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Jurisprudência. SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 47 de 12 de Novembro de 2012

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Relatório. Data 17 de março de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF

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EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

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Transcrição:

Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 310 - Data 3 de novembro de 2104 Processo Interessado CNPJ/CPF xxxxxxxxxxxxxxx XXXXXXXXXXXXXXXXXX xxxxxxxxxxxxxxxxxx Assunto: Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) Ementa: PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA. MÉTODO PECEX. OBRIGATORIEDADE. A previsão do produto dentre as commodities relacionadas no Anexo I da IN RFB nº 1.312, de 2012, e, cumulativamente, sujeito a preços públicos nas instituições de pesquisas setoriais reconhecidas internacionalmente, listadas no Anexo III da mesma IN, obriga à utilização do método PECEX para arbitramento dos preços praticados nas operações de exportação para pessoa vinculada, a partir do anocalendário de 2013, estando vedada a livre utilização de outros métodos. Dispositivos legais: Lei nº 9.430 de 27 de setembro de 1996, arts. 19 e 19-A, com redação dada pela Lei nº 12.715, de 17 de setembro de 2012; Instrução Normativa RFB nº 1.312, de 28 de dezembro de 2012, arts. 22 a 25, art. 30, 2º e art. 34, com redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.395, de 13 de setembro de 2013 e Instrução Normativa RFB nº 1.498, de 14 de outubro de 2014 Relatório Trata-se de consulta sobre arbitramento dos preços praticados nas operações de exportação. 2. A consulente esclarece que fabrica, industrializa, comercializa, importa e exporta Cálcio Silício e suas modalidades; ferro-ligas, tais como Ferro Silício, Cálcio Silício Bário, Cálcio Silício Manganês, dentre outras e que efetua exportação para empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico. 1

Fls. 2 3. A consulente delimita a consulta à aplicação, em relação ao ano-base de 2013, das regras de arbitramento dos preços de transferência ao produto Ferro Silício NCM nº 7202.21.00. 4. Em seguida, traz comentários acerca do processo produtivo básico e do significado do termo commodity usualmente adotado nas relações comerciais, e alega que, de acordo com o posicionamento de profissionais de sua área comercial, seu produto não se enquadra no conceito de commodities. 5. Fazendo uma interpretação literal do art. 19, caput e 9º, e o art. 19-A, caput e 1º, 5º e 6º, ambos da Lei nº 9.430/96, a consulente infere que as commodities cuja cotação de preço é divulgada em bolsa de mercadorias e futuros, obrigatoriamente, devem observar as regras contidas no método PECEX para arbitramento dos preços praticados nas operações de exportação. Considera que, para os demais bens, cujo preço não é cotado em bolsa, mas obtido a partir de dados fornecidos por instituições de pesquisas setoriais internacionalmente reconhecidas ou com preços definidos por agências ou órgãos reguladores e publicados no Diário Oficial da União, a aplicação da PECEX é facultativa. 6. Em seguida, aponta que o 3º do art. 34 da IN RFB nº 1.312, de 2012, previu a obrigatoriedade do método PECEX a quaisquer dos bens incluídos no Anexo I da referida IN, os quais abrangem bens que não se enquadram no conceito de commodities e que, por isso, não possuem seus preços divulgados, tornando-se impraticável, com isso, a aplicação do método PECEX na exportação desses bens para o exterior. 7. Após esclarecer que o produto em questão possui cotação de preço divulgada no Metal Bulletin e no CRU Monitor, ambos previstos no Anexo III da IN RFB nº 1.312, de 2012, indaga: 5.1 É correta a afirmação de que o FeSi exportado para pessoas vinculadas nos termos da legislação de regência, cujos preços não são divulgados em bolsas de mercadorias e futuros listadas no Anexo II da IN RFB nº 1.312/2012, a aplicação do método PECEX é facultativa, tendo em vista o disposto no do artigo 19-A da Lei Federal nº 9.430/1996 c/c o disposto no do art. 34 da IN RFB nº 1.312/2012? Em caso de negativa de resposta, pede-se a base jurídica para a correta fundamentação. 5.2 Em sendo positiva a resposta, é correta a afirmação de que o consulente, a sua livre escolha, poderá aplicar os demais métodos de arbitramento existentes na legislação dos preços de transferência para as suas operações de exportação do bem acima descrito? Em caso de negativa de resposta, pede-se a base jurídica para a correta fundamentação. 5.3 Caso exista alguma questão não abordada nos quesitos anteriores, que seja de fundamental para que o consulente aplique de forma adequada as regras dos preços de transferência, pede-se que a questão pertinente seja abordada como resposta à presente consulta formulada. Fundamentos 2

