ENE-EP E OS DESAFIOS DA REGULAÇÃO



Documentos relacionados
Electricidade um factor estratégico de crescimento e desenvolvimento Segunda Conferência RELOP Cabo Verde 6, 7 e 8 Julho de 2009

TRANSPORTE E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA

Seminário sobre Energia Eléctrica, Luanda, 8 & 9 Setembro 2011, UAN Produção de Energia eléctrica em Angola O mix actual e perspectivas futuras

Plano de Expansão e Melhorias do Setor Elétrico do Estado do Amazonas MME. Ministério de Minas e Energia. Ministro Eduardo Braga 10 de Abril de 2015

ENERGIA ELECTRICA EM SÃO TOMÉ E PRINCIPE. Príncipe. São Tomé

Oportunidades de Investimento

PTSE Programa de Transformação do Sector Eléctrico

Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa

Ligações às redes de energia eléctrica de instalações consumidoras (em vigor a partir de 12 de maio de 2013)

CONDIÇÕES A OBSERVAR PARA O ESTEBELECIMENTO DE POSTO DE TRANSFORMACÃO PRIVATIVO

Programa de Transformação do Sector Eléctrico. Apresentação na Conferência 30 e 31 de Maio de 2013 Luanda

EDP. PREPARAR A ECONOMIA DO CARBONO Eficiência energética em alerta vermelho EMPRESA

Transmissão Subterrânea no Brasil. Julio Cesar Ramos Lopes

Energia e Desenvolvimento A situação de Cabo Verde: Evolução, Ganhos e Perspectivas

Energias Renováveis O ponto de vista da edp distribuição

A integração da produção sustentável em Portugal do planeamento à operação Seminário - Energia Eléctrica Universidade Agostinho Neto Luanda 8 de

Melhoria da Qualidade do Fornecimento de Energia Elétrica das Empresas Distribuidoras

SITUAÇÃO ACTUAL E PROJECTADA NOS PLANOS NACIONAIS E NO PROGRAMA EXECUTIVO DO SECTOR ELÉCTRICO DE 2009

Ligações às redes de energia eléctrica. Setembro de 2011

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

1. (PT) - Diário Económico, 07/12/2012, Portuguesa Gesto Energy ganha planeamento energético de Angola 1

Investimento Privado em Angola

Transformadores. Artur Morais Março Ligue-se à Siemens Angola

Jayme da costa. A Jayme da Costa desenvolve a sua actividade em várias áreas

O SISTEMA ELÉCTRICO ANGOLANO - Uma Visão Complementar -

A Qualidade da Regulação e os Serviços do Sector Eléctrico Angolano

ELETROBRAS Investimentos 1º bimestre

CEEE Companhia Estadual de Energia Elétrica. Programa de Investimentos

f) Processamentos de dados em baixa tensão, designadamente estimativas de consumo e metodologia de aplicação de perfis de consumo.

COMPARATIVO ENTRE REDES DIRETAMENTE ENTERRADAS E COM DUTOS ESTUDO DE CASO DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU/PR

Seminário: Energia e Meio Ambiente A origem hídrica da crise de energia

Renováveis em Cabo Verde

Regulamento do projeto "50 Telhados"

A VISÃO do ENERGYIN Motivos da sua criação & Objectivos

DIÁLOGO LATINOAMERICANO SOBRE LAS MEJORES PRÁCTICAS EN EL DESARROLLO DE GRANDES CENTRALES HIDROELÉCTRICAS. Carlos Nadalutti Filho

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA TEMA DA AULA

Galvão Energia Evolução das Fontes de Energia Renováveis no Brasil. V Conferência Anual da RELOP

AUTOCONSUMO NA PERSPECTIVA DE CONSUMIDORES DOMÉSTICOS

O Mercado de Energias Renováveis e o Aumento da Geração de Energia Eólica no Brasil. Mario Lima Maio 2015

TARIFÁRIO DE VENDA DE ENERGIA ELÉCTRICA A CLIENTES FINAIS 2011

Projecto HidroValor. Avaliação dos Impactos Económicos, Sociais e Ambientais de Novos Médios e Grandes Aproveitamentos Hídricos na Região Centro

