Professora: Mayara Custódio

O que é durabilidade?

Ficha Técnica de Produto

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II TECNOLOGIA DA ARGAMASSA E DO CONCRETO

Materiais e Processos Construtivos. Materiais e Processos Construtivos. Concreto. Frank Cabral de Freitas Amaral 1º º Ten.-Eng.º.

Conceitos de Projeto e Execução

Pavimento Rígido. Características e Execução de Pavimento de Concreto Simples (Não-Armado) Rodrigo Otávio Ribeiro (INFRA-01)

ESTUDO DE CARACTERÍSTICA FÍSICA E MECÂNICA DO CONCRETO PELO EFEITO DE VÁRIOS TIPOS DE CURA

Concreto: O que utilizar nas diversas Tipologias?

Quanto aos esforços: compressão, tração e flexão; Flexibilidade de formas; Durabilidade; Transmissão de calor

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 2. Apoio às aulas práticas

3. Programa Experimental

Dosagem dos Concretos de Cimento Portland

GUIA PRÁTICO DE APLICAÇÃO CONCRETO LEVEMIX. Comodidade, economia e segurança ENTREGAMOS PEQUENAS QUANTIDADES

CONCRETO SUSTENTÁVEL: SUBSTITUIÇÃO DA AREIA NATURAL POR PÓ DE BRITA PARA CONFECÇÃO DE CONCRETO SIMPLES

- Pisos e revestimentos Industriais (pinturas especiais, autonivelantes, uretânicas, vernizes...);

O uso do concreto na construção civil

Conteúdo Programático

Reduzido consumo de cimento na produção de concreto de elevada resistência

Materiais e Processos Construtivos. Materiais e Processos Construtivos. Concreto. Frank Cabral de Freitas Amaral 1º º Ten.-Eng.º.

ÁGUA PARA CONCRETOS. Norma alemã - DIN EN 1008 Edição

Dois estados principais: Estado Fresco (maleável): Trabalhabilidade; Coesão. Estado endurecido (resistente): Resistência mecânica; Durabilidade.

IMPORTÂNCIA DA CURA NO DESEMPENHO DAS ARGAMASSAS IMPORTÂNCIA DA CURA NO DESEMPENHO DAS ARGAMASSAS

A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE TECNOLÓGICO DO CONCRETO

EXECUÇÃO DA ESTRUTURA DE CONCRETO Resumo dos requisitos de atendimento à NBR 15575/ Execução de estruturas de concreto

CONCRETO E ARGAMASSAS JAQUELINE PÉRTILE

UFBA-ESCOLA POLITÉCNICA-DCTM DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DOS MATERIAIS SETOR DE MATERIAIS ROTEIRO DE AULAS

ESTUDO DE CASO TRAÇOS DE CONCRETO PARA USO EM ESTRUTURAS PRÉ- MOLDADAS CASE STUDY - TRACES OF CONCRETE FOR USE IN PREMOULDED STRUCTURES

Influence of coarse aggregate shape factoc on concrete compressive strength

FISSURAS NO CONCRETO: PRINCIPAIS CAUSAS E COMO PREVENIR

TRAÇOS DE CONCRETO PARA OBRAS DE PEQUENO PORTE

Adições Minerais ao Concreto Materiais de Construção II

Universidade Estadual de Campinas Faculdade de Engenharia Civil Departamento de Estruturas. Concreto. Prof. Msc. Luiz Carlos de Almeida

Ensacado - A Argila Expandida pode ser comprada em sacos de 50l, sendo transportada da mesma maneira. Cada 20 sacos equivalem a 1m 3.

GENERALIDADES SOBRE PAVIMENTOS

AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO DO CONCRETO ATRAVÉS DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DA ONDA ULTRA-SÔNICA

Faculdade Sudoeste Paulista Curso de Engenharia Civil Materiais de Construção Civil

5. Limitações: A argamassa Matrix Assentamento Estrutural não deve ser utilizada para assentamento de blocos silicocalcário;

Goiânia GO. Daniel da Silva ANDRADE Danillo de Almeida e SILVA André Luiz Bortolacci GAYER

Concretos de retração controlada e de pós reativos: características, aplicações e desafios.