Fls. 3 8. Preliminarmente, cabe deixar consignado que a análise da consulta não implica em reconhecimento ou concordância por parte da Secretaria da Receita Federal do Brasil quanto à veracidade ou adequação das afirmações feitas pela interessada no seu pedido. 9. Sobre o tema commodities, é válido esclarecer que se trata de um termo destinado a produtos de base em estado bruto, considerado matéria-prima ou produto que apresenta grau mínimo de industrialização. 10. As receitas oriundas de exportações de commodities para o exterior devem seguir o disposto na Lei nº 9.430, de 1996, arts. 19, 9º, e 19-A, com redação dada pela Lei nº 12.715, de 2012, abaixo transcritos: Receitas Oriundas de Exportações para o Exterior Art.19.As receitas auferidas nas operações efetuadas com pessoa vinculada ficam sujeitas a arbitramento quando o preço médio de venda dos bens, serviços ou direitos, nas exportações efetuadas durante o respectivo período de apuração da base de cálculo do imposto de renda, for inferior a noventa por cento do preço médio praticado na venda dos mesmos bens, serviços ou direitos, no mercado brasileiro, durante o mesmo período, em condições de pagamento semelhantes. 9º Na hipótese de exportação de commodities sujeitas à cotação em bolsas de mercadorias e futuros internacionalmente reconhecidas, deverá ser utilizado o Método do Preço sob Cotação na Exportação - PECEX, definido no art. 19-A. Art.19-A.O Método do Preço sob Cotação na Exportação - PECEX é definido como os valores médios diários da cotação de bens ou direitos sujeitos a preços públicos em bolsas de mercadorias e futuros internacionalmente reconhecidas 1 o Os preços dos bens exportados e declarados por pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no País serão comparados com os preços de cotação dos bens, constantes em bolsas de mercadorias e futuros internacionalmente reconhecidas, ajustados para mais ou para menos do prêmio médio de mercado, na data da transação, nos casos de exportação para I - pessoas físicas ou jurídicas vinculadas II - residentes ou domiciliadas em países ou dependências com tributação favorecida; ou 3

Fls. 4 III - pessoas físicas ou jurídicas beneficiadas por regimes fiscais privilegiados. 5 o Na hipótese de não haver cotação dos bens em bolsas de mercadorias e futuros internacionalmente reconhecidas, os preços dos bens exportados a que se refere o 1 o poderão ser comparados: I - com os obtidos a partir de fontes de dados independentes fornecidas por instituições de pesquisa setoriais internacionalmente reconhecidas; ou II - com os preços definidos por agências ou órgãos reguladores e publicados no Diário Oficial da União. 6 o A Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda disciplinará o disposto neste artigo, inclusive a divulgação das bolsas de mercadorias e futuros e das instituições de pesquisas setoriais internacionalmente reconhecidas para cotação de preços. 11. Os dispositivos transcritos que foram incluídos pela Lei nº 12.715, de 2012, entraram em vigor em 1º de janeiro de 2013 (art. 78, 1º). 12. A regulamentação dos dispositivos legais pela Instrução Normativa RFB nº 1.312, de 2012, em especial seu art. 34, restou alterada com a edição da Instrução Normativa RFB nº 1.395, de 13 de setembro de 2013, passando a ter o seguinte teor: Subseção V Do Método do Preço sob Cotação na Exportação (Pecex) Art. 34. O Método do Preço sob Cotação na Exportação (Pecex) é definido como os valores médios diários da cotação de bens ou direitos sujeitos a preços públicos em bolsas de mercadorias e futuros internacionalmente reconhecidas. 1º A partir de 1º de janeiro de 2013, o método Pecex deve ser obrigatoriamente aplicado na hipótese de exportação de commodities sujeitas à cotação em bolsas de mercadorias e futuros internacionalmente reconhecidas. 2º Os preços dos bens exportados e declarados por pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no País serão comparados com os preços de cotação dos bens, constantes em bolsas de mercadorias e futuros internacionalmente reconhecidas, ajustados para mais ou 4

