Perda de Carga e Comprimento Equivalente
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- Raul Antunes de Andrade
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1 Perda de Carga e Comprimento Equivalente Objetivo Este resumo tem a finalidade de informar os conceitos básicos para mecânicos e técnicos refrigeristas sobre Perda de Carga e Comprimento Equivalente, para que os mesmos possam utilizá-los, futuramente, para especificar bombas hidráulicas e tubulações para instalação de condicionadores de ar do tipo Split. Tubulação O perfeito dimensionamento de uma instalação hidráulica e seus componentes, tais como válvulas e principalmente de bombas hidráulicas depende em muito das dimensões e da correta disposição da tubulação a serem utilizadas. Abordaremos a perda de pressão, conhecida como perda de carga de uma rede hidráulica. Dimensionamento da Tubulação Ao se dimensionar as linhas de sucção e recalque, as considerações relativas ao custo tendem a favorecer as linhas de diâmetro tão pequeno quanto possível. Entretanto, quedas de pressão, ou perda de carga, na linhas de recarga e sucção causam perda de capacidade da bomba e compressor e aumentam a potência necessária. Perdas excessivas nas linhas de sucção, no caso de bombas hidráulicas, podem causar o aparecimento de cavitação, no rotor, e conseqüentemente a perda desta bomba. Perda de Carga em Instalações Hidráulicas 1
2 Perda de Carga ( P) Sempre que um fluido se desloca no interior de uma tubulação ocorre atrito deste fluido com as paredes internas desta tubulação, ocorre também uma turbulência do fluido com ele mesmo, este fenômeno faz com que a pressão que existe no interior da tubulação vá diminuindo gradativamente à medida com que o fluido se desloque, esta diminuição da pressão é conhecida como Perda de Carga ( P). Desta forma a perda de carga seria uma restrição à passagem do fluxo do fluido dentro da tubulação, esta resistência influenciará diretamente na altura manométrica de uma bomba (H) e sua vazão volumétrica (Q), e em caso de sistemas frigoríficos, a diminuição de sua eficiência frigorífica. Em resumo, em ambos os casos um aumento de potência consumida. Velocidade Da mecânica dos fluidos sabemos que quanto maior a velocidade de um fluido dentro de uma tubulação maior será a perda de carga deste fluido. Desta forma podemos concluir que para diminuirmos a perda de carga basta diminuirmos a velocidade do fluido. Mas velocidade menor para mantermos uma mesma vazão volumétrica (Q) será necessário utilizar tubulações de maior diâmetro, o que acarreta em uma instalação de custo mais elevado. A relação entre a vazão volumétrica e a velocidade pode ser escrita como: Vazão Volumétrica = Velocidade x Área interna da tubulação Onde:.. Q = v. A Q = Vazão volumétrica (m 3 / s) V = Velocidade do fluido dentro da tubulação (m / s) A = Área interna do Tubo (m 2 ) Resumindo com velocidades muito grande ocorrerá um aumento da perda de carga ( P) do sistema, o que acarretará um maior consumo de energia nas bombas e compressores, desta forma quando estivermos dimensionado as tubulações da rede hidráulica ou sistema frigorífico devemos pensar em um projeto que garanta ao mesmo tempo que se possa ter velocidade, para garantir 2 Perda de Carga em Instalações Hidráulicas