DOSAGEM E CONTROLE TECNOLÓGICO DO CONCRETO

Dosagem de Concreto INTRODUÇÃO OBJETIVO. Materiais Naturais e Artificiais

FAQ - Frequently Asked Questions (Perguntas Frequentes)

Informativo técnico SIO2

Aditivos para argamassas e concretos

CONCRETO PROJETADO PARA RECUPERAÇÃO DE ESTRUTURAS ANÁLISE DAS RESISTÊNCIAS À COMPRESSÃO E ADERÊNCIA À TRAÇÃO

CONTROLE TECNOLÓGICO DE PAVIMENTOS DE CONCRETO

FICHA TÉCNICA - MASSA LEVE -

CIMENTO PORTLAND: NOMENCLATURA

CONCRETO DE ALTO DESEMPENHO (CAD):

CURSO TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES. Disciplina: Projeto de Estruturas. Aula 7

ESTUDO DE DOSAGEM DE CONCRETO DE ALTO DESEMPENHO COM AREIA ARTIFICIAL DE GRANITO

Adição de polímeros ao concreto visando durabilidade.

Facear Concreto Estrutural I

Blocos de. Absorção de água. Está diretamente relacionada à impermeabilidade dos produtos, ao acréscimo imprevisto de peso à Tabela 1 Dimensões reais

citar a trabalhabilidade, a coesão, a segregação, a exsudação e o ar incorporado como sendo as mais importantes.

CONCRETO AUTO-ADENSÁVEL: AVALIAÇÃO DO EFEITO

Transcrição:

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO de Oliveira, Arquiteta Urbanista - 2010

DEFINIÇÃO Produto resultante do endurecimento de uma mistura, em determinadas proporções, de cimento, agregado miúdo, agregado graúdo e água. As funções da pasta (cimento + água) são:. dar impermeabilidade ao concreto;. dar trabalhabilidade ao concreto;. envolver os grãos;. preencher os vazios entre os grãos. As funções do agregado são:. reduzir o custo do concreto;. reduzir as variações no volume (diminuição das retrações);. contribuir com grãos com resistência superior ao da pasta.

TIPOS 1. Concreto Simples ou Hidráulico: Preparado com cimento, agregado graúdo, agregado miúdo e água. Tem grande resistência aos esforços de compressão, mas pequena resistência aos esforços de tração. Tubos de concreto simples

TIPOS 2. Concreto Armado: Possui elevada resistência, tanto aos esforços de tração como aos de compressão. Além do cimento, agregado graúdo, agregado miúdo e água, utiliza-se armadura ou ferragem (barras de aço). Colunas de concreto armado

TIPOS 3. Concreto Magro: É um concreto simples com reduzido teor de cimento. É mais econômico, mas deve ser usado quando não for exigido tanta resistência e impermeabilidade. Exemplos: Contrapisos e bases de fundações e pavimentos. Camada de concreto magro

TIPOS 4. Concreto Protendido: É o concreto onde, através da tração dos cabos de aço, é introduzido pré-tensões de tal grandeza e distribuição, que as tensões de tração resultantes do carregamento são neutralizadas a um nível ou grau desejado.

TIPOS 5. Concretos especiais:.concreto leves (porosos, aerados ou celulares; com agregados leves ou com agregados sem finos): Caracterizados pela baixa massa específica aparente em relação aos concretos normais ou tradicionais. Nas construções possuem baixo peso próprio e elevado isolamento térmico. O isolamento térmico é melhorado com o acréscimo da porosidade. O termo concreto leve é usado para concreto cuja massa é menor que 1.800 kg/m3.