Regulamento do projeto "50 Telhados"

Diário da República, 2.ª série N.º 5 8 de janeiro de

República de Angola MINISTÉRIO DA ENERGIA E ÁGUAS

ÍNDICE 1. QUEM SOMOS 2. A ENERGIA EM PORTUGAL 3. CONTRIBUIÇÃO DAS RENOVÁVEIS PARA O DESENVOLVIMENTO NACIONAL

Manual de Execução de Trabalhos em Equipamento de Contagem de Energia em instalações MT e BTE

REQUEST aproveitamento da energia solar na reabilitação

11º Seminário de Tecnologia de Sistemas Prediais. 20 de maio

AUTORES: WOONG JIN LEE ALOISIO JOSÉ DE OLIVEIRA LIMA JORGE FERNANDO DUTRA JOSÉ M. PINHEIRO FRANKLIM FABRÍCIO LAGO CARLOS AUGUSTO V.

CARACTERIZAÇÃO DA PROCURA DE ENERGIA ELÉCTRICA EM 2006

Software comercial para planeamento da distribuição

Sistema de Incentivos

CABO VERDE. Estratégia Para a Energia Sustentável em

QUALIDADE DE SERVIÇO DE NATUREZA TÉCNICA NO SECTOR ELÉCTRICO

Gestão de Energia e Eficiência Energética nas Empresas O enquadramento legal!

Política Energética Brasileira Panorama da Biomassa

DOS SISTEMAS MUNICIPAIS PARA A CRIAÇÃO DE UMA EMPRESA INTERMUNICIPAL DE ÁGUA E SANEAMENTO NA ILHA DE SANTIAGO

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental. CONSULTUA Ensino e Formação Profissional Lda.

IT31 - Plataforma Integradora de Sistemas de Operação em Tempo Real com Sistemas Corporativos. André Valentim Caio Alencar Fátima Mesquita

José do Carmo Ferraz Filho Superintendente de Energia. Cuiabá Maio de 2012

Contributo para o quase zero de energia no edificado

Uma visão geral do sector das energias renováveis na Roménia

Revisão Regulamentar 2011

Disciplina: Eletrificação Rural. Unidade 3 Geração, transmissão e distribuição da energia elétrica.

ENTIDADE REGULADORA DOS SERVIÇOS ENERGÉTICOS. Despacho n.º 18138/2009

CICLO DE CONFERÊNCIAS ENGENHARIA EM MOVIMENTO

II SEMINÁRIO NACIONAL PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS E MICROGERAÇÃO

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES. 2º Seminário Internacional Cana & Energia. Ribeirão Preto, agosto de 2002

EXPORTAR MAIS - PLANO DE ACÇÃO 2008

Smart Grid e Net Metering no Brasil

minigeração # SINERGIAE Engineering for life...

Minigeração e Microgeração Distribuída no Contexto das Redes Elétricas Inteligentes. Djalma M. Falcão

Estrutura da ERI. Administração. Direção Geral. Qualidade, Ambiente e Segurança. Comercial & Marketing. Departamento de Compras

A informação como insumo para a Operação do Sistema Interligado Nacional

VIII SIMPÓSIO LUSO ALEMÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS FOTOVOLTAICO Energia solar nos edifícios

Ministério da Energia e Águas

Papel da Energia Alternativa na Política Energética do Brasil

Sistemas de Incentivos

EDEL-EP SEJAM BEM VINDOS À SESSÃO DE ESCLARECIMENTO SOBRE O SISTEMA DE GESTÃO E FACTURAÇÃO DA EDEL

Gestão do Risco Elétrico

Conceitos Básicos sobre Gestão da Energia e Sustentabilidade

Programas de Fidelização O Exemplo da GALP. Grupo 2 Luís Maranhão Baltazar Arezes Jorge Landau Madalena Faria Sofia Castro

Energia Competitiva para o Nordeste: Energia Limpa e Renovável

a minha central energética

Eficiência Energética e Redução de Perdas. George Alves Soares - Eletrobras

Ministério de Minas e Energia Centrais Elétricas Brasileiras S.A. Eletrobras ANEXO VI DESCRIÇÃO DO PROJETO ENERGIA+