3 a necessária vazão de fluido com uma mínima perda de carga, com o menor custo da instalação. Para facilitar o projeto, a ABNT estabelece alguns valores de vazão de água e sua respectiva velocidade máxima dentro de uma tubulação. A Tabela 1 apresenta alguns valores de velocidade recomendados para água dentro de tubulação. A Tabela 2 e a Tabela 4 apresentam detalhes, como a área interna (A) de alguns tipos de tubulações utilizadas em instalações hidráulicas e tubos de cobre para sistemas de refrigeração. Cálculo da Perda de Carga ( P) Existem diversas equações que podem ser utilizadas para o calculo da perda de carga no interior de uma tubulação, que são estudados em cursos de Mecânica dos Fluidos, em nosso caso adotaremos a equação de Darcy- Weissbach; A perda de Pressão ou perda de carga ( P) provocada pelo atrito no interior de um tubo cilíndrico, para diversos fluidos homogêneos, como no caso da água, pode ser expresso pela equação de Darcy-Weissbach; P = f. L. V 2 D 2.g Onde: P = Perda de Pressão (m) L = Comprimento Equivalente da Tubulação (m) D = Interno da Tubulação (m) V = Velocidade media do Refrigerante (m/s) g = Aceleração da gravidade (9,8 m/s 2 ) f = Fator de Fricção (adimensional) Fator de Fricção (f) O Fator de Fricção (f), também é algumas vezes conhecido como Fator de Fricção de MoodY ou também Coeficiente de Perda de Carga Distribuída. O Fator de Fricção (f), pode ser determinado através de equações matemáticas, as quais são função do Número de Reynolds (Re) e da Perda de Carga em Instalações Hidráulicas 3
4 Rugosidade Relativa forma de tabela para alguns tipos de tubulação, para facilitar os cálculos apresentamos os valores em As Tabelas 5 e 8 apresentam alguns valores de Fator de Fricção (f), para alguns tipos de tubulações em função do diâmetro da tubulação e da velocidade da água no seu interior. Comprimento Equivalente (L EQU ) Todos os tubos tem um comprimento que medimos em seus trechos retos, este comprimento podemos definir como o comprimento real da instalação, as curvas, válvulas e demais singularidades existentes no sistema também representam uma grande parcela da perda de carga, e representaremos como se ela fosse um tubo reto, e qual seria a perda de carga que ela causaria se ela fosse um tubo reto. Esta representação de uma singularidade como se fosse um tubo reto é conhecida como Comprimento Equivalente Existem diversas tabelas, como a Tabela 9 e Tabela 10 que apresentam o comprimento equivalente para diversas singularidades em função de seu diâmetro nominal, para tubos de aço e cobre. Comprimento Equivalente (L EQU ) Tubulação de cobre Vamos fazer um exemplo de uma tubulação de cobre, conforme o desenho a seguir: 5 m Curva de Raio Pequeno Tubo de Cobre ½ 2 m Repare que temos um tubo de cobre de diâmetro de ½ polegada (No Sistema Internacional D N = 12 ) com trechos retos de 5 metros e 2 metros, que estão interligados por uma cura de raio pequeno, para sabermos qual o comprimento equivalente desta instalação basta sabermos quantos metros a curva de raio pequeno representa. Na tabela 10 de comprimento equivalente, para um tubo de ½ polegada de raio pequeno, encontramos um comprimento equivalente para 4 Perda de Carga em Instalações Hidráulicas