TIPOS 5. Concretos especiais:.concretos com aditivos: Concretos que faz uso de plastificantes, incorporadores de ar, superplastificantes, aceleradores ou retardadores de pega e endurecimento. O uso de plastificantes possibilita a redução da água para uma mesma trabalhabilidade, aumentando a resistência, ou a redução do teor de cimento, mantendo a resistência no mesmo valor. As bolhas de ar incorporado ao concreto atuam como um agregado fino adicional, que possui coeficiente de atrito nulo em relação aos grãos rígidos vizinhos, melhorando a plasticidade e a trabalhabilidade do concreto fresco.

TIPOS 5. Concretos especiais:.concretos massa: Utilizado em peças de grandes dimensões (barragens), sem armadura, caracterizado por baixos consumos de cimento, agregados de elevado diâmetro máximo, e com geração de baixa quantidade de calor de hidratação.

TIPOS 5. Concretos especiais:.concretos injetados ou coloidais: Obtido a partir da injeção de com uma argamassa, de modo a preencher os vazios de um agregado graúdo, colocado anteriormente nas formas.

TIPOS 5. Concretos especiais:. Concretos à vácuo: A quantidade de água utilizada para misturar e adensar o concreto é maior do que a necessária para a hidratação do aglomerante. Para facilitar o lançamento emprega-se o teor de água adequado à trabalhabilidade desejada e posterior elimina-se a água em excesso, com relação as necessidades das reações químicas. A água é eliminada por sucção e ao mesmo tempo aplica-se uma forte compressão às faces externas do concreto. O procedimento consiste em aplicar sobre a massa uma placa rígida composta por treliças recobertas por um tecido forte e permeável, e sobre estas, outra parede repousando sobre borrachas, formando uma cavidade sobre o concreto.

TIPOS 5. Concretos especiais:. Concretos à vácuo:

TIPOS 5. Concretos especiais:. Concretos refratários: Quando o concreto tiver que suportar elevadas temperaturas ou mudanças térmicas é preciso um concreto especial, tendo o nome de refratário, onde as características próprias levam a um comportamento adequado naquelas temperaturas. O concreto normal perde suas qualidades a 200-300 C, desagregando-se, pois os compostos hidratados do cimento perdem sua água de constituição. Para obter este tipo de concreto, deve-se usar cimento aluminoso como aglomerante e, como agregados, materiais refratários mais ou menos silícicos, para temperaturas pouco elevadas, mais aluminosos, para temperaturas maiores, e, agregados como o coridon, o carborundo, a cromita, a magnesita, entre outros, para temperaturas elevadas.

TIPOS 5. Concretos especiais:. Concretos refratários:

TIPOS 5. Concretos especiais:. Concretos ciclópicos: Concreto simples que contém pedra de mão.

TIPOS 5. Concretos especiais:. Concretos projetados: Concreto transportado pneumaticamente através de uma mangueira e projetado sobre uma superfície a uma alta velocidade.

TIPOS 5. Concretos especiais:. Concretos de alta resistência: Concretos onde a resistência à compressão é superior a 40 MPa e peso normal de 2.400 kg/m3.

TIPOS 5. Concretos especiais:.concretos de alto desempenho: Isto é conseguido através da atuação da microssílica na microestrutura do concreto. Com o uso da microssílica o concreto passa a ter : maior resistência à compressão, porosidade próxima de zero, maior resistência à abrasão e à corrosão química, maior adesão a outras superfícies de concreto e melhor aderência com o aço, dentre outras vantagens. Podemos citar entre outras aplicações as seguintes : Edifícios em concreto (por reduzir tempo de execução, aumentar a área útil, tornar a estrutura mais durável e proporcionar uma economia em torno de 20%); Pontes e viadutos (permite maiores vãos, rapidez de execução e aumento da vida útil, além de economia);

TIPOS 5. Concretos especiais:.concretos de alto desempenho: Soleiras de vertedouros de usinas Hidrelétricas (devido à sua boa resistência à abrasão); Pisos industriais (indicado por ter alta resistência à abrasão bem como a ataques químicos); Obras marítimas (por se tratar de um material com permeabilidade próxima de zero é fortemente indicado o seu uso em ambientes agressivos); Recuperação de estruturas (pela sua grande aderência a superfícies de concreto, dispensando a utilização de epóxi para união das superfícies); Peças pré moldadas (seu uso impõe agilidade à produção); Concreto projetado (elimina o problema da reflexão no concreto projetado).

