Transmissor de Concentração e Densidade



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GUIA DE INSTALAÇÃO Transmissor de Concentração e Densidade ABR / 09 DT300 D T 3 0 0 G P

smar www.smar.com.br Especificações e informações estão sujeitas a modificações sem prévia consulta. Informações atualizadas dos endereços estão disponíveis em nosso site. web: www.smar.com/brasil2/faleconosco.asp

Introdução INTRODUÇÃO As medições e controle de densidade vem sendo cada vez mais utilizadas na automação de processos industriais. Com a facilidade que se tem no dias de hoje em intervir nos processos, e a necessidade de criar algo prático, simples e barato, surgiu o Transmissor Inteligente de Concentração/Densidade DT300 (Touché ). O DT é um transmissor de densidade que opera pelo pricípio mais simples de obtenção de dados, ou seja, trabalha com uma variável considerada a mais medida e controlada nos processos industriais - a pressão. Através da medição de pressões hidrostáticas em dois pontos diferentes e conhecidos, é possível calcular com precisão, além da densidade, a concentração com o auxílio de um sensor de temperatura. O DT é ideal para a medição estática e dinâmica de fluidos, conforme será descrito neste Guia. Este Guia de Instalação tem o propósito de ilustrar algumas aplicações com detalhes e especificidades de cada caso. De acordo com principais segmentos industriais mencionados para a utilização do DT, é possível obter experiências que servirão de base para futuras instalações. É válido lembrar que nem todas as possibilidades de uso do DT são abordadas neste Guia, para que certos processos com particularidades não sejam excluídos de usar o DT. O conteúdo deste Guia é destinado a auxiliar na instalação e montagem do DT300, e está voltado para pessoas relacionadas a área de Assistência Técnica, Vendas, Engenharia, além dos próprios Usuários finais que estarão diretamente operando, instalando e calibrando o equipamento. Para detalhes mais específicos, consulte o Manual de Instruções do DT300, ou entre em contato com os responsáveis pelo equipamento através dos seguintes telefones/e-mails: Evaristo Orellana Alves Email: evaristo@smar.com.br Tel.: (16) 3946-3592 direto Carlos Alessandro Marcelino Email: cmarcelino@smar.com.br Tel.: (16) 3946-3519 ramal 5523 III

DT300 - Guia de Instalação IV

Índice ÍNDICE SEÇÃO 1 INSTALAÇÃO E MONTAGEM...1.1 EM TANQUES...1.1 MODELO INDUSTRIAL...1.1 MODELO SANITÁRIO...1.3 EM LINHA...1.5 COM TANQUES AMOSTRADORES...1.5 SEÇÃO 2 - APLICAÇÕES...2.1 AÇÚCAR E ÁLCOOL...2.1 DENSIDADE DO LODO NO DECANTADOR...2.1 DILUIÇÃO DO LEITE DE CAL...2.2 EVAPORAÇÃO...2.3 FERMENTAÇÃO...2.5 DESTILARIA...2.6 REFINARIA DE AÇUCAR...2.7 MINERAÇÃO...2.8 SAÍDA DO MOINHO...2.8 POLPA DE MINÉRIO...2.8 LOOP DE TESTE DO MINERODUTO...2.9 INSTALAÇÃO EM TANQUE...2.9 SAÍDA DO ESPESSADOR...2.10 LEITE DE CAL...2.10 CONCENTRAÇÃO DE ÁCIDOS...2.11 INDÚSTRIA QUÍMICA...2.11 DENSIDADE / CONCENTRAÇÃO DE SAIS...2.11 CONCENTRAÇÃO DE SODA...2.12 DENSIDADE DE ÁCIDOS...2.12 INDÚSTRIA PETROQUÍMICA...2.13 TANQUE TRATADOR DE ÓLEO...2.13 PRODUTOS DERIVATIVOS DO PETRÓLEO...2.14 DENSIDADE DE ÓLEO CRU...2.16 DENSIDADE DE GPL...2.16 INDÚSTRIA DE BEBIDAS...2.17 MEDINDO GRAU PLATO EM CERVEJARIAS...2.17 MEDIÇÃO DE VOLUME DO TANQUE...2.17 MEDINDO GRAU BRIX EM INDÚSTRIAS DE REFRIGERANTES...2.17 CELULOSE E PAPEL...2.19 MEDIÇÃO DE CONCENTRAÇÃO DE LICOR NEGRO FRACO E FORTE...2.19 MEDIÇÃO DE DENSIDADE DO LICOR VERDE...2.20 LEITE DE CAL...2.20 CONCENTRAÇÃO DE SODA CÁUSTICA...2.21 INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA...2.21 CONCENTRAÇÃO DE MISCELA EM ÓLEOS VEGETAIS...2.21 DENSIDADE DE LEITE PRÉ CONDENSADO...2.22 CAFÉ SOLÚVEL...2.22 BRIX DO SUCO DE LARANJA APÓS FILTRAGEM...2.23 V