V Conferência da RELOP - Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa

estatísticas rápidas dezembro 2013

Chegou Kwara. para o Brasil brilhar cada vez mais

CONFERÊNCIA. Biomassa Financiar uma Fonte Limpa de Produção Energética FINANCIAMENTO DE CENTRAIS DE BIOMASSA. Lisboa, 7 de Julho de 2010

Transcrição:

VI CONFERENCIA RELOP A QUALIDADE DE REGULAÇÃO DA ENERGIA E DOS SERVIÇOS NOS PALOP ENE-EP E OS DESAFIOS DA REGULAÇÃO Eng. Júlio Capitango Luanda, Maio de 2013

Índice 1. Enquadramento 2. Organização do Sector Eléctrico 3. Breve Caracterização do Sistema Eléctrico 3.1 Produção 3.2 Transporte 3.3 Distribuição 4. Regulação do Sector 5. Perspectivas para melhoria da qualidade de serviços 2

Enquadramento Área Total: 1.246.700 km² População: 20.609.294 hab (2012) Capital: Luanda Taxa de acesso a electricidade: 25-30% Preço médio: (Kz/KWH) 3,3 Fonte: Instituto de Nacional de Estatística 3

Organização do Sector Eléctrico 4

Caracterização do Sistema Eléctrico Legenda Central Hídrica Central Térmica Distribuição/Subestação AT 400 KV AT 220 KV AT <=150 KV 5

Caracterização do Sistema Eléctrico Âmbito ENE: Energia produzida: 6.203,9 GWh Energia distribuída: 5.210,8 GWh Nº de Clientes: 331.803 (ENE) e 453.080 (EDEL) Capacidade total da produção instalada : 1.795,84 MW Capacidade total da produção disponível: 1.493,73 MW Ponta máxima do Sistema Norte: 1.072,6 MW Crescimento anual da distribuída: 11,4% (2009/2012) Crescimento anual da produzida: 13,0% (1999/2012) 6

Caracterização do Sistema Eléctrico Produção: Capacidade total instalada: 1.795,84 MW Hídrica: 861,32MW (47,96%) Térmica: 934,52 MW (52,04%) Energia produzida: 6.203,9 GWh Hídrica: 3.768,4 GWh (61%) Térmica: 2.435,5 GWh (39%) Produção Própria(ENE):2.491,8 GWh (40,1%) Energia adquirida: 3.712,1 GWh (59,8%) (GAMEK, Mabubas, ERA, Aggrekko, APR, Nampower e KANAZURU). 7

Caracterização do Sistema Eléctrico Transporte: SISTEMA NORTE Comprimento Tensão KV Comprimento Total (km) LT s Operacionais 60 324 324 110 159 159 Sistema Norte 220 1.536 1.536 400 281 281 Subtotal 2300 2300 60 99 99 Sistema Centro 150 20 20 220 93 93 Subtotal 212 212 150 168 168 Sistema Sul 60 324 324 Subtotal 492 492 Isolado Subestações Potência MVA 20 2.663 10 431 132 120 120 4 34 60 24 24 Subtotal 144 144 TOTAL 3.148 3.148 38 3.219 4 91 8

Caracterização do Sistema Eléctrico Distribuição: Subestação Caracterização da Rede de Distribuição Nº de Subestações 22 Potência Instalada (MVA) 560,6 Linhas (Incluindo ramais, em km) Aéreas MT (<6,6/15/20/30kV) 1 355,9 Cabos subterrâneos MT (<6,6/15/20/30kV) 559,6 Postos de Transformação Unidades 1 853 Potência Instalada (MVA) 797,9 Redes de BT (km) Aéreas 4 943,2 Subterrâneas 1 035,5 9