TIPOS 5. Concretos especiais:.concretos de alto desempenho:

CLASSIFICAÇÃO Os concretos simples ou hidráulicos podem ser classificados: Quanto às propriedades dos aglomerantes: - Comum; - Moderado calor de hidratação; - Alta resistência inicial; - Resistentes à águas sulfatadas; - Baixo calor de hidratação.

CLASSIFICAÇÃO Os concretos simples ou hidráulicos podem ser classificados: Quanto ao tipo de agregados: - Leves: Quando são executados com agregados leves. Exemplos: Pérolas de isopor, argila expandida, etc.) - Pesados: Quando são executados com agregados pesados. Exemplos: Minérios de barita, magnetita e limonita. - Normais: Quando são executados com agregados normais. Exemplos: Areias quartizosas, britas graníticas.

CLASSIFICAÇÃO Quanto à consistência: - Fracamente Plásticos: Abatimento do tronco de cone (Slump) menor que 5cm; - Medianamente plástico: Slump maior que 5cm e menor que 15cm; -Fortemente plástico: Slump maior que 15cm. Quanto ao processo de mistura, transporte e lançamento: - Manual; -Mecânico. Quanto ao processo de adensamento: - Manual; - Mecânico (vibração, pervibração, centrifugação, jateamento).

CLASSIFICAÇÃO Quanto ao seu destino: - Estrutural; -Secundário. Quanto ao processo de dosagem: - Experimental; - Empírica. Quanto à textura: - Gordo: Quando possui elevado teor de argamassa; - Magro: Quando possui baixo teor de argamassa; - Rico: Quando possui elevado teor de cimento; - Pobre: Quando possui baixo teor de cimento.

PROPRIEDADES CONCRETO FRESCO Trabalhabilidade - De acordo com PETRUCCI (1983), é uma propriedade qualitativa que identifica a maior ou menor aptidão do concreto para ser aplicado com determinada finalidade sem perda de sua homogeneidade. - A consistência é um dos principais fatores que influenciam a trabalhabilidade. - A trabalhabilidade compreende duas propriedades essenciais: A Consistência ou Fluidez que é função da quantidade de água adicionada ao concreto, e a Coesão que é a medida da facilidade de adensamento e de acabamento, avaliada pela facilidade de desempenar e julgamento visual da resistência à segregação.

PROPRIEDADES CONCRETO FRESCO Trabalhabilidade - Os principais fatores que afetam e determinam a trabalhabilidade são: a) Fatores internos: - Consistência: Função da relação água/materiais secos (umidade do concreto); - Traço: Proporção relativa entre cimento e agregados; - Granulometria: Distribuição granulométrica dos agregados e proporção relativa entre eles; - Forma dos grãos dos agregados; - Tipo e finura do cimento.

PROPRIEDADES CONCRETO FRESCO Trabalhabilidade - Os principais fatores que afetam e determinam a trabalhabilidade são: b) Fatores externos: - Tipo de aplicação (finalidade); - Tipo mistura (manual ou mecânica); - Tipo de transporte (calhas, bombas, etc.), lançamento, adensamento e dimensões peças.

PROPRIEDADES CONCRETO FRESCO Exsudação - Forma particular de segregação, onde a água da mistura tende a elevar-se à superfície do concreto recentemente lançado. - Fenômeno causado pela incapacidade dos constituintes sólidos do concreto fixarem toda água da mistura, depende muito das propriedades do cimento. - O resultado da exsudação é o topo de cada camada de concreto tornar-se muito úmido e, se a água é impedida de evaporar pela camada que lhe é superposta, podendo resultar em uma camada de concreto poroso, fraco e de pouca durabilidade.

PROPRIEDADES CONCRETO FRESCO Exsudação A exsudação provoca: - enfraquecimento da aderência pasta-agregado e pasta-armadura; - aumento da permeabilidade; - formação da nata de cimento na superfície do concreto, precisando remove-la ao executar concretagem de nova etapa.