5 esta cura de 1,4 metros. Esta cura gerará a mesma perda de carga, mesmo que seja um tubo reto de 1,4 metros. Podemos montar uma tabela para esta instalação, a qual pode ser muito útil quando se tratar de instalações com muitas curvas e diversos trechos retos. Tipo Quantidade Comprimento (m) L EQU (m) Trecho Reto Horizontal ,0 5,0 Trecho Reto Vertical ,0 2,0 Cura Raio Pequeno 1 1,0 1,4 Comprimento Equivalente Total (m) 8,4 Apesar dos tubos retos terem um comprimento real de 7,0 m ( 5,0 m + 2,0 m), o comprimento equivalente da tubulação é de 8,4 m. Comprimento Equivalente (L EQU ) Tubulação de aço Em tubulações de água de grandes instalações hidráulicas utilizamos normalmente tubos de aço e os valores de seus respectivos comprimentos equivalentes de diversas singularidades podem ser obtidos na Tabela 9. Exemplo 1 Vamos calcular o comprimento equivalente de uma instalação hidráulica, de um sistema aberto, construída com tubo de aço galvanizado novo, conforme desenho a seguir, que deve transportar uma vazão de água de Q = 30 m 3 /h. Nota: Sistema aberto pode ser exemplificado como aquele em que uma bomba de água transporta água até um outro ponto a outro, como no caso de um reservatório inferior, de um prédio, até outra caixa no topo do prédio. Perda de Carga em Instalações Hidráulicas 5
6 3,0 m 5 m 2,5m Solução 1. Determinar o diâmetro da tubulação. Na Tabela 01 podemos encontrar o diâmetro de tubulação em função da vazão de água transportada em um sistema aberto Tabela 01 Parâmetro máximos para seleção da tubulação de água do Tubo Sistema Fechado Sistema Aberto () (in) Vazão (m³/h) Velocidade (m/s) Perda (%) Vazão (m³/h) Velocidade (m/s) Perda (%) 19 3/4" 1,5 1,2 10 1,0 0, ,5 10 2,2 1, /4 6 1, , /2 9 1, , , , /2 28 2, , , , , , , , ,2 5, ,1 9 Vazão Q = 30 m 3 / h é necessário um tubo de Nominal D N = 3 2. Determinar o cumprimento equivalente da Tubulação (L EQ ) Com o auxilio da tabela de singularidades para tubo de aço, Tabela 9, encontramos os seguintes valores para a instalação, que utiliza tubo de D N = 3 6 Perda de Carga em Instalações Hidráulicas
7 Tipo Quantidade Comprimento (m) L EQU (m) Trecho Reto Horizontal ,0 5,0 Trecho Reto Vertical ,5 5,5 Válvula de Pé 1 20,0 20,0 Válvula Gaveta 1 0,5 0,5 Válvula de Retenção (Pesada) 1 9,7 9,7 Cotovelo ,6 3,2 Comprimento Equivalente Total (m) 43,9 O comprimento equivalente da instalação hidráulica é de L EQU = 43,9 m poderia ser resumido da seguinte maneira 10,5 m 9,7 m 0,5 m 20,0 m 1,6 m 1,6m 43,9 m Exemplo 2 Calcular a Perda de Carga P da instalação hidráulica, de um sistema aberto, construída com tubo de aço galvanizado novo, do esquema anterior, conforme esquema abaixo que deve transportar uma vazão de água de Q = 30 m 3 /h Perda de Carga em Instalações Hidráulicas 7