DT300 - Guia de Instalação VI

Seção 1 INSTALAÇÃO E MONTAGEM Em Tanques A instalação do DT em tanques é bastante simples, podendo ser instalado lateralmente no tanque ou no topo. E em casos de tanques com agitador utiliza-se uma bainha de proteção para evitar turbulência nos diafragmas. O DT opera com outros tipos de montagem, tais como montagem em tanque aberto e montagem com um cilindro de extensão. Lembrando que para o DT funcionar corretamente nestes modos de montagem, o nível do fluido a ser medido tem que ser controlado para que cubra ambos os sensores. Também é possível montagem com a haste voltada para cima, e o DT operando no modo reverso. Modelo Industrial As montagens típicas do DT em tanque podem ser com conexão flangeada de 4 ANSI B 16.5 RF # (150,300). Veja as figuras a seguir: Nível Mínimo Nível Mínimo Figura 1.1 - DT s Operando com Tubo de Extensão e em Tanque Aberto (Nível Constante) Nível Mínimo Figura 1.2 DT Instalado em Tanque (Modelo Curvo) 1.1

DT300 Guia de Instalação Nível Mínimo Nível Mínimo Figura 1.3 - DT s Operando em Tanques (Modo Reverso) Para os processos onde há agitação severa, pode ser realizada a construção de um standpipe na lateral do tanque. Veja os detalhes nas Figuras abaixo. Figura 1.4 DT em um Standpipe 1.2

Instalação e Montagem A montagem em um standpipe, é muito usada para medição de nível de interface, como será mostrado em exemplos posteriores. Veja a figura a seguir: Figura 1.5 - Nível de Interface com um Standpipe e Vaso Comunicante O nível de interface também pode ser medido diretamente em tanques. Veja a Figura 1.6 a seguir. 100% 0% Figura 1.6 - Nível de Interface no Tanque NOTA A medição de nível de interface deve respeitar uma variação máxima de 500mm, que é a distância de centro-a-centro dos diafragmas sensores. Modelo Sanitário A instalação do DT sanitário pode ser feita diretamente no tanque. Para instalações sanitárias, a Smar desenvolveu um adaptador de tanque (tank adapter), o qual pode ser instalado em tanques novos ou existentes, evitando a necessidade de utilização de solda, e sem a necessidade de polir novamente o tanque. A seguir, são mostradas Figuras ilustrativas do adaptador do tanque para instalação do DT sanitário: 1.3

DT300 Guia de Instalação Parede do tanque Lado interno do tanque Lado externo do tanque Tri-clamp 4 Parafuso de Aperto Figura 1.7 - Montagem do Adaptador de Tanque Figura 1.8 Exemplo de Montagem do Adaptador de Tanque (Vista do lado Externo do Tanque) Figura 1.9 Exemplo de Montagem do Adaptador de Tanque (Vista do lado Interno do Tanque) 1.4

Em Linha Com Tanques Amostradores Instalação e Montagem Para a medição em linha, o DT deve ser instalado de forma que todo, ou parte do fluido do processo circule sobre ele. Para isso, a Smar desenvolveu tanques amostradores, bastando apenas um by-pass e uma pequena perda de carga na linha principal, de forma que garanta que a amostra circule pelo DT. Existem vasos para fluidos limpos e vasos para fluidos sujos e/ou com sólidos em suspensão. Veja as Figuras a seguir. Tanques de Fluxo Dividido Esse padrão de instalação deve ser usado quando há grandes variações de pressão e vazão. Ø 4 Conexão ao processo: Flange Ø 1 Ø 6 Conexão ao processo: Flange Ø 2 Figura 1.10 Instalação Típica para Fluídos Limpos (para vazões de até 2 m 3 /H) Figura 1.11 Instalação Típica para Fluídos Sujos e/ou com Sólidos (para vazões de até 8 m 3 /H) Tanques de Fluxo Ascendente Conexão ao precesso: Ø 2 ½ - Tri-Clamp Ø 6 Ø 12 Conexão ao processo Ø 8 X 150# MODELO SANITÁRIO Figura 1.12 Instalação Típica para Fluxo Ascendente (para vazões de até 20 m 3 /H) MODELO INDUSTRIAL Figura 1.13 Instalação Típica para Fluxo Ascendente (para vazões de até 80 m 3 /H) 1.5