PROPRIEDADES CONCRETO ENDURECIDO Massa específica Massa da unidade de volume, incluindo os vazios. Varia principalmente com tipo de agregado utilizado. Valores usuais: - Concretos não-armados: 2.300kg/m3 -Concretos armados: 2.500kg/m3 * A massa específica fazendo-se uso de agregados leves é da ordem de 1.800kg/m3 e comagregados pesados é de 3.700kg/m3.

PROPRIEDADES CONCRETO ENDURECIDO Resistência aos esforços mecânicos: O concreto é um material que resiste bem aos esforços de compressão e mal aos de tração. A resistência à tração é da ordem de um décimo da resistência à compressão. Resiste mal ao cisalhamento devido as tensões de distensão que verificam-se nos planos inclinados. Os fatores que afetam a resistência mecânica são: a. Relação água/cimento b. Idade c. Forma e graduação dos agregados d. Tipo de cimento e. Forma e dimensões do corpo-de-prova f. Velocidade de aplicação de carga de ensaio g. Duração da carga

PROPRIEDADES CONCRETO ENDURECIDO Resistência aos esforços mecânicos: Resistência a compressão do concreto simples

PROPRIEDADES CONCRETO ENDURECIDO Resistência aos esforços mecânicos: Resistência a tração do concreto simples

PROPRIEDADES CONCRETO ENDURECIDO Resistência aos esforços mecânicos: Resistência a tração e a compressão do concreto armado

FATORES A SEREM CONTROLADOS NA PRODUÇÃO: 1. Fator água cimento - Principal fator a ser controlado quando se deseja atingir uma determinada resistência. A resistência do concreto é inversamente proporcional à relação água-cimento. O excesso água colocado na mistura para que se obtenha uma consistência necessária ao processo de mistura, lançamento e adensamento ocasiona, após o endurecimento, vazios na pasta de cimento. Quanto maior o volume de vazios, menor será a resistência do material. 2. Idade do concreto - A resistência do concreto progride com a idade, devido ao processo de hidratação do cimento que se processa ao longo do tempo. Em projetos, é usual utilizar a resistência do concreto aos 28 dias como padrão, após esta idade (para o cimento Portland Comum) o aumento de resistência é muito pequeno.

FATORES A SEREM CONTROLADOS NA PRODUÇÃO: 3. Forma e graduação dos agregados - Os concretos confeccionados com seixos rolados tendem a ser menos resistentes do que aqueles confeccionados com pedra britada, possuindo o mesmo fator água/cimento, devido a menor aderência pasta/agregado. Este efeito só é significativo para concretos de elevada resistência. A granulometria do agregado graúdo também influencia a resistência do concreto. Concretos confeccionados com britas de menor diâmetro tendem a gerar concretos mais resistentes, mantida a relação água/cimento.

FATORES A SEREM CONTROLADOS NA PRODUÇÃO: 4. Tipo de cimento - A composição química do cimento ( proporção de C3S e C2S) influenciam na resistência concreto, bem como a adição de escórias e pozolanas. Quanto mais fino possuir a mistura, maiores são as resistências iniciais do cimento. 5. Forma e dimensões do corpo de prova - Para o ensaio de resistência à compressão do concreto, utiliza-se o corpo-de-prova cilíndrico de 15cm de diâmetro por 30cm de altura. 6. Velocidade e aplicação da carga - Quando aplica-se velocidades maiores a tendência é gerara valores de resistências mais elevados. Em velocidades mais baixas existe um tempo maior para propagação de fissuras que ocorrem durante o carregamento, levando o corpo-de-prova ao colapso em níveis de carga inferiores. Portanto esta velocidade é normalizada (0,3-0,8MPa/s ou 530 a 1410kgf/s) no Brasil.