Caracterização do Sistema Eléctrico ENE distribui em AT, MT, BT e BTE, em 16 das 18 províncias do país. Número total de clientes: 331.803 ( Abril de 2013) AT: 21 MT: 1.936 BT: 329.841 Crescimento médio anual de clientes: 11,5% (2004 á 2012) Nº de clientes com contagem: 160.512 (48,4%) Convencional: 138.215 (86,1%) Pré-pago: 22.297 (13,9%) Facturação Média anual: 3.682,0 GWh (2009 à 2012) Crescimento médio anual: 11,7% 10

Regulação do Sector Eléctrico Marcos do Sector Eléctrico Angolano 11

Regulação do Sector Eléctrico Marcos do Sector Eléctrico Angolano (cont.) 12

Regulação do Sector Eléctrico As acções implementadas com vista a melhoria da qualidade dos Serviços: Reestruturação da ENE (separação de actividades e contas) Criação de três unidades de negócios: Produção; Transporte; Distribuição. Criação de novas áreas de actividades, nomeadamente: GAR (Gabinete Assuntos Regulação); NBMP(Núcleo Marketing do Produto); NAQS (Núcleo Qualidade de Serviço); GAI (Gabinete de Auditoria Interna). 13

Regulação do Sector Eléctrico Relacionamento com os clientes: Website da ENE; Call Center; Portal de clientes (reclamação, pedidos,etc); Redes de agências comerciais; Novos meios de pagamentos (multicaixa e TPA ); Sistema de vendas pré-pagamento. Outras acções: Data Center ; Disaster Recover; Investimento em novos sistemas de comunicações (VPN, GPRS, etc.). 14

Regulação do Sector Eléctrico Avarias Registadas no ano 2012 Avarias registadas na rede de distribuição Rede Registada - 2011 Registada - 2012 Reparada - 2012 Pendentes - 2012 Tipo Subt. Aérea Subt. Aérea Subter. Aérea Subt. Aérea M.T 801 357 370 301 312 299 58 2 B.T 6 742 17 121 2 607 12 834 2 589 12 800 18 34 15

Perspectivas para melhoria da qualidade de serviço Pontos críticos Relação entre a Oferta e a Procura Capacidade total instalada: 1.795,84 MW Hídrica: 861,32MW (47,96%) Térmica: 934,52 MW (52,04%) Energia produzida: 6.203,9 GWh Hídrica: 3.768,4 GWh (61%) Térmica: 2.435,5 GWh (39%) O aumento da capacidade de produção deverá incidir sobre a componente geração hídrica 16

Perspectivas para melhoria da qualidade de serviço Metas a Atingir até final de 2016 Aumento do Consumo Per-Capita e instalar uma capacidade de produção de 5.000 MW de potência, assente sobretudo em recursos renováveis; Aumento do nº de Ligações domiciliares e do acesso, estimado em 2 milhões; Interligação dos Sistemas Isolados e a criação da Rede Nacional de Transporte; O aumento da contribuição das novas e renováveis fontes de energia (eólica + solar) em toda a matriz energética, que se fixará em 1,5%. 17

Perspectivas para melhoria da qualidade de serviço Carteira de Investimentos até 2016 Produção Construção da Central Térmica de Ciclo combinado, com a capacidade instalada de 1.200 MW, até 2017; Construção da Central Hidroeléctrica do Lauca, com a capacidade instalada de 2.050 MW, até 2017; Reabilitação e modernização da Central Hidroeléctrica de Cambambe (aumento de 80MW e perfazendo 260MW; Construção de C.H de Cambambe II, com a capacidade instalada de 700MW. 18

Perspectivas para melhoria da qualidade de serviço Transporte Construção da Linha de Transmissão 220kV Gabela - Quileva (Norte- Centro); Reforço da rede AT de Luanda - SE, FILDA e LT 220kV Viana - FILDA; Interligação do Sistema centro-sul; Sistema de Transporte associado à Central de Ciclo Combinado do Soyo e da Central II de Cambambe; Regulação da Tensão nos sistemas interligados Distribuição Reabilitação e Exp. Redes Eléctricas MT/BT nas capitais das províncias Extensão da actividade da Empresa nos Municípios Montagem faseada de contadores de pré-pagamentos, com cobertura de 85.000 clientes até 2013. 19

FIM 20