Departamento de Engenharia de Biossistemas ESALQ/USP MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA II LEB0332 Mecânica e Máquinas Motoras Prof. Leandro M. Gimenez 2017 Componentes do motor Cabeçote Junta Cilindro Bloco Anéis de segmento Êmbolo Biela Volante ADM Casquilho 2 1
Bloco Suporta as demais partes constituintes do motor Cabeçote Bloco Carter 3 Bloco Variações em função do arranjo dos cilindros Em linha 4 Cilindros Em linha 6 Cilindros Monocilindro 2 tempos Refrigerado a ar Cilindro externo ao bloco Em V 8 Cilindros Em V 2 Cilindros 4 tempos Refrigerado a ar 4 2
Bloco Galerias Líquido de arrefecimento próximos ao cilindro Óleo lubrificante 5 Bloco Bloco visto por baixo Acoplamento da árvore de manivelas ADM 6 3
Bloco Produzidos com ferro fundido ou alumínio ou aço em função da aplicação Em alguns modelos de trator o motor faz parte da estrutura do chassi e o bloco deve ser robusto. Monobloco: motor, transmissão e diferencial 7 Carter Fecha a parte inferior do bloco, ao qual é fixado por meio de parafusos com uso de uma junta É um depósito de óleo lubrificante Junta Drenagem do óleo pela remoção do bujão 8 4
Cilindros Local da combustão altas pressões e temperaturas. Tubos removíveis, denominados camisas ou usinados diretamente no bloco Contato com líquido de arrefecimento 9 Cilindros Para que a pressão desloque o embolo, o sistema deve ser vedado superfície das camisas do cilindro e anéis de segmentos do êmbolo Brunimento: Preparo da superfície (brunida) para redução do atrito e ocorrência de vedação através do preenchimento das ranhuras pelo óleo lubrificante 10 5
Cabeçote Fecha o bloco e os cilindros Suporte para válvulas, bico injetor ou velas Câmara de compressão Cabeçote Junta do cabeçote Bloco 11 Cabeçote Galerias para passagem do ar e gases de escape 12 6
Êmbolo Recebe a energia da combustão Através do pino e da biela transmite o movimento à árvore de manivelas 13 Êmbolo Câmara de compressão Canais de lubrificação Rebaixo para válvulas Topo ou cabeça Canais dos anéis Orifício para o pino Saia 7
Êmbolo Cabeça plana Com cavidades para válvulas e rebaixo para combustão 16 Anéis de segmento Localizados nas ranhuras circulares existentes na cabeça do êmbolo Funções: a) vedar a câmara do cilindro, retendo a compressão; b) reduzir a área de contato direto entre as paredes do êmbolo e do cilindro; c) controlar o fluxo de óleo nas paredes do cilindro; d) dissipar o calor do êmbolo pelas paredes do cilindro 17 8
Anéis de segmento Dois tipos fundamentais de anéis: De compressão responsável pela vedação do cilindro; são maciços e colocados nas canaletas próximas ao topo do êmbolo De lubrificação responsáveis pelo controle de fluxo de óleo entre as paredes do êmbolo e cilindro; são providos de canaletas ou rasgos, interrompidos ao longo do perímetro 18 Anéis de segmento Lubrificação Compressão 19 9
Pino do Êmbolo Proporciona a ligação articulada entre biela e êmbolo Pino 20 Pino do Êmbolo Orifícios para lubrificação do pino/êmbolo 21 10
Casquilhos (Bronzina) Elementos através dos quais estabelece-se o contato, sob condições especiais, entre a cabeça da biela e os moentes da ADM Duas cápsulas semicilíndricas 22 Casquilhos (Bronzina) Recobertas de liga antifricção: Ponto de fusão relativamente baixo Resistência a corrosão Baixo coeficiente de atrito Liga de chumbo-estanho-cobre Niquel Liga de cobre-estanho Aço 23 11
Casquilhos (Bronzina) Excesso de folga no contato entre bronzina e mancal faz com a lubrificação seja prejudicada Quando anéis de segmento não conseguem retirar o excesso de óleo queima O excessivo escape de óleo ou extravasamento não uniforme gera a lubrificação deficiente e superaquecimento, quando há a fusão do casquilho Motor fundido casquilhos fundidos Motor batendo ruído das batidas do mancal da biela contra o moente da ADM, pelo excesso de folga 24 Biela O órgão que estabelece a conexão entre o êmbolo e a árvore de manivelas (ADM) Um dos órgãos responsáveis por transformar o movimento retilíneo do êmbolo em movimento circular junto ao volante do motor 25 12
Biela Pé: parte que se acopla ao êmbolo, através do pino Corpo: viga entre o pé e a cabeça que lhe confere o comprimento. Cabeça: parte que se prende aos moentes da ADM 26 Árvore de Manivelas (Virabrequim) Árvore de transmissão de movimento que apresenta tantas manivelas quantos forem os cilindros do motor Na extremidade de cada manivela localiza-se um moente, ao qual de acopla o mancal da cabeça da biela Em uma extremidade da ADM se acopla o volante do motor Na outra a engrenagem ou a roda dentada de acionamento do comando de válvulas 27 13
Árvore de Manivelas (Virabrequim) O ângulo formado entre moentes da ADM se dá pelo número de cilindros e de tempos do motor Motor de 4 tempos : 720 /n Motor de 2 tempos : 360 /n Onde n = número de cilindros 28 Árvore de Manivelas (Virabrequim) Moentes Munhões 29 14
Árvore de Manivelas (Virabrequim) Moentes Munhões 30 Árvore de Manivelas (Virabrequim) Travamento da Árvore Casquilhos desgastados Desgaste moentes 31 15
Volante É uma massa de ferro fundido cuja função é manter uniforme a velocidade angular da ADM Absorve a energia cinética durante os tempos de explosão Cede de volta durante os outros tempos. 32 FIM Leandro M. Gimenez lmgimenez@usp.br 16