8 Solução 1. Determinar a vazão em m 3 / s Q = 30 m 3 /h = 8,33 x 10-3 m 3 / s 2. Determinar a área interna da tubulação de D N = 3 A área pode ser determinada na tabela 1 A = = 4796 x 10-6 m 3 D I = 77,93 = 0,07793 m Tabela 2 Nominal in 3 40 s Sd externo Dimensionamento de tubos de Aço interno Espessura da parede do tubo Peso por metro de tubo Kg/m Área interna do tubo Área superficial por metro de comprimento Externa m 2 Internam Calcular a velocidade da água dentro da tubulação (V) V = Q / A V = 8,33 x 10-3 m 3 / s / 4796 x 10-6 m 3 V = 1,73 m/s 4. Determinar o Fator de Fricção (f) O fator de fricção (f), para tubo de aço galvanizado com D N = 3, para uma velocidade V = 1,73 m/s pode ser obtido na Tabela 6 Tabela 6 Valores de Coeficiente de atrito (f) para tubos conduzindo água a 25 0 C Tubos de Aço Galvanizado Novo (Sd 40) Velocidade média (m/s) D N D I () 0,20 0,40 0,60 0, 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 2 ½ 62,71 0,033 0,030 0,029 0,028 0,028 0,027 0,027 0,027 0, ,93 0,031 0,028 0,027 0,027 0,026 0,026 0,025 0,025 0, ,26 0,029 0,026 0,025 0,025 0,024 0,024 0,024 0,023 0,023 Por aproximação V = 1,73 m/s = 2,0 m/s Fator de Fricção (f) = 0,025 Fator de Fricção (f) 8 Perda de Carga em Instalações Hidráulicas
9 5. Calcular a Perda de Carga P Utilizando-se a expressão pela equação de Darcy-Weissbach; P = f. L. V 2 D 2.g Onde: P = Perda de Pressão (m) L = Comprimento Equivalente da Tubulação (43,9 m) D = Interno da Tubulação (0,07793 m) V = Velocidade media do Refrigerante (1,73 m/s) g = Aceleração da gravidade (9,8 m/s 2 ) f = Fator de Fricção (0,025) P = 0,025 x 43,9 x 1,73 2 0, x9,8 P = 2,15 m ******* Conclusão Devemos prever uma linha hidráulica, sempre que possível, com o menor número de singularidades, e com a velocidade mais baixa possível, desde que isto seja economicamente viável, pois estes dois fatores influem diretamente no resultado da perda de carga da instalação, abaixo algumas tabelas que poderão auxiliar no cálculo da perda de carga em uma rede hidráulica. ******** Atenção Futuramente com estes conceitos, determinaremos o diâmetro necessário para uma instalação de condicionamento de ar Split-System Prof. Valter Rubens Gerner é engenheiro mecânico formado pela Faculdade de Engenharia Industrial, em 1981, na modalida RAC - Refrigeração e Ar Condicionado atua como professor do SENAI na escola Oscar Rodrigues Alves. Perda de Carga em Instalações Hidráulicas 9
10 Tabelas Tabela 1 Parâmetros máximos para seleção da tubulação de água do Tubo Sistema Fechado Sistema Aberto () (in) Vazão (m³/h) Velocidade (m/s) Perda (%) Vazão (m³/h) Velocidade (m/s) Perda (%) 19 3/4" 1,5 1,2 10 1,0 0, ,5 10 2,2 1, /4 6 1, , /2 9 1, , , , /2 28 2, , , , , , , , ,2 5, ,1 9 Tabela 2 Nominal in 1/ / / / / / / s Sd externo Dimensionamento de tubos de Aço interno Espessura da parede do tubo Fonte: ASHRAE HANDBOOK HVAC System Ref.: ASTM B36.10 Peso por metro de tubo Kg/m , Área interna do tubo Área superficial por metro de comprimento Externa m 2 Internam ` Perda de Carga em Instalações Hidráulicas