FATORES A SEREM CONTROLADOS NA PRODUÇÃO: 7. Duração da carga - Nas cargas de curta duração o concreto resiste a maiores níveis de carga, devido a velocidade da propagação das fissuras. 8. Resistência a tração - Propriedade de difícil determinação direta. Sua importância está ligada a alguns tipos de aplicação (exemplo dos pavimentos de concreto), devido a resistência à tração ser desprezada para efeito de cálculo.

FATORES A SEREM CONTROLADOS NA PRODUÇÃO: 9. Permeabilidade e absorção - O concreto é um material poroso. A interconexão de vazios de água ou ar poderá tornar o concreto permeável. As razões da porosidade são: - Quase sempre é necessário utilizar uma quantidade de água superior a que se precisa para hidratar o aglomerante, esta água ao evaporar deixa vazios. - Com a combinação química diminuem os volumes absolutos do cimento e água que entram na reação. - Durante o amassamento ocorre incorporação ar na massa.

FATORES A SEREM CONTROLADOS NA PRODUÇÃO: 9. Permeabilidade e absorção Para que se obtenha concretos com baixa absorção e permeabilidade, deve-se tomar as seguintes providências: - Utilizar baixos fatores água/cimento (aumentar o consumo de cimento ou utilizar aditivos redutores de água como plastificantes, superplastificantes e incorporadores de ar); - Substituir parcialmente o cimento por pozolanas (cinzas volantes, cinza da casca de arroz ou microssílica) para preencher os vazios capilares do concreto através da reação entre pozolana e hidróxido de cálcio liberado nas reações de hidratação do cimento. - Utilizar agregados com maior teor de finos, mas não de natureza argilosa.

FATORES A SEREM CONTROLADOS NA PRODUÇÃO: 9. Deformação - As variações de volume dos concretos são devido aos fatores citados a seguir: - Retração autógena: Variação de volume absoluto dos elementos ativos do cimento que se hidratam. - Retração plástica: Variação de volume do concreto ainda no estado fresco com a perda de água. - Retração hidráulica irreversível: Variação do volume de concreto endurecido pela saída de água dos poros capilares - Retração hidráulica reversível: Variação de água dos poros capilares devido a mudanças na umidade do ar. - Dilatação e retração térmica: Variação do volume do material sólido com a temperatura.

FATORES A SEREM CONTROLADOS NA PRODUÇÃO: 9. Deformação - As variações de volume dos concretos são devido aos fatores citados a seguir: - Cargas externas: A atuação de cargas externas originam as deformações imediatas e deformações lentas, estas últimas relacionadas também à perda de água dos poros capilares.

CONTROLE DA QUALIDADE DO CONCRETO Baseado na NBR12655/1996 Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: - Profissional responsável pelo projeto estrutural: registro resistência característica concreto fck (desenho e memórias do projeto); especificação de fck para etapas construtivas (retirada de cimbramento, aplicação de protensão ou manuseio de pré-moldados); especificação requisitos correspondentes à durabilidade da estrutura e de propriedades especiais do concreto (consumo mínimo de cimento, relação água/cimento, módulo de deformação estático mínimo na idade de desforma, etc.).

CONTROLE DA QUALIDADE DO CONCRETO Baseado na NBR12655/1996 Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: - Profissional responsável pela execução da obra: escolha modalidade preparo concreto; concreto preparado na obra é responsável pelas etapas de execução (dosagem, ajuste e comprovação do traço, armazenamento dos materiais constituintes, medidas dos materiais e do concreto e mistura) e pela definição da condição de preparo; escolha tipo de concreto, consistência, dimensão máxima agregado e outras propriedades de acordo com projeto e condições de aplicação, tipo de cimento, aceitação do concreto, cuidados requeridos pelo processo construtivo, retirada do escoramento.

CONTROLE DA QUALIDADE DO CONCRETO Baseado na NBR12655/1996 Responsabilidade pela composição e propriedades do concreto: - Responsável pelo recebimento do concreto: proprietário da obra ou responsável técnico pela obra; documentação comprobatória NBR 12655 (relatórios de ensaios, laudos e outros) devem estar no canteiro de obra, durante toda construção, arquivada e preservada pelo prazo legislação vigente, salvo concreto produzido em central.