Fls. 5 para menos do prêmio médio de mercado, na data da transação, nos casos de exportação para: I - pessoas físicas ou jurídicas vinculadas; II - residentes ou domiciliadas em países ou dependências com tributação favorecida; ou III - pessoas físicas ou jurídicas beneficiadas por regimes fiscais privilegiados. 3º Consideram-se commodities para fins de aplicação do Pecex os produtos listados no Anexo I a esta Instrução Normativa, bem como os demais produtos negociados nas bolsas de mercadorias e futuros listadas no Anexo II a esta Instrução Normativa. 3º Consideram-se commodities para fins de aplicação do Pecex, os produtos: I - listados no Anexo I e que, cumulativamente, estejam sujeitos a preços públicos em bolsas de mercadorias e futuros listadas no Anexo II, ou que estejam sujeitos a preços públicos nas instituições de pesquisas setoriais, internacionalmente reconhecidas, listadas no Anexo III, todos Anexos a esta Instrução Normativa; e II - negociados nas bolsas de mercadorias e futuros listadas no Anexo II a esta Instrução Normativa. (destacou-se) 13. Dos dispositivos acima transcritos, extrai-se que, no caso de produtos não negociado nas bolsas de mercadorias e futuros relacionados no Anexo II da IN RFB nº 1.312, de 2012, mas listados no Anexo I e, cumulativamente, sujeitos a preços públicos nas instituições de pesquisas setoriais reconhecidas internacionalmente, listadas no Anexo III da mesma IN haverá também a obrigação de aplicação do método PECEX. 14. Quanto ao referido Anexo I da IN SRF nº 1.312, de 2012, com redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.498, de 14 de outubro de 2014, nele encontra-se previsto o NCM 72 dentre os produtos passíveis de enquadramento no conceito de commodities: ANEXO I COMMODITIES E SEUS RESPECTIVOS CÓDIGOS NA NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL PARA FINS DE APLICAÇÃO DO MÉTODO PCI e PECEX XII. Minérios de ferro e seus concentrados (NCM 26.01) e Ferro fundido, ferro e aço (NCM 72); 15. Segundo a consulente, o produto objeto de consulta (Ferro Silício NCM nº 7202.21.00) possui cotação de preço divulgada em instituições de pesquisas setoriais 5

Fls. 6 internacionalmente reconhecidas, listadas no Anexo III da IN RFB nº 1.312, de 2012, logo, enquadra-se no segundo parâmetro exigido. 16. Assim, verifica-se que o produto objeto de consulta preenche os dois requisitos cumulativos necessários para se enquadrar na definição de commodity, pois está listado no Anexo I da IN RFB nº 1.312, de 2012, e, cumulativamente, sujeita-se a preços públicos nas instituições de pesquisas setoriais reconhecidas internacionalmente, listadas no Anexo III da mesma IN. Conclusão 17. Com base no exposto, conclui-se que a previsão do produto objeto da presente consulta dentre as commodities relacionadas no Anexo I da IN RFB nº 1.312, de 2012, e, cumulativamente, sujeito a preços públicos nas instituições de pesquisas setoriais reconhecidas internacionalmente, listadas no Anexo III da mesma IN, obriga à utilização do método PECEX para arbitramento dos preços praticados nas operações de exportação para pessoa vinculada, a partir do ano-calendário de 2013, nos termos do art. 19, 9º e 19-A, 6º, ambos da Lei nº 9.430, de 1996, com a redação dada pela Lei nº 12.715, de 2012; e art. 34, 3º da IN RFB nº 1.312, de 2012,, art. 34, com redação dada pela IN RFB nº 1.395, de 2013, e IN RFB nº 1.498, de 14 de outubro de 2014, estando vedada a livre utilização de outros métodos. À consideração superior. À consideração superior. ANDREA COSTA CHAVES Auditora-Fiscal da RFB De acordo. Encaminhe-se à Coordenação de Tributos Sobre a Renda, Patrimônio e Operações Financeiras (Cotir). IVONETE BEZERRA DE SOUZA Auditora-Fiscal da RFB Chefe da Divisão de Tributação Internacional (Ditin) De acordo. À consideração do Coordenador-Geral da. CLAUDIA LUCIA PIMENTEL MARTINS DA SILVA 6

Fls. 7 Auditora-Fiscal da RFB Coordenadora da Cotir Ordem de Intimação Aprovo a Solução de Consulta. Divulgue-se e publique-se nos termos do art. 27 da Instrução Normativa RFB nº 1.396, de 16 de setembro de 2013. Dê-se ciência ao consulente. FERNANDO MOMBELLI Auditor-Fiscal da RFB Coordenador-Geral da 7