11 Tabela 3 in Nominal s Exterior Interior Dimensões de tubos de Cobre Espessura da parede do tubo Peso por metro de tubo Kg/m Área interna do tubo 2 Área superficial por metro de comprimento Exterior m 2 Interior m 2 ¼ 6 6,35 4,77 0,79 0, ,02 0,0149 3/8 10 9,52 7,94 0,79 0, ,03 0,0249 ½ 12 12,7 10,92 0,89 0, ,04 0,0343 5/ ,58 13,84 1,02 0, ,05 0,0435 ¾ 19 19,05 16,92 1,07 0, ,06 0,0531 7/ ,23 19,94 1,14 0, ,07 0, / ,58 26,04 1,27 0, ,09 0, / ,93 32,13 1,40 1, ,11 0, / ,28 38,23 1,52 1, ,13 0, ½ 54 53,98 50,42 1,78 2, ,17 0, / ,68 62,61 2,03 3, ,209 0, / ,38 74, 2,29 4, ,249 0, / ,08 87,00 2,54 6, ,289 0, / ,78 99,19 2,79 8, ,329 0, / , ,83 3,18 11, ,409 0, / ,58 148,46 3,56 Fonte: ASHRAE HANDBOOK HVAC System , ,489 0,4664 Tabela 4 Tabela de tubos de PVC rígidos para solda (cola) nominal D I D E Espessura Área interna in / ,5 132,73 20 ½ ,5 226,98 25 ¾ 21,6 25 1,7 366, ,8 32 2,1 606, ¼ 35,2 40 2,4 973, ½ ,0 1520, ,4 60 3,3 2239, ½ 66,6 75 4,2 3483, ,6 85 4,7 4488, /8 97, ,1 7512,21 Fonte: instalação hidráulica Archibald J. Mancityre Perda de Carga em Instalações Hidráulicas 11
12 Tabela 5 Valores de coeficiente de atrito f para tubos conduzindo água Tubos de Aço Forjado Novo (Sd 40) Velocidade média (m/s) D N D I () 0,20 0,40 0,60 0, 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 1/4 9,25 0,055 0,046 0,042 0,040 0,039 0,037 0,035 0,035 0,034 3/8 12,52 0,050 0,042 0,038 0,036 0,035 0,033 0,032 0,032 0,031 1/2 15,8 0,046 0,039 0,036 0,034 0,033 0,031 0,030 0,030 0,029 3/4 20,93 0,042 0,035 0,033 0,031 0,030 0,029 0,028 0,027 0, ,64 0,038 0,033 0,030 0,029 0,028 0,027 0,026 0,026 0,025 1 ¼ 35,05 0,035 0,030 0,028 0,027 0,026 0,025 0,024 0,024 0,023 1 ½ 40,89 0,034 0,029 0,027 0,026 0,025 0,024 0,023 0,023 0, ,51 0,031 0,027 0,025 0,024 0,024 0,022 0,022 0,021 0,021 2 ½ 62,71 0,030 0,026 0,024 0,023 0,023 0,022 0,021 0,021 0, ,93 0,028 0,025 0,023 0,022 0,021 0,020 0,020 0,020 0, ,26 0,026 0,023 0,022 0,021 0,020 0,019 0,019 0,018 0, ,05 0,024 0,021 0,020 0,019 0,018 0,017 0,017 0,017 0, ,7 0,022 0,020 0,018 0,018 0,017 0,016 0,016 0,016 0, ,5 0,021 0,019 0,018 0,017 0,016 0,016 0,015 0,015 0, ,2 0,020 0,018 0,017 0,016 0,016 0,015 0,015 0,015 0, ,4 0,020 0,018 0,017 0,016 0,016 0,015 0,015 0,014 0,014 Tubos de Aço Forjado Usado (Sd 40) Velocidade média (m/s) D N D I () 0,20 0,40 0,60 0, 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 1/4 9,25 0,301 0,295 0,293 0,292 0,291 0,290 0,289 0,289 0,289 3/8 12,52 0,230 0,226 0,224 0,224 0,223 0,222 0,222 0,222 0,222 1/2 15,8 0,192 0,188 0,187 0,186 0,186 0,185 0,185 0,185 0,185 3/4 20,93 0,157 0,154 0,153 0,153 0,152 0,152 0,152 0,151 0, ,64 0,134 0,132 0,131 0,130 0,130 0,130 0,130 0,130 0,129 1 ¼ 35,05 0,113 0,111 0,111 0,111 0,110 0,110 0,110 0,110 0,110 1 ½ 40,89 0,104 0,102 0,102 0,101 0,101 0,101 0,101 0,101 0, ,51 0,091 0,089 0,089 0,089 0,089 0,088 0,088 0,088 0,088 2 ½ 62,71 0,083 0,082 0,081 0,081 0,081 0,081 0,081 0,081 0, ,93 0,075 0,074 0,073 0,073 0,073 0,073 0,073 0,073 0, ,26 0,066 0,065 0,065 0,065 0,064 0,064 0,064 0,064 0, ,05 0,055 0,055 0,054 0,054 0,054 0,054 0,054 0,054 0, ,7 0,050 0,049 0,049 0,049 0,049 0,049 0,049 0,049 0, ,5 0,046 0,045 0,045 0,045 0,045 0,045 0,045 0,045 0, ,2 0,043 0,042 0,042 0,042 0,042 0,042 0,042 0,042 0, ,4 0,041 0,041 0,041 0,041 0,041 0,041 0,040 0,040 0,040 Fonte : Valter Rubens Gerner Termofluidomecânica 12 Perda de Carga em Instalações Hidráulicas