DT300 Guia de Instalação Ø 8 Ø 6 Conexão ao processo Ø 2 Conexão ao processo: Ø 2 MODELO INDUSTRIAL MODELO INDUSTRIAL Figura 1.14 Instalação Típica para Fluxo Ascendente (para vazões de até 40 m 3 /H) Figura 1.15 Instalação Típica para Fluxo Ascendente (para vazões de até 20 m 3 /H) Tanques de Vaso Comunicante Conexão ao processo: Ø 2 MODELO INDUSTRIAL Figura 1.16 Instalação Típica com Stand Pipe (para nível de interface) 1.6

Instalação e Montagem Esquemas Típicos de Instalações Figura 1.17 Instalação em By-pass com uma válvula na linha principal para forçar a circulação no By-pass ABERTURA NO TANQUE Figura 1.18 Instalação em By-pass com o Fluído escoando para o Tanque 1.7

DT300 Guia de Instalação Figura 1.19 Instalação em By-pass com uma Bomba NOTA A linha principal pode fluir em ambos sentidos. Figura 1.20 Recirculação do processo em um Tanque 1.8

Instalação e Montagem Figura 1.21 Instalação em By-pass com tubo de Pitot Figura 1.22 - Instalação com todo o fluído escoando em um vaso de fluxo ascendente 1.9

DT300 Guia de Instalação 1.10

Seção 2 APLICAÇÕES Açúcar e Álcool Esta seção engloba praticamente todas aplicações em açúcar e álcool; desde descrição do processo, à certos macetes de instalação que devem ser atentados. Densidade do Lodo no Decantador Nesta aplicação, a medição da densidade do lodo é feita em linha, após a bomba de deslocamento contínuo. Observa-se que na construção do vaso de amostragem, aumenta-se o diâmetro da linha de lodo, diminuindo a velocidade do fluido na passagem pelos sensores, justamente devido à presença de areia, bagacilho e outros sólidos em suspensão. A parte inferior do vertedouro, na saída por fluxo ascendente, deverá garantir sempre que o repetidor superior do DT esteja completamente afogado. Recomenda-se a completa limpeza do equipamento por ocasião de paradas do decantador de maneira imediata, evitando que o lodo resseque sob os sensores. Figura 2.1 - Instalação de Fluxo Ascendente Considerações 1 - Nesta aplicação, refere-se à medição de densidade, e não brix, pois não se trata de uma solução açucarada na sua totalidade. Desta forma, a unidade de engenharia determinada é a de densidade, por exemplo, Kg/m³. 2 - Cuidado deve ser tomado quando for comparada a medição do instrumento, com análise laboratorial, pois a densidade varia com a temperatura. 3 - Usando a experiência dos operadores encontra-se a densidade ideal para o lodo. Adota-se este valor de densidade como set-point no controlador. 4 - O controlador atuará no inversor de freqüência da bomba de lodo para manter a densidade desejada para o lodo. 2.1

DT300 - Guia de Instalação Diluição do Leite de Cal Em muitos casos a diluição de cal que é adicionada ao caldo é controlado por análise de laboratório. O DT pode fazer também este controle online. Figura 2.2 - DT medindo a concentração ( Baumé) do leite de cal NOTA Se houver parada no processo, deve-se drenar o tanque de amostragem e circular água para limpeza dos diafragmas. Figura 2.3 - Processo sem incrustação de cal nos diafragmas do DT 2.2

Evaporação Aplicações O DT pode também ser aplicado para medir a eficiência dos evaporadores, já que é diretamente função do Brix de saída, pelo Brix de entrada. Medição de Brix do Caldo Pré Evaporado Para esta aplicação, recomenda-se o uso do chapéu chinês, para criar o efeito flash. O efeito flash irá auxiliar no desprendimento de bolhas de ar e a eliminação de espuma antes da entrada do vaso amostrador. Veja a instalação com chapéu chinês. Figura 2.4 Esquema da instalação de caldo pré evaporado Medição de Brix do Xarope entre Efeitos e no último Efeito de Evaporação Nesta aplicação, a retirada da amostra deverá ser no recalque da bomba de xarope, retornando a amostra para a caixa de xarope. Também neste caso, o uso do chapéu chinês permitirá o desprendimento de bolhas de ar e a eliminação de espuma. Figura 2.5 - Esquema da instalação de brix do xarope 2.3