PROCEDIMENTO E PLANO DE AMOSTRAGEM - Controle da qualidade, atuar em diferentes fases do processo de produção. - Verificar materiais no canteiro corresponde aos utilizados na dosagem: Cimento (mesma marca comercial e especificação), agregado miúdo (mesma granulometria), agregado graúdo (mesma dimensão máxima característica, origem mineralógica e forma dos grãos) e as quantidades relativas dos constituintes do concreto (traço). - Quando dosado em obra: Pelo menos uma vez dia verificar colocação materiais na betoneira. Quando concreto usinado: coleta de amostras e reconstituirão do traço recém misturado. Para cada tipo e classe de concreto colocado em uma estrutura realizar seguintes ensaios: - Consistência abatimento tronco de cone (Slump Test) NBR 7223 ou Espalhamento tronco de cone (Mesa de espalhamento) NBR 9606; Resistência à Compressão.

PRODUÇÃO DO CONCRETO A produção do concreto consiste em uma série de operações ou serviços executados e controlados (mistura, transporte, lançamento, adensamento e cura) para que seja possível obter um concreto com as propriedades especificadas, de acordo com o projeto. a) Manuseio e estocagem dos materiais: - Cimento: Embalados em saco de papel, abrigados da chuva e umidades excessivas, as pilhas não devem ter mais do que 10 sacos em altura (a não ser que o tempo de estocagem seja inferior a 15 dias, admitindo-se pilhas de até 15 sacos de altura). Utilizar barracões, cobertos e protegidos, com estrados de madeira ou material equivalente, evitando o contato direto dos sacos de cimento. Período médio de estocagem: 30 dias.

PRODUÇÃO DO CONCRETO A produção do concreto consiste em uma série de operações ou serviços executados e controlados (mistura, transporte, lançamento, adensamento e cura) para que seja possível obter um concreto com as propriedades especificadas, de acordo com o projeto. a) Manuseio e estocagem dos materiais: - Cimento: Embalados em saco de papel, abrigados da chuva e umidades excessivas, as pilhas não devem ter mais do que 10 sacos em altura (a não ser que o tempo de estocagem seja inferior a 15 dias, admitindo-se pilhas de até 15 sacos de altura). Utilizar barracões, cobertos e protegidos, com estrados de madeira ou material equivalente, evitando o contato direto dos sacos de cimento. Período médio de estocagem: 30 dias.pode ser de 60 dias em locais de clima seco, bastante reduzido em locais de clima úmido.

PRODUÇÃO DO CONCRETO

PRODUÇÃO DO CONCRETO - Agregados: Evitar segregação durante o lançamento das pilhas, pilhas de diferentes materiais devem estar bem separadas para evitar misturas que venham a interferir nas proporções da mistura final, evitar que o material contenha solos e outras impurezas. Durante o carregamento, evitar que a pá ou lâmina da carregadeira trabalhem muito rente ao solo. Com os agregados miúdos devem tomar cuidado para que enxurradas carreiem as parcelas finas. - Água: Não pode ter contaminação por materiais como açúcar, cloretos, ácido úmico, etc.

PRODUÇÃO DO CONCRETO

PRODUÇÃO DO CONCRETO b) Proporcionamento: De acordo com a dosagem em laboratório;

PRODUÇÃO DO CONCRETO c) Mistura: Manual ou Mecânica (Betoneiras);

PRODUÇÃO DO CONCRETO d) Transporte: Do local de amassamento para local de lançamento. Quanto à direção: horizontal, vertical e oblíquo. Pode ocorrer problemas durante o transporte: Hidratação do cimento, evaporação, absorção e trituração. Atualmente maior parte do concreto é lançado em estrutura de edifícios pelo processo de bombeamento. e) Lançamento: Colocar no ponto onde deverá permanecer definitivamente.

PRODUÇÃO DO CONCRETO f) Adensamento: Manual: Barras de aço (soquetes) e Mecânico: Vibrador, vibrador de forma e placa, réguas vibratórias, mesas vibratórias, centrifugação. g) Cura