13 Tabela 6 Valores de Coeficiente de atrito (f) para tubos conduzindo água a 25 0 C Tubos de Aço Galvanizado Novo (Sd 40) Velocidade média (m/s) D N D I () 0,20 0,40 0,60 0, 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 1/4 9,25 0,065 0,058 0,055 0,053 0,052 0,051 0,050 0,050 0,049 3/8 12,52 0,058 0,051 0,049 0,048 0,047 0,045 0,045 0,044 0,044 1/2 15,8 0,053 0,047 0,045 0,044 0,043 0,042 0,041 0,041 0,041 3/4 20,93 0,048 0,043 0,041 0,040 0,039 0,038 0,038 0,037 0, ,64 0,044 0,039 0,038 0,037 0,036 0,035 0,035 0,034 0,034 1 ¼ 35,05 0,040 0,036 0,034 0,034 0,033 0,032 0,032 0,032 0,031 1 ½ 40,89 0,038 0,034 0,033 0,032 0,032 0,031 0,030 0,030 0, ,51 0,035 0,032 0,030 0,030 0,029 0,029 0,028 0,028 0,028 2 ½ 62,71 0,033 0,030 0,029 0,028 0,028 0,027 0,027 0,027 0, ,93 0,031 0,028 0,027 0,027 0,026 0,026 0,025 0,025 0, ,26 0,029 0,026 0,025 0,025 0,024 0,024 0,024 0,023 0, ,05 0,026 0,024 0,023 0,022 0,022 0,021 0,021 0,021 0, ,7 0,024 0,022 0,021 0,021 0,020 0,020 0,020 0,020 0, ,5 0,023 0,021 0,020 0,020 0,019 0,019 0,019 0,019 0, ,2 0,022 0,020 0,019 0,019 0,019 0,018 0,018 0,018 0, ,4 0,021 0,020 0,019 0,018 0,018 0,018 0,018 0,018 0,017 Tubos de Aço Galvanizado Usado (Sd 40) Velocidade média (m/s) D N D I () 0,20 0,40 0,60 0, 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 1/4 9,25 0,344 0,337 0,334 0,333 0,332 0,331 0,331 0,330 0,330 3/8 12,52 0,258 0,254 0,252 0,251 0,251 0,250 0,250 0,249 0,249 1/2 15,8 0,213 0,209 0,208 0,207 0,207 0,206 0,206 0,206 0,206 3/4 20,93 0,172 0,169 0,168 0,168 0,168 0,167 0,167 0,167 0, ,64 0,146 0,144 0,143 0,142 0,142 0,142 0,142 0,142 0,141 1 ¼ 35,05 0,122 0,121 0,120 0,120 0,120 0,119 0,119 0,119 0,119 1 ½ 40,89 0,112 0,110 0,110 0,110 0,109 0,109 0,109 0,109 0, ,51 0,097 0,096 0,096 0,095 0,095 0,095 0,095 0,095 0,095 2 ½ 62,71 0,089 0,087 0,087 0,087 0,087 0,087 0,086 0,086 0, ,93 0,079 0,078 0,078 0,078 0,078 0,078 0,078 0,078 0, ,26 0,070 0,069 0,069 0,069 0,069 0,068 0,068 0,068 0, ,05 0,058 0,058 0,058 0,057 0,057 0,057 0,057 0,057 0, ,7 0,052 0,052 0,052 0,051 0,051 0,051 0,051 0,051 0, ,5 0,048 0,047 0,047 0,047 0,047 0,047 0,047 0,047 0, ,2 0,045 0,044 0,044 0,044 0,044 0,044 0,044 0,044 0, ,4 0,043 0,043 0,043 0,043 0,043 0,043 0,043 0,042 0,042 Fonte : Valter Rubens Gerner Termofluidomecânica Perda de Carga em Instalações Hidráulicas 13
14 Tabela 8 Valores de coeficiente de atrito f para tubos conduzindo água Tubos de Cobre Velocidade média (m/s) D N D I () 0,20 0,40 0,60 0, 1,00 1,50 2,00 2,50 3, ,92 0,048 0,038 0,034 0,032 0,030 0,027 0,025 0,024 0, ,84 0,044 0,036 0,032 0,030 0,028 0,025 0,024 0,022 0, ,92 0,042 0,034 0,030 0,028 0,026 0,024 0,022 0,021 0, ,94 0,039 0,032 0,029 0,027 0,025 0,023 0,022 0,021 0, ,04 0,036 0,030 0,027 0,025 0,024 0,022 0,020 0,019 0, ,13 0,034 0,028 0,026 0,024 0,023 0,021 0,019 0,019 0, ,23 0,033 0,027 0,024 0,023 0,022 0,020 0,019 0,018 0, ,42 0,030 0,025 0,023 0,021 0,020 0,019 0,018 0,017 0, ,61 0,028 0,024 0,022 0,020 0,019 0,018 0,017 0,016 0, , 0,027 0,023 0,021 0,020 0,019 0,017 0,016 0,016 0, ,00 0,026 0,022 0,020 0,019 0,018 0,017 0,016 0,015 0, ,19 0,025 0,021 0,020 0,018 0,018 0,016 