DT300 - Guia de Instalação Medição de Brix do Mel (pobre, rico e final) A instalação ideal é o vaso amostrador de fluxo ascendente abaixo do tanque diluidor, e por gravidade, a amostra circula retornando para o tanque de mel diluído. Recomenda-se uma linha de água quente para eventuais limpezas. Figura 2.6 Instalação para Medição de Brix do Mel 2.4

Aplicações Fermentação Medição de Brix do Mosto Fermentado (Dorna) Observa-se que o modelo curvo está diretamente instalado na dorna de fermentação, e a altura deve considerar que os sensores estejam sempre submersos. Tomada de Amostra 1000 mm Nível máximo de fermento FERMENTO Figura 2.7 - DT na Dorna de Fermentação Recomenda-se instalar o DT de tal maneira que o sensor inferior esteja acima do nível máximo de fermento, e instalar uma tomada de amostra próxima ao DT. Medição de Brix do Mosto (Diluição) Para a diluição do mosto (água, mel e caldo), a instalação do DT deverá ser sempre após o conjunto misturador estático. No caso onde há espuma e bolhas de ar, recomenda-se também o chapéu chinês. Utiliza-se do vaso amostrador de fluxo ascendente com saída por transbordamento. Para evitar eventuais riscos de infecção, recomenda-se instalar uma linha de água quente para quando houver paradas, para limpeza e correta assepsia do equipamento. Figura 2.8 Esquema de Instalação de Brix do Mosto 2.5

DT300 - Guia de Instalação Destilaria Medição da Graduação do Álcool Hidratado e Anidro A instalação poderá ser feita tomando-se uma amostra diretamente na saída da coluna de destilação sem a necessidade do uso de trocador de calor para resfriar a amostra. Vem da coluna de destilação Figura 2.9 Instalação na saída da coluna de destilação Medição de Nível de Interface Ciclo-Hexano A instalação é feita diretamente em tanque, conforme a Figura abaixo. Hexano Álcool Figura 2.10 Esquema de Instalação do Ciclo-hexano 2.6

Aplicações Refinaria de Açúcar Diluição de Açúcar Toma-se uma amostra bombeada do tanque com o açúcar já diluído e retornando ao mesmo tanque, criando assim uma recirculação. Açúcar Diluído Figura 2.11 - Tanque de fluxo dividido instalado após a bomba de processo 2.7

DT300 - Guia de Instalação Mineração Algumas das aplicações no segmento de mineração são: saída do moinho, hidrociclone, diluição de polpa, flotação, espessador, retirada de finos, concentração de ácidos, leite da cal, polpa de minério, classificador gravimétrico, etc. Saída do Moinho Nessa aplicação, o minério tem granulometria maior e utiliza-se tanque despressurizado com dreno automático para medir a densidade. O minério escavado, antes de ser processado, passa pelo moinho e é diluído em água para adição de outros químicos, a fim de ser tratado. A polpa de minério, por ser muito abrasiva, recomenda-se o uso de tanque amostrador de aço carbono, emborrachado internamente para evitar essa abrasão. Figura 2.12 Saída do Moinho Polpa de Minério A densidade do minério diluído em água pode ser medida em um by-pass com um tanque emborrachado usando um tanque amostrador pressurizado. O minério, por sedimentar-se facilmente, costuma-se abrir parcialmente a válvula de dreno do tanque amostrador, para evitar entupimento no fundo do tanque. Figura 2.13 Exemplo de Instalação em Mineração NOTA É importante manter a válvula de dreno parcialmente aberta. 2.8

Aplicações Loop Teste do Mineroduto Figura 2.14 Instalação no Loop de teste do mineroduto Instalação em Tanque É possível instalar o DT no tanque usando um standpipe para a medição. Esse tipo de instalação é usada mesmo quando há um agitador no tanque. Figura 2.15 Instalação em Tanque com Standpipe 2.9

DT300 - Guia de Instalação Saída do Espessador Para medir a densidade na saída do espessador utiliza-se um by-pass após a bomba com um tanque emborrachado amostrador de fluxo ascendente. SAÍDA DO ESPESSADOR Figura 2.16 Saída do Espessador Leite de Cal Para esta aplicação, um tanque amostrador de fluxo ascendente é utilizado. Figura 2.17 Leite de Cal 2.10