0,015 0,015 0, ,83 0,024 0,020 0,019 0,018 0,017 0,016 0,015 0,014 0, ,46 0,023 0,020 0,018 0,017 0,016 0,015 0,014 0,014 0,013 Tubos de PVC - Soldado () Velocidade média (m/s) D N D I () 0,20 0,40 0,60 0, 1,00 1,50 2,00 2,50 3, ,045 0,037 0,033 0,030 0,028 0,026 0,024 0,023 0, ,041 0,034 0,030 0,028 0,027 0,024 0,023 0,022 0, ,6 0,039 0,032 0,028 0,026 0,025 0,023 0,021 0,020 0, ,8 0,036 0,029 0,027 0,025 0,023 0,021 0,020 0,019 0, ,2 0,033 0,028 0,025 0,023 0,022 0,020 0,019 0,018 0, ,031 0,026 0,024 0,022 0,021 0,019 0,018 0,017 0, ,4 0,030 0,025 0,023 0,021 0,020 0,019 0,018 0,017 0, ,6 0,028 0,024 0,021 0,020 0,019 0,018 0,017 0,016 0, ,6 0,027 0,023 0,021 0,020 0,019 0,017 0,016 0,016 0, ,8 0,025 0,022 0,020 0,019 0,018 0,016 0,016 0,015 0,014 Tubos de PVC - Rosca (in) 3/8 12,7 0,046 0,037 0,033 0,030 0,029 0,026 0,024 0,023 0,022 1/2 16,2 0,042 0,034 0,031 0,028 0,027 0,024 0,023 0,022 0,021 3/4 21,2 0,039 0,032 0,028 0,026 0,025 0,023 0,021 0,020 0, ,8 0,036 0,030 0,027 0,025 0,024 0,022 0,020 0,019 0,019 1 ¼ 35 0,033 0,028 0,025 0,023 0,022 0,020 0,019 0,018 0,018 1 ½ 39,8 0,032 0,027 0,024 0,023 0,022 0,020 0,019 0,018 0, ,4 0,030 0,025 0,023 0,021 0,020 0,019 0,018 0,017 0,016 2 ½ 64,1 0,028 0,024 0,022 0,020 0,019 0,018 0,017 0,016 0, ,5 0,027 0,023 0,021 0,020 0,019 0,017 0,016 0,016 0, ,3 0,025 0,022 0,020 0,019 0,018 0,016 0,015 0,015 0,014 Fonte : Valter Rubens Gerner Termofluidomecânica Di 2.g γ Di 2 Di = diâmetro interno da tubulação (m) V = velocidade do fluido no interior do tubo (m/s) g = aceleração da gravidade (9,8 m/s 2 ) f = coeficiente de atrito (adimensional) Di = diâmetro interno da tubulação (m) V = velocidade do fluido no interior do tubo (m/s) g = aceleração da gravidade (9,8 m/s 2 ) f = coeficiente de atrito (adimensional) γ! " 14 Perda de Carga em Instalações Hidráulicas
15 Tabela 9 Comprimento equivalente de válvulas e conexões Tubo de Aço (m) Fonte: Manual Técnico Bombas KSB Tabela 10 Tamanho da linha Diam nom. Válvula globo e válvula solenóide Comprimento equivalente de válvulas e conexões (m) - Cobre Válvula de angulo Cotovelos de raio pequeno Cotovelos de raio grande T de linha de fluxo e visores de vidro Ramal de fluxo em T ,3 1,4 1,0 0,5 2, ,6 1,7 1,2 0,7 2, ,6 2,0 1,4 0,9 3, ,5 2,4 1,6 1,1 3, ,8 0,8 0,6 0,8 2, ,1 1,0 0,7 0,8 3, ,4 1,2 0,8 0,9 3, ,9 1,6 1,0 1,2 4, ,4 2,0 1,3 1,4 6, ,2 2,4 1,6 1,6 7, ,1 3,0 1,9 2,0 9, ,1 3,7 2,2 2,2 10, ,3 4,3 2,7 2,4 12, Fonte: Manual de Ar Condicionado - Trane 36,3 5,2 3,0 2,8 15,2!" # $ %& ' ()* # + Perda de Carga em Instalações Hidráulicas 15
V 2. 1.7 Perda de carga localizada (h L. Borda-Belanger formulou que
1.7 Perda de carga localizada (h L ) Borda-Belanger formulou que h L K l V 2 2g onde k L é um coeficiente de perda de carga localizada que é função do número de Reynolds e da geometria da peça. É obtido
A Equação 5.1 pode ser escrita também em termos de vazão Q:
Cálculo da Perda de Carga 5-1 5 CÁLCULO DA PEDA DE CAGA 5.1 Perda de Carga Distribuída 5.1.1 Fórmula Universal Aplicando-se a análise dimensional ao problema do movimento de fluidos em tubulações de seção
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