Concentração de Ácidos Aplicações Algumas mineradoras possuem plantas de ácido. O DT é usado para medir a concentração do ácido nessas plantas. Usualmente a instalação é feita em um by-pass da linha principal. Figura 2.18 Instalação em Bypass Indústria Química Neste segmento industrial o DT é usado para medir concentração de ácidos, sais, sodas, etc. Quando usando o DT nestas aplicações, é possivel utilizar um polinômio para disponibilizar a unidade desejada. Por exemplo: % de ácido sulfúrico. Densidade / Concentração de Sais O DT é aplicado para controle da concentração da salmoura, antes da eletrólise. O DT é instalado em linha, conforme o esquemático representado pela Figura 2.19 abaixo. DT301 Figura 2.19 - Recirculação da solução com Bomba 2.11

DT300 - Guia de Instalação NOTA Para fluidos salinos corrosivos, recomenda-se que o tanque amostrador seja em fibra. É possível que o DT meça concentração em gramas por litro, embora não possua esta unidade em seu software. Para isto, é feito um levantamento em campo de densidade e temperatura (medidos pelo DT) e concentração medido através de análise laboratorial. Com este levantamento, desenvolve-se um polinômio, o qual é possível implementar no DT via configurador. Concentração de Soda A soda cáustica é obtida por meio de eletrólise da salmoura tratada (solução de cloreto de sódio e água). Quando é utilizado o processo por células de diafragma, obtêm-se a soda cáustica líquida grau comercial; quando é utilizado o processo por células de mercúrio, obtêm-se a soda cáustica líquida grau Rayon. Ambas apresentam-se sob a forma de uma solução aquosa, límpida, contendo cerca de 50 % de hidróxido de sódio (NaOH) em peso. A % NaOH pode ser medida online usando uma instalação como a representada na Figura abaixo. Figura 2.20 Recirculação com bomba Densidade de Ácidos Para medição da densidade ou concentração de ácido, usualmente o material da sonda do DT é Hastelloy e o tanque amostrador é em fibra de vidro. Figura 2.21 - Instalação medindo Ácido Clorídrico 2.12

Aplicações Indústria Petroquímica Tanque Tratador de Óleo O DT normalmente é instalado em standpipe como mostra a Figura 2.22. ÓLEO ÁGUA Figura 2.22 - Esquemático da Instalação do DT com Standpipe Como nesta aplicação há NaCl, utiliza-se a sonda do DT em inox, porém os diafragmas em hastelloy. Para a configuração do DT, o mesmo é instalado no vaso comunicante e verificado as densidades de ambos compostos. Anota-se os valores de densidade e programa-se a faixa, sendo 0% para o menor valor de densidade, e 100% para o maior valor de densidade. Finalizado este procedimento, configura-se o display para exibir PV%. Exemplo Para água marinha e óleo: Sobe-se o nível de água marinha no tanque, e mede-se uma densidade de 1,125 g/cm3. Anotado o valor de densidade da água, drena-se o tanque da mesma, de modo que o vaso comunicante fique cheio do óleo, e o valor medido pelo DT é de 0,8 g/cm3. Configure o 4mA = 0,8 g/cm 3 e 20mA = 1,125 g/cm 3, e o display para exibir PV%. Figura 2.23 - Medição de nível de Interface (Água salgada/óleo) 2.13

DT300 - Guia de Instalação Produtos Derivativos do Petróleo Em controle de qualidade de combustíveis transportados, usa-se o DT para medição em linha da densidade de gasolina, querosene, lubrificante, óleo diesel, GLP e álcool. A captação do fluído para o vaso amostrador é feito através de um tubo de Pitot, dentro da tubulação principal. Veja o esquemático da instalação na Figura 2.24. A identificação de derivativos de petróleo (gasolina, querosene, óleo diesel, GLP e álcool), transportados em tubulações, é feito através de densidade. Figura 2.24 - Captação do fluido de processo através do tubo de Pitot Figura 2.25 Medição de densidade para identificação do produto 2.14

Aplicações Outra forma de instalar o DT nesta aplicação, é através de uma bomba para captação do fluído. Esta instalação permite que a vazão na linha seja em ambos os sentidos. Figura 2.26 Recirculação com bomba Figura 2.27 - Recirculação com bomba 2.15

DT300 - Guia de Instalação Densidade de Óleo Cru A densidade do óleo cru é medida em estações de medição fiscal, a fim de se obter a vazão mássica. Densidade de GLP Figura 2.28 - Skid de Medição Fiscal A medição de densidade de GLP pode ser feita diretamente em tanques. Veja Figura 2.29 a seguir. Figura 2.29 Medição de GLP em Tanque 2.16

Aplicações Indústria de Bebidas Medindo Grau Plato em Cervejarias As aplicações do DT são em cozimento do mosto, e tanque de fermentação. A instalação do DT é feita diretamente no tanque, com o tank adapter. A instalação do DT sanitário é realizado conforme descrito anteriormente. Figura 2.30 Medição Grau Plato em Tanque de Fermentação Medição de Volume do Tanque O DT também é utilizado na medição da densidade para corrigir o volume no tanque. Medindo Grau Brix em Indústrias de Refrigerantes Figura 2.31 - DT Medindo Brix na produção de Refrigerante 2.17

DT300 - Guia de Instalação As aplicações para refrigerante são: medindo Brix da água doce, do xarope e do próprio refrigerante. O vaso amostrador recebe amostra de uma bomba, que capta o líquido da linha principal, e o retorna em um ponto posterior, na mesma linha. Figura 2.32 - Esquemático da Instalação Figura 2.33 - DT medindo Brix da Água Doce 2.18

Aplicações Celulose e Papel Medição de Concentração de Licor Negro Fraco (antes da evaporação) e Forte (após evaporação) O transmissor de densidade é instalado em linha com o uso de um vaso amostrador, que pode ser de fluxo ascendente ou de entrada dividida. As Figuras 2.34 e 2.35 mostram exemplos de instalações na medição de concentração de licor negro. Figura 2.34 Exemplo 1 Figura 2.35 Exemplo 2 Para aplicações em licor negro ou verde, é preciso tomar certos cuidados com encrustação. Para isto, uma tomada de água quente circulando pelo vaso amostrador é imprescindível, e uma limpeza periódica é necessária. Figura 2.36 Medição Licor negro (fluxo ascendente) Alguns usuários preferem trabalhar com o ºBaumé como unidade de medição, enquanto outros preferem usar Porcentagem de Sólidos. 2.19

DT300 - Guia de Instalação Medição de Densidade do Licor Verde Devido ao fato do licor verde ser extremamente incrustante, a instalação neste caso não deve usar tubos de pequenos diâmetros, pois podem entupir facilmente. A forma de instalação ideal para esta aplicação é usar um vaso amostrador do tipo fluxo ascendente, que por não usar tubos de pequenos diâmetros, não entope e proporciona fácil processo de limpeza para o transmissor de densidade, quando o processo para. Uma tomada de água quente para limpeza periódica também é necessário. Normalmente o tanque de estocagem de licor verde tem um sistema de recirculação que pode ser usado para instalar o vaso amostrador. As figuras seguintes ilustram este tipo de instalação. Figura 2.37 Instalação Licor verde Figua 2.38 Detalhe do transbordamento Outras aplicações são: concentração de soda cáustica, leite de cal e densidade de metanol (que é similar ao processo de destilaria em usinas de açúcar e álcool), etc. Leite de Cal Figura 2.39 Leite de Cal 2.20

Aplicações Concentração de Soda Cáustica Figura 2.40 Instalação para Medir a Concentração de Soda Cáustica Indústria Alimentícia Concentração de Miscela em Óleos Vegetais No processo de extração do óleo de soja forma-se a miscela, que é uma mistura de óleo e hexano. O processo de separação destes dois componentes é denominado de destilação da miscela. O controle da retirada da miscela é feito através da densidade ou concentração. Para este cálculo, são necessários os dados de densidade e temperatura e um software para o levantamento de um polinômio. Uma vez gerado este polinômio, o próprio DT efetua este cálculo, fornecendo um sinal corespondente à concentração da miscela. A instalação do DT para miscela, é mostrado na Figura 2.41 a seguir. DT301 Figura 2.41 Recirculação com bomba 2.21

DT300 - Guia de Instalação Densidade de Leite Pré Condensado Mede-se a densidade do leite após o evaporador. A instalação é feita conforme a Figura 2.42. Figura 2.42 - Medindo Densidade do leite pré condensado Café Solúvel O DT pode ser empregado no processo de concentração de café solúvel, medindo a eficiência dos evaporadores. A instalação é feita usando um tanque sanitário de fluxo ascendente como mostrado na Figura a seguir. Figura 2.43 - DT medindo concentração do extrato de café solúvel 2.22

Aplicações Brix do Suco de Laranja após Filtragem Instalação direta no tanque. Figura 2.44 Instalação para medição do Brix do suco de laranja 2.23

DT300 - Guia de Instalação 2.24